Os 14 grandes: CBF insere Coritiba e Atlético entre clubes “do eixo” em novo ranking

O novo ranking da CBF, a ser divulgado em janeiro de 2013, traz boas notícias para coxas-brancas e atleticanos. Levando em consideração o desempenho dos clubes de todas as séries do Brasileirão e também na Copa do Brasil, Coritiba e Atlético se inserem entre os chamados “12 grandes” do Brasil, os clubes de SP, RJ, MG e RS. A ideia da CBF é dinamizar o ranking deixando-o mais atualizado, contabilizando somente as últimas 5 temporadas.

A notícia foi divulgada pela ESPN – clique para ler e ver o ranking completo.

Segundo a matéria, Fluminense e Corinthians disputam a ponta do ranking. O Flu foi campeão brasileiro em 2010 e está prestes a ser novamente; o Corinthians venceu em 2011 e nesta temporada deu mais importância à Libertadores. A ESPN divulgou a lista dos clubes já com a aplicação dos novos critérios, explicados na tabela abaixo:

As 20 primeiras equipes do ranking seriam as seguintes:

O Coritiba, bi-vice-campeão da Copa do Brasil, bi-campeão da Série B e 8o no Brasileirão de 2011 estaria pouco abaixo do Cruzeiro, na 11a posição, subindo duas posições. O Atlético, quinto colocado no Brasileirão 2010 e com duas quartas-de-final da Copa do Brasil no período (2007-2012) ficaria acima do Botafogo-RJ e atrás do Atlético-MG, na 13a posição, seis acima da que ocupa no ranking anterior. Bahia e Sport, também clubes de grande torcida e campeões brasileiros, aparecem em 17o e 20o lugar respectivamente.

  • Demais paranaenses

Boa para a dupla Atletiba, a mudança derruba o Paraná no ranking e eleva Corinthians-PR/J. Malucelli. O Tricolor, fora da Série A desde 2007, quando disputou a Libertadores, perdeu 4 posições. Operário, Iraty, Cianorte, Arapongas, ACP e Roma também aparecem no ranking. O  Londrina, campeão da Série B em 1980 e 34o no ranking anterior, aparece em 136o lugar na nova contagem, pois está fora das séries do Brasileirão desde 2005, quando foi 14o na Série C e não se manteve em competições nacionais.

Veja o ranking só com os clubes paranaenses:

11o – Coritiba – 12924 pontos
13o – Atlético – 10953 pontos
27o – Paraná – 5904 pontos
77o – Corinthians-PR/J. Malucelli – 770 pontos
85o – Cianorte – 585 pontos
95o – Operário – 408 pontos
122o – Iraty – 262 pontos
125o – Arapongas – 255 pontos
136o – Londrina – 203 pontos 
172o – ACP – 100 pontos
191o – Roma – 25 pontos

Coritiba disputa prêmio mundial de marketing nesta quinta

O Coritiba pode receber nessa quinta um prêmio internacional pela campanha de marketing “O mais vitorioso do Mundo” (clique para conhecer a campanha), que valorizou o feito das 24 vitórias consecutivas em 2011, recorde mundial registrado no Guiness Book of Records e deu o pontapé para uma campanha de associação ao clube, que chegou a ter 30 mil sócios no auge.

O Football Business Awards, promovido pela primeira vez neste ano pelo Chelsea, reconheceu o Coxa como um dos clubes com mais sucesso em estratégia envolvendo venda de entradas e mídia externa no Mundo, categorizando o clube brasileiro na série “Overseas” (além-mar), concorrendo com os não-ingleses Zenit (Rússia), Club Brugge (Bélgica), Internazionale (Itália) e Colorado Rapids (EUA).

O blog foi atrás dos concorrentes do Coxa e apresenta duas das campanhas abaixo.

Colorado Rapids – #OneClub

Os Rapids, dos EUA, lançaram uma campanha em que os compradores dos season tickets ganhavam o direito de colocar o nome na camisa do clube.

“É uma única e especial oportunidade de ter nossos leais torcedores no gramado com nossos jogadores por toda a temporada”, explicou no lançamento da campanha o presidente dos Rapids, Tim Hinchey.

A camisa do Colorado Rapids, com os nomes dos torcedores

Zenit St. Petersburg – Ação no metrô e nas ruas

O Zenit, que hoje conta com o brasileiro Hulk, lançou uma campanha com posteres nas ruas e nas estações de metro de São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia.

A campanha convocava os torcedores a se juntar a força do Zenit nos jogos do clube. Veja um dos posteres e o vídeo (em russo), clicando na imagem:

Zenit pediu apoio aos torcedores valorizando a força conjunta à torcida

Inter de Milão e Club Brugge não disponibilizaram em seus websites a campanha com a qual concorrem.

O resultado será conhecido na noite desta quinta-feira, em Londres.

