Estádio não é problema só em Curitiba

Time grande, de massa, campeão nacional, já decidiu a Libertadores e tem um dos maiores parques associativos do seu país; foi rebaixado para a segunda divisão no ano passado e nesta temporada não tem estádio para jogar. Identificou? É possível que você tenha pensado no Atlético, mas quem também vive esse problema é o River Plate, da Argentina (que, por sinal, também é Atlético: CARP).

River Plate não sabe onde e quando estréia no 2o. turno da B Nacional

Vice-líder da segundona argentina (que ao contrário da primeira, não se divide em dois torneios, somando os pontos de Clausura e Apertura para o acesso), o River Plate vendeu mais de 10 mil entradas para o jogo contra o Chacarita Jrs., mesmo sem ser mandante. O acordo lá é diferente daqui: a AFA permitiu nessa temporada que os visitantes pudessem levar torcida nos campos dos adversários, o que não era permitido até a queda do River. A intenção é faturar com a presença do gigante portenho na Bzona. Só que o Chacarita Jrs., mandante, também vendeu ingressos e seu estádio em San Martín não suporta o volume de torcedores. A AFA então requisitou o estádio do Racing, em Avellaneda, região metropolitana de Buenos Aires, para o jogo. Ouviu um não do clube e da prefeitura.

O Chacarita resolveu então impor seu direito de mandante e quer jogar em San Martín, sem presença da torcida visitante. O River sugeriu La Plata e a AFA ainda está definindo se o jogo que seria realizado neste sábado (11) será amanhã em San Martín ou segunda, em La Plata. A definição tem de sair hoje. Por via das dúvidas, o River Plate já começou a devolver o dinheiro dos ingressos a quem procurar o clube. Mas tanto River quanto Chacarita seguem vendendo ingressos para quem quiser ir ao jogo, em diferente setores. Entendeu? Nem eu. Na verdade, pobre dos torcedores da Argentina, lá como cá, jogados a segundo plano.

Enquanto isso, na Espanha…

a Real Federação Espanhola de Futebol não sabe onde marcará o jogo final da Copa do Rei, entre Barcelona e Atlhetic Bilbao. A decisão acontece em jogo único e em campo neutro. Madrid seria o local mais indicado, mas o Real Madrid, alegando possibilidade de decidir a Liga dos Campeões da Europa poucos dias antes da decisão da Copa nacional, se recusa a emprestar o Santiago Bernabéu. Segundo o clube merengue, há risco de confrontos entre as torcidas porque os madrilenhos pretendem fazer uma festa no estádio; já o Atlético de Madrid também descartou empréstimo: o Vicente Calderón, seu estádio, está alugado para a mesma data (20/05) para um show do Coldplay.

No fundo, tudo é cortina para o principal: Madrid teme um confronto entre os munícipes da capital, os bascos do Atlhetic e os catalães do Barça no dia da final. Fora o fato de os torcedores do Real não admitirem a possibilidade de o Barcelona levantar uma taça no templo merengue – o que jamais aconteceu.

A cidade de Valencia também se manifestou contra a possibilidade de abrigar o jogo. Em 2009 os mesmos dois clubes decidiram a Copa no estádio Mestalla, do Valencia – deu Barca, 4-1 – e a cidade foi palco de brigas entre as torcidas. Os demais estádios do país são considerados pequenos demais para abrigar a final.

A Federação estuda a possibilidade de realizar o jogo no Camp Nou – o que seria uma vantagem para o Barcelona – mas dividindo a carga de ingressos entre as torcidas: 40 mil entradas para cada. A decisão sairá na terça-feira.

