Nota de repúdio

Eu, Napoleão de Almeida, jornalista e publicitário pós-graduado em gestão e comunicação esportiva, mantenedor deste nem tão nobre espaço, aproveito a onda de notas oficiais de repúdio entre os clubes paranaenses para manifestar meu repúdio a algumas questões acerca dos últimos acontecimentos:

– Um assunto tão sério quanto a realização da Copa do Mundo no Brasil esteja sendo tratado de forma tão amadora pelos dirigentes responsáveis na cidade de Curitiba, com um sem número de festival de erros cometidos desde 2007;

– A falta de diálogo entre as partes em busca de um denominador comum, a rivalidade besta e pequena que faz com que nossos clubes se apequenem enquanto o futebol de regiões como Santa Catarina, Bahia e Pernambuco se fortalecem e o conhecido quarteto SP-RJ-MG-RS segue na vanguarda;

– A falta de informações claras sobre temas relevantes como: origem e método de pagamento do financiamento da Arena e também o método e valores das desapropriações no entorno do estádio;

– A demora nas obras do mesmo estádio já citado, em obras para o Mundial;

– O método utilizado na requisição do Estádio Major Antônio Couto Pereira por parte do Atlético, via Federação e por caminhos judiciais;

– A resistência, em especial da torcida do Coritiba, em ver o clube alugando o estádio (mesmo antes da intervenção jurídica) a um rival que poderia lhe trazer rentabilidade financeira, seja no valor dos aluguéis, seja na valorização dos espaços publicitários. Ignorando solenemente também o fato que o Atlético jogou por anos a fio na praça alviverde, refutando a possibilidade de lucros aos lojistas do estádio, já atingidos pela restrição na venda de bebidas alcoólicas que, no entanto, não impediu episódios de violência mesmo após sua implantação.

– A lei citada acima, ineficaz no momento, e que será modificada para atender interesses comerciais durante o Mundial, como se os problemas supostos tivessem sido sanados;

– A falta de transparência nas ações das diretorias anterior e atual do Atlético na questão do aluguel do estádio, como se qualquer clube ou patrimônio estivesse a sua disposição e como se os cerca de 18 mil sócios não tivessem importância alguma na decisão, dada a demora em se buscar uma solução e o desleixo com os mesmos antes, durante e depois da partida contra o Londrina, em Ponta Grossa;

– À classe política do Paraná, ótima para aparecer na hora das fotografias, péssima na hora de tentar colaborar com o processo, abandonando o Atlético a própria sorte como se o evento Copa do Mundo Fifa 2014 não fosse da responsabilidade da Prefeitura e do Governo Estadual, como consta em contrato;

A inabilidade da diretoria do Paraná Clube ao emitir opinião desnecessária e até inoportuna ou intrometida, conforme a leitura, justificando o não-aluguel da Vila Capanema com um viés provocativo, como se houvesse outra razão melhor para não alugar o estádio do que a falta de um acordo comercial;

A falta de clareza e coerência na nota oficial-resposta do Coritiba, repudiando a mensagem da direção paranista, mas não negando claramente a informação e, pasmem, condenando o rival por não colaborar para o crescimento do futebol do Estado, como se a negativa de aluguel do estádio fosse exemplo de união;

A provocativa nota oficial-resposta-resposta da diretoria do Atlético, diminuindo a importância do Paraná Clube no cenário local, pregando uma irmandade não vista entre atleticanos e coxas (salvo se a nota paranista tiver fundamento) e presumindo que toda e qualquer vontade atleticana deva ser respeitada;

A tréplica da direção do Paraná, jogando para a torcida e dando sequencia a um looping infantil e sem perspectivas de melhora, incluindo ofensas pessoais ao presidente do Atlético – que pelo histórico não deixará barato e vai xingar muito no Twitter;

– Ao cenário num geral, lamentável e mostrando que o autofagismo curitibano está em cores vivas por todos os lados da cidade, que teve 5 anos para achar uma solução e não só não conseguiu, como: 1) não convence mais da metade da população que o evento é benéfico para a comunidade; 2) não faz uma ação de marketing envolvendo o Mundial; 3) não soluciona questões simples, como a novela do estádio; 4) perdeu a Copa das Confederações; 5) Abrigará apenas jogos da primeira fase em 2014; 6) arrasta-se numa sequencia infinita de erros que faz qualquer um perder a paciência.

Sem mais para o momento, subscrevo-me, de saco cheio.

A valsa dos 15 anos

Ricardinho tira o Paraná para dançar: a condução agora é dele (foto: Geraldo Bubniak/@futebolpr)

Ricardinho é literalmente uma aposta da diretoria do Paraná para o resgate do clube em 2012. Como a sugestiva (e com muito senso de oportunismo de Geraldo Bubniak) foto acima, é uma valsa de 15 anos a ser conduzida pelo jogador que despediu-se do Tricolor em 1997, no ano do penta estadual. Deixou um Paraná e reencontrará outro, que precisa muito mais dele do que o contrário.

