Abrindo o Jogo – Coluna de 30/11 no Metro Jornal Curitiba

Favoritismo latente

O Atletiba 348 mostrará dois estilos de gestão de futebol: o Coritiba, que manteve a comissão técnica o ano todo e vem com uma base de jogadores formada ainda em 2009, pelo superintendente Felipe Ximenes, e o Atlético, que só em 2011 trocou de técnico seis vezes e teve três gerentes de futebol. Os números refletem as escolhas: o Coxa, 3º melhor ataque e 4ª melhor defesa, entra na Libertadores com uma vitória simples; o Furacão, pior ataque e 6ª pior defesa, precisa vencer e torcer contra Cruzeiro e Ceará para não ser rebaixado. Nunca um Atletiba teve um favorito tão declarado.

O que está em jogo no Atletiba 348 I

Para o Atlético, além de ficar na Série A que disputa ininterruptamente desde 1996 (16 temporadas), o jogo (e a combinação de resultados) pode deixar o clube como o 5º do país há mais tempo na elite (à frente, Santos, São Paulo, Inter, Flamengo e o concorrente Cruzeiro). Também pode significar a primeira (e única) vitória em Atletibas do presidente Marcos Malucelli, que entrega o cargo em dezembro.

O que está em jogo no Atletiba 348 II

Para o Coritiba: a terceira participação em Libertadores, igualando o Atlético como paranaense mais presente no exterior. Também manter um tabu de 3 anos sem perder Atletibas: a última derrota (1-2) foi em 05/05/2008, quando mesmo com a derrota na Arena, acabou campeão paranaense pelos resultados agregados (3-2).

Déjà vu

Em 2003, Tcheco ajudou na caminhada de classificação do Coritiba para a Libertadores, mas deixou o clube antes da disputa no ano seguinte. Desta vez o meia de 35 anos pode classificar a equipe e não jogar, já que anunciou que deve se aposentar. Na internet, torcedores lançaram o movimento “Renova, Tcheco”; comoverá o jogador?

O tempo não pára

Independentemente do que aconteça no Atletiba, o Atlético reunirá os campeões brasileiros de 2001 para uma festa de 10 anos do principal título do clube, que acontecerá no dia 8 de dezembro – antes, portanto, das eleições do clube, dia 15. Alex Mineiro, Geninho, Gustavo, Kléber e Cocito já confirmaram presença; alguns chegam ainda hoje para ver o clássico.

Férias forçadas

Os jogadores do Paraná ganharam descanso até 5/12, quando a diretoria os espera pra renegociar dívidas e contratos. Alguns já sabem que não ficam no Tricolor. “Todos os emprestados [18] vão embora”, garantiu o vice-presidente eleito do clube, Paulo César Silva. O Paraná depende de uma negociação com a FPF e clubes do interior para retomar os trabalhos em janeiro. A montagem do elenco dependerá da necessidade em ter que jogar simultaneamente dois campeonatos: Série Prata Estadual e Série B do Brasileiro. “Tem ainda a Copa do Brasil no começo de março. De repente eles podem voltar 15 de janeiro. Vamos avaliar bem”, encerrou PC Silva.

Calendário 2012

A CBF dará início a Copa do Brasil em 7 de março. A Série B começa em 19 de maio. O Paranaense da Série Prata está previsto para maio, sem data definida. Já nas divisões principais, o Paranaense começa em 22 de janeiro e o Brasileiro em 20 de maio. A Libertadores terá o primeiro jogo da primeira eliminatória em 25 de fevereiro.

A mulher de César

“À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta*” (César Augusto, imperador romano)

Bahia x Ceará se enfrentam 17h de domingo, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. Agora, mais do que antes, sob os olhares desconfiados de atleticanos e cruzeirenses espalhados pelo Brasil. Afinal, quando um clube usa seu veículo oficial para manifestar desejo de que seu próximo adversário tenha sucesso, tudo pode acontecer.

A infeliz nota publicada no site do Bahia possivelmente não reflita o pensamento de todos os torcedores, dirigentes e jogadores do Tricolor da Boa Terra, mas certamente dá a chancela oficial do clube. É o desejo do Bahia: que o Ceará permaneça na elite. E para que isso aconteça, o Ceará precisa vencer o Bahia, em Salvador, contando com um tropeço do Cruzeiro no clássico com o Atlético-MG.

