Liga Europa: prévia da 5a rodada

Mais uma rodada de Liga Europa pra você assistir ao vivo e de graça pelo Terra! É a 5a da fase de grupos e muitas definições devem acontecer. Alguns classificados estão definidos e duelam por melhor posição. Outros ainda sonham em estar entre as 32 equipes que receberão os terceiros melhores colocados da Champions League. Atlético de Madrid, Liverpool, Napoli e Internazionale, entre outros, podem receber a companhia de Chelsea, Ajax ou Manchester City e Zenit, por exemplo.

Abaixo, o preview dos jogos que transmitirei nesta quinta!

14h – Rubin Kazan x Internazionale – Estádio Central, Kazan, Russia

Em Milão, o Rubin Kazan surpreendeu e segurou a Inter (Foto: blog Inter Brasil)

Jogo que vale a liderança do Grupo H. Ambos os times têm 10 pontos e estão classificados. A Inter viajou 2993 km para chegar até Kazan, capital da República do Tartaristão, estado russo, para encarar pela 4a vez na história o Rubin. Nos confrontos anteriores, uma vitória interista (2-0, pela Champions League de 2009) e dois empates, o último em 2-2 no Giuzeppe Meazza, na primeira rodada desta competição.

A Inter, que tem usado times mistos nesta fase da Liga Europa, aposta na dupla sul-americana Guarín (Colômbia) e Palácio (Argentina), que juntos já marcaram 7 gols nesta competição. Vice-líder do Italiano, 4 pontos atrás da Juventus, a Inter pode passar a priorizar a Liga Europa a partir da fase de mata-mata. Na história, é a maior campeã do torneio (ao lado de Juve e Liverpool) com três conquistas. Os brasileiros Juan (ex-Inter-RS) e Jonathan (ex-Cruzeiro) têm sido titulares; o também brasileiro Philippe Coutinho, ex-Vasco, pode aparecer nessa partida.

O Rubin Kazan, 4o colocado no Campeonato Russo, vê na Liga Europa uma chance de internacionalizar sua marca. Recebe a Inter no Estádio Central com expectativa de lotação (28.500 lugares) para ficar com o primeiro lugar no grupo. Por isso o técnico Kurban Berdyev deve escalar o que tem de melhor, com destaque para o meia russo Aleksandr Ryazantsev, com 2 gols no torneio. Carlos Eduardo, ex-Grêmio, é o brasileiro no elenco russo.

17h05 – Olympique Marseille x Fenerbahçe – Estádio Velodrome, Marselha, França

Jogo de ida em Istambul (2-2) marcou a despedida de Alex no Fener

Classificado, o Fenerbahçe encarou os 1957 km de Istambul até Marselha para pegar um time que precisa da vitória a qualquer custo. O Olympique é o terceiro colocado no Grupo C, com 5 pontos, metade do que tem o Fener. A pontuação é a mesma do alemão Borussia Monchengladbach, que encara o Limassol dentro de casa na mesma rodada. Os concorrentes não se enfrentam mais – OM e M’Bach ficaram no 2-2 na França na última rodada, enquanto que os alemães venceram por 2-0 no jogo de ida.

Por isso, para o Olympique do técnico Élie Baup, só a vitória interessa. Com 6 gols na temporada, o atacante ganês Jordan Ayew, filho do ídolo do clube Adebi Pelé, comanda o ataque marselhês. Lucas Mendes, ex-Coritiba, é o brasileiro do elenco. Ele disputou três dos quatro jogos do OM na Liga Europa depois de ter se recuperado de uma lesão e vem se firmando como titular.

Lucas deixou o Coxa e não jogou em Istambul no jogo de ida, que marcou a despedida de um atual coxa-branca do Fener: Alex. Ídolo na Turquia, Alex marcou o segundo gol sobre o OM, quando o Fener abria 2-0 em casa. Foi substituído em seguida pelo técnico Aykut Kocaman, o que deu início a uma briga que resultou na rescisão do contrato do meia, que acabou retornando ao Coritiba, clube que o revelou. Naquela partida, sem Alex, o Fenerbahçe caiu de produção e cedeu o empate. Mas depois, sem Alex, o Fenerbahçe, que ainda tem o brasileiro Cristian (ex-Atlético e Corinthians), venceu seus 3 jogos: 4-2 no M’Bach e 1-0/2-0 sobre o Limassol.

