O contrato de dois anos com o meia será celebrado nessa noite, durante o jogo entre Coritiba e Náutico pelo Brasileirão. O Coxa prepara uma homenagem ao jogador, que volta ao clube que o revelou para encerrar a carreira.
A apresentação deve ficar para amanhã (quinta) ou até mesmo sábado. Faltam detalhes entre as assessorias do clube e do jogador. O Coritiba já tem uma estratégia de marketing para aproveitar a volta do jogador, que era desejado por clubes que já contaram com ele em grandes momentos, casos do Palmeiras, onde venceu a Libertadores 99 e o Cruzeiro, multi-campeão em 2003.
Pesou para Alex o desejo de voltar ao clube do coração e o desejo da família. O Coxa ainda apresentou um projeto ao jogador, parecido com o que tem com Tcheco, para que ele continue no Coritiba após encerrar a carreira de atleta, atuando na área de gestão. Na conversa com interlocutores ligados ao clube, ficou a impressão positiva sobre a visão do negócio futebol por parte do jogador.
Detalhes como salário e bonificações foram mantidos em sigilo. Alex só poderá atuar oficialmente em 2013 e a diretoria ainda não planejou nenhum amistoso ou jogo antecipado para festa.
As atitudes de Mário Celso Petraglia na gestão da obra da Arena da Baixada, denunciadas pelo vice-deliberativo do Atlético, José Cid Campelo Filho, têm duas leituras diferentes e não excludentes. Enquanto não há definição do TCE-PR sobre os títulos do Potencial Construtivo serem ou não verba pública, trata-se de uma imoralidade junto aos sócios e conselheiros do Atlético. No português claro: problema do Atlético e dos atleticanos, que vêem o presidente do clube privilegiar filho e primo com contratos piores para os cofres do Rubro-Negro que outros que foram oferecidos – no caso do primo Carlos Arcos, sequer houve concorrência. É o problema alertado durante a eleição pela outra chapa, de que Petraglia ficaria com o controle total da Copa e do dinheiro do clube. Só não contava com o desacordo de um dos seus principais articulistas, Cid Campelo, que agora trás (quase) tudo à tona. Cid não comentou contratos ainda em fase de aprovação, como o da cobertura da Arena. Só dá a entender que qualquer parafuso da obra deva ser melhor olhado pelos interessados.
O interesse do Estado
A Arena é do Atlético, a Copa é de Curitiba. E é por ela que os governos municipal e estadual se dispuseram a fazer sua parte na obra. Para receber os benefícios do evento que, repito, é impensável que não viesse à Curitiba. No entanto, a confiança no responsável pela gestão do estádio parceiro esvaziou-se com as denúncias do ex-par. Não há irregularidade até aqui. Mas pode haver, caso o TCE-PR decida que os papéis do Potencial sejam dinheiro público. Aí haverá enxurrada de conseqüências. Entre elas, a necessidade de paralisação e revisão imediata dos contratos já assinados. Não significa recusar os compromissos com o Mundial, irreversíveis, e sim atentar-se ao destino daquilo que está se fazendo pelo Estado, com liberdade total a um ente privado. A decisão do TCE nesse sentido é o melhor que pode acontecer para a Copa em Curitiba.
Vilanização e oportunismo
Não se pode transformar a leitura das incorreções em um Atletiba. A disputa não é, e nunca foi (embora insistam) entre clubes. É sim por um processo de crescimento da cidade, que resulta sim num benefício para o clube que se propôs a ser parceiro no início do projeto, mas jamais pode resultar em desvio e/ou mau uso de verbas. Em miúdos, é monitorar e coibir ações ilícitas. Dos postulantes a prefeito da Copa, vi serenidade em um, que reconheceu os compromissos assumidos e prometeu fiscalização. Além disso, é importante ressaltar: o Atlético, pichado por muitos, não é vilão nesse processo. É um parceiro, de 88 anos de história e muita gente. Se há vilões são os que se omitem nas respostas e nas satisfações que devem ao público em geral.
Em campo
Preocupação maior da torcida, o futebol fez sua parte até o fechamento da coluna, ao vencer o Avaí. Sinal (bom) que não se deixou atingir pelo tumulto fora dele.
