Grenal, Atletiba, Galo e Santa mais fiéis que Fla e Timão

O que vale mais: tem uma torcida numerosa ou uma torcida participativa?

Segundo estudo divulgado pela Pluri Consultoria, Flamengo e Corinthians, donos das maiores torcidas do Brasil em números absolutos, têm muito a aprender com Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro, Santa Cruz, Atlético Paranaense e Coritiba. Os seis times citados lideram a estatística que atribui “fanatismo” e consequente participação aos torcedores de seus clubes. O Timão, reconhecido pela sua fiel torcida, é apenas o sétimo; o Fla aparece em 9o, atrás ainda do Sport:

O cruzamento dos dados leva em conta a maneira com a qual os próprios torcedores se apresentam aos entrevistadores da pesquisa, realizada em 2012 em 144 municípios brasileiros, com 10.545 entrevistados. O entrevistado se identificava como “fanático”, “torcedor”, “simpatizante” ou “indiferente”. A partir do índice do tamanho das torcidas, chegou ao proporcional de fanáticos, o que em tese se atribui maior participação na venda de produtos, planos associativos, etc. O Grêmio aparece com 22,5% – um quarto – de seus aficcionados como “fanáticos” e um total de 79% de participativos; o atual campeão brasileiro, Fluminense, tem a torcida “menos fiel” entre as 18 maiores do País.

Mas, na prática, os índices se refletem?

Um bom parâmetro é o volume de sócios dos clubes. E no plano coletivo “Futebol Melhor”, patrocinado pela Ambev, Inter e Grêmio (na ordem inversa a do estudo) lideram o volume de associados. O Colorado tem 107 mil sócios* e o Tricolor tem 73 mil. São 36 equipes cadastradas no projeto; o Corinthians é o 4o colocado enquanto o Flamengo é apenas o 6o. O plano é mais próximo de um clube de vantagens, que faz com que o torcedor seja atraído pela marca do time do coração e se beneficie em compras, por exemplo. Atlético e Coritiba não estão na lista e têm planos associativos próprios. Como na dupla Grenal, também há inversão no número de sócios no Atletiba. O Coxa afirma ter hoje 30 mil sócios*, enquanto o Furacão, mesmo sem estádio, alcançou 20 mil recentemente. Os números colocariam a dupla entre os 10 maiores do Brasil, caso estivessem integrados ao plano dos outros 36.

O Santa Cruz está entre os clubes com mais sócios, mas mostra fidelidade também em outro quesito: público nos estádios. Mesmo na Série C do Brasileiro, levou quase 25 mil pessoas por jogo em média em 2012. Um número impressionante para um clube que não figura entre os grandes do Brasil desde 2006, quando acabou rebaixado na Série A.

Já o Atlético-MG, apontado apenas como o clube da 8a maior torcida do Brasil, é o terceiro em vendas de Pay Per View dos jogos na TV fechada, revelação feita pelo presidente do clube, Alexandre Kalil, ao divulgar a tabela que recebeu da TV em seu perfil pessoal no Twitter:

É bem verdade que os números de Flamengo e Corinthians não são ruins. A única torcida brasileira à frente do Santa Cruz em média de público em 2012 foi a do Timão, com pouco mais de 25 mil pessoas por jogo. Fla e Corinthians lideram as vendas de PPV e estão em 6o e 4o lugares, respectivamente, no plano associativo coletivo citado acima. No Brasileirão, estão entre os três primeiros em média de público nos estádios, com o Corinthians à frente do Flamengo, sendo que o líder Cruzeiro está entre eles. Inter e Furacão, citados entre os mais fiéis, pagam pelo ano sem estádio próprio, levando menos de 10 mil pessoas por jogo; o Galo também não tem levado muita gente ao estádio no Brasileirão, talvez ainda anestesiado pela conquista histórica da Libertadores.