Gols: resumo da rodada européia de 12 a 17/11

Confira os gols da semana nos jogos que transmiti pelo portal Terra, pelo Campeonato Russo e pela Bundesliga. Basta clicar na imagem e curtir!

17/11 – Borussia Dortmund 3-1 Greuther Furth

O Dortmund continua perseguindo o Bayern no Campeonato Alemão. Desta vez superou o Greuther Furth em casa, com direito a uma pintura de Mário Gotze, que deixou goleiro e zagueiro no chão antes de concluir. Clique para ver!

17/11 – Dínamo Moscou 1-0 Zenit

Jogo interrompido aos 38 do primeiro tempo após a torcida do Zenit acertar um rojão no goleiro do Dínamo, dono da casa. A cena vale a clicada. O Dínamo vencia por 1-0 e a Federação Russa ainda não decidiu se irá cancelar o resultado e remarcar o jogo, oficializar o 1-0 como placar final ou reiniciar a partida, tampouco se vai punir o Zenit, que ameaçou deixar a competição se isso acontecer.

 

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 21/11/2012

Ansiedade rubro-negra…
O 83º Derby da Rebouças da história acontece no sábado. Para o Atlético, um jogo carregado de ansiedade. Um ano inteiro em 90 minutos. É claro que a vantagem do empate diminui a pressão, mas a derrota é inimaginável para os atleticanos, cujo time não perde para o Paraná desde 16 de março de 2008 e está invicto no Eco-Estádio. A chave para superar o adversário está no respeito e na tranquilidade. O Furacão mostrou que tem mais time que o Tricolor durante a disputa da Série B. Mas passou aperto em vários jogos por não controlar os nervos. Chega a um momento de alívio se conseguir o retorno à Série A, mas não pode achar que o que fez antes já garante a vitória. O elenco atleticano pode estar certo: vai ter um teste de fogo contra o Paraná.

…brio tricolor
Isso porque se engana quem pensa que o Paraná entrará com espírito de “fim de feira” ou desmotivado pelos constantes atrasos de salários. Como já demonstraram em ocasiões anteriores, os jogadores do Tricolor têm sim um grupo unido – não à toa assinaram juntos a reclamatória contra a diretoria. E tem brios. Não querem deixar barato as críticas que ouviram, não querem ser coadjuvantes na festa atleticana. Tenho certeza que cada atleta que estiver em campo com a camisa do Paraná fará o máximo para ganhar o Derby. Evidentemente que a vontade atleticana em vencer tem que ser ainda maior. Deixar escapar a vaga num duelo citadino seria uma tragédia para o Atlético. E cometer esse “crime” uma redenção aos tricolores.

História que se escreve
Dos duelos da capital (excluindo-se os com o Jotinha), Atlético e Paraná não tinha uma nomenclatura, tal qual Atletiba ou Paratiba. Derby Paranaense ou apenas Derby cai bem para o confronto que teve seu ápice no início dos anos 2000. Os duelos de Coritiba e Atlético contra o Paraná sempre foram difíceis, mas o rótulo de ‘clássico’ está sendo escrito pela geração atual, diferentemente do que acontece no Atletiba, uma instituição paranaense, a “Velha Firma” da cidade. Isso não diminui em nada as boas histórias tricolores. Pelo contrário: atesta que a proporção da rivalidade está crescendo aos olhos da geração atual. Fundado em 1989, o Paraná rivalizou com o Coxa nos anos 90 e com o Atlético nos 2000, quando chegaram a ser a dupla paranaense na elite. Se não é um clássico, está em construção.

Página em branco
O gol de Mirandinha de calcanhar, os 6-1 na decisão de 2002, com Kléber marcando 4 vezes, os golaços de Kelly e Denis Marques, os pênaltis defendidos por Régis nas semis da Copa Sul. Bons momentos do Derby que, ao final do jogo no sábado, terá mais um capítulo escrito. Quem se apresenta como protagonista? Teremos um carrasco tricolor ou um herói rubro-negro? O Atlético sobe contra o rival ou o Paraná frustra as pretensões? Faça sua aposta. Conversamos semana que vem.

Suburbana: coxa-branca é destaque em time atleticano

Bairro Alto, refúgio dos campeões brasileiros Nem, Rogério Correa e Alex Mineiro, tem no ex-coxa Massai o ponto de armação das jogadas

por Ana Claudia Cichon*

Único jogador que permaneceu no elenco do Bairro Alto após o título da Suburbana no ano passado, Massai ainda está se adaptando ao ritmo do futebol amador. O currículo, no entanto, já está recheado: bi-campeonato da Taça Paraná (2011 e 2012), pelo Inter de Campo Largo, e o caneco do Campeonato Amador da Capital, ano passado. E nesse sábado (17), comemorou a classificação para mais uma final, inclusive marcando um gol.

