X razões para o seu time ganhar o título no Atletiba #352

Falta pouco para o Atletiba #352 da história, que vale a taça do Paranaense 2012. E para alimentar a conversa nos botecos nos momentos que antecedem a decisão, uma lista de razões para que o seu time saia campeão no domingo:

#Atlético – Na última decisão com partida final no Couto Pereira, em 1990, foi campeão sem precisar vencer: 2-2.

#Coritiba – Não perde para o Atlético no Couto Pereira desde 2008, com 8 jogos de invencibilidade e 4 vitórias no período.

#Coritiba – No Couto Pereira, aproveitamento com Marcelo Oliveira é de 89,1%, com 42 vitórias e apenas 2 derrotas em 49 jogos.

#Atlético – Venceu 50% dos jogos fora de casa nesse ano: 7 vitórias e 3 empates em 14 jogos.

#Atlético – Venceu 7 das 13 decisões de Paranaenses entre os clubes desde 1924.

#Coritiba – Na última vez que decidiu no Couto Pereira em pênaltis, em 1978, foi campeão.

#Coritiba – Não jogou durante a semana, só treinando e recuperando para o Atletiba; deve ter a volta de Rafinha.

#Atlético – Venceu e eliminou o Cruzeiro, vai embalado pro Atletiba; deve ter a volta de Guerrón.

#Atlético – Já foi campeão no Couto Pereira em três ocasiões: 1982 (x Colorado), 1983 e 1990 (x Coritiba).

#Coritiba – Terá maioria absoluta de torcida a seu favor dentro do Estádio.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 09/05/2012

Retrocesso

Uma tendência triste, da qual se torna cada vez mais difícil escapar: semanas pós-clássico no Paraná têm tido mais discussões em cima de arbitragens, violência e condutas extra-campo do que do jogo em si. O resultado é nítido: estádios esvaziados. Não à toa a decisão do Estadual 2012 levou apenas cerca de 9 mil pessoas a Vila Capanema. O futebol paranaense retrocedeu no tempo. Estancou na arbitragem, incompetente e sem renovação; erra nas fórmulas dos campeonatos e intransigência dos mandatários; peca no controle à violência, incentivando diferenças. Andamos para trás nos últimos anos. É uma hora uma profunda reflexão. A apregoada modernidade que a Copa 2014 pode trazer não combina com 90% do que vem sendo feito na terrinha.

Crescimento e desproporção

O Coritiba foi o 5º clube que mais cresceu em arrecadação em 2011, segundo estudo do balanço financeiro coxa-branca feito pela Pluri consultoria, divulgado ontem. Foram 117% de receitas a mais que em 2010, ano em que disputou a Série B, com boa parte dos jogos em Joinville. Em compensação, as despesas cresceram 74%. Natural: mudaram as ambições e circunstâncias. Mas o Coxa ainda está longe de poder competir com os gigantes brasileiros em receitas. A principal dela, responsável por 56% do volume de arrecadação, vem da TV: R$ 24,8 milhões. Corinthians e Flamengo recebem cerca de R$ 110 milhões da mesma fonte. Os sócios representam 26% do volume da renda do Coxa. Atlético e Paraná não tiveram seus estudos apresentados pela empresa até o fechamento da coluna.

Mico

Alguém não identificado, mas com o texto em tom muito parecido com o que usa o presidente Mário Celso Petráglia, usou o twitter oficial do Atlético para reclamar de arbitragem e se queixar das mazelas do clube em tom nada solene. Um mico ainda sem responsável. O canal institucional do clube não deve se prestar a desabafos e rompantes e sim servir a comunidade esportiva com informações precisas e técnicas, ou promoção institucional. Tratá-lo como parte de uma posse pessoal mostra que o profissionalismo está passando longe da Baixada.

Informações que interessam

Mas como o twitter atleticano se propôs a um bate papo “aberto” sobre as coisas do clube, enquanto o principal gestor se recusa a dar entrevista, lanço algumas perguntas abertas, para quem sabe encontrar respostas no mesmo canal: qual o critério na montagem do time, mantendo a base rebaixada e repatriando jogadores sem sucesso em passagens anteriores, como o goleiro Vinícius e o zagueiro Bruno Costa? Qual o valor e o destino das cadeiras da Arena, removidas do estádio? Qual a versão dos dirigentes para as acusações da “Operação Uruguai”, denunciada recentemente, envolvendo favorecimento pessoal em transações nos anos 90? No aguardo.

Atletiba #351: ainda a arbitragem – mas era pra ser mais que isso

Foi um grande jogo. Placar de 2-2 e vantagem pequena para o Coritiba, que agora decidirá em casa, onde não perde há 4 anos para o Atlético – que, de quebra, terá que fazer jogo duro em MG, contra o Cruzeiro, enquanto o Coxa descansa.

