Eleições: saiba mais sobre bastidores em Atlético e Paraná

Paraná Clube

A eleição para a presidência do Paraná acontece amanhã, entre 10h e 20h, na sede Kennedy. São duas chapas: Rubens Bohlen, pela situação, e Ivan Ravedutti, pela oposição.

Bohlen tem ao seu lado Paulo César Silva, atual diretor de futebol, e Luis Carlos Casagrande, funcionário do clube há 30 anos, na área social. Ambos são candidatos a vice-presidente na chapa. O trunfo de Bohlen é um planejamento empresarial feito em parceira com o Senai, pensando o clube a longo prazo. Algumas das metas divulgadas são (texto da assessoria da chapa):

– Tornar-se referência como clube que envolve entretenimento, futebol e outros negócios de forma integrada;
– Gestão profissional em áreas prioritárias que se estenderão para todas as demais áreas do Clube;
– Na área de marketing, implantação e gestão de área comercial própria, contratação de área comercial terceirizada, contratação de empresa especializada em captação de investimentos para o esporte, estabelecimento de parcerias diversas com colaboradores interessados em captar recursos para o Paraná Clube mediante remuneração como autônomo;
– Reestruturação da metodologia de gestão de informação em âmbito de coordenação de comunicação e assessoria de imprensa;

O que pesa contra Bohlen é o desgaste da atual gestão no futebol. A diretoria composta por Paulo César Silva naufragou no Estadual, sendo rebaixado em campo (pode permancer na Série Ouro se o Rio Branco for punido pelo STJD) e deixou escapar a vaga no G4 da Série B depois de 14 rodadas seguidas entre os melhores.

Já Ravedutti conta com Darkles Oliveira e Oliveiros Neto como seus vices. Darkles é membro do site Paranautas, um dos principais fóruns de discussão do Tricolor na Internet; Oliveiros é do grupo de José Carlos de Miranda. As principais propostas divulgadas são (texto da assessoria):

– valorização do patrimônio do clube;
– consulta ao quadro social, sobre eventos;
– valorização dos atletas formados no clube;
– profissionalização da gestão do futebol;
– projeto de modernização dos estádios.

Ravedutti tem como trunfo o mesmo que tem como fraqueza: pessoas novas na gestão paranista. Se por um lado mostra algumas caras novas, não ligadas a atual gestão, infeliz no futebol, também peca pela inexperiência, já que todos iniciarão sua vida administrativa no clube caso vençam. Exceção feita, claro, a Oliverios, que traz o apoio do ex-presidente José Carlos de Miranda.

Atlético

Mário Celso Petraglia oficializou ontem (segunda) a chapa CAPGigante, que concorrerá como oposição nas eleições atleticanas, em dezembro. Ele reuniu 300 nomes para o conselho, do qual deve ser candidato a presidência. Petraglia ainda não definiu quem o acompanhará na chapa, como candidato a presidencia do conselho gestor. A bem da verdade, Petraglia pode ocupar um ou outro cargo, dependendo da composição.

“Ainda temos tempo. Não definiram ainda quando será a eleição. Se cair, pode ser que mudem a data, para dar uma esfriada”, disse o ex-presidente e candidato. O edital da eleição está previsto para semana que vem, dia 15.

Petraglia enfrentará do outro lado a chapa Paixão pelo Furacão, com Enio Fornea como candidato ao conselho deliberativo e Diogo Fadel como candidato a presidencia do conselho gestor.

Rápidas e precisas

Miranda: No muro, mas mais pra fora

Politicamente forte dentro do Paraná Clube – e até há pouco cotado para ser candidato -, o ex-presidente Professor Miranda ainda não manifestou apoio público, mas disse ao blog que deve ficar com a oposição, desagradado com a possível chapa da situação. “Não foi o que foi agendado, mas nós estamos recebendo convites e o segundo vice (Oliveiros Machado Neto) é do nosso grupo. Eu apenas combinei de aguardar, mas parece que não vai mudar o quadro”, disse.

A chapa de oposição terá o conselheiro Ivan Ravedutti como candidato a presidência. Como o atual presidente, Aquilino Romani, recusou tentar a reeleição, a situação pode fechar com Arnaldo Reis para a presidência, com Paulo César Silva como um dos vices.

