2011 – A odisséia paranaense

O Jogo Aberto Paraná exibiu ontem e hoje as retrospectivas da temporada 2011 para os clubes do Sul do Estado e um resumo dos principais acontecimentos no futebol paranaense em geral.

Acompanhe, relembre alegrias e tristezas e comente!

Atlético

Coritiba

Paraná

Política/Copa/Operário e Interior

Atlético Campeão Brasileiro 2001 – Especial Jogo Aberto Paraná

O dia 23/12 passou a ser o Natal de todo atleticano a partir de 2001. Na última sexta, o Jogo Aberto Paraná exibiu um especial em duas partes dos 10 anos do título brasileiro do clube. Confira o especial, em duas partes:

Um estranho no ninho

Estádio Alfonso Carrasquel: já entrei em muitos, mas esse era inédito

Puerto La Cruz, Venezuela – Mal me recuperava da vermelhidão praiana em minha pele e deparei-me com o jornal de Puerto La Cruz anunciando que era dia de baseball na cidade. Já estive em diversos estádios mundo afora. Jamais perco a chance de comprar uma camiseta ou ver um jogo se estou numa cidade desconhecida. Nessa, sem contar os brasileiros, já ficaram pra trás La Bombonera, Monumental de Nuñez e Avellaneda, do Racing, La Olla e Defensores del Chaco, em Assunção, Camp Nou, Vicente Calderón, Santiago Bernabéu, Estádio da Luz e o novo Emirates, do Arsenal, na Europa, entre outros. Já encarei até Huracán 1-2 Colón em BsAs e fora futebol, estive no Staples Center, do LA Lakers. Mas todos conhecidos e principalmente: de esportes conhecidos.

Mas baseball nunca foi comigo. Entre nós, acho um porre. Vou além: até pela profissão, procuro entender de TODOS os esportes. Mas confesso que não sei lhufas de baseball. Então, em nome de uma boa história, encarei a buseta (sim, o pequeno ônibus que nos levava) e parti para o jogo. Valia o espetáculo. E ao chegar lá percebi não se tratar de qualquer jogo.

As filas para as entradas eram enormes. O Caribes de Anzóategui recebia o Leones de Caracas. É mais ou menos como se o Leones fosse o Corinthians visitando o Avaí, com o bônus de que o Avaí, no caso, é o atual campeão venezuelano de baseball. Aí você imagina. Mas o primeiro ponto positivo é que havia muitas crianças e torcedores uniformizados dos dois times conviviam pacificamente entre si, mesmo com todas as características de paixão possíveis presentes. Até bateria de torcida organizada. O segundo ponto é o preço: compramos (arrastei a esposa, sem muito choro) entradas ao lado do campo por módicos BF$ 80, algo como R$ 20 no câmbio extra-oficial. E ao entrarmos, apesar da simplicidade do estádio, o encontro com o velho padrão: a loja oficial do Caribes e um corredor com o Hall da Fama do clube.

A franquia é nova, mas o clube tem 24 anos. A história está aqui e esse é o site oficial. Marinheiro de primeira viagem, compramos ingressos para a torcida da casa, como mandam os bons costumes. Mas entramos na torcida do Caracas, por engano. Sem problemas: além de não estarmos uniformizados, o pessoal é extremamente bem educado e nos indicou os locais certos. No caminho, uma surpresa: acreditem, tomamos cerveja no estádio.

"Ditadura" Chavista: aqui, se pode tomar uma cervejinha e ver seu time

É, amigo, a Venezuela, do “ditador” Chavéz, permite a venda de cerveja nos estádios. No mesmo em que entrei por engano na torcida adversária e fui conduzido educadamente ao posto certo. Sim, o mesmo em que crianças e famílias convivem, mesmo com provocações ao rival, em paz. Acredita?

Rápida nota: o texto não quer entrar no mérito se Chavéz é ou não um bom governante. Conversando com taxistas – termômetro das cidades – vi que tem gente contra e gente a favor. Como Lula no Brasil. E todos disseram, a sua maneira, que as eleições são mesmo democráticas. Uns reclamam que Chavéz usa a máquina para se perpetuar, outros alegam que ele tem feito muito pelo povo mais pobre. E segue o baile.

Fato é que sentamos pertinho do campo. E – juro – tentei muito entender o jogo. Até porque o lugar era muito privilegiado.