O Fantasma de Vila Oficinas completou 100 anos nessa temporada. E se as coisas não andaram como se imaginava em campo, nem por isso a apaixonada torcida operariana esqueceu a data. Que o diga o pediatra Ângelo Luiz De Col Defino, alvinegro fanático, que se dispôs a contar a história do imortal Operário, que segue assustando nos campos paranaenses.
Ângelo gentilmente cedeu ao blog o trecho inicial do livro, que está a venda por módicos R$ 50 no site da livraria Portal Sul. “Imortal Operário Ferroviário – As histórias do Fantasma de Vila Oficinas”, traz um relato histórico fiel do centenário de uma das mais tradicionais equipes do futebol brasileiro. O resgate transcende o Operário e volta até a primeira partida com registro da história do futebol no Paraná, entre Tiro Pontagrossensse e Coritiba, com detalhes, controvérsias e curiosidades são desvendadas através de uma pesquisa histórica minuciosa daqueles dias de outubro de 1909. Mapas, fotos e reportagens de 04 jornais de 1909 resgatam a memória dos pioneiros do futebol paranaense.
Leia e se apaixone um pouquinho você também pelo Fantasma!
“Nascido da classe operária que trabalhava na construção da ferrovia, em 1912, o clube contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do esporte, mas também influenciou diretamente na formação da identidade cultural do ponta-grossense.
Desde o início do século passado o time já levava mulheres para o estádio, tornando-o espaço de sociabilidade e convivência, sem distinções. O Operário também foi um dos primeiros clubes do Brasil a aceitar jogadores negros desde a sua fundação, o que contribuiu para aumentar sua empatia com a comunidade. O uniforme listrado em preto e branco é uma homenagem à união das raças.
A famosa invencibilidade em vários jogos disputados contra times de outras cidades rendeu ao Alvinegro o apelido de Fantasma. A apaixonada torcida, que enchia os vagões das ferrovias para acompanhar o time nos jogos fora de casa, logo ficou conhecida como “a torcida do trem fantasma”.
A eterna rivalidade com o Guarani Esporte Clube originou verdadeiros clássicos entre as décadas de 1920 e 1960. Os operarianos, chamados de graxeiros, reuniam-se no Bar King, na Rua XV de Novembro, centro de Ponta Grossa. Os bugrinos, chamados de pó-de-arroz, tinham como reduto o Bar Maracanã, que ficava do outro lado da mesma rua. As provocações pela imprensa dias antes dos jogos, carreatas antes das partidas, comemorações após os encontros e charges expostas nas vitrines das lojas comentando os resultados tornavam o Ope-Guá um campeonato à parte.
Nesses 100 anos de atividades muitas foram as dificuldades para dar continuidade às atividades do clube, mas a história alvinegra acabou sendo marcada por uma grande capacidade de resiliência, pela imortal disposição em dar a volta por cima e ressurgir. Os momentos de retomada do futebol alvinegro foram de grande importância para a cidade, despertando um sentimento de união e de conquista entre os ponta-grossenses.
Na segunda parte do livro o leitor vai encontrar o Almanaque do Fantasma. Lá estão registradas as campanhas históricas, times que marcaram época, atletas alvinegros que serviram à Seleção Brasileira, goleadas inesquecíveis, estatísticas e outras curiosidades sobre o centenário clube.
Destacam-se também suas conquistas e títulos com o objetivo maior de valorizar o sentimento de comunidade e reforçar as capacidades de superação e de união de um povo, contribuindo para a construção de um orgulho regional e de uma melhor imagem de si mesmo.
Veja os gols da Liga Europa e dos campeonatos Alemão e Português
04/10 -Liga Europa
Panathinaikos 1-1 Tottenham
Em Atenas, o Panathinaikos, em crise, recebeu o embalado Tottenham, pelo Grupo J da Liga Europa. Os gregos seguraram os ingleses, mas o resultado não foi bom pra ninguém. Clique na imagem pra assistir!
Liverpool 2-3 Udinese
Pelo Grupo A, em Liverpool, os donos da casa saíram na frente. Mas a italiana Udinese mostrou que não está para brincadeira na Liga Europa.
