Alex 1000 jogos: o Top 5

Idolatrado pelos turcos, amado por palmeirenses, cruzeirenses e coxas-brancas, respeitado por todos os outros, Alex completará nesta quarta-feira 1000 jogos como profissional. O adversário será o J. Malucelli, pelo Campeonato Paranaense. Desde que estreou, em 1995, Alex foi protagonista em vários jogos. O blog se propõe a lembrar alguns, num Top 5 dos mais importantes.

#5: 13 de dezembro de 1995, Coritiba 3-0 Atlético, Série B

Com apenas 18 anos, o menino nascido em Colombo realizava seu grande sonho: jogar uma partida decisiva contra o maior rival do seu time do coração. E Alex brilhou. Com o Coxa precisando da vitória para se juntar ao Furacão na elite brasileira em 1996, Alex conduziu o time a um 3 a 0 incontestável. Abriu o placar e deu assistência fundamental para que Pachequinho, então o grande ídolo do clube na época, fechasse a contagem. O Coritiba estava de volta à Série A do Brasil após uma sequência de anos difíceis.

#4: 16 de maio de 2012, Fenerbahçe 4-0 Bursaspor-TUR, Copa da Turquia

O Fenerbahçe não vencia a Copa da Turquia há 29 anos. Alex tratou de acabar com essa escrita em um jogo com atuação de gênio. Além de dar o passe para três gols, fechou a conta deixando o seu também. Campeão turco três vezes, faltava a taça da Copa do currículo do meia que, não a toa, ganhou até estátua dos fanáticos torcedores do Fener.

#3: 8 de junho de 2003, Flamengo 1-1 Cruzeiro, Copa do Brasil

Era o jogo de ida da final da Copa do Brasil. O Maracanã estava lotado, com aquela atmosfera pró-Flamengo. O Cruzeiro já havia ganho o Campeonato Mineiro e começava a mostrar que ninguém o alcançaria no Brasileirão. Mas a Copa tinha outro regulamento, outro formato. Com um inesquecível gol de letra, Alex colocou a Raposa na frente. O Flamengo empataria, mas o resultado com gol qualificado deu a tranquilidade que o Cruzeiro precisava para conquistar o segundo dos três títulos daquele ano (3-1 no Mineirão), com inúmeras atuações de gala de Alex.

#2: 26 de maio de 1999, Palmeiras 3-0 River Plate-ARG, Copa Libertadores

O Palmeiras estava embaladíssimo. O time de Roque Júnior, Oséas, Paulo Nunes e Marcos, entre outros, havia despachado o Corinthians na fase anterior. Em Buenos Aires, o River fez 1-0. No jogo de volta era preciso vencer sem levar gols. O jogo no Parque Antartica começou tenso, mas Alex, com um golaço de fora da área, tratou de acalmar as coisas para o Palestra. Roque Júnior faria o segundo e o River se lançaria ao ataque. Um gol eliminaria o Palmeiras. Mas Alex, de novo, tratou de por os pingos nos is, fechando o placar. O Palmeiras avançaria até a final, na qual seria campeão sobre o Deportivo Cali, da Colômbia.

#1: 26 de janeiro de 2013, Coritiba 1-1 Colón-ARG, Amistoso

Um jogador que tem estátua na Turquia, campeão da América pelo Palmeiras, do Brasil pelo Cruzeiro, com inúmeros golaços com as camisas verde, azul e amarela – também da Seleção – teria como jogo principal na carreira um amistoso de pré-temporada, no qual nem gol fez? A resposta é sim. Com todo esse currículo e procurado pelos dois clubes nos quais mais brilhou no Brasil, Alex optou por voltar ao clube do coração. Não se tratava de dinheiro, de jogar ou não a Libertadores. Alex queria jogar no Coritiba. Recusou, educadamente, todas as propostas e voltou ao Coxa. O jogo com o Colón teve alguns lampejos do velho Alex e por pouco não acabou em derrota. Não importava; para toda uma geração, o que realmente importava era ver Alex de volta no Coxa. Algo que tem mais peso que dinheiro ou mais valor que muitas conquistas: um ídolo que optou pelo seu clube por um desejo sincero. Alex confirmou ser o que é naquele 26 de janeiro.

O inimigo

Estamos ainda todos chocados e me parece ser apenas o começo. Ou melhor, parece não ter fim.

Entre a morte do cinegrafista da Band, Santiago Andrade, assassinado por pseudo-defensores de “um Brasil melhor”; as palavras afetadas de uma colega sobre o rapaz espancado e amarrado a um poste no Rio – porém, que dão apenas eco ao sentimento da sociedade, oprimida e cansada do descaso do Estado; a invasão, já nem tão invasão assim, do CT do Corinthians e tantos outros exemplos que ocupariam muito mais do seu scroll do que eu conseguiria escrever, fiquei pensando: quem é o inimigo?

Vem aí uma Copa do Mundo e o que deveria ser motivo de alegria, hoje, no mínimo divide a população. Não confiamos no sistema, nos orçamentos, nas prioridades, nos objetivos. Os autores do livro Soccernomics, Simon Kuper e Stefan Szymanski, já diziam em 2010 que o grande legado da Copa é a alegria e o orgulho do povo do País que a sedia. Depois dos manifestos – orquestrados? – na Copa das Confederações, do surgimento dos arruaceiros “Black Blocs”, socialistas de esquina cujo objetivo anárquico já está bem provado, o que podemos esperar para o Mundial? Mais mortes, mais arruaça? Será 2014 o ano certo para reclamar dos acordos de 2007? Perderemos o pouco que resta de bom na alegria de ser sede de uma Copa, com informações distorcidas, dentro de um cenário que tem corrupção em todos os lados – problema mais real do que o orçamento da Copa, menor que o da saúde e o da educação, que nunca chegam 100% aos seus objetivos?

E quando lemos que os “invasores” do CT do Corinthians podem ter sido autorizados a entrar, causando o que causaram, com a benção dos cartolas? Os mesmos que quando cobrados sobre esses vínculos, negam, mas não o renegam. Ou não se sabe que o uso da marca dos clubes, qualquer um deles, é parte grande da renda das Organizadas? Se o clube permite o uso, não combate, é conivente. E o é por que seus cartolas – todos, de todos os clubes –  sabem que esses grupos têm força. Elegem, tiram do poder; mantém um status quo arriscado de liderança, pela dor. Ou joga por amor, ou por terror, não é isso?

