Rápidas e precisas

Miranda: No muro, mas mais pra fora

Politicamente forte dentro do Paraná Clube – e até há pouco cotado para ser candidato -, o ex-presidente Professor Miranda ainda não manifestou apoio público, mas disse ao blog que deve ficar com a oposição, desagradado com a possível chapa da situação. “Não foi o que foi agendado, mas nós estamos recebendo convites e o segundo vice (Oliveiros Machado Neto) é do nosso grupo. Eu apenas combinei de aguardar, mas parece que não vai mudar o quadro”, disse.

A chapa de oposição terá o conselheiro Ivan Ravedutti como candidato a presidência. Como o atual presidente, Aquilino Romani, recusou tentar a reeleição, a situação pode fechar com Arnaldo Reis para a presidência, com Paulo César Silva como um dos vices.

Dispensas de Edilson e Rafael Santos

O Atlético demorou, mas tomou a medida de dispensar os jogadores acima citados “para dar um exemplo aos demais”, segundo um diretor que pediu para não se identificar. Edilson estava junto com Madson no episódio da cerveja no CT, que resultou na dispensa do meia – e, tardiamente, no retorno do lateral para o Grêmio. Rafael Santos, pelo que descobri no clube, era fiel companheiro de ambos. Além de que não viveu um ano muito iluminado. Falhou grosseiramente contra Grêmio, Fluminense, Ceará e Vasco, entre outros, como mostra o compacto abaixo, exibido no Jogo Aberto Paraná há alguns dias:

Morro García

Apesar de algumas negativas públicas, o Atlético esteve com representantes jurídicos no Uruguai essa semana, estudando alternativas para o caso de Morro García, suspenso por doping no Uruguai. Como ainda não foi informado oficialmente pela Fifa, o clube preferiu tirar o jogador das partidas, para não correr mais riscos. Uma nova alternativa é estudada pelo jurídico do clube: adiar o pagamento de algumas parcelas até o fim da suspensão (se a Fifa confirmar a mesma) do jogador.

Cris fora

O zagueiro Cris também sentiu a navalha nessa quinta-feira: foi dispensado pelo Paraná Clube. O diretor de futebol Paulo César Silva não deu entrevistas sobre os motivos da dispensa. Cris chegou a ser capitão da equipe nessa Série B.

Copel no Paranaense 2012?

Promessa antiga do ex-vice-governador Orlando Pessuti, a Copel pode patrocinar as equipes no Campeonato Paranaense 2012. Comenta-se nos bastidores que o valor seria de R$ 500 mil para as equipes do interior e um valor maior para os times da capital. A assessoria da Copel disse não ter informações sobre o assunto.

Sobre a lista de Petraglia

O dia está acabando e como estive aterefado com a Copa e suas consequências, além de um trabalho para a pós-graduação em Gestão Esportiva, acabei só podendo escrever agora sobre a lista de Mário Celso Petraglia, divulgando supostos valores de salários de alguns jogadores do Atlético. Não colocarei os valores aqui. Considero um assunto particular de cada um e também de interesse do clube. Mas como escrevo para todas as torcidas e o tema ferveu o dia todo, desde o Jogo Aberto Paraná, blogs locais, Twitter e a cobertura das rádios, manifesto-me sobre o assunto. Pra mim, a coisa é simples, e colocarei em tópicos misturando informação e opinião:

– Indelicada e invasiva, a lista não acrescenta nada, nem na situação dura do Atlético no Brasileiro, nem na campanha de Petraglia a presidência do clube. Ao contrário; pela repercussão negativa, o candidato parece ter perdido até.

– Não se revela o salário de qualquer profissional. O patrão sabe quanto paga e o empregado aceita porque merece ou precisa. Isso vale para futebol, jornalismo, medicina ou qualquer área. “Cada um sabe onde o calo aperta” é um ditado que resume.

– Todo clube tem suas diferenças salariais. Neymar ganha mais que Pará, no Santos, por exemplo; o mesmo vale para Ronaldinho e Willians, no Flamengo. E, como disse o Léo Mendes Jr., quando nós começamos como repórteres, ganhávamos menos que os editores, que ganhavam menos que os diretores de redação, etc. É a ordem natural das coisas.