O Atletiba 351 merecia ser lembrado pelas alternativas: o Coxa que saiu na frente em jogada individual de Éverton Ribeiro, limpando bem o bote errado de Bruno Costa e batendo com o “pé ruim”, segundo ele. Menino tem estrela em clássicos; poderia também ser lembrado pela insistência de Liguera no primeiro gol atleticano, ao brigar pela posse de bola duas vezes, até que no bate-rebate, sobrasse para Bruno Mineiro. Que se não é um Batistuta, mete gols (não a toa tem 12 gols, mesmo tendo ficado de fora de quase todo o segundo turno). O insistente Liguera também dividiu com Vanderlei, que falhou no gol da virada rubro-negra; depois, Anderson Aquino empatou, premiando a ousadia de Marcelo Oliveira em detrimento do erro de Juan Carrasco, que sacou Ricardinho para entrada de Zezinho, recuando o time. Oliveira foi pra cima e buscou o empate.

Mas aí começam as reclamações. E, sempre com a ressalva de estar horas depois, com o controle da TV na mão, peguei mais um piolho na arbitragem ruim de Evandro Rogério Roman, que pelo porte físico acima do peso mostra que a Secretaria de Esportes lhe está dando prosperidade.

Anderson Aquino estava impedido no gol de empate do Coxa. Vi, revi o lance, voltei a imagem, já no Revista RPC. Tarde, mas válida observação por que vai de encontro ao evidente: a arbitragem paranaense está em baixa. Primeiro, a imagem:

Emerson toca na bola para driblar Manoel e ela sobra para Aquino, impedido
O vídeo abaixo tem os melhores momentos da partida. Em velocidade, percebe-se melhor, no ângulo lateral, o erro de arbitragem que ia passando batido:

Update: link com a imagem da Revista RPC:

http://redeglobo.globo.com/platb/rpctv-revistarpc/2012/05/07/decisao-do-paranense-ficou-para-o-segundo-atletiba/

Não foi o único erro. Quando o jogo estava 2-1 para o Atlético, houve um pênalti claríssimo de Bruno Costa, ao tocar com a mão na bola dentro da área:

E ainda com o placar em 2-1 Furacão, um pênalti claro de Lucas Mendes em Zezinho, no link abaixo no site da TV Globo:

http://globotv.globo.com/globocom/tempo-real/v/polemica-zezinho-cai-na-area-mas-o-juiz-manda-seguir-aos-26-minutos-do-segundo-tempo/1935373

Não foi por falta de aviso: o campeonato inteiro foi repleto de erros de arbitragem. Como a questão se tornou política, esqueceram de se preocupar com a qualidade. Mas os dois melhores, Heber e Roman, vivem má fase. Pelo físico, Roman já está pensando em se aposentar. E Heber Lopes segue o mesmo caminho, apitando de longe os lances.

Já está virando folclore, claro. Afinal, o Atlético sempre acaba tendo algo a reclamar e, como a vantagem recente do Coritiba em clássicos perdura, tudo caminha para chacota. Normal para os torcedores.

Mas para quem dirige o futebol paranaense, não. Não creio em teorias da conspiração. Não seria a mesma FPF que brigou com o Coxa pelo uso do Couto Pereira ao Atlético que iria armar um campeonato para o Alviverde. A resposta é bem mais simples: desqualificação.

Ainda há tempo de pensar em árbitros melhores para a finalíssima.

Fiasco

Alguém, escrevendo em tom parecido com o que o presidente Mário Celso Petraglia usa em seu twitter pessoal, usou a ferramenta de comunicação do clube para culpar a arbitragem (nada sobre o lance de Anderson Aquino, acredito que a primeira menção seja aqui no blog) e… “desabafar” contra o momento do próprio clube.

Um fiasco. O twitter do clube, com cerca de 40 mil seguidores, é uma ferramenta institucional de comunicação. Não pode se prestar a desabafos de quem quer que seja. Se foi um estagiário ou profissional contratado, deve ser identificado e responder por isso; se foi o presidente, que já negou (mas tem um estilo muito característico de se expressar para ser confundido), pior ainda, pois teria se apossado de um meio institucional que ele mesmo prega ser o melhor canal de comunicação do clube. Provou que, nesse caminho, está longe disso.

Aliás, o próprio TJD-PR pode impor uma sanção ao clube, que tem meios oficiais para reclamar, protocolando na FPF.

Feio.

Vantagem

Uma semana para descansar, tratar Rafinha, defender um tabu de 4 anos, com casa cheia. O Coritiba é favorito para ser campeão, embora seja uma vantagem muito curta, já que os times são parelhos. Joga só pela vitória (novo empate e teremos pênaltis) mas evitou que o Atlético usasse o seu mando de campo como arma.

Longe de dizer que o Atlético está morto, porque não está. Mas existe uma pequena e inegável vantagem para que o Coxa chegue ao tri-estadual.

Rápidas e precisas

Atletiba: arbitragem de fora praticamente descartada

As pretensões do Atlético em trazer árbitros de fora para os dois clássicos finais do Paranaense 2012 devem dar em nada. O Furacão terá que travar uma queda de braço com a FPF e o Coritiba, já publicamente contrários a posição rubro-negra. Além disso, informações de bastidores já dão conta de que Héber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman irão apitar, cada um, uma das partidas – muito embora isso tenha de ser definido por sorteio.