É o jogador, ídolo do clube, quem tem a perder. A imagem vencedora estará em xeque, pois o torcedor não perdoa: uma, duas ou três derrotas seguidas e o ídolo será, naturalmente, vaiado. Futebol é resultado. Ricardinho recebeu ontem da diretoria 23 jogadores para uma seleção. Seis únicos remanescentes da temporada 2011 e o restante do time júnior do Paraná, jogadores para quem a imagem de Ricardinho, campeão no Corinthians e na Seleção, fazem diferença.

Esse não é o único ponto em que o meia, agora ex-jogador, traz benefícios. O relacionamento por onde passou deixa o Paraná com as portas abertas para a montagem de um elenco. Ricardinho já recebeu ofertas para que jogadores de Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, Internacional e Atlético-MG, não utilizados em seus clubes, defendam o Paraná em 2012. A diretoria pretende trazer esses jogadores usando a camisa como vitrine, com benefício técnico em campo e financeiro fora: há a promessa de que cada jogador deixe um percentual para o clube quando ganhar mercado e for negociado. Esperemos.

Se o noviciado de Ricardinho na função será um problema só o tempo dirá. Fato é que o Paraná não tinha nada antes dele e, após muito tempo, foi destaque nacional pela volta do ídolo. É um penta-campeão, trabalhou com técnicos de gabarito a vida toda e sempre demonstrou ser um cidadão antenado nos assuntos do país, com cultura acima da média da maioria boleiros. Difícil avaliar os conhecimentos técnicos do agora treinador; mais fácil é mensurar que a apresentação levou muitos torcedores à Sede Kennedy, que, de orgulho resgatado, cantaram o hino do clube a quem quisesse ouvir.

O Paraná dá um passo certeiro fora de campo. Deve explorar a marca do ídolo e inclusive estuda um jogo de despedida. Já está melhor do que esteve recentemente. O resto é com o tempo.

Informação: o Paraná finalizou o patrocínio com a Sinoway, patrocinadora em 2011. O fim do acordo não foi feliz: o Tricolor não recebeu da empresa os valores combinados e deve buscar isso na justiça.

Outro lado

Chamou a atenção da demissão de Ageu do clube pela história que o ex-zagueiro, também ídolo da torcida, tem no Paraná. A mim, chamou menos atenção a saída em si, um direito de Ricardinho como novo comandante, do que a explicação da demissão.

Ricardinho, que um dia foi considerado o jogador mais traíra do Brasil, expôs o ex-colega publicamente. Disse que não manteve Ageu pelas declarações do então auxiliar, que disse a Gazeta do Povo que era mais experiente e preparado para assumir o clube, enquanto ele (Ricardinho) ainda era um jogador.  Soou como um recado, do tipo, “viu só? Comigo ninguém brinca.”

Ageu provavelmente não sabia da negociação com Ricardinho e falou o que pensava para defender sua posição . Ricardinho, já empossado, poderia ter guardado para si as razões e simplesmente justificado que prefere trabalhar com o irmão, Rodrigo Pozzi, um direito que tem.

Seseguir levando a público as broncas que terá no cargo daqui para frente – e não serão poucas – pode ter menos tempo na função do que todos pretendem que tenha.

TJD mantém liminar e Couto não precisa ser alugado ao Atlético até julgamento

O Coritiba fez valer seu desejo e está desobrigado, via liminar, de alugar o Estádio Couto Pereira ao Atlético, ao menos para o primeiro jogo do Campeonato Paranaense 2012.

Isso porque o TJD-PR, através do presidente Peterson Morosko, manteve a liminar que o Coxa conseguiu, desobrigando-o a ceder o estádio através da interpretação do artigo 42 do Estatuto da FPF (como foi explicado aqui e aqui). Segundo Morosko, “a interpretação do artigo é dúbia. Você pode requisitar para um evento especial, por exemplo. Nesse caso poderia até se entender que é uma sublocação. Então mantive a liminar e vamos levar para o pleno.”

Morosko ainda disse que levou em consideração uma defesa da FPF de cinco páginas, assim como a justificativa do Coritiba, com laudos de um engenheiro agrônomo, de que o gramado recém-reformado poderia ser danificado com tantos jogos seguidos.

Agora, o caminho se divide:

1) Atlético x Londrina pode ser realizado em Ponta Grossa ou Paranaguá; a definição sairá em instantes, até às 16h de hoje (quinta, 19).

Mário Celso Petraglia, que não tem atendido os telefonemas, disse pelo Facebook que “o Atlético se licenciaria do campeonato antes de jogar fora de Curitiba”:

2) A disputa segue. O Coxa está desobrigado a ceder o Couto à FPF (e por tabela ao Atlético) até a próxima quinta-feira, quando deve ocorrer o julgamento. As partes serão intimadas, um relator será sorteado e a procuradoria irá atrás das provas. Independentemente da decisão do TJD-PR na próxima semana, as duas partes poderão recorrer. O Atlético só entra no processo como terceiro interessado.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 18/01/12

