Sub-26
A vitória do Paraná no Derby coloca o time na disputa do título do turno. Depois dos jogos contra Londrina e Coritiba, ambos na Vila Capanema, isso poderá ser concreto. Num campeonato curto como o Paranaense, o Paraná pode garantir um lugarzinho na decisão depois de quebrar um tabu de 5 anos sem vencer o Atlético. Se o Rubro-Negro usou um time S23, pouco importa; aliás, fazendo as contas, o do Paraná é “Sub-26”. Na conta, a melhor formação etária para uma disputa, equilibrando jovens como Alex Alves (20) e Luizinho (21) e experientes como Anderson (32) e Lucio Flávio (33).
Sub-23
Há confusão nas cobranças ao Atlético pela derrota. Primeiro, não há relação direta entre a (válida) tentativa do clube priorizar uma pré-temporada para o time principal e o relacionamento atual com a imprensa; uma coisa não afeta a outra. O time ser jovem também não é o maior problema – não vejo críticas quanto à imaturidade de jogadores como Neymar, Lucas e Oscar, todos abaixo dos 23 anos. O problema é a qualidade de alguns jogadores já testados no clube e que não correspondem. Citar nomes é injusto, pois não assisti nenhum dos três jogos da equipe. Mas não é preciso pensar muito ao ver a escalação que empatou com os fracos Rio Branco e Nacional e perdeu o Derby.
A frase
“Eles cumpriram bem o papel deles. Todas as pessoas que acompanham o nosso dia a dia sabem que é muito difícil transformar uma equipe de jovens num nível A,” do técnico Arthur Bernardes, que comando o Atlético no Estadual, reconhecendo presão após a derrota no Derby, e que pouca gente vê o trabalho dele no clube, em entrevista ao veículo institucional do clube, acessível pela internet.
Nada amistoso
A reestreia de Alex foi mágica para o coxa-branca e assim seria de qualquer jeito. Muitos veem o meia como um messias, alguém que vai projetar o Coritiba além fronteiras. Fora de campo isso já acontece – como trato abaixo. Em campo, porém, o time foi surpreendido pelo Colón, da Argentina. Não jogou bem contra o 10º. colocado do “Argentinão” 2012. Há o nervosismo da estreia, há a falta de ritmo e a catimba e jogo aguerrido dos argentinos, mas também há sinais de que as laterais seguem problemáticas e que dois jogadores precisam de uma chamada comportamental: Escudero e Rafinha. O último especialmente, pois dele se espera muito e terá grande concorrência para ser um dos 11 titulares durante o ano.
Yakinda: üye olunuz
Ou, em turco, “em breve, associe-se.” É o Coxa ensaiando aproveitar a imagem de Alex na Turquia, onde é ídolo de um dos clubes de maior torcida do País. Para se fazer uma comparação, é como se Zico, ídolo máximo do Flamengo, fosse turco. E lá se consume tudo que gira o meia.
Quando Alex foi anunciado como jogador do Coritiba, em 18/10/2012, eu escrevi algumas linhas sobre o significado daquilo. Falava sobre a volta “profetizada” nas arquibancadas, naquele que seria o auge de toda uma geração que começou a torcer pro Coritiba pouco antes de 1995. Eu sou dessa geração. E o cumprimento da profecia no jogo de sábado, apesar de (pretensamente) amistoso, me deixou tão ansioso quanto nas recentes finais de Copa do Brasil.
O mundo em 1995 era outro. Todo mundo sabe o que aconteceu desde que Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência, que os Mamonas Assassinas foram lançados ao estrelato, que o Guns’n’Roses acabou pela primeira vez, que o Mike Tyson saiu da prisão, que Forrest Gump ganhou o Oscar de melhor filme, que a Malhação começou e que Os Trapalhões acabou. O que quero contar a vocês aqui é um pouco mais restrito, coisas que não estão na wikipédia e não estarão em nenhum outro link da internet.
Em 1995, eu era um aluno da quarta série de uma escola de bairro; hoje, formado em Matemática Industrial e funcionário público. Meu irmão, hoje engenheiro civil, estava saindo do Prezinho. Meu pai era frequentador esporádico de arquibancada, coisa que não faz há uns 9 anos. Minha mãe esteve no Couto uma vez, e hoje contabiliza quatro idas. Minha namorada tinha 3 anos, e sequer pensaria em ir ver o Coxa ao vivo tantas vezes quantas foi. Lorenza, hoje com 5 anos, não era nem um sonho. Alex era Alex, e hoje é Alex.
A presença de cada um destes teve seu simbolismo na tarde de sábado. Especialmente meu pai, que me levou pra ver o Alex em 95, e agora eu pude retribuir a gentileza. E a Lorenza, que foi ao seu primeiro jogo na vida, levando nas veias o sangue do Fedato – sim, AQUELE, bisavô dela. Eu tenho um fraco por crianças em estádio, porque toda vez que vejo um pirralhinho com o pai, lembro dos meus dias de “aluno”, aprendendo os caminhos mais seguros, as músicas da torcida.
Na hora dos fogos, eu pude ver nos olhos da Lorenza o mesmo brilho dos meus quando vi as torres de fumaça na frente da Mauá no meu primeiro jogo em 95. Foi nos meus braços que ela comemorou seu primeiro gol no Couto, enquanto eu corria pelo terceiro anel, que ela tinha acabado de pedir pra conhecer. E mais do que isso, proporcionei este momento à bisneta do maior jogador da história do meu time. E o fiz ao lado do homem que fez o mesmo comigo.
E tudo isso com Alex no campo. Alex que arrasta quatro torcidas aos pés. Que colocou Turquia e Brasil em sintonia. Que tem um caráter que poucos homens no futebol e no mundo têm. Que inspira famílias a voltarem ao Couto. Que fez uma sessão de autógrafos prevista pra uma hora durar quatro. Que motivou a Lorenza a chegar em casa, olhar pro avô e dizer: “Vô Dinho, sabe a história do Alex? Então, ELE VOLTOU!”.
Salvador, Lorenza e Alex, num sábado com gosto de infância
A volta do Alex, em suma, simboliza a fé no futebol. Lamento porque quem acredita em um futebol que começa e termina com apitos e se restringe a linhas de cal. O futebol é um sentimento, tal qual amor, compaixão e raiva. É abstrato, não me venham tentar provar o contrário. O futebol existe e eu acredito nele. Sábado, com Alex no campo e minha família na arquibancada, eu pude mais uma vez dimensonar o futebol: ele começou, mas não vai acabar.