Foi o que cravou o ex-árbitro Valdir de Córdova Bicudo na sua coluna no site Paraná Online na última terça-feira: “Segundo fui informado, foram “preservados” do clássico Atletiba do último domingo, para serem utilizados nos dois jogos decisivos envolvendo, Coritiba x Atlético/PR.”

Conversei com Vilson Ribeiro de Andrade sobre o assunto. Ele foi taxativo: “Isso é uma besteira. O Coritiba é contra e não vai aceitar. É um desprestigio com o futebol paranaense. Algumas das reclamações podem ser verdadeiras, mas a maior parte é invenção dos atleticanos. E eu vejo campeonato Paulista, Carioca, e a arbitragem deles, é tudo meio igual aqui.” Vilson ainda me disse que o Coritiba vetará e brigará para que os árbitros locais estejam na decisão, caso o pedido atleticano seja levado adiante.

Mário Celso Petraglia não concedeu entrevista, mas conversei com um conselheiro do clube que ouviu de Petraglia que já ouve um pedido oficial por árbitros de fora e que o mandatário atleticano está revoltado com a qualidade do apito local. Petraglia teria até bradado para o conselho, em tom jocoso, que “se for para sermos roubados, que seja por um desconhecido.”

Já a FPF demonstrou que não tem a menor disposição em chamar árbitros de outras federações para a decisão estadual. Amilton Stival, vice-presidente, comentou o pedido do Atlético: “Eles tem o direito de solicitar. Atender é outra situação.” Para Stival, não há porque mudar na decisão. “Eu não concordo com isso. Se eles [árbitros] serviram pra apitar 22 rodadas, porque agora trocar? Nós vamos dar crédito pros nossos árbitros. Somos formadores e acreditamos neles.

Questionei Stival se ele concorda que houve muitos erros ao longo do campeonato e que a imagem dos juízes paranaenses estaria desgastada. A resposta: “Eu não posso dizer que dá pra brigar com a máquina chamada TV. A pessoa para o lance, dá slow motion, etc. O árbitro é um ser humano que tem que decidir na hora. As vezes os críticos vêem 10x pra opiniar e o arbitro decide em um segundo. Aí ficam, ‘tava com o biquinho da chuteira impedido!’ Isso não tem, as vezes é tão rápido e o olho humano não é máquina.”

Opinião

Particularmente, independente das posições dos clubes, entendo que seria uma boa ideia trazer árbitros de fora para apitar. É inegável que o campeonato teve muita polêmica no apito e que, cobrança feita não hoje ou apenas ontem, mas ao longo de todo o campeonato, a arbitragem local deve ser reciclada.

Mas mais do que isso, basta ver quais são os principais nomes. Heber Roberto Lopes entra pressionado pelo Atlético, com forte – e pública – rejeição da diretoria e torcida do clube; Evandro Rogério Roman tem se dedicado mais à Secretaria Estadual de Esportes e, no jogo mais importante que apitou, errou três vezes, duas contra o Tubarão e uma contra o Coxa em Coritiba 1-0 Londrina. Está visivelmente sem ritmo. Adriano Milczevicz tem rejeição da torcida alviverde, Antônio Denival de Moraes foi questionado quando apitou o último Atletiba e os demais são muito crus.

Um Paulo César de Oliveira resolveria a parada e deixaria os times prontos para falar só em futebol. Tira a pressão antes do jogo.

Chico coxa-branca?

A montagem acima pode acontecer em julho. Trabalhei em Paraná 1-2 Palmeiras pela Rádio Jovem Pan SP e, conversando com os colegas de lá, o Palmeiras dá como certa a vinda do volante, ex-Atlético, ao Coritiba. Conversei com Vilson Ribeiro de Andrade sobre a chegada do volante:

“O Chico termina contrato no final do ano [na verdade, Janeiro/2013] com o Palmeiras e vai ficar livre pra assinar pré-contrato. Me parece que o Palmeiras não o quer mais, mas entre o Coritiba e ele não há nada ainda”

– Mas não vai ser surpresa se ele chegar aqui em julho?

“Não.”

Pra bom entendedor…

Enfim, caso Chico assine com o Coritiba, entra pra história dos dois clubes como mais um “vira-casaca”. O último deu certo no Coxa: Marcos Aurélio.