 

Liga Europa: prévia da 4a rodada

Os estádios San Paolo e Partizana serão dois dos 24 palcos da 4a rodada da Liga Europa, que terá várias definições na fase de grupos nesta rodada. O Terra transmitirá os 24 jogos ao vivo nesta quinta-feira. Eu estarei em dois duelos, vamos a prévia deles:

16h – Napoli x Dnipro – Estádio San Paolo, Napoles, Itália

Precisando da vitória para seguir na competição, o Napoli recebe o Dnipro, da Ucrânia, no San Paolo, na Itália, em jogo do Grupo F da Liga Europa. Com três pontos em três jogos, a tarefa do time que venceu a competição em 1988/89, com Diego Maradona e Careca em campo, não será nada fácil. Do outro lado estará o Dnipro, uma das únicas equipes com 100% de aproveitamento na Liga Europa, ao lado de Atlético de Madrid e Lyon.

O técnico Walter Mazzarri continua apostando na dupla Cavani e Vargas no comando de ataque napolitano. Vargas, com 3 gols, é o artilheiro da fase de grupos da Liga Europa. Terceiro colocado no Campeonato Italiano, com 23 pontos em 11 jogos, o clube de Nápoles vem de boas campanhas ano a ano desde que voltou à Série A Italiana após ter falido e até trocado de nome. Já são 15 jogos invicto em casa em competições européias (perdeu a última em casa em 07/12/94, 0-1 para o Eintracht Frankfurt-ALE). Para manter a escrita e seguir vivo na competição, conta com o experiente goleiro De Sanctis, bicampeão da Liga Europa entre 2005 e 2007 pelo Sevilla, que comanda a defesa com Paolo Canavarro – irmão do capitão do tetra mundial italiano, Fábio – e tem no elenco o brasileiro Bruno Uvini, 21, ex-São Paulo FC, que ainda não jogou na Liga Europa.

Brasileiros são a arma do Dnipro, que vê na Liga Europa a grande chance de conquista na temporada – no Ucraniano, está  na vice-liderança, 12 pontos atrás do Shakhtar Donetsk. Giuliano, ex-Paraná e Inter, e Matheus, que no Brasil defendeu apenas o Itabaina-SE, mas teve destaque no Braga, de Portugal, comandam a equipe. Além deles, o zagueiro croata Mandziuk, o meia ucraniano Konoplyanka e o também ucraniano Seleznyov compõe a força de um time que sonha em vencer sua primeira competição justamente em âmbito europeu.

Na rodada passada, em Dnipropetrovsk, o time da casa fez 3-1 no Napoli, com direito a um gol de Matheus e outro de Giuliano. O jogo agora será no San Paolo, que recebeu a histórica semifinal da Copa 1990, quando a Argentina de Goycochea parou a Itália nos pênaltis.

18h05 – Partizan x Inter – Estádio Partizana, Belgrado, Sérvia

Virtualmente classificada para a próxima fase, a Internazionale vai à Sérvia pegar o tradicional Partizan Belgrado pela segunda vez consecutiva. Na rodada passada, em Milão, venceu por 1-0 com dificuldades, mas o suficiente para dividir a liderança do Grupo H com o Rubin Kazan da Russia – perde apenas nos critérios.

Vice-líder do Italiano com um ponto a menos que a Juventus (27 a 28), a Inter, maior campeã da história da Liga Europa com três conquistas (Juve e Liverpool também tem três), jamais perdeu para o Partizan. Na história, são 4 vitórias e um empate. Jogando em Belgrado, venceu uma e empatou outra em jogos anteriores. Um dos confrontos mais importantes foi em 1963/64 pela Champions League, nas quartas de final. A Inter venceu em Belgrado por 2-0, gols dos brasileiros Jair e Mazzola, e, somando o resultado de ida (2-1) avançou até fazer a decisão com o Real Madrid, quando venceu e ficou com o título.

Nesta temporada, são três brasileiros no elenco nerazzurri. O mais conhecido é o ex-vascaíno Phillipe Coutinho, que foi titular em todos os jogos da Liga Europa até aqui, inclusive marcando um gol contra o Néftçi, do Azerbaijão. Juan Jesus, ex-Internacional, e Jonathan, ex-Cruzeiro, ambos zagueiros, fecham a lista verde-e-amarela. O técnico Andrea Stramaccioni está remontando um time que chegou ao ápice com o título Mundial em 2010, junto com um pentacampeonato italiano. o zagueiro argentino Javier Zanetti e os meias Wesley Sneidjer (Holanda) e Esteban Cambiasso (Argentina) são os destaques. Sneidjer ainda não atuou na Liga Europa, competição na qual Stramaccioni tem mexido muito nos 11 iniciais.