Vivemos em um Estado em que a imprensa é hostilizada e vive do shownalismo, num ciclo negativo que só puxa ainda mais desconfiança e hostilidade, não interessa a quem. É a lógica Tostines: publica-se o que se quer que leiam ou lê-se apenas o que é conviniente ler? Ainda que tantos, mesmo sem ler, usem a já condenada área dos comentários para dar opinião azeda sobre coisa alguma. O que vale é dizer.

E a polícia, mesmo os de bem, não têm a confiança do povo. Do contrário seria preciso explicar que polícia é sinômimo de bem? Vale pra todos essa lógica? Qual seu critério de separação? 

Política? Podre. Ninguém se salva, certo? Mas em Outubro as mesmas figurinhas carimbadas estarão lá, reeleitas, advinhem só por quem?

É intolerância para todos os lados. O humor perdeu para o politicamente correto (nem sempre tão correto), as diferenças não convivem mais, opiniões distintas não servem para reflexão e debate mas sim para confusão e combate.

Quem é o inimigo afinal, que parte de dentro de casa, ao não devolver o troco errado na padaria, ao puxar o sinal de TV a cabo pirata? Quem é que justifica opressão com opressão, que ensina a Lei de Gerson aos pequenos? 

Quem pode condenar aos que reagem como podem, sem instrução, cansados de tanto desmando, num País que, definitivamente, deu errado?

O inimigo, amigo, pode estar mais próximo do que nós imaginamos. Pode estar num espelho qualquer, a espera de mudanças, sem que você mesmo se mexa, cobre o que é correto de quem é de direito, mude suas escolhas e suas atitudes.

Super Bowl: quem será o dono do Mundo na NFL?

por André Tesser*
 
Depois de 21 semanas, a temporada 2013/2014 chega ao seu grand finale nesse domingo, dia 02/02/2014 com o Super Bowl XLVIII. O jogo é o evento esportivo que, individualmente, mais rende em termos financeiros. Um intervalo de apenas 30 segundos durante o jogo está sendo vendido por mais de 4 milhões de dólares! Também pudera: espera-se que mais de 100 milhões de espectadores somente nos EUA, quase um terço da população daquele país.
Quis o destino que as duas melhores campanhas de suas respectivas conferências se encontrassem no ato final de uma temporada que foi sensacional. Do lado da NFC, o quase novato em finais Seattle Seahawks disputa o segundo Super Bowl de sua história, o que somente aconteceu em 2006 (temporada 2005-2006), quando perdeu para o Pittsburgh Steelers. Pela AFC, o bicampeão Denver Broncos, que disputa seu sétimo Super Bowl, volta a disputar o título, o que não acontecia desde sua segunda conquista em 1999 (temporada 1998-1999).
 
Mesmo tendo feito campanhas parecidas (para não dizer iguais, pois ambos têm 15 vitórias e apenas três derrotas na temporada), os times são muito diferentes. Desde suas principais armas para a vitória, passando por sua experiência em finais da NFL, com quarterbacks tão diferentes e treinadores com estilos distintos, Broncos e Seahawks podem ser vistos como duas equipes com características muito opostas.
Porém, em uma coisa as duas equipes são muito parecidas. São times que parecem muito prontos para vencer o Super Bowl.
 
O jogo acontece às 21h30’ (horário de Brasília) e a ESPN começa sua transmissão nacional às 21h00’. A partida deve ser eletrizante, equilibrada e não há um favorito claro. A única coisa ruim do Super Bowl é que, ao seu final, lembramos que faltarão nove meses para que a NFL volte a ter jogos valendo…
Propomos uma análise simples dos times, focando nas suas armas para a vitória. Sem descuidar, ao final, do nosso já conhecido palpite.
 
SEATTLE SEAHAWKS
A força de Seattle vem, primordialmente, de sua defesa. Uma linha defensiva boa contra o jogo corrido e a melhor secundária da Liga fizeram do time a melhor defesa da NFL. O Seahawks foi a equipe que menos cedeu pontos (231), com o menor número de jardas totais cedidas (4378), menor número de jardas cedidas por jogada (4,4), maior número de turnovers forçados (39) e o maior número de interceptações (26). São estatísticas impressionantes, reforçadas pela atitude extremamente agressiva de sua defesa e que foi, em boa parte, ajudada pelo barulhento estádio que é a casa do time de Seattle. Os destaques defensivos são o safety Earl Thomas, e o cornerback Richard Sherman, que se auto-intitula o melhor da Liga em sua posição.
 
O ataque tem no seu signal caller, o quarterback Russell Wilson o seu regente. Muito bom com as pernas, com muita agilidade para sair do pocket e se livrar da pressão adversária e ainda com muita velocidade e explosão para ganhar jardas correndo, Wilson também é capaz de grandes big plays que podem decidir jogos. Basta lembrar uma campanha decisiva contra o 49ers na final da NFC, em que ele estava num 3rd down para 25 jardas e depois numa quarta descida para 7 jardas e conseguiu o TD que virou o jogo de forma definitiva para Seattle. Seus alvos principais têm sido o wide receiver Golden Tate e o tight end Zach Miller. Percy Harvin, também wide receiver, é outro alvo com grande potencial, mas que foi atrapalhado por contusões na temporada e ainda é uma incógnita.
 
Mas, o ataque do Seahawks é mesmo poderoso por causa de Marshawn “The Beast” Lynch. Retraído, tímido e que não gosta muito de holofotes fora do campo, dentro dele o principal runnig back de Seattle se transforma. Forte, ágil e rápido, é capaz de furar linhas defensivas potentes, ganhar muitas jardas depois do primeiro contato quebrando tackles (para se ter uma ideia, Lynch teve 45,7% de suas jardas depois do primeiro contato!). Sua média nos playoffs foi de 5 jardas corridas por tentativa, com três TD’s. A matemática é simples: aplicando-se isso sempre na primeira descida, Lynch colocaria Wilson em situações de segunda descida para 5 jardas. Isso permite que o quarterback de Seattle permaneça bastante tempo em campo, controlando o relógio, o que deve ser chave para vencer Denver, se Peyton Manning ficar a maior parte do jogo apenas olhando a partida da sideline.
O maior problema de Seattle talvez resida na sua linha ofensiva, que permitiu 44 sacks ao seu quarterback durante a temporada regular. Isso aconteceu muito em razão das inúmeras contusões na unidade.
 
