O dilema coxa-branca

Direto ao ponto: o Coritiba tem jogado mal fora de casa ou não? A polêmica ganhou a torcida e os reflexos já são sentidos no elenco. Ainda sem vencer longe do Couto Pereira nesse Brasileirão, o sonho do torcedor em chegar a Libertadores (que deu na trave na Copa do Brasil) vai ficando mais distante… e as cobranças aumentam. O elenco, no entanto, se defende, achando injustas as cobranças e prometendo melhora pra ontem nos resultados. Mas, como disse Bill no vídeo abaixo, exibido hoje no Jogo Aberto Paraná, já incomoda a pecha de “time de pijama”:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Meus dois centavos

O Coritiba definitivamente não tem jogado mal fora de casa e as cobranças até podem ser injustas, mas o ponto é claro: tá faltando resultado. E não foi a imprens, tampouco a torcida, quem criou essa expectativa: foi o próprio elenco, após um primeiro semestre de recordes, goleadas e uma decisão nacional perdida apenas nos detalhes.

Se o elenco gostava de ser elogiado quando era considerado um dos melhores do Brasil, deve aceitar as cobranças agora. Sabe-se que esse Coritiba pode mais. Sim, é fato que o Estadual é mais fraco e a Copa do Brasil é diferente por ser eliminatória, sem a mesma regularidade dos pontos corridos. Mas, pelo menos particularmente, não via os resultados: via o desempenho.

Alguns jogadores cairam de produção e o elenco já não mostra o mesmo poder de antes. Não acredito que a pressão vá ajudar, pelo contrário. Mas ela é inevitável, por tudo que se falou e fez. Veremos como será contra o Bahia, que por sua vez, não venceu em casa ainda.

Enquete:

Kléberson: “É dificil ver o clube que você ama assim”

O pentacampeão Kléberson, formado e campeão brasileiro pelo Atlético, falou sobre a crise técnica do clube no Brasileirão.

Pediu mais paciência a torcida, prometeu melhora e reclamou de só poder estar ajudando agora, com Renato Gaúcho, que também está no vídeo. Confira:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Atlético: mais porquês

O repórter Henrique Giglio relembrou a trajetória recente do Furacão e ouviu envolvidos para tentar entender a crise atleticana. Como um clube com a estrutura, o dinheiro e a torcida que tem o Rubro-Negro pode chegar a esse ponto?

Confira reportagem especial exibida no Jogo Aberto Paraná sobre o momento do Atlético no Brasileiro:

Clicando aqui você segue nessa discussão, com uma coluna recentemente publicada aqui no blog.

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Pequena vingança

A vida andou. (foto: assessoria do Coritiba)

“Na hora passa um filme, nada que a gente levou como revanche, mas passa.” Foi assim que Marcos Aurélio, num bate papo informal, me contou o que sentiu quando abriu o placar (veja os lances logo abaixo) contra o Fluminense. O Baixinho estava presente no dia da maior tragédia coritibana. Essa história, você sabe de cor.

Mas a vida andou. A placa concedida acima pelo presidente Jair Cirino (sim, ele é o presidente) e pelo vice, Vilson Andrade, com um pedido de desculpas ao Fluminense, é a tampa da caixa preta do dia 6 de dezembro. Que não será esquecido, mas que já não deve mais ocupar o imaginário popular como ocupou até então. Os episódios que ficaram na história também ficaram para trás. O Coritiba – e todos nós – mudamos desde então.

Todos aprendemos o valor, o peso e os riscos que aquele episódio teve. A quem é coxa-branca, ainda restou uma revolução a se fazer. E ela aparece a cada dia, aos poucos. Uma amiga uma vez me contou uma história sobre o vestiário do Coxa naquele dia, que ouviu de alguém que lá estava. Disse que enquanto pratas da casa e jogadores identificados, como Edson Bastos, Pereira e o próprio Marcos Aurélio choravam, alguns, já de contrato com outros clubes, pensavam nas férias no Nordeste.

Marcos Aurélio, ex-atleticano (marcou presença na vitória sobre o River Plate em Nuñez, entre outras) teria outro desafio, além da desconfiança alviverde. Hoje olhar para trás é um prazer para ele. “Naquele dia fiquei muito chateado. Mas eu acredito que nós que ficamos aqui procuramos trabalhar sério e deu tudo certo, como foi. Foi uma honra reerguer o Coritiba.”

Não há como negar que os gols dele e de Pereira no jogo contra o Fluminense parecem uma pequena vingança. Não que o Fluminense tenha muito a ver com o que acontece: os cariocas vieram, jogaram e consolidaram uma reação espetacular contra a queda. Mas a vitória sobre o atual campeão brasileiro, consolidando o Coxa com o melhor ataque da competição até aqui, foi uma revanche contra os bárbaros e as barbáries.