90 minutos no epicentro do futebol mundial

“Nesse mês fui ao meu primeiro Real Madrid x Barcelona em pleno Santiago Bernabéu. E o que eu não vi foi futebol…. Aquilo lá é outra coisa”

por Isabela Sperandio*

Real e Barça: mais que um jogo (foto: USA Today)

Há muito tempo digo que o futebol no Brasil é pouco profissional. Quando as pessoas comentam que é “um absurdo os jogadores ganharem tanto dinheiro”, eu discordo. Por que é um absurdo o Özil ganhar milhões de euros e a Angelina Jolie não? Ela aporta mais à sociedade do que o Messi? Para algumas pessoas pode ser que sim, para mim não. Também podemos olhar desde o ponto de visto da economia: Messi e Cristiano Ronaldo são “ativos” de duas das empresas esportivas mais valiosas do mundo. São investimentos amortizados e rentabilizados em negociações publicitárias, venda de camisetas, entradas para jogos, etc… Para mim, que moro na Espanha há 4 anos, o futebol é claramente um negócio maduro e rentável, mesmo em um país em crise.
E foi só depois desses 4 anos que eu tive a oportunidade de ir ao Santiago Bernabéu ver um jogo entre Real Madrid e Barcelona (que ganhou por 1 x 2, no jogo de ida da Copa del Rey – veja os gols abaixo). E posso garantir para vocês, um jogo desses impressiona: é muito mais do que futebol.

Quando os esportistas chegam a um nível tão alto de desempenho e superação, o quê se vê é um espetáculo com todas as letras. Velocidade, disputa e muita inteligência. Não tem corpo mole, nem chutão ou tempo perdido. É futebol do princípio ao fim. Apesar de o Real ter jogado muito menos do que esperávamos, do Mourinho ter decepcionado os torcedores brancos e do Cristiano Ronaldo ter atacado menos do que gostaríamos, não tenha dúvidas de que os 90 minutos foram intensos. Principalmente após o gol de Cristiano Ronaldo no primeiro tempo. Depois disso começou uma nova etapa na partida: muita marcação, corpo a corpo e especial velocidade nas disputas de bola.
Os dois times se movimentam sem parar, cada passe é feito com uma precisão cirúrgica e, naquele clássico, a estratégia do Barcelona ficava clara. Nós estamos acostumados a ver esse time na televisão – sabemos que seu futebol está baseado no toque de bola – mas, ao vivo, impressiona ainda mais. O Barça é uma equipe com todas as letras: todos os jogadores trabalham pelo bem do time e se ajudam durante o tempo inteiro.
Já o Real Madrid tem um jogo mais individual, cada um quer mostrar seu talento, o quê prejudica o toque de bola e o futebol. Muitos chamam o jogo de Mourinho de anti-futebol, e não estão completamente errados. Depois do empate de Puyol ainda no primeiro tempo, um Real ultradefensivo e perdido em campo passou a apelar para uma marcação mais forte e violenta.
Faltas, como o pisão infame do Pepe na mão do Messi ainda no chão, não foram suficientes para tirar o brilho do espetáculo e de um Barcelona que teve seus jogadores saindo de campo aplaudidos em pleno Bernabéu e que venceu por 1 x 2 com um gol de Abidal no segundo tempo.
O Barça deu uma lição de futebol ao Real Madrid dentro da sua própria casa. E não foi a primeira vez: durante a Era Mourinho, que começou em 2010, foram 11 enfrentamentos com apenas 1 vitória do Real Madrid e 3 empates.
O jogo de volta da Copa del Rey era decisivo, apenas um dos dois clubes se classificaria para a seguinte fase e o Barcelona a conquistou, depois de um empate de 2 x 2 (veja os gols abaixo). Nesse jogo vimos um Real Madrid mais lutador e unido. Outro espetáculo, que deixa claro duas coisas: o Barça é obviamente superior ao Real Madrid em qualidade de jogo e em equipe. E a Espanha, apesar de viver uma das maiores crises da sua história, é o país que tem o melhor futebol da atualidade.

*Isabela Sperandio é jornalista, curitibana residente em Madrid.No blog Igualzinho ao Brasil, ela conta o cotidiano espanhol e as comparações entre os países; no texto, contou com a colaboração de Raul Suhett.

Os gols mais bonitos de 2011

Neymar venceu a eleição para o gol mais bonito de 2011, coisa que eu concordo. Ele superou Rooney e Messi na eleição da Fifa. Os gols você vê abaixo:

E no âmbito local?

O Jogo Aberto Paraná elegeu internamente os gols mais bonitos de 2011 e separou num Top 10 pra você conferir abaixo:

E você, concorda com as listas? Comente abaixo!

