O Paraná Clube passou da água para o… suco, vai lá, em três meses. De um time rebaixado no Estadual, o Tricolor aumentou seu quadro de sócios para 6,5 mil e conseguiu um sucesso absoluto de vendas nas novas camisas – que depois de muito tempo, agradaram geral.
Falta muito ainda para que seja da água para o vinho. Mas de um cenário catastrófico (e ainda não 100% resolvido) para o G4 da Série B, com o resgate de parte do orgulho paranista, algo a mais aconteceu.
O vice-presidente de marketing do Paraná, Wladmir Carvalho, me recebeu na Sala da Memória, museu paranista. Entre taças e lembranças, me falou sobre o grupo gestor voluntário que toca o marketing do clube, o advento das novas camisas, desde a primeira idéia, a retomada do plano de sócios – e planos futuros – e o novo posicionamento do Paraná no mercado do futebol: “Queremos voltar aos dias de glória.”
No vídeo abaixo, apresentado apenas em partes no Jogo Aberto Paraná, você saberá mais das idéias para um novo vôo da Gralha. Confira:
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O Tricolor venceu o Vila Nova em um jogo duro na Vila Capanema. O placar de 2-1 devolveu ao Paraná a vaga no G4 da Série B. Depois da partida, o técnico Roberto Fonseca elogiou a equipe e defendeu o time de algumas críticas contra o excesso de faltas cometidas durante a disputa da Série B. Acompanhe os melhores momentos e ouça a entrevista:
Operário
O Fantasma estreou mal na Série D do Brasileiro. O time perdeu em Mirassol-SP, por 0-1, para o time da casa. O técnico Amilton Oliveira pediu reforços e lamentou o desempenho do meia Ceará, que jogou se recuperando de uma lesão. Confira o gol e a entrevista (a narração é de Marcelo Ferreira, da TV Vila Velha):
No outro jogo do grupo, CENE-MS 3-3 Oeste-SP. O Cerâmica-RS folgou na rodada.
Também pela Série D, o Cianorte venceu o Cruzeiro-RS por 1-0, em casa.
Atlético
Veja os gols de mais uma derrota do Furacão no Brasileiro, a 8a em 10 jogos. Desta vez, o time saiu na frente, mas cedeu a virada para o Vasco:
O próximo jogo do Atlético será sábado, 18h30, contra o Botafogo-RJ na Arena.
O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e litoral. Acompanhe e nos siga no twitter: @jogoabertopr e @bandcuritiba
Se você não pôde assistir o programa hoje, confira as reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná aqui pelo blog.
Coritiba x Fluminense
Impossível falar do jogo de sábado sem lembrar o encontro de 2009, que resultou no traumático rebaixamento alviverde. De lá pra cá, muito mudou.
O meia Tcheco viajou no tempo e fez uma análise da realidade atual dos dois clubes. Confira:
Pergunta: há males que vem pra bem? Qual você acha que seria o destino do Coxa caso o time não tivesse sido rebaixado naquele fatídico jogo? Interaja!
Atlético
Chega de pessimismo! É a ordem de Renato Gaúcho no CT do Caju. Em situação crítica no Brasileirão, o Atlético precisa reagir e, para isso, o novo treinador aposta num astral diferente. Para ele, não é mais momento de lembrar o quão difícil está o momento do Rubro-Negro. Assista!
O Atlético jamais venceu o Vasco em São Januário. Mas para tudo tem uma primeira vez. Será com Renato Gaúcho, um cara que conhece muito cada canto do Rio de Janeiro? Comente!
Paraná Clube
Brinner, ex-Cianorte, é a aposta para a zaga tricolor, com dois jogadores suspensos, contra o Vila Nova. Desentrosamento? Brinner resolve no papo:
Avisa o Silvio Rauth Filho, do JE, que o duelo reune os times mais “amarelados” da Série B. Saibamais clicando aqui e comente abaixo!
O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba. Acompanhe!
Se você não assistiu ao Jogo Aberto Paraná hoje, na Band, fique por dentro das principais informações dos times de Curitiba, assistindo os vídeos abaixo!