Ainda assim, o estudo revela coisas interessantes. Clubes de torcida menor, mas mais participativa, conseguem serem mais fortes e rentáveis do que os que têm grande massa simpatizante. Isso define também uma estratégia de mercado: por serem de grande massa, Fla e Timão arrecadam no atacado, mas Atlético e Coritiba, mais regionais, falam mais diretamente ao seu público, se tornando mais unidos aos seus torcedores do que clubes supostamente mais nacionais, como Santos, Botafogo e Fluminense. O trio, aliás, pode tirar dos números uma oportunidade de leitura de mercado.

Estatisticamente, a primeira pergunta  deste texto fica respondida pelos números. Mas, e pra você? O que vale mais? Debata nos comentários abaixo!

*Números de Outubro/2013

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Cornetadas das torcidas na rede ganham site divertido

As redes sociais permitiram uma integração maior entre os clubes, jogadores e seus torcedores. Mas quando a fase não é boa, sobra pra todo mundo. Quem nunca cornetou um técnico, um jogador, uma decisão? Pela internet, a cornetagem cresceu e agora chega diretamente ao alvo. De olho nisso, um jornalista de São Paulo resolveu compilar as melhores cornetadas em um site.

 
 

Rafael Techima criou o “Olha o Carinho da Torcida”, uma reunião das principais cornetadas das torcidas nas FanPages e perfis oficiais dos clibes. “A ideia surgiu depois de reparar que muita gente respondia de forma raivosa ou irônica os posts dos clubes e dos atletas nas redes sociais. Dessa forma, pensei em organizar o que há de melhor nessa “nobre arte”. Me divirto muito pesquisando os comentários ou replys!”, conta Rafael, que é são-paulino e não poupa – como visto acima – ninguém.

 
 

Rafael procura as postagens em todos os principais clubes do Brasil e já conta com ajuda. “Não monitoro um clube específico, dou uma passada em todos os principais. Claro que quando algum deles perde ou não está em uma boa fase, o trabalho é muito facilitado. Há a possibilidade do torcedor encaminhar sua sugestão pelo próprio tumblr ou por este e-mail mesmo.”

O sucesso já fez com que mais de 1000 pessoas entrassem, apenas na primeira semana, na FanPage do blog. E esse não é o primeiro “trabalho” dele na linha da cornetagem.

 
 

Rafael já dava as suas próprias cornetadas nos colegas de imprensa com o “Taison ou Messi?” (referência à essa coluna do gaúcho Wianey Carlet), que divulga barrigadas da imprensa esportiva – clique aqui para conhecer

Jogadores e clubes que se cuidem: as cornetadas virtuais estão afiadas!

 
 

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Movimento nos EUA também pede menos futebol… americano

Muitos jogos, muitas lesões, jogos ruins, placares baixos, overdose de jogos na TV. Você tem lido e ouvido muito sobre isso nos últimos dias, desde que a CBF lançou o calendário 2014, inchado ainda mais pela Copa e criticado publicamente por quase toda a imprensa, torcedores e até cartolas e jogadores. Mas desta vez não estamos falando do futebol e sim do football – ou futebol americano, para nós tupiniquins.

Um movimento iniciado a partir de uma crônica do jornalista Dan Levy pede menos jogos na NFL, a National Football League, gestora do esporte número 1 nos EUA. O alvo é claro: o Thursday Night Football, a rodada das quintas-feiras. Lá, como cá, há a influência direta da TV na manufatura da tabela e na sustentação da liga. No entanto, as semelhanças param no nome e nas críticas.

A NFL é a liga esportiva mais bem sucedida no Mundo. Sua decisão, o Super Bowl, detém os recordes de audiência em todo o planeta. O evento foi avaliado pela revista Forbes como o mais rentável e valioso da Terra, acima até de toda a Copa do Mundo de futebol. A temporada de jogos dura apenas seis meses – contra 11 no calendário brasileiro – sendo que o campeão de 2012, Baltimore Ravens, fez 20 jogos para chegar ao troféu. O Corinthians, atual campeão mundial de futebol, fez 59 jogos de janeiro até a partida de ida contra o Grêmio, pela Copa do Brasil.