Que beleza de camisa! #14: Roma

Ela não é Nero, mas põe fogo na cidade.

Fim de noite, mas ainda é terça e dia do “que beleza de camisa!”. Essa semana, a homenagem vai para o futebol da terra da Bota: a Roma (por vezes chamada de “O” Roma), que empresta a beleza do uniforme para @kellypedrita. Ou seria o contrário…?

Que beleza de camisa! #14 Associazione Sportiva Roma SpA

Quem é? Clube grande da Itália, fundado em 22/07/1927.

Já ganhou o que? Campeão do Torneio das Cidades com Feiras (competição que originou a Champions League) em 1960/61; 3x campeão italiano: 1941/42, 1982/83 e 2000/01; 9x campeão da Coppa Itália.

Grande ídolo: Inúmeros jogadores de garbo já defenderam a Roma, como os brasileiros Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezzo e Aldair (este, recebeu a homenagem de ver a Roma aposentar a camisa número 6 quando deixou o clube). O espanhol Pep Guardiola, o alemão Rudi Voller e o italiano Fábio Capello, enquanto jogador, também fazem parte dessa lista. Mas ninguém é maior para os romanistas que Francesco Totti, nascido na própria capital italiano. Totti chegou a AS Roma aos 13 anos, ainda na base. Após 22 anos de clube, vestiu a camisa por 610 vezes (recordista), sendo que jogou 474 jogos pela Serie A do Calcio (recordista nacional) e, com 262 gols, é o maior artilheiro da história da Roma, 207 deles na Serie A (mais um recorde). Não bastasse isso foi com Totti que a Roma quebrou um jejum de 17 anos sem vencer o Italianão, em 2000. Pensa que é só? Pois Totti é um tifosi (fanático, verbete vem da febre Tifo) confesso da Roma desde criança e com um jeitão meio caipira, é carismático e cai no gosto de quase todo italiano fã de futebol. E ainda teve a cara de pau de inventar essa cobrança de pênalti:

Acha pouco? Que tal se o atacante do seu time fizesse um gol assim em cima do maior rival, num jogo que acabaria 5-1 a favor?

Apelidos: Lobo ou Giallorossi (vermelho e amarelo, como rubro-negro ou alviverde).

Como anda? Foi 6o. colocado no último italiano, mas vem de uma década (quase) vitoriosa, com 1 italiano, 2 Coppas Itália e alguns vices em ambas. No entanto, após a morte de seu presidente Franco Sensi em 2008, o clube passou a viver grave crise financeira e foi colocado a venda, obrigando-se a renegociar patrocínios e rendas para não ficar de fora da Serie A. Foi eliminada precocemente da Euro League 2011-12, ao perder para o Slovan Bratislava na primeira fase dos play-offs (0-1 e 1-1).

Curiosidades: É o segundo time, ao lado da Juventus, que mais disputou a Serie A Italiana: 79 vezes, uma a menos que a Inter; está desde 1952 na primeira divisão – neste ano, havia disputado a Serie B e voltou como campeã. Joga no mitológico Estádio Olímpico de Roma, capital italiana, que sobreviveu a duas guerras e sediou os Jogos Olímpicos de 1960, ficando dentro de um complexo esportivo. A Roma é, na verdade, um tricolor: marrom, vermelho e amarelo, as cores da cidade. E a Loba que o simboliza é em função da origem da cidade, dentro do mito dos irmãos Rômulo e Remo, criados por uma loba.

O Roma e o futebol paranaense: O Roma nunca enfrentou nenhum time paranaense, mas nem por isso deixa de ter relações com a terrinha. Em 6 de dezembro de 200o, após ter vencido a Copa SP de juniores por Barueri, o empresário João Wilson Antonini transferiu seu clube para Apucarana. E então o futebol paranaense ganhou uma Roma: o Roma Esporte Apucarana, da Roma Incorporadora, cujo nome, ao contrário do que se pensa, não homenageia a AS Roma e sim outra Roma: Romalina Antonini, mãe do empresário fundador do clube.

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Que beleza de camisa! #9: Peñarol

"Fico bem de dourado?"

Terça-feira = Que beleza de camisa! E hoje vamos contar a gloriosa história do Peñarol, atual vice-campeão da Copa Libertadores, representado pela não menos gloriosa @kellypedrita. Vamos lá?