05/10 – Campeonato Alemão
Augsburg 3-1 Werder Bremen
Pela sétima rodada do Alemão, o Augsburg, que ainda não havia vencido, derrotou em casa o Werder Bremen. O detalhe curioso: Baier, de falta, fez o terceiro gol dos donos da casa. Não, não é Paulo; é o alemão Daniel Baier. Parentes?
07/10 – Campeonato Português
Porto 2-0 Sporting
Em Portugal, teve clássico: Porto e Sporting se enfretaram no Estádio do Dragão. Com direito a um golaço de calcanhar, os Dragões engoliram os Leões em jogo com polêmica arbitragem.
É forte a repercussão da participação de Vilson Ribeiro na festa da torcida organizada do Coritiba, reatando relacionamento cortado desde 6 de dezembro de 2009. Todos se lembram o que aconteceu e como as coisas caminharam para aquilo. Novamente, o Coxa flerta com o rebaixamento. É natural que se pregue união de esforços para que o clube saia disso. Nesse ponto, o gesto é louvável. Mas há real benefício na ação? Além da ficha corrida de alguns dos comandantes das facções, as torcidas organizadas vampirizam os clubes, com uma pirataria branca (venda de camisas, por exemplo), são cortina para guerra de gangues de bairros e ambiente notório de consumo de drogas. Na festa, Vilson disse que a organizada “é a razão da existência do Coritiba.” A grande maioria dos torcedores, “desorganizados”, talvez não concorde. Depois de surgir com novos conceitos e pregar modernidade nessa relação, o dirigente volta atrás. Pode ser só uma “segunda chance” – o histórico não recomenda. Mas 2013 está aí, com eleições no clube. Mário Petraglia, do rival Atlético, se reaproximou da organizada após anos de conflitos no final do ano passado. Foi eleito. A relação é, sem dúvida, perigosa.
Sempre ele
Paulo Baier. Ninguém no futebol paranaense é tão questionado quanto o experiente meia, que com 50 gols marcados com a camisa rubro-negra, mantém-se importante para o clube. Baier paga por não ter bons companheiros há algumas temporadas. Nesta, recebeu reforços no andamento da competição, acabou no banco, mas volta e meia é decisivo, como contra o América-MG. Não acho que possa ser titular, mas é imprescindível no grupo. Se não agüenta os 90 minutos, quando entra, mantém um padrão que vem sendo tocado pelo ótimo Elias. Baier é um ídolo em uma era dura para o Atlético, sem títulos. Mas merece seu lugarzinho na história atleticana.
Calculadora alviverde
O jogo de amanhã é decisivo para o Coritiba. Pegar o Palmeiras no interior paulista é pior para o Coxa, sem dúvida alguma. Em São Paulo, teria pela frente um time mais pressionado pela torcida palestrina, insatisfeita com a goleada no clássico com o São Paulo. A realidade é outra em Araraquara, ainda mais com uma zaga reserva. Mas desde já vale mentalizar: a derrota não será o fim do mundo. O Coxa tem uma vantagem de seis pontos para o Palmeiras, mas já não disputa só com o Verdão a permanência na elite. A Ponte Preta, em franca decadência depois de perder o técnico curitibano Gilson Kleina, pinta como favorita a integrar o grupo de descenso. Portanto, cabeça no lugar e pés no chão com qualquer resultado – claro que evitar a derrota será muito melhor.
Alex
Em São Paulo poucos cogitam que Alex possa defender o Coritiba na próxima temporada. É mais que má vontade com o Coxa; é a negação de que nem tudo na vida é poder, influência e dinheiro.
A nova composição da Câmara Municipal de Curitiba acirrou um “Atletiba” interno, ao menos na soma das preferência clubísticas dos vereadores. Atlético e Coritiba estão empatados na liderança entre os 38 vereadores eleitos, que tomam posse somente em 2013. Junto à atleticanos e coxas, o número dos que não torcem para nenhum time ou preferiram não declarar* torcida antes da campanha. O Paraná aparece somente a frente do Londrina entre os clubes paranaenses citados pelos novos vereadores. Fica abaixo da soma dos que torcem para outros times não-paranaenses. Veja o gráfico acima.
São 9 atleticanos, 9 coxas, 9 que não torcem/não declararam, 6 que preferem clubes de outro estado, 4 paranistas e 1 londrinense. A lista está logo abaixo.