Sucessão de erros

A dúvida sobre onde o Atlético irá jogar é um atestado de incompetência para a gestão do futebol paranaense. Sem exceções. A Copa 2014 é fato na Arena desde maio de 2007, quase 5 anos atrás. Deixou-se para pensar em um palco para o Atlético, que cede seu estádio ao evento da Fifa e da cidade, na última hora. Então, ao invés de os dirigentes sentarem e negociarem sobre como o Couto, que comporta o número de sócios do Atlético, poderia ser usado, buscou-se um recurso jurídico, tentando empurrar goela abaixo do Coxa a decisão. Se a intolerância pelo tema já existia do lado alviverde, aumentou. Com razão. Por outro lado, o Coritiba poderia ter tido menos resistência e, negociando um valor de R$ 100 mil/jogo (especulado nos bastidores), embolsado R$ 7 milhões em um ano e meio. É quase o valor das cotas de TV antes de 2011. Bastava que os caciques conversassem e entrassem menos na rivalidade das torcidas. Ao partir para a Vila Capanema, faltou previsão, já que o estádio ainda carece de laudos. E agora se fala em inversão de mando na primeira rodada, com o Londrina recebendo o Rubro-Negro, para só vir a Curitiba no segundo turno. Se em 5 anos não resolveu-se, haverá solução até lá?

Três lados da mesma história: Atlético

O Atlético tem suas razões ao buscar uma morada, embora seja senso público que o Furacão pinta como o vilão da história. Não é. Colabora com um evento que é da cidade e de um parceiro comercial dela, a Fifa. Não se nega os benefícios que o clube terá, mas também não se pode ignorar o ônus, desde a saída da Arena até a gestão da mesma no pós-Copa. Um estádio padrão Fifa para disputar campeonatos deficitários como o Paranaense não é barato. Buscou refúgio na FPF, mas não encontra solução. E quem vai sofrer? Os sócios: seguirão pagando e não sabem se terão como acompanhar o time. E torcedor apaixonado não vai ao Procon.

Três lados da mesma história: Coritiba

Dinheiro não é tudo e o Coritiba se sentiu ofendido com o rumo que a história tomou. Vilson Andrade não é homem de duas palavras; assumiu, anteriormente, que poderia conversar e negociar no caso, mesmo a contragosto da torcida. O Coxa poderia embolsar um alto valor, valorizar espaços publicitários e movimentar bares e lanchonetes. Mas a imposição via FPF pegou mal. Ninguém aceita esse tipo de decisão goela abaixo. Nesse mesmo Jornal Metro, Vilson disse que não cederia mais. O Coxa se sentiu ferido e buscou seus direitos – terá que seguir buscando, pois está sob liminar. Como a FPF tomou frente no caso, uma conversa com o Atlético poderia acertar tudo. Mas ficou distante. E, convenhamos, não é problema do Coritiba.

Três lados da mesma história: Paraná

O Paraná sempre se colocou a disposição. Está com o estádio parado por três meses – pior: o clube só tem competições após o mesmo período – e um dinheiro faria bem. Foi procurado, ouviu uma proposta e fez outra. Age certo. Negociar é assim: tem que ser bom para ambos. E o que vale para os acima, vale para o Tricolor.

E o futebol?
Dentro de quatro dias, a bola rola. Mas pouco se vê ou sabe dos times, dos artistas que movimentam essa paixão. O noticiário está preso à burocracia. É fácil imaginar o ano de 2012 para o Trio, salvo mudança: o reflexo do que se vê fora de campo aparece no gramado. Me cobrem em dezembro, após o Brasileirão.

*Os tópicos da coluna de hoje são uma referência a máxima de que uma história sempre tem três lados: o seu, o meu e o verdadeiro. E também ao ótimo disco Three Sides of Every Story, do Extreme. Abaixo, uma faixa dividida em três, que dá título ao disco:

Atlético e sua busca por uma casa: atualização

Já está entrando no folclore do futebol o ano de 2012: a novela “Atlético e um estádio para jogar” está se prolongando mais do que se esperava (ou devia, ao menos), mas o primeiro capítulo (o jogo contra o Londrina) irá se encerrar sem falta na quinta-feira. Então entenda o que ainda pode acontecer nas opções possíveis de momento:

A) Vila Capanema:

A Vila foi oferecida pelo Paraná Clube como refúgio para o Atlético (clique para ler) após o não do Coritiba e Mário Celso Petraglia foi até a sede Kennedy para negociar com o presidente tricolor Rubens Bohlen para acertar os ponteiros, mas isso pode não ocorrer. Segundo Paulo César Silva, dirigente paranista que esteve na reunião, a distância entre a oferta atleticana e o pedido paranista, nas palavras dele, “é grande.”

PC Silva confirmou que Petraglia ofereceu R$ 30 mil por jogo, fora as despesas, o que foi considerado baixo pela diretoria do Paraná, que prometeu uma contra-resposta ainda nessa terça. O valor que circula na imprensa, trazido pela Rádio Banda B, é de R$ 100 mil por jogo. PC Silva negou que Petraglia tenha oferecido jogadores como parte do pagamento ao Paraná. Segundo ele, “Nós ainda nem temos treinador, que possa avaliar os nomes. E o Atlético ainda está escolhendo quem sai e quem fica. Para agora, não tem nada, não sei de onde saiu. Só falamos em dinheiro para o aluguel.” O Atlético, por sua vez, não fez nenhuma manifestação sobre a proposta pela Vila e, aparentemente, segue no aguardo.