*Rodrigo Salvador dos Santos, 27 anos de vida e 16 de arquibancada. Coxa-branca e, nas horas vagas, analista de sistemas. Talvez o único bacharel em Matemática Industrial de quem você tenha conhecimento. Fã do Hagi, do Leandro Donizete e do Claudio Caçapa.
O acordo para que os jogos entre os times de Curitiba fossem disputados no Couto Pereira não saiu e já no Derby Paranaense do domingo, todos vão ao Janguito Malucelli. Todos não; cerca de 6 mil “felizardos”, 5500 atleticanos (1/3 dos sócios do clube) e 550 paranistas que desejarem acompanhar o time – e devem o fazer rapidamente, pois terão de comprar ingressos. Depois é depois e não se sabe ainda como serão disputados o Atletiba e o Paratiba. Conversei com gente do Coxa e do Paraná e apurei o porque de, novamente, ter sobrado pra você, torcedor, a pior parte do bolo.
Tentei contato com o Atlético, mas não fui bem sucedido. Pouco depois de procurar o clube, ainda na sexta, foi divulgada uma nota oficial sobre o tema – aqui está, para quem não leu. Coritiba e Paraná me atenderam. Minha fonte no Coxa pediu sigilo, o que irei respeitar; no Paraná falei com Paulo César Silva, vice-de futebol. Juntando as peças, chego a conclusão de que não é o caso de se achar um culpado pelo desacordo e sim lamentar que, mais uma vez, será o torcedor a pagar o pato. Por isso, desde já agradeço a todos que estão lendo essas linhas. Com tanta oferta de bom futebol por aí, dedicar seu tempo a ler as informações sobre mais esse episódio frustrado no Paraná mereceria um prêmio.
A ideia surgiu com o presidente da FPF Hélio Cury buscando os três clubes com uma premissa básica: os grandes jogos no Couto, como antigamente, poderiam oferecer mais conforto e segurança ao torcedor, além de gerar uma maior arrecadação. E foi por conta da arrecadação, e em detrimento do conforto e segurança do torcedor, que o negócio não saiu.
Á exceção do Atlético, que se manifestou somente por nota, colhi a impressão de que – pasmem – as reuniões foram boas. Algo do tipo “não deu agora, mas dará nas próximas.” Por isso não se espante se os Atletibas saírem no Couto, por exemplo.
Cada clube enviou três representantes a reunião. Dagoberto dos Santos e Fernando Delek estiveram pelo lado do Atlético, acompanhados de mais um advogado do clube cujo nome não consegui confirmar. Pelo Paraná, Rubens Bohlen, Paulo Cesar Silva e Celso Bittencourt. O Coritiba enviou Gustavo Nadalin e Doth Leite, além de um terceiro representante. Na manhã desta quinta, Hélio Cury conversou pessoalmente com Mário Celso Petraglia; já havia falado na noite anterior, por telefone, com Vilson Ribeiro de Andrade. Todos estavam favoráveis.
O Coritiba se dispôs a ceder o estádio mediante o pagamento de um aluguel de 50 mil reais por jogo. Atlético e Paraná aceitaram. A carga para o visitante seria de 15 mil ingressos – número confirmado por dois dos três clubes – com 21 mil ingressos para os mandantes. Os clubes mandantes poderiam usar o vestiário principal do Couto, mesmo contra o Coritiba. E outros pormenores foram acertados, sobre camarotes, segurança e limpeza. A discordância, já pública pelas notas oficiais publicadas, foi no acesso dos sócios.
Segundo o Coritiba, desde a primeira reunião, o clube queria que seus sócios não pagassem ingressos em nenhum dos jogos. E sugeriu que nenhum sócio de nenhum clube o fizesse. Ainda segundo o Coxa, o Atlético prontamente aceitou a situação. O Paraná, não. PC Silva me explicou: “Ganhamos mais mandando o jogo na Vila. A conta pra nós não fecharia. O Coritiba será visitante, porque nós pagaremos o aluguel, e ele não quer pagar? O Paraná fatura em lanchonetes, estacionamento e outras coisas quando joga na Vila. Vou ter arrecadação até menor pra que, pra atender o Atlético?”
O “atender o Atlético” é a compreensão que o Tricolor tem do caso. Para PC Silva, o maior beneficiado seria o Rubro-Negro, que é nômade no momento. O Furacão, por sua vez, evidentemente discorda. Olhando a nota oficial, o clube deixa claro em um trecho: “Ou seja, o Coritiba seria beneficiado em utilizar seu estádio em todos os clássicos, receberia o valor do aluguel e ainda a gratuidade para seus associados mesmo não sendo o mandante do jogo.” Na conversa com o diretor do Coxa que falou sobre o episódio, ficou clara a posição de valorizar seu patrimônio. Além disso, uma confidência: “O Paraná viu que não valeria a pena. O clube não tem tantos sócios quanto nós ou o Atlético e teria que vender sua carga”, julgou o intelocutor alviverde, o que acabou corroborado por PC Silva. “Você não tem a certeza de que o torcedor iria ocupar os 15 mil lugares. Com 10 mil pagantes, as despesas não cobrem (são cerca de 5 mil sócios no Tricolor). Eu até entendo o Coritiba. Mas quando o Paraná cedeu a Vila pra Atlético e Coxa, o nosso torcedor tinha que pagar.” Os clubes ainda tentaram outra solução: o Derby com mando do Atlético no Couto e o Atletiba, também com mando rubro-negro, na Vila. Não chegaram a um acordo em tempo hábil.
De certa forma, um empurrou pro outro a falta de acordo. Todos têm sua dose de razão: um vai faturar menos, outro não tem onde jogar, outro quer valorizar seu espaço. É possível, repito, que nos próximos jogos haja ainda algum acordo. Mas, voltando ao tema central da ideia, entre segurança e conforto para o torcedor, todos pensaram no dinheiro. Que vai sair de um único lugar, seja como sócio, seja na bilheteria.
Depois de um longo período, os clubes paranaenses voltam a disputar amistosos/torneios internacionais.
No sábado, o Coritiba recebe o Colón, da Argentina, para a reestreia de Alex; na semana que vem o Atlético embarca para a Espanha, para disputar a Copa Marbella 2013. Desde a participação do Atlético na Copa Sul-Americana em 2008, quando perdeu para o Chivas por 3-4 em Curitiba (depois de um 2-2 em Guadalajara), nenhum clube paranaense disputou outra partida internacional com uniforme completo. Amistosamente, a última participação paranaense aconteceu em 2002, com o Paraná em excursão à Ucrânia a última participação paranaense aconteceu com o Atlético, encarando o FC Dallas em 2009 (ver nota).
Por isso, o blog aproveita para apresentar os adversários da dupla Atletiba e mergulhar na história dos paranaenses no estrangeiro, contando um pouquinho do que cada clube já fez fora do Brasil ou contra adversários internacionais.