Os esportes também são bem diferentes entre si. O football tem pouco foot (pé) em relação ao nosso futebol. E é também um esporte de muito mais impacto e lesões. Isso tem feito com que o esporte número 1 dos EUA perdesse muito campo para o esporte número 1 do Brasil dentro de seu próprio território. Um estudo apresentado no livro Soccernomics mostra que muitas mães norte-americanas têm proibido seus filhos de praticarem o futebol americano em função dos machucados constantes e dos preços dos equipamentos para a prática dele. Mas, claro, esse é outro papo.

Levy abre seu raciocínio dizendo: “há coisa mais ridícula do que pedir MENOS futebol”? A ideia é dizer de que o problema não está exatamente na overdose de futebol americano, mas sim na overdose de futebol americano RUIM. Basicamente, a mesma crítica que vem sendo feita no Brasil. Nos EUA, as rodadas são realizadas às quintas, sábados, domingos e segundas. A NFL e todo o esporte norte-americano é pensado em conjunto. Salvo em raros períodos, as ligas esportivas (MLS futebol, MLB basebal, NHL hockey e NBA basquete) não coincidem suas atividades.

No Brasil, o massacre pró-futebol é maior. Ainda assim os analistas acham que a overdose procede. “Não sou fã. Eu sei que é ótimo e isso não levará a lugar algum, vou seguir assistindo, mas não sou um grande fã da necessidade e da competitividade da liga para o Thursday Night Football“, disse o ex-técnico Billy Billick, hoje comentarista da rede de TV Fox, “A liga é míope em relação à saúde dos jogadores”.

A grande curiosidade entre os dois movimentos, brasileiro e norte-americano, é que o torcedor em geral está cansado do que mais ama. E isso por que o produto oferecido não é dos melhores, na contra-partida do crescente preço dos ingressos. Estaduais enfadonhos aqui, jogos ruins lá, na liga milionário americana. O torcedor-consumidor começa a despertar. E filme ruim não dá audiência.

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Equívoco da CBF beneficia Corinthians, Grêmio e Vasco na Copa do Brasil

Kléber, pendurado, e Barcos: exceção para os times da Libertadores

A valorização da Copa do Brasil com a volta das equipes que disputam a Libertadores foi uma ideia interessante da CBF. Porém, um equívoco na montagem do regulamento beneficiou os times que entram apenas na etapa de oitavas de final. Com a suspensão de jogadores prevista para cada terceiro cartão tomado na competição, Corinthians e Grêmio, da Libertadores, e Vasco, beneficiado pela presença obrigatória do São Paulo na Copa Sul-Americana levam vantagem sobre os demais adversários.

Com apenas dois jogos disputados, a única exceção do trio é Kléber. O “Gladiador” é o único dos 12 atletas do trio a estar pendurado. Nos outros cinco times, jogadores decisivos como D’Alessandro (Inter), Everton (Atlético), Walter (Goiás) e Lodeiro (Botafogo) podem desfalcar seus times na reta final, o que já acontecerá com Elias (Flamengo) e Bolívar (Botafogo) no primeiro jogo desta fase.

A solução seria zerar os cartões dos clubes a partir das oitavas, exceção feita aos que entrarem na fase suspensos. Por ora, para os times beneficiados, é aproveitar a oportunidade; para os demais, cuidado dobrado com faltas e reclamações.

Confira a lista dos advertidos:

Corinthians: Nenhum pendurado. Pato, Romarinho e Fábio Santos.

Grêmio: Kléber pendurado. Barcos, Matheus Biteco, Souza e Maxi Rodrigues amarelados.

Vasco: Um amarelo para Fagner, Santiago, Filipe Souto e Cris.

