Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 02/05/2012

A rivalidade

O Atlético reencontra o Cruzeiro hoje, na Copa do Brasil, quase cinco meses depois de ser rebaixado na Série A do Brasileiro em disputa direta com os mineiros. Historicamente aliados – inclusive com torcidas organizadas amigas – os dois clubes vivem um momento conturbado na relação. O Furacão foi prejudicado por um erro de arbitragem no jogo entre as equipes em Minas (1-1) quando teve um gol anulado que poderia livrá-lo da queda. Após fracassar por conta própria e perder para o América-MG (que recebeu incentivo financeiro do Cruzeiro e da FMF para vencer por 2-1) ainda viu a vitória no Atletiba 348 (1-0) não adiantar nada, já que o Cruzeiro venceu o clássico mineiro por 6-1 sobre o Galo, até então a melhor defesa do 2º turno. O jogo criou uma aura suspeita, nunca apurada, de que houve manipulação de resultados. A começar pelo fato de os clubes terem o mesmo patrocinador, que detém o direito de mais de 13 jogadores de ambos os times. Na internet, a torcida atleticana lançou campanha pela “honra” do clube nessa eliminatória. O jogo promete.

O procurador

O site oficial do Atlético trouxe a informação de que o procurador do TJD-PR Glaucio Josafat Bordun, que denunciou cinco jogadores do clube por confusão no Atletiba 350, seria sócio do Coritiba, quase que atribuindo a denuncia a esse fato. Ora, caso típico de clubismo exacerbado, como se o restante dos membros do TJD não tivessem também seus clubes do coração. O advogado do Atlético no caso (que consta em súmula feita pelo árbitro Antônio Denival de Moraes), Domingos Moro, é conselheiro vitalício do Coritiba. E aí? A ação dele muda nesse caso? Não. Há que se confiar no caráter e na qualidade profissional das pessoas. O procurador está no papel ao denunciar os jogadores, o que nem de longe significa puni-los: isso caberá aos auditores. Que também têm seus times.

Reforços

Finalistas do Paranaense, Atlético e Coritiba começam a se mexer para as Séries A e B do Brasileiro. O Coxa já apresentou o volante Sérgio Manoel, ex-Mirassol-SP. Também deve trazer outros dois volantes: França, do Noroeste-SP e Chico, do Palmeiras, ex-Atlético. O elenco alviverde tem hoje nada menos que sete volantes; quem sai? Precisava de outros? Já o Atlético deve apresentar nessa semana o atacante Fernandão, ex-Palmeiras, 25 anos, típico jogador de área. E ainda pode trazer o zagueiro Diego Sacoman, que está na Ponte Preta, mas pertence ao Corinthians.

Maratona

A coluna foi finalizada antes da estréia do Paraná na Série Prata, ontem à tarde. O primeiro jogo dos três jogos até domingo. Haja fôlego!

Rápidas e precisas

Atletiba: arbitragem de fora praticamente descartada

As pretensões do Atlético em trazer árbitros de fora para os dois clássicos finais do Paranaense 2012 devem dar em nada. O Furacão terá que travar uma queda de braço com a FPF e o Coritiba, já publicamente contrários a posição rubro-negra. Além disso, informações de bastidores já dão conta de que Héber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman irão apitar, cada um, uma das partidas – muito embora isso tenha de ser definido por sorteio.

Foi o que cravou o ex-árbitro Valdir de Córdova Bicudo na sua coluna no site Paraná Online na última terça-feira: “Segundo fui informado, foram “preservados” do clássico Atletiba do último domingo, para serem utilizados nos dois jogos decisivos envolvendo, Coritiba x Atlético/PR.”

Conversei com Vilson Ribeiro de Andrade sobre o assunto. Ele foi taxativo: “Isso é uma besteira. O Coritiba é contra e não vai aceitar. É um desprestigio com o futebol paranaense. Algumas das reclamações podem ser verdadeiras, mas a maior parte é invenção dos atleticanos. E eu vejo campeonato Paulista, Carioca, e a arbitragem deles, é tudo meio igual aqui.” Vilson ainda me disse que o Coritiba vetará e brigará para que os árbitros locais estejam na decisão, caso o pedido atleticano seja levado adiante.

Mário Celso Petraglia não concedeu entrevista, mas conversei com um conselheiro do clube que ouviu de Petraglia que já ouve um pedido oficial por árbitros de fora e que o mandatário atleticano está revoltado com a qualidade do apito local. Petraglia teria até bradado para o conselho, em tom jocoso, que “se for para sermos roubados, que seja por um desconhecido.”

Já a FPF demonstrou que não tem a menor disposição em chamar árbitros de outras federações para a decisão estadual. Amilton Stival, vice-presidente, comentou o pedido do Atlético: “Eles tem o direito de solicitar. Atender é outra situação.” Para Stival, não há porque mudar na decisão. “Eu não concordo com isso. Se eles [árbitros] serviram pra apitar 22 rodadas, porque agora trocar? Nós vamos dar crédito pros nossos árbitros. Somos formadores e acreditamos neles.

Questionei Stival se ele concorda que houve muitos erros ao longo do campeonato e que a imagem dos juízes paranaenses estaria desgastada. A resposta: “Eu não posso dizer que dá pra brigar com a máquina chamada TV. A pessoa para o lance, dá slow motion, etc. O árbitro é um ser humano que tem que decidir na hora. As vezes os críticos vêem 10x pra opiniar e o arbitro decide em um segundo. Aí ficam, ‘tava com o biquinho da chuteira impedido!’ Isso não tem, as vezes é tão rápido e o olho humano não é máquina.”

