Melhores momentos: Paraná 3 x 1 Duque de Caxias

Confira os melhores momentos da vitória do Tricolor sobre o Duque de Caxias, pela Série B, exibidos no Jogo Aberto Paraná desta segunda:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta na BandCuritiba, 12h30.

Feita para Brasil e Argentina. Especialmente Argentina.

Messi: a Copa América é pra ele; avisem o Neymar.

Rebaixamento do River Plate; crise financeira e política; dezoito anos sem ganhar título importante; o melhor jogador do Mundo tentando ser ídolo em casa. É… a Copa América 2011 foi feita para a Argentina. E para o Brasil ser o coadjuvante dela.

Dê uma olhada na tabela aqui. Note que, prevendo alguma dificuldade, os cruzamentos colocam até mesmo os segundos colocados dos Grupos A e B em chave distintas dos primeiros. Se Brasil ou Argentina tropeçarem no caminho, ainda assim, só se verão na decisão – salvo se um deles se classificar muito mal, como segundo ou terceiro melhor terceiro colocado no geral.

Eles querem a decisão conosco, no Monumental de Nuñez, casa cheia, brilho de Messi e título argentino. Do lado de cá, três grandes esperanças: Neymar, que realmente começa a trilhar a estrada de Pelé; Ganso, um craque acima da média (porque não um novo Zico?); e Lucas, outro cracasso, que poderia nos remeter a Rivellino. Não é um time qualquer, se Mano Menezes acertar a máquina.

E nós, paranaenses, temos ainda dois orgulhos: Adriano e Jadson. Eu vi os dois começarem na dupla Atletiba e viverem grandes momentos por aqui. Um é esse aqui de baixo: a primeira convocação de Adriano, ainda no Coxa. A reportagem é e um dos homens mais bonitos que eu conheço:

Adriano demorou, mas chegou ao Barcelona. É orgulho coxa-branca, craque curitibano que pra quem não sabe, começou no futsal do Paraná Clube – mas um da escolinha tricolor.

O outro é um dos gênios que vi de perto, no melhor Atlético de todos os tempos (pra mim, obviamente) que, para tristeza dos rubro-negros, não foi campeão. Mas provou que grandes times (como a Seleção 82) não vivem só de títulos. Jadson foi genial com a 10 atleticana e é idolatrado também no Shakthar Donetsk. Os lances a seguir explicam o porquê:

Imagino a saudade atleticana ao ver o vídeo acima. Enfim. Hoje ambos estarão lado a lado, pela amarelinha.Hoje não: domingo, contra a Venezuela -começando no banco, diga-se.

Muitos ainda me lembrarão que Alexandre Pato também é paranaense. Mas a única referência dele no nosso futebol é a foto abaixo, ainda criança. Para nosso azar, que só vimos ele brilhar a distância, no Inter-RS.

 

Túnel do tempo: Brasileiro B 1992

Paraná e Vitória se enfrentam hoje em Salvador, pela Série B do Brasileiro 2011. Será o 20o jogo entre as equipes, com vantagem paranista nos 19 anteriores: 9 a 6.

O primeiro jogo entre as equipes foi em 1992. Foi na primeira partida da final da Série B daquele ano. O Tricolor venceu, 2-1, em Curitiba, e viajou a Salvador precisando de um empate para conquistar seu primeiro título nacional (ainda que B) com 3 anos de vida. Vale lembrar que, na época, o Estado do Paraná tinha apenas o Coritiba com a Série A de 1985 e o Londrina, campeão da B em 1980 como campeões nacionais.

Em Salvador, jogo pegado. Aquele Vitória era a base do time que chegaria ao vice da Série A no ano seguinte, perdendo para o Palmeiras, com Dida e Alex Alves, entre outros. Mesmo assim, em uma arrancada pelo meio, Saulo, o Tigre da Vila, mandou essa para dentro:

O gol deu o título ao Paraná, que permaneceu na elite até 2000, quando uma canetada o jogou no Módulo inferior (Amarelo) da Copa João Havelange, um artifício usado pela CBF para salvar Botafogo e Fluminense da Série B, mediante uma ação do Gama. Naquele mesmo ano, o Paraná conquistou, sobre o São Caetano, seu segundo título de Série B, tendo a chance de disputar as finais da Copa – ou seja, a Série A – na mesma temporada. Parou no Vasco de Romário, que seria o campeão da primeira divisão. Mas isso é história pra outro post…