Você, coxa-branca, vê a negociação com restrições por ser um ex-atleticano? Você, atleticano, sente-se como com a possível ida de Chico ao Coxa? Responda nos comentários. Eis Chico com a rubro-negra:

Paraná: novo esquema comercial

O Paraná Clube mudou a estratégia de marketing para explorar os espaços na Vila Capanema e na camisa tricolor. O clube montou três representações comerciais, no Rio, São Paulo e Brasília, para buscar patrocinadores. O patrocínio para dois jogos da papelaria Kalunga, estimado em cerca de R$ 80 mil, já veio desta forma, costurado pelo diretor geral da rede de rádios Transamérica, Guilherme Albuquerque, paranista e representante em SP.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 25/04/2012

A segunda

Para o Atlético, Copa do Brasil só semana que vem, contra o Cruzeiro. Na hora certa, a coluna analisa. Hoje à noite, Paraná e Palmeiras abrem a série paranaense nas oitavas 2012. São três times do Estado entre os 16 melhores do País (fora os da Libertadores) no 1o semestre. Será a segunda vez na história. Na outra, em 1996, o Atlético caiu ante ao Grêmio e o Coritiba, ao Flamengo. Já o Tricolor foi o único que avançou, eliminando o Botafogo. Mas cairia na fase seguinte para esse mesmo Palmeiras, com duas derrotas: 0-2 e 1-3. O Palmeiras é favorito para o confronto, mas vem em baixa. A classificação não é impossível e passa muito pelo resultado de hoje: vencer e não tomar gol.

Vitrine

Sumido na temporada em virtude dos poucos jogos, o Paraná aproveitará a exibição de hoje à noite para faturar. O marketing do clube fechou um pacote de cota máster na camisa para os dois jogos contra o Palmeiras com a papelaria Kalunga. “Foi uma ótima oportunidade, vai ter transmissão em rede nacional. A gente ficou sem calendário cinco meses e isso significa um novo momento,” contou o diretor de marketing Vladimir Carvalho. Quatro canais transmitem o jogo para todo o Brasil: Band, Globo, ESPN e SporTV. O clube não revelou valores, mas estima-se que o pacote seja de R$ 80 mil.

Tabela Série Prata, parte III

Saiu ontem mais uma tabela da segunda divisão estadual – ou Série Prata. Outra versão que teve que ser adaptada após a classificação do Paraná na Copa do Brasil. A FPF já mudara em função da Série B e da própria Copa, antes que o Paraná avançasse. Amilton Stival, vice da FPF, em entrevista ao blog napoalmeida.com, desabafou: “Se avançar de novo, vamos ter que remanejar.” Acesse e leia a entrevista completa.

Bicho-papão e Pikachu

Calma criançada, não há motivo pra tanto susto. Com 89% de aproveitamento no Couto Pereira sob o comando de Marcelo Oliveira e em alta após o 4-2 no Atletiba, o Coxa recebe amanhã o Paysandu, o “Papão da Curuzu”. Time de tradição, mas que vem mal pelas tabelas, eliminado no Estadual e apenas na Série C, o Paysandu vem com a moral de eliminar o Sport Recife e tem como craque o meia Pikachu. Pouco para desbancar o Coxa – desde que se construa um bom resultado aqui. Na história, 14 jogos com sete vitórias coxas e duas do Papão – nenhuma em Curitiba.

Árbitros de fora nos Atletibas finais?

É assunto pra semana que vem, mas antecipo as posições: o Atlético quer, mas terá forte resistência. FPF e Coritiba já disseram ser contrários. Quem ganha a queda de braço?

Atletiba #350: personagens e projeções

Personagem 1: Marcelo Oliveira

Retranqueiro, conservador, covarde. Guarde qualquer qualificação pejorativa que você tenha do técnico do Coritiba para uma próxima vez. Marcelo Oliveira acertou em cheio no clássico 350 e conquistou a vaga na decisão. Se o fez porque o Atlético teve um homem a menos (assunto tratado logo abaixo), não importa: o Coritiba que entrou em campo mandado por Oliveira conduziu a partida ao longo do 90″, a ponto de não passar um susto sequer.

Tomou dois gols, um em bola parada, outro em falha de marcação, mas sempre esteve a frente do placar. Abafou a reação de um valente Atlético sem dar muitas chances: mal cedeu o empate e já voltou a fazer 3-2. E acertou em cheio em todas as decisões: matou (e irritou) Guerrón com a entrada de Lucas Mendes, deu velocidade ao time com a opção por Éverton Ribeiro no início, sem Lincoln, e quando colocou o experiente meia, foi premiado com um gol (passe de Lucas Mendes). Pra fechar, ainda viu o xodó pessoal Renan Oliveira fechar o placar.

O Atletiba 350 foi de Marcelo Oliveira, não tenho dúvidas.

Personagem 2: Guerrón

Guerrón é daqueles personagens que o futebol produz e que ajudam a construir ricas histórias. Ele consegue ser herói e vilão, consegue dividir a torcida atleticana e deixar sempre um quê de dúvida sobre seu comportamento imprevisível. Ontem, Guerrón pisou na bola e ajudou a afundar o Atlético no 350. A expulsão depois de uma clara agressão ao zagueiro Lucas Mendes, quando o Furacão estava no campo de ataque, deixou o time com um a menos. A imagem abaixo não deixa dúvidas: Guerrón chutou Mendes.

No lance corrido (estará mais abaixo) percebe-se que Guerrón e Lucas Mendes vem se empurrando ao longo da disputa. Aí o equatoriano perde a cabeça e chuta o zagueiro alviverde. Com um a menos, o Atlético até foi brioso e buscou dois empates, mas também permitiu espaços que possibilitaram ao Coritiba matar o jogo.