Dispensas de Edilson e Rafael Santos

O Atlético demorou, mas tomou a medida de dispensar os jogadores acima citados “para dar um exemplo aos demais”, segundo um diretor que pediu para não se identificar. Edilson estava junto com Madson no episódio da cerveja no CT, que resultou na dispensa do meia – e, tardiamente, no retorno do lateral para o Grêmio. Rafael Santos, pelo que descobri no clube, era fiel companheiro de ambos. Além de que não viveu um ano muito iluminado. Falhou grosseiramente contra Grêmio, Fluminense, Ceará e Vasco, entre outros, como mostra o compacto abaixo, exibido no Jogo Aberto Paraná há alguns dias:

Morro García

Apesar de algumas negativas públicas, o Atlético esteve com representantes jurídicos no Uruguai essa semana, estudando alternativas para o caso de Morro García, suspenso por doping no Uruguai. Como ainda não foi informado oficialmente pela Fifa, o clube preferiu tirar o jogador das partidas, para não correr mais riscos. Uma nova alternativa é estudada pelo jurídico do clube: adiar o pagamento de algumas parcelas até o fim da suspensão (se a Fifa confirmar a mesma) do jogador.

Cris fora

O zagueiro Cris também sentiu a navalha nessa quinta-feira: foi dispensado pelo Paraná Clube. O diretor de futebol Paulo César Silva não deu entrevistas sobre os motivos da dispensa. Cris chegou a ser capitão da equipe nessa Série B.

Copel no Paranaense 2012?

Promessa antiga do ex-vice-governador Orlando Pessuti, a Copel pode patrocinar as equipes no Campeonato Paranaense 2012. Comenta-se nos bastidores que o valor seria de R$ 500 mil para as equipes do interior e um valor maior para os times da capital. A assessoria da Copel disse não ter informações sobre o assunto.

Ênio Fornea será o adversário de Mário Petraglia nas eleições do Atlético

Fornea lançará candidatura depois do feriado (foto: site Notícia FC)

A chamada “terceira via” das eleições do Atlético em dezembro já tem nome: Ênio Fornea. O ex-vice-presidente do Rubro-Negro decidiu na madrugada de hoje (quinta para sexta) que vai concorrer ao conselho deliberativo do clube, até aqui, contra um único candidato: Mário Celso Petraglia.

Fornea e sua chapa não se dizem oposição, mas também desvinculam-se de Marcos Malucelli, atual presidente atleticano. Já Petraglia se posiciona como opositor. De curioso, o fato de que Fornea era vice de Malucelli até julho e Petraglia elegeu o atual mandatário como seu sucessor.

Nas negociações para a montagem da chapa, cogitou-se uma aproximação entre os lados, mas que não foi aceita. Petraglia chegou a se manifestar favorável a uma terceira via nas redes sociais, mas, por ora, haverá bate-chapa.

No entanto, a princípio, nenhum dos dois deve ocupar a presidência do conselho gestor, subordinado ao deliberativo. Ambos ainda decidem quem será seu indicado na chapa. Para entender: o cargo que ambos disputam é ocupado hoje por Glaucio Geara; o cargo de presidente gestor é que é de Malucelli.

Para esse posto, a chapa de Fornea tenta articular um nome que poderia causar impacto junto aos sócios-torcedores: convencer Marcos Coelho, campeão brasileiro em 2001, a aceitar a indicação. É possível que esse sim venha até quarta, 03/11. Petraglia ainda não ventilou nenhum nome para o posto.

Como a política do Atlético acaba sempre recorrendo aos mesmos nomes, cabe outra curiosidade: Fornea era o homem da obra na Arena para a Copa quando vice de Malucelli; ao criar a comissão de auto-gestão, esse posto passou para Petraglia. Ou seja: se vencer o pleito, Fornea conviverá com Petraglia de qualquer maneira.

Estima-se que cerca de 9 mil sócios possam votar nas eleições do clube, em dezembro.