Opinião

Particularmente, independente das posições dos clubes, entendo que seria uma boa ideia trazer árbitros de fora para apitar. É inegável que o campeonato teve muita polêmica no apito e que, cobrança feita não hoje ou apenas ontem, mas ao longo de todo o campeonato, a arbitragem local deve ser reciclada.

Mas mais do que isso, basta ver quais são os principais nomes. Heber Roberto Lopes entra pressionado pelo Atlético, com forte – e pública – rejeição da diretoria e torcida do clube; Evandro Rogério Roman tem se dedicado mais à Secretaria Estadual de Esportes e, no jogo mais importante que apitou, errou três vezes, duas contra o Tubarão e uma contra o Coxa em Coritiba 1-0 Londrina. Está visivelmente sem ritmo. Adriano Milczevicz tem rejeição da torcida alviverde, Antônio Denival de Moraes foi questionado quando apitou o último Atletiba e os demais são muito crus.

Um Paulo César de Oliveira resolveria a parada e deixaria os times prontos para falar só em futebol. Tira a pressão antes do jogo.

Chico coxa-branca?

A montagem acima pode acontecer em julho. Trabalhei em Paraná 1-2 Palmeiras pela Rádio Jovem Pan SP e, conversando com os colegas de lá, o Palmeiras dá como certa a vinda do volante, ex-Atlético, ao Coritiba. Conversei com Vilson Ribeiro de Andrade sobre a chegada do volante:

“O Chico termina contrato no final do ano [na verdade, Janeiro/2013] com o Palmeiras e vai ficar livre pra assinar pré-contrato. Me parece que o Palmeiras não o quer mais, mas entre o Coritiba e ele não há nada ainda”

– Mas não vai ser surpresa se ele chegar aqui em julho?

“Não.”

Pra bom entendedor…

Enfim, caso Chico assine com o Coritiba, entra pra história dos dois clubes como mais um “vira-casaca”. O último deu certo no Coxa: Marcos Aurélio.

Você, coxa-branca, vê a negociação com restrições por ser um ex-atleticano? Você, atleticano, sente-se como com a possível ida de Chico ao Coxa? Responda nos comentários. Eis Chico com a rubro-negra:

Paraná: novo esquema comercial

O Paraná Clube mudou a estratégia de marketing para explorar os espaços na Vila Capanema e na camisa tricolor. O clube montou três representações comerciais, no Rio, São Paulo e Brasília, para buscar patrocinadores. O patrocínio para dois jogos da papelaria Kalunga, estimado em cerca de R$ 80 mil, já veio desta forma, costurado pelo diretor geral da rede de rádios Transamérica, Guilherme Albuquerque, paranista e representante em SP.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 25/04/2012

A segunda

Para o Atlético, Copa do Brasil só semana que vem, contra o Cruzeiro. Na hora certa, a coluna analisa. Hoje à noite, Paraná e Palmeiras abrem a série paranaense nas oitavas 2012. São três times do Estado entre os 16 melhores do País (fora os da Libertadores) no 1o semestre. Será a segunda vez na história. Na outra, em 1996, o Atlético caiu ante ao Grêmio e o Coritiba, ao Flamengo. Já o Tricolor foi o único que avançou, eliminando o Botafogo. Mas cairia na fase seguinte para esse mesmo Palmeiras, com duas derrotas: 0-2 e 1-3. O Palmeiras é favorito para o confronto, mas vem em baixa. A classificação não é impossível e passa muito pelo resultado de hoje: vencer e não tomar gol.

Vitrine

Sumido na temporada em virtude dos poucos jogos, o Paraná aproveitará a exibição de hoje à noite para faturar. O marketing do clube fechou um pacote de cota máster na camisa para os dois jogos contra o Palmeiras com a papelaria Kalunga. “Foi uma ótima oportunidade, vai ter transmissão em rede nacional. A gente ficou sem calendário cinco meses e isso significa um novo momento,” contou o diretor de marketing Vladimir Carvalho. Quatro canais transmitem o jogo para todo o Brasil: Band, Globo, ESPN e SporTV. O clube não revelou valores, mas estima-se que o pacote seja de R$ 80 mil.

Tabela Série Prata, parte III

Saiu ontem mais uma tabela da segunda divisão estadual – ou Série Prata. Outra versão que teve que ser adaptada após a classificação do Paraná na Copa do Brasil. A FPF já mudara em função da Série B e da própria Copa, antes que o Paraná avançasse. Amilton Stival, vice da FPF, em entrevista ao blog napoalmeida.com, desabafou: “Se avançar de novo, vamos ter que remanejar.” Acesse e leia a entrevista completa.

Bicho-papão e Pikachu

Calma criançada, não há motivo pra tanto susto. Com 89% de aproveitamento no Couto Pereira sob o comando de Marcelo Oliveira e em alta após o 4-2 no Atletiba, o Coxa recebe amanhã o Paysandu, o “Papão da Curuzu”. Time de tradição, mas que vem mal pelas tabelas, eliminado no Estadual e apenas na Série C, o Paysandu vem com a moral de eliminar o Sport Recife e tem como craque o meia Pikachu. Pouco para desbancar o Coxa – desde que se construa um bom resultado aqui. Na história, 14 jogos com sete vitórias coxas e duas do Papão – nenhuma em Curitiba.

Árbitros de fora nos Atletibas finais?

