Porquê

Agonia sem fim (foto: Franklin Freitas @franklinje)

O atleticano olha para os lados, incrédulo. Não há saída. É a pior campanha do clube na história do Brasileirão até então. E pelo mesmo período, a pior de todos os tempos, superando (será que cabe esse termo?) a do América-RN em 2007, que, a esta altura, tinha 7 pontos em 10 jogos (fechou com 17 em 38).

O Atlético vai cair.

E por quê? É a partir da análise de seus erros que o Rubro-Negro pode tentar se salvar. E não são poucos.

Esse texto foi provocado a partir de uma tuitada de Marcelo Robalinho, sócio do filho de Mário Sérgio e empresário de Alex Mineiro. Disse: “Quando o #CAP pagar o Alex Mineiro, a praga dos 3 pontos acaba”, logo após mais uma derrota, desta vez para o Vasco, de virada. E praga pega? Bruxaria pega, como você já viu aqui?

Não sei.

Mas o que pega mesmo é um planejamento completamente equivocado e uma crise de gestão nunca vista por aqui. Sim, nunca. Porque o Coritiba rebaixado em 2009 vivia uma crise de vaidades, do campo ao gabinete, com muita gente querendo aparecer mais que o outro, dando e obtendo privilégios e esquecendo o principal: o clube. Mas não tinha os recursos que o Atlético tem. O mesmo, e em maior escala, se aplica ao Paraná: mesmo o rebaixamento no Estadual não é proporcionalmente tão grave, falando-se em gestão, quanto o momento atleticano. Explica-se: o Paraná, sem dinheiro, apostou (mal) em um time barato para o Paranaense. E deu no que deu. O problema do Tricolor é de recursos. Houve erros, mas não havia como fazer muito melhor.

A mensagem do empresário me provocou algumas lembranças. Há quanto o Atlético vem queimando seus ídolos? Há quanto o clube é mal visto no mercado da bola? Há poucos dias, o blog Cruzeiro Eu Sou provocou uma discussão. Queria entender como um clube com a estrutura atleticana pode chegar a um patamar tão baixo. Um dos primeiros a responder foi um personagem central do futebol paranaense:

Alex não deve ser visto por você, leitor que é atleticano, como um coxa-branca. Estamos falando de um dos maiores craques que esse Estado já produziu, inteligente dentro e fora de campo, bem-quisto pelos colegas e imerso no mercado. Alex é referência. E o que ele fala deve ser levado em consideração.

Assim como Marquinhos Santos, hoje no Coritiba, quando me disse “O Atlético produz para vender; o Coritiba, para ser campeão”. Na época a reportagem foi mal vista. Mas mostra uma disparidade entre a gestão dos clubes, que não vem de hoje e não é eterna.

Um clube de futebol existe para fazer a alegria do torcedor. Sim, é negócio e precisa dar lucro. Mas tem que ter gestão voltada para tal fundo. A política está matando o Atlético. A Série B que se apresenta cada dia mais real é apenas o pano de fundo. Muitos já foram e voltaram – e um dos melhores exemplos está em casa mesmo, ao lado.

Enquanto o Atlético patinar entre coronéis e saladas, quem sofrerá é seu povo.

Com o carimbo boquense de qualidade

O maior clube da Argentina escolheu o CT do Atlético para sua pré-temporada. Perto do encerramento, com quase 15 dias de presença do Boca Juniors em Curitiba, faço um mea-culpa: acho que a imprensa local não deu a dimensão exata do que representa ter o clube de maior torcida e que dominou a América no início dos anos 2000 em Curitiba.

O Boca, para os argentinos, é mais que um clube. Não é exatamente o que é o Barcelona para os catalães, mas se aproxima muito. É la mitad más uno, como se diz por lá; mais da metade dos argentinos é Boca. Não é Flamengo ou Corinthians aqui; a proporção é maior.

O bairro de La Boca não é só a casa do time. É o local da origem do tango, outro orgulho argentino. E do povo. O Boca é povo, é orgulho argentino. E já atravessou fronteiras.