– É populismo dos mais baratos julgar os jogadores pelos valores citados. Qualquer profissional de futebol padrão Série A ganha mais que 98% dos trabalhadores brasileiros. É o mercado, inflacionado, e não é uma exclusividade do Atlético. Lamentavelmente, o Brasil tem discrepâncias em todas as áreas sociais. Futebol é só mais uma. Quisera eu fossem os professores, policiais e médicos.

– Dizer que isso é reflexo de má administração também é bobagem, já que o mercado impõe esses valores. O melhor jeito de dizer isso é mostrar a tabela do Brasileirão.

– De positivo, a prerrogativa aberta: adepto da transparência, Petraglia dá sinais de que colocará ao público todos os valores da obra na Arena, da qual é gestor. Ou não?

– O Atlético informou que a lista tem valores reais e outros nem tanto. Segundo a diretoria do clube, com a qual conversei, mas que não quis dar entrevista oficial, os meninos da base têm um plano de aumento de salários por participação nos jogos e evolução ano a ano; além disso, garantiu que Kléberson é pago pelo Flamengo, integralmente, e Marcelo Oliveira o mesmo, mas pelo Corinthians. E que os demais, como Cléber Santana, são pagos 50% aqui, 50% na origem. É a versão oficial.

Mais uma:

A Folha de SP informa que o Atlético está contratando o meia Thiago Potiguar, considerado o craque do Paysandu na Série C – o time luta pelo acesso para a Série B – em troca de cadeiras da Arena da Baixada, o que causou rebuliço no Pará.*

Conversando com diretores do Atlético, a posição é: não existe essa negociação. O clube desconhece e, como já vem repetindo há tempos, o atual presidente Marcos Malucelli não fará contratações já que deixa o Atlético em dezembro. Ainda, segundo a diretoria do Atlético, as cadeiras podem até ir para a Vila Capanema, que teria uma pequena reforma para abrigar jogos menores do clube durante as obras.

No Pará, a negociação é dada como certa. Quem estaria por trás?

*Por falar em rebuliço no Pará, confira a presepada que se meteu Josiel, ex-Paraná, que hoje defende o Paysandu. Mau exemplo.

Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Rápidas e precisas

Nike e Coritiba

O Coxa não confirmará antes de 01/01/2012 a parceria com a Nike, nova fornecedora de material esportivo do clube; mas já está tudo acertado. Nessa semana, dois diretores do Coritiba estiveram em São Paulo aprovando o modelo da camisa. Pela descrição que ouvi, “está bela e simples”. Sigo tentando imagens da mesma.

Há uma multa pesada com a Lotto caso o Coritiba se manifeste oficialmente sobre o assunto. Então tudo que se ouvirá oficialmente até o prazo previsto é: “estamos em negociação”. Mas tenho de fonte segura que quem vestirá o Coritiba em 2012 é a Nike.

Em tempo: a Umbro, patrocinadora do Atlético, também é do grupo Nike. Mas, por ora, não há movimento no sentido de deixar a dupla com a mesma marca na camisa.

Morro García

Com doping positivo para cocaína, o atacante mais caro da história do futebol paranaense está suspenso por dois anos de qualquer competição uruguaia. No Brasil, ele pode atuar normalmente – a não ser que a Fifa resolva intervir. Fato é que o Atlético está livre de qualquer responsabilidade sobre o caso – por ora. Afinal, ele pode estar em algum teste feito no país também. O clube ainda não foi informado de nada.

Mesmo assim, o Atlético estuda algumas hipóteses sobre como proceder. Entre elas está até uma possível devolução do jogador ao Nacional. Isso depende da possibilidade jurídica e, claro, seria uma dura negociação. A mecânica explicada na época da contratação de García pelo então diretor Alfredo Ibiapina reza que o contrato ainda é do Nacional e que o Atlético paga prestações por El Morro.

O artifício impede que ele faça algo como o que fez Ariel; se fosse vendido por bom desempenho no Brasileirão, o Atlético teria prioridade no recebimento. Nesse caso, ainda não se sabe como o clube agirá.

Premiação

O Atlético acertou uma premiação por vitórias seguidas ao grupo de jogadores na reta final do Brasileirão. Três resultados positivos em sequência podem render até 150 mil reais ao grupo de jogadores, a ser partilhado.

