Dallas Cup: ganhar é bom, mas o importante é revelar

Coxa bateu o alemão Frankfurt e decide com o Manchester United

O Coritiba enfrenta às 20h de hoje, em Dallas-EUA, o Manchester United da Inglaterra em busca do título da Dallas Cup, competição tradicional na categoria Sub-20.

Claro que vencer a competição dará alegria ao torcedor e prestígio aos jogadores, técnico e ao clube, internacionalizando a marca. Mas não é o principal.

O Coxa tentará conseguir o que o Atlético conseguiu duas vezes, em 2004 e 2005. Bicampeão nas temporadas citadas, o Furacão atualmente não tem um time S-20. O Coxa, aliás, é o único brasileiro na competição, que já revelou jogadores como Wayne Rooney e Michael Owen e foi vencida 10 vezes por clubes brasileiros nos 27 anos de disputa. Nas duas conquistas do Atlético, os adversários foram o Argentinos Jrs. (2004) e o Santos Laguna-MEX (2005).

Resolvi dar uma olhada no elenco do Furacão bicampeão da Dallas Cup nos anos citados para ter uma base do real valor dos títulos: as revelações e quem realmente deu certo entre os profissionais.

Hoje no Coxa, Anderson Aquino foi bicampeão pelo Atlético

A lista não é animadora – e aqui está o grande alerta para quem está gerenciando a base do Coritiba hoje. Muitas vezes o time é bom na base por ter conjunto, não necessariamente peças que possam ter sucesso entre os profissionais. Daqueles dois times atleticanos, dois jogadores verdadeiramente tiveram destaque com a camisa rubro-negra: o zagueiro Rhodolfo, hoje no São Paulo, e o volante Chico, atualmente no Palmeiras. Os demais, ou tiveram algum brilhareco ou desapareceram no mercado da bola.

O goleiro Vinícius, atualmente titular, o meia Evandro (vice da Libertadores 2005), os atacantes Anderson Gomes (que passou pelo Coxa), Anderson Aquino (hoje no Coritiba) e Schumacher (que teve destaque rápido no time titular em 2005), levantaram a primeira taça atleticana. O técnico era Lio Evaristo, que atualmente está no Operário. Nenhum conseguiu grande destaque no Atlético ou rendeu grande valor em dinheiro. Todos tiveram chances no profissional, o que é fundamental – e não está acontecendo hoje no Coritiba. Outro que era daquele time e rendeu uma boa venda ao futebol russo, ao Locomotiv Moscow.

No ano seguinte, o Atlético levou metade do elenco campeão, reforçado por outros nove jogadores – entre eles Chico. Nenhum foi aproveitado no elenco profissional. Ilustres deconhecidos como Thiago Gasparino e Leandro Bravin. O técnico era Leandro Niehues, hoje no Corinthians-PR.

O técnico Zé Carlos vem colhendo bons resultados com o Coritiba na base. Foi semifinalista na Copa São Paulo 2012 (o Atlético também) e terá que assumir uma continuidade do que fazia Marquinhos Santos, que agora é da base da CBF, trabalhando na Seleção. As principais promessas, já apresentadas na Copa São Paulo, são os meias José Rafael e Thiago Primão (em especial) e o atacante Alex, que enjoou de fazer gols na competição nacional (7, fechando como vice-artilheiro).

Mas de nada valerá se os meninos do Coxa não tiverem espaço no time titular e forem trabalhados para integrar elencos profissionais, não apenas formarem bons times na base. A mentalidade vencedora, formada já na base, valoriza a possível conquista de hoje. Mas, ganhando ou perdendo, é importante que os clubes saibam fazer a migração correta das revelações para o time profissional.

O twitter oficial do Coritiba (@coritiba) e o da Dallas Cup (@dallascuplive) acompanharão o jogo lance a lance. Eu atualizarei o resultado após a partida aqui no blog.

Atualização: O Coritiba venceu o Manchester United por 2-1, gols de Alex e Zé Rafael, e ficou com a taça!

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 28/03/2012

Rompidos

Não convide para o mesmo evento os presidentes do Atlético, Mário Celso Petraglia, e do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Os dirigentes, que trocaram elogios mútuos no início do ano, estão com relações rompidas com os sucessivos episódios envolvendo a necessidade de o Furacão ter um estádio para jogar. Nos bastidores, comenta-se que Vilson e Petraglia estavam próximos de um acerto para o empréstimo do Couto Pereira para o Brasileiro, mas o mandatário atleticano, em paralelo, tentou forçar a barra junto a CBF, com medo de levar um não de Vilson. O coxa-branca, por sua vez, sentiu-se traído e informou a Petraglia que “não quer mais conversa” com ele.

Torcida única em julgamento

A medida por um Atletiba com torcida única, tomada por iniciativa de Petraglia no clássico 349, é outro ponto de discórdia. Andrade concordou com a decisão com a prerrogativa de que o Atletiba 350 também fosse disputado dessa forma; o MP-PR, que poderia impedir a infração ao Estatuto do Torcedor foi complacente. Mas o TJD-PR, através do procurador Marcelo Contini, não. Uma petição de quatro laudas denuncia os clubes, que podem ser apenados em até R$ 100 mil. O julgamento será na quarta que vem pela 3ª comissão. Seja qual a decisão, ela não obrigará nada em relação ao clássico 350, em 22/04.