Atlético: Pendurados: Jonas, Pedro Botelho, Everton e João Paulo; mais 12 (Zezinho já cumpriu) levaram cartões.

Inter: D’Ale e Fabrício péndurados. Outros 11 (incluindo Damião) com cartão.

Goiás: Walter, Cícero, Hugo e Amaral com dois cartões. Mais 9 com cartão.

Botafogo: Lodeiro, Doria, Edilson, Gabriel pendurados e mais 11, incluindo Jefferson; Marcelo Mattos já cumpriu uma e Bolívar está suspenso contra o Fla.

Flamengo: Elias está suspenso, Renato estaria pendurado e mais 9 levaram cartão.

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Odisseia do Galo rumo ao topo da América vira livro

“Queria encontrá-la ainda acordada. Não consegui.
 
Ela já dormia quando entrei em casa. 
 
Sentei ao lado dela na cama e a abracei. Então, finalmente, consegui desabar. Cair no choro. Eu era responsável pela minha paixão, mas também pela dela. Pelas alegrias e pelos sofrimentos.
 
E chorei por minutos. Por horas. Chorei nos dois VTs do jogo que vi naquela madrugada. Chorei quando ouvi a épica narração do Pequetito na rádio Globo.
 
Chorei em todas as repetições do pênalti desde aquele dia.”
O trecho acima é do livro “Nós acreditamos”, escrito a três mãos pelos jornalistas Leonardo Bertozzi (ESPN Brasil), Mário Marra (CBN-SP) e Mauro Betting (Rádio Bandeirantes-SP) e relata as emoções vividas por eles e pela torcida do Galo na caminhada pelo título inédito da Copa Libertadores 2013. 
 
Um relato emocionante e emocionado de memórias de lances como o descrito acima, de quando Victor defendeu o pênalti cobrado por Riascos, do Tijuana, já nos acréscimos do jogo de volta em Belo Horizonte. O Galo empatava em 1-1 e ia se classificando na soma dos dois jogos no critério do gol fora de casa –  no México, o jogo deu 2-2.  Victor se tornou o grande herói da conquista. “Ela”, citada por Bertozzi no texto, é Laura, a filhinha que sofria e vibrava com cada lance do Atlético-MG na conquista histórica. Agora, virou literatura pelas mãos do pai e dos amigos.
 
 
 
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Torcida do Vasco detona Twitter do clube por má fase

A ira dos vascaínos com a entrada do time na zona de rebaixamento no Brasileirão chegou às redes socias. Nesta terça, em uma postagem padrão do administrador da conta do clube no Twitter, a reação dos torcedores causou espanto em quem navegava na web. Veja na imagem abaixo, que circula pela internet – sem cortes:

As mensagens foram excluídas nesta quarta, como você pode conferir neste link.

Dica do atento Guilherme Voitch.

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Os nomes de times mais esquisitos da Liga Europa

Lyon e Tottenham se enfrentam na Liga 2012/13: nada é o que parece

A fase de grupos da Liga Europa vai começar! E o Terra irá transmitir todos os jogos até a decisão, a partir desta quinta-feira. Portanto, é hora de conhecer os clubes que formam essa charmosa competição, que abriga grandes clubes ao mesmo tempo em que dá espaço para equipes de menor porte. Na edição 2012/13, o Chelsea bateu o Benfica na final e comemorou o título. Nesta temporada, enquanto aguardam os clubes que saem da Liga dos Campeões para a disputa da outra competição continental européia, será possível se divertir e se surpreender com alguns clubes de toda a Europa. 

Apresento então alguns nomes que você nunca imaginou que seriam de times de futebol.

Olympique Lyonnais

Nada demais: são apenas os olímpicos lioninos, gentílico de quem nasce em Lyon, na França. Na verdade, o que chama mais a atenção aqui é o fato de quem pouca gente chama o clube pelo nome correto, optando mais pelo nome da cidade, Lyon. Seria o mesmo que chamar o Atlético Mineiro apenas de “Minas” ou “Atlético Minas”.