Sobre a lista de Petraglia

O dia está acabando e como estive aterefado com a Copa e suas consequências, além de um trabalho para a pós-graduação em Gestão Esportiva, acabei só podendo escrever agora sobre a lista de Mário Celso Petraglia, divulgando supostos valores de salários de alguns jogadores do Atlético. Não colocarei os valores aqui. Considero um assunto particular de cada um e também de interesse do clube. Mas como escrevo para todas as torcidas e o tema ferveu o dia todo, desde o Jogo Aberto Paraná, blogs locais, Twitter e a cobertura das rádios, manifesto-me sobre o assunto. Pra mim, a coisa é simples, e colocarei em tópicos misturando informação e opinião:

– Indelicada e invasiva, a lista não acrescenta nada, nem na situação dura do Atlético no Brasileiro, nem na campanha de Petraglia a presidência do clube. Ao contrário; pela repercussão negativa, o candidato parece ter perdido até.

– Não se revela o salário de qualquer profissional. O patrão sabe quanto paga e o empregado aceita porque merece ou precisa. Isso vale para futebol, jornalismo, medicina ou qualquer área. “Cada um sabe onde o calo aperta” é um ditado que resume.

– Todo clube tem suas diferenças salariais. Neymar ganha mais que Pará, no Santos, por exemplo; o mesmo vale para Ronaldinho e Willians, no Flamengo. E, como disse o Léo Mendes Jr., quando nós começamos como repórteres, ganhávamos menos que os editores, que ganhavam menos que os diretores de redação, etc. É a ordem natural das coisas.

– É populismo dos mais baratos julgar os jogadores pelos valores citados. Qualquer profissional de futebol padrão Série A ganha mais que 98% dos trabalhadores brasileiros. É o mercado, inflacionado, e não é uma exclusividade do Atlético. Lamentavelmente, o Brasil tem discrepâncias em todas as áreas sociais. Futebol é só mais uma. Quisera eu fossem os professores, policiais e médicos.

– Dizer que isso é reflexo de má administração também é bobagem, já que o mercado impõe esses valores. O melhor jeito de dizer isso é mostrar a tabela do Brasileirão.

– De positivo, a prerrogativa aberta: adepto da transparência, Petraglia dá sinais de que colocará ao público todos os valores da obra na Arena, da qual é gestor. Ou não?

– O Atlético informou que a lista tem valores reais e outros nem tanto. Segundo a diretoria do clube, com a qual conversei, mas que não quis dar entrevista oficial, os meninos da base têm um plano de aumento de salários por participação nos jogos e evolução ano a ano; além disso, garantiu que Kléberson é pago pelo Flamengo, integralmente, e Marcelo Oliveira o mesmo, mas pelo Corinthians. E que os demais, como Cléber Santana, são pagos 50% aqui, 50% na origem. É a versão oficial.

Mais uma:

A Folha de SP informa que o Atlético está contratando o meia Thiago Potiguar, considerado o craque do Paysandu na Série C – o time luta pelo acesso para a Série B – em troca de cadeiras da Arena da Baixada, o que causou rebuliço no Pará.*

Conversando com diretores do Atlético, a posição é: não existe essa negociação. O clube desconhece e, como já vem repetindo há tempos, o atual presidente Marcos Malucelli não fará contratações já que deixa o Atlético em dezembro. Ainda, segundo a diretoria do Atlético, as cadeiras podem até ir para a Vila Capanema, que teria uma pequena reforma para abrigar jogos menores do clube durante as obras.

No Pará, a negociação é dada como certa. Quem estaria por trás?

*Por falar em rebuliço no Pará, confira a presepada que se meteu Josiel, ex-Paraná, que hoje defende o Paysandu. Mau exemplo.

Mobilização atleticana

A água bateu no queixo. Para o jogo de domingo, na Arena, contra o Ceará, não tem desculpa: é vencer ou vencer.

O Atlético tem brincado com a sorte em 2011. Mesmo com uma campanha abaixo da crítica, consegue se manter vivo graças a incompetência dos adversários. Nem adianta fazer contas. Paulo Baier já disse: “É o último suspiro.”

