O ano de 2011 tem sido generoso com o Coritiba. Recordes em campo, título invicto no Estadual com 3-0 sobre o Atlético na Arena e até uma decisão nacional no curriculo.
Mas é fora de campo que o clube mostra que não só escapou da falência (problema alertado pelo artífice da volta, Vilson Andrade) como está bem vivo naquele que é considerado o grande patrimônio de todo clube: a torcida.
A CBF divulgou a média de público do Coxa no Brasileirão. E a saudade da Série A somada ao resgate do orgulho alviverde colocam o Coritiba como o quarto clube do País em presença de torcida no seu estádio. Confira a classificação geral da Série A até a 23a. rodada:
Os números são muito significativos. O Coxa está a frente de clubes com torcida maior e mais: com maior número de sócios, como Grêmio e Internacional; supera também as (decepcionantes) médias de público do Fluminense, atual campeão brasileiro, e do Santos, atual campeão da Libertadores. Não só isso: a manter os números, a média de público coritibana em 2011 será a quarta maior da história do clube na Série A – a maior foi em 1980, com 21.754 torcedores presentes em média nos 11 jogos que disputou na época.
Apesar de estar atrás do rival, a média do Atlético também é digna de nota. Com uma campanha abaixo do normal, o clube arrasta mais gente que Botafogo e Vasco, que disputam o título. Na história, o Atlético é o clube paranaense com a maior média de público na Série A: 23.801 torcedores em média acompanharam o Furacão em 1983.
Não há dúvidas que a saída para competitividade e redenção do futebol paranaense é a participação ativa dos torcedores e sócios – que será ainda mais direta em dezembro, quando quase 10 mil torcedores de cada time decidirão as eleições na dupla.
Curiosidades:
– Se é o quarto melhor em média, o Coxa tem participação no pior público do Brasileirão/11: foi no jogo América-MG 1-3 Coritiba, em Sete Lagoas, para 732 heróis.
– Aos paranistas: a maior média de público do clube na elite nacional foi em 2005: 11.414 torcedores por jogo.
– O registro histórico das médias está no confiabilíssimo site RSSSF (Fundação do registro histórico do esporte futebol, em tradução livre)
Grato ao leitor Gilmar Alberto pela dica de tema.
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Manhã movimentada após mais uma rodada no Brasileiro, com mexidas nos elencos da dupla Atletiba.
Vamos rapidinho porque tem muito Jogo Aberto Paraná para editar ainda:
Coritiba
Marcel deve assinar daqui a pouco seu retorno ao Alto da Glória. O jogador é esperado para exames até 12h. Marcel tem uma luxação no ombro, em tratamento e, se estiver apto, retorna ao clube que o lançou.
A diretoria reluta em confirmar a informação, mas em Santos o retorno do camisa 9 é dado como certo. Até 12h30, na Band, confirmaremos.
Update:
Entre Coritiba e Marcel, tudo certo. O jogador já é do Coxa.
Mas agora resta saber se ele poderá atuar após 15 dias a contar de hoje ou só na próxima temporada. Explico:
O contrato de Marcel foi rescindido antes do fechamento da janela de transferências internacionais, o que permite que ele ainda possa se encaixar em algum clube brasileiro – no caso, o Coxa. Resta saber se a CBF vai acatar o pedido do departamento jurídico do Coritiba e legalizar a participação dele no BID, o que só deve acontecer em 2 ou 3 dias.
Fisicamente, Marcel está recuperado da lesão no ombro. Mas está fora de forma e houve um pedido para que ele tenha ao menos 10 dias antes de uma possível estréia.
Ou seja: Marcel é do Coxa, mas o torcedor só poderá vê-lo em campo em 15 dias ou mais, caso o departamento jurídico não seja atendido no pedido. “Tem chance, é 50%/50%. Pode ter contratempo sim”, me disse Ernesto Pedroso, diretor alviverde.