Bafômetro

Trinta e seis latinhas de cerveja são coisa para qualquer fígado, imagine então o do pequenino Madson. O Atlético nega, mas no CT do Caju corre a informação de que o botequeiro solidário a Madson era o lateral-direito Edilson, que não atuou contra o Vasco por estar “com dores no joelho”.

Bill

O Coritiba não ficará com Bill para 2012. A informação nem causa tanto impacto assim, já que o Coxa já garantiu o retorno de Marcel ao time. Mas o artilheiro do time no Brasileiro será devolvido ao Corinthians, segundo um conselheiro, “porque aproveita mais o potencial que tem na noite em Curitiba”.

Copa das Confederações e Fan Fest

Ganha corpo a participação de Curitiba na Copa das Confederações 2013; Porto Alegre está fora da competição, bem como o Rio de Janeiro. A Fifa oficializará as cidades-sede e as datas até o final do ano. As sedes precisam ser necessariamente as mesmas da Copa 2014, pois se trata de uma competição teste. Belém, confirmada na Copa América 2015 há poucos dias, está fora, por exemplo.

Já no dia 31 deste mês a Fifa virá a Curitiba inspecionar e aprovar os três locais das Fan Fests que se realizam durante o Mundial. Jardim Botânico, Parque Barigui e Pedreira Paulo Leminski são os locais escolhidos.

Plano de sócios

Na próxima semana, o Coxa lançará um novo plano de sócios, contemplando uma modalidade a R$ 9,90 para quem não pode ir ao estádio, mas quer ajudar o clube. A diretoria deve confirmar detalhes até segunda-feira.

Looping eterno

Vila, quem fica?

Não sou hipócrita: se eu tivesse R$ 100 no bolso (jornalista ganha mal, amigo) não apostaria no acesso do Paraná à elite esse ano ainda, embora o goleiro Zé Carlos faz o papel dele em afirmar que ainda dá.

Mas 2012 está aí e em meio a perspectivas de mudanças políticas, com uma suposta chapa de oposição com José Carlos de Miranda à frente, é preciso pensar no futebol paranista. Não importa (nesse caso) se o time disputará a Série Prata do Estadual, caso o STJD modifique a nova decisão do tribunal local ou se o Tricolor ficará na elite; o exemplo de 2011 mostra que, se não há dinheiro o suficiente para disputar o título com Atlético e Coritiba, não se pode nem pensar em repetir o fiasco deste ano. E o importante é a manutenção de uma base.

E aí amigo paranista, a coisa já não é boa – embora haja tempo de ser arrumada.

Por sugestão do leitor Rodrigo Marquevi, resolvi ver a duração dos contratos dos jogadores de destaque do Paraná. E apenas três já estão garantidos até o Estadual/12: os meias Cambará e Douglas Packer e o atacante Giancarlo. E ainda assim, só até o meio do ano.

Nomes como Zé Carlos, Dinélson, Brinner, Amarildo e Serginho, entre outros, estão com contratos até dezembro apenas. Uns por empréstimo, outros por opção. Mas, mesmo sem ser unanimidade entre a torcida, já formariam uma base.

Há poucos dias eu jantei com um experiente gestor de futebol brasileiro, que já me falava dos planos para 2012. De como um clube deve pensar não no calendário ou no jogador X apenas, mas sim no contexto de formação de elenco, de estrutura profissional da equipe e renovação natural em posições. Ouvindo, parece simples; executando, vê-se que não é tanto.

Mas há que se começar. Ou o Tricolor iniciará 2012 como iniciou 2011, 2010, 2009… num looping eterno.

Clique aqui e confira o BID paranista.

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Notas

Sem via alternativa

Apesar da promessa da CBF em dar a eventual vaga do Vasco na Libertadores ao Coritiba, caso a equipe carioca vença também a Copa Sulamericana, a Conmebol definiu hoje que nenhum país poderá ter mais de seis vagas e, em caso de título de algum time já qualificado, a vaga fica na competição, ou seja: o vice – ou melhor colocado sem vaga – fica com o prêmio.