Atlético
O Rubro-Negro perdeu Paulo Baier por lesão, para o jogo de sábado, contra o Vasco, no Rio. O técnico Renato Gaúcho falou sobre a lesão e o desfalque:
O baixinho Madson, que após o jogo contra o Avaí pediu “pra alguém benzer a Baixada” pela falta de gols do time, voltou a falar no assunto. O vídeo abaixo tem a participação especial de Chik Jeitoso, o bruxo da bola:
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Coritiba
O meia Tcheco, um dos jogadores mais identificados com a torcida alviverde, reclamou das cobranças após o jogo contra o Grêmio, considerando-as exageradas. Confira a entrevista do ídolo coxa:
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Paraná Clube
O Tricolor perdeu ontem a vaga no G4, com a vitória do Náutico sobre a Americana Futebol S/A, 3-2. Pode voltar ao grupo de elite na sexta, se vencer o Vila Nova. A cada rodada, a competição se torna mais difícil – e é exatamente a análise de Lisa, lateral-direito do Paraná:
Pelos twitteres @napoalmeida e @jogoabertopr dê seu pitaco sobre a Série B: mais difícil que em 2010?
Evandro: a 1a vitória só veio com um gol dele, na 10a rodada
Oito jogos. Um ponto, dois gols marcados, nenhuma vitória. “Série B” é a frase que circunda a cabeça de 11 entre dez atleticanos (e dos alegres rivais) nesse momento ao ver os números do Atlético.
O futebol não é necessário analisar mais. Passaram-se sete meses em 2011 e em nenhum momento a equipe, com qualquer um dos quatro técnicos até então, apresentou equilíbrio. Renato Gaúcho é o próximo a tentar, a partir de amanhã.
Mas, acredite, não é a primeira vez que o clube começou mal o Brasileiro na história (somando só 8 rodadas). O que, olhando apenas os números, pode dar alguma esperança ao torcedor. Em 2005, disputando em paralelo a Libertadores, o Furacão foi só fiasco nas primeiras rodadas do nacional. Olho nos números:
2005 – 22o. lugar – 0v / 2e / 6d / 4gp / 12gc
2011 – 20o. lugar – 0v/ 1e/ 7d / 2gp / 14gc
Naquele ano, a equipe só viria a conhecer vitória na semana da decisão da Libertadores, entre uma partida e outra, e justamente no clássico Atletiba: 1-0 na Arena, gol de Evandro, com o time reserva. Até então, a situação era muito parecida – e vou me fixar na classificação da 8a rodada daquele ano, na comparação com a atual:
*computados somente os jogos das 19h30 da 8a rodada
Duas coisas a se considerar: o Coritiba, atual 16o, jogará com o Figueirense em casa – e a tendência é vencer. Assim sendo, o time mais próximo da ZR será o Grêmio (parelho em número de jogos) ou o Atlético-MG (que perdia seu jogo enquanto eu redigia esse post), com 8 pontos; e o campeonato de 2005 tinha 22 equipes, ou seja, quatro rodadas a mais para se somar pontos.
Naquele ano o Atlético conseguiu nos então 34 jogos restantes (atualmente são 30) 18 vitórias, que, com 7 empates, lhe deram 61 pontos e o sexto lugar, a duas posições da Libertadores. Dos times que ocupavam a ZR na oitava rodada, apenas o Atlético-MG acabou rebaixado. Relembre a série dos oito jogos iniciais do Atlético naquele ano:
Atlético 0x1 Ponte Preta
Juventude 1×0 Atlético
Santos 2×1 Atlético
Atlético 1×2 Corinthians
Atlético 1×3 Internacional
Botafogo 2×0 Atlético
Atlético 0x0 Figueirense (*jogo realizado com portões fechados no Couto Pereira)
Flamengo 1×1 Atlético
Três derrotas e um empate em casa. Neste ano, são duas derrotas e um empate.
Dá pra escapar? Dá. São necessárias 15 vitórias em 30 jogos. A matemática permite. Mas, em campo, tem que mudar demais.