Que beleza de camisa!

#9 Club Atlético Peñarol

Quem é? Um dos grandes do futebol mundial, fundado em 28 de setembro de 1891.

Já ganhou o que? 3x Campeão Mundial (1961, 66 e 82), 5x Campeão da Copa Libertadores (1960, 61, 66, 82 e 87) e 48x Campeão Uruguaio.

Grande ídolo: Com 119 anos, falar em um ídolo só para o Peñarol é arriscado; por lá passaram o carrasco brasileiro Alcides Ghiggia, Pablo e Diego Forlan (pai e filho) e Pedro Rocha. Mas para a atual geração de torcedores, o principal nome do clube é Diego Aguirre, autor do gol do título da Libertadores de 1987 no último minuto da decisão contra o América de Cáli e que, 24 anos depois, quase repetiu o feito ao conduzir o então apagado Peñarol ao vice-campeonato da mesma competição, perdendo para o Santos.

Apelidos: Carboneros, Aurinegros.

Como anda? É o atual vice-campeão da Libertadores, depois de anos de ostracismo no continente. Também superou um jejum de sete anos em 2010, quando voltou a vencer o Uruguaião.

Curiosidades: Fundado em 1891 com o nome de CURCC (Central Uruguay Railway Cricket Club), mudou em 1913 para Club Atlético Peñarol sob forte apelo de nacionalismo uruguaio – Peñarol é a localidade em Montevidéo onde foi criado o clube. O nome Peñarol vem do agricultor Pedro Pignarolo, dono da propriedade que deu origem ao clube. Apesar de muito se falar no Santos de Pelé, quem mandou mesmo no continente na década de 60 foi o Peñarol, tricampeão continental. Sua torcida orgulha-se de ter “o maior bandeirão do Mundo”, de 15 mil metros quadrados.

O Peñarol e o futebol paranaense: Ao contrário do rival Nacional, o Peñarol nunca enfrentou Atlético, Coritiba ou Paraná. Mas nesse ano as notícias dos Carboneros se cruzaram com as do Furacão, que tentou a contratação do técnico Diego Aguirre, que preferiu seguir no Uruguai em função do momento político do Atlético. No entanto, Aguirre deu uma grande demonstração de amor ao clube uruguaio ao recusar propostas do São Paulo FC e do milionário futebol árabe para seguir no Peñarol.

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Com o carimbo boquense de qualidade

O maior clube da Argentina escolheu o CT do Atlético para sua pré-temporada. Perto do encerramento, com quase 15 dias de presença do Boca Juniors em Curitiba, faço um mea-culpa: acho que a imprensa local não deu a dimensão exata do que representa ter o clube de maior torcida e que dominou a América no início dos anos 2000 em Curitiba.

O Boca, para os argentinos, é mais que um clube. Não é exatamente o que é o Barcelona para os catalães, mas se aproxima muito. É la mitad más uno, como se diz por lá; mais da metade dos argentinos é Boca. Não é Flamengo ou Corinthians aqui; a proporção é maior.

O bairro de La Boca não é só a casa do time. É o local da origem do tango, outro orgulho argentino. E do povo. O Boca é povo, é orgulho argentino. E já atravessou fronteiras.

Hoje, o Jogo Aberto Paraná exibiu reportagem com uma paranaense apaixonada pelo Boca, que realizou o sonho de conhecer astros como Riquelme e Schiavi. Nascida no Paraná e sem nunca ter visitado a Argentina, Edna é Boca Juniors.

Sua história de amor pelo Boca passa pela presença do ex-presidente da Fifa, João Havelange e, claro, Diego Maradona. Assista:

Também me confesso boquense. Estive na Argentina em várias ocasiões, mas foi na primeira, em que conheci La Bombonera, que fiquei fã do Boca. Nada comparado a paixão da Edna, mas uma admiração que me faz até ter satélite para ver o Argentinão na TyC Sports ou na Fox Sports ao longo do ano. Mas sou cara-de-pau: além do Boca, torço por Racing e Huracán no país vizinho. Coração de mãe.