Ontem, no CT do Caju, os jogadores convocaram mais que a torcida: convocaram a comunidade a salvar o Furacão. Nem se trata de transferência de responsabilidade. Depois de tanto errar, o que eles querem mesmo é um pouco de sossego e adquirir confiança para tentar sair do lodo.

Num ótimo trabalho de edição de Carol Mafra, o Jogo Aberto Paraná exibiu o vídeo abaixo. Sem números, sem interferência ou lembranças (verdadeiras) da fase do Atlético: apenas o apelo dos jogadores e do técnico por ajuda. Confira:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba, Canal 2, para Curitiba, Paranaguá e litoral e Ponta Grossa e Campos Gerais.

Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Rápidas e precisas

Nike e Coritiba

O Coxa não confirmará antes de 01/01/2012 a parceria com a Nike, nova fornecedora de material esportivo do clube; mas já está tudo acertado. Nessa semana, dois diretores do Coritiba estiveram em São Paulo aprovando o modelo da camisa. Pela descrição que ouvi, “está bela e simples”. Sigo tentando imagens da mesma.

Há uma multa pesada com a Lotto caso o Coritiba se manifeste oficialmente sobre o assunto. Então tudo que se ouvirá oficialmente até o prazo previsto é: “estamos em negociação”. Mas tenho de fonte segura que quem vestirá o Coritiba em 2012 é a Nike.

Em tempo: a Umbro, patrocinadora do Atlético, também é do grupo Nike. Mas, por ora, não há movimento no sentido de deixar a dupla com a mesma marca na camisa.

Morro García

Com doping positivo para cocaína, o atacante mais caro da história do futebol paranaense está suspenso por dois anos de qualquer competição uruguaia. No Brasil, ele pode atuar normalmente – a não ser que a Fifa resolva intervir. Fato é que o Atlético está livre de qualquer responsabilidade sobre o caso – por ora. Afinal, ele pode estar em algum teste feito no país também. O clube ainda não foi informado de nada.

Mesmo assim, o Atlético estuda algumas hipóteses sobre como proceder. Entre elas está até uma possível devolução do jogador ao Nacional. Isso depende da possibilidade jurídica e, claro, seria uma dura negociação. A mecânica explicada na época da contratação de García pelo então diretor Alfredo Ibiapina reza que o contrato ainda é do Nacional e que o Atlético paga prestações por El Morro.

O artifício impede que ele faça algo como o que fez Ariel; se fosse vendido por bom desempenho no Brasileirão, o Atlético teria prioridade no recebimento. Nesse caso, ainda não se sabe como o clube agirá.

Premiação

O Atlético acertou uma premiação por vitórias seguidas ao grupo de jogadores na reta final do Brasileirão. Três resultados positivos em sequência podem render até 150 mil reais ao grupo de jogadores, a ser partilhado.

Bafômetro

Trinta e seis latinhas de cerveja são coisa para qualquer fígado, imagine então o do pequenino Madson. O Atlético nega, mas no CT do Caju corre a informação de que o botequeiro solidário a Madson era o lateral-direito Edilson, que não atuou contra o Vasco por estar “com dores no joelho”.

Bill

O Coritiba não ficará com Bill para 2012. A informação nem causa tanto impacto assim, já que o Coxa já garantiu o retorno de Marcel ao time. Mas o artilheiro do time no Brasileiro será devolvido ao Corinthians, segundo um conselheiro, “porque aproveita mais o potencial que tem na noite em Curitiba”.

Copa das Confederações e Fan Fest

Ganha corpo a participação de Curitiba na Copa das Confederações 2013; Porto Alegre está fora da competição, bem como o Rio de Janeiro. A Fifa oficializará as cidades-sede e as datas até o final do ano. As sedes precisam ser necessariamente as mesmas da Copa 2014, pois se trata de uma competição teste. Belém, confirmada na Copa América 2015 há poucos dias, está fora, por exemplo.

Já no dia 31 deste mês a Fifa virá a Curitiba inspecionar e aprovar os três locais das Fan Fests que se realizam durante o Mundial. Jardim Botânico, Parque Barigui e Pedreira Paulo Leminski são os locais escolhidos.