Atlético
“Não haverá dispensas; vamos poupar alguns jogadores”, me disse há pouco Alfredo Ibiapina, que já está em Curitiba. Ele atribuiu a palavra “dispensas” a cabeça quente do staff atleticano após a goleada em Porto Alegre, mas entende que os jogadores tem potencial para tirar o clube dessa vexatória situação, como mostraram com Renato Gaúcho.
No entanto deve haver afastamentos. “Vamos poupar alguns jogadores”, me confirmou. Entre os nomes, Fransérgio, Robston e Paulinho. Mas outros podem fazer parte dessa lista.
Sobre reforços, o clube “continua procurando”, embora o atacante de área em que as fichas estão depositadas é Nieto, que estará a disposição ainda essa semana – ou contra o Palmeiras, ou contra o Flamengo.
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Nike fez proposta e compete com Penalty e Lotto pelo Coritiba (imagem meramente ilustrativa)
O assunto é tratado com sigilo absoluto no Coritiba, mas a multinacional de equipamentos esportivos Nike está muito próxima de fechar contrato para fornecer material esportivo para o Alviverde.
O contrato atual do Coxa com a Lotto vence em dezembro e o clube já recebeu uma proposta da Nike para trocar de fornecedora. O valor seria de US$ 1 milhão e mais 26 mil peças a disposição do clube. Os números são cotados acima do que o Coxa recebe hoje da Lotto – estes, não divulgados. O valor agrada a diretoria, que pleiteia ainda outros acordos junto a marca.
A Penalty também está interessada em fornecer material esportivo ao Coritiba mas, pelo que apurei, é a possibilidade mais remota. Já a Lotto, atual fornecedora, quer permanecer e para tanto terá que investir pesado. A Fillon, que detém a marca Lotto no Brasil, já trabalhou com a Diadora no Coritiba e pode até mudar para Kappa em 2012 – se cobrir a proposta da Nike.
Oficialmente, o Coxa nega a possibilidade. As negociações vão até o final de Outubro e só então o clube deve anunciar a nova parceria.
P.S.: A imagem acima é meramente ilustrativa, sem nenhuma relação oficial. É uma criação do blog Camiseta dos Sonhos. Vale a conferida!
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A série de entrevistas com o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, chega a 3a parte – provavelmente a mais polêmica – falando de Copa do Mundo, Couto Pereira e Mário Celso Petráglia.
No bate-papo realizado nessa semana na Arena da Baixada, Malucelli não se furtou de nenhum assunto, desde o futebol do clube (na parte I) até as cotas de TV do C13 (parte II). E também não teve papas na lingua ao falar do desafeto e da possível ida do Atlético para o Couto Pereira.
“O Vilson [Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba] me disse que se nos acertarmos, eles nos cedem o campo sem qualquer obrigatoriedade”, afirmou, sobre o uso do artigo 7 do Regulamento Geral de Competições; “É uma promessa do idealizador desse projeto que fique pronto, acho que ele vai cumprir”, desafiou citando indiretamente Petráglia, ao falar do término da Arena para a Copa das Confederações.
Malucelli foi fundo nos temas, detalhando também as opções que o Atlético tinha que escolher entre as propostas para conclusão da Arena. Assista e comente:
O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Assista!
Prosseguindo a série de entrevistas com o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, chegamos a parte II, na qual o dirigente rubro-negro conta detalhes do racha do Clube dos 13. Também fala da relação com o São Paulo FC e da venda de Rhodolfo, motivo de críticas do hoje opositor Mário Celso Petráglia.
E cobrou a emissora dona dos direitos de transmissão, ao falar sobre o marketing do clube: “Espero que cumpram a promessa de transmitir mais jogos”, disparou.
Malucelli também falou do plano de sócios do Atlético. Confira no vídeo abaixo:
Amanhã, a parte III da entrevista, na qual Marcos Malucelli garante: “Já falei com o Vilson [Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba] e não haverá problemas”, sobre o uso do Couto Pereira pelo Atlético durante as obras para a Copa 2014. Fique ligado!