Tottenham Hotspur

Os Esporas Quentes da Fazenda do velho Tota é um clube voltado para a literatura – pelo menos é o que conta a etimologia. Fundado em 1882 originalmente Hotspur (Espora Quente) FC, em virtude do personagem de Shakespeare Harry Hotspur, incorporou o nome do bairro Tottenham para diferenciar-se de outro Spurs. O bairro, por sua vez, ganhou o nome por constar no Doomsday Book do Rei Guilherme I – uma espécie de censo britânico de 1000 D.C. – como uma região rural cujo dono chamava-se Tota.

Bordeaux

Ou, para os patrícios portugueses, Bordéus, o que nos induz a uma pequena confusão com “bordel” ou, no popular, zona, prostíbulo. Na verdade, a cidade de Bordeaux tem origem numa fundição de ferro, Bordigala em aquitano, lingua do século III A.C. O clube, a exemplo do Lyon, tem outro nome – usado até no site oficial: Girondins (Girrondã), que seria algo como “ginastas”. Assim, o Bordeaux é, na verdade, o Clube dos Ginastas da Fundição de Ferro. Graça e força em um nome só.

Swansea City 

Esse é fácil e o escudinho ajuda: Associados da Cidade do Cisne do Mar Futebol Clube. Swansea é uma cidade portuária no País de Gales, no Reino Unido. Disputa a Liga Inglesa assim como outros 5 clubes galeses, uma vez que a Liga do País de Gales só foi fundada em 1992. As ligas são integradas somente na FA Cup, a Copa da Football Association, a CBF do Reino Unido. Gales tem sua própria seleção de futebol, mas se une ao Reino Unido nas Olimpíadas.

PAOK

Clube Atlético dos Cidadãos de Tesalonica retirados de Constantinopla. Isso é o PAOK, que faz menção à expulsão dos gregos residentes na hoje chamada Istambul, na Turquia, já no século 20, quando da queda definitiva do Império Bizantino. A expulsão dos gregos aconteceu em 1920 e o clube foi fundado em Tesalonica, 2a maior cidade grega, em 1926, apenas seis anos depois.

Dnipro Dnipropetrovsk

O rio Dnieper ou Dnipro

Dnipro, ou Dniepre, é um rio que cruza a Rússia, a Bielorussia e a Ucrânia, país sede do clube e da fábrica de metalurgia Petrovsky, cujos operários formaram em 1918 um time de futebol. Petrovsk faz menção a Piotr ou Pedro, em russo e ucrâniano. Logo, o FC Dnipro é na verdade o Clube de Futebol dos Operários da Metalurgica Pedro do Rio Diniepre.

Trabzonspor

Mais um fácil de desvendar: “Spor” é Esporte e Trabzon, o nome da cidade. Completando com o Kulubu, temos o Trabzon Esporte Clube. Foi território grego e pertencente ao Império de Trebizonda.

Maccabi Haifa / Maccabi Tel-Aviv

Maccabi, em Hebraico, quer dizer coragem ou vitória. Haifa e Tel-Aviv são cidades de Israel. Logo, temos aqui os xarás do baiano Vitória. Ambos são FC, ao contrário do EC do brasileiro.

Sheriff Tiraspol

Outro caso em que o nome da cidade ganha mais evidência que o do clube. Tal qual o América Mineiro – que é na verdade América Futebol Clube – o Sheriff se chama FC Sheriff. Fundado em 1997, seu nome faz referência ao primeiro patrocinador, uma companhia de segurança da Moldávia, país que compunha a antiga URSS.

Chornomorets Odessa

Odessa é o nome da cidade ucraniana que abriga o clube, próxima de um lago que secou e abrigou por muitos anos um grande vale. Nele, atletas amadores jogavam futebol e ficaram conhecidos como os “Homens do Mar Negro” – ou Chornomorets, em ucraniano. Logo, temos aqui o FC Homens do Mar Negro de Odessa.