Nenhum outro resultado será permitido ao Bahia senão a vitória, após a publicação da nota. Qualquer outro final e, para todo o sempre, o time de Salvador viverá sob a sombra da possível entrega do resultado. Ainda que o Ceara faça o jogo de sua vida, é o Bahia quem já está perdendo. Tudo por uma infeliz decisão do departamento de comunicação da equipe baiana. É pouco provável – e muito lícito, inclusive – que o STJD puna o Bahia em algo mais que uma multa. Coisa pior aconteceu entre Fortaleza e CRB na Série C nacional e os times cearense e alagoano passaram batido.

Dirão: “mas o Bahia tem chances de chegar a Copa Sul-Americana! Por que entregar?”. É fato. Mas para isso tem de torcer contra Atlético-MG ou Atlético-GO – este, recebe o América em casa. E o principal: a pergunta desconfiada das intenções do Bahia aparece motivada por uma decisão do próprio Bahia.

A distância, o Atlético assiste a tudo, tendo que contar com a incompetência alheia para não cair para a Série B. E, pela frente, o clássico mais importante já disputado em Curitiba. Do outro lado está o Coritiba, simplesmente precisando da vitória para chegar a Copa Libertadores 2012.

A queda atleticana, que parece inevitável, não terá como única causa uma eventual derrota do Bahia. Foram 38 rodadas decisivas, não uma apenas. E para não ir muito longe, se tivesse vencido o América na última rodada, o Atlético dependeria apenas de si. Paga o preço por ser incompetente.

Mas a nota no site do Bahia já fez um estrago: duvida-se agora da lisura do processo. Apagará a vergonha rubro-negra em caso de queda? Não.

Mas mostra o quão despreparados e anti-profissionais estão alguns setores do futebol brasileiro.

*Relato sobre a frase, retirado do site Guia do Estudante, abaixo:

(…) A frase original surgiu após um escândalo em Roma, por volta de 60 a.C., envolvendo o homem mais poderoso do mundo, sua mulher e um nobre pretendente.

Pompéia vivia muito sozinha, enquanto o marido Júlio César passava meses com seus exércitos. É nesse cenário perfeito para as fofocas que surge Clódio, um nobre admirador da moça. “Numa noite, para conseguir se aproximar de Pompéia, ele entrou no palácio disfarçado, mas acabou se perdendo pelos corredores e sendo descoberto e preso”, diz a historiadora Maria Luiza Corassin, da Universidade de São Paulo.

O jovem foi levado ao tribunal e o próprio César convocado para prestar esclarecimentos. “Ele declarou ignorar o que se dizia sobre sua mulher e a julgou inocente”, afirma Maria Luiza. O penetra foi absolvido, mas Pompéia não se livrou do ostracismo e do repúdio do marido. Para quem o acusava de estar sendo contraditório, ao defender a mulher no tribunal e condená-la em casa, ele teria afirmado: “Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que sequer seja suspeita”.

Manchester já viu um clássico como esse

Na semana do #Atletiba348, uma lembrança me veio a cabeça: o cenário em que o Coxa rebaixa o Atlético na casa rubro-negra é inédito para nós, mas já aconteceu em Manchester. E com pitadas de sadismo, como pode acontecer aqui – com a diferença que a cereja coxa-branca é a vaga na Libertadores.

Em 1974, no final da temporada 73-74, o Manchester United capengava. Após anos de domínio no futebol inglês, com os Bubsy Babes, o campeonato daquele ano reservou um drama aos Red Devils até a última rodada, quando a tabela programava o derby de Manchester contra o City.

O United precisava vencer e torcer por uma derrota do Southampton para permanecer na elite inglesa. O empate não servia aos Devils, que recebiam os Citzens no Old Trafford.

Um dos grandes craques da história do United, Denis Law, havia acertado com o City para a temporada 73-74. Law faz parte da Trindade Divina do United e tem até estátua no clube, ao lado de George Best e Bobby Charlton. Mas já no fim da carreira e com a família fixando residência em Manchester, topou vestir a camisa do City.

Os resultados não ajudavam o United, tampouco o próprio time, esbarrando no nervosismo. Já no final da partida, Law recebeu uma bola na área, de costas para o gol. E o resto vocês acompanham no vídeo abaixo:

A invasão de campo da torcida do United, logo após o gol, teve como principal motivo a tentativa de impugnar a partida. Não adiantou. O United voltou à elite no ano seguinte, como vice-campeão da segunda divisão e acabou a primeira, em 76, na terceira posição. De 1980 para cá, tornou-se o principal clube inglês.