DENVER BRONCOS
Se Seattle é a melhor defesa da NFL, o Broncos de Peyton Manning é o melhor ataque da Liga. Durante a temporada regular, Denver massacrou seus adversários com a melhor marca ofensiva da história da NFL, batendo o recorde de número de pontos anotados em um único ano (603), com Manning quebrando recordes para fixar a melhor marca de todos os tempos em jardas passadas (5.477) e TD’s (55). A quase inacreditável perfomance de Denver na temporada regular não se repetiu muito na postseason. Mas, ainda assim, Peyton levou seu time sem grandes sustos ao Super Bowl (terceiro de sua carreira, tendo vencido um e perdido outro, ambos quando ainda jogava pelo Indianapolis Colts).
 
Naturalmente, Peyton Manning é o fator diferencial do ataque massacrante de Denver. Com duas vitórias nos playoffs, o quarterback do Broncos parece disposto a arremessar para a end zone de forma definitiva a fama (para alguns, injusta) de amarelão em postseason. Se seu rival no Super Bowl é um QB de mobilidade, mais ágil com as pernas, Manning é daqueles quarterbacks cerebrais. Sua capacidade de ler a defensa adversária e mudar a jogada na linha de scrimagge, aliada aos seus passes precisos, o torna letal quando tem tempo para lançar a bola. Ao mesmo tempo, as diversas temporadas apanhando das defesas adversárias quando ainda estava em Indianapolis, fizeram de Peyton um especialista em achar passes rápidos e curtos e usar o no huddle para dificultar o posicionamento defensivo, inclusive impedindo substituições importantes nos adversários.
 
Claro que, sem alvos confiáveis, um quarterback não consegue números expressivos. E Manning teve ao seu lado os wide receivers Wes Welker, Eric Decker e Demaryius Thomas e o tight end Julius Thomas como fontes seguras para seus passes.
O ataque de Denver também foi ajudado pelo seu ótimo jogo corrido, com os running backs Knowshon Moreno e Montee Ball revezando-se nos snaps para colocar Peyton em situações mais confortáveis de segundas e terceiras descidas.
A linha ofensiva do Broncos também fez sua parte. O entrosamento permite que o jogo corrido funcione e, mais ainda, que Manning tenha relativa tranqüilidade com a bola nas mãos. A unidade de Denver permitiu que seu quarterback fosse sacado apenas 18 vezes na temporada, média de pouco mais de 1 por jogo (lembre-se que Seattle permitiu que Russell Wilson fosse sacado, em média, quase 3 vezes por jogo).
A defesa de Denver não está no mesmo nível de Seattle (bom, e qual defesa da Liga, está?). Mesmo assim, é uma unidade que consegue pressionar bastante o quarterback adversário, ainda que não conte com sua estrela Von Miller. Considerando que o pior setor do Seahawks é sua linha ofensiva, isso não é uma boa notícia para Russell Wilson. Todavia, o Broncos sofre contra o jogo corrido e isso deve fazer do handoff para Marshawn Lynch a arma contra uma linha ofensiva muito forte. A secundária do time do Colorado também não é das mais confiáveis, e a capacidade de big plays de Wilson pode render bons frutos ao Seahawks.
 
PALPITE
Não dá para esperar outra coisa senão um jogo emocionante quando se enfrentam o melhor ataque e a melhor defesa da Liga. Valendo o troféu Vince Lombardi e os aneis de campeão, a partida promete esquentar a gélida Big Apple de domingo. Aliás, o frio gelado deve ser outro fator importante ao jogo, pois pode limitar as ações aéreas de Peyton Manning e seus recebedores e, naturalmente, trazer problemas para o Broncos. Será que o quarterback de Denver vencerá mais esse desafio, e derrubará também o mito de que não joga bem no frio? Contra uma defesa forte e agressiva, fico a me perguntar que coelhos Peyton ainda pode tirar de sua cartola, ao que parece, comprada em Omaha.
Uma máxima da NFL é a de que ataques ganham jogos e defesas ganham títulos. Isso se revela ainda mais impressionante quando se tem em mente que, antes do Broncos de Manning, os seis melhores ataques da história da temporada regular não venceram o Super Bowl (em três delas, perdendo a partida final). Por outro lado, quatro das sete melhores defesas da história da NFL (desde que se adotou o formato com 16 jogos na temporada regular) levaram para casa o tão cobiçado título da Liga.
 
O Denver de Peyton quebrará mais essa escrita?
 
O palpite desse humilde escriba é de que, pela primeira vez  desde o título dos Sonics na NBA em 1979, Seattle comemorará um título de liga profissional norte-americana.
 
*André Tesser é amigo do blog e fala de NFL por aqui.

Livro conta os 20 jogos mais importantes da história do Cruzeiro

Os 20 maiores jogos da Raposa, por um timaço de cronistas

“O Brasil acordou cinzento em 7 de dezembro de 1966. A publicação do Ato Institucional nº 4, pelo governo do marechal Castelo Branco, convocando o Congresso Nacional a votar a nova Constituição, gerou receio na sociedade. A chamada Revolução cada vez mais ganhava cara de ditadura. Poder Legislativo reduzido em suas atribuições, imprensa controlada, direitos fundamentais individuais feridos. O governo militar mostrava, enfim, as reais intenções à frente do país. Inibir o avanço do comunismo não passava de discurso de fachada. A cada Ato Institucional publicado, o verdadeiro interesse do novo regime reluzia: instalar uma ditadura à direita.