Um tropeço e você cai no campo

Entendi os dois home runs que o Caribes impôs ao Caracas e levou a galera ao delírio. Teve ainda polêmica da arbitragem, muita reclamação e algo pitoresco: as duas torcidas comemorando um lance duvidoso por minutos. Depois, o juiz deu a favor do Caracas, o que gerou revolta no pessoal da casa. Mas nada que passasse de um hijo de puta aqui ou ali.

Ok, eu prometi não falar de política, mas não tem muito como: a velha fórmula eleitoral funciona. Tarek Willian Saab, que reformou o estádio e viu o time da cidade ser campeão na sua gestão, não perderia a chance de se promover em ano pré-eleitoral:

Pão e circo

Ao olhar as propagandas, percebi como o jogo estava arrastado. Ou, pelo menos, como eu já não entendia uma jogada sequer. Quem seria o rebatedor? Esse arremessador é bom mesmo?

Enfim, logo descobri o melhor em campo.

Ambulante da cerveja, o destaque da noite

Ele atende pelo nome de Muchacho (como todos os garçons por aqui) e passou a nos trazer cerveja gelada frequentemente. O jogo melhorou, eu passei a enxergar melhor, fiquei mais magro e minha mulher ainda mais parecida com a última Miss Venezuela. Quase aprendemos algumas músicas da torcida da casa, mas a verdade é que o pessoal do Caracas era mais animado. E não precisavam de animador de sistema de som para isso.

Quando vi, já estávamos há 2h no campo e o placar marcava 3-2 para o Caribes, que precisava da vitória para não ficar na dependência de outros para ir aos play-offs. E tinham se passado apenas 6 turnos de 9 possíveis. Num cálculo rápido, decidi não ficar mais uma hora no campo e fomos embora antes da corrente toda. E mantive a fama de pé-quente: depois de sair, o Caracas virou o jogo para 5-3.

Bem, paciência. Valeu a experiência.

...y salud para la tribu!

 

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 21/12/2011

Just do it – but do it right*

O Coritiba e a Nike pediram um estudo de mercado para definir onde a empresa abrirá as duas lojas – além da que estará no Couto Pereira – com produtos do Coxa na nova parceria em material esportivo. A idéia é mapear a cidade para saber em que locais o Alviverde tem mais aceitação. O estudo foi encomendado à Paraná Pesquisas, que fez algo similar em 2008. Na época, o Coxa tinha maioria do torcida em bairros nas regiões 1 e 4 (denominadas pelo estudo), abragendo bairros como Ahú, Cabral, Juvevê, Abranches e Santa Cândida, por exemplo. (*O slogan da Nike, que diz algo como “apenas faça”; a coluna complementa dizendo: “mas faça certo”).

Há três anos…

A pesquisa em questão apresentou o Coritiba como o segundo time em preferência na Região Metropolitana de Curitiba, atrás do Atlético: 19,1% x 14,7%. Entre a dupla e o Paraná Clube, aparecia ainda o Corinthians – isso só contando RMC e capital. O Coritiba não confirmou se tornará o estudo público, com novos números.

Orçamento verde

R$ 72 milhões: o orçamento coxa-branca para 2012. O valor é previsto para a próxima temporada e pela primeira vez em muitos anos, entre verbas de TV, sócios e patrocínios, entre outros, o Coxa prevê superávit ao final da temporada. “Temos o 14º orçamento do Brasil”, diz Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do clube. O 13º?  “É de um clube da cidade, me parece”, contou, sem falar o nome do rival Atlético. Os 12 acima da dupla são os grandes do eixo RJ-SP-MG-RS; o Atlético não revelou previsão para a temporada, em meio a turbulência política.

Tiro certeiro

“Temos uma bala só. Não podemos errar”, disse Mário Celso Petraglia, pelo Twitter, sobre a contratação de um gestor de futebol para o clube. O nome da vez deixou o Vasco na noite da eleição de Petraglia e pode ser a grande tacada do já histórico dirigente em sua volta ao poder: é Rodrigo Caetano, 42 anos, que tirou o clube carioca da Série B há duas temporadas e ganhou a Copa do Brasil deste ano. Caetano pediu demissão e anunciou estar em férias até janeiro. Tem proposta do Fluminense, além do Furacão.

Efeito cascata?

A saída de Caetano pode refletir no Coxa: o Vasco já procurou o gestor alviverde, Felipe Ximenes, que está de férias. Além de Ximenes, os cariocas cogitam um ex-coxa-branca, que fez história no São Paulo FC: Marco Aurélio Cunha, hoje vereador em SP.