Bastidores da passagem do Boca

Além do sucesso na noite curitibana, relatado aqui pelo Zé Beto, os craques do Boca se impressionaram com a estrutura do CT atleticano. O diário Olé chegou a preparar um material especial sobre a pré-temporada brasileira do Boca (aqui, cara) coisa que vimos pouco na imprensa nacional.

Boca treina no Caju: Riquelme se impressionou (foto: Guilherme Linhares)

Riquelme, tido por muitos como arrogante, foi simpático com funcionários e torcedores que chegavam até ele no CT. Para os boquenses do Brasil, em especial de Curitiba, ficará a lembrança, como conta Guilherme Linhares, estudante de Relações Internacionais e filho do narrador do SporTV, Linhares Jr:

“Muito bacana ver um clube argentino de perto, ainda mais sendo o maior deles. Uma oportunidade única, que talvez só um time como o Atletico pode oferecer devido sua estrutura. Sentir o clima de uma equipe como o Boca nao tem preço para mim que sou apaixonado por futebol. Ter a chance de ver o craque Roman Riquelme e pegar seu autografo e algo dificil de se explicar.”

Resta esperar como será o desempenho do Boca no Apertura/11 pós CT do Caju. E descobrir porque o CT do Atlético não emplaca com o próprio.

Abaixo, segue tradução do texto para o espanhol:

El club más grande de Argentina eligió el CT de Atlético a su pre-temporada. Cerca del final, con casi 15 días en la presencia de Boca Juniors en Curitiba, hago un mea culpa: Yo creo que la prensa local no le dio la dimensión exacta de lo que significa tener el mayor club de fans, que dominó América a principios de los de 2000 acá en Curitiba. Boca, para los argentinos, es más que un club. No es exactamente lo que los catalanes de Barcelona, ​​pero está muy cerca. Es La Mitad más Uno, como dicen por ahí, más de la mitad de la hnichada de Argentina. Flamengo y Corinthians no se acercan, la proporción es mayor. El barrio de La Boca no es sólo la casa del equipo. Es también el sitio de origen del tango, otro orgullo argentino. Y el pueblo. La Boca es el orgullo de la gente de Argentina. Que ha cruzado fronteras. Hoy, Jogo Aberto Paraná mostró una historia de amor con Boca, que hizo el sueño de Edna visitar las estrellas como Riquelme y Schiavi. Nacida en Paraná, sin nunca haber visitado Argentina, és hincha de Boca Juniors. Su historia de amor con Boca pasa a través de la presencia del ex presidente de la FIFA Joao Havelange y, por supuesto, Diego Maradona. (Video)
También me confieso Boca. Yo estuve en Argentina en varias ocasiones, pero primero contacto con La Bombonera, me quedo de Boca. Nada comparado con la pasión de Edna, pero que me hace tener el satélite y ver a Clausura/Apertura en TyC Sports o Fox Sports durante todo el año. Pero estoy cara a acciones, más allá de la boca, alentando a Racing y Huracán en Argentina. Corazón de Madre.
Backstage Pass Boca
Además del éxito de la noche en Curitiba, informó aquí por Ze Beto, las estrellas de Boca hizo impresionado con la estructura de la CT de Atlético. El diario Olé preparó un material especial de Boca en Brasil antes de la temporada; lo hemos visto poco en la prensa brasileña. Riquelme, considerado por muchos como arrogante, era amable con el personal y los aficionados que acudían a él en el CT. Hinchas de Brasil, Curitiba, en particular, como se recordará, según lo contado por Guilherme Linhares, un estudiante de Relaciones Internacionales y el hijo del narrador de SporTV , Linhares Jr: “Muy bonito para ver de cerca un club argentino, aunque la mayor de ellas. Una oportunidad única, tal vez sólo un equipo como el Atlético puede ofrecer debido a su estructura. Sienta la atmósfera de un equipo como Boca no tiene precio para mí que Soy un apasionado del fútbol. Tener la oportunidad de ver el as Román Riquelme y obtener su autógrafo y algo difícil de explicar.” Sólo podemos esperar el desempeño de Boca en Apertura/11 despues del CT. Y averiguar por qué CT de Atlético no ayuda a suyos propios.