Além disso, a Vila Capanema tem dois outros problemas a serem sanados até domingo: a instalação de câmeras de seguranças em dois locais do estádio – portões de acesso e bilheterias – e a inspeção da Vigilância Sanitária e Ministério Público, para fechar os laudos técnicos faltantes. Não bastasse isso, o Sul-Americano de Futebol Feminino S-20, competição da Conmebol, tem dois jogos marcados para a Vila no domingo, 22 (confira a tabela aqui). O último, às 18h10, entre Bolívia x Peru; Atlético x Londrina está marcado para 19h30 no mesmo dia, no caso, durante a realização do 2 tempo do jogo feminino.

Detalhe: como os jogos do feminino não têm cobrança de ingresso (a entrada é 1kg de alimento), não estão submetidos ao estatuto do torcedor e por isso a Vila está liberada.

Portanto, um grande nó a se desatar naquele que seria o “plano B” da FPF quanto ao problema, mas tornou-se o “A” com a recusa e o recurso do Coritiba. Que ainda pode render.

B) Couto Pereira

Embora já seja praticamente senso comum que o Coritiba não irá ceder o Couto ao Atlético, a questão não está resolvida. O que o Coxa possui é uma liminar, dada pelo presidente do TJD-PR, Peterson Morosko, enquanto não se julga o mérito do pedido.

A FPF entende que o artigo 46 do estatuto (que é aceito por cada filiado) abre o precedente necessário para que a entidade solicite o Couto quando bem entender; o Coritiba entende que o artigo deve ser aplicado somente em casos extraordinários, como desastres naturais que danifiquem a outra praça, requisição da emissora de TV que transmita o campeonato ou, o mais comum, jogos de seleção. Enquanto não se julga o mérito, o Coxa conseguiu a liminar que o desobriga a cumprir a norma estatutária.

A FPF prometeu interpor sua defesa, uma vez que a ação do Coritiba que rendeu a liminar fez o TJD-PR intimar a federação, até amanhã, 19h30 – prazo limite. Aí, dois caminhos são possíveis:

O TJD pode cassar a própria liminar, ao ler a defesa da FPF, e o Coritiba volta a estar sujeito a emprestar o estádio, ao menos para o primeiro jogo. O Coxa já disse que não vai à Justiça Comum, mas que vai levar o recurso até o STJD, se necessário. No entanto, sem a liminar, a FPF pode marcar e homologar a partida entre Atlético x Londrina para domingo, no Couto, obedecendo o Estatuto do Torcedor, que obriga a definição até 72h antes da realização da partida.

Se Atlético e Paraná se acertarem, o Couto ainda pode ficar fora da questão definitivamente, ao menos para o Campeonato Paranaense. Um acordo formalizado e citado nos autos pode dar a questão mérito encerrado, perdendo a razão de ser do julgamento. Afinal, o Atlético já teria onde jogar e não precisaria da FPF para isso.

Outra hipótese é o TJD manter a liminar e marcar o julgamento do mérito. Mas, mesmo em caráter de urgência, se a FPF não protocolar o recurso ainda nesta terça, o julgamento só será realizado na próxima semana. Assim, o Coritiba ganharia tempo e o jogo entre Atlético x Londrina não poderá ser marcado para o Couto Pereira.

E aí entra o plano C.

Update: A FPF não interpôs defesa ao recurso do Coritiba nesta terça, o que praticamente inviabiliza a realização de julgamento nesta semana. Amanhã é o prazo final.

C) Inversão de mando

Ou adiamento da partida. Se o Atlético não se acertar com o Paraná e o TJD-PR não derrubar a liminar do Coritiba, a FPF já trabalha com as duas hipóteses. O adiamento é, em tese, mais simples, mas ao mesmo tempo mais desmoralizante para o campeonato. Empurraria o problema para frente e em algumas rodadas, o Atlético ainda poderá estar sem ter onde mandar jogos.

A inversão de mando soluciona o problema de forma mais imediata, mas para isso seria necessário que Atlético e Londrina entrassem em acordo e aceitassem que o Tubarão mandasse a partida no Estádio do Café, com o Rubro-Negro tornando-se mandante no jogo de volta, programado para Londrina.

“Só vou pensar nisso amanhã, se não chegarem a acordo ou a liminar prevalecer. É um baita nó”, me disse Amilton Stival, vice-presidente da FPF.

Atlético no Couto: atualização

A FPF exigiu formalmente o Couto Pereira para uso do Atlético nos jogos do Campeonato Paranaense. Os argumentos usados pela Federação, escritos no ofício disponível nesse link, foram os mesmos antecipados pelo blog nos posts anteriores a esse, logo abaixo. Mas a questão ainda está longe do fim.