Muda alguma coisa em relação à Copa 2014? Talvez.
CMC: Atletiba acirrado traz alguma consequência à Copa 2014?
De fato, o time do coração não é o que mais pesa na hora de alguma decisão política pró ou contra o Mundial. Ser da base do prefeito ou seguir a determinação do partido no assunto pode ser muito mais significativo em alguma decisão do que somente a preferência esportiva. Outras costuras internas, como troca de apoios, também pesam mais.
Mas, em uma cidade que ainda não comprou a ideia de um Mundial “curitibano”, dividida nas opiniões e nas análises sobre os temas da Copa, a pressão das torcidas pelo sim ou pelo não em um voto pode pesar.
Da “bancada da bola” – candidatos com ligação diretiva nos clubes/torcidas organizadas ou passado como esportista – apenas dois se elegeram: Paulo Rink, ex-atacante do Atlético, e Aladim, ex-atacante do Coritiba. O último, há muito tempo já está na vida pública e até ultrapassou a ideia de que é apenas um vereador “da bola”.
Além disso, ainda faltará a definição do prefeito. O atleticano Ratinho Jr. vai para o segundo turno com o coxa-branca Gustavo Fruet. Ambos, no entanto, devem seguir a cartilha da Copa assinada pelo ex-prefeito Luciano Ducci, paranista.
Ainda é cedo para avaliar se pode ou não haver alguma mudança no panorama político da Copa em função da torcida na Câmara. Mas vale a curiosidade da lista, detalhada abaixo.
Atlético: Dona Lourdes, Jairo Marcelino, Beto Moraes, Professora Josete, Hélio Wirbiski, Edmar Colpani, Paulo Rink, Bruno Pessuti e Paulo Salamuni. Coritiba: Cristiano Santos, Felipe Braga Cortes, Tito Zeglin, Jonny Stica, Pier Petruzziello, Ailton Araújo, Zé Maria, Aladim e Pedro Paulo. Paraná: Tico Kuzma, Julieta Reis, Tiago Gevert e Jorge Bernardi. Londrina: Professor Galdino. Outros**: Pastor Valdemir, Mestre Pop, Sabino Pícolo, Carla Pimentel, Chicarelli e Geovane Fernandes. Nenhum/Não declarou: Serginho do Posto, Toninho da Farmácia, Noemia Rocha, Aldemir Manfrom, Chico do Uberaba, Mauro Ignácio, Dirceu Moreira, Rogério Campos e Cacá Pereira.
*Informações obtidas no site do TSE, no Candibook da Gazeta do Povo e em pesquisas pessoais.
** Times citados: Seleção Brasileira (2), Cruzeiro-MG, Botafogo-RJ, Santos-SP e Corinthians-SP.
Inter x Milan? Que nada! Foi em Santa Felicidade que o sangue italiano ferveu
por Ana Claudia Cichon*
O caminho rumo ao estádio Francisco Muraro, palco da partida deste sábado (6), já trazia um ar do duelo italiano. Os restaurantes típicos de Santa Felicidade – com o tradicional cardápio de frango, polenta e risoto, além de um belo vinho – serviam como aperitivo aos torcedores que aproveitaram o dia ensolarado para acompanhar mais uma rodada da Suburbana.
Trieste e Iguaçu, ou o clássico da polenta, representam uma das maiores rivalidades do futebol amador de Curitiba. Desde a década de 1940 imigrantes italianos se reuniam nos campos para acompanharem seus conterrâneos em partidas disputadíssimas. “Já vi jogador discutindo com adversário e brigando com torcedores, mulheres de sombrinha e vestidos longos torcendo por namorados ou familiares, jogos de muitos gols, lances inusitados e outras situações que só jogos entre estes dois clubes proporcionam”, conta Leônidas Dias, um dos maiores radialistas esportivos do Paraná, que há anos dedica-se ao futebol amador do estado.
Nas arquibancadas ainda é possível ouvir algumas vozes com aquele sotaque típico, seja nas conversas informais do intervalo, nos cantos de incentivo às equipes e até mesmo no bate-papo com os presidentes e diretores dos times, mas já não se vê descendentes do país da pizza defendendo os clubes. Tanto é que o grande destaque da partida foi Hideo, o japonês voador.
