Reportagens – Jogo Aberto Paraná 11/07/2011

Assista duas reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná de hoje, na Band Curitiba.

Abaixo, a primeira entrevista coletiva pós-jogo de Renato Gaúcho no Atlético, após o 0-0 com o Avaí. Os melhores momentos do jogo estão no mesmo vídeo:

Acompanhe também os gols da vitória do Operário sobre o Juventus/SC, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa, em amistoso preparativo para a Série D do Brasileiro:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e Litoral.

Entre as maiores

Coritiba e Atlético, pela ordem, estão entre as cinco maiores torcidas do Brasil após 8 rodadas no Brasileiro. Confira:

1 – Bahia – 28.067 torcedores por jogo
2 – Corinthians – 23.572
3 – Flamengo –  20.689
4 – Coritiba – 16.238
5 – Atlético – 15.422
6 – Grêmio – 14.775
7 – Atlético-MG – 13.469
8 – Inter – 13.180
9 – Palmeiras – 11.412
10 – Ceará – 11.276
11 – São Paulo – 11.020
12 – Botafogo – 10.143
13 – Vasco –  9.046
14 – Figueirense – 8.133
15 – Cruzeiro – 7.765
16 – Fluminense – 6.823
17 – Atlético-GO – 6.580
18 – Santos – 4.851
19 – Avaí –  4.200
20 – América-MG – 3.675

Os números estão no site oficial da CBF. O Coxa fez cinco jogos em casa; o Furacão, três.

Ambos também estão entre os cinco maiores parques associativos do País (Inter, Grêmio e São Paulo completam a lista). Mas isso é assunto pra outro post, já em fase de apuração.

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Números (ou: a gangorra do futebol)

Evandro: a 1a vitória só veio com um gol dele, na 10a rodada

Oito jogos. Um ponto, dois gols marcados, nenhuma vitória. “Série B” é a frase que circunda a cabeça de 11 entre dez atleticanos (e dos alegres rivais) nesse momento ao ver os números do Atlético.

O futebol não é necessário analisar mais. Passaram-se sete meses em 2011 e em nenhum momento a equipe, com qualquer um dos quatro técnicos até então, apresentou equilíbrio. Renato Gaúcho é o próximo a tentar, a partir de amanhã.

Mas, acredite, não é a primeira vez que o clube começou mal o Brasileiro na história (somando só 8 rodadas). O que, olhando apenas os números, pode dar alguma esperança ao torcedor. Em 2005, disputando em paralelo a Libertadores, o Furacão foi só fiasco nas primeiras rodadas do nacional. Olho nos números:

2005 – 22o. lugar – 0v / 2e / 6d / 4gp / 12gc
2011 – 20o. lugar – 0v/ 1e/ 7d / 2gp / 14gc

Naquele ano, a equipe só viria a conhecer vitória na semana da decisão da Libertadores, entre uma partida e outra, e justamente no clássico Atletiba: 1-0 na Arena, gol de Evandro, com o time reserva. Até então, a situação era muito parecida – e vou me fixar na classificação da 8a rodada daquele ano, na comparação com a atual:

2005                                                                                                           2011*

18o. Paysandu – 8pts                                                                              16o. Coritiba – 7pts
ZR —————-                                                                                     ZR —————-
19o. Brasiliense – 6pts                                                                            17o. Atlético-GO – 7pts
20o. Figueirense – 6pts                                                                          18o. América-MG – 5pts
21o. Atlético/MG – 5pts                                                                         19o. Avaí – 3pts
22o. Atlético – 2pts                                                                                 20o. Atlético – 1pts

*computados somente os jogos das 19h30 da 8a rodada

Duas coisas a se considerar: o Coritiba, atual 16o, jogará com o Figueirense em casa – e a tendência é vencer. Assim sendo, o time mais próximo da ZR será o Grêmio (parelho em número de jogos) ou o Atlético-MG (que perdia seu jogo enquanto eu redigia esse post), com 8 pontos; e o campeonato de 2005 tinha 22 equipes, ou seja, quatro rodadas a mais para se somar pontos.