Mas o dia que nasceu para abrigar outro capítulo sombrio da política brasileira também nasceu para o futebol. E dos bons. Pelé, Tostão, Toninho, Dirceu Lopes e cia. estariam em campo. Santos e Cruzeiro, sete dias depois do primeiro jogo da decisão da Taça Brasil, quando a Raposa venceu por 6 a 2, voltariam a se encontrar, dessa vez no Pacaembu. Vitória celeste ou empate garantiria o título inédito para Minas Gerais. Caso o Santos vencesse, por qualquer placar, um terceiro jogo seria disputado, em local a ser definido. A tirar pela declaração do presidente Athiê Jorge Cury, ainda no vestiário do Mineirão, após a humilhante derrota, a confiança santista na realização da partida de desempate era plena. “Em São Paulo, nossa vingança será terrível”, disse na oportunidade.”

Esse é um trecho da história contada logo no começo do livro, sobre o jogo Cruzeiro 3-2 Santos em 1966, que significaria o primeiro título nacional da Raposa. Com edição de Anderson Olivieri e um time de nove notáveis cruzeirenses, como os músicos Henrique Portugal e Samuel Rosa, do Skank, e o jornalista Cláudio Arreguy. A obra é parta da coleção “Memória de Torcedor”, da Maquinária Editora, que conta já com os 20 Jogos Eternos de São Paulo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras. 

Além do memorável 3-2 no Santos em 1966, os escritores escolheram outros 19 jogos: Cruzeiro 6 x 2 Santos, o primeiro jogo da final de 1966; o 5-4 no Internacional em 1976; a goleada de 7 a 1 sobre o Alianza Lima, do Peru, na campanha da Libertadores de 1976; no mesmo ano, os jogos contra o River Plate, vencidos por 4-1 e  3-2 River Plate; o duelo com o River Plate de 1991, com o placar de 3-0; de 1992, um 4-0 sobre o Racing; duelos nacionais como Cruzeiro 2 x 1 Grêmio (1993) e Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras (1996); um confronto estadual em 1997, Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova; no mesmo ano, a final da Libertadores: Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal (1997); a decisão da Copa do Brasil 2000, Cruzeiro 2 x 1 São Paulo e a da Copa do Brasil 2003, Cruzeiro 3 x 1 Flamengo; na campanha do Brasileirão 2003, as vitórias sobre Santos (3-0) e Paysandu (2-1);as duas goleadas nas finais dos Mineiros de 2008 e 2009 por 5-0 sobre o eterno rival Atlético Mineiro; o 5 a 0 no Estudiantes em 2011 e, no mesmo ano, o polêmico 6 a 1 no Galo.

O prefácio de Paulo Vinícius Coelho e contracapa de Alex, meia do Coritiba que marcou época em Minas Gerais:

 

Além dos textos, o livro tem um caderno colorido com fotos de times eternos do Cruzeiro, caricaturas de ídolos – como a que está acima – e infográficos com gols épicos marcados nos jogos eternos eleitos para a obra.

O cruzeirense ou o apaixonado pela história do futebol podem conseguir o livro nesse link, em contato com o próprio Olivieri.

 

Pivô do “Caso Héverton”, advogado pode aproveitar brecha para devolver clube à Série B

Osvaldo Sestário foi um dos nomes mais comentados na disputa – ainda não terminada – entre a Portuguesa e a procuradoria do STJD que resultou na perda de 4 pontos do time paulista, em função da escalação do meia Héverton. A decisão acabou determinando a permanência do Fluminense na Série A, o que passou a ser alvo de contestações na Justiça Comum. Na defesa da Lusa, alegava-se que Sestário não teria avisado o clube da suspensão de dois jogos, o que não foi acatado como atenuante.

Ironicamente a participação de Sestário no caso pode trazer uma nova missão para o advogado. De acordo com o site “ORM News”, de Belém, o Paysandu, rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro, aguarda a definição da Série A para entrar com um pedido de permanência na segunda divisão nacional. O advogado a defender o Papão no caso seria… Osvaldo Sestário.

Conversamos com ele sobre essa inusitada hipótese no Terra TV:

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Curiosamente, na semana passada, o Paysandu apresentou Héverton como novo reforço para 2014.

NFL: EUA conhece nesse final de semana os finalistas do Super Bowl

por André Tesser*
 
 
Nesse domingo (19) acontecem as finais de Conferência na NFL. Os vencedores dos playoffs de Divisão enfrentam-se em jogo único valendo a tão sonhada vaga no Super Bowl, o título máximo do campeonato.
 
A temporada reservou dois jogaços para as finais de Conferência. Na NFC, um duelo entre rivais de Divisão: o Seattle Seahawks recebe em sua casa o San Francisco 49ers. Na AFC, o Denver Broncos enfrenta em sua casa o New England Patriots, com um esperadíssimo confronto entre Peyton Manning e Tom Brady.
 
Depois de muito tempo, as finais de Conferência serão entre as melhores campanhas da temporada. E, não bastasse só isso, há ingredientes extras que tornam os jogos ainda mais especiais e certamente eletrizantes. Vamos a eles.
 
Na NFC:
 
Seattle Seahawks x San Francisco 49ers – mando de campo do Seahawks, domingo, às 21h30
 
Seattle e San Francisco tiveram trajetórias diferentes na temporada. Enquanto o Seahawks desde logo mostrou sua condição de favorito ao Super Bowl, ganhando a sua Divisão, o 49ers teve um momento irregular na sua campanha e chegou até a ter seu lugar nos playoffs ameaçado.
 
As duas equipes vêm se revezando há tempos como o melhor time da NFC West. Enquanto o 49ers ganhou a Divisão em 2011 e 2012, o Seahawks foi campeão em 2010 e nessa temporada. Portanto, o confronto tem tudo para ser equilibrado. Desde que as equipes ajustaram esses mesmos elencos-base, com os atuais head coach e quarterbacks, foram quatro jogos, com duas vitórias para cada lado. E, sempre, quem jogou em casa venceu.
 
O Seattle tem, provavelmente, a defesa mais forte da liga. Suporta bem o jogo corrido adversário e sua secundária é a melhor da NFL. No ataque, o versátil Russel Wilson é excelente no pockter, muito bom correndo com a bola e consegue algumas boas big plays. Marshawn “The Beast” Lynch é um running back que ganha várias jardas depois do primeiro contato, arrastando as defesas adversárias para dentro de seus campos. No jogo aéreo, Golde Tate é um recebedor confiável e é sempre um alvo certo de Wilson – que deve sofrer um pouco com a perda de Percy Harvin por lesão para o jogo.
 