Massagem no ego

Puerto Iguazu, Argentina – A tecnologia é algo espetacular. Um smartphone, internet wireless e pronto!, pude escutar (confesso que não por inteiro) o jogo do Paraná, através de um aplicativo. Um pouco mais tarde, assisti aos gols e li as resenhas. Já me sinto apto a dar os pitacos.
Na verdade, há pouco o que falar sobre o jogo: primeiro tempo bom, segundo nem tanto – e os gols você confere segunda, no Jogo Aberto Paraná, na tela da Band.
Mais importante que a vitória é o clima criado pela nova fase do Paraná. Nem parece o mesmo clube em frangalhos do Estadual. Seria a nova e bela camisa? A gestão em si mudou pouco, embora saiba-se que gente com sucesso na montagem de times anteriores (leia-se Vavá Ribeiro) anda colaborando de novo.
O público de ontem, mais de 8 mil pessoas, salvo furo de memória, foi o maior do ano em um jogo só do Tricolor. Prova de uma teoria que tenho: torcedor gosta de time vencedor, não importa a divisão. Equipe que vista a camisa, se dedique e, principalmente, tenha resultados, vai encher estádios na Champions League ou na Série Prata Estadual.
A fase do Paraná é uma massagem no ego do torcedor paranista, maltratado como poucos nos últimos anos. Pode ser sinal de uma virada do clube que, na verdade, precisa muito mais desse astral da arquibancada do que o contrário.

20110625-113627.jpg
Torcida volta à Vila Capanema – foto: site oficial

Túnel do Tempo: dia de revanche?

A torcida do Paraná tem um motivo a mais para ir à Vila na noite de hoje: ano passado, uma derrota por 0-3 para o Icasa tirou o Tricolor da liderança da Série B. Relembre:

Na história, dois jogos: além desse 0-3, um empate em 0-0 em casa, no ano passado.

Dia de revanche?

O que a final da Libertadores 2011 ensina ao futebol paranaense

– Você pode disputar uma final de Libertadores em um estádio com menos de 40 mil lugares, se tiver força política;
– Invasão de campo e pancadaria no final do jogo não é tão ruim quanto o STJD possa fazer parecer, se você for paulista.
– Durval = gol contra em final de Libertadores
– A Copa do Brasil realmente é o caminho mais curto para chegar lá; evite experiências na decisão dela;
– Investir na base é a saída para quem tem menos dinheiro

Começou mal, acabou igual

Foto: Hedeson Alves, Gazeta do Povo
Foquinha saiu sem fazer graça

Ele chegou como Foquinha, mas parecia mesmo outro tipo de mamífero aquático. Tudo culpa de uma lesão que tem impedido que o encantador jogador que começou no Cruzeiro deixasse de ser promessa.

Para o Paraná, dizer que estava emprestando um jogador da Inter de Milão e ventilar até uma suposta parceria teve suas vantagens. O clube voltou ao cenário nacional. Kerlon é bem quisto fora daqui (e aqui também, pelas declarações dadas por funcionários do Tricolor ao Globo Esporte.com) e quando tuitei a saída dele, colegas da imprensa do eixo (como o brilhante Ubiratan Leal) já deram RT. Nacionalmente foi até mais destaque do que a saída de Kelvin – tratada mais abaixo.

Mas no fundo, após apenas quatro jogos em seis meses, as promessas de grandiosidade paranista com a chegada do reforço à época ficaram apenas na memória. Kerlon não rendeu, a tal parceria nunca prosperou, o Paraná chegou a pagar o alto preço (evidentemente, não por causa dessa negociação) do rebaixamento no Estadual e só voltou a se acertar quando selecionou melhor as contratações.

Fica um sentimento de pena pelo fracasso da idéia. Mas fica também a lição de que é melhor investir tempo em talentos como Wellington e Serginho do que sonhar com antigas promessas e contos de fadas.

Kelvin

Ao jornal “A Bola”, de Portugal, Paulo César Silva abriu o jogo: Kelvin, relapso nos treinos, seria liberado antecipadamente pelo Tricolor. A internet uniu novamente Brasil e Portugal e não demorou para que Paulão confirmasse a notícia por aqui. Kelvin já pode se mandar para a ‘terrinha’.

Assim como Kerlon, deixa uma sensação de pena, de “podia ter sido melhor”. Deixa também algum dinheiro, não muito, cerca de 500 mil reais (10% dos R$ 4,7 mi ofertados pelo FC Porto). Mas que se bem usado, pode dar um novo rumo, para que novos Kelvins fiquem mais tempo por aqui. Por ora, fique com um gol dele. Pode ser que mais tarde você ainda diga: “Eu vi esse menino jogar em Curitiba”.