Videocast #006 – Coxa na Copa do Brasil, reforços no Atlético e a nova gata do Romário!

Videocast #006 no ar!

Em pauta, a semifinal da Copa do Brasil entre Coxa e São Paulo, a necessidade do Atlético reforçar, um pedido: entrega logo a taça da Série Prata, Euro 2012 e a nova gata do Romário: Márcia Magalhães, assessora do Baixinho, gente da terra, gente nossa!

Confira e comente!

Abrindo o Jogo Entrevista: Mauro Holzmann

Mais uma da série Abrindo o Jogo Entrevista, desta vez com o diretor de comunicação e marketing do Atlético, Mauro Holzmann.

Em um bate-papo franco, Holzmann criticou a postura da cidade quanto à Copa 2014, detalhou alguns projetos do Atlético, afirmou que o clube ainda tenta mandar jogos em Curitiba na Série B nacional e falou sobre os “tuitaços” de Mário Celso Petraglia: “O presidente é emocional, é um fanático como muitos outros.”

Assista e comente!

Outras Entrevistas da Série:

Vilson Ribeiro de Andrade (Coritiba) – Clique para ver

Vladimir Carvalho (Paraná) – Clique para ver

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 13/06/2012

Mais que um jogo

Estive no interior do Paraná durante o feriado. A predileção dos nortistas pelo futebol paulista não é novidade. O Paraná, futebolisticamente falando, começa em Paranaguá e termina em Ponta Grossa. Por isso, São Paulo x Coritiba na noite de amanhã não é apenas mais um jogo: é uma daquelas chances que o futebol da terrinha tem de demonstrar que há competitividade suficiente para que os paranaenses comecem a adotar os times do Estado. Entre 2001 e 2006, envolvido em disputas nacionais, o Atlético rompeu um pouco essa barreira; agora é a vez do Coxa, pela segunda vez seguida em uma semifinal de Copa do Brasil. Vale muito.

Rafinha subiu no telhado?

E justamente pela importância da partida é que se estranha que Rafinha, principal estrela do elenco, foi liberado pelo departamento médico e pediu para não jogar. Pela cidade, corre o boato de que ele está de malas prontas para o futebol asiático, em negociação que envolve a LA Sports, parceira do clube. Não é impossível, mas não é o que o clube diz. Mesmo liberado, Rafinha pediu para não jogar porque jogou sem estar 100% nas finais do Paranaense e voltou a sentir. Então pediu para não atuar amanhã no Morumbi. De uma forma ou de outra, o Coritiba tem que aprender – e já tem tentado – a viver sem Rafinha.

Adiós, Carrasco

Ainda na tarde de segunda-feira, recebi a informação de que a diretoria atleticana iria demitir Juan Ramón Carrasco. Ela só se confirmou na manhã de ontem. Carrasco deixa o Atlético seis meses depois da queda para a segunda divisão nacional com um problema e tanto para o próximo treinador: elenco fraco. A troca de técnicos é a solução mais à mão para qualquer clube em mau momento. Nem sempre é a correta. O auxiliar de JR Carrasco, Omar Garate, afirmou entre outras coisas, que o atacante uruguaio Morro Garcia treina bem, mas não pode ser escalado. Contratação polêmica da antiga diretoria, Morro teve poucas chances – não aproveitou-as bem – e é jovem. Pode simbolizar uma das razões da saída do técnico: a de que a diretoria passou a influenciar diretamente nas escalações.

Sol e peneira

Carrasco começou o ano a mil, colocando o Atlético no 4-3-3 e contando com Harrison como revelação, junto com outros jovens que estavam bem, como Ricardinho e Bruno Furlan. Harrison sumiu do time sem muitas explicações. Uma das possíveis é que não quer trocar de procurador para renovar contrato. O elenco foi sentindo as competições e demonstrou ser fraco. Não foi reforçado à altura. Trocar o técnico é tapar o Sol com a peneira: sem trazer jogadores e dar liberdade ao novo treinador, o Atlético caminha para um 2012 ainda mais amargo.

Retratos

Aproveitei o feriado prolongado para visitar familiares no norte do Paraná. A predileção dos paranaenses nortistas pelo futebol de São Paulo não é mais nenhuma novidade e já foi abordada no Videocast #005.