San Francisco tem uma defesa muito forte contra o jogo corrido, mas a sua secundária não é das melhores – e esse pode ser um segredo para a vitória de Seattle. O quarterback Colin Kaepernick parece estar evoluindo, mas ainda é inconstante no pocket (o que lhe valeu, inclusive, uma crítica do maior quarterback da história do 49ers – para alguns, o melhor da NFL – Joe Montana). O ataque aéreo ganhou força com os recebedores Anquan Boldin, Michael Crabtreee e o tight end Vernon Davis. O jogo corrido também é forte, especialmente com Frank Gore. Na semana passada, a defesa do Niners foi fundamental para a vitória contra o Carolina Panthers, não permitindo que o adversário, que jogava em casa, pontuasse no segundo tempo inteiro.
 
Já Seattle não pareceu sequer ter sua vaga na final da Conferência em risco na vitória contra o New Orleans Saints, com uma excelente atuação de Lynch e da defesa, que não permitiu grandes ações do adversário.
 
O 49ers terá, ainda, que vencer o “décimo segundo jogador”. O Century Link Field, estádio do Seahawks, é conhecido como o mais hostil da Liga e isso poderá ser fundamental para o passaporte para o Super Bowl. A torcida de Seattle costuma transformar seu estádio no mais barulhento da NFL, dificultando as comunicações ofensivas de seus adversários dentro de campo, exercendo muita pressão.
 
Os dois treinadores também são fundamentais para o sucesso de seus times. Pete Carrol (Seattle) devolveu o time aos playoffs ganhando sua Divisão e Jim Harbaugh (San Francisco) leva seu time à terceira final seguida de NFC (aliás, desde que assumiu o 49ers, Harbaugh sempre conduziu seu time à final de Conferência). Os dois também têm uma rivalidade antiga, desde os tempos de college, o que é um ingrediente a mais para o jogo.
 
Enfim, a rivalidade é grande e as equipes são muito fortes, especialmente defensivamente, o que deve fazer do jogo uma guerra em campo.
 
Palpite: o jogo deve ser equilibrado. O fator casa deve pesar, de novo, como foi nos últimos confrontos. Seattle deve ser o representante da NFC no Super Bowl.
 
Na AFC:
 
Denver Broncos x New England Patriots – mando de campo do Broncos, domingo, às 18h
 
A final da AFC reserva apenas o confronto entre aqueles que são considerados os melhores quarterbacks em ação da Liga e que já tem seus nomes gravados na história da NFL. Peyton Manning (Broncos) fez uma temporada impecável, quebrando dois recordes importantíssimos: maior número de touchdowns e jardas aéreas em uma temporada regular. Tom Brady (Patriots) também foi o primeiro quarterback da Liga a atingir mais de 6000 jardas aéreas em jogos de playoffs, ganhou mais uma vez a sua Divisão (AFC East) e está pela terceira vez seguida na final da Conferência.
 
Os dois já se enfrentaram diversas vezes (quando Manning ainda jogava no Indianapolis Colts, principalmente). Só em jogos de playoffs, foram três confrontos, com Brady levando leve vantagem, pois ganhou dois jogos. Nessa temporada, o Patriots venceu na prorrogação, jogando em casa, em um jogo que recuperou uma vantagem boa de Denver.
 
Brady x Manning sempre é um jogo à parte. Valendo uma vaga no Super Bowl, deve ser ainda mais especial. Os dois pertencem a uma geração muito específica de quarterbacks, de decisões muito rápidas no pocket, muita precisão nos passes aéreos, e muita condição de leitura da defesa adversária, o que lhes permite mudar seguidamente a jogada a ser realizada na própria linha de scrimmage, dificultando ainda mais a ação defensiva.
 
Manning tem alvos aéreos mais confiáveis, e não é à toa que quebrou recordes importantes. Os wide receivers Erick Decker e Wes Welker (que até a temporada passada jogava no Patriots) e o tight end Demayrius Thomas são os melhores do ataque aéreo. Mas, o jogo corrido também funciona muito bem, com Knomshown Moreno e Manti T`eo.
 
Já Brady tem um corpo de recebedores mais jovens. Mas, o impressionante desempenho do ataque terrestre na semana passada, com nada menos que 6 touchdowns deu novas esperanças de mais opções ofensivas para o Patriots.
 
Duas coisas devem ser as chaves das vitórias. A linha ofensiva que proteger melhor seu quarterback, lhe dando mais tempo no pocket estará mais perto da vitória. Ao mesmo tempo, que controlar melhor o relógio, deixando o ataque adversário sem ritmo e esperando na sideline certamente também estará mais perto da vitória. Isso porque, tanto Manning quanto Brady gostam de castigar seus adversários com campanhas demoradas e que dificilmente saem de campo sem pontuação.
 
O jogo tem tudo para ser espetacular e histórico, pois pode ser o último Brady x Manning. Isso porque o quarterback de Denver pode se aposentar após a temporada, se um exame médico em sua antiga lesão na coluna apontar para isso.
 
Palpite: Manning empata os confrontos diretos aos playoffs e devolve o Broncos ao Super Bowl.
 
*André Tesser é amigo do blog e mal dormiu nessa semana à espera da definição das conferências

Site especializado em Libertadores qualifica Flamengo como “time pequeno”

O site Pasión Libertadores, especialista na cobertura da Copa Libertadores para a América Latina, colocou o Flamengo como uma das possíveis surpresas para a competição deste ano.

A polêmica é o rótulo de “time pequeno” atribuido ao Fla, atual campeão da Copa do Brasil e campeão da própria Libertadores em 1981. Enumerado ao lado de Deportivo Anzoátegui e Zamora (Venezuela), Santos Laguna (México) e O’ Higgins (Chile), o time carioca é elogiado por contar com Elano e Erazo, reforços recém-chegados, mas considerado “pequeno e segunda força de seu Estado”.

O site não tem relação direta com a Conmebol, apesar de ter os mesmos patrocinadores da Libertadores. Sua comunidade no Facebook tem mais de 1,5 milhão de seguidores.

Fatos do Tapetão 2013-14

Ou: Por que você deve se preparar para um Brasileirão 2014 com mais de 20 clubes.