Guerrón é o bandido do 350.

Personagens 3: Trio de arbitragem

Das reclamações sobre o trio de arbitragem – em especial feitas pela torcida atleticana – uma procede com absoluta certeza: Lincoln estava impedido no lance do segundo gol do Coxa:

A imagem acima não deixa dúvidas e está no melhor ângulo, paralelo a linha da grande área. Recebi outra imagem, em ângulo inverso, que dá a impressão de que a perna de Manoel daria condições a Lincoln; mas ela está na transversal, supondo uma diagonal, o que não permite que se enxergue bem a linha de impedimento. Nota-se na imagem acima que o auxiliar está ligeiramente encoberto por outros dois jogadores, que também estão na jogada.

A reclamação em cima do lance do primeiro gol do Coritiba, de que Anderson Aquino estaria impedido no lançamento, vai ficar para as eternas discussões de boteco sobre o Atletiba 350. Olhando em várias imagens, de várias emissoras, é impossível afirmar categoricamente que Aquino estava impedido no lançamento. Nenhuma imagem mostra a linha entre ataque e defesa no momento do passe. Como a distância é muito grande entre a origem e o fim da jogada, não há como matar a dúvida.

E aqui faço uma defesa a todos os colegas de imprensa, que devem ter recebido N e-mails sobre “porque não mostraram o lance?” e etc., assunto recorrente pela manhã no Twitter: sem teoria da conspiração, estou certo que nenhuma emissora tem o lance esclarecedor. Aquino está muito à frente? Está. Mas ele pode ter partido de antes do meio campo, quando não há impedimento, bem como Manoel pode ter parado no lance e pedido impedimento. Nessa, vai ser difícil chegar a alguma conclusão.

O vídeo abaixo tem os lances da partida sem caracteres visuais e com todos os gols. Vale para ilustração.

Projeção:

Serão dois grandes jogos na decisão do Paranaense 2012. A derrota do Atlético no 350 não terá peso extra na decisão, a não ser o conhecido: o fato do Coritiba jogar a finalíssima no Couto Pereira o que, como se viu ontem (e nos últimos 4 anos) tem sido diferencial nos clássicos.

As equipes partem com tudo zerado. Não há favorito para o título antes do primeiro jogo. Que, aliás, creio que pode decidir o campeonato. Desta vez o Coxa pode ir como franco-atirador, já que poderá ter a revanche em seu abrigo; já o Atlético tem que procurar fazer o placar sob seu mando e jogar a responsabilidade pro lado oposto.

Não há vantagem no saldo de gols: se um time vencer por 5-0 e perder por 0-1, pênaltis; não há vantagem também no empate. Há uma ligeira vantagem para o Atlético no primeiro jogo, por jogar em seu mando (possivelmente na Vila Capanema) e ver o Coxa encarar uma viagem até Belém na quinta-feira anterior. Vantagem essa que volta ao Coritiba no domingo seguinte, pois aí é o Furacão que vai até Minas Gerais fazer a sua rodada de volta pela Copa do Brasil.

Pela quantidade de críticas que a arbitragem paranaense sofreu ao longo desse campeonato, acho que é uma boa idéia fazer as finais com árbitros de fora. Nenhum árbitro local tem condições de apitar os dois jogos sem estar pressionado. Não se trata de suspeita, mas sim de uma necessidade latente: a arbitragem paranaense está num nível terrível. Heber Roberto Lopes, o melhor, já está mais que desgastado em Atletibas; Evandro Rogério Romam é hoje mais secretário de Estado que juiz de futebol; e os demais não inspiram confiança.

Mas isso é assunto pra um post futuro, analisando prós e contras dessa medida.

#350: O melhor Atletiba dos últimos tempos

Cordialidade, antes do apito; depois o bicho pega em campo

 O Atletiba 350 tem tudo para ser o melhor Atletiba dos últimos tempos. Talvez o melhor desde o 342, no já distante outubro de 2009, quando o Furacão saiu na frente com um gol contra de Ariel, que empatou logo em seguida; Jéci virou, Marcinho empatou na metade do 2o tempo e quando o empate, ruim para os dois, parecia consolidado, Marcos Aurélio fez o terceiro. Os times brigavam contra o rebaixamento na Série A e parecia que o Atlético tinha encomendado a passagem com o resultado. Mas não foi o que aconteceu: quem acabou caindo foi o Coritiba. Desta vez, porém, o resultado deve ser mesmo fatal para um dos dois.

Explico: quem vencer o clássico, põe a mão no título de 2012. A obviedade da frase tem nuances, em especial para o Coritiba. O Atlético, se vencer, será campeão paranaense. Não matematicamente, mas é pouco provável que o time não vença o ACP na Vila Capanema na última rodada e confirme a conquista. Se perder, verá o Coxa conquistar matematicamente o returno e garantir a decisão no Alto da Glória. Ou seja, terá que fazer o jogo derradeiro na casa do inimigo, como fará amanhã. Para o Atlético, é vencer ou vencer. Não há nada a perder. Se houver uma derrota do rubro-negro amanhã, o máximo que pode acontecer é o time ter que vencer um dos jogos da final e buscar o empate no outro. Se vencer, mata tudo já na raiz. Logo, será um Atlético ofensivo, franco-atirador.