Responsável pela armação das jogadas, o meio campo também é referência nas bolas paradas, deixando sua marca em diversos jogos. Aos 28 anos, Massai teve longa passagem pelo Coritiba (2002 a 2007), e acredita que esta experiência faz a diferença dentro de campo. “O amador é muito diferente do profissional, mas hoje é uma competição muito forte, de alto nível. Ter jogado com vários atletas no futebol profissional facilita, e é bom para podermos transmitir tranquilidade aos mais jovens”, garante.

A opção pelo amador, no entanto, veio de uma necessidade familiar. “Depois que sai do Coritiba fui para alguns clubes menores, do interior, e não tinha condições de levar minha família junto. Com a distância, meu filho acabou desenvolvendo diabetes emocional. Não tinha como ficar longe dele”.

O sonho do futebol profissional ficou de lado, mas ele não se arrepende da opção. “Hoje estou perto da minha esposa e do meu filho, além de estar feliz no Bairro Alto, ainda mais agora, disputando mais um título”, finaliza.

O jogo

Precisando da vitória para levar a partida para a prorrogação, a equipe do Combate Barreirinha começou atacando, mas sem levar grande perigo à meta do goleiro Roberson. O primeiro grande lance do jogo veio pelo lado do Bairro Alto. George fez boa jogada pela direita, chutou em cima do goleiro e no rebote cabeceou para fora. O jogo continuou equilibrado até que aos 34 minutos Guilherme derrubou Flamarion dentro da área e o juiz marcou pênalti. George foi para a cobrança e abriu o marcador para o time da casa. O Combate até tentou a reação e chegou ao gol de empate quatro minutos depois, mas foi marcado impedimento no lance.

Na segunda etapa o Combate foi para o tudo ou nada e mais uma vez, assim no jogo de ida, brilhou a estrela do arqueiro do Bairro Alto. Logo aos sete minutos Alex Pinhais teve a chance do empate, mas o chute parou nas mãos de Roberson. A equipe visitante continuou forçando o jogo, mas aos 26 Massai ampliou o placar após batida de falta pela direita.

Bairro Alto conquistou a vaga em mais uma decisão na Suburbana (Foto: Ana Claudia Cichon)

Atrás no placar, o Combate tentou arranjar forças, mas sofreu com as expulsões de Guilherme e Willians. Alex Pinhais ainda tentou descontar, mas mais uma vez parou na defesa de Roberson. Com o resultado, o Bairro Alto garantiu vaga na disputa da grande final da Suburbana e enfrenta o Iguaçu, que venceu o Santa Quitéria nos pênaltis (4-3), depois de perder por 1-0 no tempo normal.

A primeira partida da decisão será no próximo sábado (24), no estádio Pedro de Almeida. O jogo da volta acontece no dia 1º de dezembro, no estádio Egídio Pietrobelli.

Bairro Alto (de preto): Roberson, George (Tiago), Rogério Correa, Luciano, Flamarion, Juninho, Orlei, Massai, Zé Nunes, João Paulo e Edmílson (Fábio). Técnico: Bananinha

Combate Barreirinha (de branco): Ricardo, Buiú (Douglas), Elízio, Guilherme, Anderson, Rubão (Marcelinho), Geraldinho, Bruno, Nenê (Marcinho), Alex Pinhais e Willians. Técnico: Beto

  • Resultados da rodada

Bairro Alto 2-0 Combate Barreirinha
Santa Quitéria 1-1 Iguaçu (nos pênaltis 3-4)

*Ana Claudia Cichon é jornalista e colabora com o blog escrevendo sobre a Suburbana.

Couto Pereira, 80 anos: 5 grandes jogos e uma rica história

Nesta terça (20) o 5o maior estádio particular do Brasil completa 80 anos. Inaugurado como Belfort Duarte e depois de remodelado chamado Couto Pereira, em homenagem ao major do exército que presidiu o Coxa e idealizou a reforma, o estádio recebeu inúmeros grandes jogos e momentos inesquecíveis.