Com 34 anos, Hideo Garcia ainda está voando nos gramados. A velocidade, as jogadas inesperadas e, claro, a origem oriental, lhe renderam o apelido de japonês voador. “Quem inventou isto foi o Chicora [narrador esportivo da equipe Rolando a Bola], por eu ser um jogador rápido e com boa movimentação”, explica.
Entre idas e vindas, já soma seis anos no futebol amador, sempre com muita dedicação e esforço. “Hoje para mim já é um trabalho, algo que eu realmente faço por amor”. Hideo teve passagens por alguns clubes do futebol profissional, como Paraná Clube, Locomotiva (Rússia) e CFZ, mas acabou retornando ao futebol varzeano, onde já foi eleito destaque em diversos campeonatos e vem conquistando títulos, como a Suburbana de 2011 pelo Bairro Alto e a Taça Paraná deste ano pelo Internacional de Campo de Largo. E para esta temporada espera levantar mais um caneco.
O jogo
Antes do jogo, tudo em paz. Depois… (Foto e Vídeos: Ana Cichon)
Como todo clássico, a partida foi bastante disputada e o árbitro José Mendonça da Silva Jr. teve trabalho para acalmar os ânimos dentro e fora de campo. Foram entradas duras, diversos cartões amarelos e discussões com os bancos de reserva, principalmente no lance mais forte da partida – uma falta justamente no jogador Hideo, que rendeu reclamações dos dois lados.
Apesar do jogo nervoso, o primeiro tempo foi bastante morno, com poucas chances de gols. Mas já no início da segunda etapa o Iguaçu abriu o placar com Clé e passou a dominar a partida, principalmente com as jogadas do japonês voador, que se define como o equilíbrio do time. “O Juninho [treinador do Iguaçu] orienta para que todas as bolas passem por mim”, ressalta. E foi justamente em jogada de Hideo que surgiu o lance para o segundo gol da equipe alvinegra. Em cobrança de pênalti, Marlon ampliou o marcador.
Clássico italiano ferveu em Santa Felicidade (Foto e vídeos: Ana Cichon)
Atrás no placar e precisando de um bom resultado para continuar na briga para classificação para a próxima fase, o Trieste foi para cima e conseguiu descontar com Zico, em jogada pela direita. Mas foi só. O Iguaçu segue na liderança do grupo, com 10 pontos, enquanto o Trieste, após dois empates e uma derrota, está em terceiro lugar, com apenas 2 pontos.
Curiosidade
O trio de ferro da capital esteve bem representado no embate deste sábado. Pelo lado o Iguaçu, a dupla Atletiba: Flávio (ex-zagueiro do Coxa) e Luisinho Netto (ex-lateral direito do Furacão). Já o Trieste contou com o ex-zagueiro paranista Ageu que, fora de ritmo, saiu ainda no início do primeiro tempo.
De cima para baixo, em sentido horário: Gustavo Fruet no Couto Pereira, Ratinho Jr com a camisa dos Fanáticos, Luciano Ducci recebendo a camisa do Paraná e Rafael Greca, vestindo verde: diferentes times e maneiras de torcer.
Qual o time dos candidatos à prefeitura de Curitiba?
O blog responde a curiosidade e também alerta: é apenas curiosidade. Nessas eleições não defina seu voto pela preferência futebolística do seu candidato, seja para prefeito, seja para vereador.
Muitos eleitores embarcam nas velhas promessas de apoiar o esporte enquanto candidatos cativam o eleitorado por vestirem cores similares. Política e futebol (e religião também) se discutem e se misturam, mas nunca a escolha de um time ou religião deve ser a base de um voto. Lembre-se que você poderá pagar caro e por pelo menos 4 anos por uma escolha errada.
Dito isto, vamos as respostas:
Luciano Ducci: É paranista e corintiano. Sempre se manifestou como torcedor tricolor, mas recentemente, quando da decisão da Libertadores, admitiu preferência pelo Corinthians publicamente, via Twitter. Como boa parte dos curitibanos da velha guarda, torce para dois times – fruto da época em que o futebol local era insipiente. Se é Paraná por ter origem no Colorado ou Pinheiros, não declarou.