Tcheco e a gerência de futebol

O meia Tcheco, 36 anos, deverá deixar os gramados em julho, quando o Coritiba pretende realizar uma festa de despedida. A intenção da diretoria do Coxa é convidá-lo para auxiliar Felipe Ximenes na gerência de futebol. “Ele é identificado com o clube e tem perfil”, sinalizou o presidente alviverde Vilson Ribeiro de Andrade.

Parreira e Ney Franco em Curitiba

Calma: nem Juan Carrasco, nem Marcelo Oliveira estão perdendo os empregos. Os dois técnicos da Seleção (o primeiro do tetra em 94, o segundo atual auxiliar de Mano Menezes) estarão em Curitiba em 28/05 no Footecon, o congresso brasileiro dos profissionais de futebol. Será um dia com debates e oficinas para profissionais e entusiastas da área, com a visão de quem está dentro do mercado. As inscrições já estão abertas no site footecon.com.br/curitiba.

Festa do interior

O Coritiba recebe hoje o Londrina no Couto Pereira em jogo que pode encaminhar a conquista do 2º turno pelo time do norte, três pontos à frente do Coxa e cinco a mais que o Atlético nessa etapa do campeonato. Se não levar 5 ou mais gols, o Londrina deixa Curitiba com a liderança. Se vencer então, põe uma mão na vaga da final – a outra já é do Atlético. Desde 2007, quando ACP e Paraná decidiram o campeonato (vitória interiorana), as disputas ficaram apenas entre Atlético e Coritiba. Já o Londrina, três vezes campeão paranaense, não vê a taça desde 1992.

Exclusivo: Vilson Andrade e o momento do Coritiba

A palavra crise andou rondando manchetes sobre o Coritiba nessa semana, quando o time perdeu uma invencibilidade de 48 jogos em campeonatos paranaenses. É bem verdade que a equipe não vem jogando bem, mas também é fato de que chega a ser irônico referir-se a crise quando um time perde pela primeira vez após tanto tempo.

Seja como for, o Coxa teve uma reunião entre diretoria, jogadores e comissão técnica ontem. E amanhã pega o melhor time do returno, o Londrina, precisando de uma goleada por 5-0 para assumir a liderança e tentar uma vaga na decisão, que já conta com o rival Atlético. Em meio a pressão, conversei com o presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, que soltou o verbo sobre o momento coxa-branca:

Napoleão de Almeida: O que você enxerga nessa fase do Coritiba?
Vilson Ribeiro de Andrade: Precisamos de três jogadores, já está no planejamento. Estamos esperando a definição da Libertadores, tem muito time inchado, não vai continuar assim. Tivemos problemas médicos no começo do ano e investimos R$ 200 mil em um aparelho isocinético, que previne lesões. É tudo investimento. Temos que trazer três peças para chegar e ser titulares. Eu entendo muito é de finanças, de futebol não entendo muito. Mas o que eu vejo é que o meio de campo não ajustou. Tem que trazer alguém que fará esse trabalho de aproximação. Sem isso, é improvisação e bola parada.

NA: O clube perdeu peças importantes e não repôs a altura. Essa análise é justa?
VRA: Olha… nós tivemos decréscimo no quadro associativo [Nota do blog: o clube afirma ter 19 mil sócios adimplentes e 25 no total, com atraso], passamos esses primeiros meses com prejuízo. Mas veja, Emerson e Rafinha tiveram propostas e nós seguramos. É um esforço que o clube fez. O Grêmio trouxe o Kléber [Gladiador, que quebrou a fíbula] a 560 mil por mês e agora está seis meses fora.

NA: Nos bastidores, muito se falou em salários atrasados. É verdade?
VRA: Quando time não está bem, a primeira coisa é falar em salário atrasado. Não é o caso do Coritiba. No futebol funciona assim: você paga fevereiro até o fim de março. Eu pago primeiro os funcionários e vamos acertando o resto. Mas está tudo de acordo com o que combinamos com o grupo de atletas. Ontem (segunda, 26/03) eu saí da clínica [Vilson está em um tratamento de saúde] e fui direto pra lá. Sentamos com os jogadores, mostrei pra eles a confiança que eu tenho e a responsabilidade que eles tem. Eu disse a eles: quem não estiver satisfeito, não tem problema nenhum. Eu faço a rescisão e pode ir embora.

NA: E eles?
VRA: A conversa foi muito boa. Aqueles que não estiverem no ritmo do grupo nós vamos afastar. Discretamente, sem alarde. Tem gente que não aprendeu espírito de competição. Não adianta qualidade técnica se não tiver esse espírito.

NA: Quem? Existe indisciplina?
VRA: Acredite: não tem indisciplina. O problema é querer competir.

