15 minutos com Rafael Cammarota

Voltei aos anos 80 nesta quinta. Direto de São Paulo para uma infância em Curitiba, num papo com uma lenda do futebol paranaense, um dos ídolos de todo garoto que gostava de futebol naquela década: Rafael Cammarota. Campeão no Atlético, campeão no Coritiba, Rafael tinha – e ainda tem – aquele bigode texano e cabelos compridos.

Conseguiu o feito de ser ídolo nos maiores rivais do Paraná – quase ganhou o Brasileirão pelos dois. Melhor para o Coxa, que teve nele, em 1985, um paredão intransponível. Rafael Cammarota é paulista de nascimento, mas se diz curitibano. Nesta quinta, o recebi no Terra para ser comentarista em Steaua Bucareste 1-0 Chelsea, pela Liga Europa. Foram 90 minutos de bola rolando, com o atual técnico – ainda sem clube – comentando. Mas antes, batemos um papo de 15 minutos sobre os anos 80 no futebol paranaense.

O jeitão é o mesmo dos tempos de jogador. Fala, conta histórias. A primeira delas, ainda na redação foi afirmar categoricamente: na histórica semifinal do Brasileirão de 1985, no Mineirão, aos 33 do 2o tempo, um chute muito contestado pelo lado do Atlético-MG , não entrou. “De jeito nenhum! Tirei na linha, tenho foto e tudo mais. Isso é choro dos mineiros!” O título de 1985 é a grande recordação dos tempos de jogador. “Era um grupo legal. O professor Ênio [Andrade, técnico campeão] conhecia muito de futebol.” O arrojo nas saídas do gol é a razão para o sucesso, contou: “Eu era meio maluco, me jogava mesmo na bola. Se goleiro é viado ou louco, eu sou pirado.”

O título brasileiro veio em 1985, mas podia ter vindo dois anos antes, no rival Atlético. Na semifinal contra o Flamengo, derrota no Rio por 0-3 e vitória em Curitiba por 2-0, construída no primeiro tempo. “Falam muita besteira desse jogo. Dizem que o Hélio Alves (então supervisor do Atlético) vendeu, mandou a gente se entregar. Que nada! A gente não fez o terceiro porque não conseguiu. Pô, do outro lado tinha Zico, Nunes, Adílio…”, conta.

Rafael fala pouco com os amigos daquele tempo. Heraldo, que o acompanhou na troca do Furacão pelo Coxa, é um deles. Ele se lamenta por Washington, que também brilhou no Fluminense, de quem era mais próximo. “Depois do jogo do Flamengo, o “seo” Hélio me ligou, já de madrugada. ‘Rafa, vem comigo, o Washington acertou o Gol’. Eu: como assim? O bicho tinha metido o carro numa loja no centro da cidade. Era o dia em que ele foi vendido para o Fluminense.” Triste, contou que soube que o ex-companheiro de equipe estava numa cadeira de rodas:  “Foi f., ele pegou essa doença [Esclerose Lateral Amiotrófica, ELA, uma doença degenerativa].”

A dupla Atletiba se mistura com a história de Rafael. Em 1985, era um dos melhores goleiros do Brasil. Foi convocado para a Seleção de Telê Santana, que iria para a Copa do México em 1986. Telê, como se sabe, era um dos técnicos mais disciplinadores do Brasil.

O Atletiba das faixas: fim da Seleção para Rafael (arquivo pessoal)

Campeão Brasileiro, o Coritiba resolveu fazer um amistoso comemorativo com o Campeão Paranaense. O rival Atlético. O jogo não terminou, após uma grande confusão. “Puta burrice, nunca vi fazer amistoso com inimigo. Dancei naquela, perdi a Seleção”, conta.

Rafael ainda rodou por Ponte Preta (vice paulista em 77), Grêmio Maringá (“O terceiro grande do Paraná”, diz), Corinthians, Fortaleza e Sport Recife (vice-campeão da 1a Copa do Brasil, em 1989), entre outros. Ao comentar Steaua x Chelsea, lembrou que excursionou com a Ponte à Romênia. “Eles tem umas namoradas bonitas por lá, viu?”, brinca, lembrando que, por falar italiano, ajudou a traduzir alguma coisa do que se falava por lá.