Toda essa rica história será contada em um livro a ser lançado em 2013, idealizado pelos torcedores Anna Gobbo e César Caldas, em parceria com o Grupo Helênicos. O livro está em fase de produção e vai retratar tudo sobre o estádio, como conta Caldas. “Serão quatro partes. A primeira relata todas as fases, desde as negociações para a compra do terreno até as reformas mais recentes, abordando também aspectos urbanísticos, arquitetônicos e sociais. O segundo reunirá crônicas de até 50 linhas em que os colaboradores relatam sua relação emocional com o estádio. A terceira terá os 30 eventos mais significativos: jogos importantes do Coxa, da Seleção e mesmo de rivais aqui da cidade, missa do Papa, show do Iron Maiden Phillips Monsters of Rock, chegada do Papai Noel em evento da Prefeitura para mais de 26 mil crianças, etc.”

Tive a honra de ser convidado a colaborar com um artigo sobre o estádio onde tive meus primeiros contatos com o futebol e passei muitos domingos até me tornar jornalista (quando passei a ir não somente aos domingos, hehe).

Até que a obra saia, o blog apresenta uma pequena lista dos 5 maiores jogos da história do Couto Pereira – claro, na minha visão. Convido você a fazer a sua nos comentários abaixo.

5 – Atlético 2-0 Flamengo, 1983. Até hoje, o recorde de público do estádio, quando 67.391 pessoas* passaram as catracas para ver o duelo rubro-negro na semifinal do Brasileirão. O Flamengo de Zico segurou o Atlético de Washington e Assis, que precisava de mais um gol, e foi à decisão.

Reportagem da TV Globo/RPCTV

*Fonte: RSSSF Brasil.

4 – Coritiba 0-0 Atlético, 1978. Última partida dos três Atletibas que decidiram o Estadual daquele ano. Nos pênaltis, Manga, que usou de um curioso artifício (veja no vídeo abaixo) parou o Furacão e deu ao Coxa o 7º de 8 títulos que o Alviverde conquistaria entre 1970 e 79. Mais de 150 mil pessoas viram os três 0-0 da sequência final.

Reportagem da CNT

3 – Coritiba 5-1 Atlético, 1995. O massacre coxa-branca na páscoa, que deu origem a revolução atleticana, culminando na construção do outro grande estádio da cidade, entre outras. Até então, o Couto Pereira era palco absoluto dos grandes jogos em Curitiba. A mudança no Atlético – novo estádio, CT, entre outros – gerou mudança no Coxa e ambos voltaram à Série A no final do ano.

Reportagem TV Globo

2 – Coritiba 3-2 Vasco, 2011. Primeira das duas decisões que o Coxa fez na Copa do Brasil entre 2011 e 12. Pelo ineditismo (os títulos nacionais do Coxa sempre foram ganhos fora de casa), pela emoção e pelos 5 gols, a decisão mais marcante do clube em casa.

1 – Brasil 2-0 Chile, 2001. Mal nas eliminatórias, a Seleção Brasileira procurou refúgio no Sul do País (depois ainda foi à Porto Alegre) e o Couto Pereira recebeu o jogo que simboliza a arrancada rumo ao Penta. Edilson e Rivaldo marcaram.

https://www.youtube.com/watch?v=Wv0b9Q8FjBI&playnext=1&list=PL700C050025F6A887&feature=results_main

Clique para ver o jogo completo (qualidade ruim)

Os acessos do Atlético

Se derrotar o Criciúma nesse sábado e São Caetano ou Vitória não vencerem, o Atlético conseguirá pela terceira vez na história um acesso da Série B para a A.

O Furacão disputou a segundona em cinco oportunidades, mas até 1988 o Campeonato Brasileiro era feito à base de convites conforme o desempenho nos campeonatos estaduais. Por isso não há como mensurar a participação em 1980 e em 1982, temporada esta em que disputou jogos na “B” e na “A”. Depois do rompimento do Clube dos 13 com a CBF e a divisão entre Brasileirão e Copa União em 1987, os clubes conversaram e, viradas de mesa a parte, o campeonato nacional passou a ter um sistema de acesso e descenso.

Em 1990, depois de ter sido rebaixado em 1989 pela única vez em campo (até 2011), o Atlético chegou à decisão da Série B contra o Sport Recife. O time campeão estadual tinha Marolla, Odemílson, Valdir e Dirceu, entre outros. Kita (foto acima), destaque em 1986 pela Inter de Limeira campeã paulista, chegou para reforçar o elenco que superou o Operário de Ponta Grossa, a Catuense e o Criciúma na fase semifinal.