Mas graças a alguns novos amigos e a TV a Cabo, não é mais impossível acompanhar os times da capital por lá. E assim sendo, consegui ver no sábado um pouco dos jogos do final de semana, com as derrotas de Atlético e Coritiba e a vitória do Paraná, no finzinho do jogo.

Entre um jogo e outro, apesar do assunto principal na região ser Corinthians x Santos, alguns se interessaram em saber como anda o futebol paranaense. Respondi que incorremos num erro, amparados sobre uma leitura errada do conceito de “isonomia”: a de que os três são iguais entre si e sempre que há uma análise, deve ser feita em conjunto. É um erro clássico, que mais atrapalha do que ajuda os clubes locais. Não são iguais, especialmente nesse momento. E cada qual deve ser lido e analisado como exclusivo.

O Coritiba, por exemplo. Começou mal o Brasileiro, mas dado o equilíbrio da competição, uma solitária vitória o mantém longe da famigerada zona de rebaixamento. Mas o Coxa, único representante paranaense na elite nacional, não deve ser comparado aos rivais sob qualquer prisma.

O peso de uma análise sobre o Coritiba deve ter somente o seu momento. E no jogo contra o Flamengo ficou claro que o problema está na ausência de um camisa 9 competente. O time do Flamengo é fraco. E ao repatriar Adriano e manter o reinado da balbúrdia em seu elenco, o time carioca deve sofrer nesse Brasileirão. No entanto, dominar o jogo durante boa parte do tempo não impediu o Coxa de perdê-lo. Ao contrário: à distância, o placar de 1-3 é incontestável.

A verdade é que dentro das expectativas, o Coritiba tem mesmo que se dedicar ao máximo aos dois jogos da Copa do Brasil que o separam da final. E então tentar o único título nacional que passa a ficar ao alcance dos times da terrinha. A longo prazo, será impossível competir com Corinthians, São Paulo, etc., dado o poderio financeiro desses clubes. Enquanto o Coxa pena para achar um 9 que cabe no bolso, o Corinthians dispensa Liédson. Disse aos colegas do interior que não se deve esperar mais que um 8o a 12o lugar desse time do Coritiba, mas que o São Paulo – time da preferência de alguns por lá – que bote as barbas de molho, porque em mata-mata, há a possibilidade.

Dentro do nosso costume “isonômico” de tratar o Trio, diferente entre si, da mesma maneira e com o mesmo espaço, o maior crime que se comete é com o Paraná Clube.

Equiparar o Tricolor – outrora até superior em campo e em patrimônio – à dupla é retardar a recuperação do clube. É exigir de quem não tem recursos o mesmo poder de fogo dos demais. Em Maringá, onde também estive, alguns assistiram aos jogos contra os Grêmios pela Série Prata. Ou ao menos disseram que assistiram, já que a própria cidade não sabe quem abraçar entre os dois clubes locais. Fato é que o Paraná, curiosamente o único a vencer no final de semana, não pode ser cobrado no nível dos outros clubes da capital. Tem menor aporte, menor poder financeiro. Briga para voltar à elite paranaense e se manter na Série B nacional. Será um ano a se comemorar se as coisas acabarem assim, com um resgate mais humilde. E isso deve ser passado ao torcedor. O Paraná hoje é menor que os rivais – o que não significa que o amor da torcida, buscando apoiar, participar e compreender, deva ser.

A decepção fica por conta do Atlético.

Mais do que o elenco fraco (foi vice-campeão em um campeonato de dois clubes, com derrotas e tropeços para equipes semiamadoras como o Roma de Apucarana), ou as invencionices do técnico, o problema atleticano é psicológico. O clube segue rachado. Maior orçamento da Série B, o Furacão passa longe de fazer jus ao apelido.

Em campo, um time que não tem laterais, tem apenas um zagueiro, um volante e um meia já em idade avançada, repatriou eternas promessas e fez apostas duvidosas em reforços. Um time barato, mas ineficaz. E acredito que seis meses depois da posse da nova gestão, já se possa fazer essa avaliação. E aqui entramos no real problema do Atlético, que tem recursos para buscar as soluções no gramado: a política. Criticar as escolhas da atual gestão não significa esconder o que foi mal feito no passado. Ao contrário: o passado, passou.