O Coritiba não. O Coxa, paradoxalmente, não precisa vencer, embora seja proibido a ele perder. É claro que também pode matar o problema na raíz, derrotar o rival e já garantir que terá que ir buscar um empate em campo alheio para trazer tudo para o Couto. Mas também pode administrar o empate. Se mantiver a diferença de dois pontos na classificação, o Alviverde garante o turno e a vantagem do mando na finalíssima ao bater o Roma em Apucarana na última rodada. O que deve acontecer com tranquilidade, pois o Roma pode até mesmo já estar rebaixado. Logo, o Coritiba não precisa atacar, basta não errar. Pode ser cauteloso.

Só que o Coritiba jogará em casa, no embalo da torcida alviverde, única presente ao estádio. O que pode ser um peso psicológico ao jovem time do Atlético, bem como pode ser um belo combustível. Não se sabe. Só após os primeiros minutos é que poderemos ter uma noção se estar com a torcida toda a favor será mesmo bom para o Coritiba ou se o Atlético poderá tirar proveito da situação. Pode ser que o Coxa esqueça a cautela e se empolgue; pode ser que o Furacão não se intimide. São muitas as alternativas.

Mas não é tudo. Justamente num jogo em que um pode ser cauteloso e outro franco-atirador, os técnicos parecem que estão encontrando os cenários que mais gostam.

Marcelo Oliveira nunca negou que gosta de posse de bola, de jogo cadenciado, com marcação firme no meio. O Coritiba 2011, de tanto sucesso, fazia do toque de bola sua principal arma. O time abusava das tabelas rápidas e tinha ainda alternativas como os chutes de fora da área, as jogadas individuais de Rafinha e os cruzamentos para Emerson e Pereira. Neste ano, perdendo peças, Oliveira não conseguiu ainda repetir a fórmula. O Coxa segue valorizando a posse de bola, fazendo com que ela rode bastante no meio. Mas não tem a velocidade do ano passado e ainda conta com um Rafinha em baixa. A marcação segue sendo prioridade, mas sem o mesmo poder. Oliveira pode fechar um cinturão e apostar nas bolas paradas e na individualidade. O cenário permite, há uma zona de conforto.

Esquema tático do Coritiba: reforço no meio-campo

Com essa formação, o Coritiba terá 4 homens para girar a bola (Tcheco-Lincoln-Rafinha-Roberto), 2 na marcação (Urso-Tcheco) e 2 mais agudos (Rafinha-Aquino). Rafinha deve alternar posição com Roberto, empurrando o avante para a área quando Jonas descer. Eltinho, se confirmado no time, fará o mesmo quando puder, com Tcheco mais atrás e a chegada de 5 homens em alguns momentos (Eltinho-Lincoln-Rafinha-Aquino-Roberto).

E o Atlético, que precisa ganhar para matar a parada, mas pode perder que terá nova chance de ser campeão? Será do jeito que Carrasco gosta: ofensivo, com três homens fixos à frente, com um meio campo de toque de bola, em tese menos povoado que o rival, mas com qualidade o suficiente para avançar até a grande área com poucos toques. Durante todo o ano, o Atlético de Carrasco buscou o que ele chama de “contundência”: agride o adversário o tempo todo e tem rápida recomposição sem a bola. Ora com Ricardinho, ora com Bruno Furlan e Marcinho de um lado, e com Guerrón principalmente na direita, o Atlético sempre teve o seguinte desenho: dois homens abertos nas duas pontas, com pouco uso dos laterais; uma referência no meio, que hoje é Marcinho, mas pode ser Edigar e já foi Harrison; e um a dois armadores: Liguera e/ou Baier. Até mesmo o volante de marcação se aproxima do ataque, especialmente quando esse é Zezinho, um meia de origem.

Esquema do Atlético abusa da velocidade nas pontas

A formação acima ainda não é a confirmada. Mas ela inibe as descidas de Eltinho e até mesmo Jonas, pois Guerrón cai para os dois lados. Liguera, Marcinho e Baier avançam no toque de bola até a entrada da área. Edigar pode ser um homem de área ou um bom ponta, usando velocidade. Na formação acima, Deivid é o homem de marcação, com uma linha de 4 homens atrás (Marques-Manoel-Foguinho-Héracles). Durante o jogo, se Zezinho for opção em lugar de Deivid, Foguinho se junta a marcação no meio, com o quarteto de trás virando trio. Se quem sair for um dos meias, Zezinho aparece na armação e reforça a marcação atleticana. Que é feita por todos os homens – o que aliás pode sobrecarregar Paulo Baier.