A vaga na elite veio coincidentemente com uma vitória sobre o Tigre, 1-0, no Pinheirão, na penúltima rodada.Na decisão, dois empates com o Sport: 1-1 em Curitiba, com uma falha de Toinho no gol pernambucano e 0-0 no Recife. O vice-campeonato à época foi lamentado pelo atleticanos, que viam o Coritiba ser o único campeão brasileiro no Paraná até então.

Diário de Pernambuco destaca o título do Sport sobre o Atlético em 1990

O Atlético seguiria na elite brasileira até 1993, quando a CBF, numa manobra para salvar o Grêmio, então na segunda divisão, “subiu” 12 equipes da segunda para a primeira divisão. Atlético e Goiás, salvos pela classificação na A em 1992, e Paraná e Vitória, campeão e vice na B-92, foram jogados para um grupo secundário dentro da elite, com 16 clubes, dos quais 8 seriam rebaixados. O Grêmio, claro, mesmo sem critério técnico, foi colocado no grupo dos blindados. O Atlético-MG, lanterna no geral em 93, também, evitando a queda. O Paraná se salvou, o Coritiba não, tampouco o Furacão.

Por isso, o Atlético disputou a Segundona em 94, quando caiu na semifinal para o Juventude, e em 1995.

O time campeão de 1995, com Paulo Rink, Oséas, Ricardo Pinto e outros, comandado por Pepe, subiu fora de casa

Naquela temporada o Atlético tinha um jejum de 5 anos sem título estadual e estava em situação financeira delicada. A velha Baixada tinha se tornado a “Baixada do Farinhaque”, com uma reforma que tirou o Furacão do Pinheirão. E, numa páscoa inesquecível para o futebol paranaense, o Coritiba de Brandão fez 5-1 no Atlético e gerou uma revolução no Rubro-Negro. O time iniciou a Série B mal, perdendo em Goiatuba por 2-0 para o time local. Mas foi se encontrando até ficar com o título, após vencer o Central de Caruaru por 4-1 na Baixada e contar com um tropeço do Coxa, que ficaria como campeão se vencesse em Mogi-Mirim (1-1). Ambos subiram. O acesso atleticano também foi em Mogi-Mirim, com uma vitória por 1-0, na primeira rodada do returno do quadrangular final.

Reboot

A Gralha, “super-herói” paranista: vem aí novo reboot

O Paraná acaba de vencer o Asa por 2-0, jogando não muito diferente do que foi a temporada inteira. Melhor em casa do que fora, tomando sufoco em momentos, sendo insinuante em alguns. Venceu a maioria dos times de que era melhor e perdeu para aqueles que tinham mais time. Não à toa, é o 10o. colocado nesse momento, exatamente no meio da tabela, posição que não deve perder, tampouco avançar. Faltando um jogo para o fim da temporada, de fato, pouco disso importa. O Paraná vai repetir o que vem fazendo desde que Caio Júnior pegou o time e o levou à Libertadores: começar do zero.

Havia a esperança de que Ricardinho desse nova roupagem ao Tricolor. E deu, durante um tempo. Tornou o clube atrativo para alguns jogadores, que apostaram no projeto e, não nos esqueçamos, chegou a ir bem por um tempo, castigado por um calendário que arrumou pra si por incompetência e pelo abandono da FPF. Depois faltou fôlego. Faltou dinheiro, pra ser mais preciso. Cumpriu a principal missão, devolver ao Paraná o direito de disputar a elite paranaense – “feito” que atingiu o limite do inimaginável quando o clube caiu. Mas Ricardinho saiu expondo feridas que depois seriam comprovadas. De novo, o clube passou pelo vexame de ver jogadores em greve, manifestando em carta que eles e funcionários de outros setores estavam sem receber.

E lá vai o Paraná mais uma vez começar do zero. Conversei com Ricardinho recentemente. Ele demonstrou uma esperança de que Alex Brasil, diretor de futebol, conseguisse manter um padrão de organização instituído no clube. “Quando eu cheguei, o que mais tinha no departamento de futebol era empresário metendo o bico”, disse o ex-técnico e jogador. Talvez o Paraná tenha melhorado nisso, mas vive as mazelas de ser um clube pobre. Dívidas não são exclusividade do Paraná, mas clubes como Vasco e Flamengo tem maior atrativo para os atletas. Num país sério seriam poucos os clubes que poderiam jogar a Série A.