Reviravolta no ‘Caso Ariel’ pode render R$ 4 milhões ao Coxa

Ariel no Racing: jogador poderá ter que indenizar o Coxa

Ariel Nahuelpan poderá ter que indenizar o Coritiba em R$ 4 milhões (corrigidos diariamente desde o dia 01/07/2010) após uma reviravolta no caso que acabou liberando o ex-atacante alviverde na justiça do trabalho. (Os detalhes da ação você pode relembrar aqui, em reportagem minha na Gazeta do Povo, e aqui, após a conclusão, na matéria do site FutebolParanaense.net).

A decisão, ainda preliminar, foi tomada pela 2a Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 9a região ontem.

Confira um trecho do despacho da ação:

“CERTIFICO e dou fé que, em sessão ordinária realizada nesta data, sob a presidência da
Exma. Desembargadora Ana Carolina Zaina, presente o excelentíssimo Procurador André
Lacerda, representante do Ministério Público do Trabalho, (…), RESOLVEU a 2a. Turma do
Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, por unanimidade de votos,
CONHECER DOS RECURSOS ORDINÁRIOS DAS PARTES. No mérito, o Exmo.
Desembargador Marcio Dionisio Gapski (Relator) votou DANDO PROVIMENTO PARCIAL
AO RECURSO ORDINÁRIO DO AUTOR para, nos termos do fundamentado:

a) declarar que a duração máxima do contrato de trabalho para o atleta profissional de futebol, quando
estrangeiro, na vigência da Lei Pelé, tem sido e é de 05 (cinco) anos;

b) declarar a validade dos contratos de trabalho de fls. 75 a 78 e de fls. 79 a 82 e, consequentemente,
determinar o respeito e cumprimento de suas cláusulas, no que não estiver prejudicado
pelo decurso de prazo; e

c) condenar o réu, Ariel Gerardo Nahuelpan Osten, a pagar a
Coritiba Foot Ball Club a quantia de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a título de
cláusula penal, com correção monetária e juros de mora a contar de 01/07/2010 e
NEGANDO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO DO RÉU”

Vale destacar que a ação pune o jogador e não o clube espanhol – é possível, no entanto, que haja acordo entre ambos para o eventual pagamento da pena.

O Coritiba agora aguarda a confirmação da decisão.

Consequências

O ‘caso Ariel’ botou em cheque o sistema trabalhista brasileiro com relação ao futebol. Além do desgaste coxa-branca, os demais clubes passaram a ter outros cuidados ao contratar atletas estrangeiros. É o caso do Atlético com Santíago “Morro” Garcia, cuja negociação expliquei aqui nesse post.

A decisão (a se confirmar) será também uma vitória pessoal dos advogados do Coxa, extremamente criticados à época.

Os midiáticos

O futebol paranaense recebe Renato Gaúcho. Figurinha carimbada no Rio, Renato vai conhecer agora Curitiba. Mas não será o primeiro técnico badalado a dirigir um clube paranaense.


Renato no Chacrinha: badalação é com ele mesmo

Vamos relembrar o Top 5 dos técnicos mais badalados que já passaram pela terrinha:

#5 – Mano Menezes

Mano Menezes já comeu pierogi em Irati

O atual técnico da Seleção abre a lista dos badalados embora não fosse técnico de ponta quando dirigiu o Iraty. Foi em 2003, quando o Azulão disputou a Série C do Brasileiro, como relembra esta matéria do Paraná OnLine. Pelo time paranaense, quatro derrotas, um empate e uma vitória. Mano deixou o Iraty sem deixar saudades nos torcedores do Azulão – ao menos pelos resultados em campo, porque, reza a lenda, era rei do churrasco. Do Iraty foi para o Guarany de Venâncio Aires e perambulou pelo interior gaúcho até chegar ao Grêmio, depois de destacar-se no Caxias. Da Batalha dos Aflitos à Seleção Brasileira, a história é conhecida.

#4 – Joel Santana

From the middle, to behind. Na tabela.