Rafael Greca: Raramente se manifesta acerca de futebol, mas é coxa-branca declarado. Recentemente, em um debate, pediu o voto dos atleticanos, “mesmo sendo coxa”; antes, quando Ministro do Esporte, se disse isento: “Sou Coritiba, mas aqui sou Ministro, não tenho time.”
Ratinho Júnior: Divide-se entre o Atlético e o Palmeiras, time do pai, Ratinho. O deputado sempre declarou preferência pelo Furacão no Paraná, mas com origem no norte do Paraná, que tem influência forte dos paulistas, torce também para o Verdão. Como curiosidade, na foto que ilustra o post, está acompanhado do também deputado Stephanes Jr., coxa-branca declarado – ali, vestindo a camisa atleticana.
Gustavo Fruet: De todos, é o que parece mais ligado ao futebol. É coxa-branca, assim como o pai, o ex-prefeito Maurício Fruet, já falecido. Fruet cresceu em Curitiba e por várias vezes já se manifestou na torcida pelo Coritiba.
Bruno Meirinho: Não gosta de futebol, como todo comunista convicto.
Carlos Moraes: É atleticano. Embora não tenha declarado isso noCandibookda Gazeta do Povo, demonstrou preferência pelo Rubro-Negro em um debate na ÓTV.
Alzimara Barcellar: Declarou não torcer para ninguém.
Avanílson Araújo: Mineiro de Governador Valadares, é cruzeirense.
Alex está a disposição no mercado após terminar abruptamente seu vínculo de oito anos com o Fenerbahçe, que lhe rendeu até uma estátua. Cruzeiro, por quem foi multicampeão em 2003, Palmeiras, do qual é o último grande ídolo (ao lado de Marcos) pela Libertadores de 1999 e até Santos e Grêmio já se assanham para repatriar o craque brasileiro.
Mas o destino de Alex só pode ser um: o Coritiba.
Alex é um ídolo do Coxa muito mais pelo que fez fora do clube do que pelo tempo – curto – que vestiu a camisa alviverde. Do vice-campeonato da Série B 1995 pouco se lembra. Alex ajudou o Coxa a voltar à elite nacional ao lado de Pachequinho e logo rumou ao Palestra Itália, sem levantar taças pelo Coritiba. Por sempre se declarar coxa-branca, sem querer fazer média com palmeirenses e cruzeirenses, Alex foi caindo nas graças da torcida coritibana, que via o filho do futsal da AABB Curitiba brilhar com as camisas de outros clubes.
Hipocrisia, aliás, nunca foi com Alex. Marcou gols no Coxa e comemorou; nem por isso deixou de ir ao Couto Pereira em qualquer folga que podia. De longe, enquanto colecionava taças pelo Fener, escrevia sobre o Coxa e até renegava qualquer hipótese de defender o rival Atlético, gozando amigos em Atletibas quando o seu time ganhava, ouvindo sarro desportivamente quando perdia.
Foram oito anos de Turquia e certamente um bom dinheiro acumulado. Mérito de Alex, que não precisa dar satisfação de quanto ganhou à ninguém (bem, talvez à esposa…), mas que certamente o dará uma aposentadoria tranquila. Presume-se que Alex não precisa mais trabalhar. Como não faz o perfil “boleiro burro”, Alex não torra seu patrimônio em noitadas e carros última geração. É discreto na vida pessoal. E convém lembrar que casou cedo, com esposa de família estruturada.
O sonho de todo menino é jogar no clube de coração. Com a vida feita, Alex poderá optar por encerrar a carreira em qualquer um dos clubes em que fez história. Todos o querem. Não é o dinheiro, creio, que o fará balançar.
Além disso, Alex não precisa procurar muito para ver exemplos de como sua escolha mudará sua vida. Paulo Rink, seu contemporâneo, voltou ao Atlético do coração para encerrar a carreira e toca a vida em Curitiba. Ronaldinho, com quem disputou vaga na Seleção por muito tempo, preferiu outro caminho. Formado no Grêmio, o craque que brilhou no Barcelona e se projetou como melhor do Mundo, faturando alguns milhões, acabou renegando a casa. Ronaldinho, sei por fonte segura, queria o Grêmio. Mas se deixou levar pela pressão do irmão-empresário e do Milan, que via no Flamengo uma chance maior de faturar. Deu no que deu e o ex-ídolo gremista mal pode pisar em Porto Alegre, sua terra natal.