O Coritiba deve entrar com um mandado de garantia no TJD-PR para evitar atender a requisição da FPF. Nele, vão ser questionados todos os tópicos: desde a legalidade do pedido, considerado abusivo pelo Coxa – uma vez que a norma é exceção e costume em jogos de Seleção, catástrofes naturais ou pedidos da patrocinadora do campeonato, como a TV – até mesmo o valor arbitrado, de R$ 30 mil mais as despesas. O trâmite será o mesmo dos casos recentes no tapetão paranaense: o caso vai para o TJD e só acabará no STJD. Até lá, quem exercer força política vai conseguindo espaço.

Vale lembrar que o que a FPF fez foi uma requisição formal pelo estádio. Ainda não marcou o jogo entre Atlético x Londrina para o Couto. Faltam detalhes para isso, incluindo essa ação possível do Coritiba, que pode só ser tomada na semana quem vem, mais próxima do jogo.

Apurei ainda que o Coritiba também descarta qualquer ação na justiça comum. O episódio de 1989, quando uma liminar da justiça comum foi descartada pela CBF e o Coxa acabou rebaixado por não jogar contra o Santos em Juiz de Fora, é muito vivo no clube e a diretoria trabalha com a hipótese de contestar a medida da FPF apenas na justiça desportiva. Se não obtiver sucesso, o Coxa irá acatar a decisão, para não repetir o que aconteceu com o América-MG em 1993, quando acabou relegado a Série B (assim como o Atlético, que estava na A) quando a CBF decidiu guinar o Grêmio ao grupo de elite. O América entrou na justiça comum e a CBF o excluiu de competições nacionais por três anos.

O TJD-PR deve tratar a questão com urgência máxima, o que vale dizer que uma vez que a ação seja tomada, uma sessão extraordinária pode ser convocada para resolver o caso. O mesmo não se aplica ao STJD – mas já se antevê outra dificuldade para o Coxa: a CBF, de maneira muito mais clara que a FPF, também pode requisitar o Couto Pereira para o Atlético mandar seus jogos na Copa do Brasil e na Série B. O Coxa também já se prepara para isso, mas pretende manter tudo na esfera desportiva.

Operacional

Questionável ou não, o valor de R$ 30 mil de aluguel por jogo arbitrado pela FPF não inclui despesas como manutenção, água e energia, nem pessoal. Esse valor terá que ser pago pelo Atlético à parte. O Atlético também terá que deixar um cheque caução na FPF no valor de R$ 300 mil, o equivalente a 10 alugueis, para fazer uso do estádio.

*Obrigado ao leitor André Tesser pela colaboração ao alertar um erro de português.

Couto e Atlético: desdobramentos

Atualizando o post abaixo com a informação agora pública de que o Atlético pediu à FPF o Couto Pereira e que a federação vai fazer o pedido ao Coritiba. Conversei há pouco com Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coxa, que disse o seguinte:

– A negativa tem como fundamento técnico o fato de o Coritiba ter realizado uma reforma recente no gramado e acreditar que a sequência de jogos pode danificar o piso.

– O Coritiba não pode habilitar a área das cadeiras, 5 mil lugares, sem a anuência dos sócios. O clube já recebeu notificações de proprietários pedindo que não disponibilizem a área ao Atlético.

As duas razões acima estão entre as apresentadas e protocoladas na FPF em um documento sigiloso, que é de acesso da FPF e dos clubes. Fiz duas perguntas a VRA:

1) Não há hipótese de acordo?

“Acordo tem quando nos procuram. Até agora, não fui procurado e eles sabiam desde o ano passado que iam precisar do estádio. Se vierem conversar, porque não? Mas assim, de jeito nenhum.”

2) E se a FPF forçar a barra via regulamento e normas?

“Vamos até a Justiça. Não vou aceitar isso assim. O Paranaense não termina se isso vier desse jeito.”

Como já havia dito aqui no blog, Vilson e Petraglia conversaram ontem. VRA diz que não recebeu consulta sobre o campo e sim uma conversa cordial.

Também tentei contato com Mário Celso Petraglia. O celular está desligado. No site oficial, nenhuma nova informação.

Update

Há pouco, na CBN Curitiba, o presidente da FPF Hélio Cury tornou público o que o blog antecipou no post abaixo. O pedido pelo Couto segue, com a FPF tentando acordo. O que disse Cury na CBN:

– O jurídico da FPF vai analisar recusa do Coxa; Hélio Cury quer ver documentação: “Quero ver os laudos. É bem claro que a FPF tem poder de requistar o estádio.”

“O valor do aluguel tem que estar dentro do bom senso.”

Atlético

O site oficial do clube traz a seguinte nota:

“(…) o Clube Atlético Paranaense encaminhou ofício ao Presidente da Federação Paranaense de Futebol, Dr. Hélio Cury, com cópia ao presidente do Coritiba Football Club, Dr. Vilson Ribeiro de Andrade, com a solicitação de permissão para utilização do Estádio Major Antonio Couto Pereira nas partidas das competições oficiais que o CAP disputará até a conclusão das obras da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

Além das obras de adequação para o evento que será de todos os paranaenses, no ofício de requisição foram citadas outras questões como a quantidade de sócios torcedores do CAP, a dificuldade de locomoção dos mesmos para estádios de outras cidades e o fato de os jogos do Coritiba e do Atlético Paranaense não serem em datas conflitantes.