André Santos foi expulso contra o Atlético na final da Copa do Brasil e atuou pelo Flamengo na última rodada do Brasileiro em 06/12/13, contra o Cruzeiro, no sábado, em jogo antecipado.

Héverton entrou no segundo tempo do jogo da Portuguesa contra o Grêmio na última rodada do Brasileiro; foi expulso após o final da partida contra o Bahia, duas rodadas antes.

Ambos foram denunciados na quarta-feira 09/12/13 pelo STJD.

– Héverton e André Santos foram julgados e punidos na sexta-feira. Héverton pegou dois jogos de suspensão por ofensas à Ricardo Marques; André Santos pegou um jogo e a imprensa noticiou, caso do Jornal Lance!.

– A CBF não publicou as penas de Héverton e André Santos ainda na sexta 05/12/13, fazendo-o apenas na segunda 09/12/13.

– A publicação das penas de clubes e atletas é lei federal que consta no Estatuto do Torcedor desde 2010:

– O STJD acatou as denúncias e puniu Flamengo e Portuguesa com a perda de quatro pontos cada com base no CBJD. A decisão foi mantida no pleno.

– Com a perda dos pontos, o Fluminense acabou se safando do rebaixamento para a Série B brasileira.

– Vários torcedores de Portuguesa e Flamengo – e mesmo um do Santos – entraram na Justiça Comum contra a CBF, com base no Estatuto do Torcedor; alguns pedidos foram rejeitados, outros acatados.

– MP-SP abriu inquérito para saber porque a CBF não informou à Lusa e Fla das suspensões. A previsão de termino das oitivas é 22/01/14.

– Havia um delegado da CBF em cada um dos jogos, Fla e Lusa, na última rodada do Brasileirão. Os mesmos não evitaram ou alertaram técnicos/clubes da irregularidade dos jogadores.

– A CBF tem por obrigação divulgar a tabela dos campeonatos que organiza até 60 dias antes do primeiro jogo. O Brasileirão 2014 tem início previsto para 19/04; sessenta dias antes será 18/02.

– A Justiça de São Paulo concedeu liminar obrigando a CBF a devolver os pontos de Fla e Lusa com base no Estatuto do Torcedor, o que rebaixa o Fluminense novamente.

– Um torcedor do Fluminense conseguiu, em um Tribunal Especial do Torcedor no Rio, uma liminar que obriga a CBF a cumprir a decisão do STJD.

– Agora, existem decisões conflitantes nesse caso. O STJ precisa definir o local único dos julgamentos.

– Na mesma linha, torcedores do Vasco pedem a anulação da partida com o Atlético por considerarem que não havia segurança na Arena Joinville em várias praças do País. A Justiça do Mato Grosso já rejeitou um dos pedidos.

– O vídeo abaixo mostra que o pedido dos torcedores do Vasco contradiz o pedido, uma vez que a invasão parte da torcida cruzmaltina:

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– Cada tribunal terá que decidir se acata ou não os pedidos vascaínos; caso sim, a nova composção pode rebaixar Fla, Flu e/ou Lusa, conforme as decisões acima; o Atlético seguiria na Libertadores com ou sem os pontos da vitória por 5-1.

– A CBF contratou o advogado Carlos Miguel Aidar para defender-se no MP-SP e contra as liminares no Estado de São Paulo.

– Aidar é um dos fundadores do extinto “Clube dos 13”.

– A Fifa proíbe que as associações nacionais entrem/acatem decisões na Justiça Comum, sob pena de desfiliação de clubes/federações, como mostram as imagens abaixo:

– A Copa do Mundo Fifa 2014 será no Brasil.

– Em 1993 o América-MG foi punido com dois anos fora de qualquer competição nacional por acionar a CBF na Justiça Comum.

– Em 2000 o Gama venceu a CBF no “Caso Sandro Hiroshi x Botafogo” em todas as instâncias. A CBF se declarou incompetente para organizar o Campeonato Brasileiro, avisou a Fifa e não realizou a competição.

– Em 1987, a CBF rompeu com o Clube dos 13 e depois voltou atrás. É por isso que há dois campeões nacionais: Sport (CBF) e Flamengo (C13). A Fifa e Conmebol reconheceram o campeonato da CBF e Sport e Guarani jogaram a Libertadores 1988 – mas essa é outra longa discussão.

– O Brasileirão 2000 foi substituído pela Copa João Havelange, organizada pela Clube dos 13.

– A Copa João Havelange teve três divisões e quatro módulos. No principal, a Série A, estiveram:

Remanescentes da Série A 99

Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo*, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Grêmio, Guarani, Internacional, Juventude*, Palmeiras, Portuguesa*, Ponte Preta, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória.

*Clubes que seriam rebaixados não fosse a implementação da média de pontos

Ascendentes na Série B 99

Goiás (campeão) e Santa Cruz (vice).

Convidados do Clube dos 13

Bahia (3o na B-99), América-MG (7o na B-99) e Fluminense (1o na C-99).

Ganhou vaga na Justiça Comum:

Gama.

– Na ocasião, os únicos rebaixados de fato foram Paraná (17o de 22 em 99, não caíria não fosse a média) e Botafogo-SP (caíria nos dois regulamentos).

– A CBF, posteriormente, retomou o comando da competição para 2001 e reconheceu o Vasco como campeão brasileiro 2000.

– Juristas experientes, como Ives Gandra, sugerem à CBF uma solução consciliatória. O ex-presidente do STJD, Rubens Approbato, fala em paralisação geral do Brasileiro se a decisão do órgão que presidiu não for acatada.

Tire suas conclusões.

Federação Gaúcha usa o marketing e acerta com Recopa

Chamada para o jogo amistoso: FGF criou evento atrativo

Poderia ser só mais um amistoso de pré-temporada no Brasil, algo que vem ganhando força desde o ano passado. Mas a Federação Gaúcha de Futebol foi inteligente e transformou o jogo entre Pelotas e Internacional em um evento, com a criação da Recopa Gaúcha. Nela, o campeão da Supercopa Gaúcha – outra pedida interessante para o calendário – contra o campeão estadual. Uma partida numa segunda-feira, que poderia ser até de portões fechados, com técnicos fazendo várias experiências (o que aliás deve ser feito mesmo assim, especialmente por Abel Braga) tornou-se um evento chamativo.