Plano de sócios

Na próxima semana, o Coxa lançará um novo plano de sócios, contemplando uma modalidade a R$ 9,90 para quem não pode ir ao estádio, mas quer ajudar o clube. A diretoria deve confirmar detalhes até segunda-feira.

Bad Beat*

Rink, entre o poker e o Atlético: retrato de escolhas erradas

Paulo Rink protagonizou um episódio marcante na dura caminhada que o Atlético faz rumo à Série B 2012. Foi logo após a derrota para o Avaí, 0-3, que matou a reação que o Furacão ensaiava ao vencer o Inter. Rink cobrou comprometimento do elenco rubro-negro, nominando (por indução do entrevistador) jogadores como Marcinho, Cléber Santana e principalmente Paulo Baier:

“Eu nunca tinha pensado que o Atlético ia cair. Mas o jogo de hoje fiquei com medo. Não foi só a derrota (…) tô envergonhado, foi um dos piores desempenhos que eu vi esse ano, não só na parte tática, mas também na vontade. Hoje não corremos, não ganhamos divididas. Tem que conversar com eles para ver o que aconteceu. Hoje nós perdemos na vontade dentro de campo, ninguém quis jogar”.

O disparo contra o grupo de jogadores foi feito nos microfones da Rádio Transamérica. Rink não está errado. Nem foi o principal culpado pela derrota em Florianópolis. Rink é só mais um personagem na epopéia de erros atleticanos em 2011. Ele, gerente de futebol do clube, dividiu seu tempo nas vésperas de um jogo que pode ter significado o rebaixamento atleticano entre a gerência de futebol e o poker, no Brazil Poker Tour, o brasileiro da PokerStars.

Incompatível com a função. Inadimissível para um gestor profissional. No caso atleticano, mais um episódio tragicômico.

Eu gosto de poker. Jogo, estudo, sou entusiasta. Até já joguei ao lado de Paulo Rink. Não há mal nisso, como não há quando Wanderley Luxemburgo joga, apesar do barulho feito quando o hábito do polêmico técnico do Flamengo veio à tona. Bobagem e preconceito.

Mas eu não jogo enquanto produzo o Jogo Aberto Paraná. Nem um gerente de futebol deveria dividir suas atenções com o principal torneio de poker do País, cuja inscrição custa mais de R$ 2 mil. Muito menos na tarde em que o gerente é a pessoa que melhor pode passar confiança aos atletas para o jogo decisivo, ou quando o gerente foi um ídolo com a camisa do clube. E talvez por isso esteja sendo poupado.

Rink é, na verdade, o terceiro gestor de futebol do clube – quarto, se contarmos que o presidente Marcos Malucelli assumiu a função. Dos donos desse cargo, o Atlético apresentou (só em 2011) seis treinadores, três preparadores físicos, mais de 40 jogadores em campo. O episódio protagonizado por ele demonstra o profissionalismo da gestão do futebol do clube. E aqui, não se julga intenção ou caráter; apenas o óbvio: amadoristicamente, o Atlético caminha a passos largos para a Série B.

Uma bad beat das mais difíceis do torcedor engolir. Mas poker – ou gestão – não é sorte; é habilidade.

*Bad Beat: termo que define a aparição de uma carta desfavorável a um dos jogadores contra muitas possibilidades. Um exemplo: quando de todas as cartas do baralho, só uma ajuda o jogador – e justamente ela aparece, contra as probabilidades.

Update: Rink desligou-se (ou foi desligado) da gerência de futebol durante a tarde desta terça-feira. Não se surpreenda se ele voltar ao clube na mesma função ou no departamento de futebol em 2012, com Mário Celso Petráglia.

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Notas

Sem via alternativa

Apesar da promessa da CBF em dar a eventual vaga do Vasco na Libertadores ao Coritiba, caso a equipe carioca vença também a Copa Sulamericana, a Conmebol definiu hoje que nenhum país poderá ter mais de seis vagas e, em caso de título de algum time já qualificado, a vaga fica na competição, ou seja: o vice – ou melhor colocado sem vaga – fica com o prêmio.