Coxa no Pinheirão I

Esquentou a negociação para a compra do Pinheirão por parte da OAS, construtora baiana que já havia tentado participar da obra na Arena. O leilão do estádio, marcado para essa quinta-feira (6) pode nem sair: para executar o direito de compra antecipada, modalidade comum em leilões, a OAS deve antecipar cerca de R$ 65 milhões para quitação de débitos judiciais principalmente com o governo. Caso isso não ocorra, o estádio vai a leilão público com preço inicial de R$ 66 milhões. Durante toda a terça e também na quarta, o presidente da FPF, Hélio Cury, esteve em reuniões.

Depois de Atlético e Paraná, Pinheirão pode ser lar do Coritiba

Coxa no Pinheirão II

Se arrematar o imóvel, a OAS deve anunciar uma parceria com o Coritiba, para que esse possa ser o principal beneficiário do futuro novo estádio, em um projeto que contemplaria não só a praça esportiva, mas também um centro comercial e uma área para eventos e espetáculos. Oficialmente, o Coxa nega que já tenha algum tipo de negociação, mas a coluna apurou que existem alguns entraves na conversa, como por exemplo a maneira com a qual o clube obteria renda, já que placas e espaços comerciais/publicitários, além da bilheteria, interessam a OAS. O modelo é parecido com o da Arena da Copa em Recife – que, em tese, ainda não tem nenhum clube como beneficiário, já que os três grandes de Pernambuco tem suas próprias casas. O Coxa também evita anunciar o destino do Couto Pereira, mas a intenção de Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube, é pô-lo abaixo e construir um centro comercial que dê renda ao Coritiba – manifestou-me essa intenção ainda em 2010, quando os primeiros rumores surgiram.

Bom para o Atlético

Credor de R$ 15 milhões junto a FPF, o Atlético é outro que sairá no lucro com a venda do Pinheirão, seja qual for o destino. O clube, que nesta mesma semana lançou a etapa final das obras na Arena, ganharia novo fôlego financeiro.

Quem fala o que quer…

Pegou mal com alguns jogadores do elenco do Paraná as declarações do zagueiro Cris após o empate com o Duque de Caxias, pior time da Série B do Brasileiro. De cabeça quente após o resultado que praticamente sepultou as chances de acesso do Tricolor e deixou a equipe a quatro pontos de distância do rebaixamento. Alguns jogadores reclamaram da postura do jogador, que acusou, sem citar nomes, colegas de estarem “fazendo corpo mole” e, por isso, o time caiu de rendimento. “Trairagem”, confidenciou-me um jogador que pediu para não falar no assunto abertamente. Ouça a entrevista, gentimente cedida pela Rádio Banda B:

sonora-cris

Miranda Strikes Back

Ainda Paraná: o ex-presidente José Carlos de Miranda articula uma chapa de oposição para concorrer às eleições do clube, que ocorrem na segunda semana de novembro. Miranda dirigiu o clube entre 2004 e 2007, conquistando um Estadual e uma vaga à Copa Libertadores, mas deixou o comando sob denúncias de receber comissões em negociações de jogadores. Em 2009, cogitou lançar uma chapa, mas acabou apoiando a situação.

Invasão atleticana

O Atlético mobiliza a torcida para uma invasão à Florianópolis, para o confronto decisivo de domingo, 18h, contra o Avaí na Ressacada. Os sócios do clube participarão de uma promoção que dará 150 ingressos e direito de compra de mais um, a partir desta quinta (6); além disso, a carga total de 1.200 entradas foi comprada pelo Atlético e estará sendo vendida a R$ 20,00 na Arena a partir de sexta pela manhã. Com 27 pontos na 17a. posição, uma vitória sobre o Avaí em Florianópolis (19o., 22 pontos) e uma combinação de resultados podem tirar o Furacão da zona de rebaixamento. Ano passado, o Atlético venceu o adversário em Floripa: 1-0, gol de Maikon Leite:

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Em ano ofensivo, Seleção premia defesa coxa

Pelo Twitter, Emerson comemorou a convocação

 

No ano em que bateu o recorde nacional de vitórias e o do próprio clube em número de gols marcados, o Coxa voltou a ter um jogador convocado para a Seleção Brasileira… na defesa.

Emerson, zagueiro, 28 anos, ganhará uma oportunidade contra a Argentina, no jogo de volta da Copa Roca II, na próxima semana, em Belém. Apesar de merecida, a convocação pegou a todos de surpresa. Não pelo futebol de Emerson, mas sim pelo estilo das convocações anteriores de Mano Menezes, levando jogadores como Renato Abreu, do Flamengo e Paulinho, do Corinthians, muito mais por estarem no centro do País.