Carreto da linguiça

Giancarlo (em definitivo), Wellington e Serginho trocaram o Paraná pelo Bragantino para a disputa do Paulistão, uma vez que o Tricolor ainda briga para ter calendário de janeiro a maio (fora a Copa do Brasil) e a Série Prata local é menos atrativa que a elite paulista. Além da chance de enfrentar Corinthians e São Paulo (e não Cincão ou AGEX), o trio provará a iguaria de Bragança Paulista: sanduíches de lingüiça.

Frases de 2011

O ano está acabando e o blog se propõe, entre um camarão e outro 🙂 a relembrar as principais frases de 2011 no futebol paranaense.

“O Atlético está 10 anos à frente do Coritiba”

Marcos Malucelli, ex-presidente do rubro-negro, que ajudou a “encurtar” a distância presidindo o clube na queda para a Série B, em Janeiro.

“Sei que o nosso torcedor esperava uma contratação como essa. Outras virão”

Paulo César Silva, então diretor de futebol do Paraná Clube, ao trazer Kerlon e ensaiar uma “parceria” com a Inter de Milão; o “Foquinha” esteve mais para baleia e o Tricolor caiu no Estadual. Em Janeiro.

“A emoção, torcedor, é porque eu respeito o Paraná!”

Willians Lima, repórter da Rádio Banda B, que não aguentou a emoção e foi às lágrimas ao ler a escalação do Paraná Clube no jogo contra o Operário, um dos últimos antes do rebaixamento no Estadual. O time era mesmo de chorar. Em Abril.

“Vamos trazer a Seleção esse ano, de preferência contra a Holanda, para comemorar o centenário da imigração holandesa no Brasil”

Hélio Cury, presidente da FPF, prometendo os craques brazucas em terras araucarianas, em Abril.

“Eu vi que o momento do Mano [Menezes] não era bom, muita pressão, e deixamos para uma próxima”

Hélio Cury, presidente da FPF, explicando porque o jogo aconteceu em Goiânia. Em Dezembro.

Nós não jogámos nada. O Coritiba fez uma partida fantástica e goleou quando quis

Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras, aturdido após o histórico 6-0 do Couto Pereira, onde não tem sorte desde 1991, quando deixou o Coxa na carona do time do Juventude. Em Maio.

“Vai melhorar”

Adilson Batista, ex-técnico do Atlético (um dos 6), comentando início ruim no Brasileiro. O time só venceu na nona rodada (2-1 no Botafogo) e não melhorou o suficiente para não cair. Em (vários dias de) Maio.

“De forma alguma me arrependo dessa decisão, que foi tomada de forma consciente”

Marcelo Oliveira, técnico do Coritiba, justificando a mudança e a entrada de Marcos Paulo no time justamente na decisão da Copa do Brasil contra o Vasco, que ficou com a taça. O volante foi emprestado ao Avaí dias depois. Em Junho.

“Meus netinhos olham para mim e dizem: ‘vovô, eu não aguento mais perder para o Coritiba!'”

Mário Celso Petraglia, após a perda do Estadual e início desastroso no Brasileiro, no dia em que oficializou sua candidatura a presidência do Atlético, tirando uma casquinha do desafeto Marcos Malucelli, em Julho.

“Demos um susto grande no guri, falamos com os pais, ameaçamos processá-lo, mas não iremos fazer. Se fosse verdade seria a notícia do ano, mas não é”

Vilson Ribeiro de Andrade, então vice-presidente do Coritiba, negando acerto com a Nike, revelado por um garoto no Orkut. Ainda bem que não processou: o blog confirmou a informação em Agosto e a Nike já fala como fornecedora do Coxa. Em Julho.

“Vamos erguer a Arena Fifa para a Copa das Confederações”

Mário Celso Petraglia, então apenas gestor da SPE/Arena, prometendo que a cidade e o estádio estariam no evento-teste do Mundial 2014, em Outubro.

“A região Sul foi totalmente desprezada. Por isso a expectativa é de que a cidade não tenha um papel de coadjuvante, mas de ator principal. Seria triste ficar só com as partidas da primeira fase, mas tenho certeza de que isso não vai acontecer”

Luiz de Carvalho, gestor municipal da Copa, dias depois de Petraglia e pouco depois de saber que Curitiba ficou de fora. Ainda teria mais: Curitiba só receberá jogos da primeira fase da Copa 2014. Em Outubro.

“O Paraná Clube está amargamente rebaixado para a Segundona. É um momento triste na história”

Benedito Barboza, presidente do Conselho Deliberativo do Paraná Clube, logo após absolvição do Rio Branco no caso Adriano de Oliveira Santos. Só então o time passou a articular a antecipação da Série Prata. Em Novembro.