Hoje, o Jogo Aberto Paraná exibiu reportagem com uma paranaense apaixonada pelo Boca, que realizou o sonho de conhecer astros como Riquelme e Schiavi. Nascida no Paraná e sem nunca ter visitado a Argentina, Edna é Boca Juniors.

Sua história de amor pelo Boca passa pela presença do ex-presidente da Fifa, João Havelange e, claro, Diego Maradona. Assista:

Também me confesso boquense. Estive na Argentina em várias ocasiões, mas foi na primeira, em que conheci La Bombonera, que fiquei fã do Boca. Nada comparado a paixão da Edna, mas uma admiração que me faz até ter satélite para ver o Argentinão na TyC Sports ou na Fox Sports ao longo do ano. Mas sou cara-de-pau: além do Boca, torço por Racing e Huracán no país vizinho. Coração de mãe.

Bastidores da passagem do Boca

Além do sucesso na noite curitibana, relatado aqui pelo Zé Beto, os craques do Boca se impressionaram com a estrutura do CT atleticano. O diário Olé chegou a preparar um material especial sobre a pré-temporada brasileira do Boca (aqui, cara) coisa que vimos pouco na imprensa nacional.

Boca treina no Caju: Riquelme se impressionou (foto: Guilherme Linhares)

Riquelme, tido por muitos como arrogante, foi simpático com funcionários e torcedores que chegavam até ele no CT. Para os boquenses do Brasil, em especial de Curitiba, ficará a lembrança, como conta Guilherme Linhares, estudante de Relações Internacionais e filho do narrador do SporTV, Linhares Jr:

“Muito bacana ver um clube argentino de perto, ainda mais sendo o maior deles. Uma oportunidade única, que talvez só um time como o Atletico pode oferecer devido sua estrutura. Sentir o clima de uma equipe como o Boca nao tem preço para mim que sou apaixonado por futebol. Ter a chance de ver o craque Roman Riquelme e pegar seu autografo e algo dificil de se explicar.”

Resta esperar como será o desempenho do Boca no Apertura/11 pós CT do Caju. E descobrir porque o CT do Atlético não emplaca com o próprio.

Abaixo, segue tradução do texto para o espanhol:

El club más grande de Argentina eligió el CT de Atlético a su pre-temporada. Cerca del final, con casi 15 días en la presencia de Boca Juniors en Curitiba, hago un mea culpa: Yo creo que la prensa local no le dio la dimensión exacta de lo que significa tener el mayor club de fans, que dominó América a principios de los de 2000 acá en Curitiba. Boca, para los argentinos, es más que un club. No es exactamente lo que los catalanes de Barcelona, ​​pero está muy cerca. Es La Mitad más Uno, como dicen por ahí, más de la mitad de la hnichada de Argentina. Flamengo y Corinthians no se acercan, la proporción es mayor. El barrio de La Boca no es sólo la casa del equipo. Es también el sitio de origen del tango, otro orgullo argentino. Y el pueblo. La Boca es el orgullo de la gente de Argentina. Que ha cruzado fronteras. Hoy, Jogo Aberto Paraná mostró una historia de amor con Boca, que hizo el sueño de Edna visitar las estrellas como Riquelme y Schiavi. Nacida en Paraná, sin nunca haber visitado Argentina, és hincha de Boca Juniors. Su historia de amor con Boca pasa a través de la presencia del ex presidente de la FIFA Joao Havelange y, por supuesto, Diego Maradona. (Video)
También me confieso Boca. Yo estuve en Argentina en varias ocasiones, pero primero contacto con La Bombonera, me quedo de Boca. Nada comparado con la pasión de Edna, pero que me hace tener el satélite y ver a Clausura/Apertura en TyC Sports o Fox Sports durante todo el año. Pero estoy cara a acciones, más allá de la boca, alentando a Racing y Huracán en Argentina. Corazón de Madre.
Backstage Pass Boca
Además del éxito de la noche en Curitiba, informó aquí por Ze Beto, las estrellas de Boca hizo impresionado con la estructura de la CT de Atlético. El diario Olé preparó un material especial de Boca en Brasil antes de la temporada; lo hemos visto poco en la prensa brasileña. Riquelme, considerado por muchos como arrogante, era amable con el personal y los aficionados que acudían a él en el CT. Hinchas de Brasil, Curitiba, en particular, como se recordará, según lo contado por Guilherme Linhares, un estudiante de Relaciones Internacionales y el hijo del narrador de SporTV , Linhares Jr: “Muy bonito para ver de cerca un club argentino, aunque la mayor de ellas. Una oportunidad única, tal vez sólo un equipo como el Atlético puede ofrecer debido a su estructura. Sienta la atmósfera de un equipo como Boca no tiene precio para mí que Soy un apasionado del fútbol. Tener la oportunidad de ver el as Román Riquelme y obtener su autógrafo y algo difícil de explicar.” Sólo podemos esperar el desempeño de Boca en Apertura/11 despues del CT. Y averiguar por qué CT de Atlético no ayuda a suyos propios.