Apenas o rótulo de “Recopa” e um show no estádio, além, é claro da realização na casa do clube menor, o Pelotas. A cidade terá a chance de ver o seu time contra um dos grandes do Brasil – e valendo taça. Parece bobagem, mas não é.

Federações precisam criar soluções para movimentar seus estados. As poucas boas ideias que aparecem, infelizmente, não perduram. É mais fácil organizar um evento de porte com um gigante como o Inter envolvido, mas soluções como essa podem ser adotadas mesmo sem esse atrativo. Era o caso da interessante e extinta Recopa Sul-Brasileira. Estudos provam que, sim, o brasileiro gosta de ver os grandes jogos dos grandes clubes, mas apoiam os clubes menores da cidade quando envolvidos em disputas locais (o velho cidade contra cidade) ou em jogos interessantes como essa Recopa. É o caso de um Bra-Pel, um Come-Fogo, um Clássico do Café, exemplos de jogos com bom público.

A FGF já havia inovado com as Copas Regionais do segundo semestre de 2013, quando o Estado foi dividido em quatro micro-regiões e os clubes tiveram calendário para se manterem ativos. Significou que equipes como Cerâmica e Novo Hamburgo tiveram como manter seus funcionários empregados por mais tempo. E que Grêmio e Inter puderam usar seus times de base para dar experiência aos garotos. O Inter chegou até a decisão da Supercopa, mas perdeu para o Pelotas, que venceu a região Sul-Fronteira.

Pode ser que na próxima temporada nem Inter, nem Grêmio, estejam na final. Pouco importa, se a FGF ou os clubes souberem vender seus jogos da mesma forma. Como faz o Grêmio, com a “Pré-temporada Topper Grêmio“, sessão de treinos patrocinada. E mesmo sem a dupla, que o evento seja bem planejado como esse entre Pelotas e Inter. Um bom exemplo.

Divisional Rounds da NFL: fim de semana decisivo!

por André Tesser*

 
Nesse final de semana (dias 11/01 e 12/01) acontecem os jogos de “Divisional Rounds” da NFL, que são as semi-finais de Conferência.
 
Como dito, os playoffs da NFL são outro campeonato e a prova disso foi, especialmente, a indiscutível vitória do San Diego Chargers, fora de casa, contra o Cicinnatti Bengals, que ainda não havia perdido em seus domínios na temporada. À exceção do confronto entre o Chargers e o Bengals, os demais jogos foram muito equilibrados e emocionantes. O Indianapolis Colts reverteu no segundo tempo uma desvantagem de 28 pontos (isso mesmo, 4 touchdowns!!) para bater o Chiefs. Na NFC, New Orleans Saints e San Francisco 49ers precisaram de um Field Goal nos últimos segundos das partidas para vencerem fora de casa, respectivamente, Philadelphia Eagles e Green Bay Packers. As semifinais de conferência prometem, novamente, grandes confrontos, agora, também reunindo as quatro melhores equipes da temporada regular, que haviam conseguido uma folga (bye) na primeira rodada dos playoffs.
 
Na semana passada, esse humilde escriba acertou só um palpite, quando cravei a vitória do Colts sobre o Chiefs. Também, convenhamos, prever contra Alex Smith é mais fácil…Mas, como sou brasileiro e não desisto nunca, vamos tentar palpitar de novo. Veja como serão os jogos.
 
NFC:
 
Seattle Seahawks (1st) x New Orleans Saints (6th) – Sábado, às 19h30
 
A primeira vitória do Saints (e de seu QB Drew Brees) em um jogo de pós temporada colocou o time da Lousianna no caminho do Seahawks, que tem sido apontado nas bolsas de apostas de Las Vegas como o favorito a levar o título do Super Bowl.
Não bastasse isso, o jogo será em Seattle, no Century Link Field, tido como o estádio mais barulhento da NFL, em que a torcida do Seahawks dificulta as ações do ataque adversário fazendo muito barulho. Mas, não é só isso. Os times já se enfrentaram nessa temporada, em Seattle, e o Seahawks surrou sem dó o Saints por “modestos” 34 x 7, em jogo realizado em dezembro. Ou seja, tudo aponta para mais uma vitória do forte time de Seattle que tem uma das defesas mais agressivas da Liga, conta com um quaterback novo, mas já muito badalado, Russel Wilson e que tem em Golden Tate um recebedor de mão cheia. E, claro, não se pode esquecer o running back Marshawn Lynch, um destruidor de linhas defensivas adversárias, forte e rápido e que costuma quebrar tackles e ganhar muitas jardas depois do primeiro contato.
 
Mas, quem sabe a primeira vitória em pós temporada tenha dado um novo ânimo ao Saints. A defesa do time de New Orleans jogou muito bem contra o Eagles e pode ser, novamente, o diferencial fora da Lousianna. E, nunca dá para se duvidar do ataque comandado por Drew Brees, que, com a volta de Sean Payton à sideline, parece ter conseguido reeditar seus melhores jogos depois de uma última temporada ruim.
 
Palpite: o jogo será mais equilibrado do que foi na temporada regular, mas será difícil que Seattle não vença.
 
Carolina Panthers x San Francisco 49ers – Domingo, às 16h00
 
A dramática vitória do 49ers na primeira rodada dos playoffs, vencendo um rival de conferência muito forte, trouxe o time da California para enfrentar o Carolina Panthers nos seus domínios. É jogo de duas equipes que também já se enfrentaram na temporada regular, com uma vitória do Panthers, em San Francisco, por 10×9, em um jogo em que o 49ers abriu 9×0, mas não conseguiu pontuar no segundo tempo e que foi, nitidamente, um jogo em que as defesas sobrepujaram os ataques.
E, assim deve ser novamente. Tanto San Francisco como Carolina têm defesas muito fortes. Como já escrevemos aqui, o 49ers talvez tenha o melhor grupo de linebackers da Liga, com Navorro Bowman, Aldon Smith e o cinco vezes Pro Bowl Patrick Willys. No Panthers, o segundo anista Luke Kuechly tem liderado uma defesa muito agressiva, que pressiona bastante o quarterback e que permite poucos 1st downs.
 