É assunto pra semana que vem, mas antecipo as posições: o Atlético quer, mas terá forte resistência. FPF e Coritiba já disseram ser contrários. Quem ganha a queda de braço?

Mini-guia Copa do Brasil, fase III

E chegamos a fase 3 da Copa do Brasil com 75% dos times paranaenses no páreo. Pode comemorar: desde 1996 o Estado não vê os três principais times chegar às oitavas de final. E aquela ainda foi a única vez.

Então, se você vai ao estádio ainda hoje, esse é o lugar para saber o que o seu time vai enfrentar; se você vai ao estádio amanhã, aqui também tem tudo sobre o confronto do seu time; e se você só vai ao estádio semana que vem, fique sabendo já o que pode acontecer com o seu time. É o mini-guia da Copa do Brasil, parte III, torcendo muito para que tenhamos versões IV, V e VI. Quiça um feliz prólogo.

Vamos por ordem cronológica:

Paraná x Palmeiras

Ida: 25/04 – 21h50 – Vila Capanema, Curitiba
Volta: 09/05 – 22h – Arena Barueri, Baruei

O Paraná passou pelo Ceará no sufoco, conseguindo um suado empate nos minutos finais no jogo da Vila Capanema e passando de fase pelos gols marcados fora de casa. Vai para o quinto jogo do ano e já contra um time de Série A, num ano em que 90% de seus adversários terão poder de fogo inferior ao desta fase.

Em compensação, o Palmeiras chega a Curitiba em crise. Eliminado no Paulista pelo Guarani, chegou a liderar o estadual vizinho mas despencou na classificação. O que poderia ser um quadro de franco favoritismo palmeirense se tornou ligeiramente equilibrado graças ao momento psicológico das equipes.

O primeiro jogo na Vila será decisivo para o Paraná abraçar de vez a condição de zebra. Não é impossível eliminar o Palmeiras – mas é melhor não criar muita expectativa em cima de um time jovem e recém-montado. O Tricolor é franco-atirador, a melhor posição nesse momento. Um resultado de vitória, especialmente sem levar gols, ou ainda um empate sem gols pode ser comemorado.

O Palmeiras tem como destaque a mesma base que despencou na reta final do Brasileirão 2011. Os homens mais perigosos são o atacante Barcos (fez 10 gols na temporada, mas vem mal desde a derrota para o Corinthians no Paulistão) e os meias Marcos Assunção e Valdívia – este, não vem sendo titular.

Barcos é o homem-gol do Palmeiras

Na história são 20 jogos, com cinco vitórias do Paraná e 13 do Palmeiras. Os times se enfrentaram nas quartas de final da Copa do Brasil 1996: Paraná 0-2 Palmeiras em SP e Paraná 1-3 Palmeiras em Curitiba.

Se passar pelo Palmeiras, o Tricolor pega o vencedor de Atlético x Cruzeiro.

Coritiba x Paysandu

Ida: 26/04 – 19h30 – Couto Pereira, Curitiba
Volta:  03/05 – 19h30 – Mangueirão, Belém

É sem dúvida o confronto mais tranquilo dos paranaenses, mas a grande lição ao Coxa está justamente na fase anterior, quando o Paysandu surpreendeu o Sport Recife, colega alviverde na Série A, e venceu as duas partidas: 2-1 em Belém e 4-1 em Recife. Ainda assim, não há como negar: o Coritiba é favorito na série.

O Coxa vinha de atuações irregulares no ano, mas, justo antes de iniciar a reta final da Copa do Brasil, aplicou 4-2 no rival Atlético e deixou a torcida mais confiante. Não pelo placar, mas pelas mudanças que Marcelo Oliveira fez no time, especialmente a entrada de Éverton Ribeiro, dando velocidade ao meio campo. O que pode complicar o Coritiba na série é ter que fazer a viagem mais longa dos paranaenses: 3208 km. Mas vale lembrar que o Coxa já foi ao norte do país, pegar o Nacional em Manaus.

Ok, mas o Paysandu não tem nada a oferecer? Negativo. Em campo é 11 contra 11 e tal. Mas mais do que isso, a arma (já nem tão) secreta do Papão é essa:

Ops! Não, esse não é o Pikachu certo. Esse sim:

Yago Pikachu: não parece, mas é perigoso

O lateral-direito Yago Pikachu, 19 anos, vem fazendo grandes partidas, atuando na verdade mais como ponta do que como lateral (alô Lucas Mendes).  É tratado como a nova jóia do futebol paraense, tendo começado a carreira sob a tutela de Capitão, o mesmo técnico que revelou Paulo Henrique Ganso, do Santos. Contra o Sport, o primeiro gol foi dele:

O elenco do Paysandu ainda tem como rostos conhecidos o volante Vânderson (aquele, ex-Atlético) e o atacante Adriano Magrão, campeão da Copa do Brasil 2007 pelo Fluminense. Foi eliminado nas semifinais do Paraense pelo Águia de Marabá e vai disputar a Série C nacional. À exemplo do Paraná Clube, busca retomar seu lugar ao sol no futebol brasileiro. Tem tradição e torcida. Para o Coritiba, o ideal é resolver a parada já no primeiro jogo e não se aventurar no Mangueirão.

Na história, vantagem coxa-branca com 7 vitórias e duas derrotas em 14 jogos.

Se passar pelos Paysandu, o Coritiba encara Botafogo-RJ ou Vitória na outra fase.