Coritiba x Colón, sábado 26/01
O amistoso da reestreia de Alex pelo Coxa será um Atletiba – e o adversário é rubro-negro. O Clube Atlético Colón, da cidade de Santa Fé, foi 10o colocado no último torneio apertura e tem como técnico um craque de três copas pela Argentina: Roberto Sensini, ex-zagueiro da Lazio, companheiro de Maradona nas Copas de 1900 e 94 – ainda disputou 1998. O Colón, com 107 anos (05/05/1905) tem como títulos a segunda divisão argentina de 1965 e vários torneios santafezinos – regionais – quando rivaliza com o Unión de Santa Fé. Na elite, foi vice-campeão em 1997, perdendo a final para o River Plate. São 33 participações entre os principais clubes argentinos. Na Copa Sul-Americana do ano passado, foi eliminado pelo Cerro Porteño do Paraguai na segunda fase:
Atlético na Marbella Cup 2013 – de 04 a 10/02
Será a terceira edição da Marbella Cup, realizada no Marbella Football Centre, na Costa do Sol, Espanha, um pequeno refúgio do severo inverno europeu. Nas anteriores, conquistas para o Dnipro, da Ucrânia, e o Rubin Kazan, da Russia, times que vêm se destacando na Liga Europa.
Além do Atlético, os clubes mais conhecidos que estão envolvidos na disputa em 2013 são o Dínamo Bucarest, da Romênia, e o Dínamo Kiev, da Ucrânia. Com exceção do clube brasileiro, todos os demais são de países do leste europeu: Polônia, Geórgia, Ucrânia e Bulgária, além de três romenos. A tabela e o regulamento foram divulgados nesta terça (22/01). Mesmo perdendo alguma partida, os clubes seguem na competição – afinal, o objetivo é fazer uma pré-temporada, com três amistosos.
O primeiro adversário do Atlético será o Ludogoretz Razgrad, da Bulgária. Vencendo ou perdendo, pega o clube que estiver na mesma situação entre Dínamo de Kiev x Otelul Galati, da Romênia. Se vencer, será semifinal; se perder, será disputa pra ver se vai brigar pela 5a ou 7a colocação.
Veja o chaveamento completo: Grupo A: Dínamo Bucarest (Romênia) e Lech Poznan (Polônia) Grupo B: Kutaisi (Geórgia) x Rapid Bucrest (Romênia) Grupo C: Dínamo Kiev (Ucrânia) x Otelul Galati (Romênia) Grupo D: Ludogorets Razgrad (Bulgária) x Atlético
O Ludogorets é um clube de Razgrad, cidade de 50 mil habitantes na Bulgária. Foi fundado em 1945 e é o atual campeão búlgaro – sua maior conquista. Foi eliminado pelo Dínamo Zagreb, da Croácia, na fase de play-offs (a pré) da Champions League deste ano (veja abaixo). Tem quatro brasileiros no elenco, nenhum oriundo de grandes clubes do País: Juninho Quixadá, Choco (não é aquele que esteve na base da dupla), Júnior Caiçara e Marcelinho. Se o Coxa terá pela frente um rubro-negro, o Atlético não deixa por menos e encara um alviverde nesse amistoso.
Um pouquinho de história
Vasculhando pela internet e pelo livro “Futebol do Paraná, 100 anos de história” (de Heriberto Machado e Ivan Mulford), juntei alguns dados das participações amistosas dos paranaenses contra clubes estrangeiros.
O primeiro jogo internacional com um clube paranaense foi em 1941. O Coritiba recebeu o Gymnasia y Esgrima, da Argentina, e empatou em 2-2 e, 23/02.
A primeira excursão para fora do País foi do Atlético, com o Furacão de 1949:
O Furacão de 1949 foi o primeiro paranaense a excursionar fora do País
A viagem foi ao Paraguai. O desempenho não foi bom:
1-5 Olímpia, em 29/10/1949
2-6 Cerro Porteño, em 30/10 4-2
Sportivo Nacional, em 01/11
Em 1958, o desativado profissionalmente Guarani de Ponta Grossa recebeu o Gymnasia y Esgrima da Argentina e venceu por 4-2, em 09/02.
Em 1961 foi a vez do extinto Ferroviário visitar o Uruguai:
1-1 Central de Montevidéo, em 11/11
Em 1969, o Atlético saiu novamente ao Paraguai e o Coritiba deu um giro pela Europa.
Atlético:
0-0 Guarani, em 29/01
Coritiba:
1-1 Hamburgo-ALE, em 30/07
2-1 Colônia-ALE, em 06/08
0-1 Borussia Dortmund, em 08/08
1-5 Áustria Viena, em 12/08
1-1 Saint Etienne-FRA, em 15/08
2-2 Red Star-FRA, em 17/08
2-5 Lewski Sofia-BUL, em 19/08
0-0 Bordeaux-FRA, em 23/08
1-1 Feynoord-HOL, em 26/08
2-5 Anderlecht-BEL, em 28/08
1-2 Real Múrcia-ESP, em 01/09
5-2 Valencia-ESP, em 02/09
Em 1968, o Napoli da Itália visitou o Brasil e ficou no 0-0 com o Coritiba, no dia 02/06. No mesmo ano, o Atlético fez 4-2 e o Coritiba 1-0 na Seleção da Bulgária, também em Curitiba.
Em 1970, a dupla Atletiba recebeu o Sparta Praga, da República Tcheca (então Tchecoslováquia) para dois jogos:
Coritiba 0-0 Sparta, em 14/01
Atlético 0-0 Sparta, em 18/01
No mesmo ano, o Coxa voltou à Europa para mais uma excursão:
3-0 Angoulense-FRA, em 07/11
2-1 Angers-FRA, em 11/11
1-1 Nancy-FRA, em 13/11
1-1 Radniki-IUG*, em 17/11
2-2 Wojwodina-IUG, em 19/11
1-4 Rapid Bucarest-ROM, em 24/11
2-2 Argers-ROM, em 25/11
4-1 Seleção da Argélia, em 03/12
2-1 Deicart-ALG*, em 06/12
0-1 Sporting-POR, em 09/12
Ainda em 1970, o CSKA da Bulgária empatou com Grêmio Maringá e Coritiba, no mês de abril, jogando no Brasil. Os dois jogos ficaram no 0-0.