Sim, o Coritiba não tem a projeção de Palmeiras e Cruzeiro. O Palmeiras, em especial, é um clube nacional, enquanto os outros dois, em escalas diferentes, são regionais. Mas de que importa isso para Alex? Projeção não é o que interessará um atleta consagrado; dinheiro, ao que parece, também não. O que pesará?
Certamente a chance de ser campeão. Alex, como todo atleta, é competitivo. Com uma estátua na frente do estádio do Fenerbahçe, poderia ter simplesmente ido treinar em separado, esperado a relação com o técnico Aykut Kocaman melhorar e, quem sabe, voltar ao time. Não aceitou. Sabia que estava sendo preterido porque podia superar os recordes do treinador – que, permito-me dizer, não deve ter vida longa no cargo, já que mistura interesse pessoal com desempenho.
Alex pode querer ser campeão paranaense pelo Coxa, por exemplo. Mas talvez nada o atraia mais que uma Libertadores. Difícil presumir. Fato é que ele declarou que não pretende jogar a Série B. Portanto é pre-requisito, para qualquer clube que o queira, estar na elite. Coritiba e Palmeiras vão brigar até o fim do campeonato pela vaga – e pra ter o atleta em 2013, quando poderá ser registrado.
Superada essa fase, com as opções na mesa, não vejo outro destino para Alex que não seja o Coritiba, que me desculpem palmeirenses e cruzeirenses.
Nessa quinta-feira terá sequência a fase de grupos da Liga Europa, a segunda principal competição de clubes da Europa. O Terra transmite 24 jogos ao vivo. Estarei em duas partidas, ao lado do comentarista Bruno Prado: o Panathinaikos, da Grécia, recebe o Tottenham, da Inglaterra; na sequência outro inglês em campo: o Liverpool, que recebe a italiana Udinese . Eis o panorama dos jogos:
Liga Europa
Será a 41a edição da Liga Europa, originária da Taça dos Clubes das Cidades com Feiras, mãe também da UEFA Champions League. O primeiro campeão, em 1971, foi o Tottenham, da Inglaterra, que disputa essa edição no grupo J; o atual campeão é o Atlético de Madrid, que está nessa edição, no Grupo B.
A Liga Europa reune o segundo escalão de clubes europeus – algo similar à Copa Sulamericana. No entanto, há uma integração constante com a Champions League – é possível que um time dispute a fase eliminatória da Liga, classifique-se à Champions e, eliminado lá, volte a Liga – até para ser campeão. A competição reune 193 times. São 48 equipes nessa fase com 12 grupos com 4 times, dos quais 24 se classificam.
Na próxima fase 8 melhores terceiros colocados da Champions League se juntam aos 24 da Liga, formando série eliminatória com 16 jogos, em ida e volta, até a final, em jogo único, nessa temporada a ser disputado em Amsterdã, na Holanda.
14h – Panathinaikos x Tottenham, Estádio Olímpico de Atenas, Grécia
De um lado uma equipe patinando na temporada, com técnico ameaçado; do outro, um time experiente, com a moral de ter vencido um grande rival fora de casa e crescendo no campeonato. Este é o panorama para Panathinaikos e Tottenham. Se você não identificou quem é quem, afirmo com segurança: os Spurs são os favoritos contra os gregos, mesmo na Grécia, válido pelo Grupo J.
O Tottenham, primeiro campeão da história da Liga Europa (ainda com o nome Copa UEFA) em 1971, está invicto há sete jogos e vem de três vitórias consecutivas, a última em Old Trafford, casa do Manchester United, contra os Red Devils, por 3-2. No elenco inglês, o brasileiro Sandro, volante da Seleção que defendeu o Internacional deve ser o titular. Outro destaque é o galês Gareth Bale, reconhecido como o jogador mais rápido e habilidoso dos últimos tempos a ser revelado no Reino Unido. No banco, André Villas-Boas, técnico português que ganhou a Champions League na última temporada com o Chelsea e, mesmo assim, foi demitido. Curiosamente, o técnico do Tottenham prejudicou a si mesmo ao dar a maior conquista pessoal ao clube hoje rival. Com a conquista do Chelsea, a Inglaterra perdeu uma vaga na UCL destinada ao 4o colocado do Campeonato Inglês para que os Blues possam defender o título. E o quarto colocado na temporada passada foi justamente… o Tottenham. Um título europeu cai dentro das pretensões dos Spurs, clube tradicional inglês que rivaliza com Arsenal e Chelsea, mas que andou meio sumido. Campeão da UCL, Villas-Boas também venceu uma Liga Europa: foi em 2010/11 com o FC Porto.