Pior para os jogadores, que ficam sem receber e sem a vitrine, já que seguem na Série B. O grupo atual aliás, criticado pela torcida, não merece metade das porradas que levou. Se falhou, foi muito mais por falta de bola do que vontade. Trabalhar sem receber é desonroso para ambas as partes: quem o faz se sente ofendido, mas quer manter a palavra. Quem não paga, fica com péssima imagem. Se é bem intencionado, é incompetente; senão, é picareta.

A expressão reboot vem do inglês, algo como “reiniciar”. É usada no universo do cinema e dos quadrinhos quando se querer apagar o passado ou uma história contada de algum personagem. A DC Comics, editora do Super-Homem, é craque em fazer reboots. Já zerou e recontou a origem de seus heróis inúmeras vezes. Uma grande saga, um vilão poderoso, um morte de herói aqui, um universo salvo acolá e, depois que os heróis derrotam o arqui-inimigo, bingo!, tudo zerado até que algum redator faça nova bobagem, como inventar um Superboy ou aleijar o Batman.

Da esquerda, em sentido horário: o Super-Homem original, o fim das Terras paralelas, uma nova zerada e mais um reinício: azul e vermelho em todas

A diretoria tricolor é um misto de gestões anteriores e gente nova. Não julgo intenção e sim resultados. Quem está no poder hoje ainda paga por erros do passado, mas tem sua parcela de culpa e mais: pouco crédito. Como convencer os (poucos) bons destaques desse time a ficar para 2013, sem ter pagamento de salários? Como mostrar que o Paraná é um clube viável depois de mais uma temporada esgotando os pedidos de desculpas? Pobre torcedor.

A nova realidade do futebol brasileiro, com cotas de TV desiguais entre os 14 grandes, segmentando até quem está na Série A, já está criando um seleto grupo de protagonistas. Corinthians, São Paulo, Fluminense e alguns outros poucos vêm se alternando nas conquistas. Aumentou-se o número de coadjuvantes. Botafogo, Atlético-MG e Coritiba, por exemplo, são campeões brasileiros que hoje aspiram competições como a Copa do Brasil. Falta fôlego para ir até o fim mantendo folha alta e competitiva. Que dizer então do Paraná, a quem hoje nem o papel de coadjuvante cabe? Quiça figurante, ora na A, ora na B. Vida bandida.

Na próxima temporada, novo reboot. Lá vai o Paraná juntar os cacos, montar um elenco às pressas, buscar soluções e renovar os créditos. Difícil sonhar com o Estadual, bom jogar a Copa do Brasil, melhor pensar em economizar para uma boa Série B. Se não subir, novo reboot pra 2014. Falta um redator melhor ou um Super-Homem para quebrar esse ciclo? Nos quadrinhos, é mais fácil recontar histórias. Na vida real, nem tanto.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 14/11/2012


Nunca antes na história deste País…

…a Série B esteve tão concorrida. O líder Goiás, com 74 pontos, foi o único que já garantiu vaga na elite brasileira. As pontuações de Criciúma, Atlético, Vitória e do São Caetano, que é quem estaria fora no momento, seriam suficientes para ascender qualquer uma das equipes em todas as temporadas desde que a Segundona passou a ser com 20 clubes em pontos corridos. Em 2007, quando o Coritiba foi campeão com 69 pontos, o Vitória subiu com 59; Em 2009, com o Vasco campeão, o Atlético-GO subiu com 65, dois a menos que o São Caetano. Mesmo vencendo em Criciúma, o Furacão não garantirá matematicamente a vaga se Vitória e São Caetano vencerem seus jogos, na rodada mais quente de todos os tempos na B. Por coincidência da tabela, os seis primeiros colocados jogam entre si, sendo que só o Joinville não tem mais chances de acesso. O Goiás deve ficar com o bicampeonato da Série B, mas certamente os outros três classificados poderão comemorar como se fosse título.

Férias de quem?

O resultado de 1-5 para o Corinthians na última rodada do Brasileirão rendeu uma série de críticas – as primeiras – para o técnico Marquinhos Santos no Coritiba. Foi uma atuação desastrosa sim, mas em partes motivada pelo pênalti duvidoso a favor do Corinthians no início do jogo. Com mínimas chances de rebaixamento, muito se falou de que o Coxa já estaria de férias em 2012. Avaliei melhor e discordo: hoje, o Coritiba estaria fora da Copa Sul-Americana. Aquela mesma que os clubes costumam desprezar na temporada seguinte mas que, aposto um dólar, vai passar a ser melhor vista com um possível título de São Paulo ou Grêmio nesse ano. Volto ao tópico anterior: se o Atlético conseguir o acesso sem a taça da B, poderá sim festejar como um título, muito embora fosse da natureza e do poder do clube tentar a taça. Simplesmente porque clube de futebol existe para ser campeão. Por que então pensar em férias para o Coritiba, se há um torneio internacional a se buscar? A Sul-Americana caminha para ser a Liga Europa das Américas, com os clubes de menor poder financeiro comemorando taças internacionais, premiando-se com a vaga na Libertadores. Não há férias no Coxa; houve desconcentração e uma jornada infeliz em São Paulo.