Em 1971, o Londrina visitou o Paraguai:
1-1 Olímpia, em 05/11
No mesmo ano, o Coxa recebeu duas visitas:
2-1 Seleção da França, em 18/01
3-0 Rapid-ROM, em 17/02
*IUG: Iugoslávia; ALG: Argélia
Fita Azul
O time do Coritiba homenageado com a Fita Azul
Ao contrário do que muitos imaginam, a Fita Azul não é um título de um torneio e sim uma homenagem que era dada pelo extinto jornal impresso A Gazeta Esportiva (hoje, só existente na internet), dando sequencia a uma ideia da CBD. Ganhava a Fita Azul os clubes que excursionassem ao exterior e retornassem invictos dos jogos.
Foram homenageados com a honraria: Portuguesa, Portuguesa Santista, Corinthians, Caxias-RS, Bangu-RJ, São Paulo, Santos, Santa Cruz e o Coritiba, que teve os seguintes jogos, em 1972:
1-1 Seleção da Turquia, em 14/06
2-0 Fenerbahçe, em 17/06
0-0 Portuguesa-SP, em 18/06
1-0 Moloudia-ALG, em 28/06
3-1 WRS-ALG, em 01/07
3-1 Sel. Olímpica do Marrocos, em 05/07
Além da viagem ao exterior, 1972 reservou dois amistosos internacionais para o Coxa em Curitiba:
2-0 Benfica, em 13/01
2-0 Seleção da Hungria, em 26/01
Ainda em 72, a extinta Ponta-grossense ficou no 1-1 com o Danúbio do Uruguai, em 04/07, em Ponta Grossa.
Em 1973, o Coritiba venceu a Seleção do Paraguai por 1-0, no dia 18/07, em Curitiba.
Torneio Atlântico-Sul
Em 1973 o Atlético disputou o Torneio Atlântico-Sul, contra Grêmio-RS, Avaí-SC, Peñarol e Nacional do Uruguai e o Boca Juniors, da Argentina. O Peñarol foi o campeão. Os jogos do Atlético:
1-2 Peñarol, em 25/01
2-1 Boca Juniors, em 29/01
2-2 Nacional, em 01/02
1-3 Grêmio, em 05/02
Em 1974, o extinto Colorado (hoje Paraná) deu um giro pela África. Em quase dois meses, fez 17 partidas, com 14 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Entre os adversários, várias equipes já extintas e amadoras. Os mais conhecidos:
2-1 Seleção de Lesoto, em 21/04
1-1 Seleção de Lesoto, em 23/04
1-4 Fenerbahçe, em 29/05
Em 1982, o Grêmio Maringá foi à Argentina para 4 jogos, todos contra equipes amadoras da província de Chaco. Duas vitórias, 1 empate e 1 derrota.
O Atlético recebeu o Olímpia, do Paraguai:
2-1 Olímpia, em 21/11
Em 1983, o Coritiba disputou o Torneio Costa do Marfim, naquele país, e foi campeão. Os jogos:
2-0 Seleção da Bulgária, em 15/02
6-2 African Sport, em 17/02
1-1 Seleção da Bulgária, em 19/02
Também em 1983 o Matsubara foi até o Oriente Médio e enfrentou os (hoje) conhecidos Al Ahli (1-1) e Al Nassr (2-0), ambos da Arábia Saudita. Em sete jogos, 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.
Em 1988, o Operário Ferroviário encarou a Seleção Argentina de Novos no Germano Kruger:
2-1, Argentina, em 12/07
Em 1989, o Coritiba bateu a Seleção do Japão por 1-0, em Curitiba.
Torneio de Winthertur
Entre 1992 e 1993, o Atlético visitou a Suíça e ficou com o bicampeonato do Torneio de Winthertur, uma competição de meio de temporada parecida com a que será disputada agora na Espanha. Na primeira edição os jogos foram os seguintes:
0-0 Servette-SUI, em 03/07
4-1 FC Brutissilen-SUI, em 05/07
2-2 Winthertur-SUI, em 08/07
Em 1992, o Atlético ainda fez um amistoso contra um time alemão amador chamado Insny, vencendo por 6-0. No ano seguinte, retornou a Winthertur e ainda fez amistosos na Alemanha (contra a equipe menos conhecida de Stuttgart) e Áustria, além de um jogo contra um combinado de Veneza, na Itália (3-3). Os jogos:
2-0 Sttutgarter Kickers-ALE, em 04/07
4-0 Winthertur-SUI, em 05/07
3-1 Altach-AUS, em 07/07
1-0 Wills-SUI, em 11/07
2-2 Schaffausen-SUI, em 12/07
Torneio na Costa Rica
Em 1994, o Paraná Clube disputou um torneio na Costa Rica. Foram três jogos e mais um amistoso:
1-2 Seleção da Liga Alajuelense, em 16/01
2-2 Deportivo Saprissa, em 18/01
1-1 Borussia Dortmund-ALE, em 20/01
2-1 Limonense, em 22/01
Ainda em 1994, um amistoso internacional mexeu com o Tricolor: a vitória por 2-0 sobre o La Coruña, da Espanha. Veja os gols abaixo:
Em 1996, o Atlético recebeu a Seleção da Ucrânia em uma partida recheada de gols. O jogo terminou 5-3 para o Furacão. A imagem abaixo é o verso do ingresso daquele jogo, realizado na Baixada reformada por José Carlos Farinhaqui:
Verso do ingresso do amistoso entre Atlético x Ucrânia
Em 1998, ainda sem saber que um dia dirigiria o Coritiba, o técnico René Simões levou a Seleção da Jamaica para um amistoso no Alto da Glória, vencido pelo Coxa. Os gols:
A Jamaica também enfrentaria – e perderia – para o extinto Ponta Grossa EC por 1-0, em 22/01, no Germano Kruger. A Seleção caribenha voltaria a Ponta Grossa 10 anos depois, para pegar o Fantasma:
Operário 1-1 Seleção da Jamaica, em 09/03/08
Em 1999, na inauguração da Arena da Baixada, o convidado foi o Cerro Porteño, do Paraguai. O Atlético venceu:
Em 2002 novamente o Paraná deixou o Brasil para três jogos na Ucrânia:
1-0 Halychyna, em 16/06
1-0 Sel. Sub-21 Ucrânia, em 19/06
2-0 Karpathy, em 22/06
No ano seguinte, o Atlético visitou os EUA e realizou um amistoso contra o mexicano Monterrey:
0-1 Monterrey, em 01/10
Desafio EUA-Brasil
Em 2007, o Atlético iniciou uma parceria com o FC Dallas, da MLS. Foram três anos disputando um torneio em partidas de ida e volta contra a equipe texana, com duas conquistas do Furacão e uma dos norte-americanos:
Atlético 3 x 1 Dallas, em 07/03/07
Dallas 0 x 1 Atlético, em 31/03/07
Atlético 0 x 2 FC Dallas, em 06/03/08
FC Dallas 2 x 1 Atlético, em 22/03/08
Atlético 4 x 3 FC Dallas, em 05/03/09
FC Dallas 1 x 0 Atlético, em 15/03/09
Nota: alertado pelos atentos leitores Ricardo Ferreira e Kike Cardoso, incluo os jogos do Atlético contra o FC Dallas – não confundir com a Dallas Cup, jogada por juniores, que tem no histórico duas conquistas do Furacão e uma do Coxa, atual campeão. Agradecimento especial ao historiador Ângelo De Col Defino pelos dados sobre os clubes de Ponta Grossa.