A convocação de Emerson (e da Seleção que fará o jogo de volta contra a Argentina) mostra que, com boa vontade, Mano Menezes pode dar oportunidades a jogadores com destaque no Brasil. Embora o Coxa tenha tido destaque ofensivo, com a boa produção de Rafinha, Davi e Léo Gago em momentos distintos, o prêmio da Amarelinha sobrou para Emerson, que falou à equipe de reportagem do Jogo Aberto Paraná: “Acreditava um pouco, mas as pessoas acreditavam mais que eu. O sentimento é diferente, jogar pela Seleção, em um clássico mundial, é diferente para todo jogador.”

Trazido pela LA Sports ao Coxa, após ter destaque no Avaí, Emerson tem contrato com o Alviverde até dezembro de 2013.

A última vez em que a Seleção havia requisitado um coxa-branca para uma disputa na principal foi em 2004, quando Adriano, hoje no Barcelona, foi chamado para a Copa América.

Além de Emerson, dois outros jogadores ligados ao futebol do Paraná recentemente estão na convocação: Rhodolfo, do São Paulo, que formará dupla com Emerson e ainda tem 50% dos direitos ligados ao Atlético; e Neto, goleiro que está na lista dos jogos contra Costa Rica e México, e defende a Fiorentina após ter sido negociado pelo Furacão no início do ano.

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O holandês*

Vanderlei mudou.

Não que ele tenha melhorado (e nem que não, ou muito pelo contrário, diria o confuso cronista) sua condição técnica a ponto de encher os olhos de quem o vê em campo hoje em comparação ao passado. Ele sempre foi regular.

Vanderlei mudou sua postura. Em outras oportunidades, mesmo quando podia, preferia deixar a camisa 1 de lado e substituir Edson Bastos com a 12 mesmo. Podia ser só superstição, mas ao aparecer em campo com a camisa 1 do Coritiba no seu retorno a titularidade, mostrou que estava a fim de assumir mesmo essa condição.

Mas esse é só um detalhe da fase do goleiro coxa-branca. Certa feita, em um bate-papo em um estacionamento no Couto, Vanderlei, então amargando um ano e pouco de reserva e com uma sondagem do Santos, me disse encarar aquilo com naturalidade. Que era muito amigo de Edson e que a vida profissional era assim mesmo. Disse ter ficado feliz com a proposta do Santos, mas já que as coisas não tinham evoluído, o negócio era continuar trabalhando.

E demorou até que voltasse. Mas quando voltou, chamou a atenção pela segurança. E no jogo contra o Inter em Porto Alegre (1-1) foi decisivo ao pegar um pênalti. Na entrevista que deu a TV Bandeirantes POA, mostrou o quanto é profissional:

O Holandês curte a boa fase. O torcedor, também.

*Holandês é um apelido que vi na internet para Vanderlei ou “Van der Lei”. Infame, mas divertidinho.

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Desconstruindo o mito

O ano é o já distante 2007. O Paraná de Caio Júnior tinha surpreendido grandes clubes (e principalmente orçamentos) e abocanhou uma vaga na pré-Libertadores. Caio foi embora, chegou Zetti e, com ele, algumas novas caras. Entre elas, Dinélson.

O Paraná, pode-se dizer, fez uma boa Libertadores. Passou pelo Cobreloa-CHI na fase inicial, encarou Flamengo, Real Potosí-BOL e Unión Maracaibo-VEN na fase de grupos e parou no Libertad-PAR nas oitavas. Fez mais que o Coritiba em duas participações. No Estadual, quebrou um tabu nas semifinais contra o Atlético, 3-1 na Arena, e avançou a decisão. Nela, derrota surpreendente para o AC Paranavaí e um vice-campeonato amargo, que era apenas indício do Brasileirão ruim, que resultaria na Série B.

Mas a imagem que ficou foi a de um time que superou o desempenho de um rival na Libertadores e quebrou um tabu em cima de outro, muito pela habilidade de um meia habilidoso: Dinélson. Um mito foi criado em cima de um promissor jogador e uma torcida carente, hoje ainda mais, após 4 anos de desilusão.