O CAP também aproveitou a oportunidade para deixar consignada a utilização da Arena da Baixada pelo Coritiba, caso este necessite efetuar reformas em seu estádio e/ou construir um novo no mesmo local. Ontem, o Coritiba enviou um ofício à Federação Paranaense de Futebol com cópia para o CAP justificando a sua negativa em relação à cessão do estádio.

Desta maneira, o Clube Atlético Paranaense aguarda a definição da Federação Paranaense de Futebol de acordo com os estatutos da FPF e o regulamento da competição.”

Update II:

Com a inestimável ajuda do editor de esportes da Gazeta do Povo, Rodrigo Fernandes – com quem debatia a viabilidade jurídica da exigência da FPF – segue mais um artigo com o qual o Coritiba deve estar atento e a Federação pode exercer. Está no Estatuto da FPF, da concordância de todos os filiados:

Artigo 46 do estatuto da FPF:

São obrigações das entidades de práticas desportivas
VII Ceder gratuitamente à FPF e às entidades superiores, quando requisitados, seus atletas e suas praças de desportos

Evidentemente, também é interpretativo. Pode se entender que é a qualquer momento, pode se entender que é para jogos de Seleção, por exemplo.

Consultando um membro do TJD-PR, questionei: e se o Coritiba não acatar a determinação, o que pode haver? A resposta: “Se houver essa interpretação, de que a FPF pode requisitar, o artigo é o 191 do CBJD: Deixar de cumprir requisição ou ato normativo da instituição de esportes a que estiver filiado: multa de R$ 100 a R$ 100 mil, com fixação de cumprimento da obrigação. Se for cometida por pessoa jurídica, as pessoas responsáveis podem ser suspensas do exercício da função.”

Seguimos de olho…

Como e porquê o Atlético deve jogar no Couto Pereira

Torcida atleticana no Couto: cena pode se tornar frequente em 2012

Perto das 13h de hoje, sutilmente, a FPF irá divulgar onde o Atlético irá jogar na primeira rodada do Campeonato Paranaense 2012, contra o Londrina. E tudo indica que será o Couto Pereira. O mistério na divulgação de qual foi a indicação do Rubro-Negro  junto à FPF só aumenta a especulação, mas, salvo alguma mudança de postura do presidente Hélio Cury, ao menos a partida contra o Londrina será mesmo no Alto da Glória. Expliquemos:

A FPF entende que o Atlético está deixando a Arena por uma razão excepcional: a construção de um estádio para a Copa 2014. Logo, a questão “interdição” não se aplica; o Atlético está colaborando com a Fifa e a CBF e por isso está sem casa. Outra pequena confusão: a FPF pode solicitar qualquer estádio num raio de até 100km de Curitiba, mas não é obrigada a fazê-lo. Seria, se o caso fosse de interdição. Seria até se o Atlético fosse um adversário político da atual gestão da FPF, mas não é. Logo, comodamente para todas as partes, o jogo será em Curitiba, ou na Vila, ou no Couto.

Pera lá, eu disse todas as partes, certo? Errado. Há descontentamento no Coritiba. Não só na torcida, mas também na diretoria. Isso porque, como foi explicado aqui em agosto, há um dispositivo da CBF que obrigaria o Coxa a ceder o estádio, caso requisitado pela confederação. E aqui começa o rolo: querer ou não ceder o estádio, ao menos para a primeira partida, pode ficar além das possibilidades do Coritiba.

Segundo o Regulamento Geral de Competições da FPF – e também o regulamento do Campeonato Paranaense – a FPF pode requisitar aos seus filiados um estádio, quando necessário. E não há muito o que fazer. Claro, o clube pode dizer não, até entrar na Justiça. Mas a princípio, tem que atender a federação.

Nos links acima, você encontra a argumentação da FPF para requisitar o Couto Pereira para o Atlético. A base: a FPF pode requisitar qualquer praça, sendo que o clube mandante – não o proprietário – deve arcar com os custos da partida, que são: iluminação, água, pessoal, limpeza e outros menores. E não necessariamente aluguel – outro ponto de desacordo ao Coritiba. Leia os seguintes trechos:

Regulamento Geral das Competições FPF

Cap. III, art. 7, pár. 2o. – Jogar na casa do adversário deixa de ser inversão de mando em 2012
Cap. XIII, art. 58 – Jogos só em campos vistoriados e oficializados pela FPF
Cap. XV, art. 62 – FPF resolve casos omissos

Regulamento Campeonato Paranaense

Cap. I, art. 2, pár. 1o. – Tabela com jogos, horários e locais é feita pela FPF
Cap. VII, art. 34, pár. 30.  – FPF pode indicar a praça que bem entender, se não houver indicação

E por que não na Vila Capanema? Hoje, porquê o estádio é tido apenas como reserva técnica, com alguns laudos faltando e com capacidade máxima para 9.990 torcedores, pois ainda não tem instaladas câmeras de segurança. Segundo Reginaldo Cordeiro, da comissão de inspeção de estádios da FPF, não há tempo hábil de conseguir isso para a estréia. Logo, o Couto Pereira passa a ser a única alternativa para a FPF e o Atlético.