Mais Atlético
Ainda ontem, o ex-presidente do Atlético, Mário Celso Petráglia, concedeu entrevista a Rádio 91Rock FM. A assessoria do empresário e candidato confirmado a presidência do clube em dezembro disponibilizou o áudio nesse link.
O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Assista!
O Atlético passa por um momento difícil dentro e fora de campo. Dentro, amarga desde a primeira rodada a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro; fora dele, convive com uma turbulência política desde o racha entre o ex-presidente Mário Celso Petráglia e o atual, Marcos Malucelli.
Malucelli relutou em falar com a imprensa nos últimos tempos, mas resolveu voltar a público depois da série de cobranças que vem sofrendo. Ele me recebeu no Restaurante Vip da Arena da Baixada (na verdade, o espaço se tornou um salão que recebe personalidades, nunca tendo funcionado como restaurante, e que dá vista ao campo de jogo) para um papo franco e direto, que durou quase uma hora. Da bola a Mário Petráglia, da Arena ao marketing, falamos sobre tudo.
E não se furtou de responder nenhuma pergunta.
Na primeira parte dessa entrevista, você ouvirá Malucelli falar sobre o futebol atleticano, as várias contratações, as mudanças de técnicos e preparadores físicos e as categorias de base. E a afirmação: “O planejamento no futebol não dura três derrotas”, sobre o que o Rubro-Negro vem passando desde 2007.
Confira:
Amanhã, apresentaremos mais um trecho da entrevista, falando sobre a relação com o Clube dos 13 e o São Paulo FC, os sócios do Atlético e a ambições dele como presidente, mesmo falando que deseja sair do clube: “Claro que eu tenho essa ambição, é vaidade, só não quero me perpetuar, ser dono do clube”. Acompanhe!
O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Assista!
Essa é a segunda parte da série que apresentarei aqui no site, com temas referentes ao Mundial 2014, especialmente nos assuntos que envolvem Curitiba. A primeira, que apresenta a votação da maneira como a Arena será concluída, por decisão do Atlético, está aqui.
A pergunta acima é a polêmica da vez envolvendo os rivais paranaenses e a Copa 2014 e respondendo-a objetivamente: ainda não se sabe. Mas tudo desenha-se para isso. Agradando ou desagradando, o fato é que as chances de o Atlético ir jogar no Couto Pereira durante as obras do Mundial-14 são muito grandes. E o principal motivo está logo abaixo:
Artigo 17 do regulamento geral de competições da CBF: ele define.
(Nota importante 23h11: o artigo 17 do RGC de 2010 tem o mesmo teor que o artigo 7 do de 2011 e é nele que se baseia o texto. A alteração já foi feita por mim abaixo, em nota pé, para manter o texto original e não dar margem a possíveis interpretações equivocadas quanto a lisura e conduta deste blog. Peço que reparem no horário da edição ao final do texto e que tenham o bom senso de saber que o assunto em si não tem alteração, já que o teor dos artigos é o mesmo. Agradeço a todos os que me fizeram a observação através dessa importante linha de diálogo. Sigam com o texto original:)
Esse é o artigo 17 do Regulamento Geral de Competições da CBF, que deixa claro em seu texto que a opção para que o Atlético jogue no Couto Pereira ou em qualquer outro estádio do País, ainda que “a revelia” do dono, depende da confederação. Que é a principal interessada na realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil, mais até que o Governo Federal. (Clique na imagem e tenha acesso ao regulamento inteiro).
Há poucos dias, na Rádio Banda B, pela primeira vez o presidente do conselho deliberativo do Atlético, Glaúcio Geara, admitiu interesse no Couto. Ontem, no programa Balanço Esportivo da CNT, Mário Celso Petráglia, que irá tocar as obras da Arena, declarou que “Minha preferência, e meu objetivo, é o Atlético Paranaense jogar no Couto Pereira durante o tempo necessário para as reformas da Arena da Baixada.” E além da relação extra-campo com o homem-forte do Coxa, Vilson Riberito de Andrade, Petráglia se baseia no artigo já citado.