Atlético x Cruzeiro

Ida: 02/05 – 21h50 – Vila Capanema, Curitiba
Volta:  09/05 – 21h50 – Arena do Jacaré, Sete Lagoas-MG

Se o Paraná Clube é franco-atirador e o Coritiba é franco-favorito, francamente, entre Atlético e Cruzeiro, não há vantagem para nenhum dos lados. É um clássico do futebol brasileiro, já tendo sido decisão de título nacional (a Seletiva 99) e regional (Copa Sul-Minas 2002) com um triunfo pra cada lado. Atleticanos e cruzeirenses costumam ser amigos fora de campo (paradoxalmente, o rival do Cruzeiro, também Atlético – Mineiro – vê seus torcedores se aliarem com os rivais do Atlético, o Coritiba) mas a disputa na reta final do Brasileirão 11 para evitar a queda e as suspeitas das torcidas atleticanas de PR e MG sobre o resultado que livrou a Raposa da queda (6-1 no clássico mineiro) deram um tempero extra a esse confronto.

O Atlético é instável na temporada e vai à decisão do Estadual e desta vaga sem saber o que pode apresentar: se o time frágil que tropeçou no Roma-PR e levou 4 no Atletiba 350 ou a máquina de gols que enfiou 5 no Criciúma e joga ofensivamente contra qualquer rival.

Pois o Cruzeiro não é diferente. No Estadual, chegou em segundo lugar na fase de classificação, perdendo para o Guarani e empatando o clássico com o Atlético-MG. Isso o botou na rota do Derby Mineiro, com o América. E perdeu na ida, 2-3, resultado que ficou até bom, pois perdia por 0-3. Corre risco de ficar de fora da final mineira.

No entanto, tem um elenco forte, que mesmo sem decolar nas mãos do técnico Vagner Mancini, tem jogadores que podem desequilibrar: o bom goleiro Fábio, o zagueiro Alex Silva, os meias Roger e Montillo e os atacantes Wellington Paulista (ex-Paraná) e Wallyson (ex-Atlético). Quem também está pela Toca da Raposa é o lateral-esquerdo/volante Marcelo Oliveira, que defendeu o Furacão em 2011.

Montillo e Marcelo Oliveira, agora do mesmo lado

O exemplo para o Atlético superar o Cruzeiro está em seu próprio passado. Ao conquistar a Seletiva 99, fez 3-0 em Curitiba e jogou tranquilo em BH, perdendo por 1-2 e ficando com a taça; em 2002, fez o jogo de ida pela Sul-Minas em casa e perdeu, 1-2. Foi ao Mineirão e perdeu de novo, na despedida de Sorín, 0-1. Traduzindo: é fazer o resultado em casa e ir a Minas Gerais decidir a sorte.

Na história, 10 vitórias atleticanas e 13 cruzeirenses em 39 jogos. Os times já se enfrentaram duas vezes na Copa do Brasil. Em 1999, deu Atlético: 0-0 em Curitiba e 3-3 em BH; em 2000, revanche celeste: 2-1 em BH e 2-2 em Curitiba.

Se eliminar o Cruzeiro, o Atlético pega o vencedor de Paraná x Palmeiras.

Nova tabela da Série Prata: “Eu que tenho que aguentar”, diz diretor da FPF

Stival sobre a nova tabela, ainda à perigo: "É um risco"

A FPF teve que mexer pela terceira vez na tabela da Série Prata/2a divisão Estadual 2012, como antecipamos na tabela comentada, caso o Paraná eliminasse o Ceará pela Copa do Brasil – o que aconteceu.

A má notícia é que se o Paraná eliminar o Palmeiras e seguir na Copa do Brasil, a tabela terá que sofrer novas adaptações. A boa notícia é que… bem, não há uma boa notícia. Serão jogos em cima de jogos, como por exemplo os confrontos contra os Grêmios maringaenses (Maringá e Metropolitano) em 48h nos dias 12 e 14 de maio.

O Tricolor voltará a campo pela Série Prara em 16/05, mas se eliminar o Palmeiras, tem jogo nessa data pelas quartas da Copa do Brasil. Então, sem analisar novamente a possível (hoje única referência) sequência de jogos, sugiro que você visite o link com a tabela completa e se sinta um pouco na pela de Amilton Stival, vice-presidente da FPF, que quebrou a cuca para montá-la. E desabafou em entrevista por telefone:

Napoleão de Almeida: Foi difícil ter que mexer na tabela mais uma vez?

Amilton Stival: Nossa senhora! Quando você ver a tabela, vai ver o trabalho que deu. Jogos terça, quinta, sexta… fizemos o que deu.

NA – Teve que costurar com os times de novo?

AS – Se for costurar, não sai. Tivemos que fazer assim e usar a prerrogativa da Federação. Conseguimos fazer tudo dentro do prazo das horas [de intervalo necessárias entre um jogo e outro]… quer dizer, tem um pouco pra cima, tem um pouco pra baixo, nada muito a ferro e fogo senão não dava.

NA – Foi pensado no caso de o Paraná avançar mais uma fase na competição?

AS – Olha… eu tenho datas lá pra frente, se for o caso… cada vez que o Paraná passar, e é bom que ele passe, porque aumenta o ranking e dizer que a FPF torce contra é a maior besteira que alguém pode falar… bem, como o calendário da segunda divisão é de maio a agosto, a ultima rodada está planejada para 14/07. Ainda tem mais um mês, isso se o Paraná conquistar o título direto. Se não, se tiver semifinais, vamos ter que remanejar. É um risco.