Ludogorets Razgrad

Sediado em Razgrad, na Bulgária, o Ludogorets Clube de Futebol Profissional faz menção à região de Ludogorie, conhecida por ser uma região de floresta selvagem. O nome, Ludogorets, significa Floresta Louca. Pela imagem, não dá pra discordar.

Shakhter Karagandy

O time do Cazaquistão ganhou notoriedade ao sacrificar um carneiro em oferenda à possibilidade de eliminar o Celtic na fase de play-offs da Liga dos Campeões. Não deu – pobre carneiro. O nome, assim como o quase xará de Donetsk, da Ucrânia (questão de sotaque) signifca Mineiro. Temos então o Futebol Clube Mineiros de Karagandy, cidade de 500 mil habitantes no país que também era parte da URSS.

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Começou a NFL, o futebol que é menos foot e nem tão ball

Sim, é futebol

por André Tesser*

A bola oval está voando de volta. Para os fãs do Futebol Americano, a liga profissional norte-americana, a NFL, retomou suas atividades na quinta-feira, dia 05/09/2013, com o jogo envolvendo o campeão do ano passado, Baltimore Ravens e um dos favoritos dessa temporada, o Denver Broncos – que venceu o jogo.

O campeonato da NFL é um dos que mais têm audiência no mundo. Sua final, conhecida como Super Bowl e que acontece sempre no primeiro domingo de fevereiro, é o evento esportivo isolado com maior telespectadores do planeta e tem o intervalo mais caro da televisão mundial. Na última temporada, por exemplo, “apenas” mais de 108 milhões de televisões estiveram ligadas no mundo para o Super Bowl.

O fenômeno explica-se, claro, pelo fanatismo norte-americano pelo esporte, mas também pelos adeptos da liga no mundo. Isso só é possível pelo nível técnico do campeonato, pelas emoções que o esporte proporciona, pela organização do torneio e pela tradição yankee de unir, com maestria, esporte e entretenimento.

A NFL é dividida em duas Conferências: NFC (National Footbal Conference) e AFC (American Footbal Conference). Os times de cada conferência estão espalhados por oito divisões (quatro divisões por conferência), que contam com quatro times cada, o que totaliza 32 times (chamados de “franquias”). Ao final de 16 jogos de cada time na temporada regular, classificam-se aos playoffs das conferências os campeões de cada divisão e mais dois times por índice técnico dentro de cada conferência. Depois, os times enfrentam-se em partida única, sempre na casa do time de melhor de campanha da temporada regular até sair o campeão.

Os dois vencedores das Conferências disputam a final da NFL, o Super Bowl, que acontece também em partida única, em estádio já pré-definido. Em fevereiro de 2014, o Met Life Stadium, em New Jersey, nos arredores de New York, sediará o evento.

Para essa temporada, os especialistas têm apontado alguns favoritos. Na AFC, o título deve ficar entre o Baltimore Ravens (que mantém um time forte, apesar de algumas perdas importantes), o Denver Broncos (que conta com uma dupla no ataque que deve fazer história na Liga: Peyton Manning e Wes Welker) e o sempre forte New England Patriots (que conta com um dos melhores quarterbacks da liga, Tom Brady, também conhecido como marido de Gisele Bündchen).

Na NFC, a disputa deve ser mais acirrada. O Atlanta Falcons (vice-campeão da conferência na temporada passada e reforçado), o Green Bay Packers (com um ótimo ataque comandado pelo excelente Aaron Rodgers e uma boa defesa, com o “lenhador” Clay Mathews), o San Francisco 49ers (que manteve a boa base da temporada passada, com destaque para a defesa com a dupla de linebackers Aldon Smith/Patrick Willys e com o quarterback Colin Kaepernick, que levou o time ao Super Bowl na temporada passada) e o Seattle Seahawks (do talentoso quarterback segundo-anista Russel Wilson e de um dos melhores running backs da liga, Marshall Lynch) lideram os postos de favoritos.