É preciso que você, leitor, tenha isso em mente: a decisão será política. A rejeição da torcida coxa-branca quanto ao possível empréstimo do estádio ao Atlético pouco ou nada pesará na escolha. De fato, até mesmo a diretoria do Coritiba pode ficar de mãos atadas, ou ao menos com esse álibi nas mangas, já que também terá interesse no Mundial em Curitiba. Se a CBF pedir, o Coritiba terá que atender e emprestar o Couto Pereira ao Rubro-Negro. Ou então descumprirá uma norma do regulamento da entidade e estará sujeito a punições.
Claro que as coisas não serão tão simples assim. Existem negociações em andamento. O Couto Pereira, acima de tudo, é uma propriedade privada e, para ser utilizado, tem custos. E alguém terá que cobri-los. E aí entram as entrelinhas.
Conversando com diversas pessoas diretamente ligadas ao assunto, seja no Governo, no Atlético, no Coritiba, na FPF e no Paraná Clube, cheguei a percepção de que o Atlético mandará os grandes jogos no Couto e os menores na Vila Capanema, que passará por uma reforma para tal. Há um consenso de que esse é o caminho a ser seguido, embora nada ainda seja oficial.
Na entrevista exclusiva que me concedeu há poucos dias, o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, disse não ter sido procurado por ninguém da diretoria atleticana, mas admitiu conversar e levar uma possível parceria ao conselho alviverde. Acompanhe:
Enquete: site coxanautas
O Coritiba poderá optar por esse caminho ou o do conflito. É claro que o primeiro pode ser mais rentável, ainda que desagrade a maioria da torcida, como mostra a enquete do site Coxanautas, ilustrada aqui ao lado. Uma negociação pode envolver boas indicações para que o CT do Coxa, atual ou o futuro, receba uma grande seleção no mundial. Pode também mobilizar uma parceria conjunta de plano de sócios, que será base para o Atlético, nos planos do ex-presidente atleticano Mário Celso Petráglia. E também dará crédito futuro para uma eventual utilização da Arena, se assim for necessário para o Coxa.
Vale dizer que o evento é da cidade de Curitiba. E assim prefeitura e estado trabalham juntos para que o melhor se apresente. E o melhor para abrigar o Atlético é o Couto Pereira.
O caminho do conflito já foi vivido pelo Coritiba em 1989. Mesmo munido de uma liminar da Justiça, acabou rebaixado pela CBF por um WO contra o Santos. As consequências foram drásticas: o time chegou a cair para a terceira divisão (não disputou) e só voltou a elite em 1995.
Significa que o Coxa terá que engolir com farinha? Não. Mas terá que ser extramente hábil fora de campo para evitar que o rival utlize seu estádio. Terá que convencer CBF, prefeitura e estado de que não quer e precisa ceder o estádio. E abrir mão de algumas benesses. Vale a pena? O clube saberá.
A influência política é que definirá isso, repito. Em 2005, a prerrogativa de usar ou não o Couto Pereira também era da CBF. Engana-se quem pense o contrário. Nas pesquisas para esse texto, cheguei a ouvir que “o Atlético não quis o Couto”. Balela: o São Paulo FC foi mais influente e fez valer o regulamento de mínimo de 40 mil pessoas em decisões Conmebol. O laudo de cerca de 37 mil pessoas seria driblado caso a CBF quisesse. Foi assim no ano seguinte, quando Pachuca-MEX e Colo-Colo-CHI decidiram a Sul-Americana em dois jogos com menos de 40 mil pessoas. E nesse ano, quando o Santos venceu o Peñarol no Pacaembu – também menor que 40 mil lugares.
Por fim, também há rejeição da torcida atleticana. Boa parte da torcida rubro-negra, motivada pela rivalidade, não quer ir para o estádio do rival – ainda que saiba que são poucas as opções. Também deve dar em nada. Como revelou na apresentação que fez para captar para si o projeto da conclusão da Arena, Mário Petráglia baseia parte da engenharia financeira no número de sócios que o clube tem/terá. É o que aponta o infográfico abaixo, apresentado pela Gazeta do Povo há poucos dias.