NA – Sendo sincero: olhando todo esse rolo, se você pudesse voltar no tempo e antecipar a competição…

AS – Aí é o que você me perguntou sobre costurar com os outros clubes. Eu tinha a resposta dos clubes que eles não quiseram antecipar, bateram o pé, alguns deles pelo menos. E os que não quiseram não vão poder reclamar. Vai ter que pagar lá na frente mais salários, vai esticando o calendário. Às vezes, tem dirigente de clube que só vê o momento e acha que tá certo. Tem que olhar além da ponta do nariz.

NA – Mas a FPF não podia ter forçado mais pra antecipar?

AS – Nós agimos democraticamente. Não dá pra ser uma ditadura. Claro que se chega num extremo, a FPF tem o voto minerva. Como no arbitral, que uns queriam começar dia 01 de maio, outros dia 15 e eu decidi então por 1ro de maio. Mas antecipar não. Agora, que eu não tenho essa prerrogativa da decisão, eu tenho que agüentar.

Mais que uma vitória

Douglas rasga com Fernando Henrique e a vila explode: redenção

Existem vitórias e vitórias no futebol. Há o batido – e válido – bordão “venceu, mas não convenceu”; existem vitórias que não levam a nada, apenas cumprem protocolo ou são tardias demais para remediar um estrago anterior. Existem empates que são vitórias. E numa massagem no ego, foi o que o Paraná deu ao torcedor na última quarta.

Humilhado, constrangido, relegado ao segundo plano. O torcedor paranista vem aguentando há muito tempo pancada atrás de pancada. Já não é tratado como rival por atleticanos e coxas-brancas, o que fere o orgulho. Viu o time despencar, minguar, passar pelo constrangedor rebaixamento à segunda divisão estadual; viu o time liderar a Série B nacional ano passado, para depois perceber que não passava de ilusão. Acordou espremido pela FPF, que ignorou a força do clube e deu às costas para o problema do calendário. Não, o Tricolor não queria ser mais que os outros; queria apenas que a Federação lembrasse que ele ainda é um representante do Estado na Série B e que as tabelas são conflitantes.

“A segunda divisão molda caráter”, diz um amigo. É verdade. O futebol é pródigo em ser incoerente: enquanto os Barcelonas da vida desfilam classe e arrebatam crianças Mundo à fora, o sofrimento faz com que o sentimento ao clube do coração se torne maior. O orgulho de pertencer a um grupo que não se importa tão somente com vitórias. Aliás, o que é vencer no futebol mesmo?

Quarta, 18 de abril, o Paraná Clube ganhou o ano. Foi com um gol de Douglas, mas poderia ser de qualquer um. O herói, na verdade, apenas simboliza a esperança por dias melhores, que não significam necessariamente uma conquista do Mundial Interclubes. O paranista sabe que a realidade é bem mais dura. Fica pra daqui uns anos.

Mas pouco importa o que aconteça contra o Palmeiras, na próxima fase da Copa do Brasil. Para o Paraná Clube, levar 11 mil pessoas após meses sem sequer entrar em campo, manter o torcedor ligado os 90 minutos, chegar ao êxtase da classificação com um empate suado aos 46 do segundo tempo, já é o troféu do ano. Claro que se quer mais. Claro que a tarefa só estará cumprida quando o time voltar a elite estadual – e não será nada fácil, anotem – e para a elite nacional – ainda mais difícil. Mas não era isso, nem a vaga, que estava em jogo na quarta.

A cada depoimento que se ouviu após o apito final na Vila, ficou a certeza de que o futebol venceu. Os cearenses não vão concordar, mas eles precisavam menos desse triunfo que o Paraná Clube. “Esse é o Paraná!”, bradou um; “A gente vem pra ver perder, vem pra ver ganhar, não importa, a gente tá junto com o Paraná”, disse outro, nos microfones das rádios que cobriram o jogo. E futebol é isso. Mudassem as cores, e não o roteiro, e a paixão venceria junto da mesma forma, balançaria a rede junto com a bola chutada por Douglas. Futebol não se resume a títulos; é a soma das conquistas menores.

Agora, com a confiança reestabelecida, o Paraná vai seguir o caminho mais em paz. Já sabe o que pode e com quem pode contar. Se ao final de tudo o time passar pelo Palmeiras, ir avançando na Copa do Brasil sem atrapalhar os projetos principais, excelente. Senão, a vitória de quarta já cumpriu seu papel na história paranista.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 18/04/2012

Fifa: muitas mudanças no projeto irritam comitê local

A obra da Arena da Baixada em Curitiba está sendo tocada sem alvará de construção, sob uma licença especial e supervisão diária de um grupo da secretaria de urbanismo da prefeitura. Tudo porque a Fifa mudou mais uma vez as exigências para a Arena – segundo informações, a sexta vez desde 2007. Pequenos detalhes que atrasam ainda mais a construção do estádio. As constantes mudanças irritaram o comitê local, que agora corre para regularizar novamente o alvará. Atualmente, a obra tem o relatório prévio ambiental aprovado. Na próxima terça (24) o Atlético terá nova reunião no conselho deliberativo para debater esse e outros assuntos – como por exemplo cobrar uma participação mais efetiva dos governos na operação.