Reboot

Expressão americana para reiniciar, usada na indústria do cinema e dos quadrinhos quando se quer ignorar o passado de um personagem. A DC Comics, editora do Super-Homem, é expert nisso, tendo reinventado seu universo de personagens várias vezes. A diferença para o Paraná Clube é que a ficção ressuscita heróis, reconta a história como quer. Reiniciar, talvez desta vez não tão do zero como nos anos anteriores, é (de novo) a missão paranista, versão 2013. A começar por convencer os bons atletas que aí estiveram (e alguns que valem a pena) a ficar depois de estar com salários atrasados em várias ocasiões. O “lançamento nas bancas”, porém, não pode esperar janeiro.

Suburbana: Veja onde anda Laércio, autor do primeiro gol Coxa na Libertadores 2004

por Ana Claudia Cichon*

Dez de fevereiro de 2004. Há exatos oito anos e nove meses, Laércio entrava para a história do Coritiba como autor do primeiro gol do clube na Taça Libertadores da América daquele ano, na derrota do Coxa para o Sporting Cristal por 4-1 em Lima, no Peru.

Dez de novembro de 2012. O atacante marca o segundo gol da equipe do Iguaçu na primeira partida da semifinal da Suburbana, ajudando o clube a consolidar o resultado e a depender apenas de um empate no jogo da volta para garantir uma vaga na grande final.

Sempre decisivo, Laércio está no seu segundo de amador, mas já tem um currículo vitorioso. Em 2011 foi vice-campeão do Campeonato Amador da Capital pelo Trieste e campeão do Sul Brasileiro pelo Inter de Campo Largo. Neste ano já faturou mais caneco – Taça Paraná, também pelo Inter – e espera poder ajudar o Iguaçu a sair da fila, que já dura 20 anos.

“Estamos com um time bem entrosado, um grupo bem fechado. Joguei junto com o Flávio [zagueiro] no Coritiba, então já nos conhecemos bastante, e este ano também estive junto com o Hideo e com o Luisinho no Internacional. Fica fácil jogar. E tá todo mundo focado em busca desse resultado positivo”.

Com 28 anos anos, o faro de gol ainda está forte e com o bom desempenho no amador o atleta espera poder voltar aos campos profissionais. “Já tive algumas propostas, mas estou analisando as condições”. O título, ele confirma, aumentará as chances de novos contratos, mas ele não descarta permanecer no amador.  Além de jogar pelo Coritiba, a carreira de Laércio, que teve início no Fluminense, inclui passagens pelo Fortaleza, Rio Branco – PR, Iner Turku (Finlândia), Guarani de Juazeiro, Icasa, Volta Redonda, Paranavaí, Operário e Nacional – PR.

  • Uma dupla pra lá de afinada

Juninho e Luizinho. Parece nome de personagens de história em quadrinhos, ou quem sabe de uma dupla sertaneja… mas Alei Silva Jr. Luiz Fernando Cavassim são, respectivamente, técnico e auxiliar da equipe do Iguaçu. E, mais do que isso, uma dupla que já vem trabalhando junta 14 há anos, conquistando títulos e divulgando atletas para o mundo do futebol.

Há alguns jogos, porém, quem vem comandando a equipe à beira do gramado é Luizinho, já que o técnico Juninho sofreu uma punição e não pode ficar no banco de reservas. E a sintonia é tão grande após tantos anos de amizade e trabalho conjunto que o rendimento do time não caiu. Pelo contrário… o Iguaçu segue na briga em busca do octacampeonato (59, 62, 66,67, 73,77 e 92).