O Partizan chega para o jogo depois de vender caro a derrota em Milão, quando sofreu o gol da derrota aos 43 do segundo tempo. Líder do Campeonato Sérvio, com 5 pontos a mais que o Crvena, a equipe de Belgrado precisa vencer se quiser sonhar em estar na próxima fase. Vice-campeã da UCL em 1966, o Partizan sofreu com as diversas fragmentações de seu pais; era Yugoslávia, virou Sérvia e Montenegro e passou a ser apenas Sérvia. No banco, um ex-jogador, identificado com o clube: Vladmir Vermezovic. Ele comanda uma equipe que ainda não marcou nenhum gol na Liga Europa, tendo perdido seus três jogos por 1-0.

O Terra inicia as transmissões dos 24 jogos às 14h, ao vivo e em alta definição. Conecte-se com a gente!

Suburbana: Goiano, paranaense e paranista

Agora na Suburbana, Goiano não deixou de mostrar a velha raça que o deixou nos corações tricolores. Mas não teve sucesso contra o Iguaçu

por Ana Claudia Cichon*

Por 13 anos, vermelho, branco e azul foram as cores que Goiano vestiu diariamente. Emerson Bueno dos Santos, nascido em Bom Jardim(GO) – e por isso o apelido – começou a carreira no Paraná em 1996, ainda no juvenil e jogou pelo clube tricolor até 2009, deixando saudades na memória dos torcedores paranistas.

Aos 33 anos, o volante teve passagens pelo Santa Cruz e pelo Rio Branco, e este ano resolveu vestir outra camisa tricolor. Trocou o azul do pelo verde, o profissional pelo amador e de quebra ainda ganhou a braçadeira de capitão do Trieste, equipe de Santa Felicidade onze vezes campeã da Suburbana.

“Cheguei com o campeonato em andamento, mas fui bem recebido por todos. O Trieste é um clube bem estruturado e o futebol amador de Curitiba é um dos melhores do Brasil, muito forte. A experiência está sendo muito boa”.

Um dos mais experientes do grupo, Goiano tenta passar seus ensinamentos para os garotos que estão começando. “É preciso se dedicar e provar a todo jogo, todo treino. A regularidade é muito importante, assim como a parte tática”, explica.

A faixa para Goiano, sempre vista na Vila Capanema (Imagem: Blog Torcedor Paranista)

 

Goiano espera poder jogar ainda mais um ano no futebol profissional, mas garante que se não receber propostas, ou depois de encerrar as atividades futebolísticas, volta pro amador, com a expectativa de fazer um bom trabalho. É esperar – e torcer – para ver!

  • O jogo

Com a vaga para as semifinais garantida, o Iguaçu recebeu o Trieste neste sábado (03), no estádio Egídio Pietrobelli em ritmo de treino e poupando seus principais jogadores. A equipe triestina, por outro lado, entrou em campo dependendo não só de uma vitória, mas torcendo por um tropeço do Bairro Alto no confronto contra o Novo Mundo.

O primeiro tempo foi fraco. Muitos erros de passes e poucas chances claras para os dois times. Mas no finalzinho Laércio sofreu falta dentro da área. Pênalti. Nilvano cobrou e abriu o placar para o time da casa.

A sequência da cobrança de Nilvano: fim da linha para o Trieste (Fotos: Ana Cichon)

Na segunda etapa o técnico Rossano foi para o tudo ou nada, mas não deu para a equipe tricolor, que depois de três vices-campeonatos fica de fora das semifinais da competição.

Iguaçu: Leandro, Franco, Mérci, Emerson, João Vitor, Clé, Piter (Samuca), Fábio (Ricardinho), Nilvano (João Madureira), Laércio e Jé. Técnico: Juninho

Trieste: André, Alan, Dalton, Dudu (Melk (Pilo)), Raul, Adam, Goiano, Aroldo, Malzone, Flávio e Juninho (Edvaldo). Técnico: Rossano.

  • Resultados da rodada:

Iguaçu 1-0 Trieste
Bairro Alto 5- 3 Novo Mundo
Santa Quitéria 1-2 Combate Barreirinha

*Ana Claudia Cichon é jornalista e troca facilmente uma novela por um jogo da Suburbana, sem deixar de ser feminina

Abrindo o Jogo – Coluna de 07/11/2012 no Jornal Metro Curitiba

A decisão do TCE-PR
Definir que o Potencial Construtivo é patrimônio público e, portanto, seu uso para arrecadar verbas para a finalização da Arena da Copa merece atenção e fiscalização do Estado, foi o melhor para a cidade, o evento e o Atlético. O clube até então tomou decisões que causaram espanto em parte da comunidade, mas foram referendadas pelo conselho. Com quando a esposa prefere o vestido da loja mais cara e o marido acaba cedendo; a decisão que era do clube sobre as cadeiras foi levada além do que devia – em forma de alerta, diga-se. Tudo agora fica pra trás. O clube, que se diz transparente no modelo de autogestão, ganhará agora o selo do TCE, caso tudo esteja em dia. Deixa de ocupar o posto de vilão que tentaram lhe imputar. Cabe ao órgão reger de forma transparente o aporte do benefício público, dado para que Curitiba receba o Mundial. Ganha a cidade, tardiamente, por entrar de vez na Copa; ganha o clube, que terá a aprovação do público em tudo que for lícito; e ganha a população, que verá todos os passos monitorados pelo TCE. Parece que finalmente Curitiba irá despertar para a Copa.