Pelo Sport, uma passagem marcante em 1989, não só para os pernambucanos. Vice-campeão da Copa do Brasil, defendeu o Leão também no Brasileiro. Acabou enfrentando o Coritiba no que viria ser um dos mais tristes episódios da história do clube: um torcedor invadiu o campo para agredi-lo. O Coxa perdeu um mando de campo, tendo que jogar em Juiz de Fora contra o Santos. Conseguiu uma liminar e não foi; levou WO e foi rebaixado para a Segunda Divisão. “Tem gente que diz que é culpa minha, tá louco! Eu fiz esse time ser campeão brasileiro. Foi tudo armação”, conta em detalhes: “O Jacob (Mehl, ex-presidente do Coxa) não gostava de mim porque eu ajudei muito o Evangelino. Com ele, assinava até contrato em branco. O Jacob não gostava. Quando cheguei no Couto pro jogo, o [Odivonsir] Frega, que era supervisor, me avisou: ‘Cuidado que querem aprontar pra você’. O jogo começou, o babaca invadiu o campo, me deu uma facada. Tomei dois pontos. Quem perdeu foram os clubes: o Sport tomou a virada e o Coxa deu naquilo.”

Depois, voltou ao interior de São Paulo. Foi buscado pelo técnico Zé Duarte para reforçar o Atlético, que viria a ser campeão estadual em 1990. “O Zé não confiava no Toinho (então goleiro) e o Marolla já não tava muito bem. Eu disse que não queria voltar, pois era difícil jogar, mas ele me convenceu.” Louco por carros, Rafael tinha um Opala preto. Num dos treinos na Baixada, apareceu entre os titulares. Chegou no carro, após o treinamento, e encontrou o Opalão cheio de velas de Macumba. “Foi o Toinho, aquele viado. Eu cheguei e disse pra ele: pode fazer a vontade. Quanto mais você fizer, mais eu vou pegar tudo.”

Encerrou a carreira na Ferroviária-SP, em 1995. Chegou a treinar alguns clubes, mas nunca conseguiu uma chance. “Eu queria treinar um time na minha terra, sou tão curitibano quanto você. Podia ser até o Jotinha, mas o Caxias [Alceu Mentta, ex-zagueiro, hoje comentarista] fica de onda, não me dá uma força com o Joel [Malucelli, presidente de honra do J. Malucelli]”, brinca. Curitibano que é, mesmo que por adoção, Rafael sabe que não será fácil vencer na terrinha. Por enquanto, valem as boas histórias que ele conta.

O outro “menino de ouro” do Coritiba agora é rival

Domingo será um dia especial para o meia Alex. Será a chance dele conseguir o primeiro título – ainda que apenas simbólico – com a camisa do Coritiba. O “Menino de Ouro” do Coxa deixou o clube ainda na época das vacas magras, em 1997, e nunca foi campeão pelo clube. Desde que deixou Curitiba rumo primeiro à São Paulo, depois a outros lugares no planeta, muitos “meninos de ouro” foram surgindo no Alviverde. Dirceu foi um deles.

Dirceu, de costas com a 5, na campanha da Copa SP 2007 (Foto: Coxanautas)

O então volante apareceu para a torcida coxa-branca na Copa São Paulo de Juniores de 2007. Logo na estreia, marcou 3 gols, chegando ao ataque com facilidade. Era também o cara das bolas paradas daquela equipe, que no profissional teria um ano difícil pela frente, com a queda para a Série B dois anos antes e não subira para a elite na primeira tentativa, com um time de astros. Todos os olhos estavam voltados para a base.

O Coxa deixou a Copa São Paulo nas oitavas. Dirceu iria demorar até ter chances no clube. Paranaense de Ibaiti, o então menino foi orientado a jogar como zagueiro – não se adaptou. Teve algumas chances com René Simões. Caiu no ostracismo e chegou a ser escalado de sopetão no Atletiba #342, vencido pelo Coxa por 3-2 no Brasileiro de 2009. Ambos estavam em situação difícil e o clássico parecia um divisor de águas. Derrotado, o Atlético se reinventou e escapou da queda; vitorioso com gol no último minuto, o Coxa se perdeu no elenco e acabou caindo novamente para a Série B no fatídico seis de dezembro.