Os times também são parecidos em seus quarterbacks. Tanto Cam Newton (Panthers) quanto Colin Kaepernick (49ers) possuem habilidades para saírem do pocket e ganharem muitas jardas correndo. Aliás, os dois têm as melhores marcas da Liga nessa temporada correndo com a bola. Por outro lado, são ainda quaterbacks irregulares no jogo aéreo, alternando grandes jogadas com campanhas ineficazes. Carolina leva vantagem por jogar em casa, sem dúvida. A torcida é muito assídua e fanática. O que pode equilibrar isso é que o corpo de recebedores aéreos do 49ers parece mais afinado com seu quarterback, lhe oferecendo mais opções. Isso porque San Francisco conta com os wide receivers Michael Crabtree e Anquan Boldin, e o tight end Vernon Davis, que no último jogo igualou o segundo lugar de mais recepções para TD’s na pós temporada para um jogador de sua posição na história da Liga. Do outro lado, o Panthers conta com o excelente Steve Smith, mas ainda pena com o irregular Ted Ginn Jr.
 
Palpite: as defesas devem ser determinantes e o fator casa deve pesar a favor de Carolina, que deve ganhar o jogo.
 
AFC:
 
New England Patriots x Indianapolis Colts – Sábado, às 23h30
 
A virada histórica sobre o Chiefs na semana passada, comandada por Andrew Luck, encaminhou o Colts para Foxboro, enfrentar o New England Patriots nos seus domínios. Único jogo dessa fase que não aconteceu na temporada regular, tem tudo para ser um ótimo confronto de dois quarterbacks com estilos de jogo parecidos, mas de gerações diferentes. O Colts mostrou sua força ao reverter, como dito, uma vantagem de 28 pontos no Wild Card Weekend. A conexão aérea Andrew Luck-T.Y. Hilton funcionou muito, especialmente no segundo tempo, e o jogo corrido de Donald Brown também ajudou na construção da vitória. Mas, o triunfo veio, sobretudo, na ótima performance defensiva do segundo tempo (sim, porque no primeiro tempo daquele jogo, o Colts parecia ter uma defesa de High School). Basta lembrar que, no segundo tempo, o Colts venceu o Chiefs por 35×13! O Colts só não pode achar que, contra o Patriots, no Gilette Stadium, reverterá uma diferença de 28 pontos no primeiro tempo…
 
Isso porque, do outro lado estão Tom Brady e Bill Belichik, a dupla quarterback-head coach mais vencedora da Liga. O que impressiona é que, mesmo com as grandes perdas ofensivas do time nessa temporada (por exemplo, com as saídas de Wes Welker, Danny Woodhead, a lesão de Rob Gronkowski e a prisão de Aaron Hernandez), o ataque do Patriots conseguiu se reinventar e fazer mais uma boa temporada. Brady domina como ninguém a arte de controlar o relógio e dificilmente perde jogos quando está ganhando. Ao mesmo, tempo, consegue viradas memoráveis, como, por exemplo, a que deu a vitória ao time de Massachussets contra o Now Orleans Saints na temporada regular, com uma campanha explosiva no último minuto culminando com um passe para TD faltando 6 segundos para o fim do jogo. O jogo deverá ser excelente, e, provavelmente, a linha ofensiva que conseguir proteger melhor seu quaterback da ação defensiva do adversário, dará a vitória a seu time.
 
Palpite: vou apostar na nova geração, com a vitória do Colts, mesmo fora de casa.
 
Denver Broncos x San Diego Chargers – Sábado, às 19h00
 
San Diego foi a única equipe a vencer o Cincinnati Bengals em seus domínios nessa temporada, no jogo que classificou o time da California para as semifinais de conferência. E foi, também, o único time a vencer o Denver Broncos jogando no Colorado, o que aconteceu na temporada regular. Só isso, só torna o confronto interessante, até mesmo pela possibilidade de revanche para Denver. Por serem times da mesma divisão (AFC West), as equipes jogaram duas vezes na temporada. E, se perdeu em casa, o Broncos venceu San Diego na California, o que mostra um relativo equilíbrio no confronto.
 
O Denver Broncos parece franco favorito. Peyton Manning está na sua temporada mais espetacular, com a quebra de recorde de passes para TD’s na mesma temporada, com 55 conexões que acabaram na end zone, e de jardas aéreas, com 5.477. O poderoso ataque de Denver conta com os alvos aéreos Wes Welker, Eric Decker e Demaryius Thomas, além do potente jogo corrido de Knowshon Moreno, que tem facilitado a vida de Peyton, colocando em situações confortáveis de terceiras descidas. A defesa, porém, sofreu uma grande baixa, com a lesão de Von Miller, que o deixou fora da temporada. Mas, Manning terá que superar a maldição da pós temporada. Mesmo sendo um dos melhores (para alguns, o melhor) quaterback da história da Liga, Peyton carrega a sina de ser um perdedor de playoffs. Neles, tem mais derrotas que vitórias (11-9) e, se perder de novo, entrará para a história como o quarterback que mais perdeu jogos de pós temporada, “título” que ainda divide com Brett Favre. O próprio San Diego Chargers já infligiu duas derrotas em playoffs a Manning, em 2008 e 2009, quando ele ainda jogava no Indianapolis Colts.
 
San Diego parece capaz de vencer o Broncos e avançar à final da conferência? Sim, especialmente se a defesa do Chargers repetir o excelente jogo que fez contra o Bengals na semana passada, pressionando o quarterback Andy Dalton, indo bem contra o jogo corrido e vencendo a linha ofensiva adversária por diversas vezes. O quarterback de San Diego, Phillip Rivers fez boas conexões aéreas com o novato Keenan Allen e contou com ajuda providencial do excelente jogo corrido os running backs e Danny Woodhead e Ryan Mathews para facilitar suas conversões de descidas.
 
Palpite: ficarei muito surpreso se o Chargers ganhar o jogo. Mas, na última semana o time de San Diego já me surpreendeu. Mesmo assim, acho que dá Broncos.
 
*André Tesser é amigo do blog e, pra ele, “bola” é um objeto oval.