Coxa no Pinheirão I

Esquentou a negociação para a compra do Pinheirão por parte da OAS, construtora baiana que já havia tentado participar da obra na Arena. O leilão do estádio, marcado para essa quinta-feira (6) pode nem sair: para executar o direito de compra antecipada, modalidade comum em leilões, a OAS deve antecipar cerca de R$ 65 milhões para quitação de débitos judiciais principalmente com o governo. Caso isso não ocorra, o estádio vai a leilão público com preço inicial de R$ 66 milhões. Durante toda a terça e também na quarta, o presidente da FPF, Hélio Cury, esteve em reuniões.

Depois de Atlético e Paraná, Pinheirão pode ser lar do Coritiba

Coxa no Pinheirão II

Se arrematar o imóvel, a OAS deve anunciar uma parceria com o Coritiba, para que esse possa ser o principal beneficiário do futuro novo estádio, em um projeto que contemplaria não só a praça esportiva, mas também um centro comercial e uma área para eventos e espetáculos. Oficialmente, o Coxa nega que já tenha algum tipo de negociação, mas a coluna apurou que existem alguns entraves na conversa, como por exemplo a maneira com a qual o clube obteria renda, já que placas e espaços comerciais/publicitários, além da bilheteria, interessam a OAS. O modelo é parecido com o da Arena da Copa em Recife – que, em tese, ainda não tem nenhum clube como beneficiário, já que os três grandes de Pernambuco tem suas próprias casas. O Coxa também evita anunciar o destino do Couto Pereira, mas a intenção de Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube, é pô-lo abaixo e construir um centro comercial que dê renda ao Coritiba – manifestou-me essa intenção ainda em 2010, quando os primeiros rumores surgiram.

Bom para o Atlético

Credor de R$ 15 milhões junto a FPF, o Atlético é outro que sairá no lucro com a venda do Pinheirão, seja qual for o destino. O clube, que nesta mesma semana lançou a etapa final das obras na Arena, ganharia novo fôlego financeiro.

Quem fala o que quer…

Pegou mal com alguns jogadores do elenco do Paraná as declarações do zagueiro Cris após o empate com o Duque de Caxias, pior time da Série B do Brasileiro. De cabeça quente após o resultado que praticamente sepultou as chances de acesso do Tricolor e deixou a equipe a quatro pontos de distância do rebaixamento. Alguns jogadores reclamaram da postura do jogador, que acusou, sem citar nomes, colegas de estarem “fazendo corpo mole” e, por isso, o time caiu de rendimento. “Trairagem”, confidenciou-me um jogador que pediu para não falar no assunto abertamente. Ouça a entrevista, gentimente cedida pela Rádio Banda B:

sonora-cris

Miranda Strikes Back

Ainda Paraná: o ex-presidente José Carlos de Miranda articula uma chapa de oposição para concorrer às eleições do clube, que ocorrem na segunda semana de novembro. Miranda dirigiu o clube entre 2004 e 2007, conquistando um Estadual e uma vaga à Copa Libertadores, mas deixou o comando sob denúncias de receber comissões em negociações de jogadores. Em 2009, cogitou lançar uma chapa, mas acabou apoiando a situação.

Invasão atleticana

O Atlético mobiliza a torcida para uma invasão à Florianópolis, para o confronto decisivo de domingo, 18h, contra o Avaí na Ressacada. Os sócios do clube participarão de uma promoção que dará 150 ingressos e direito de compra de mais um, a partir desta quinta (6); além disso, a carga total de 1.200 entradas foi comprada pelo Atlético e estará sendo vendida a R$ 20,00 na Arena a partir de sexta pela manhã. Com 27 pontos na 17a. posição, uma vitória sobre o Avaí em Florianópolis (19o., 22 pontos) e uma combinação de resultados podem tirar o Furacão da zona de rebaixamento. Ano passado, o Atlético venceu o adversário em Floripa: 1-0, gol de Maikon Leite:

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Mário Celso Petraglia no Entrevista Coletiva – parte II

Seguem abaixo os 4 blocos restantes do programa “Entrevista Coletiva” com Mário Celso Petraglia, exibido no domingo 18/09 na BandCuritiba, sobre diversos temas que interessam ao futebol do Paraná.

Assista e comente!




 

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