Ao chegar no vestiário após o jogo contra o Fluminense, Dirceu, às lágrimas por vivenciar uma nova queda em seus 15 anos de clube, se deparou com uma cena que revoltou a ele, Edson Bastos e mais alguns atletas com identificação com o Coxa: um dos principais jogadores daquele elenco já estava de banho tomado e sorridente, abraçado com um conterrâneo e seus vários amigos, comemorando a transferência para um grande clube paulista. Houve bate-boca e ameaça de briga, contornada pela turma do deixa disso. Os “astros” deixaram o clube; Dirceu, Bastos e outros ficaram e o resto da história é conhecido.

Ainda assim, de “menino de ouro” a zagueiro com presença irregular na equipe, Dirceu nunca brilhou pelo Coritiba. A cada temporada, a cada técnico, o jogador acabava preterido no elenco. Mesmo quando agradava a alguns técnicos, não estava nos planos do departamento de futebol. Por isso, foi emprestado a Avaí, América-MG e agora, Londrina. Aos 25 anos, é considerado um dos pilares do Tubarão, ao lado de Germano e Celsinho. Ficará no LEC até maio – pelo menos.

Quis o destino que no próximo domingo Dirceu encarasse Alex na missão de impedir o ídolo de todo menino da base coritibana de conquistar o direito de tentar o primeiro título de sua vida como coxa-branca. Quis o destino que a primeira final em 21 anos para o Londrina de Dirceu passasse por um duelo contra o Coritiba que o formou. Coisas da vida, coisas do futebol.

Amador de Campo Largo tem história, recordes e Laranja espremida

Campo Largo também tem futebol. E a rivalidade rolou solta no final de semana na terra da louça.

por Ana Claudia Cichon*

Domingo, sol, futebol. Tem combinação mais perfeita? Este foi o cenário da primeira partida da decisão no Campeonato Amador Campolarguense. De um lado, “o mais emergente”. Do outro, o maior vencedor da competição. O duelo entre Laranja Mecânica e Internacional contou com um tabu – que não foi quebrado – e dois técnicos que já fazem parte da história do futebol amador.

Ivo Petri e Altevir Sales: cada um batendo recordes em uma área (Foto: Ana Claudia Cichon)

O treinador do Laranja – clube com apenas dez anos, mas retrospecto invejável (confira abaixo) – é Altevir Sales, nome que certamente está na memória dos atleticanos. Altevir defendeu a meta do time rubro-negro por cinco anos e detém um recorde impressionante: 1066 minutos sem tomar gols. A sequência ocorreu no Paranaense de 1977 e ainda hoje é guardada com carinho pelo arqueiro, que não esconde a torcida pelo Furacão, reforçada pela presença do filho, Christopher Sales, como treinador de goleiros do clube. “Não tenho condições de sonhar em comandar o Atlético, pois sou representante, tenho outro trabalho. Mas ter meu filho lá dentro é quase como se eu estivesse treinando”, comenta.

Altevir, recordista pelo Atlético (Foto: Site Oficial CAP)

Há quase 20 anos na função, Altevir já passou por clubes como Trieste, Iguaçu e Vila Hauer, e está na sua segunda temporada à frente do Laranja Mecânica, confiante na busca do bi campolarguense. “O Inter e o Fanático [outro clube amador de Campo Largo] tinham a hegemonia, e o Laranja chegou mostrando sua força. Fomos campeões ano passado e conquistamos vaga para a Taça Paraná por dois anos consecutivos, o que é muito difícil. É um trabalho para ser valorizado”, ressalta.

O técnico destaca ainda a importante participação e dedicação da diretoria do clube, que mesmo com dificuldades não mede esforços para melhorar a cada o clube. “É uma diretoria jovem, de meninos que estão começando na carreira, mas todo nosso sucesso recente é resultado do empenho deles, especialmente do presidente, Ricardo Coltro”.

  • O multicampeão

Papa-títulos. Este poderia facilmente ser o apelido de Ivo Petry Sobrinho, técnico do Internacional. Por todos os clubes que passou deixou seu nome gravado em algum troféu. Pelo Combate Barreirinha e pelo Trieste acumula os títulos da Suburbana e também da Taça Paraná. Pelo Inter, já comemorou o bi campeonato da Taça Paraná e o Sul Brasileiro, no ano passado. O que o motiva a continuar?