O amistoso do Coritiba contra o Colón, da Argentina, no próximo sábado, será exibido para todo o Brasil. Será a reestreia de Alex com a camisa alviverde. O Coxa tratou de negociar a transmissão com um dos principais canais de TV a cabo do Brasil, em meio a terceira rodada do Paranaense. No domingo, dia seguinte, o Coxa novamente estará na telinha, enfrentando o Cianorte, desta vez com exibição apenas para o Paraná. A mídia nacional tem total interesse em saber de Alex pelas passagens no Palmeiras (campeão da Libertadores 1999) e Cruzeiro (no inesquecível 2003 celeste). Cruzeirenses, que sempre foram simpáticos ao Atlético no Paraná, podem até “virar a casaca”, dada a importância de Alex. E o Coxa ainda não explora tudo o que cerca o ídolo. Durante a semana que passou, um turco, de nome Murat Kapki, comprou nada menos do que 80 camisas oficiais do Coritiba, com o 10 de Alex, para levar para o seu país. Alex é rei no Fenerbahçe, uma espécie de Corinthians da Turquia, que vende em média 10 mil camisas por semana, segundo reportagens da imprensa local. Murat desembolsou cerca de 15 mil reais a vista para presentear amigos, entre eles o primeiro ministro turco, Recep Erdogan. Ainda contou ao advogado coxa-branca Percy Goralewsky que há um reality show na TV turca que premia o vencedor com um milhão de euros e uma visita à Curitiba, para conhecer Alex. São mercados que o Coritiba ainda não resolveu explorar, oficializando, por exemplo, uma loja em Istambul. Mas tem se aproveitado da exposição da marca para todo o Brasil, desde a confirmação da chegada de Alex.
Caminhos diferentes
Se ainda não rentabiliza o máximo que pode com Alex, o Coxa opta por aproveitar ao máximo todos os espaços que lhe são oferecidos na mídia, na estratégia de comunicação do clube. O Atlético, ao contrário, restringe. Existem razões para tal, mais do que somente uma represália à imprensa paranaense. Ainda assim, o caminho mostra alguns equívocos. Primeiro, pontuemos: é nocivo aos atletas e à torcida a restrição de entrevistas imposta pelo clube, mas não é ilegal. Trata-se de uma orientação de patrão para funcionário, prerrogativa do clube. Mas, ao contrário do fenômeno Alex, como criar um ídolo em ambiente enclausurado? Como o torcedor, insatisfeito com o desempenho em campo – pra ficar só no empate com o Rio Branco – pode questionar seus atletas, através da imprensa, se estes só falam ao veículo oficial? É como saber do Governo pela Voz do Brasil. Manter a porta com a mídia tradicional é importante. Além de tudo, é um desperdício de espaço midiático, o que poderá desagradar ou afastar patrocinadores. No entanto, há uma estratégia: o contrato com a AEG, que irá gerir a Arena, prevê a comercialização de conteúdo de mídia. Age bem o clube ao criar seus espaços próprios, como TV e Rádio – só que o faz por caminhos tortos. Real Madrid e Barcelona já os têm e são rentáveis e de qualidade. Aqui, o erro: na Espanha, são fomentadores da mídia. Dão material exclusivo, inédito. Abrem as portas, com disciplina, para qualquer questionamento da imprensa. E são os maiores clubes do Mundo. Já pensou o que seria de Cristiano Ronaldo se ele nunca pudesse dar entrevistas?
Política e Futebol. Com religião, fecham o tripé das discussões mais acaloradas no Brasil. Não a toa, pais homenageiam santos e anjos, Gabriel, Rafael, Pedro. Uns mais ousados, vão de Jesus nos filhos. Outros preferem a bola: Ronaldo, Rivellino, Romário. Mas há quem prefira a política.
Foi na estreia de Romarinho – esse, legítimo, filho do deputado Peixe – pelo Brasiliense. O jogo não foi lá essas coisas. O “Peixinho” entrou no intervalo, com o time dele já perdendo para o Brasília, por 1 a 0. Seria a substituição mais relevante do jogo, certo? Que nada.
Washington sobe, Lincoln entra, mas Brasília é quem sai por cima
Na Capital Federal, a democracia deu as caras mais uma vez, no mais popular dos esportes. Aos 29 minutos da segunda etapa, aos olhos de alguns parlamentares e assessores que certamente faziam parte dos 1117 pagantes, como o deputado Romário, Washington deu lugar a Abraão Lincoln no Brasiliense.
Nem Barack Obama esperaria por essa. Num país que consome EUA no almoço, no café e no jantar, o futebol, esporte dos simples, prestou uma homenagem à Casa Branca com dois de seus comandantes mais importantes: o primeiro e o décimo sexto. Washington, 34 anos, é aquele mesmo, do Palmeiras, do Ceará; Abraão Lincoln tem 30 anos, rodou pelo Japão antes de suceder Washington no comando de ataque.
Mas Brasília resistiu à incursão americana trajada com o amarelo do Jacaré. Melhor: ainda fez 2 a 0, ignorando Romário, Romarinho e os presidentes. O carrasco? Um tal Luquinhas – nome de anjo, adaptado pela mania brasileira de reduzir tudo. Aqui é Terra Brasílis, meu chapa! Raul queria vender tudo ao estrangeiro, mas não será preciso. E Abraão Lincoln vai ter que esperar o Oscar – ou a próxima rodada do Candangão 2012 – pra vencer alguma coisa.
Vai começar o Paranaense! Ok, a empolgação não é mais aquela de décadas anteriores, quando quase não se falava em calendário inchado, tampouco Messi invadia sua televisão (quem tinha, óbvio) todos os dias. Mas, como diz Fernando Pessoa, “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” Assim sendo, alguém ficará com a coroa de Rei do Paraná por uma temporada. E ninguém quer perder.
Portanto, se o Estadual é como brigar com bêbado ou não, é outro papo; o importante é que tem taça e clube de futebol serve pra isso: ganhar títulos. E o Paranaense 2013 tem um favorito e três azarões, que explico abaixo.