Prêmio gordo

Tentando retomar o prestígio nacional perdido com o rebaixamento em 2011, o Atlético ofereceu aos atletas e comissão técnica um prêmio gordo pelo título da Copa do Brasil: 50% dos ganhos do clube até a conquista. Significa dizer que quem estiver no grupo atleticano em uma virtual conquista pode faturar R$ 1,97 milhões a serem rateados entre os membros. Vale dizer que o Atlético está apenas no terceiro grupo de cotas da CBF por não estar na Série A nem entre os 10 melhores do ranking nacional, recebendo o menor percentual de cota.

Câmeras, ação!

Demorou, mas finalmente a Vila Capanema poderá receber a capacidade máxima de torcedores (20 mil pessoas): o clube instalou e apresentou laudos ontem das sete câmeras de seguranças que faltavam para que o estádio se enquadrasse nos pedidos do Estatuto do Torcedor. A medida já vale para o jogo de hoje, entre Paraná e Ceará, pela Copa do Brasil. O clube instalou três câmeras por conta e contou com parceiros, que bancaram o custo de outras 4. Os valores e nomes dos parceiros não foram divulgados. O Paraná precisa de empates em 0-0 ou 1-1 ou da vitória por qualquer placar para avançar na competição. Será o quarto jogo oficial do clube em 2012.

Torcida única reloaded

A medida antidemocrática e sectária de se realizar o clássico Atletiba com torcida única deverá ser referendada hoje, após uma reunião entre a PM, a FPF e os clubes. O Ministério Público, único que pode evitar a medida se protestar formalmente, deve compactuar com aquilo que o mesmo, ainda no primeiro turno, classificou como “rasgar o Estatuto do Torcedor”. Os ingressos devem ser postos a venda a partir de quinta. A coluna não discute se a torcida do Coxa deve ter direito a ir sozinha já que não pode ir no primeiro e sim o absurdo que a medida anterior – e essa – faz com a desportividade e convivência. Em tempo: no jogo de ida, só com atleticanos, houve violência do mesmo jeito.

Atlético planta embrião para jogar em Joinville; entenda

Arena Joinville: caldeirão para o Atlético?

O Atlético jogar o Brasileiro Série B na Arena Joinville ainda é apenas um embrião, mas com pinta de que pode dar liga, após os rompimentos de Coritiba e Paraná com a diretoria (leia-se Mário Celso Petraglia) atleticana.

O que há de verdade na história: houve sondagem do Atlético, que já recebeu resposta positiva do JEC, mas tudo ainda no campo da especulação. Isso porque o Joinville não pode fazer nada na Arena sem consultar a Felej (Fundação de Esporte e Lazer de Joinville) que é o órgão da prefeitura que faz a gestão da Arena Joinville. Isso só deve esquentar mesmo na próxima semana, uma vez que houve mudança no comando do secretariado da fundação. O novo secretário, Flávio Sérgio Psheidt, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

O JEC não paga um centavo sequer a prefeitura para o uso da Arena Joinville e é o arrendatário do estádio até novembro de 2014. Os únicos custos que o clube tem são os de manutenção do estádio – gramado, arquibancadas, vestiários. O JEC, com o aval da prefeitura, tem licença para lucrar com aluguel de campo e exploração de publicidade na Arena, o que facilitaria muito as negociações com o Atlético. Hoje, o rubro-negro paga R$ 50 mil por jogo ao Paraná pelo uso da Vila Capanema.

O presidente do JEC, Márcio Vogelsanger, demonstrou interesse na negociação: “Não vejo nenhum problema. Assim como o Coritiba fez aqui, o Atlético pode fazer também. Mas temos que sentar com a prefeitura e negociar, isso ainda não foi feito.” Vogelsanger estava em uma reunião e foi curto e evasivo nas respostas. Disse ainda que pessoalmente não conversou com ninguém do Atlético, mas que algum diretor do clube já poderia ter feito isso por ele – ainda não sabia afirmar.

Curiosamente, Joinville e Atlético se enfrentam na Arena Joinville na primeira rodada da Série B. Eles, caso se acertem, precisam da ajuda da CBF e da TV para recoordenar três rodadas no turno, outras três no returno, a inversão de mando na abertura do segundo turno e a ajuda da PM no derby com o Paraná, em 24/11, última rodada com movimentação nas estradas. Confira os jogos conflitantes:

16/06 – 6ª rodada – sábado
16h – JEC x Ceará
16h – Atlético x Goiás

03/08 – 15ª rodada – sexta e sábado, com clássico catarinense
Sex – Atlético x São Caetano
Sáb – JEC x Criciúma

14/08 – 17ª rodada – sábado
16h – JEC x Bragantino
16h – Atlético x ASA

22/09 – 26ª rodada – sábado – movimentação dupla paranaense nas estradas
16h – Atlético x Ceará
16h – JEC x Paraná

27/10 – 33ª rodada – terça-feira
21h – JEC x América-MG
21h – Atlético x Guaratinguetá

06/11 – 35ª rodada – sábado
16h – JEC x Guaratinguetá
16h – Atlético x América-RN

24/11 – 28ª rodada – sábado – movimentação dupla paranaense nas estradas
16h – Atlético x Paraná

Em 2010, quando usou a Arena Joinville por 10 jogos, o Coritiba arcou com custos de manutenção estimados em R$ 20 mil por jogo e ainda fez o repasse de 10 a 12% da renda em jogos diurnos e 12 a 15% da renda em jogos noturnos. A média de público do Coxa foi de 2454 torcedores nas 10 partidas, sendo a maior presença em um jogo contra o Sport Recife, num sábado: 7022 pessoas viram a vitória alviverde por 2-1.