O Coritiba agora fechou o ciclo. Simbolicamente, o dia 6 de dezembro de 2009 vai ser muito mais visto e lido agora em calendários antigos que nos noticiários esportivos.

Veja os gols do jogo e entrevistas com Tcheco e Marcelo Oliveira no vídeo abaixo, exibido no Jogo Aberto Paraná:

Reportagens: Jogo Aberto Paraná 18/07/2011

Paraná Clube

O Tricolor venceu o Vila Nova em um jogo duro na Vila Capanema. O placar de 2-1 devolveu ao Paraná a vaga no G4 da Série B. Depois da partida, o técnico Roberto Fonseca elogiou a equipe e defendeu o time de algumas críticas contra o excesso de faltas cometidas durante a disputa da Série B. Acompanhe os melhores momentos e ouça a entrevista:

Operário

O Fantasma estreou mal na Série D do Brasileiro. O time perdeu em Mirassol-SP, por 0-1, para o time da casa. O técnico Amilton Oliveira pediu reforços e lamentou o desempenho do meia Ceará, que jogou se recuperando de uma lesão. Confira o gol e a entrevista (a narração é de Marcelo Ferreira, da TV Vila Velha):

No outro jogo do grupo, CENE-MS 3-3 Oeste-SP. O Cerâmica-RS folgou na rodada.

Também pela Série D, o Cianorte venceu o Cruzeiro-RS por 1-0, em casa.

Atlético

Veja os gols de mais uma derrota do Furacão no Brasileiro, a 8a em 10 jogos. Desta vez, o time saiu na frente, mas cedeu a virada para o Vasco:

O próximo jogo do Atlético será sábado, 18h30, contra o Botafogo-RJ na Arena.

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e litoral. Acompanhe e nos siga no twitter: @jogoabertopr e @bandcuritiba

Porquê

Agonia sem fim (foto: Franklin Freitas @franklinje)

O atleticano olha para os lados, incrédulo. Não há saída. É a pior campanha do clube na história do Brasileirão até então. E pelo mesmo período, a pior de todos os tempos, superando (será que cabe esse termo?) a do América-RN em 2007, que, a esta altura, tinha 7 pontos em 10 jogos (fechou com 17 em 38).

O Atlético vai cair.

E por quê? É a partir da análise de seus erros que o Rubro-Negro pode tentar se salvar. E não são poucos.

Esse texto foi provocado a partir de uma tuitada de Marcelo Robalinho, sócio do filho de Mário Sérgio e empresário de Alex Mineiro. Disse: “Quando o #CAP pagar o Alex Mineiro, a praga dos 3 pontos acaba”, logo após mais uma derrota, desta vez para o Vasco, de virada. E praga pega? Bruxaria pega, como você já viu aqui?

Não sei.

Mas o que pega mesmo é um planejamento completamente equivocado e uma crise de gestão nunca vista por aqui. Sim, nunca. Porque o Coritiba rebaixado em 2009 vivia uma crise de vaidades, do campo ao gabinete, com muita gente querendo aparecer mais que o outro, dando e obtendo privilégios e esquecendo o principal: o clube. Mas não tinha os recursos que o Atlético tem. O mesmo, e em maior escala, se aplica ao Paraná: mesmo o rebaixamento no Estadual não é proporcionalmente tão grave, falando-se em gestão, quanto o momento atleticano. Explica-se: o Paraná, sem dinheiro, apostou (mal) em um time barato para o Paranaense. E deu no que deu. O problema do Tricolor é de recursos. Houve erros, mas não havia como fazer muito melhor.

A mensagem do empresário me provocou algumas lembranças. Há quanto o Atlético vem queimando seus ídolos? Há quanto o clube é mal visto no mercado da bola? Há poucos dias, o blog Cruzeiro Eu Sou provocou uma discussão. Queria entender como um clube com a estrutura atleticana pode chegar a um patamar tão baixo. Um dos primeiros a responder foi um personagem central do futebol paranaense:

Alex não deve ser visto por você, leitor que é atleticano, como um coxa-branca. Estamos falando de um dos maiores craques que esse Estado já produziu, inteligente dentro e fora de campo, bem-quisto pelos colegas e imerso no mercado. Alex é referência. E o que ele fala deve ser levado em consideração.

Assim como Marquinhos Santos, hoje no Coritiba, quando me disse “O Atlético produz para vender; o Coritiba, para ser campeão”. Na época a reportagem foi mal vista. Mas mostra uma disparidade entre a gestão dos clubes, que não vem de hoje e não é eterna.

Um clube de futebol existe para fazer a alegria do torcedor. Sim, é negócio e precisa dar lucro. Mas tem que ter gestão voltada para tal fundo. A política está matando o Atlético. A Série B que se apresenta cada dia mais real é apenas o pano de fundo. Muitos já foram e voltaram – e um dos melhores exemplos está em casa mesmo, ao lado.

Enquanto o Atlético patinar entre coronéis e saladas, quem sofrerá é seu povo.