Reportagens: Jogo Aberto Paraná 14/07/2011

Se você não pôde assistir o programa hoje, confira as reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná aqui pelo blog.

Coritiba x Fluminense

Impossível falar do jogo de sábado sem lembrar o encontro de 2009, que resultou no traumático rebaixamento alviverde. De lá pra cá, muito mudou.

O meia Tcheco viajou no tempo e fez uma análise da realidade atual dos dois clubes. Confira:

Pergunta: há males que vem pra bem? Qual você acha que seria o destino do Coxa caso o time não tivesse sido rebaixado naquele fatídico jogo? Interaja!

Atlético

Chega de pessimismo! É a ordem de Renato Gaúcho no CT do Caju. Em situação crítica no Brasileirão, o Atlético precisa reagir e, para isso, o novo treinador aposta num astral diferente. Para ele, não é mais momento de lembrar o quão difícil está o momento do Rubro-Negro. Assista!

O Atlético jamais venceu o Vasco em São Januário. Mas para tudo tem uma primeira vez. Será com Renato Gaúcho, um cara que conhece muito cada canto do Rio de Janeiro? Comente!

Paraná Clube

Brinner, ex-Cianorte, é a aposta para a zaga tricolor, com dois jogadores suspensos, contra o Vila Nova. Desentrosamento? Brinner resolve no papo:

Avisa o Silvio Rauth Filho, do JE, que o duelo reune os times mais “amarelados” da Série B. Saiba mais clicando aqui e comente abaixo!

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba. Acompanhe!

Chuta que é macumba!

O colega de Jogo Aberto Paraná, Gerson DallStella, conta, em seu blog, uma história de macumba em Atletiba*. Leia um trecho abaixo e clique no link para conferir mais:

“(…) Domingo de Atlé-tiba, Couto Pereira lotado 52.000 pessoas, o 2º maior público em Atlé-tibas da história,(o 1º foi no dia 17 de Dezembro de 1978, com Manga no gol Coritiba vence nos penaltis) 1º de Maio dia do trabalho, viemos de uma concentração que havia começado na quinta-feira, muito truco, poker, estudo e pensamentos direto no clássico. (…) Em frente, algumas velas vermelhas e pretas, colocadas no poste esquerdo da trave. Bem, nem sei no que pensei, mas fiz exatamente como alguém me mandou fazer. “

*A grafia correta de Atletiba, sem partidarismo clubístico, é a junção do prefixo “Atle” com o sulfixo “tiba”, de Coritiba, cujo “t” não é maiúsculo na palavra. Assim como o correto é “Grenal” e não “Gre-Nal”; o mesmo não se aplica a outros clássicos regionais, como San-São (sulfixos nos dois casos, Santos e São Paulo) ou Fla-Flu.

Reportagens – Jogo Aberto Paraná 13/07/2011

Se você não assistiu ao Jogo Aberto Paraná hoje, na Band, fique por dentro das principais informações dos times de Curitiba, assistindo os vídeos abaixo!