O Atlético hoje se escora nos erros de uma gestão infeliz em 2011 e na revolução de 1995, como se isso bastasse para que o time vencesse times de poder de fogo muito menor, como Boa Esporte e CRB. O passado vitorioso não garante um futuro vencedor, nem a canonização de quem o fez. A diretoria atual vive um estado de negação. Um distúrbio psicológico que impede os gestores de assumirem escolhas erradas e mudarem o rumo das coisas. Quem critica, é contra, é “talibã”, é adversário.

Pior do que a negação é a ausência total de compromisso com a transparência no encaminhamento do projeto de futebol do clube. A gestão de futebol jamais veio a público explicar como o Atlético retornará à elite nacional, critérios de contratação e dispensa, padrão de jogo e tudo mais; limitam-se a dizer o óbvio: o projeto é subir. Em uma das poucas aparições públicas, o diretor de futebol atleticano se mostrou indiferente às cobranças de alguns torcedores. Ao que parece, a cúpula rubro-negra vive em um mundo maravilhoso, onde em breve, mesmo sem reforços, esse time jogará como nunca e ascenderá à elite sem dificuldades. E quando isso acontecer, ai dos “detratores”. Nesse racha, nesse cenário, o Atlético está andando para trás.

Foi então que um dos colegas soltou um “que pena” e voltou a falar de Corinthians x Santos. Sequer pude condená-lo. Mas, como disse no videocast, ao menos o Coritiba terá uma chance, depois de amanhã, de tentar mudar um pouco essa história.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 06/06/2012

Sentido litoral

Dois dos próximos jogos com mando do Atlético na Série B do Brasileiro serão no Estádio Fernando Charbub Farah, o Gigante do Itiberê, em Paranaguá. No entanto, o clube ainda tenta manter as demais partidas na Vila Capanema, contando com o apoio da CBF. As partidas contra Goiás e Ipatinga são as únicas 100% confirmadas para o estádio no litoral (98 km), com capacidade para cerca de 12 mil pessoas. Hoje, o clube divulga ter 14.434 sócios, que terão de percorrer a distância citada para ver o time. A média de público, entretanto, não tem ultrapassado as cinco mil pessoas. Uma das cartadas do Atlético para se manter em Curitiba, além da parceria na Copa, é o fato do volume de jogos do Paraná na Vila começar a diminuir, com o fim da Série Prata. A CBF tem marcado os locais dos jogos apenas dias antes dos mesmos.

Com que roupa?

Apesar de já estar há seis meses patrocinado pela Nike, o Coritiba ainda disponibiliza para seus jogadores, em treinamentos, material esportivo da antiga fornecedora, a Lotto. Segundo o clube, ainda faltam algumas peças, como o próprio material de treinamento. A justificativa da nova fornecedora é de que os materiais dessa linha são importados – por isso o atraso. Outra queixa, em especial da torcida, é a ausência da camisa 2 na linha de uniformes do Coxa. O modelo já foi aprovado pela diretoria e é predominantemente verde, para contraste com o número 1, lembrando a famosa “jogadeira”, com listras brancas. Deve ser lançada ainda no Campeonato Brasileiro, antes do aniversário de 103 anos do clube.

Desempenho

Escrevo antes do fim do jogo de ontem, entre Goiás e Paraná. O Tricolor costuma se dar bem no Serra Dourada, mas uma derrota lá é algo normal. Porém, já começa a pesar outra análise: a de que ao enfrentar times mais preparados que os da Série Prata estadual, o Paraná não tem conseguido resultados. Perdeu duas para o Palmeiras, perdeu para o América-MG, empatou com os paulistas Bragantino e Guarani (este, em casa) e como melhores resultados na temporada até aqui, dois empates com o Ceará, que valeram vaga nas oitavas da Copa do Brasil. Pode ser que o resultado que esteja nesse jornal traga novidades, mas começo a pensar que o elenco montado não é competitivo o suficiente para essa Série B. E não falo de acesso.

Arbitragem e reciclagem

Criticada ao longo de todo o Campeonato Paranaense, a arbitragem local continua desprestigiada com o início do Brasileirão. Apenas Evandro Roman e Héber Lopes estarão em campo nos 20 jogos das 3ª e 4ª rodadas. Cada um apitando um jogo. Os de sempre, sem renovação. A pensar.