Ainda sobre análise tática da partida, recomendo os posts de Leonardo Mendes Jr. sobre as 5 maneiras de cada time vencer:

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/bolanocorpo?id=1246403&tit=5-maneiras-de-coritiba-e-atletico-vencerem-o-atletiba

E também a reportagem sobre a cabeça e estilo dos técnicos, de Lycio Vellozo Ribas e Silvio Rauth Filho:

http://www.bemparana.com.br/noticia/213414/um-classico-e-dois-estilos

Alternativas não faltam. O jogo certamente será franco, por mais que o Coritiba possa apostar em cautela, porque terá espaços. A riqueza de elementos, como pressão de uma só torcida, tamanho do campo, esquemas táticos tão diferentes, me fazem crer que teremos um Atletiba mágico, como nos velhos tempos.

Por favor, 0-0, passe longe do Couto amanhã.

Que beleza de camisa! #21 – Especial Atletiba #350

"Ai meu Deus... que jogão! Quem será que ganha??"

Pra matar as saudades da linda Kelly Pedrita, um “Que Beleza de Camisa!” especial sobre a 350a edição do clássico mais tradicional do futebol paranaense. E ninguém pode reclamar: a eterna musa do (ex) Jogo Aberto Paraná vestiu as duas camisas, para deleite das duas torcidas.

São 349 jogos e muita história até aqui. Para essa partida no Couto, alguns números (com ordem pelo mandante do clássico):

Último jogo (349): Atlético 0-0 Coritiba, em 22/02/2012, na Vila Capanema
Último jogo no Couto Pereira: Atletiba 347 – Coritiba 1-1 Atlético, em 27/08/2011

No Couto Pereira: 192 jogos – 84v Coritiba – 59 empates – 49v Atlético

Coritiba

Última vitória: Atletiba 346 – Atlético 0-3 Coritiba, em 24/04/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 345: Coritiba 4-2 Atlético, em 20/02/2011

Atlético

Última vitória: Atletiba 348 – Atlético 1-0 Coritiba, em 04/12/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 334 – Coritiba 0-2 Atlético, em 20/01/2008

As camisas:

Esse foi o uniforme número 3 do Coxa em 2006, ano em que o clube esteve na Série B, liderou por várias rodadas, mas despencou na reta final e não conseguiu o acesso. Foi usado poucas vezes ao longo do ano, que teve apenas um Atletiba: o 332, na Arena, válido pela Copa 100 anos e vencido pelo Atlético por 4-1. O Coritiba não usou essa camisa nesse jogo; o uniforme foi usado ocasionalmente na Série B nacional e aposentado na temporada seguinte. Mesmo assim, considero uma das camisas mais bonitas do clube, numa leitura diferente com dois tons de verde e discretas luminosidades brancas.

Esse foi o uniforme titular do Atlético em 2010, quando o Furacão quase voltou à Copa Libertadores – acabou o Brasileirão a uma posição da classificação. Foi usado por toda a temporada e em parte de 2011. Em 2010, foram dois Atletibas: o 343, 1-1 na Arena, e o 344, vencido pelo Coritiba no Couto Pereira, 2-0. Acho essa a camisa mais bonita da história recente do Atlético, por ser simples e clara, resgatando a gola, e com as listras em destaque e cores firmes.

Ambas camisas fazem parte do meu acervo pessoal (como a maioria da série de posts Que Beleza de Camisa!).

“Não se corrige um erro com outro”, me ensinou meu pai

O Coritiba pode perder entre amanhã e quarta uma chance histórica de demonstrar grandeza e ser condizente com a campanha “Amo minha terra, torço pelo meu Estado”, que quer mostrar a força do povo paranaense.

Pode dar um tapa de luva naqueles que buscaram a separação e o sectarismo, ser um exemplo de convivência, desportividade e de que nossa sociedade tem saída.

Mas que, talvez por serem poucas as vozes em prol do convívio pacífico, pode ficar para trás.

Para que isso aconteça, para que não se caia na vala comum, basta que o Coxa não aceite realizar o Atletiba 350 com torcida única e abra os portões do Couto Pereira para cerca de 3 mil atleticanos, mostrando como se faz um evento com segurança e beleza desportiva.

Rivais sempre, inimigos jamais.

Dirão que “no primeiro turno foi assim e é justo que agora seja assim também”; ok, porém está errado. “Um erro não se corrige com outro”, me ensinou logo cedo meu saudoso pai.

O que foi feito goela abaixo daqueles que gostam de futebol não precisa ser repetido. Um clássico esvaziado, sem a riqueza do colorido das arquibancadas, sem a flauta entre as torcidas. Uma ode à intolerância, que pouco adiantou, pois os episódios de violência aconteceram em pontos da cidade, como sempre acontecem. Nos terminais, nos bairros mais afastados, em que a PM deve agir ostensivamente. Não no estádio, em que a maioria gosta de futebol.