Naquele ano o Atlético conseguiu nos então 34 jogos restantes (atualmente são 30) 18 vitórias, que, com 7 empates, lhe deram 61 pontos e o sexto lugar, a duas posições da Libertadores. Dos times que ocupavam a ZR na oitava rodada, apenas o Atlético-MG acabou rebaixado. Relembre a série dos oito jogos iniciais do Atlético naquele ano:

Atlético 0x1 Ponte Preta
Juventude 1×0 Atlético
Santos 2×1 Atlético
Atlético 1×2 Corinthians
Atlético 1×3 Internacional
Botafogo 2×0 Atlético
Atlético 0x0 Figueirense (*jogo realizado com portões fechados no Couto Pereira)
Flamengo 1×1 Atlético

Três derrotas e um empate em casa. Neste ano, são duas derrotas e um empate.

Dá pra escapar? Dá. São necessárias 15 vitórias em 30 jogos. A matemática permite. Mas, em campo, tem que mudar demais.

Um desce, outro sobe

Não, não é uma previsão; é uma constatação: quem vê o Paraná na Série B nesse ano não entende o que aconteceu no Estadual. É óbvio que a reformulação do elenco e a troca (até aqui mais que) acertada de técnico pesam muito. Mas a pulga que está na cabeça do torcedor tricolor é outra: dá pra se empolgar com esse time mais do que com o que liderou a Série B até mais ou menos essa época no ano passado?

Marcelo Toscano: sinceramente, você se lembrava dele?

Dá. O time liderado por Marcelo Toscano, que naufragou no pós-Copa por problemas financeiros, teve uma arrancada ótima, mas não tão poderosa, se compararmos os adversários, como a desse ano. Vamos aos jogos:
Paraná 3×0 Ipatinga
Ponte Preta 1×0 Paraná
Paraná 3×0 Santo André
Duque de Caxias 1×5 Paraná
Paraná 1×0 Vila Nova
Sport 1×0 Paraná
Paraná 2×1 Portuguesa
Icasa 3×0 Paraná *pós-Copa
Paraná 1×1 Guaratinguetá *pós-Copa

Em 9 jogos, 16pts, 5v / 1e / 3d / 15gp / 8gc; na atual campanha, também em 9 jogos: 17pts, 5v /2e /2d / 13 gp / 6gc

Qual a grande diferença então, para se confiar mais?

São os adversários. Em 2010, na reta em questão, o Paraná enfrentou equipes que acabaram na parte final da tabela e já começaram mal o campeonato. Casos dos rebaixados Ipatinga e Santo André e de Duque, Icasa, Ponte e Guaratinguetá, todos classificados abaixo do 10o lugar ao final da Série B; o Sport, que chegou perto do acesso (6o) era lanterna na ocasião.

Nesse ano, o Paraná já enfrentou duas equipes do atual G4 (Lusa, 1-1 e Americana, 0-1) e candidatos ao acesso, como Goiás (3-0), Náutico (1-1) e Vitória (0-1) e se manteve entre os primeiros. Conta ainda com a fase ruim de dois candidatos, Sport (que vai enfrentar) e Goiás. E tem aproveitamento bom fora de casa, com 2 vitórias e 1 empate em 5 jogos longe da Vila. O que também significa que se manteve entre os primeiros jogando mais partidas sem mando de campo.

São números apenas. De nada adiantam se outros números, os financeiros, não estiverem bem estudados também, como se viu em 2010.

Mas é a gangorra do futebol, tão submisso ao momento que se deve aproveitar muito bem os períodos de alta.

Reportagem: Ibiapina explica contratação de Renato Gaúcho

O Atlético investiu pesado para trazer Renato Gaúcho. Confira na reportagem abaixo as razões dadas por Alfredo Ibiapina, diretor de futebol do clube, para a escolha do treinador.

Ibiapina também fala o porquê Renato só assume o time contra o Avaí – e não amanhã contra o Inter.

A reportagem foi exibida no Jogo Aberto Paraná de hoje:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!

Aproveite e vote na enquete: você aprovou a contratação de Renato Gaúcho pelo Atlético? Clique aqui!

Reportagem: Coritiba lida com especulações

Jonas rumo ao Santos, Rafinha e Demerson no futebol paulista, Anderson Aquino no Botafogo e até o superintendente de futebol Felipe Ximenes no Grêmio: o Coxa lida com as especulações e o assédio a seus jogadores.

Confira na reportagem exibida no Jogo Aberto Paraná hoje as respostas de Anderson Aquino e Jéci, sobre como lidar com essa situação sem perder o foco no Coritiba:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!