O jogo

Cara de decisão. Ao entrar em campo na tarde deste sábado (10), no estádio Egídio Pietrobelli, o Iguaçu foi saudado com uma enorme queima de fogos. Do outro lado, uma pequena mas animadas torcida do Santa Quitéria empurrava o time visitante. O jogo, considerado por muitos a final antecipada da competição, fez jus ao esperado. Com os dois times buscando o gol, a primeira grande chance veio com o Santa Quitéria, que aos 20 minutos viu Júnior perder a chance de abrir o placar cara a cara com Vilson. Como dizem por aí, o castigo vem a cavalo… três minutos depois, Douglas aproveitou cruzamento de Luisinho Netto e cabeceou para dentro do gol.

Douglas ainda teve a possibilidade de aumentar o marcador em jogada muito parecida, mas desta vez a bola foi para fora. O Quitéria ameaçou com Cristiano, de cabeça, e com um chute de fora da área de Salário, mas o primeiro tempo acabou com vantagem da equipe da casa.

Na segunda etapa o técnico Jurandir Senna fez algumas alterações e colocou seu time para o ataque, mas o domínio foi do Iguaçu. Logo no início Laércio aproveitou bom cruzamento de Guilherme, mas cabeceou para fora. Aos 15, Nilvano acertou um chute e obrigou o goleiro Jonas a fazer uma bonita defesa.

Mas aos 27, Laércio deu números finais ao jogo. Hideo fez bela jogada e lançou para Clé que deixou o camisa 9 da equipe alvinegra sozinho na cara do gol. Iguaçu 2-0 Santa Quitéria. Agora a equipe de Santa Felicidade joga por um empate para seguir na competição. Em caso de vitória do Quitéria, por qualquer marcador, o jogo para a prorrogação.

Na outra partida da semifinal, no Recanto Tricolor, Combate Barreirinha 1-3 Bairro Alto. O atual campeão da Suburbana também só depende de um empate para disputar mais uma final.

Iguaçu: Vilson, Douglas, Flávio, Luciano, Luisinho Netto, Émerson, João Vitor, Nilvano (Clé), Laércio (Franco), Hideo e Guilherme (Marlon). Técnico: Juninho

Santa Quitéria: Jonas, Salário, Juninho, Leandro, Edinalndo, Dionatan, Júnior (Leandrinho), André (Marcelo Maia), Dinda, Feijão, Cristiano (Fernandinho). Técnico: Jurandir Senna

  • O rei do pão do bife

Aleluia! Sábado foi dia de provar o pão com bife do Iguaçu, o pão com bife do Pelé. E olha, valeu a pena a espera. Vem carne pra mais de metro, daquela bem suculenta e saborosa, mas eu seria mais feliz se tivesse um pouquinho mais temperada. E o 10 só não vem por esse e por outro motivo: o pão não tava tão crocante quanto a minha exigência gostaria. Mas ó, aprovadíssimo. Quem for pro Egídio Pietrobelli não pode deixar de provar. Custa R$3,00.

*Ana Claudia Cichon é jornalista e não pôde ir à Lima cobrir o jogo em 2004, mas viu Laercio marcar em Santa Felicidade mesmo.

Gols: resumo da rodada européia de 08 a 11/11

Muitos – e belos – gols nos jogos da Liga Europa e do Campeonato Português, que o Terra transmitiu no último final de semana. Clique nas imagens para ver como foram os jogos:

08/11 – Liga Europa: Napoli 4-2 Dnipro

Um grande jogo no estádio San Paolo, em Nápoles. O então invicto e 100% Dnipro chegou a virar o jogo contra os italianos, mas não contavam com um dia tão inspirado de Cavani, que marcou 4 gols e garantiu a vitória napolitana.

08/11 – Liga Europa: Partizan 1-3 Internazionale

Em Belgrado, na Sérvia, a Inter usou um mistão e bateu o Partizan por 3-1. O placar, no entanto, não mostra o que foi o jogo: o time da casa não teve melhor sorte porque parou no goleiro interista Handanovic.

09/11 – Campeonato Português: Gil Vicente 1-0 Paços de Ferreira

Pelo Campeonato Português, Gil Vicente e Paços de Ferreira abriram a 9a rodada em duelo no meio da tabela. Melhor para os visitantes, invictos fora de casa há seis meses, e que se projetaram como aspirantes a uma vaga na Liga Europa 2013/14.

10/11 – Campeonato Português: Porto 2-1 Académica

Porto e Benfica continuam a briga pelo título rodada a rodada. Para o Dragão, o desafio foi contra a Académica de Coimbra, jogando em casa. Com golaço do colombiano James Rodriguez e falha do brasileiro Helton, ex-Vasco, o jogo foi movimentado e terminou sendo mais complicado do que se esperava para o time da casa.