Coritiba
Coxa tetra em 74: feito pode ser repetido após 39 anos
O poster acima é do tetracampeonato paranaense do Coritiba – que viria a ser hexa – feito só alcançado por Britânia e Paraná Clube, além do próprio. E que pode ser repetido numa temporada em que tudo aponta para isso. O Coxa é, como há muito não se via, favorito disparado e aberto para a conquista. Terá, como naqueles tempos, um ataque forte e um meio criativo; o problema é a defesa, a começar dos volantes, ainda sem reposição à altura desde a saída de Leandro Donizete.
Há motivos para o favoritismo. O primeiro deles: Alex. Aos 35 anos, o meia voltou ao futebol brasileiro ainda em condições físicas e técnicas de levantar pela primeira vez uma taça pelo clube que o revelou. Deixou Palmeiras e Cruzeiro, por quem foi multicampeão, na espera. E vai comandar um time que entrará no Estadual com uma base formada desde o rebaixamento de 2009, com mudanças sutis entre as temporadas. Tem Emerson, Vanderlei e Rafinha, fundamentais na conquista do tri entre 2010 e 12. Manteve Deivid, atacante que achou seu espaço durante o Brasileirão do ano passado. E reforçou pontualmente, capitaneado pelo mineiro Felipe Ximenes, o mentor das equipes dos últimos anos. Conheça os reforços:
– Alex: Sim, não se esqueçam, ele não jogou ainda pelo Coritiba. Como a técnica do meia dispensa apresentações, vamos a frieza dos números das últimas três temporadas das 9 em que defendeu o Fenerbahçe: 84 jogos, 47 gols, 26 assistências, dois títulos nacionais (Copa e Campeonato).
– Botinelli: o argentino, ex-Flamengo, tem 26 anos e deve disputar lugar com Rafinha no meio-campo alviverde. Começou chamando a atenção no San Lorenzo, pelo qual venceu o Argentino 2007, mas não repetiu as boas atuações em outros clubes. Chegou badalado ao Flamengo depois de rodar por Chile e México, tendo feito 69 jogos em dois anos, com apenas 9 gols. Deixou a Gávea abrindo mão de valores que tinha a receber para tentar encontrar na estrutura do Coritiba condições de jogo.
– Artur: ex-Paraná, Artur chega ao Coxa credenciado pela boa Série B pelo Tricolor, com 9 gols. A princípio, para compor elenco.
– Julio César: Outra opção de ataque. Fez 16 gols em dois anos pelo Figueirense, se destacando ao lado de Aloísio, que rumou ao São Paulo, deixando a equipe catarinense, que acabou rebaixada.
– Leandro Almeida: zagueiro, revelado no Atlétic0-MG, foi emprestado pelo Dínamo de Kiev após a eliminação na Copa dos Campeões. Joga pelo lado esquerdo do campo.
– Patric: outro jogador revelado pelo Galo, que disputou o Brasileirão pelo Náutico. Chega para substituir Ayrton, que foi para o Palmeiras, e disputar posição com o jovem Victor Ferraz.
Paraná Clube
O vídeo acima é do último título estadual do Tricolor, há sete anos. De lá para cá, o clube passou poucas e boas, incluindo um vexaminoso rebaixamento para a segunda divisão local. A condição de azarão cai bem ao Paraná, que se refaz aos poucos. Depois de um 2012 sofrido, a manutenção de uma base e do técnico Toninho Cecílio trazem alento. Com mais recursos que a maioria dos clubes do interior, faltava ao Paraná um pouco de organização e a credibilidade de volta. O primeiro, o clube já parece ter conseguido; o segundo, demora mais um pouco.
No fim do ano, às voltas com atrasos de salário, os jogadores mostraram brio e por pouco não atrasaram a vida do Atlético, no Derby da última rodada da Série B nacional, quando um empate eliminaria o Furacão. Ficaram com crédito com a torcida e com um gostinho de “podia mais”. Assim, Toninho Cecílio e Alex Brasil, o gestor de futebol do clube, seguraram peças como Lúcio Flávio e Anderson e, principalmente, Wellington e Luizinho, que teriam mercado fora do Tricolor facilmente. O time, que oscilou muito na Série B, não chegou a ganhar muito em qualidade técnica, mas ficou com mais opções, tentando suprir uma das carências: a falta de peças. Mas há nomes interessantes como reforços, como Henrique, que volta do Coritiba (onde quase não foi aproveitado), e apostas na experiência. Conheça os reforços:
– Marcos: Revelado pelo Paraná em 1998, é outro que ganhou o Mundo e volta ao clube de origem. Claro, Marcos não teve – nem se pretende comparar – a projeção de Alex. Mas a volta do goleiro de 36 anos tem, para os tricolores, a mesma sensação. Depois de defender Marítimo e Sporting Braga em 9 anos em Portugal, volta mais maduro e com a missão de ser o líder da equipe paranista.
– JJ Morales: O atacante gringo agitou os bastidores da Vila. Mas, até que prove o contrário, é muito mais pelo glamour de ser estrangeiro do que pelo desempenho recente. Bom nas bolas aéreas, Morales rodou por equipes “lado B” da Argentina até ganhar uma chance no Quilmes, em 2008. O clube estava na Segunda Divisão após boas temporadas e até uma Libertadores. Morales marcou 16 gols em 25 jogos e chamou a atenção da Universidad Católica, do Chile. Disputou outra Libertadores, mas não emplacou. Rodou até parar no Atlético Venezuela, onde se contundiu em outubro de 2012. Chega ao Paraná como uma incóginta, aos 30 anos.
– Reinaldo: Aos 33 anos, Reinaldo chega ao 13o clube na carreira, que começou promissora no Flamengo e ainda teve destaque no São Paulo. Experiência não falta ao atacante, que tem tudo para ser titular do Paraná. Números de Reinaldo nas últimas três temporadas: 14 gols em 59 jogos por Bahia, Figueirense e Guangdong, da China.
– Gabriel Marques: liberado pelo Atlético, onde pouco jogou em 2012 (9 jogos e uma grave contusão no braço), o lateral de 24 anos pode ser bem aproveitado pelo Paraná se demonstrar a voluntariedade de alguns jogos no Furacão. Costuma ser mais efetivo na marcação que no apoio.
– Júnior Capixaba: chega por empréstimo, oriundo do Vitória-ES. Volante de 25 anos – deve compor elenco.
Atlético:
O jogo do vídeo acima é a inspiração do Atlético para o Paranaense 2013. Há 8 anos, quando estava prestes a decidir a Copa Libertadores contra o São Paulo, o Furacão, ainda sem vitórias no Brasileirão, teria pela frente o rival Coritiba. Não havia dúvidas: era priorizar a competição continental. O Coxa, favorito para o clássico, acabou surpreendido pelo time comandando por Evandro (hoje no Estoril, de Portugal) e repleto de jovens. Em 2013, não será apenas um jogo; ainda assim, a aposta é parecida: privilegiar a pré-temporada para colher no Brasileiro em detrimento ao Estadual.