Mas, a Liga sempre reserva algumas surpresas. Se ela vier da AFC, deve ser o Cincinatti Bengals (que se reforçou bem), o Houston Texas (que fez uma bela temporada passada) ou o Indianapolis Colts (que deve crescer na segunda temporada de seu festejado quarterback Andrew Luck). Na NFC, as surpresas podem vir do New Orleans Saints (com a volta seu head coach Sean Payton, que ao lado de seu grande quarterback Drew Brees já levou o time da Lousiana ao título do Super Bowl), ou do sempre perigoso New York Giants (do quarterback duas vezes campeão do Super Bowl Eli Manning – irmão mais novo de Peyton, QB do Denver Broncos).

De qualquer forma, o campeonato promete ser, novamente, dos mais disputados. A temporada relativamente curta e o histórico de lesões na Liga sempre são fatores que colaboram com o imprevisível e é muito normal um time que não faz uma grande temporada regular ser o campeão.

Para quem quiser acompanhar o torneio pela televisão, a ESPN – que transmite o campeonato no Brasil, assim como o canal Esporte Interativo – deve transmitir cinco jogos por rodada: um na quinta-feira, dois na tarde do domingo, um na noite do domingo (o jogo mais festejado da rodada, o Sunday Night Football, que tem a abertura mais legal de qualquer evento esportivo) e um na noite da segunda-feira, o Monday Night Football. Além disso, sempre rolam transmissões especiais (no feriado norte-americano de Thanksgiving – ação de graças, por exemplo), e a ESPN transmitirá também, mais uma vez, todos os jogos dos playoffs, incluindo, claro, o Super Bowl.

Para quem tem conta no twitter, há sempre muita informação quando se segue o @theconcussion e o @oquarterback, além das contas dessa rede social dos narradores e comentaristas da própria ESPN no Brasil.

Se você ainda não é fã da bola oval, sugiro que vgaste um pedaço do domingo assistindo, ao menos, o Sunday Night Football, incluindo a sua abertura. Mas, depois, não me acuse de viciá-lo.

P.S.: obrigado ao amigo Napoleão pelo espaço e pela oportunidade de dividir um pouco nessas linhas, da minha adoração pela NFL.

*André Tesser é advogado, professor de Direito, fanático por Futebol Americano e amigo do blog

Abertura da Arena Corinthians pode ter time inglês em campo

O Corinthians não quer arriscar ter gol de outro time que não seja “coríntio” na inauguração da Arena Corinthians, prevista para fevereiro de 2014. A ideia, que ganha força nas redes sociais e chegou até a Inglaterra, é trazer o “pai” do Timão para o primeiro jogo do novo estádio.

Na Arena, a possibilidade é tratada com seriedade. O gerente de comunicação – e corintiano – da Odebrecht, Ricardo Corregio, disse que a ideia é simpática à diretoria, embora a empreiteira não tenha poder de decisão na escolha. “Por que não? Seria uma idéia legal. E gol do Corinthians para todos os lados”, disse, enquanto levantava a possibilidade.

A página não-oficial “Meu Timão” foi quem fez a enquete acima, que ganhou a primeira página do site oficial do Corinthian inglês, clube que hoje disputa uma liga semi-profissional na Inglaterra equivalente à sétima divisão, que no sistema inglês se junta à oitava em fase de playoffs. Era, até a sexta rodada, o 21o colocado entre 24 times – os três últimos caem pra 9a divisão. Na Copa da Inglaterra, que reúne todos os clubes do país em torneio mata-mata, eliminou o Erith Town por 3-0 e jogará no próximo dia 14 de setembro contra o Mersthan FC, fora de casa, em jogo único.