Um desce, outro sobe
Não, não é uma previsão; é uma constatação: quem vê o Paraná na Série B nesse ano não entende o que aconteceu no Estadual. É óbvio que a reformulação do elenco e a troca (até aqui mais que) acertada de técnico pesam muito. Mas a pulga que está na cabeça do torcedor tricolor é outra: dá pra se empolgar com esse time mais do que com o que liderou a Série B até mais ou menos essa época no ano passado?
Marcelo Toscano: sinceramente, você se lembrava dele?
Dá. O time liderado por Marcelo Toscano, que naufragou no pós-Copa por problemas financeiros, teve uma arrancada ótima, mas não tão poderosa, se compararmos os adversários, como a desse ano. Vamos aos jogos:
Paraná 3×0 Ipatinga
Ponte Preta 1×0 Paraná
Paraná 3×0 Santo André
Duque de Caxias 1×5 Paraná
Paraná 1×0 Vila Nova
Sport 1×0 Paraná
Paraná 2×1 Portuguesa
Icasa 3×0 Paraná *pós-Copa
Paraná 1×1 Guaratinguetá *pós-Copa
Em 9 jogos, 16pts, 5v / 1e / 3d / 15gp / 8gc; na atual campanha, também em 9 jogos: 17pts, 5v /2e /2d / 13 gp / 6gc
Qual a grande diferença então, para se confiar mais?
São os adversários. Em 2010, na reta em questão, o Paraná enfrentou equipes que acabaram na parte final da tabela e já começaram mal o campeonato. Casos dos rebaixados Ipatinga e Santo André e de Duque, Icasa, Ponte e Guaratinguetá, todos classificados abaixo do 10o lugar ao final da Série B; o Sport, que chegou perto do acesso (6o) era lanterna na ocasião.
Nesse ano, o Paraná já enfrentou duas equipes do atual G4 (Lusa, 1-1 e Americana, 0-1) e candidatos ao acesso, como Goiás (3-0), Náutico (1-1) e Vitória (0-1) e se manteve entre os primeiros. Conta ainda com a fase ruim de dois candidatos, Sport (que vai enfrentar) e Goiás. E tem aproveitamento bom fora de casa, com 2 vitórias e 1 empate em 5 jogos longe da Vila. O que também significa que se manteve entre os primeiros jogando mais partidas sem mando de campo.
São números apenas. De nada adiantam se outros números, os financeiros, não estiverem bem estudados também, como se viu em 2010.
Mas é a gangorra do futebol, tão submisso ao momento que se deve aproveitar muito bem os períodos de alta.
Acompanhe a entrevista do lateral-esquerdo Lima, do Paraná, exibida hoje no Jogo Aberto Paraná, na Band Curitiba, falando sobre o jogo contra o Vitória:
Paraná e Vitória se enfrentam hoje em Salvador, pela Série B do Brasileiro 2011. Será o 20o jogo entre as equipes, com vantagem paranista nos 19 anteriores: 9 a 6.
O primeiro jogo entre as equipes foi em 1992. Foi na primeira partida da final da Série B daquele ano. O Tricolor venceu, 2-1, em Curitiba, e viajou a Salvador precisando de um empate para conquistar seu primeiro título nacional (ainda que B) com 3 anos de vida. Vale lembrar que, na época, o Estado do Paraná tinha apenas o Coritiba com a Série A de 1985 e o Londrina, campeão da B em 1980 como campeões nacionais.
Em Salvador, jogo pegado. Aquele Vitória era a base do time que chegaria ao vice da Série A no ano seguinte, perdendo para o Palmeiras, com Dida e Alex Alves, entre outros. Mesmo assim, em uma arrancada pelo meio, Saulo, o Tigre da Vila, mandou essa para dentro:
O gol deu o título ao Paraná, que permaneceu na elite até 2000, quando uma canetada o jogou no Módulo inferior (Amarelo) da Copa João Havelange, um artifício usado pela CBF para salvar Botafogo e Fluminense da Série B, mediante uma ação do Gama. Naquele mesmo ano, o Paraná conquistou, sobre o São Caetano, seu segundo título de Série B, tendo a chance de disputar as finais da Copa – ou seja, a Série A – na mesma temporada. Parou no Vasco de Romário, que seria o campeão da primeira divisão. Mas isso é história pra outro post…