O Atlético não oficializou se irá com um time B em todo o campeonato ou apenas em parte dele (hipótese mais provável). Mas enquanto disputa a Copa Marbella na Espanha, com os titulares do acesso em 2012, deixa um time comandado por Arthur Bernardes, técnico que foi auxiliar do jornalista Washington Rodrigues, o “Apolinho”, no Flamengo de 1995 – aquele, de Sávio, Romário e Edmundo. O Sub-23 vem treinando desde o ano passado e conta com jogadores conhecidos: Héracles, Renan Foguinho, Zezinho, Taiberson e Pablo. A grande aposta está em cima de dois jogadores: Harrison, meia que apareceu bem em 2012 e Junior de Barros, atacante que é tido como a nova jóia atleticana. Somando times A e B, foram três reforços até aqui. Conheça mais:
– Maranhão: meia de velocidade que se destacou no Bahia, Maranhão é, na prática, o único reforço atleticano até aqui. Não deve figurar no Estadual, ao menos no primeiro turno, disputando com o elenco principal a Copa Marbella, entre 02 e 14 de fevereiro. Estava no Cruz Azul, do México e deve fazer parceria com Elias no meio-campo rubro-negro principal. Tem 22 anos.
– Elivélton: volante de 20 anos que jogou duas temporadas pela Vasco, sendo pouco aproveitado. Estava no Democrata-MG.
– Lucas Dantas: atacante de 23 anos que começou no Legião-DF (o time que homenageia a banda Legião Urbana) e, segundo o próprio, “tenho velocidade e gosto de jogar pelos lados do campo”.
Londrina:
“O Ronaldinho do Canindé”, Celsinho, é o principal reforço do Londrina, que, depois de muito tempo, aponta como um dos postulantes ao título estadual (ou ao menos a uma boa campanha). Mas não é Celsinho o responsável pela volta do status do Tubarão como equipe competitiva e sim a entrada de Sérgio Malucelli e sua empresa, a SM Sports, na gestão de futebol do clube. O acordo deu ao LEC um CT e novas perspectivas de mercado. Isso, com salários em dia e a torcida no Café, pode significar a volta do Londrina aos trilhos. Em 2012, o clube já deu sinais disso. Os reforços:
Celsinho: Celsinho tem 24 anos euma carreira mais cercada de expectativas do que de realizações. Chega ao sexto clube na carreira, mas apenas o segundo que defende no Brasil. Rodou, sem sucesso, por Lokomotiv da Rússia e Sporting, de Portugal, além de clubes menores na Europa. Surgiu bem na Lusa em 2005, com qualidade na armação de jogadas, mas pecando nos arremates. Fica a expectativa para saber se a passagem dele pelo Tuba será apenas folclórica ou um impulso para retomar a carreira.
Germano: volante, ex-Santos e Paraná, retorna ao Londrina depois de defender o Sport Recife nas últimas duas temporadas. É o toque de experiência no meio campo do Tubarão.
Correm por fora:
Operário, contando com o apoio da LA Sports e a pressão da fanática torcida no Germano Kruger, com destaque para o meia Rone Dias, ex-Paraná.
Cianorte, do técnico Paulo Turra, que comandou o time na ótima campanha em 2012.
Arapongas, que tem novamente o bom Edu Amparo no elenco e segue com planejamento de temporada, como em 2012.
Figurantes: J. Malucelli, Toledo, Nacional, ACP e Rio Branco
A primeira rodada:
Atlético x Rio Branco
Londrina x Toledo
ACP x J. Malucelli
Operário x Coritiba
Cianorte x Arapongas
Paraná x Nacional
Os campeonatos estaduais ainda não começaram no Brasil, mas na Europa a bola quase não parou de rolar. E no início do ano, dois grandes clássicos e jogos emocionantes, que tive oportunidade de transmitir pelo Terra.
Veja os gols de jogos como Juventus x Milan e Benfica x Porto clicando nas imagens abaixo:
Campeonato Português
06/01 – Estoril 1-3 Benfica
Clique nas imagens para conferir os lances!
O Benfica visitou o Estoril e venceu com facilidade na véspera do clássico com o Porto. Em campo, muitos brasileiros, incluindo o ex-atleticano Evandro (pelo Estoril), o ex-coxa Artur e o ex-paranista Lima, que marcou um dos gols dos encarnados.
13/01 – Benfica 2-2 Porto
Clique na imagem e veja os gols!
Um dos grandes jogos da temporada – ainda que, para nós, brasileiros, ela só esteja começando. Encarnados e Dragões fizeram 16 minutos de cinema no Estádio da Luz, num início de partida avassalador. Depois, muita tensão e chances desperdiçadas entre as equipes que disputam gol a gol a liderança do Português. Assista que vale a pena!
Copa da Itália
09/01 – Juventus 2-1 Milan
Clique na imagem para ver os gols!
Um dos maiores clássicos do futebol mundial, que valia vaga nas semifinais, em partida única. Todos os ingredientes para um grande jogo. E não deu outra: muita emoção e vaga decidida só na prorrogação, com direito a virada.
16/01 – Fiorentina 0-1 Roma
Clique para ver os melhores momentos do jogo!
Um jogo eletrizante, do início ao fim, valendo vaga nas semifinais da Copa da Itália. Fiorentina e Roma mereciam, pelo esforço e raça demonstradas, classificarem-se juntas. Mas como só um passa, melhor para a Roma, que venceu apenas na prorrogação, para azar do ex-goleiro da Seleção e do Atlético, Neto.
O Terra tem transmitido, ao vivo e de graça para todo o Brasil, os seguintes campeonatos: Alemão, Português, Russo, Ucraniano, Grego e ainda a Copa da Itália e a Liga Europa. Acompanhe conosco!
É boa, ao menos no papel, a ideia do Atlético deixar o time Sub-23 no Paranaense e se dedicar a uma pré-temporada maior – incluindo aí uma excursão à Espanha, para um torneio com equipes do Leste Europeu, entre elas o tradicional Dínamo de Kiev, daUcrânia, e o novo-rico Rubin Kazan, da Rússia. Tenho transmitido jogos do Russo e do Ucraniano e são times de nível médio no futebol europeu. O Dínamo chegou a jogar a Champions League nesta temporada e ambos agora estão na Liga Europa. Mas, mais que isso, é a chance de ficar 40 dias se preparando para um calendário inchado. Vale a tentativa. Se na prática funcionará, são outros quinhentos. Até porque a quebra de paradigma inclui a resistência (acompanhada da ignorância) de alguns sobre a ideia, os resultados em campo – que não se negue que derrotas do S23 no Estadual podem pressionar o clube – e a constatação prática de que o elenco principal, ainda sem grandes reforços (apenas o meia-atacante Maranhão) possa ter conquistas em 2013 apenas por uma pré-temporada bem feita.