Agora, os fatos: Mário Celso Petraglia chegou de viagem e teve uma longa reunião com Hélio Cury. Nenhuma parte quer se desgastar  – o que, convenhamos, será quase impossível. Petraglia apresentou seus argumentos e ouviu de Cury que a FPF deve ajudar o Atlético, parceiro da Fifa.

Petraglia então ligou para Vilson Ribeiro de Andrade. A conversa foi amistosa e não definiu muita coisa. Vilson entende que um aluguel do Couto é danoso para a imagem da diretoria do Coxa. Há um estudo interno que aponta que 64% dos sócios são contrários ao aluguel do estádio para o Atlético. Mesmo assim, a negociação está em análise. Nenhuma parte quer ter que engolir uma imposição – a FPF inclusive deseja nem ter de fazê-la. Vilson ainda ressaltou que qualquer empréstimo com mais de 30 dias de uso do campo precisa, obrigatoriamente, passar pelo conselho do clube.

A FPF, no entanto, entende que pode pedir o estádio e cobrindo apenas os custos – sem contar aluguel, algo em discussão. Hélio Cury, por exemplo, confidenciou a parceiros que não teme críticas ou represálias se tiver que impor o uso do estádio. Vilson Andrade, em entrevista a Rádio Banda B ontem a noite, disse que não aluga o campo de jeito algum. O site oficial do Atlético está desatualizado.

Essa pressão e essa costura é que está sendo feita agora, enquanto você lê esse texto. Com as armas acima, cada parte entendendo que deve fazer valer sua posição.

E, por volta das 13h, no site oficial da FPF, sairá a escala dos jogos da primeira rodada, no dia 22. Sem coletiva, sem muitas explicações: lá estará o local onde acontecerá Atlético x Londrina.

Rápidas e precisas

Coritiba

Jonas não vai mais para o Santos. O que aconteceu? “Eles chegam aqui e pensam que vão levar o jogador do jeito que quiserem. O Coritiba é time grande, não é assim. Eu nunca falei que estava tudo certo”, me disse Vilson Ribeiro de Andrade sobre o fim da negociação com o Peixe.

Que, segundo ele, teve diversos erros. “Eles acertaram com o jogador e com o empresário e só depois vieram falar com o Coritiba. Não é assim. Não gostei nem um pouco e agora eles que se expliquem”, seguiu VRA, muito na bronca com os santistas. O presidente alviverde ainda disse que Jonas tem contrato de 3 anos e vai para Foz do Iguaçu ainda essa semana, para a pré-temporada.

Sobre os novos uniformes: só em fevereiro. Até lá o Coxa segue com a Lotto. No dia 10 do mês citado, no Rio de Janeiro, a Nike fará um evento com Coritiba, Bahia, Internacional e Corinthians para apresentar as camisas novas. O Santos, que também assinou, segue com a Umbro até segunda ordem, que é do grupo Nike e também veste o Atlético.

Paraná Clube

Mais que a revelação do ainda desconhecido Alex Brasil como gestor de futebol do clube, a principal notícia do dia é a pressão direta da diretoria do Tricolor em cima da FPF para a antecipação do arbitral da Série Prata.

O Paraná pela primeira vez se manifestou oficialmente, via ofício, mostrando que não irá montar dois times e conta com a lei e o RGC da CBF para não entrar em campo em menos de 66h. Leia o ofício no link abaixo:

http://www.paranaclube.com.br/pdf/2012-01-05_requerimentofpf.pdf

Ano novo, velhos problemas

Férias, poucas coisas podem ser melhores na vida. Mas como tudo que é bom acaba, retomamos a rotina justamente na sexta-feira. E já com velhos problemas. Vamos por partes, como diria o açougueiro.

Arbitragem: árbitro carioca solta o verbo e promete mostrar provas de corrupção

A primeira bomba do ano vem da Jovem Pan-SP. É a entrevista deste link, dada pelo árbitro Gutemberg de Paula Fonseca, criticando duramente o diretor de arbitragem da CBF Sérgio Corrêa da Silva. Fonseca diz ter provas de corrupção no sistema e insinua ajuda ao Corinthians, citando um jogo de 2010 – o que só aumenta o bolo das denúncias, a serem comprovadas, pois falamos de duas temporadas em suspeita agora. A pérola da entrevista:

“Fui apitar Corinthians 5-1 Goiás e o diretor de arbitragem me disse: ‘é jogo do Timão, hein?'”

A frase diz por si só. Cabe apurar e investigar. Veremos o interesse da CBF nisso. Fato é que podemos ter um caso Ivens Mendes Reloaded ou quem sabe um novo escândalo como o de Edilson Pereira de Carvalho à vista. O problema é contar com a boa vontade de Ricardo Teixeira para isso.

No último Brasileiro, Gutemberg apitou Atlético-MG 2-1 Coritiba, entre outros.

A Pan deve apresentar sequencia da reportagem. Estarei de olho.