O tempo andou. E nesses quatro anos, Dinélson viveu às voltas com problemas físicos. Uma lesão no joelho esquerdo fez com que o meia atuasse apenas 736 minutos* e tendo marcado 3 gols, mesmo rodando por Corinthians, Coritiba e Avaí, além do próprio Paraná, no período, como mostra o quadro abaixo:

*Números apurados pelo Blog Torcedor Paranista, de Luís Hansen

Ao voltar para o Paraná, Dinélson reencontra o clube com a torcida precisando do mito. E isso pode ser prejudicial a ambos.

O Tricolor demonstrou perda de fôlego na Série B nas últimas rodadas e pior: perdeu Wellington, maestro da equipe nos bons momentos, pelo resto da competição. A chegada de um meia com o perfil de Dinélson – e ainda mais por ser ele – enche a torcida de esperanças. Mas não se pode pedir isso dele.

Dinélson também procura o mito, o sonho que teve lá atrás, ainda no Corinthians. É talentoso, mas sofreu demais com as lesões e, a exemplo do que o Paraná viveu com Kerlon, pode não dar resultados. E a fantasia irá se desfazer no primeiro passe errado.

É hora de desconstruir o mito. Esqueça 2007, os bons momentos; é hora de o paranista entender que esse é um novo Dinélson, em um novo momento. Ele pode ser útil ao clube na briga pelo acesso, mas é assim que deve ser tratado: como um jogador útil, não o Messias que reconduzirá o Paraná a elite nacional. Se torcida, clube e ele próprio entenderem isso, pode ser que em dezembro a volta por cima surja para ambos.

No vídeo abaixo, você confere a primeira entrevista de Dinélson no retorno ao Paraná, exibida no Jogo Aberto Paraná da Band, de segunda a sexta, 12h30:

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O 9 e os 3 (ou mais)

Manhã movimentada após mais uma rodada no Brasileiro, com mexidas nos elencos da dupla Atletiba.

Vamos rapidinho porque tem muito Jogo Aberto Paraná para editar ainda:

Coritiba

Marcel deve assinar daqui a pouco seu retorno ao Alto da Glória. O jogador é esperado para exames até 12h. Marcel tem uma luxação no ombro, em tratamento e, se estiver apto, retorna ao clube que o lançou.

A diretoria reluta em confirmar a informação, mas em Santos o retorno do camisa 9 é dado como certo. Até 12h30, na Band, confirmaremos.

Update:

Entre Coritiba e Marcel, tudo certo. O jogador já é do Coxa.

Mas agora resta saber se ele poderá atuar após 15 dias a contar de hoje ou só na próxima temporada. Explico:

O contrato de Marcel foi rescindido antes do fechamento da janela de transferências internacionais, o que permite que ele ainda possa se encaixar em algum clube brasileiro – no caso, o Coxa. Resta saber se a CBF vai acatar o pedido do departamento jurídico do Coritiba e legalizar a participação dele no BID, o que só deve acontecer em 2 ou 3 dias.

Fisicamente, Marcel está recuperado da lesão no ombro. Mas está fora de forma e houve um pedido para que ele tenha ao menos 10 dias antes de uma possível estréia.

Ou seja: Marcel é do Coxa, mas o torcedor só poderá vê-lo em campo em 15 dias ou mais, caso o departamento jurídico não seja atendido no pedido. “Tem chance, é 50%/50%. Pode ter contratempo sim”, me disse Ernesto Pedroso, diretor alviverde.

Atlético

“Não haverá dispensas; vamos poupar alguns jogadores”, me disse há pouco Alfredo Ibiapina, que já está em Curitiba. Ele atribuiu a palavra “dispensas” a cabeça quente do staff atleticano após a goleada em Porto Alegre, mas entende que os jogadores tem potencial para tirar o clube dessa vexatória situação, como mostraram com Renato Gaúcho.

No entanto deve haver afastamentos. “Vamos poupar alguns jogadores”, me confirmou. Entre os nomes, Fransérgio, Robston e Paulinho. Mas outros podem fazer parte dessa lista.

Sobre reforços, o clube “continua procurando”, embora o atacante de área em que as fichas estão depositadas é Nieto, que estará a disposição ainda essa semana – ou contra o Palmeiras, ou contra o Flamengo.

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