Videocast #003 – Brasileirão, Copa do Brasil, mando do Atlético e muito mais…

Dando continuidade ao projeto, gravação 003 já está no ar! Com Brasileirão, Copa do Brasil, mando de jogo do Atlético, Babi, covers perfeitos e muito mais! Não deixe de participar enviando suas críticas, sugestões e comentários em geral. E, claro, não deixe de compartilhar com os amigos!

Federação recua e mexe na 2a local; veja tabela detalhada do Paraná

Esse texto poderia começar lembrando os inúmeros avisos de toda a imprensa paranaense para a Federação Paranaense de Futebol, desde a ideia de antecipação da segunda divisão paranaense até a possibilidade de a competição invadir janeiro, em função do calendário conflitante do Paraná Clube, disputante dela e da Série B nacional.

Mas não.

Basta um velho ditado para resumir o que a FPF teve de fazer hoje, ao anunciar mudanças na tabela da competição local: “quem faz mal feito, tem que fazer duas vezes.”

Assim sendo, a FPF antecipou ou adiou alguns jogos do Tricolor na competição, cedendo – como previsto – terreno para a Série B da CBF.

A odisseia paranista agora está definida. Ou quase: se avançar na Copa do Brasil e/ou a segunda do Paranaense tiver finais, algumas datas podem mudar. E aí a FPF terá que mexer na tabela de novo.

Vejamos então a sequência tricolor:

01/05 – 15h30 – Segundona local – vs. Júnior Team, em casa
Sabe o ditado acima? Então: a FPF poderá ter que mexer uma terceira vez na tabela. Isso porque, caso elimine o Ceará pela Copa do Brasil, a CBF determinou que os dois jogos das oitavas de final (contra Palmeiras ou Horizonte-CE) sejam em 25/04 e 02/05, apenas um dia depois da estreia prevista.

Caso seja eliminado na competição nacional, o Paraná estreia na Vila, contra o Jr. Team, de Londrina.

03/05 – 20h30 – Segundona local – vs. Grecal, em casa
Apenas dois dias depois da estreia (e se estiver na Copa do Brasil, com um jogo no meio das duas datas) o Paraná volta a campo em jogo antecipado da 8a rodada, contra o Grecal de Campo Largo. O intervalo de 66h para jogos na mesma cidade está respeitado. Isso, claro, se o Paraná não atrapalhar a FPF e for eliminado pelo Ceará. Senão…

06/05 – 16h30 – Segundona local – vs. Cascavel, em Cascavel
72h depois de encarar o Grecal (chato, mas repito: SE o Paraná for eliminado pelo Ceará…) a equipe faz sua primeira viagem:  500km.

08/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Foz do Iguaçu, em Foz
Em jogo antecipado da 8a rodada, o Paraná rodará  153km até Foz do Iguaçu, próxima a Cascavel, para o 4o jogo na 2a-PR. O intervalo é maior que 66h.

11/05 – 20h30 – Segundona local – vs. Grêmio Maringá, em Maringá
Os tricolores pegam as malas (talvez com uma passadinha em Ciudad del Este?) e andam mais  407km para visitar a Cidade Canção, no clássico dos campeões paranaenses na Série Prata. Será o terceiro jogo seguido fora de casa, o 5o em 11 dias – SE o Paraná for eliminado pelo Ceará. Se não for… só Deus sabe.

13/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Grêmio Metropolitano, em Maringá
Maringá, que já recebeu jogos do Paraná Clube na Série A de  2005 contra os quatro grandes de São Paulo, será novamente casa tricolor nesse período: o 4o jogo seguido fora de casa, menos de 48h depois do anterior, será contra o outro Grêmio maringaense.

16/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Cincão EC, em Curitiba
A maratona continua: mais 428km para voltar pra casa após 4 jogos longe da Vila, desta vez contra o Cincão EC, de Londrina. Mas… isso se já estiver eliminado na Copa do Brasil. Se passar pelo Ceará e pelo vencedor de Palmeiras-SP x Horizonte-CE, o Paraná terá jogo na Copa do Brasil nessa data, pelas quartas de final.

19/05 – 16h20 – Série B – vs. Guarani, em Curitiba
Depois de fazer 6 jogos em 16 dias – isso SE a Copa do Brasil blablabla… – o Tricolor inicia em casa a caminhada na Série B, contra o Guarani.