Para pensar:

Nas redes sociais, a torcida do Atlético já chia com a falta de habilidade da diretoria em negociar com o Coritiba e, mais recentemente, com o (novo) racha com o Paraná Clube e a possível perda da Vila Capanema, atual refúgio atleticano.

O torcedor se dói, mas o clube nem tanto. Nenhum dirigente jamais irá admitir, mas para um clube com um bom parque associativo em dia, não é vantagem ter muitos torcedores presentes ao estádio. A conta é simples: supondo que os 17 mil sócios que o Atlético afirma manter sejam no máximo 10 mil, para facilitar os números; e que cada um pague R$ 70 por mês, numa média de 4 jogos em casa (R$ 17,50 por jogo), o clube tem arrecadado mensalmente 175 mil reais. Mas, com a média de público na Vila não ultrapassando 4 mil, tem declarado e prestado contas (impostos, taxas de federação) de apenas 70 mil reais/mês, sobrando aos cofres do clube 105 mil limpos e justificados.

Não é mau negócio para a economia atleticana mudar-se para Joinville, reduzir custos de aluguel de campo e aumentar a sobra de caixa. É sim para o torcedor, mais uma vez jogado para o quinto plano.

Para pensar II:

A frase atribuída a Mário Celso Petraglia na reunião na câmara de vereadores sobre a Vila, “Precisamos de outro lugar para jogar”, não traz nenhuma ofensa ao Paraná Clube. É na verdade uma forma de pressão do atleticano sobre os governantes, para agirem junto ao Coritiba pelo Couto Pereira.

Mas, há dois meses aqui mesmo no blog, já trazia a informação de que o Tricolor, com excesso de jogos entre Série B e segundona paranaense e tendo o Atlético como rival na competição nacional, não queria danificar o gramado da Vila.

Foi um pedido de Ricardinho. O técnico não quer que o time sofra mais esse prejuízo. É um direito do Tricolor.

Só que a diretoria paranista não precisa jogar para a torcida. Fazer Petraglia de vilão já é o esporte favorito da praça, não havia necessidade de jogar novamente o desgastado presidente atleticano na fogueira.

Para pensar III:

Petraglia está certo em pedir dinheiro à prefeitura e ao Estado. O Atlético está pagando quase sozinho a conta da Copa, que é um evento da cidade, gostem ou não. É claro que o lucro de se ter um estádio novo é excepcional ao clube, mas e se o Atlético virar as costas, botar as cadeiras no lugar enquanto ainda há tempo e desistir do projeto, deixando o Paraná fora do Mundial? O mico é de quem?

Do mesmo governo que mantém o secretário que sugeriu calote no cargo?

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 04/04/2012

Paradas indigestas

Atlético e Coritiba iniciam nessa semana a segunda fase da Copa do Brasil; o Paraná, na semana que vem. Ninguém terá moleza. O Coxa pega hoje o ASA de Arapiraca, com perspectiva de jogo duro no interior de Alagoas, sem Rafinha. O Atlético terá amanhã um gostinho do que o espera na Série B nacional ao pegar o perigoso Criciúma. Já o Paraná, que só entra em campo semana que vem (11/04), pega o Ceará, líder do Cearense e adversário também na Série B. A vantagem dos três é poder decidir em casa e, quem sabe, eliminar o segundo jogo se vencerem por dois ou mais gols de diferença.

Torcida contra?

Se passar para a próxima fase da Copa do Brasil, o Paraná Clube irá complicar a vida da FPF, que se recusou a antecipar a segunda divisão estadual e teve que enxertar nada menos que 21 jogos em 60 dias, pelo conflito de datas com a Série B nacional. A tabela, refeita na última semana, prevê dois jogos entre 1 e 3 de maio; se eliminar o Ceará, o Paraná entra em campo pela Copa nacional dia 2 do mesmo mês, acabando com o paliativo de duas datas da FPF. Será que tem diretor de federação torcendo contra?

Cáceres, só em julho

O Coritiba aguarda o fim do contrato entre o volante Luís Enrique Cáceres e Cerro Porteño para retomar as negociações e trazer o reforço ao Brasil. O jogador está perto de ganhar passe livre e o clube paraguaio tem “blindado” o jogador, que vem atuando pouco no Campeonato Paraguaio. Em julho o jogador deve assinar com o Coxa, com quem já tem proposta firmada. Com 23 anos, Cáceres pode ser a grande aposta alviverde para acertar a saída de jogo da equipe para o Brasileirão, deficiente desde a saída de Léo Gago para o Grêmio.

Paranaense Sub-20 esvaziado

Atual campeão, o Atlético se recusou a disputar o Paranaense Sub-20, que teve início no último final de semana. O clube não deu muitas explicações sobre o porquê de abrir mão de disputar a última categoria antes do profissional no Estadual, mas os jogadores foram deslocados para um time Sub-23, que tem realizado amistosos. Já o Coritiba inscreveu um time com média de idade dois anos abaixo da categoria, com o time Sub-20 excursionando pelos EUA para a Dallas Cup. Na estréia, o Coxa perdeu por 0-1 para o Corinthians-PR.

Articulando

Hélio Cury, presidente da FPF, esteve ontem em um almoço no Rio de Janeiro com José Maria Marin, novo presidente da CBF. Cury e os presidentes das federações gaúcha, carioca, catarinense e baiana estiveram aparando arestas. Quando da renúncia de Ricardo Teixeira, o grupo queria uma nova eleição para o comando da entidade, mas respaldado principalmente pela federação paulista, Marin assumiu o cargo como vice-presidente mais velho.