O Derby e o fim da Série B
Troco o chip, mas continuamos a falar sobre estádios. Desta vez a definição de que o Derby da última rodada da B será no Eco-Estádio. Foi o mais acertado diante do que se apresenta. Caberá à PM a responsabilidade de organizar a segurança e, a cada um dos torcedores, dar o bom exemplo. Não há porque criar pé de guerra nisso. Evita-se o deslocamento das torcidas, preserva-se o direito de mando e, claro, é importante que se preservem os direitos paranistas aos ingressos. No entanto, junto-me ao coro dos que lamentam a falta de diálogo para que o jogo fosse realizado no Couto Pereira. A volta do Atlético à Série A, quase consumada, e a chegada de Alex ao Coxa são motivo suficiente para uma grande ação de marketing envolvendo a dupla. O negócio futebol precisa ser tratado como tal. Dar o primeiro passo, com o Derby da Rebouças enchendo o Couto, gerando renda, seria o ideal. Culpar quem errou no passado é andar para trás. Importa é dar o primeiro passo e tratar o futebol com profissionalismo. É preciso alguns ajustes entre os cabeças dos clubes. Vem aí o Paranaense 2013 e novas oportunidades.

Ricardinho e o Paraná
Estive com Ricardinho ontem no Terra, em entrevista ao vivo. Falamos de Copa 2002 (já se vão 10 anos…), Corinthians e, é claro, o Paraná. O ex-técnico e ídolo tricolor disse que saiu do clube porque “algumas pessoas não entenderam as demandas do time”, impedindo contratações. Reclamou, mas disse compreender, do momento financeiro do clube. Contou ainda que deixa como “herança” o acesso para a primeirona paranaense e uma organização, adotada com Alex Brasil, no departamento de futebol, que “vivia cheio de empresários.” Ricardinho passou nove meses no Paraná e – impressão pessoal – pareceu se ressentir de ter deixado o clube sem poder ajudar mais. Mas ele próprio precisa tocar sua carreira de técnico, que tem potencial. Basta achar o ambiente propício – o que o Tricolor não foi e não tem sido faz tempo.

Amador de Campo Largo tem história, recordes e Laranja espremida

Campo Largo também tem futebol. E a rivalidade rolou solta no final de semana na terra da louça.

por Ana Claudia Cichon*

Domingo, sol, futebol. Tem combinação mais perfeita? Este foi o cenário da primeira partida da decisão no Campeonato Amador Campolarguense. De um lado, “o mais emergente”. Do outro, o maior vencedor da competição. O duelo entre Laranja Mecânica e Internacional contou com um tabu – que não foi quebrado – e dois técnicos que já fazem parte da história do futebol amador.

Ivo Petri e Altevir Sales: cada um batendo recordes em uma área (Foto: Ana Claudia Cichon)

O treinador do Laranja – clube com apenas dez anos, mas retrospecto invejável (confira abaixo) – é Altevir Sales, nome que certamente está na memória dos atleticanos. Altevir defendeu a meta do time rubro-negro por cinco anos e detém um recorde impressionante: 1066 minutos sem tomar gols. A sequência ocorreu no Paranaense de 1977 e ainda hoje é guardada com carinho pelo arqueiro, que não esconde a torcida pelo Furacão, reforçada pela presença do filho, Christopher Sales, como treinador de goleiros do clube. “Não tenho condições de sonhar em comandar o Atlético, pois sou representante, tenho outro trabalho. Mas ter meu filho lá dentro é quase como se eu estivesse treinando”, comenta.

Altevir, recordista pelo Atlético (Foto: Site Oficial CAP)

Há quase 20 anos na função, Altevir já passou por clubes como Trieste, Iguaçu e Vila Hauer, e está na sua segunda temporada à frente do Laranja Mecânica, confiante na busca do bi campolarguense. “O Inter e o Fanático [outro clube amador de Campo Largo] tinham a hegemonia, e o Laranja chegou mostrando sua força. Fomos campeões ano passado e conquistamos vaga para a Taça Paraná por dois anos consecutivos, o que é muito difícil. É um trabalho para ser valorizado”, ressalta.