22/05 – 20h30 – Série B – vs. Goiás, em Goiânia
Três dias depois, o Paraná anda  1186km para encarar o Goiás no Serra Dourada, pela 2a rodada da Série B. O 8o jogo em 22 dias. Aqui, o primeiro conflito de datas que não é culpa da FPF (palmas!): se estiver nas quartas de final da Copa do Brasil, o Paraná terá jogo em 23/05, um dia depois. Deve ficar para 24/05, uma quinta.

26/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Nacional, em Rolândia
De Goiânia para Rolândia, com escala em Londrina, possivelmente, mais  915km para jogar contra o Nacional. Copa do Brasil? Melhor nem pensar.

29/05 – 20h30 – Série B – vs. América-MG, em Curitiba
10o jogo do Paraná em 29 dias (terá mais um em maio, calma), contra mais um forte candidato ao acesso para a Série A: o América-MG. A viagem foi de 400km entre Rolândia e a capital.

31/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Serrano, em Curitiba
Dois dias depois de pegar o Coelho, o Paraná volta a Vila para fechar o mês com 11 jogos,  uma média de um jogo a cada 3 dias. É a última partida do primeiro turno da Série Prata.

05/06 – 20h30 – Série B – vs. Guaratinguetá, em Curitiba
Quase que milagrosamente, o Paraná terá cinco dias para descansar (sugiro nem treinar) entre o fim de maio e o início de junho, até encarar o Guará, na Vila. Terceiro jogo seguido em casa.

07/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Cascavel, em Curitiba
Mas, 48h depois, o Tricolor abre sua participação no returno do Estadualzinho no quarto jogo seguido em casa, contra o Cascavel. Aqui, a justiça do trabalho pode encrespar.

09/06 – 18h30 – Segundona local – vs. Grêmio Metropolitano, em Curitiba
Quinto jogo seguido em casa, mas em menos de 48h depois de entrar em campo pela terceira vez na mesma semana. O adversário é o Grêmio Metropolitano – não confundir com o Grêmio Maringá.

12/06 – 20h30 – Série B – vs. Grêmio Barueri, em Barueri
Mais um Grêmio na vida paranista. A viagem de 323km acontece num milagroso intervalo de 74h após o último jogo. Algumas das quais gastas em viagem, claro. Mas tem um detalhe: o Paraná que não cometa a “insanidade” de chegar às semifinais da Copa do Brasil, que estão programadas para 13/06 e 20/06.

15/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Cincão EC, em Londrina (ou Rolândia)
De São Paulo para Londrina – ou Rolândia, caso o Cincão mande jogos no Erick George. O terceiro jogo do Paraná no returno da Série Prata.

17/06 – 18h30 – Segundona local – vs. Júnior Team, em Londrina
Menos de 48h depois de entrar em campo, o Paraná volta a jogar uma partida, mas ao menos não viaja (ao menos não mais que 30km): pega o Jr. Team na Capital do Café. Terceiro jogo longe da Vila, 6o em 17 dias.

20/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Nacional, em Curitiba
Se não chegar às semifinais da Copa do Brasil, o Paraná recebe o Nacional, na Vila Capanema.

22/06 – 20h30 – Série B – vs. Joinville, em Curitiba
48h depois de encarar o NAC, é a vez do JEC, pela segundona nacional. 8o jogo em 22 dias, menos de 3 dias de intervalo em média.

24/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Grecal, em Campo Largo
Viagem curtinha até a Capital da Louça, mas com apenas 48h de intervalo desde o jogo com o JEC. Haja perna!

30/06 – 16h20 – Série B – vs. São Caetano, em São Caetano do Sul
Descansai, tricolores! Quase seis dias sem jogos, dá até pra um coletivo no meio. Adversário perigoso, o Sanca, no Anacleto Campanella,  460km de viagem. Em junho, serão 10 jogos em 30 dias.

03/07 – 20h30 – Segundona local – vs. Grêmio Maringá, em Curitiba
Mais um intervalo decente entre os jogos: quase 4 dias. Paraná x Galo do Norte, em Curitiba, há dois jogos do fim do segundo turno do Estadualzinho.