“Tenho uma amizade muito grande com atletas e dirigentes. Isso faz com as disputadas sejam agradáveis, me faz ter vontade de permanecer no amador”, explica. A boa estrutura encontrada nas equipes, especialmente no Inter, também conta. “É prazeroso fazer o amador nessas condições. Aqui temos uma torcida forte, que colabora, prestigia e cobra quando necessário. É um pessoal que gosta do amador”, complementa.

Com tantas conquistas, já recebeu alguns convites para treinar clubes do futebol profissional, mas como é comum no amador, possui outro emprego e não teria tempo para uma dedicação exclusiva. “Prefiro acompanhar de longe. Indico jogadores, realizamos amistosos, mas não pretendo assumir um time”.

O prestígio é tanto que alguns jogadores acompanham o técnico. “Tem atletas, como o Hideo e o Luisinho Netto, que sempre que podem estão comigo. Hoje, eles e outros que se destacaram nas últimas conquistas do Inter estão na Suburbana, mas têm um carinho muito grande pelo clube e já declararam que querem voltar. E eles serão muito bem-vindos”.

  • O jogo

Inter e Laranja já entraram em campo classificados para a Taça Paraná, maior competição estadual de futebol amador, mas nem por isso a rivalidade ficou de lado. Enquanto a equipe alvinegra luta para reconquistar o título municipal, o Laranja entrou em campo querendo o bi e, principalmente, quebrar um tabu: sair ao menos uma vez vitorioso do confronto.

Mas não foi desta vez. Dominando a primeira etapa, o Inter saiu na frente, com gol de Marquinhos, aos 38 minutos. No segundo tempo a equipe de Altevir partiu para cima, conseguiu chegar ao empate na cabeçada de Leomar (mais um destes que não conseguem pendurar a chuteira, o meia teve passagens pelo Atlético, Botafogo, Sport e Seleção Brasileira) e pressionou o time alvinegro, mas, como diz o ditado, “quem não faz, toma”. Luciano estufou as redes, fez 2-1 para o Inter e deixou o clube mais próximo de erguer mais um caneco.

Laranja Mecânica: Bernardo, Ritiely, Osmar, Edivaldo Péla, Juarez (Felipe Nowak), Jefinho, Leomar (Gregati), Guilherme (Tomas), Dione, Greg e Ale. Técnico: Altevir Sales

Internacional: Clodoaldo, Alex, Alison (Danilo), Barbosa, Willian, Kazu, Emerson, Reginaldo Vital (Nano Moro), Batata (Jardel), Marquinhos (Pelezinho) e Ioiô (Luciano). Técnico: Ivo Petry

No próximo domingo (11), a partida decisiva será no estádio Atílio Gionédis. Compareça e acompanha esta decisão do Campolarguense.

Desempenho do Laranja Mecânica nos últimos quatro anos:

2008 – 3º lugar no Campolarguense e Campeão da Taça Cidade de Campo Largo
2009 – Vice da Taça Cidade do Campolarguense
2010 – Vice do Campolarguense e 3º colocado na Taça Cidade
2011 – Campeão da Taça Cidade do Campolarguense
2012 – 1ª participação na Taça Paraná

*Ana Claudia Cichon gosta de futebol amador e esteve em Campo Largo tomando um suco de laranja no feriado

Suburbana: amigos, amigos, futebol à parte

O futebol é berço de amizades. Algumas, pra vida toda. Para dois goleiros da Suburbana, já são 19 anos de parceria. Ou quase: às vezes é preciso cada um ir pra um lado…

por Ana Claudia Cichon*

Escolinha de futebol de salão da AABB. 1993. Dois moleques de oito anos começam a dar seus primeiros passos no esporte. De cara, uma coincidência: ambos escolhem jogar debaixo do gol, naquela posição que, dizem, só não é pior que a de árbitro.

Leandro e Roberson, que hoje defendem as metas de Iguaçu e Bairro Alto, respectivamente, somam 19 anos de amizade e muitas histórias dentro e fora dos gramados.