Curiosamente, ao conceber a Arena da Baixada, Mário Petraglia visitou o Manchester United e inspirou-se no Old Trafford para o conceito do estádio atleticano.

O futebol é terreno fértil para heróis e vilões; o Atletiba 348 poderá ter um coxa-branca como Denis Law (Marcos Aurélio?) ou um atleticano que, contando com os demais resultados, salve o time e elimine o rival da Libertadores/12.

Mas o importante é que todos sigam para contar novas histórias nos anos seguintes.

#Atletiba348: os cenários possíveis

Entenda todas as possibilidades de resultados ao final do Atletiba 348, domingo, na Arena

A) Atlético rebaixado, Coritiba na Libertadores

É o que acontece no atual momento. Para tanto, basta uma vitória simples do Coxa, que continuaria no G5 e manteria o Furacão no Z4.

B) Atlético rebaixado, Coritiba eliminado

Cenário que acontece se o clássico empatar ou o Atlético vencer por qualquer placar, mas o Cruzeiro empatar seu jogo com o Atlético-MG e/ou o Ceará vencer o Bahia e, além disso, Inter ou Figueirense somarem um ponto ou São Paulo ou Botafogo somarem três pontos.

C) Atlético salvo, Coritiba eliminado

É possível com a soma das vitórias do Atlético e do Atlético-MG nos clássicos aqui e em Minas Gerais e com um empate entre Ceará e Bahia em Salvador. Além disso, Inter ou Figueirense somarem pontos ou São Paulo ou Botafogo vencerem.

D) Atlético salvo, Coritiba na Libertadores

É possível, apesar de improvável. Basta que o Atlético vença, assim como o Atlético-MG faça o mesmo contra o Cruzeiro. É preciso ainda que o Ceará não passe de um empate contra o Bahia. Essa combinação salva o Atlético. Aí, para que o Coxa mantenha-se no G5, é preciso que Grêmio e Avaí vençam os clássicos em RS e SC e São Paulo e Botafogo não vençam seus clássicos contra Santos e Fluminense.

#Atletiba348: O que você está fazendo para evitar violência?

Ok, aconteceu o que todos esperávamos: o Atletiba 348 valerá muito. O Atlético joga a vida e ainda conta com Atlético-MG e Bahia para ficar na Série A, vaga que ocupa há 16 anos; o Coritiba só depende de si para ir a sua terceira Libertadores e, de quebra, rebaixar seu grande rival, na casa adversária. Tensão é o que não vai faltar.

Durante a semana, o Jogo Aberto Paraná perguntou: o que você fará para evitar violência no clássico? Conversamos com diretores de torcidas organizadas e a polícia. E, ao menos por ora, há muito mais um jogo de empurra do que ações concretas. Convido-o a ver o vídeo abaixo, refletir e dar o pontapé nas discussões acerca daquele que pode ser o Atletiba mais importante de todos os tempos:

“Entrega, Coelhão!”

Ao longo da semana, a torcida do América-MG lançou um movimento chamado “Entrega, Coelhão!”, para que o clube perca o jogo para o Atlético e assim, por consequência, prejudique o Cruzeiro, rival americano. O movimento teve repercussão na imprensa mineira e, a convite do blog, o jornalista Carlos Silveira escreveu crônica sobre o fato. Acompanhe.

por Carlos Silveira

O que move o futebol é a rivalidade. Quantas vezes já ouvimos esta frase? Muitas, certamente. Rivalidade que nos faz chegar ao trabalho ou a escola, em uma segunda-feira, sedento para encontrarmos os amigos torcedores do rival derrotado, ou nos escondendo para despistar os rivais vitoriosos. Rivalidade que movimenta grandes cidades do país em dia de jogos, que une pessoas que jamais se uniriam por outro motivo, ou separa momentaneamente amigos fiéis do dia-a-dia. Rivalidade que, por vezes, torna-se mais importante que os jogos em si.

Poderia uma torcida, por esta rivalidade, torcer contra o seu próprio clube? Certamente que sim e a torcida do América Mineiro é a mais recente prova disto. Com o clube já rebaixado no Campeonato Brasileiro, a torcida americana pede aos berros que o time entregue o jogo do próximo domingo para o Atlético Paranaense. O motivo? Prejudicar o Cruzeiro, um de seus rivais locais. Cruzeiro e Furacão são rivais diretos na briga para ficar na Primeira Divisão.