Outra figuraça nacional que passou por aqui, no Coritiba. Simpático e bem humorado, o carioca Joel Santana, rei do Rio e da Bahia, naufragou no Coxa. Chegou no Brasileirão 2001, para ajudar o time a sair das últimas posições. Acabou em um 17o lugar entre 28 equipes, em um ano tumultuado no Alto da Glória muito mais em função da conquista atleticana. E como tudo era problema, a prancheta de Joel não agradou. O técnico foi se desgastando, se manteve para o Paranaense e a Sul-Minas, mas uma goleada por 1-6 para o Paraná encerrou a passagem dele por aqui, sob os gritos de “Fica, Joel”. Por parte dos tricolores, é claro. Joel seguiu a vida, voltou a ganhar títulos no Rio e fazer bons trabalhos. Mas passou a ser um dos midiáticos após a passagem pela Seleção da África do Sul, com impecáveis entrevistas em inglês:

#3 – Felipão

"O Couto Pereira não me dá sorte..."

Felipão chegou ao Coxa em 1990, com o clube amargando a crise do rebaixamento na caneta em 1989, por ter levado WO contra o Santos, mesmo amparado por uma liminar. Ele ainda não era O Felipão – só viria a ser a partir do ano seguinte, quando conquistou a Copa do Brasil com o Criciúma. Dirigindo um time que tinha grandes nomes no papel, como o goleiro Mazaropi, os meias Norberto, Bonamigo e Tostão e os avantes Cuca, Chicão e Pachequinho, Felipão levou ferro do Juventude em Caxias (0-2), do Joinville em Santa Catarina (0-4) e de novo do Juventude, agora no Couto: 0-2. Ao final da partida contra o time de Caxias, sua terra de residência, aproveitou o embalo e voltou para o Sul de carona no ônibus do Ju. Felipão viria a superar com maestria sua péssima campanha no Coxa (que renderia uma Série C não fosse uma nova virada de mesa da CBF) ao conquistar Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e a Copa do Mundo com a Seleção. Mas depois do último encontro dele com o Couto Pereira, deve ter coceiras ao ouvir o nome do estádio.

#2 – Wanderlei Luxemburgo

Luxa acabou largando o "pojeto" na metade

Cinco vitórias, cinco empates, cinco derrotas. Mais regular, impossível. Esse foi Wanderley Luxemburgo no Paraná Clube, em 1995, a contratação de treinador mais badalada da história do futebol paranaense (até a #1, logo abaixo, chegar). Luxa causou alvoroço na mídia local. Chamou a atenção do Brasil para o Paraná Clube, então único representante do Estado na Série A. Começou bem, no Brasileiro, com um time que tinha Régis, Paulo Miranda, Ricardinho e outros, e estava no meio do trajeto do Penta estadual. Mas começou a cair e via se aproximar nova demissão – havia saído do Flamengo após o Estadual, quando perdeu o título para o Fluminense de Renato Gaúcho no ano do centenário, com o famoso gol de barriga. Luxa foi salvo por uma proposta do Palmeiras, para montar o timaço da Parmalat que detinha o recorde nacional de vitórias seguidas até esse ano, quando foi superado pelo Coxa. Veja mais de Luxa no Tricolor no vídeo abaixo, da Globo.com:

#1 – Lothar Matthaus

O Alemão e a polêmica foto de US$ 1 milhão

Ninguém causou mais impacto no futebol paranaense que o Atlético ao trazer o capitão do tricampeonato da Alemanha, Lothar Matthaus, para o comando técnico. O alvoroço foi mundial. Nem Matthaus era um treinador tão conhecido (embora, como jogador, fosse um Zico alemão, só atrás do Pelé Beckenbauer), nem o Atlético ou algum paranaense havia sido tão midiático. Matthaus causou alvoroço na chegada, na passagem e na saída. Havia quem duvidasse do rendimento daquela equipe, em 2006, quando ele chegou. Passado o susto, vieram os métodos de treinamento europeus e as entrevistas com tradutor. O time até rendeu: seis vitórias e dois empates, entre Paranaense e Copa do Brasil, nos dois meses por aqui. Mas a foto ao lado – e supostas aventuras extra-conjugais – tiraram o Alemão do Furacão. Se houve affair ou não, não se sabe (ou se comenta); o que é fato é que a então esposa de Matthaus, Marijana (a 3a das 4) exigiu a volta dele, sob pena de um contrato de US$ 1 milhão ser executado no divórcio. Matthaus deixou um carro top de linha da Wolksvagem, quase zero kilômetro, com as chaves no contato no Aeroporto Afonso Pena; e uma conta de celular de mais de R$ 3 mil. Anos mais tarde, disse ter se arrependido de deixar o comando atleticano intempestivamente.