Renato e o homem nu

Nada de olhos fechados: homem nu acompanhará os passos de Renight no Atlético

“Quando eu fazia festas no meu apartamento no Rio, até o Cristo Redentor fechava os olhos”, disse esses dias Renato Gaúcho, novo técnico do Atlético, a Revista ESPN. Foi apenas uma das ótimas frases do cara que vai ter que “passar o trator”* na crise atleticana. Renato Gaúcho agora é paranaense e na outrora pacata Curitiba terá alguém menos puro vigiando seus passos.

Não, o comportamento noturno de Renato não deve o preocupar, caro atleticano. Não se trata dos passos do novo técnico na noite das belas curitibanas o monitoramento a se fazer. É em campo mesmo. Ou melhor, no CT do Caju. É lá que Renato também terá que ser menos puro, se quiser resolver o problema atleticano.

Crédito ele tem. Poucos jogadores e ainda menos treinadores são mais “bandidos” que ele. Assim, identificar e enquadrar eventuais dissonantes no grupo será baba. Aval, me garantiu Alfredo Ibiapina, ele também terá. “O Renato vai conhecer o elenco primeiro, mas vamos dar o apoio que ele precisa”, disse o diretor de futebol rubro-negro, quando perguntado sobre a limpa no elenco. No Atlético há uma pre-lista daqueles que já não interessam mais ao clube, mas evitou-se uma decisão uma vez que o novo técnico poderá ter uma leitura diferente de alguns problemas.

Por outros caminhos, soube que um que está na alça de mira é o auxiliar Leandro Niehues. Há rejeição externa e agora interna ao nome dele. Antônio Lopes já deixou a Baixada se queixando dele, Sérgio Soares, Geninho e Adilson Batista passaram por ali sem muita amizade com Niehues e Renato poderá até pegar uma ou outra dica, mas deve abrir o olho. Está claro que – vide a linha acima – o auxiliar não foi lá muito útil com os antecessores. Com Renato ao pé das coisas, pode rodar.

O clube está investindo pesado no novo técnico. Os valores especulados (cerca de R$ 300 mil/mês até dezembro) não foram confirmados por Ibiapina, que acredita ser pessoal o rendimento do treinador – e eu respeitei, cada um ganha e paga aquilo que entende merecer. Mas sabe-se que foi mais barato que o que pediu Celso Roth e mais caro do que todos os treinadores que já passaram pelo Furacão. “Não estamos medindo esforços”, me disse o diretor.

Ibiapina ainda descartou a chegada de Antônio Lopes, cogitado para ser um supervisor de futebol no Furacão. Me disse que ‘não sabia de onde surgiu isso’, mas deixou escapar que Lopes ‘não quer deixar de ser treinador agora’.

Renato será apresentado à imprensa na quinta pela manhã, um dia depois de um temerário jogo contra o Inter, na Porto Alegre em que fez história pelo Grêmio, mas que não o receberá para esse jogo. Renato verá pela TV o que nenhum atleticano aguenta mais ver: o catadão que é hoje o 11 atleticano. E já pediu o apoio do torcedor nessa entrevista ao site oficial. Salvo alguma surpresa positiva aos rubro-negros, o trabalho de bombeiro começa só contra o Avaí, na Arena, na próxima rodada. E provavelmente, agora sob os olhos do Homem Nu, talvez sinta falta do Cristo, agora como aliado na difícil tarefa de vencer 15 dos 31 jogos que restam.

*”Tem que passar o trator. Elas querem dar, tem que comer mesmo”, disse Renato sobre o assédio das mulheres aos boleiros, na Revista ESPN.

Os dois Renatos

Indefectível de óculos escuros, Renato Gaúcho é uma celebridade. Parece arrogante, mas pelas informações dos colegas de outras praças, é uma figura e tanto, quase sempre de bom humor. Não terá futvolei em Curitiba; nem sol. Qual Renato assumirá o Atlético?

O bom: Renato pegou o Grêmio ano passado na zona de rebaixamento no ano passado e, vencendo o próprio Atlético em confronto direto, classificou o time para a Libertadores. Antes, fazia boa campanha no Bahia, que acabou subindo para a Série A. Renato também conduziu o Fluminense a uma decisão de Libertadores, após montar o time que venceu a Copa do Brasil de 2007.

 

O mau: Sua primeira incursão como técnico foi em 1996, quando ainda era jogador do Fluminense. Caiu para a Série B, sem salvar a equipe, mesmo após prometer “andar pelado se não tirar o Flu dessa”. Pra sorte de todos, caiu e não cumpriu. Renato também foi mal no Vasco em 2008 e acabou rebaixado para a Série B com o time carioca.