No meio dos torcedores americanos nas redes sociais, o “entrega coelhão” ganha força, embalado também por uma enxurrada de e-mails destinados à diretoria do clube e à assessoria de imprensa. E isto não é novidade, acontece todo ano, o que muda é o “endereço” da torcida que pede a derrota de seu clube para prejudicar um rival.

Normalmente, Atlético Mineiro e Cruzeiro dividem as atenções da maioria, até por ser a torcida do América consideravelmente menor que a dos rivais, mas o assunto da semana em meio a rodas de conversas sobre futebol em Belo Horizonte é a expectativa sobre o comportamento do América no domingo. A imprensa mineira faz o possível para ignorar o apelo dos torcedores americanos, certamente evita dar espaço para algo que lhe será prejudicial. Tenta inclusive forçar a barra para uma possível “vingança” dos jogadores americanos em relação ao treinador do Atlético Paranaense, Antônio Lopes, que teve passagem desastrosa pelo time mineiro neste Brasileirão. É o clima de rivalidade esquentando a capital mineira.

Os americanos mais exaltados falam em protesto caso o time obtenha outro resultado que não seja a derrota para o Atlético. O clima já esquentou até entre os próprios americanos, visto que uma pequena parte da torcida não concorda com a entrega do jogo, inclusive porque pode custar ao clube uma vaga na Copa do Brasil de 2012. Caso o Figueirense não conquiste uma vaga na Libertadores, poderá ultrapassar o América no ranking da CBF e tomar a vaga do clube mineiro na Copa do Brasil. Em princípio, o América deve ficar com a última vaga destinada aos melhores ranqueados. Aos defensores do “entrega coelhão”, mais importante é ver o rival na Segunda Divisão, enfrentando inclusive o próprio América.

O discurso dos jogadores e da diretoria do América não poderia ser outro, o de que vão jogar como sempre, sem se preocuparem com outros clubes. Na prática não se sabe, mas a escalação do América que, ao que parece só será anunciada pouco antes da partida, já poderá nos dar indícios do comportamento do time em campo. Nos coletivos da semana Givanildo começou com o time titular em campo.

Abrindo o Jogo – Coluna no diário Metro Curitiba

Desde 09/09 passei a assinar uma coluna semanal no Metro Jornal Curitiba. O jornal é sucesso total de aceitação de público nas ruas da cidade, concorrendo ao Prêmio Caboré 2011. Passarei a partilhá-las aqui no blog – evidentemente, depois dela ir às ruas.

Ficha limpa

O Atlético marcou as eleições do clube para 15/12. Para se candidatar, as chapas devem apresentar certidões negativas de ações cíveis e criminais e também negativas de protesto de títulos nas comarcas de Curitiba e nas da cidade em que residirem os candidatos. Por ora, a única chapa registrada é a “Paixão pelo Furacão”, com Diogo Fadel e Enio Fornea. A “CAP Gigante”, com Mário Petraglia, ainda não oficializou nomes e candidatura.

Drama em três cores I

Rebaixado em campo, o Paraná esperava ver o Rio Branco punido no STJD pelo uso do atleta Adriano de Oliveira Santos sob o registro ‘Adriano Oliveira dos Santos’. “Preposições no nome não podem ser tão graves”, argumentou o relator, Francisco Mussnich. A partir dele, 9 auditores absolveram o time do litoral, o que resultou na confirmação da queda paranista.

Drama em três cores II

Com isso, o Paraná terá calendário fixo em 2012 só em maio, quando terá início a Série Prata. E quando começar a competição, a Série B nacional deve estar em curso. O clube ainda precisa confirmar a permanência com um empate no sábado, na Vila, contra o Bragantino. Rubens Bohlen, presidente eleito do Tricolor, atendeu a coluna durante uma reunião de emergência: “Tínhamos um projeto já encaminhado mas estamos nos refazendo, principalmente o primeiro semestre.” No entanto, pelo ranking da CBF, o Paraná deverá estar na Copa do Brasil 2012.

Drama em três cores III

Se perder para o Bragantino no sábado, e Icasa, Asa e São Caetano vencerem seus jogos, o Paraná pode ser rebaixado também no nacional, da B para a C. No estadual, já conhece seus adversários: Junior Team e Cincão EC (Londrina) Nacional (Rolândia), Grêmio Metropolitano (Maringá), Serrano (Prudentópolis), Iguaçu (União da Vitória), Foz do Iguaçu, FC Cascavel e Cascavel CR.