Arte: Gazeta do Povo
O Couto Pereira é o único estádio que comporta a quantidade de público que o Atlético projeta ser necessário como sócios para levantar a verba.
Como já projetado acima, uma parceria entre os departamentos de marketing dos clubes poderia aumentar o volume de sócios de ambos. Diminuiria também os custos de manutenção do Couto, pelo período do possível acordo.
E em campo manteria-se a vantagem de se jogar em Curitiba. Os mineiros, em especial o Atlético-MG, têm sofrido muito com os jogos longe de Belo Horizonte. A campanha do Coritiba em Joinville, em 2010, foi exceção: os clubes que saem de casa passam apertado.
E é claro que muito do que se leu acima passa pela permanência do Atlético na Série A do Brasileiro em 2012 e pelo período da obra. Se a demanda for menor que a oferta de lugares, esvazia-se o problema.
A última vez em que o Atlético usou o Couto Pereira como mandante foi em 2005. Na ocasião, usou-o em dois jogos, de portòes fechados, cumprindo pena do STJD: 0-0 contra Figueirense e Fortaleza. Mas para os mais radicais vale a lembrança: o clube utilizou-se do Couto Pereira com frequência até 1999, quando inaugurou a Arena. A última vitória com torcida presente como mandante foi na Seletiva daquele ano, 4-2 sobre o São Paulo.
O tempo – e só ele – vai apontar o que vai acontecer. O papel da imprensa é observar, relatar e alertar. Esse artigo tem esse objetivo. Os dados que aí estão não são segredos. O trabalho de apuro de reportagem vem sendo feito há tempos, na tentativa de se descobrir um futuro que interesse a você, leitor.
Editado às 16h20 de 02/08:
O leitor Eduardo “EduZen” nos traz mais um detalhe: a mudança do Artigo 17 no RGC de 2011. O texto em si tem pouca ou nenhuma alteração na essência, mas vale o registro. Agora a parte sobre os clubes está no Capítulo 7, sendo que no 6 o mesmo termo é usado para definir o poder da CBF junto às federações. Eis o link:
A partir desse post pretendo iniciar uma série de discussões em torno do Mundial de 2014 em Curitiba. Os temas são os mais polêmicos possíveis: a quem interessa a Copa no Brasil? A Copa é do Atlético ou da cidade de Curitiba? O Atlético jogará no Couto Pereira? O Potencial Construtivo é ou não dinheiro público? Como Coritiba e Paraná se beneficarão com o Mundial? Curitiba ainda receberá a Copa das Confederações? Dá tempo de terminar o estádio?
Como você viu, assunto não falta.
Desde o começo, como homem público e de mídia, minha postura foi pró-Copa em Curitiba. Entre o projeto do ex-deputado cassado Onaireves Moura e o estádio semi-pronto do Atlético, entendendo o avanço que o Mundial pode trazer a nossa cidade, fiquei com o segundo. O custo era menor, o tempo menor e, por consequência, os benefícios maiores. Evidentemente, as coisas não correram 100% dentro do previsto: a obra atrasou, a discussão tornou-se clubística – é inegável que o Atlético ganha com a Copa. Como se posicionar então? – e outras mazelas que um tema dessa importância oferece, mas que não deveriam ser tão impeditivas para um grande avanço.
Durante meu período na Gazeta do Povo conversei com especialistas em todas as áreas envolvidas. E a partir deste post, vou reacender o debate, procurando trazer mais luz a discussão aqui no blog e também no Jogo Aberto Paraná. Vou tentar esclarecer as dúvidas do principal interessado: o cidadão, pouco importa o time que torça. Por isso, convido você a participar comigo dessa.