O texto da página oficial do clube inglês comemora a possibilidade de ser lembrado pelo “filho” para o amistoso de abertura:

O apoio no Brasil para o Corinthian-Casuals provavelmente nunca foi tão grande como é hoje com a torcida do Corinthians, pedindo para que o seu clube “pai” jogue a partida inaugural em Itaquera, a localização da Arena Corinthians, em São Paulo.

Hoje, o alcance da página do clube no Facebook chegou a picos de 17902, que é uma 13 ª posição, confortável na categoria prata da Inglaterra. Isso foi graças a página ‘meutimao.com.br”, um site da torcida do Corinthians imensamente popular, tendo tido a oportunidade de pedir a opinião dos fãs e registrar o maior número de votos em comparação com qualquer um de suas outras enquetes.

Um extraordinário número de 61% quer a visita do Corinthian-Casuals ao Brasil e o desejo para isso acontecer é mostrado a cada semana, quando recebemos visitas de boas-vindas da Arena do Rei George com os fãs rezando por um jogo inaugural todo corintiano. Torcemos para que seu sonho se torne realidade!

E você, o que acha da possibilidade?

Faça uma visita virtual à Arena Corinthians clicando aqui.

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Quero ser Walter

Walter, redenção dos gordinhos e matador

O plantão esportivo informa no rádio: “gol do Goiás”. Difícil não pensar em quem fez o gol. Só nesta terça, contra o então vice-líder Grêmio, foram dois. Walter já tem 23 na temporada pelo Esmeraldino. 

Mudo de canal e vejo o lance: Dida sai jogando errado, acossado pelo bom posicionamento do atacante; ele amacia a bola na barriga, carrega com a direita; o zagueiro se aproxima, ele dá um tapa, de fora da área, com categoria, para botar a bola na rede. No segundo tempo, chapéu no zagueiro e pancada de fora da área. Dois a zero, dois de Walter, o gordinho-artilheiro.

Sei, ele não gosta dessa pecha. Nem eu. Também estou com sobrepeso e a TV só ajuda a aumentar. Walter certamente gostaria que falássemos mais dos belos e importantes gols que conduzem o Goiás para perto do G4 do Brasileiro. Gols que não vêm de hoje: já ajudaram a equipe goiana a voltar para a Série A em 2012. A história do combate à balança já foi melhor contada aqui, pelo parceiro Dassler Marques (outro deste time do sobrepeso, recém-chegado aos casados, o que pode agravar o quadro).

Walter é, com ou sem sobrepeso, o segundo maior artilheiro do País na temporada, atrás de Willian da Ponte Preta. É também a redenção dos gordinhos. É habilidoso, tem categoria e, até onde me conste, não tem perdido chances e chances por estar chegando atrasado nas bolas. Não custou milhões e está esquentando banco em algum clube por aí. É titular de um clube da Série A. Já tem quem fale em Seleção. Exagero?

Não sei se Walter é atleta e está com dificuldades pra baixar o peso, como dizia Ronaldo, que teria um problema na tireóide. Ou se é só um bon vivant, chegado numa picanha e numa gelada, que tem o dom de bater bem na bola e está sempre ligado no jogo. Não me importa, de fato.

O que importa é que é muito legal ver Walter correndo nos campos do Brasil, deixando zagueiros, jornalistas e preparadores físicos atônitos a cada rodada em que seus gols são flagrados com fotos que realçam fisicamente sua prosperidade. Ver um símbolo de alguém que não desiste, tá lá, ligadão, a espera da bola certa, divertindo-se ao jogar futebol profissionalmente. Um pedacinho de cada um de nós, fãs de futebol que nos entregamos ao amendoin e à cerveja a cada rodada, lá dentro, guardando gols atrás de gols, nos entretendo com a próxima peripécia do novo Fenômeno.

Ver Walter vale quanto pesa. Com trocadilhos.

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