Atlético

O Rubro-Negro perdeu Paulo Baier por lesão, para o jogo de sábado, contra o Vasco, no Rio. O técnico Renato Gaúcho falou sobre a lesão e o desfalque:

O baixinho Madson, que após o jogo contra o Avaí pediu “pra alguém benzer a Baixada” pela falta de gols do time, voltou a falar no assunto. O vídeo abaixo tem a participação especial de Chik Jeitoso, o bruxo da bola:

Passe no twitter e deixe seu recado sobre esses temas para @napoalmeida e @jogoabertopr!

Coritiba

O meia Tcheco, um dos jogadores mais identificados com a torcida alviverde, reclamou das cobranças após o jogo contra o Grêmio, considerando-as exageradas. Confira a entrevista do ídolo coxa:

Você concorda com Tcheco? Comente abaixo e também pelo twitter @napoalmeida e @jogoabertopr!

Paraná Clube

O Tricolor perdeu ontem a vaga no G4, com a vitória do Náutico sobre a Americana Futebol S/A, 3-2. Pode voltar ao grupo de elite na sexta, se vencer o Vila Nova. A cada rodada, a competição se torna mais difícil – e é exatamente a análise de Lisa, lateral-direito do Paraná:

Pelos twitteres @napoalmeida e @jogoabertopr dê seu pitaco sobre a Série B: mais difícil que em 2010?

Bruxo da bola lança a sorte atleticana

Sete derrotas em nove jogos, apenas dois gols marcados e a lanterna do Brasileirão. A fase do Atlético já passou do mau desempenho em campo: “Precisa trazer um pastor pra benzer aqui”, disse o meia Madson.

Com bom humor e misticismo, o Jogo Aberto Paraná de hoje recebeu o bruxo Chik Jeitoso para ver: existe algum sapo enterrado na Baixada? A idéia é, através da crítica bem humorada e caricata, trazer alguma luz ao debate atleticano.

Chik jogou as cartas e… bem, assista o vídeo, que passou de Antônio Lopes a Mário Petráglia, com a leitura mística do Bruxo mas futebolista do Brasil:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba.

Em tempo: A presença do bruxo Chik Jeitoso no programa não pretende ofender a nenhum posicionamento religioso e/ou político. Eu, particularmente, sou espírita e respeito católicos, umbandistas, evangélicos, ateus e qualquer posicionamento religioso que não ofenda a regra mais básica: “não faça ao próximo o que não gostaria que fizessem a você”. Ainda: o Jogo Aberto Paraná não tem posicionamento político na discussão eleitoral atleticana. O programa, no entanto, não abre mão de debater os temas que interessam o torcedor paranaense, sem se omitir. Respeitamos todas as correntes e achamos que, uma vez bem informados, os torcedores e sócios de cada clube devem decidir o melhor para si no foro correto: o próprio clube.

Reportagens – Jogo Aberto Paraná 11/07/2011

Assista duas reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná de hoje, na Band Curitiba.

Abaixo, a primeira entrevista coletiva pós-jogo de Renato Gaúcho no Atlético, após o 0-0 com o Avaí. Os melhores momentos do jogo estão no mesmo vídeo:

Acompanhe também os gols da vitória do Operário sobre o Juventus/SC, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa, em amistoso preparativo para a Série D do Brasileiro:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e Litoral.

Trabalhando e coçando

O indiscreto e atento Geraldo Bubniak, do Futebol Paranaense.net, esteve no CT do Caju acompanhando o primeiro treino de Renato Gaúcho no Atlético e fez o vídeo abaixo.

Lá estavam Alfredo Ibiapina, diretor de futebol, e Luiz Fernando Cordeiro, coordenador de futebol, passando instruções ao novo técnico, que estava ali, trabalhando e… coçando.

Detalhe para a participação de Marcinho, já de colete titular. Ele está regularizado no BID e pode ser surpresa contra o Avaí.