O técnico destaca ainda a importante participação e dedicação da diretoria do clube, que mesmo com dificuldades não mede esforços para melhorar a cada o clube. “É uma diretoria jovem, de meninos que estão começando na carreira, mas todo nosso sucesso recente é resultado do empenho deles, especialmente do presidente, Ricardo Coltro”.

  • O multicampeão

Papa-títulos. Este poderia facilmente ser o apelido de Ivo Petry Sobrinho, técnico do Internacional. Por todos os clubes que passou deixou seu nome gravado em algum troféu. Pelo Combate Barreirinha e pelo Trieste acumula os títulos da Suburbana e também da Taça Paraná. Pelo Inter, já comemorou o bi campeonato da Taça Paraná e o Sul Brasileiro, no ano passado. O que o motiva a continuar?

“Tenho uma amizade muito grande com atletas e dirigentes. Isso faz com as disputadas sejam agradáveis, me faz ter vontade de permanecer no amador”, explica. A boa estrutura encontrada nas equipes, especialmente no Inter, também conta. “É prazeroso fazer o amador nessas condições. Aqui temos uma torcida forte, que colabora, prestigia e cobra quando necessário. É um pessoal que gosta do amador”, complementa.

Com tantas conquistas, já recebeu alguns convites para treinar clubes do futebol profissional, mas como é comum no amador, possui outro emprego e não teria tempo para uma dedicação exclusiva. “Prefiro acompanhar de longe. Indico jogadores, realizamos amistosos, mas não pretendo assumir um time”.

O prestígio é tanto que alguns jogadores acompanham o técnico. “Tem atletas, como o Hideo e o Luisinho Netto, que sempre que podem estão comigo. Hoje, eles e outros que se destacaram nas últimas conquistas do Inter estão na Suburbana, mas têm um carinho muito grande pelo clube e já declararam que querem voltar. E eles serão muito bem-vindos”.

  • O jogo

Inter e Laranja já entraram em campo classificados para a Taça Paraná, maior competição estadual de futebol amador, mas nem por isso a rivalidade ficou de lado. Enquanto a equipe alvinegra luta para reconquistar o título municipal, o Laranja entrou em campo querendo o bi e, principalmente, quebrar um tabu: sair ao menos uma vez vitorioso do confronto.

Mas não foi desta vez. Dominando a primeira etapa, o Inter saiu na frente, com gol de Marquinhos, aos 38 minutos. No segundo tempo a equipe de Altevir partiu para cima, conseguiu chegar ao empate na cabeçada de Leomar (mais um destes que não conseguem pendurar a chuteira, o meia teve passagens pelo Atlético, Botafogo, Sport e Seleção Brasileira) e pressionou o time alvinegro, mas, como diz o ditado, “quem não faz, toma”. Luciano estufou as redes, fez 2-1 para o Inter e deixou o clube mais próximo de erguer mais um caneco.

Laranja Mecânica: Bernardo, Ritiely, Osmar, Edivaldo Péla, Juarez (Felipe Nowak), Jefinho, Leomar (Gregati), Guilherme (Tomas), Dione, Greg e Ale. Técnico: Altevir Sales

Internacional: Clodoaldo, Alex, Alison (Danilo), Barbosa, Willian, Kazu, Emerson, Reginaldo Vital (Nano Moro), Batata (Jardel), Marquinhos (Pelezinho) e Ioiô (Luciano). Técnico: Ivo Petry

No próximo domingo (11), a partida decisiva será no estádio Atílio Gionédis. Compareça e acompanha esta decisão do Campolarguense.

Desempenho do Laranja Mecânica nos últimos quatro anos:

2008 – 3º lugar no Campolarguense e Campeão da Taça Cidade de Campo Largo
2009 – Vice da Taça Cidade do Campolarguense
2010 – Vice do Campolarguense e 3º colocado na Taça Cidade
2011 – Campeão da Taça Cidade do Campolarguense
2012 – 1ª participação na Taça Paraná

*Ana Claudia Cichon gosta de futebol amador e esteve em Campo Largo tomando um suco de laranja no feriado

Gols: resumo da rodada européia de 30/10 a 04/11

O feriado de finados foi repleto de futebol ao vivo no Terra. De terça (30) a domingo (04) muitos jogos e muitos – belos – gols nos 9 campeonatos que o Terra apresenta.

Clique nas imagens para ver os gols e melhores momentos nos jogos que tive a oportunidade de transmitir.

30/10 – Campeonato Belga

Anderlecht 5-0 Gent

O Anderlecht mostrou porque briga pela ponta da tabela enquanto o Gent não está sequer no grupo dos seis melhores do Campeonato Belga, que se classificam para a fase final. A goleada por 5-0 ainda saiu barata…

02/11 – Campeonato Português

Porto 5-0 Marítimo

Na sexta, o Porto ignorou o Marítimo e assumiu a ponta do Português, passando o Benfica – que jogaria no sábado – em pontos e no saldo de gols. O destaque foi o colombiano Jackson Martinez, em mais uma atuação para fazer a torcida do Dragão esquecer o brasileiro Hulk.