 

Quadrilha*

O Atlético quer Diego Aguirre, que tem proposta do São Paulo

que emprega Carpegiani, que já treinou o Cruzeiro, que demitiu Cuca

que pode ir para o Grêmio, que demitiu Renato Gaúcho

que está na lista do Atlético Mineiro, que pode mandar embora Dorival Júnior,

que já treinou o Coritiba, que se vencer o Ceará, pode derrubar Vagner Mancini,

que já esteve na lista do Atlético, que já deveria ter percebido que 5 treinadores no ano,

mostram que tem mais furos ainda nessa história.

—-

* Quadrilha é um poema de Carlos Drummond de Andrade:

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

 

 

Reportagem: Marcelo Oliveira, do Coritiba

Em entrevista coletiva exibida no programa Jogo Aberto Paraná hoje, na Band Curitiba, o técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, falou sobre as mudanças na equipe para o jogo de quinta, contra o Ceará, pelo Brasileirão no Couto Pereira.

Marcelo colocará em campo Marcos Aurélio e Leonardo; ainda espera pela liberação de Rafinha para definir a equipe. Você pode assistir a entrevista no link abaixo:

Os bastidores da saída de Adilson Batista

Causa e consequência: ainda Geninho x Adilson (foto: montagem)

Ninguém aprovou a maneira com a qual Geninho, após vencer um clássico sobre o Paraná (3-2), acabou demitido; mas era consenso entre dirigentes, imprensa e torcedores que o técnico campeão brasileiro não vinha dando um ritmo legal ao time e que a oportunidade batia à porta com a disponibilidade de Adilson Batista, técnico promissor, jovem, ex-jogador do Atlético e amigo de Valmor Zimmermann, então na direção de futebol.

Então Geninho saiu e Adilson veio. Mas esqueceram de falar com quem ele comandaria: os jogadores.

Conversei por vários minutos com duas pessoas que vivem como poucos o dia-a-dia atleticano. E ficou bem claro pra mim que a boleirada se doeu pela saída de Geninho.

O ex-técnico atleticano é mais vivido que Adilson Batista e está mais acostumado com a cabeça do grupo de jogadores. É bem verdade que o Atlético deu adeus ao Paranaense ao perder para o Operário em casa (0-2) sob o comando de Geninho; mas foi a única derrota dele no comando rubro-negro. Geninho falava a lingua dos jogadores. Deixou o clube com mais de 80% de aproveitamento. Os comandados não entenderam. Sentiram-se traídos junto com o técnico. E jogador não costuma perdoar isso.

Adilson tentou. Trouxe um, dois, três reforços, quis se fortalecer. Mas o grupo não respeitava o comando dele. E isso piorou com a saída de Zimmermann. Os jogadores sentem a falta de comando no grupo. Adilson cobrava, dizia publicamente que o grupo precisava de reforços – e é claro que quem ali estava não gostava de ser cobrado. Discurso diferente do de Geninho, muito mais no sentido de valorizar quem ali está.

Com Adilson o Atlético foi surrado pelo maior rival na Arena, no dia do título do Coritiba (0-3); caiu ante um Vasco que se mostrou competitivo, mas não era brilhante, sendo mal-escalado em casa. Muito pela questão de confiança do treinador, que foi ficando sozinho; no Brasileiro, seis jogos, um gol marcado, um ponto. A fritura chegou ao ponto. Mas a culpa não é de Adilson – ou só dele.

O Atlético tem jogadores rodados, caros e de categoria. Noves fora um ou dois que tem deficiência técnica, não se pode dizer que Paulo Baier, Branquinho, Guerrón, Kléberson e Madson não sabem jogar bola. Interessados, eles podem tirar o Atlético desse buraco – e para isso, precisarão vencer 15 jogos em 32.

A solução também passa pela escolha certa do comandante. Diego Aguirre, que pode ser confirmado nas próximas horas, fez miséria com um Peñarol renascido. Mas terá que se adaptar ao futebol brasileiro, à lingua e à máfia instalada no CT do Caju. Talvez precise de pulso firme da nova diretoria de futebol, que terá que obrigatoriamente que afastar alguns jogadores, para devolver o comando ao treinador. É o susto para lembrar quem manda.

Caso contrário, o azeite continuará fervendo. O Atlético seguirá triturando treinadores, jogadores e principalmente, o coração da torcida.