Entre as maiores

Coritiba e Atlético, pela ordem, estão entre as cinco maiores torcidas do Brasil após 8 rodadas no Brasileiro. Confira:

1 – Bahia – 28.067 torcedores por jogo
2 – Corinthians – 23.572
3 – Flamengo –  20.689
4 – Coritiba – 16.238
5 – Atlético – 15.422
6 – Grêmio – 14.775
7 – Atlético-MG – 13.469
8 – Inter – 13.180
9 – Palmeiras – 11.412
10 – Ceará – 11.276
11 – São Paulo – 11.020
12 – Botafogo – 10.143
13 – Vasco –  9.046
14 – Figueirense – 8.133
15 – Cruzeiro – 7.765
16 – Fluminense – 6.823
17 – Atlético-GO – 6.580
18 – Santos – 4.851
19 – Avaí –  4.200
20 – América-MG – 3.675

Os números estão no site oficial da CBF. O Coxa fez cinco jogos em casa; o Furacão, três.

Ambos também estão entre os cinco maiores parques associativos do País (Inter, Grêmio e São Paulo completam a lista). Mas isso é assunto pra outro post, já em fase de apuração.

Comente!

A chegada de Renato

Renato Gaúcho foi apresentado hoje à tarde na Arena sob os olhos de boa parte da imprensa curitibana. Muita gente, até da velha guarda, esteve ou apenas passou (foi o meu caso) para ver o treinador com o maior salário da história do futebol paranaense. Estima-se R$ 350 mil reais por mês.

Renato não terá vida mole. A fase atleticana é terrível e, querendo ou não, ele terá papel de salvador da pátria. Mas, sem nem mesmo dirigir a equipe, já começou a dar resultados. Renato é marketing. Basta ver o banner atrás dele na entrevista abaixo:


(Esse é o primeiro vídeo post que faço. Peço desculpas pela precariedade. Vai melhorar, diria o Adílson Batista)

Se você quer ver a entrevista completa, assista ao Jogo Aberto Paraná amanhã, 12h30, na Band Curitiba.

Notem também que ele recebeu a camisa 10 do Atlético, com seu nome. E que em seu agasalho há um “RG”. É mais que a personalidade do treinador: é uma maneira do clube tentar criar o mito Renato, presente no Grêmio e no Fluminense, na Baixada.

Renato nunca jogou no Atlético. Pelo contrário: defendeu dois times que causam arrepios nos torcedores rubro-negros (os acima citados). Mas é persongem nacional. Apenas no dia da sua apresentação, emplacou capa nos portais Globo.com, Terra e ESPN; uma busca por “Renato Gaúcho chega ao Atlético” no Google traz 835 mil resultados. Com Renato, o Atlético voltou a ser notícia boa – ao menos por um dia.

Se no campo vai dar certo, não se sabe; mas nas declarações que pude ler (não acompanhei a entrevista inteira) ele pareceu o cara certo para o drama atleticano. Disse que conhece o boleiro pelo cheiro e que o que esse time precisa é de confiança.

E um cara que diz que transou com mais de mil mulheres deve ter auto-estima e confiança de sobra para passar.

Linha tênue II

Há poucos dias escrevi sobre a linha tênue que o Atlético vem criando ao permitir opinião institucional à facções organizadas, como no caso da invasão ao CT (Leia aqui e assista reportagem aqui).

Pois hoje, logo depois da coletiva de imprensa, membros de uma das organizadas atleticanas foram ter um particular com Renato, Foram “conferir se ele ia honrar o salário que o Atlético vai se lascar pra pagar a ele”, apurei. E ouvi de gente de dentro do clube que a relação aberta com as organizadas é uma tentativa de controle de rebelião. Uma troca de gentilezas, por assim dizer.

A política do clube está em ebulição. E essa condução liberal demais (que também me confidenciaram ser na verdade ausência de comando central) pode ter um preço. Se o milagre de Renato não vier e o couro comer, o comando atleticano é co-responsável.

E, convenhamos, ninguém gosta ou trabalha melhor quando é coagido.