03/11 – Campeonato Ucraniano

Shakhtar 2-0 Metalurg Zaporizhya

Duelo entre o líder disparado do ucraniano, 100% de aproveitamento, e o lanterna, que em 13 jogos ainda não havia vencido nenhuma. E seguiu assim após o 14o, mas quem esperava um massacre do Shakhtar sobre o Zaporizhya, viu um placar apertado, com direito a golaço de bicicleta do brasileiro Luís Adriano. Fico devendo o 1o gol do jogo.

03/11 – Campeonato Português

Benfica 3-0 Vitória de Guimarães

O Benfica entrou em campo precisando fazer 4-0 para retomar, incluindo os critérios, a liderança que o Porto lhe tomou na sexta. Não conseguiu, mas venceu com autoridade e ao menos tem o mesmo número de pontos. O campeonato se encaminha para uma decisão Porto-Benfica, com o primeiro jogo em 13/01/2013.

04/11 – Campeonato Alemão

Bayer Leverkusen 3-2 Fortuna Dusseldörf

Clássico regional após 16 anos na 1.Bundesliga, em Leverkusen. O Fortuna, da cidade de Dusseldorf, 32 km distante de Leverkusen, visitou o Bayer em inferioridade na tabela. E vendeu caro a derrota, em mais um grande jogo no Campeonato Alemão.

04/11 – Campeonato Grego

Panathinaikos 1-0 AEK Athens

Outro clássico, desta vez em Atenas. O Panathinaikos aproveitou a má fase do AEK, lanterna do campeonato, e venceu em jogo para torcida única no Estádio Olímpico.

As portas do paraíso

Portão do Anacleto Campanella, passagem para voltar ao convívio dos grandes

Sábado, 3 de novembro de 2012, o Estádio Anacleto Campanella estará na cabeça e no coração de cada torcedor atleticano pela segunda vez na história. Sem o mesmo glamour de 11 anos atrás, mas com uma importância proporcional. Da primeira vez, Atlético e São Caetano disputavam um lugar no seleto grupo dos campeões brasileiros; hoje, os 14.400 torcedores (capacidade máxima atual) que passarem os portões do estádio irão ver duas equipes buscando se recolocar na elite nacional.

Nós últimos 11 anos, desde que passou a integrar o time dos grandes clubes nacionais, o Atlético alternou bons e maus momentos. Esteve a pique de ser campeão da América, bi-brasileiro, conquistou um inédito tri-estadual… mas namorou com a Série B por várias vezes até finalmente casar em 2011, um ano cheio de erros. Coincidências da vida, voltar ao seu lugar de direito na Série A* pode ficar próximo da realização justamente no palco da maior glória.

Não que a vitória garanta matematicamente o acesso, mas dará uma vantagem de 4 pontos sobre um adversário que não terá mais como tirar a vantagem em confronto direto. Da mesma forma, uma derrota complica e muito o sonho atleticano de voltar à primeira divisão ainda nessa temporada. Ambos terão tabelas complicadas posteriormente e qualquer vantagem deve ser considerada. Manter um ponto, conquistando um empate, também está nos planos atleticanos. Elementos que entrarão em campo até mais que o histórico do estádio na vida atleticana.

Costumo dizer que Atlético e Coritiba fizeram um favor ao futebol brasileiro ao conquistarem os títulos de 2001 e 1985. Em finais consideradas menores pela grande mídia (que, assim como os clubes, não deve ter lido os regulamentos para contestá-los) venceram os dois clubes que têm história, camisa, torcida e representam mesmo uma comunidade. Em ambos os casos, os rivais da dupla não tinham identidade. Para 2012 o raciocínio não é diferente: entre Atlético e São Caetano, rivalidades e flautas à parte, é muito óbvio quem é que deve ocupar seu lugar entre os grandes.

No entanto, isso não ganha jogo. Em São Caetano a partida também é tratada como a grande oportunidade de resgate de um projeto para a cidade do ABC paulista, que teve seus momentos, chegando também à um vice-campeonato da Libertadores (2002) e outro nacional (2000). Time tocado com a ajuda da prefeitura, o Azulão botou São Caetano do Sul no mapa. Mas paga o preço pela administração semi-profissional: em um rompante de seu presidente, Nairo Ferreira de Souza, demitiu Emerson Leão e mantém um interino no cargo, Ailton Silva, cuja permanência está condicionada a uma vitória sobre o Furacão. Nairo, aliás, é o mesmo presidente dos anos de ouro do Azulão, de volta ao cargo. Outro laço entre os clubes – mais um, além da interinidade dos treinadores.