Dirão ainda que a vantagem técnica de se jogar com torcida única não pode ser desperdiçada. Balela. O Atletiba 350 pode dar o returno ao Coxa e o título ao Furacão. O estádio jamais estará vazio e isso significa dizer que serão quase 30 mil coxas, 10 vezes mais do que a eventual carga atleticana. Certamente, gente disposta a pressionar o rival do primeiro ao último minuto. Combustível para os dois lados, de qualquer jeito: um para embalar, outro para calar.

Dirão também que, se o Coritiba aceitar isso, será um passo atrás, será um demonstrativo de fraqueza. Errado. Será um demonstrativo de força e de inteligencia, pois também poderá melhorar a arrecadação ao invés de deixar um espaço às moscas no estádio.

Afinal, com ou sem acordo – e é bom que você saiba disso – os ingressos destinados ao Atlético deverão ser reservados e não poderão ser comercializados mesmo que o Furacão não os peça. É a reserva técnica, já feita no primeiro jogo, para o caso de algum consumidor entrar com uma ação judicial (para você ver como o caso é enrolado).

É um momento único de se demonstrar grandeza, de escolher qual caminho seguir no nosso futebol. Em Minas Gerais os clássicos vêm sendo realizados com torcida única há algum tempo. Desportivamente, o Cruzeiro segue surrando o Atlético-MG, porque em campo tem mais time; fora dele, as torcidas continuam quebrando o pau. Ano passado, uma morte e vários feridos nos confrontos. Já na Bahia, as torcidas de Vitória e Bahia se uniram e disseram um sonora NÃO a iniciativa sectarista. Não há relatos de confrontos entre torcidas em Salvador, pasmem.

Está nas mãos do Coritiba. Sim, porque não é preciso que o Ministério Público perca tanto tempo com isso. Não é possível que nossa polícia não seja capaz de reprimir a violência nos dias de jogos. Não é admissível que você, torcedor de bem, se tranque em casa enquanto destroem a cidade, com ou sem torcida única nos jogos.

É alimentar a roda da discórdia e ver onde isso vai parar ou, como diria um cabeludo famoso por aí, “oferecer a outra face”?

*Em tempo: não sei de quem é o carro, mas estava há alguns dias no Bosque Alemão e achei muito bacana a imagem.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 04/04/2012

Paradas indigestas

Atlético e Coritiba iniciam nessa semana a segunda fase da Copa do Brasil; o Paraná, na semana que vem. Ninguém terá moleza. O Coxa pega hoje o ASA de Arapiraca, com perspectiva de jogo duro no interior de Alagoas, sem Rafinha. O Atlético terá amanhã um gostinho do que o espera na Série B nacional ao pegar o perigoso Criciúma. Já o Paraná, que só entra em campo semana que vem (11/04), pega o Ceará, líder do Cearense e adversário também na Série B. A vantagem dos três é poder decidir em casa e, quem sabe, eliminar o segundo jogo se vencerem por dois ou mais gols de diferença.

Torcida contra?

Se passar para a próxima fase da Copa do Brasil, o Paraná Clube irá complicar a vida da FPF, que se recusou a antecipar a segunda divisão estadual e teve que enxertar nada menos que 21 jogos em 60 dias, pelo conflito de datas com a Série B nacional. A tabela, refeita na última semana, prevê dois jogos entre 1 e 3 de maio; se eliminar o Ceará, o Paraná entra em campo pela Copa nacional dia 2 do mesmo mês, acabando com o paliativo de duas datas da FPF. Será que tem diretor de federação torcendo contra?

Cáceres, só em julho

O Coritiba aguarda o fim do contrato entre o volante Luís Enrique Cáceres e Cerro Porteño para retomar as negociações e trazer o reforço ao Brasil. O jogador está perto de ganhar passe livre e o clube paraguaio tem “blindado” o jogador, que vem atuando pouco no Campeonato Paraguaio. Em julho o jogador deve assinar com o Coxa, com quem já tem proposta firmada. Com 23 anos, Cáceres pode ser a grande aposta alviverde para acertar a saída de jogo da equipe para o Brasileirão, deficiente desde a saída de Léo Gago para o Grêmio.

Paranaense Sub-20 esvaziado

Atual campeão, o Atlético se recusou a disputar o Paranaense Sub-20, que teve início no último final de semana. O clube não deu muitas explicações sobre o porquê de abrir mão de disputar a última categoria antes do profissional no Estadual, mas os jogadores foram deslocados para um time Sub-23, que tem realizado amistosos. Já o Coritiba inscreveu um time com média de idade dois anos abaixo da categoria, com o time Sub-20 excursionando pelos EUA para a Dallas Cup. Na estréia, o Coxa perdeu por 0-1 para o Corinthians-PR.

Articulando

Hélio Cury, presidente da FPF, esteve ontem em um almoço no Rio de Janeiro com José Maria Marin, novo presidente da CBF. Cury e os presidentes das federações gaúcha, carioca, catarinense e baiana estiveram aparando arestas. Quando da renúncia de Ricardo Teixeira, o grupo queria uma nova eleição para o comando da entidade, mas respaldado principalmente pela federação paulista, Marin assumiu o cargo como vice-presidente mais velho.