Ainda sobre escandalos ou suspeitas, a notícia vem de Recife (Cássio Ziporli, do Diário de PE) e pode atingir diretamente o Coxa: o BMG está saindo do futebol.

Saindo em termos, diga-se: o banco pode sair das camisas, mas manterá o fundo que tem mais de 50 jogadores, entre eles alguns de Cruzeiro e Atlético-MG, presentes no clássico da última rodada do Brasileirão/11, cuja licitude foi levantada pelo jornalista mineiro Idelber Avelar e reproduzida aqui no blog. Seria fruto da repercussão negativa do jogo?

Em tempo: o Ministério Público de MG está em recesso, por isso não se sabe que o pedido de Avelar, com quase 9 mil assinaturas, será levado adiante.

No nosso quintal, mais conflitos éticos. Sérgio Malucelli dirige o Londrina e o Iraty, dois times que estarão no Estadual. A FPF limitou-se a dizer, através de Amilton Stival: “Por precaução marcamos as partidas para a metade dos turnos, quando a importância delas será, teoricamente, menor.”

Realmente, não há nada tecnicamente ilegal. Apenas levanta-se suspeita sobre a moralidade do processo. Mas nada novo, em se tratando de Campeonato Paranaense. A Gazeta do Povo aprofundou o tema aqui.

Ainda cartolagem: e a Série Prata?

“O Paraná é quem tem de se adequar ao nosso calendário, montando um elenco maior, com mais jogadores”, disse Hélio Cury à Gazeta do Povo ao praticamente anular a possibilidade de antecipar a competição, mesmo com o desejo de 80% dos clubes que a disputarão.

Parece faltar inteligencia administrativa a FPF. A presença do Paraná é fator de motivação para a insípida disputa. Não fosse a presença do Tricolor e nenhuma emissora de TV se interessaria em transmitir a competição – o que não deve acontecer de qualquer jeito. Além de desmobilizar o campeonato e deixar de atender o pedido da maioria, a FPF, que deveria servir seus filiados, bate o pé e quer conflito de calendário.

Oras, o Paraná Clube pode, por direito, montar o time que quiser para as competições que tem. E pode, legalmente, buscar amparo no sindicato dos atletas para adiar jogos com menos de 66 horas entre si (isso se os locais forem a menos de 100km de distância; se for mais, 72h). Se isso acontecer, os jogos em datas conflitantes com a Série B serão adiados e o campeonato corre o risco de invadir 2013.

Resta saber o objetivo da FPF, que certamente não é democracia, já que há maioria de pedido pela antecipação. Sugiro o vídeo abaixo, em demonstração de incoerência de Hélio Cury no comando da entidade:

Carrasco, Petraglia e o início do Atlético

Esse é Juan Ramón Carrasco:

É cedo demais para avaliar as contratações diretivas do Atlético. Não só Carrasco, mas também o superintendente Dagoberto dos Santos. O técnico uruguaio pode ter problemas com a lingua, mas se falar a lingua dos boleiros, fará mais que os seis que passaram em 2011. E pelo vídeo acima, ele tem jeito pra coisa.

Além disso, já se nota um respeito ao comando de Mário Celso Petraglia no clube. Vide as tuitadas de Marcinho, fazendo média com o novo chefe, assim como nesta entrevista do Paraná OnLine. A entrevista coletiva do ex-presidente Marcos Malucelli evidenciou uma coisa: ao dizer que o elenco foi montado aos poucos pelos seis técnicos que passaram no Atlético, MM deixou claro que o futebol do clube era um navio a deriva. Claro, achou o rochedo.

Mas que a torcida esperava ver mais que Pedro Oldoni na reapresentação, isso esperava.

“Desmanche” alviverde

Já pipocam as críticas a saída de alguns valores do Coxa, como Leandro Donizete, Léo Gago e Jéci, confirmada hoje. Claro que mexe na base, são três bons jogadores, mas sejamos francos: incluindo Jonas e Bill no meio (quase meio time titular), LD e Gago são os que realmente farão falta.

VRA me disse que liberaria Donizete para que ele pudesse ganhar mais $$. É justo. Dedicou boa parte da carreira curta (começou tarde) ao Coxa, sempre com brio. Gago foi surpreendente, mas é o preço da parceria.

Jonas nunca convenceu; Bill estava de malas prontas desde outubro; e Jéci, baita sujeito e ex-capitão, vai comer sushi no Japão e faturar uns Yenes. Deixa Luccas Claro e Pereira de sobreaviso, para jogar ao lado de Emerson, que fica até 2015. Pelo que jogou em 2011, até eu na defesa do Coxa ao lado de Emerson ia bem.

A valorizar a iniciativa do Coritiba em apresentar aos jogadores o museu do clube. Faz diferença, podem estar certos:

Convite

Pegamos umas férias, mas o Jogo Aberto Paraná seguiu no ritmo de especiais, com muita gente boa e conteúdo bacana sendo apresentado. Ao longo da próxima semana, vou colocar tudo aqui no blog. Espero que vocês tenham gostado.

A parir de segunda, voltamos ao ritmo normal. Fica o convite para acompanhar, de segunda a sexta 12h30, na telinha da Band.