As principais lembranças dos atleticanos, até o apito inicial, ficarão em 23 de dezembro de 2001, quando Kléber recebeu a bola no circulo central, abriu na esquerda para Fabiano, que avançou e bateu cruzado na entrada da área. Silvio Luiz, goleiro do São Caetano, espalmou e Alex Mineiro, pela 8 vez em 4 jogos, empurrou pras redes. Não se sabe quem será o Alex Mineiro da vez – se é que ele vestirá rubro-negro. Mas, em se tratando de Série B, outra lembrança pode animar o Atlético. O interior de São Paulo já viu um acesso atleticano, em 1995, quando o time de Paulo Rink e Oséas fez 1-0 no Mogi-Mirim. Foi o início de uma série de 16 anos ininterruptos na Série A, até a queda em 2011.

O Anacleto Campanella, estádio acanhado no interior paulista, tem uma espécie de portal para o paraíso que só o Atlético tem a chave. Resta saber se no sábado o elenco 2012 irá carregá-la consigo, ao atravessar os portões para entrar no gramado no ABC paulista.

*É o paranaense que mais frequentou a elite, 36 vezes contra 34 do Coritiba, 33 a 32 contando apenas de 1971 pra cá; é ainda o 14o a mais disputar campeonatos na elite, atrás dos 12 de RJ/SP/MG/RS e do Bahia.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 31/10/2012

O jogo mais importante do ano
Quis o destino que o Atlético voltasse a São Caetano do Sul 11 anos depois da maior conquista do clube para enfrentar o mesmo rival daquele 23 de dezembro de 2001, mas desta vez em uma decisão direta por uma vaga de volta à elite brasileira. A partida de sábado será a mais importante do Brasil nesta reta final nas séries do Brasileirão, senão vejamos: é o único que opõe adversários diretos em busca do mesmo objetivo. Na Série A, depois de Galo 3-2 Fluminense, cada um torce por outras equipes. Azulão e Furacão vão se enfrentar sabendo que um pode matar o outro. Em especial, o Atlético, que leva um ponto de vantagem ao ABC paulista.

Conservadorismo, sim
Ter um ponto a mais que o São Caetano é um precioso benefício pra se levar pra dentro de campo. O Atlético de Drubscky, com as descidas de João Paulo, a chegada de Elias, com Marcelo aberto na ponta, Henrique na condução de bola e Marcão centralizado, é ofensivo. E não pode abrir mão disso, mexendo na equipe na hora da principal decisão. Erro clássico de treinador é alterar time que vem jogando bem justamente no jogo mais importante. Colegas defendem mudanças na equipe, com Felipe e Baier em campo; sou contra. Agora é deixar o que está andando bem seguir sua rota. Como alternativa pra um jogo contra um São Caetano que marca duro e tem no meia Pedro Carmona o jogador mais agudo, pode ser. Mas no decorrer dos 90, nunca antes. E, não se esqueçam, o Atlético pode sim trazer um empate do Anacleto Campanella que ainda dependerá só de si para subir.

Estratégia
Aliás, jogar pelo empate é prerrogativa de um Atlético que poderá sair nos contra-ataques, pois quem deve sair para o jogo é o São Caetano. Nos jogos que acompanhei do Azulão, não é esse o ponto forte da equipe. O time paulista joga no erro do adversário, aguarda para dar o bote e marca muito – repito – muito forte. No entanto, terá que sair para o jogo. Terá de dar espaços à velocidade dos jogadores de frente do Rubro-Negro. O tempo passará mais rápido para o São Caetano que para o Atlético – e Drubscky deve ter isso em mente.

Passado e presente
Em 2001, brigando para finalmente ser campeão do Brasil, o Atlético enfrentou o São Caetano com uma vantagem de 1 gol e também jogando pelo empate. Havia feito 4-2 em Curitiba. Como o Azulão tinha melhor campanha, seria campeão com 2-0. No fim, deu Furacão, 1-0, com gol de Alex Mineiro em jogada de contra-ataque: bola de Kléber para Fabiano, que bateu cruzado; Silvio Luiz espalmou e Alex aproveitou o rebote. Era o oitavo dele nos 4 jogos da reta final. O Atlético deste ano é mais operário que técnico, mas todo time precisa de uma estrela na hora H; quem será em 2012? Aposto em Marcelo, 13 gols na Série B.

O valor de Alex

Alex já pagou ao Coritiba o custo que dará aos cofres do clube sem ter sequer entrado em campo. A análise não passa só pelo volume de venda de camisas ou pelo retorno de mídia que o clube teve nacionalmente desde o anúncio da contratação até aqui.

Alex deu ao Coritiba uma moeda não-vendável: estima. 