“Eu garanto que o Atlético não vai cair”

Marcos Malucelli, então presidente do Atlético, nas vésperas da partida contra o América-MG, perdida por 1-2. A vitória salvaria o Furacão. Em Novembro.

“Estaremos praticamente em casa, pois o jogo é em Curitiba”

Marcelo Oliveira, técnico do Coxa, diminuindo a pressão na Arena, no clássico com o Atlético que podia valer Libertadores ao Coxa; deu Furacão, 1-0. Em Novembro.

“Essa queda eu tiro do meu currículo”

Antônio Lopes, ex-técnico do Atlético, justificando o rebaixamento pelo pouco tempo de trabalho, apesar de ser quem mais treinou o time em 2011 – 18 jogos. E esquecendo que assumiu o Corinthians em 2005 em situação parecida, quando foi campeão. Vai tirar o título também? Em Dezembro.

“Não sei como cocaína foi parar no meu corpo”

Santíago “El Morro” García, atacante do Atlético, negando o doping por cocaína – que, aliás, não foi comprovado pela Fifa, já que o laboratório uruguaio não era oficial. Em Dezembro.

“Sim, nós vimos que o time era ruim, mas quem montou foram os técnicos, que pediam jogadores”

Marcos Malucelli, agora ex-presidente do Atlético, esquecendo de como exercer hierarquia num clube de futebol, em dezembro.

“É. É uma barra que eu estou enfrentando. Mas eu sou guerreiro”

Vilson Ribeiro de Andrade, já presidente aclamado do Coritiba, falando em público – e às lágrimas – sobre sua batalha contra o câncer. Em Dezembro.

“O Coritiba é um time golfinho, que vive subindo e descendo”

Mário Celso Petraglia, em campanha eleitoral, cutucando o rival com o apelido dado pelos atleticanos ao Coxa, após as quedas de 2005 e 2009. Em Dezembro.

“Eu quero agradecer ao Mário Celso. O golfinho é um animal amável e inteligente, que vive em águas limpas e cristalinas”

Vilson Ribeiro de Andrade, devolvendo a provocação na semana em que denúncias contra Petraglia, sobre propinas em negociações nos anos 2000, ganharam o noticiário. Em Dezembro, mostrando que 2012 será um ano ainda mais cheio de boas frases.

Por um jogo perfeito

Campanha na Venezuela: aqui, como no Brasil

Caracas, Venezuela – De férias no país vizinho, percebo que as coisas não são tão diferentes, apesar do futebol aqui ser um primo distante e o familiar mesmo ser o baseball (ou beisebol, como queiram). No fundo, esporte e paixão clubística é que nem mãe: só muda o endereço.

Uma cervejaria venezuelana promove campanha para melhorar o ambiente nos estádios. A violência é problema crescente em Caracas e o reflexo, é claro, também aparece no esporte. Por isso, cartazes na cidade pedem “Um jogo perfeito”, com mensagens como a acima: “Mais gritos de apoio e menos insultos” ou as debaixo:

"Mais copos na lixeira e menos no campo de jogo"
"Mais amigos e menos rivais"

O dono do Atlético

Eleições atleticanas: uma vitória da participação

O dono do Atlético recebeu 4759 votos na eleição 2011. Não, leitor, eu não errei a conta: o dono do Atlético é o sócio.

A eleição atleticana ficará marcada como a primeira realmente democrática em um clube de futebol do Paraná – e vale um capítulo a parte. Os paranistas, que reclamaram da diferença entre o sócio olímpico (o verdadeiro sócio) e o sócio torcedor (que, na realidade, compra um “season ticket”) que o digam. Os atleticanos foram às urnas com mais de 50% de votos dos 7680 possíveis.

Mário Celso Petraglia não é o dono do Atlético, diga-se. Até posa-se como fosse – e hoje está referendado para tanto. Isso não o exime de explicar as denúncias da Gazeta do Povo na última semana. Mas também não tira dele o rótulo de quem está reconduzido ao poder por escolha popular. Ademais, o Atlético é um clube privado e se o conselho aprova contas, sem que haja evasão fiscal ou desvio de verba de interesse público, é um problema do clube.