Reportagens: Jogo Aberto Paraná 14/07/2011

Se você não pôde assistir o programa hoje, confira as reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná aqui pelo blog.

Coritiba x Fluminense

Impossível falar do jogo de sábado sem lembrar o encontro de 2009, que resultou no traumático rebaixamento alviverde. De lá pra cá, muito mudou.

O meia Tcheco viajou no tempo e fez uma análise da realidade atual dos dois clubes. Confira:

Pergunta: há males que vem pra bem? Qual você acha que seria o destino do Coxa caso o time não tivesse sido rebaixado naquele fatídico jogo? Interaja!

Atlético

Chega de pessimismo! É a ordem de Renato Gaúcho no CT do Caju. Em situação crítica no Brasileirão, o Atlético precisa reagir e, para isso, o novo treinador aposta num astral diferente. Para ele, não é mais momento de lembrar o quão difícil está o momento do Rubro-Negro. Assista!

O Atlético jamais venceu o Vasco em São Januário. Mas para tudo tem uma primeira vez. Será com Renato Gaúcho, um cara que conhece muito cada canto do Rio de Janeiro? Comente!

Paraná Clube

Brinner, ex-Cianorte, é a aposta para a zaga tricolor, com dois jogadores suspensos, contra o Vila Nova. Desentrosamento? Brinner resolve no papo:

Avisa o Silvio Rauth Filho, do JE, que o duelo reune os times mais “amarelados” da Série B. Saiba mais clicando aqui e comente abaixo!

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba. Acompanhe!

Reportagens – Jogo Aberto Paraná 13/07/2011

Se você não assistiu ao Jogo Aberto Paraná hoje, na Band, fique por dentro das principais informações dos times de Curitiba, assistindo os vídeos abaixo!

Atlético

O Rubro-Negro perdeu Paulo Baier por lesão, para o jogo de sábado, contra o Vasco, no Rio. O técnico Renato Gaúcho falou sobre a lesão e o desfalque:

O baixinho Madson, que após o jogo contra o Avaí pediu “pra alguém benzer a Baixada” pela falta de gols do time, voltou a falar no assunto. O vídeo abaixo tem a participação especial de Chik Jeitoso, o bruxo da bola:

Passe no twitter e deixe seu recado sobre esses temas para @napoalmeida e @jogoabertopr!

Coritiba

O meia Tcheco, um dos jogadores mais identificados com a torcida alviverde, reclamou das cobranças após o jogo contra o Grêmio, considerando-as exageradas. Confira a entrevista do ídolo coxa:

Você concorda com Tcheco? Comente abaixo e também pelo twitter @napoalmeida e @jogoabertopr!

Paraná Clube

O Tricolor perdeu ontem a vaga no G4, com a vitória do Náutico sobre a Americana Futebol S/A, 3-2. Pode voltar ao grupo de elite na sexta, se vencer o Vila Nova. A cada rodada, a competição se torna mais difícil – e é exatamente a análise de Lisa, lateral-direito do Paraná:

Pelos twitteres @napoalmeida e @jogoabertopr dê seu pitaco sobre a Série B: mais difícil que em 2010?

Bruxo da bola lança a sorte atleticana

Sete derrotas em nove jogos, apenas dois gols marcados e a lanterna do Brasileirão. A fase do Atlético já passou do mau desempenho em campo: “Precisa trazer um pastor pra benzer aqui”, disse o meia Madson.

Com bom humor e misticismo, o Jogo Aberto Paraná de hoje recebeu o bruxo Chik Jeitoso para ver: existe algum sapo enterrado na Baixada? A idéia é, através da crítica bem humorada e caricata, trazer alguma luz ao debate atleticano.

Chik jogou as cartas e… bem, assista o vídeo, que passou de Antônio Lopes a Mário Petráglia, com a leitura mística do Bruxo mas futebolista do Brasil:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba.

Em tempo: A presença do bruxo Chik Jeitoso no programa não pretende ofender a nenhum posicionamento religioso e/ou político. Eu, particularmente, sou espírita e respeito católicos, umbandistas, evangélicos, ateus e qualquer posicionamento religioso que não ofenda a regra mais básica: “não faça ao próximo o que não gostaria que fizessem a você”. Ainda: o Jogo Aberto Paraná não tem posicionamento político na discussão eleitoral atleticana. O programa, no entanto, não abre mão de debater os temas que interessam o torcedor paranaense, sem se omitir. Respeitamos todas as correntes e achamos que, uma vez bem informados, os torcedores e sócios de cada clube devem decidir o melhor para si no foro correto: o próprio clube.

Reportagens – Jogo Aberto Paraná 11/07/2011 (II)

Confira os melhores momentos da derrota do Coritiba em Porto Alegre, para o Grêmio, exibidos no Jogo Aberto Paraná ontem:

E os gols da derrota Paraná Clube, 2-4 para o ASA-AL, em Alagoas:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!