Menção honrosa

Todos os técnicos acima são midiáticos, de grande exposição na imprensa nacional/mundial. Nenhum, no entanto, fez o caminho inverso. A exceção é Nuno Leal Maia, técnico do Londrina em 1995. Melhor que a história, é apresentar um grande momento dele como ator – função que, convenhamos, ele vai muito melhor:

Feita para Brasil e Argentina. Especialmente Argentina.

Messi: a Copa América é pra ele; avisem o Neymar.

Rebaixamento do River Plate; crise financeira e política; dezoito anos sem ganhar título importante; o melhor jogador do Mundo tentando ser ídolo em casa. É… a Copa América 2011 foi feita para a Argentina. E para o Brasil ser o coadjuvante dela.

Dê uma olhada na tabela aqui. Note que, prevendo alguma dificuldade, os cruzamentos colocam até mesmo os segundos colocados dos Grupos A e B em chave distintas dos primeiros. Se Brasil ou Argentina tropeçarem no caminho, ainda assim, só se verão na decisão – salvo se um deles se classificar muito mal, como segundo ou terceiro melhor terceiro colocado no geral.

Eles querem a decisão conosco, no Monumental de Nuñez, casa cheia, brilho de Messi e título argentino. Do lado de cá, três grandes esperanças: Neymar, que realmente começa a trilhar a estrada de Pelé; Ganso, um craque acima da média (porque não um novo Zico?); e Lucas, outro cracasso, que poderia nos remeter a Rivellino. Não é um time qualquer, se Mano Menezes acertar a máquina.

E nós, paranaenses, temos ainda dois orgulhos: Adriano e Jadson. Eu vi os dois começarem na dupla Atletiba e viverem grandes momentos por aqui. Um é esse aqui de baixo: a primeira convocação de Adriano, ainda no Coxa. A reportagem é e um dos homens mais bonitos que eu conheço:

Adriano demorou, mas chegou ao Barcelona. É orgulho coxa-branca, craque curitibano que pra quem não sabe, começou no futsal do Paraná Clube – mas um da escolinha tricolor.

O outro é um dos gênios que vi de perto, no melhor Atlético de todos os tempos (pra mim, obviamente) que, para tristeza dos rubro-negros, não foi campeão. Mas provou que grandes times (como a Seleção 82) não vivem só de títulos. Jadson foi genial com a 10 atleticana e é idolatrado também no Shakthar Donetsk. Os lances a seguir explicam o porquê:

Imagino a saudade atleticana ao ver o vídeo acima. Enfim. Hoje ambos estarão lado a lado, pela amarelinha.Hoje não: domingo, contra a Venezuela -começando no banco, diga-se.

Muitos ainda me lembrarão que Alexandre Pato também é paranaense. Mas a única referência dele no nosso futebol é a foto abaixo, ainda criança. Para nosso azar, que só vimos ele brilhar a distância, no Inter-RS.

 

Jogo Aberto Paraná – vídeos de 30/06/2011

Não deu para assistir o Jogo Aberto Paraná na telinha hoje? Acompanhe aqui as reportagens exibidas no programa de hoje:

Coxa terá mudanças para o jogo contra o Ceará; assista jogadores e o técnico Marcelo Oliveira:

Veja os gols do amistoso do Operário contra o XV de Indaial (2-0), preparatório para a Série D do Brasileiro (a narração é de Marcelo Ferreira, da Band Ponta Grossa):

Aqui, os gols das seleções feminina e sub-17 do Brasil nas Copas do Mundo das duas categorias:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar na Band Curitiba (canal 2 sinal aberto, TVA e NET; 38 digital, 302 Sky), para Curitiba, RMC, Paranaguá e litoral e Ponta Grossa e campos gerais, de segunda a sexta, 12h30. Acompanhe!