Uma justiça, entre tantas críticas ao autoritarismo de Petraglia, deve ser feita: foi através de um plano dele que a eleição do dia 15/12 aconteceu. O plano de sócios, iniciado na gestão dele com João Augusto Fleury da Rocha, é que proporcionou essa escolha popular. O outro Atlético campeão brasileiro, o Mineiro, reelegeu Alexandre Kalil com 234 votos. Minas, reduto político nacional, invejou o pleito rubro-negro. Vide Twitter.

Se Petraglia levará o Atlético ao topo ou se o clube naufragará, isso é outro assunto. Fato é que ao retomar o poder, Petraglia faz mais que apenas assumir o controle total das coisas do Furacão (tem o conselho, a gestão e a SPE/Arena, que irá gerir a obra): o dirigente retoma a confiança popular.

Há tempos que o Atlético é visto com desconfiança por seus torcedores. A promessa de ser campeão mundial em 10 anos parece distante. Muito mais próxima está a Série B. A partir da posse, o dono do Atlético passará a cobrar o novo presidente.

Mas até então, os atleticanos podem comemorar um feito raro no futebol brasileiro: prevaleceu a vontade popular. Que é apenas de ver um clube vencedor novamente.

Vilson Ribeiro de Andrade no “Entrevista Coletiva”

A Band Curitiba recebeu em seus estúdios o presidente aclamado do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, para o programa “Entrevista Coletiva”. Participaram do programa o conceituado jornalista José Wille, o editor do Band Cidade, Marcelo Bianchini, o editor da Band, Marco Rafael Pires, o ex-goleiro do Coxa e comentarista do Jogo Aberto Paraná, Gerson Dall’Stella e eu.

Vilson falou sem freios na língua. Valorizou o ano de 2011, apesar das perdas da Copa do Brasil e da vaga na Libertadores, explicou o posicionamento do clube perante a torcida organizada, o plano de sócios, o novo estádio e a possibilidade de emprestar o Couto Pereira ao Atlético e, por fim, falou da doença contra qual luta há um ano, em um momento emocionante.

Confira as duas partes do programa e comente aqui no blog:

Clubes pedirão antecipação da Série Prata

Clubes da Série Prata pedirão arbitral antecipado

A reunião de hoje na Sede Kennedy do Paraná Clube firmou a intenção entre 8 dos 10 clubes da competição em pedir oficialmente para a FPF a antecipação do arbitral da Série Prata 2012, o que significa dizer que o pedido da maioria será pelo início antecipado da competição.

Jr. Team, de Londrina, e Grêmio Metropolitano, de Maringá, foram os únicos que não compareceram a reunião e mantém-se contrários a antecipação. No entanto, o “C10” (apelido dado pelos clubes da reunião ao grupo favorável) não acredita que a unanimidade seja necessária para que a competição se antecipe. Hélio Cury, presidente da FPF, segue falando nesta necessidade, mas já demonstrou ceder em prol da escolha da maioria no vídeo disponível nesse link. Disputam a competição Paraná Clube, Agex/Iguaçu, Nacional, Cincão EC, Jr. Team, Grêmio M. Maringá, Foz do Iguaçu, Serrano, FC Cascavel e Cascavel CR.

A Série Prata pode ter redução de duas equipes. FC Cascavel e Grêmio Metropolitano revelaram problemas financeiros dada a precariedade econômica da segundona local e podem rever a idéia de disputar uma competição que, caso a FPF não marque o arbitral ainda na próxima semana, pode se arrastar até janeiro de 2013, pelos conflitos de tabela do Paraná na Série B nacional. O maior temor dos clubes do interior é ter que manter a estrutura ativa por mais de 4 meses.

O Paraná deverá jogar a temporada 2012 com um time apenas, sem inchar o elenco. É o que me garantiu o vice-presidente Paulo César Silva: “Não vamos montar dois times. Se a FPF não usar do bom senso, vamos adiar nossos jogos conforme a tabela e o campeonato se arrastará.” O Tricolor, que não ficará com Guilherme Macuglia no comando técnico ano que vem, já estuda nomes no interior do Estado. Gilberto Pereira, ex-Coritiba e Londrina, e Ivair Cenci, que jogou no Paraná nos anos 90, estão cotados.

Televisão

A Band segue tentando viabilizar a transmissão, mas trata-se de uma negociação difícil, envolvendo uma engenharia financeira complexa. Na imprensa, circula a informação de que a TV Educativa, estatal, também teria feito proposta pela competição. Nada está definido ainda, mas é possível que tenhamos uma posição definitiva nos próximos dias.

Posse

Amanhã (terça, 13/12) toma posse a nova diretoria do Paraná, às 19h.