Antes (com Renan Ceschin e Diogo Gomes entre eles)…

…e agora, jogando pela Suburbana: amizade nasceu e cresceu no futebol. (Fotos e vídeo: Ana Cichon e Leandro Wuicik)

Uma das aventuras vivida pelos dois – e que pode ser publicada – aconteceu em Londrina. Leandro conta que eles tinham cerca de 12 anos e foram disputar um torneio de futebol na cidade. “Ficamos numa casa que tinha piscina e, mesmo o Roberson não sabendo nadar, falaram que ele podia pular, que dava pé”.

Só que a piscina era mais funda do que o esperado. “A sorte é que o Leandro estava perto e me ajudou. Me segurei e acabei quase afogando ele, mas conseguimos sair”, lembra Roberson. A história é motivo de risada entre os dois até hoje, que aproveitam os jogos para recordar estes e outros momentos.

Adversários, eles até trocam elogios, mas na hora de falar em título a história é outra

Mesmo ocupando o banco de reservas de seus clubes, a dupla está confiante. Na última temporada Roberson conquistou o vice-campeonato pelo Trieste e na Taça Paraná deste ano foi campeão defendendo o Inter de Campo Largo. Em seu segundo ano no amador espera chegar a mais uma final e conquistar a taça.

Leandro já está na sua terceira temporada na equipe do Iguaçu e ainda não sentiu o gostinho de um título, mas acredita que este ano o troféu fica com a equipe alvinegra de Santa Felicidade.

Caso confirmem a classificação para as semifinais e vençam seus jogos, os goleiros podem se enfrentar na grande final do campeonato amador. É esperar para ver.

Confira aqui a entrevista com os goleiros:

  • O jogo
Jogo mordido acabou em empate

Nem o forte calor e os 30º anotados na capital paranaense na tarde deste sábado (27) esquentaram o jogo entre Iguaçu e Bairro Alto, no estádio Egídio Pietrobelli. Durante boa parte do primeiro tempo o que se viu foi um jogo morno, sem grandes chances para nenhum dos dois times. Aos 26 minutos, após parada técnica, a equipe da casa abriu o placar. Num grande bate-rebate dentro da área, o meio campo Douglas fez o goleiro Dida – não, não é aquele do Corinthians e da seleção – buscar a bola no fundo do gol. Atrás no marcador, esperava-se uma reação do Bairro Alto, mas parece que faltou fôlego.

A etapa complementar continuou no mesmo ritmo, sem empolgar muito os torcedores, que compareceram em bom número. Mas aos 16 Orlei conseguiu acertar bom chute e deixou tudo igual. A partida ganhou um pouco mais de emoção, mas nada suficiente para alterar o placar nem para arrancar o ‘uh’ da galera.

Com o resultado o Iguaçu garantiu classificação às semifinais da competição. O Bairro Alto ainda depende de uma vitória ou de um empate no confronto contra o Novo Mundo na próxima rodada. Em caso de derrota, torce para que o Trieste não consiga vencer o Iguaçu. Pelo grupo A os dois classificados já estão definidos: Combate Barreirinha e Santa Quitéria.

Iguaçu: Vilson, Clé, Flávio, Luciano (João Vitor), Émerson, Murilo, Douglas, Hideo, Nilvano (João Madureira), Guilherme e Marlon (Laércio). Técnico: Juninho

Bairro Alto: Dida, Jorge, Rogério Correa, Luciano, Flamarion, Cainho, Zé Nunes, Juninho (Edmílson), Marcelo Tamandaré, Massai e Orlei. Técnico: Bananinha

  • Resultados da rodada

Iguaçu 1-1 Bairro Alto
Trieste 2-1 Novo Mundo
Combate Barreirinha 2-3 Nova Orleans
Santa Quitéria 4-3 Urano

  • Pão com bife fail

Não foi dessa vez que o famoso pão com bife do Iguaçu entrou na avaliação do blog. Preparado por Pelé – não o rei do futebol, mas talvez o rei do pão do bife da Suburbana – o sanduíche faz tanto sucesso em dias que jogo que quando a jornalista aqui foi comprar já havia acabado. Fica pra uma próxima.

*Ana Claudia Cichon é jornalista, escreve sobre a Suburbana aqui no blog e ainda está com vontade de comer o pão com bife do Pelé