A reportagem #0 é o pontapé inicial da discussão e, paradoxalmente, é também a definição que mais atrasou: a escolha de como o Atlético terminará a Arena. O vídeo abaixo foi exibido no Jogo Aberto Paraná e é, por ora, de interesse maior dos atleticanos. Mas certamente interessa a coxas, paranistas, operarianos e qualquer um que se importa em saber se o Mundial é ou não benéfico à cidade e ao Estado. A partir do #1, que procurarei postar até o final de semana, vamos levantar algumas discussões.
E quem sabe, ao final da série, termos ao menos um entendimento mais claro do evento que vai mexer com a cidade que vivemos.
Confira a reportagem #0:
Acompanhe o Jogo Aberto Paraná de segunda a sexta 12h30 na Band Curitiba!
Chegou até o meu e-mail hoje a foto abaixo, que já circula na internet em diversos fóruns. Achei curioso e, como colecionador, interessado em saber quem tem a peça. E resolvi postar para discutir rapidamente um tema: as mazelas do marketing esportivo.
Camisa comemorativa da Copa do Brasil: agora, artigo raro
Evidentemente que as camisas tinham de ser produzidas com antecedência; não seria na quinta-feira pós título nacional, inédito e recuperando um orgulho de 26 anos, que a Lotto iria confeccionar um lote que com certeza teria grande vendagem.
As imagens vazaram e eu achei extremamente curioso – eis o porquê do post.
Mas existe algo mais. Quando da decisão, na primeira partida em São Januário, muito se falou e fez porque ambulantes vendiam faixas de campeão na frente do estádio carioca, pró-Vasco. Um sensacionalismo barato que fui contra, não abordei no Jogo Aberto, embora tenha visto algo por aí. Lógico que no jogo de volta também havia o mesmo artigo pró-Coritiba. E a mesma atitude foi tomada: destaque zero.
Há quem ache que ajuda o clube a vencer criando um factóide desses. Bobagem.
Além de jornalista, sou publicitário e sei que uma peça dessas tem que ser planejada antes. E pela vivência no futebol, que ela só chega ao vestiário no momento da decisão, como fator motivador aos jogadores que, oras!, precisam de mais motivação que o simples fato de tentar o título da Copa do Brasil?
Futebol é paixão e negócio – em cima da própria paixão. Discutir agora se devia ou não ser feito, se é motivador ou não, é a pior das bobagens possíveis. Há que se compreender a lógica da indústria. E parar que querer transformar essas ações, positivas e rentáveis aos clubes, em factóides na esperança de se tornar o herói de uma conquista. Como se a bola na rede fosse menos importante.
P.S.: Noves fora o que todos já sabemos, você gostou da camisa? Eu, sim.
O repórter Henrique Giglio tentou trazer um panorama das mudanças em campo e, na apuração, ouviu uma pérola do vice de futebol, Paulo César Silva. Bem, assista antes e siga lendo mais abaixo.
Ok, ok. Então a queda para a Série Prata do Estadual foi programada?
Menos, Paulão.
Paulo César Silva é bom sujeito, honesto, dedicado ao Paraná. Mas é evidente que se equivocou nessa. Ou o Paraná optou por uma queda no Estadual (mesmo ainda contando com o STJD) para se fortalecer para a Série B nacional? Não.
O que ele quis dizer certamente é que o Paraná adotou uma estratégia (furada, porém inevitável) de emergência para tocar o time num torneio deficitário como o Paranaense. Se obrigou a gastar pouco e, pior, gastou errado. Escolheu mal e pagou mesmo um preço caro, que poderá sair mais em conta caso o STJD entenda que o Rio Branco utilizou um jogador irregular no campeonato local, o que não aconteceu no TJD-PR. Aí, entre mortos e feridos, estará poupado de disputar um campeonato com dois quase desistentes (Iguaçu e São José) na metade da disputa.
Ok, pode não nada tão grave, ainda mais em virtude do que já aconteceu com o clube. Mas não foi a primeira vez que ele solta uma nessa linha – a anterior foi a parceria com a Inter de Milão.