Copa do Brasil: mini-guia da segunda fase

O Operário tombou, mas o trio da capital segue firme na Copa do Brasil, com jogos nessa semana (à exceção do Paraná Clube, que só entra em campo dia 11).

Assim sendo, vamos ao mini-guia da segunda fase da competição, que ainda permite que um time avance se vencer o primeiro jogo fora de casa por 2 ou mais gols de diferença. Melhor para os paranaenses, que pegam times pior ranqueados na CBF e têm essa possibilidade.

ASA x Coritiba 

Depois de penar mais que o esperado para superar o Nacional-AM, o Coxa faz o “clássico do frango” contra a ASA: Agremiação Sportiva Arapiraquense. Será o primeiro jogo dos paranaenses nessa fase, já amanhã (quarta, 4).

Vitima de uma jocosa comparação do cantor de MPB Chico Buarque na música “E Se…”, com um verso que duvidava da capacidade do Arapiraca ser campeão, o ASA já não é mais uma galinha morta – com o perdão do trocadilho. É o atual campeão alagoano (são 7 títulos ao todo) e está na Série B do Campeonato Brasileiro.

O Coxa não terá moleza e pela bola que vem jogando, deve fazer o jogo de volta em Curitiba, marcado para 11/04. No ASA, o destaque é o atacante Neto Potiguar, que já defendeu Bahia e Guarani e jogou no futebol mexicano. O técnico é Heriberto da Cunha, ex-Atlético. No atual campeonato alagoano, o ASA é o 2o colocado no segundo turno, depois de perder a decisão do primeiro nos pênaltis para o CRB. Quatro equipes avançam às semifinais dos turnos. Na última rodada, o ASA ficou no 2-2 com o CSE (sim, em Alagoas quase todos os times são conhecidos pelas siglas. Na primeira divisão, são 5 dos 10: CRB, CSA, CSE, CEO e ASA.)

Na história são 2 jogos, com duas vitórias do Coxa, 4 gols marcados e 1 gol sofrido. O último jogo foi no Couto Pereira, em 25/09/2010, vitória por 2-0.

Se passar pelo ASA, o Coxa pega o vencedor de Sport Recife x Paysandu.

Criciúma x Atlético

Parada indigesta para o Furacão na vizinha Santa Catarina, na quinta-feira 05/04. O primeiro grande desafio pensando na Série B nacional é o Criciúma, adversário que também está na vida do Atlético na volta da equipe à segunda divisão nacional após 17 anos – jogos marcados para a 18a e 36a rodadas. Antes, a Copa do Brasil, competição na qual o Tigre tem mais know-how que o Rubro-Negro: foi campeão em 1991 sob o comando de Luís Felipe Scolari.

Depois de passar com dificuldades pelo Sampaio Corrêa, está na expectativa atleticana realizar o jogo de volta em 12/04, na Vila. Pela frente, o vice-líder do segundo turno do Catarinense que não foi bem no primeiro turno, mas vem em recuperação. No entanto, levou 3-0 do Joinville na última rodada do Estadual, quando perdeu a liderança.

Pelo lado do Criciúma, rostos conhecidos como o do goleiro Andrey (campeão paranaense pelo CAP em 2005), o ex-coxa-branca Fabinho Capixaba e o ex-paranista Itaqui, destaque da equipe ao lado do artilheiro Zé Carlos, que esteve cotado a defender o Atlético no ano passado. O técnico é o ex-zagueiro Sílvio Criciúma.

Na história, vantagem catarinense: 6 vitórias contra 5 do Atlético e quatro empates.

Se passar pelos catarinenses, o Furacão encara Cruzeiro ou Chapecoense-SC na outra fase.

Ceará x Paraná

Ninguém terá moleza nessa fase da Copa do Brasil, mas talvez seja o Paraná quem tenha as maiores dificuldades na série eliminatória. Beneficiado pelo ranking histórico por apenas 2 pontos de vantagem (1110 x 1108) o Tricolor poderá decidir em casa, contra o Ceará, a vaga na outra fase da competição. A série só se inicia em 11/04, com jogo no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza – a volta poderá ser em 18/04, se o Paraná não vencer por 2-0 a ida.

O grande problema é a inatividade paranista no ano até aqui. Apenas dois jogos oficiais, com um empate e uma vitória sobre o Luverdense-MT em quatro meses de atividade. Enquanto isso o Ceará, que será adversário tricolor também na Série B nacional, ocupa a liderança do Cearense, com 45 pontos em 19 jogos – são 22 ao todo, pontos corridos ida e volta entre 12 times, com os quatro primeiros indo às semifinais. Ou seja: tudo que o Paraná não jogou no ano até aqui, o Ceará abusou.

O time é experiente, com jogadores como o goleiro Fernando Henrique e o zagueiro Daniel Marques (aquele mesmo) que fizeram parte da equipe que caiu para a Série B ano passado, e outros conhecidos, como o lateral-direito Apodi e os atacantes Lima, o “falso lento” ex-Atlético, e Mota, ex-Cruzeiro. O técnico é PC Gusmão.

Paraná e Ceará se enfrentaram na Copa do Brasil 2001 e deu Vovô: 2-2 em Curitiba e 1-3 em Fortaleza. Se o Tricolor passar, pega o vencedor de Palmeiras x Horizonte-CE. E se o Paraná passar, a FPF terá problemas, mas isso você lê aqui.