Taxativo

Questionado se pode mudar o início da B Estadual para não deixar o Paraná sem calendário, Hélio Cury, presidente da FPF, foi taxativo: “Não. Nenhuma. Temos um calendário definido. Em detrimento a 10, 12, mudar por um? Qual clube tem elenco agora? Infelizmente é isso.”

Enfim Presidente

Desde a última segunda-feira (21) Vilson Ribeiro de Andrade é, de fato e de direito, presidente do Coritiba. Vencedor de um pleito sem bate-chapa, Vilson foi homologado como presidente em reunião do conselho, enquanto passava por uma cirurgia no Rio de Janeiro. “Mas já estou bem”, disse, por telefone, enquanto recuperava-se no hospital.

“Entrega Coelhão!”

Corre nas redes sociais (Orkut, Twitter e Facebook) pedido da torcida do América-MG para que o time entregue o jogo contra o Atlético. O objetivo? Ver o rival Cruzeiro perto da Série B. O América já está rebaixado.

Anteriores (clique na data para ler):

16/0909/09

Tabela comentada do Paranaense 2012

Saiu hoje, após a confirmação da permanência do Rio Branco na Série Ouro, a tabela do Paranaense 2012. Segue Abaixo, comentada:

1o. TURNO

1 – Atlético faz dois jogos seguidos contra os times mais tradicionais do interior;
2 – Londrina reestréia na Elite fora de casa;
3 – Coritiba, atual bicampeão, viaja jogar contra o vice da B na primeira rodada;
4 – Corinthians-PR faz 3 jogos seguidos em Curitiba;
5 – Coritiba faz 2 jogos seguidos em Curitiba; Atlético, 2 fora;
6 – Se estivesse na elite, por substituição ao Rio Branco, Paraná faria primeiro clássico do campeonato contra o Atlético, na 3a. rodada

7 – A 5a rodada coloca o Londrina frente ao Iraty, ou, no caso, o ex-clube dirigido de Sérgio Malucelli contra o atual;
8 – Coritiba reencontra Arapongas na 5a rodada, último time que não perdeu para o Coxa em Estaduais desde as 24 vitórias do Guinness;
9 – Toledo e Londrina repetem a final da Série Prata 2011 na 7a rodada;

10 – Operário e Londrina fazem o grande clássico do interior no Paranaense 2012;
11 – Antes do Atletiba, Atlético vai a Arapongas e Coxa recebe Operário;
12 – Atletiba na 10a. rodada, uma antes da final do primeiro turno, com mando atleticano. Possivelmente no Couto e na quarta-feira de cinzas;
13 – Operário, melhor do interior em 2011, encerra turno com 3 jogos no Sul do Estado.

A tabela segue espelhada no 2o. Turno:

O regulamento segue o mesmo: o campeão do primeiro turno enfrenta o campeão do segundo, em uma final sem vantagem para nenhum time em dois jogos – a não ser o fato de o time de melhor campanha jogar a segunda partida em casa. Se um mesmo time for campeão dos dois turnos, leva o campeonato antecipadamente. As duas piores equipes na soma geral são rebaixadas a Série Prata.

O risco Atletiba

Guerra. Ou jogo, entretenimento, disputa saudável?

Seis de dezembro de 2009.

Imagens falam mais que palavras. E se errar é humano, repetir o erro é burrice. Não gosto de me considerar burro, e creio que nem você, que lê esse texto.

A CBF determinou que a última rodada do Campeonato Brasileiro seja repleta de clássicos porque, desportivamente, os últimos anos deixaram dúvidas quanto à lisura do sistema. Medida correta, se a cultura fosse apenas desportiva. E devemos brigar para que seja. Mas a briga costuma ser outra.

Enquanto escrevo esse texto, América-MG e Avaí são matematicamente rebaixados. A briga sobra para Ceará, Cruzeiro e Atlético, que se enfrentam amanhã em Minas. Já a Libertadores está mais distante do Coritiba, que vê o São Paulo abrir vantagem, sem contar Fluminense, Figueirense, Inter, Flamengo e Botafogo na briga. Difícil.

Mas vejo a cidade alimentar uma guerra para o Atletiba da Baixada, que pode rebaixar o Atlético para a Série B do Brasileiro. Guerra. Sanha. Desejo sanguinário de ambos os lados, como quem quer devorar o outro. Um por escapar: “Não perderemos jamais!”; outro por rebaixar: “É questão de honra!”