De Portugal também vem o técnico do PAO – apelido do Panathinaikos, que significa, em grego, cidadão de Atenas -, Jesualdo Ferreira. Mal no “Gregão 2012/13”, o time 20 vezes campeão grego (vice-campeão da UCL e Mundial em 1971, perdendo o primeiro título para o Ajax, que abriu mão do Mundial, no qual o PAO perdeu o título para o Nacional-URU) é apenas o 12o colocado na competição caseira. Empatou, em casa, com o Asteras Tripolis em 0-0, o que deixou Jesualdo com o pires na mão. O clube confirmou na véspera da partida com o Tottenham a dispensa do meia Katsouranis, ídolo grego campeão da Euro 2004 com a seleção.
Na estréia, o Tottenham ficou no 0-0 em casa com a Lazio, da Itália. Já o Panathinaikos levou 0-3 do Maribor, da Eslovênia fora de casa, na terceira partida que fez em competições europeias nessa temporada. Nas outras duas, perdeu para o Málaga por 0-2 e empatou em 0-0, seguindo sem gols no continente e fora da UCL. O time inglês não disputou fase de play-off nem na UCL, nem na Liga.
16h05 – Liverpool x Udinese – Anfield Road, Liverpool, Inglaterra
Grande jogo no Grupo A entre duas escolas tradicionalíssimas do futebol mundial. Os ingleses do Liverpool recebem os italianos da Udinese com promessa de casa cheia e de um dos espetáculos mais bonitos de torcidas no mundo:
De arrepiar, não? Pois é nesse cenário que os Reds tentarão confirmar a reabilitação na temporada, ruim até aqui. Décimo quarto colocado no Campeonato Inglês, o Liverpool do brasileiro Lucas Leiva só foi vencer na última das seis partidas que fez pela Premier League. E não foi de pouco: 5-2 sobre o Norwich City, com dois gols do artilheiro Luís Suárez. O uruguaio tem 5 gols na temporada. Foi a terceira vitória em quatro jogos, incluindo a estréia na Liga Europa, quando fez 5-3 no Young Boys da Suíça. Pentacampeão da Champions League e tricampeão da Liga Europa (perdeu o Mundial todas as vezes, duas para brasileiros: São Paulo e Flamengo), o Liverpool não vence o título inglês desde 1990 e perdeu a liderança em conquista para o Man. United há duas temporadas. Começando mal novamente no torneio doméstico, os Reds podem dar prioridade à Liga Europa – e para isso podem despachar em casa o adversário mais tradicional do grupo.
A rivalidade entre Itália e Inglaterra é o objeto da grande conquista da Udinese na história: campeã do torneio Anglo-Itálico em 1971. Clube que ganhou destaque no Brasil com a contratação de Zico nos anos 80, a Zebrinna tem o zagueiro Danilo, ex-Atlético e Palmeiras (aquele, do episódio de racismo com o atleticano Manoel) e o volante Willian, campeão brasileiro pelo Flamengo em 2009, no elenco. Outro brasileiro, o ex-paranista e botafoguense Maicossuel, não foi inscrito na Liga Europa após perder um pênalti com cavadinha na decisão da vaga na UCL com o Braga, de Portugal. A Udinese acabou eliminada após um grande Campeonato Italiano em 2011/12, quando foi 3a colocada, comandada por Di Natale. Nesta temporada, é apenas a 15a na Série A italiana, com 1 vitória em 6 jogos. Na estreia na Liga Europa, um empate em casa, em 1-1, com o Anzhi, da Rússia.
Transmissões
O Terra transmite todos dos 24 jogos da segunda rodada da Liga Europa. Alguns jogos não terão narrador e comentarista, com o som ambiente do estádio de fundo. As transmissões começam às 13h. Conecte-se com a gente!