O Coxa passou a ser olhado de outra forma. Ganhar a concorrência de um jogador ainda com potencial físico e técnico no retorno ao Brasil, disputado por clubes de centros maiores fez muita gente que não conhece o Coritiba pensar “que raios Alex foi fazer em Curitiba?!” E não se trata somente da paixão que o meia tem pelo clube; a declaração de que escolheu um projeto de futuro para tentar ser campeão pela primeira vez por quem o revelou, abrindo mão de uma Libertadores, por exemplo, dá a dimensão da escolha. Alex sempre se portou de maneira profissional e, mesmo se tratando de Coritiba, não entraria em uma fria só por amor.

Não só os clubes passam a olhar o Coxa como um clube competitivo no mercado a partir de então; o efeito-rebote, justamente iniciando um processo positivo, é que os próprios jogadores vêem no clube um bom lugar para trabalhar. Jogador quer salário em dia, projeção e competitividade, nem sempre nessa ordem. O Coritiba hoje parece oferecer os três. Não será fácil, como nunca foi, competir com um Flamengo e as praias maravilhosas do Rio, mas já não é o fim do Mundo jogar na gelada Curitiba. Em proporções maiores, Alex dará ao Coritiba o que Ricardinho deu ao Paraná por alguns meses: credibilidade junto aos atletas. A diferença está na estrutura: o Coxa convence a permanecer, o Tricolor, não. Mas esse é outro papo.

Rafinha, ex-lateral-direito do próprio Coritiba, hoje no poderoso Bayern de Munique, já é exemplo prático disso. Joga no melhor campeonato do Mundo – mais organizado, mais competitivo, melhor média de público –  e não toparia voltar ao Alviverde só para jogar em casa. Mas sente firmeza na proposta de clube que hoje o Coxa é. Via Twitter já anunciou que um dia voltará:

Mas é claro que a mídia também pesa. Segundo o departamento de comunicação do Coritiba, o volume de buscas pelo nome do clube na Internet aumentou três vezes; nas redes sociais, aumento em 10 vezes, pelo Facebook e pelo Twitter. No dia da apresentação de Alex, a ÓTV, televisão local da RPC, transmitiu ao vivo o evento, que foi colocado simultaneamente na Internet pela Globo.com; o portal Terra também iria transmitir, mas teve problemas técnicos. Na busca por vídeos on demand (disponíveis a qualquer hora para o internauta) o interesse da mídia do centro do País cresceu pelo Coritiba – basta dar uma busca no Google. Alex é muito bem-quisto em especial por palmeirenses, que seguem interessados em saber do ídolo da última grande fase do clube, perto de cair pela segunda vez para a Série B.

O Coritiba não confirma o número exato, mas acredita que o volume de camisas vendidas aumentou em até 8x desde a chegada de Alex. Mais da metade das camisetas vendidas saem com o nome dele. A Nike ainda não emitiu o relatório oficial, mas estima-se que o clube vendeu entre 5 e 6 mil camisas só no último mês.

O mercado turco também passou a ser explorado pelo Coxa. A diretoria tenta encontrar uma maneira de encaixar as temporadas para a realização de dois amistosos com o Fenerbahçe. Por enquanto, existe apenas a conversa nos corredores, nada oficial. Mas aos poucos o Coxa vem buscando entrar na Turquia com o nome de Alex à frente. Ações como o vídeo abaixo têm dado muito retorno:

O vídeo foi assistido por quase 23 mil pessoas. O vídeo de apresentação de Alex, sem falar do Fenerbahçe, teve pouco menos de 9 mil visualizações. No Facebook, o Coritiba saudou os turcos pela passagem do dia da república turca, nessa segunda 29/10. O post teve quase 2700 “curtir”; para efeito de comparação, no jogo mais importante do Brasileirão, a revanche contra o Palmeiras em Araraquara, ainda com o Coxa ameaçado pela ZR e em competição direta com o adversário, foram 182 “curtir”. Nos números, Istambul é a segunda cidade que mais visita as páginas do Coritiba, perdendo apenas para Curitiba.

Não só o Coritiba é ajudado por Alex. O Atlético se vê obrigado a responder à altura. Na segunda divisão e vendo o domínio alviverde há três anos no Paraná, o Furacão terá que montar um time competitivo para responder à expectativa coxa-branca nas disputas – algo já afirmado pelo vice-presidente de futebol rubro-negro, João Alfredo Costa Filho. Até mesmo o Campeonato Paranaense, desinteressante por natureza por vários fatores, ganha charme com Alex em campo. Melhor para Londrina, Operário, Toledo e outros, que podem trabalhar essa marca nos encontros com o Coxa.

Guardadas as proporções, Alex já faz pelo Coritiba o que Ronaldo fez pelo Corinthians: internacionalização da marca, aumento da exposição, maior volume de vendas. Em campo, só 2013 responderá se o Menino de Ouro repetirá o Fenômeno, campeão da Copa do Brasil e Paulista pelo Timão.