05/07 – 20h30 – Segundona local – vs. Foz do Iguaçu, em Curitiba
48h depois de pegar o Galo, o Paraná recebe o Foz.

07/07 – 21h – Série B – vs. Boa Esporte, em Curitiba
49h de “descanso” para mais uma partida, contra o Boa, um time de outro mundo (a sede é Varginha-MG).

10/07 – 20h30 – Série B – vs. Vitória, em Salvador
Julho estava mole demais. Por isso, nada como uma viagem de 2385km até a Bahia para relaxar. Pela frente o Vitória, outro aspirante à vaga na Série A, pela 10a rodada da B.

14/07 – 15h30 – Segundona local – vs. Serrano, em Prudentópolis
A última partida da primeira fase da Segundona local! O Paraná chega da Bahia, toma uma ducha e parte para as cachoeiras de Prudentópolis. Se vencer o primeiro e o segundo turno da Série Prata, problema resolvido: o campeonato acaba aqui. Mas se vencer um ou nenhum dos turnos, estando entre os quatro melhores – desde que um mesmo time NÃO vença os dois turno, o Tricolor terá que brigar pelo acesso local em mais quatro datas: semifinais e final. Já se for eliminado, não estando nem entre os quatro primeiros, é bom a FPF pensar em antecipar a competição em 2013…

O próximo jogo do Paraná na Série B, após o fim da tabela regular da FPF na Prata, será em 17/07, contra o América-RN, na Vila.

É difícil que o Paraná avance às finais da Copa do Brasil, sem hipocrisia. Mas, caso o faça, os jogos serão em 11/07 e 25/07.

Mas não é impossível que o Paraná passe pelo Ceará, o que já naufragaria a tabela acima logo na largada. Ê FPF…

As possíveis datas para as finais da Segundona Paranaense devem ser 17/07, 20 ou 21/07, 24/07 e 31/07. Mas aí é querer demais desse pobre escriba.

2011 – A odisséia paranaense

O Jogo Aberto Paraná exibiu ontem e hoje as retrospectivas da temporada 2011 para os clubes do Sul do Estado e um resumo dos principais acontecimentos no futebol paranaense em geral.

Acompanhe, relembre alegrias e tristezas e comente!

Atlético

Coritiba

Paraná

Política/Copa/Operário e Interior

Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Nem chegou e…

…já tem forte rejeição da torcida. É Guilherme Macuglia, nome mais cotado para assumir o Paraná após a saída de Roberto Fonseca. Uma reunião às 18h deve definir a contratação do ex-técnico do Coritiba em 2007. Macuglia já teria até apart-hotel reservado em Curitiba.

Mas no que depender da torcida, é melhor desmarcar. Pelo twitter, a hashtag #foramacuglia chegou ao topo das mais usadas na capital paranaense:

E você, o que acha? Macuglia é um bom nome para tentar levar o Paraná à primeira divisão nacional? Responda a enquete abaixo:

Opinião:

Em 2007, Macuglia dirigiu o Coxa até o início da Série B, com duas vitórias e duas derrotas, que lhe custaram o cargo. Mas caiu muito mais por ter sido eliminado nas semifinais do Paranaense, ante ao AC Paranavaí, que viria a ser campeão contra o Paraná.

Macuglia já teve sucesso no Criciúma; já teve insucessos em outros lugares. Nos últimos 4 anos, é possível que tenha aprendido muito mais do que demonstrou naquela temporada no Coxa. Mas é péssimo negócio chegar com a rejeição da torcida.

Entendo que o Paraná deveria ser mais ousado. O acesso a elite nacional pode salvar mais que 2012; pode salvar o clube de um buraco negro previsto com a eventual disputa da Série Prata Estadual, em paralelo com a Série B nacional e com um primeiro semestre morto no calendário. Qualquer custo agora pode ser diminuído – ou agravado – no próximo ano, dependendo do calendário do clube. Eu ousaria.

De qualquer maneira, fico com duas opiniões de dois amigos: a de Greyson Assunção, da Rádio Banda B, ao comentar a pressão da torcida: “Diretoria tem que decidir. Se não der força pra quem trouxer, é melhor fazer enquete com a torcida pra trazer técnico”; e a de Léo Mendes Jr., da Gazeta e da ESPN: “O nome de Macuglia dá a exata dimensão do que o Paraná quer na Série B.”

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