Similar, não igual
No quesito reforços, não há dúvida: o Coritiba é o melhor time do Paraná nesse momento. Segue estratégia similar a do Atlético, ao avisar que iniciará o Paranaense com uma equipe reserva – ao contrário do rival, o Coxa não assume uma postura de time B, embora o seja. Similar não é igual: entrará antes no Paranaense e, principalmente, buscou peças de ótimo nível para um elenco razoável, que, com poucas mudanças nos últimos anos, fez história dentro e fora do Estado. Reina absoluto há três temporadas no Paraná e, não nos esqueçamos, é o atual bi-vice-campeão da Copa do Brasil. Para 2013, com Botinelli, Deivid e principalmente Alex, a expectativa é que o gostinho de “quase” se torne doce. O clube não esconde que a meta é um título nacional. Depois de duas na trave, ficou mais difícil, com os clubes da Libertadores retornando à Copa do Brasil. Em casa está mais fácil. Olhando o cenário atual, parece que o Coxa vai passear no Paranaense, que começa no final de semana.
Magia de volta
Lógico, não será bem assim. Quando a bola rolar, os favoritismos desaparecem até que os prognósticos se consolidem em resultados. Que não se despreze a volta do Paraná, talvez o clube que mais se importe com a conquista. A aposta tricolor é boa: manteve uma base e reforçou pontualmente. São jogadores rodados, como o atacante Reinaldo e o goleiro Marcos – este, ídolo da casa – que podem fazer a diferença num turno com o Coritiba a meio mastro e um Atlético ‘verde’ em campo. Sobre os jovens atleticanos, ressalte-se: o clube não abandona o campeonato, apenas adota nova estratégia. A força do Londrina, que monta elenco competitivo, com salários em dia, e tem camisa, o caldeirão do Operário em Ponta Grossa e os organizados Arapongas e Cianorte correm por fora. O Paranaense está sim inchado. Precisa ser dinamizado, precisa ser rentável. No Nordeste, os clubes se uniram e resgataram a Copa regional, que dará vaga na Copa Sulamericana. No Sul, cochilo e calendário inchado. Mas, ainda assim, quando a primeira bola balançar a rede do adversário, pode estar certo: tudo que se discute fora de campo dará lugar a um sorriso franco do torcedor. É a magia do futebol de volta: rivalidade, emoção, expectativa lá em cima. E ninguém quer perder, pode apostar nisso.
O anúncio pegou a todos de surpresa: o Atlético irá disputar, entre 1 e 12 de fevereiro, um torneio na Espanha, participando da intertemporada européia, confirmando a estratégia de deixar o time Sub-23, que está em preparação desde o ano passado, no primeiro turno do Paranaense. Assim, quebra um paradigma no futebol brasileiro e estica a própria pré-temporada, adaptando-se a um calendário inchado e muito criticado no Brasil.
No papel, a ideia é ótima. Na prática, só o tempo dirá. Evidentemente, como as últimas temporadas já mostraram, não basta apenas estrutura e boa estratégia para que um time seja vencedor. Estrutura o Atlético tem de sobra; o que tem faltado mesmo, há algum tempo, é material humano. Mas o clube não deu prioridade ao investimento pesado em jogadores nesta temporada – tampouco admitiu estar pressionado pelas contratações dos rivais, em especial o Coritiba, como me disse o diretor de futebol Antônio Lopes nessa entrevista (clique para assistir).
Já que não abriu os cofres – e nem tem poder para competir no mercado com Corinthians, Santos e outros – optou por um intercâmbio europeu, tirando os jogadores do elenco principal do excesso de jogos, dando experiência ao grupo numa disputa com estilos diferentes de jogo, proporcionando integração no elenco e uma experiência de vida individual que pode sim ser revertida em desempenho. Funcionário feliz é funcionário produtivo, em qualquer segmento. E conhecer a Espanha nunca foi mau negócio.
O que pode dar errado é justamente o choque cultural. Primeiro, fora de campo. O elenco Sub-23 tem jogadores conhecidos que já tiveram suas chances e outros que ainda são apostas. O volante Foguinho e o lateral Herácles, por exemplo, são os mais experientes, ao lado de Zezinho, que apareceu bem no Juventude, mas desde uma passagem pelo Santos não decolou na carreira. O goleiro Santos e o trio de atacantes Taiberson, Edigar Junio (sem “r” mesmo) e Pablo são apostas.
Diante de um Coritiba soberano no Estado e com o melhor elenco entre todos os paranaenses, um Paraná sedento por uma resposta ao torcedor, com aposta num elenco mais experiente, e os sempre competitivos Londrina, Operário, Arapongas e Cianorte, os meninos do Atlético podem sofrer uma pressão por resultados que atrapalhe ou antecipe a entrada do time principal na disputa. A aprovação à ideia dura até o primeiro 0-3 contra, como de praxe no futebol.
Em segundo lugar, pode haver uma distância muito grande entre a preparação internacional do Atlético para a de outros clubes brasileiros. Esse é o menor risco, de fato. Mas a dinâmica de jogo que o clube precisa ter na Copa do Brasil e no Brasileirão pode ser maior do que a oferecida pelos adversários na excursão. Os times do Leste Europeu estão na segunda linha do futebol daquele continente. Adversários interessantes que podem estar no caminho atleticano são o Dínamo de Kiev, da Ucrânia (que disputou a Champions League na fase de grupos e pegará o Bordeaux, da França, na fase de 1/16 avos da Liga Europa) e o Rubin Kazan, da Russia (que também está na Liga Europa e será o adversário do atual campeão, Atlético de Madrid). Ambos fizeram a decisão do mesmo torneio na última temporada – na foto do post, lance da partida, vencida pelo Rubin por 2-1.
No geral, a ida para a Europa em meio ao Estadual (que, diga-se, não está sendo “abandonado” pelo clube, que estará na disputa) pode significar um marco no futebol brasileiro. O desempenho do Atlético nas competições nacionais poderá ser parâmetro para outros clubes, caso a ideia seja bem-sucedida. Nem tanto pela viagem à Europa, mas muito mais por uma pré-temporada de 40 dias na prática, criada por iniciativa própria. No papel, parece bom. Na prática, só esperando os resultados.