Isso já foi visto em quem influi no resultado, como o volante Léo Gago:

Ou o ex-presidente e candidato a voltar ao clube, Mário Petraglia que, embora não responda diretamente como Léo Gago, tem tanta ou mais repercussão na torcida:

O resultado, seja qual for, não mudará a vida do torcedor. Cair e subir, ganhar e perder, é do jogo. Para o Coritiba, pode não significar nada; para o Atlético, apenas a manutenção de um sistema. Seja como for, se houver violência, ambos perdem.

Perdemos todos. A sociedade curitibana, que já viu o ocorrido acontecer e parece não se preparar para tal; os clubes, que perdem mercado e respeito. E principalmente você, torcedor, que perde o respeito e confiança de ir a campo.

Sejamos sinceros: quem é que quer ir ao Atletiba da última rodada, sem medo de ser machucado?

A que ponto chegamos? Uma brincadeira sadia, um sarro, uma curtição, tornou-se ameaça.

O Comando de Policiamento da Capital recusou-se a dar alguma resposta antes de segunda-feira; as torcidas organizadas tem responsabilidade direta no que pode acontecer. É difícil controlar a massa, mas é fácil lucrar em cima dela, com camisas, adesivos, etc.

E cada um que cria um clima de guerra para o Atletiba, como se vencer um jogo por si só já não fosse o objetivo único de cada clube, como se “essa pessoa exige que o time TAL vença o Atletiba” fosse algo significativo, está colaborando com lenha para uma fogueira que pode não ter controle.

Seja qual for o resultado em campo, eu quero estar saudável e capaz de fazer o Jogo Aberto Paraná para a melhor situação possível na segunda, 05/12.

E você? Quer ver o programa do hospital ou curtir seu amigo?

A situação política do Atlético

Situação ou oposição? Existe como separar os lados na eleição atleticana?

Sim e não. Ontem, em um hotel de Curitiba, a chapa “Paixão pelo Furacão” oficializou candidatura a presidência do rubro-negro, para os conselhos deliberativo e gestor. Os nomes: Enio Fornea e Diogo Fadel Bráz. Fadel é atual vice-presidente do clube; entrou no cargo para ocupar a vaga deixada por Fornea, que deixou a diretoria no meio de 2011. Logo na abertura da entrevista, a chapa se colocou como opositora a situação, um paradoxo; aos poucos, assumiram outra postura e explicaram as diferenças.

Em entrevista exibida no Jogo Aberto Paraná – e colocada em tamanho maior aqui no blog – ambos comentam a relação com a atual gestão e o atual presidente, Marcos Malucelli. Além disso, Fadel falou sobre a profissionalização do futebol do clube e Fornea, sobre a Arena para a Copa e a relação com o outro candidato, Mário Celso Petraglia. Confira:

Com base nas entrevistas, tento responder a pergunta inicial do texto:

Sim, a chapa de Fornea e Fadel é situação. Não há como negar: Fadel É vice-presidente do clube e concorre a presidência; Fornea estava nessa chapa.

Mas, há oposição? Ao se analisar esse panorama político, é necessário lembrar que esse grupo está no poder com o apoio e campanha de… Mário Celso Petraglia. Todos, em algum momento, se encontraram na gestão do clube. Hoje, Petraglia se coloca como opositor, rompimento mais antigo que o de Fornea – que, de fato, não rompeu com Malucelli, como as imagens mostram. Me lembra o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade: “João, que amava Maria, que amava José…” todos, de alguma forma, interligados.

E Malucelli nessa? O atual presidente tem rejeição de parte dos sócios, muito pela campanha neste ano. Pode ficar marcado como o presidente que derrubou o Atlético para a Série B. A ele, no entanto, é atribuído o saneamento financeiro atleticano. Também  é de Malucelli boa parte da culpa dos atrasos nas obras na Arena para a Copa, da qual sempre se mostrou contrário a ver participação atleticana. E se o time escapar da Série B, qual será o peso dele nas eleições?

Não existem santos ou anjos nessa disputa. Petraglia é centralizador. Tanto que ainda, apesar de já ter se declarado candidato há bem mais tempo que Fornea, não divulgou a composição exata da chapa CAP Gigante; Fornea e Fadel podem carregar consigo parte dos fracassos da atual gestão, mas se propõem a descentralizar comando.

É só o começo da disputa. E no meio de tudo, é bom não esquecer, tem um time tentando três vitórias para fugir da degola.