NA: A torcida vem pegando muito no pé do [técnico] Marcelo Oliveira…
VRA: Mandar o treinador embora é jogar para a torcida, tentar agradar. Eu não sou assim. Eu agrado às minhas convicções.

NA: Hoje saiu a informação de que Atlético e Coritiba irão a julgamento no TJD-PR pela medida de permitir uma só torcida no jogo da Vila Capanema. Você pretende repetir a medida no Couto Pereira? Como encara uma definição diferente das partes?
VRA: Se ele [Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético] não cumprir a palavra, eu não estou nem aí. Se quiser por 3 mil atleticanos lá, sem problemas. O estádio tem condições para atender as duas torcidas. O que eu tenho que fazer é por um time em campo pra ganhar o jogo. Mas estou vendo o que há de garantia com o Ministério Público, a polícia, o departamento jurídico… e se ele roer a corda, ficará feio pra ele.

NA: A relação entre você e Petraglia não está boa, pelo visto.
VRA: Eu disse a ele no começo do ano: “Paranaense, esqueça. Brasileiro, podemos pensar [sobre aluguel do Couto Pereira].” Aí estávamos conversando no Hotel Bourbon, eu estava negociando o Couto, mas recebi uma mensagem no meu celular. Ele estava com gente no Rio de Janeiro forçando a CBF a baixar o artigo 7º [artigo do RGC da CBF que dispõe da necessidade de empréstimo compulsório de estádios se a entidade requisitar]. Disse a ele na hora: esqueça, não quero mais negócio. Ele me disse: “então você me aguarde.” Ok, se é assim, tudo bem.

NA: E o estádio novo? Em que pé está?
VRA: Nada muito novo. Estamos negociando. Veja, o estádio do Grêmio levou quase 5 anos para ter tudo aprovado. Talvez até o final do mês a gente tenha alguma posição para levar ao conselho, mas ainda vai tempo.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 07/03/2012

Sonho renovado

O sonho dos times paranaenses em alcançar a Libertadores e faturar mais um título nacional se renova hoje, quando Atlético, Paraná e Operário entram em campo; em sete dias será a vez do Coritiba, atual vice-campeão. Do trio da capital, o Coxa é quem tem o desafio mais “fácil” – se é que algum pode ser qualificado assim: o Nacional-AM, que andou sumido no cenário nacional. O Atlético encara o líder do Maranhão no momento, o Sampaio Corrêa – leve favoritismo rubro-negro. E o Paraná pega o Luverdense-MT. O Tricolor fará seu primeiro jogo oficial no ano e é um mistério. Já o vizinho Operário recebe em Ponta Grossa o tradicional Juventude-RS, na série mais complicada.

Atalho mesmo. Mas com espinhos

A Copa do Brasil é o atalho para a Libertadores. Isso porque um clube pode ser campeão nacional com apenas 10 jogos – no Brasileiro, são 38. Em 2011, o Coxa bateu na trave: pelo critério de gols marcados fora de casa, deixou a taça nas mãos do Vasco. O Atlético parou no mesmo adversário, antes das semifinais. Nesse ano, a chave do Furacão é mais complicada que a do Coxa. Nela estão Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras, além de Paraná e Operário; já o Alviverde tem um caminho mais livre: seu primeiro grande confronto pode acontecer somente nas quartas, contra o Sport Recife. Deste lado ainda estão os tradicionais Botafogo, Atlético-MG e São Paulo.

O melhor do Brasil

Na contramão das críticas da torcida do Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira foi indicado pelo IFCStat, da Holanda, como o 14º técnico do Mundo no momento e o principal no Brasil. Os números levam em consideração as últimas 52 semanas de trabalho. Está à frente de Muricy Ramalho e Tite e atrás de Pep Guardiola e José Mourinho, os líderes.

O melhor do Brasil II

“Não quero ser arrogante, mas pelo que vi nos Estaduais por aí, o nosso time é o melhor, jogando com velocidade e na vertical.” Este é Juan Ramón Carrasco, técnico do Atlético, valorizando o elenco. Uma coisa é fato: o time ganhou personalidade com ele.

Quer ajudar demais, atrapalha

O Coritiba bloqueou o acesso livre do público ao Twitter do clube nesta terça. O motivo? Um torcedor, na ânsia de tornar o endereço @coritiba mais popular, o cadastrou num sistema de spam. Ninguém na assessoria do clube aguentou a quantidade de propagandas que o Twitter oficial recebeu. O clube já está removendo os spams.

Fifa vista Arena amanhã

A Fifa fará nova visita à Arena amanhã, de inspeção do andamento das obras. Questionado sobre o objetivo de mais uma verificação, o gestor do Mundial em Curitiba demonstrou irritação com as freqüentes cobranças da entidade: “Estamos supertranquilos, não temos preocupação,” disse Luiz de Carvalho. Sobre as desapropriações no entorno do estádio, feitas por governo e prefeitura, Carvalho declarou: “A maioria dos proprietários já concordou de forma amigável. Alguns estão em inventário.” Carvalho está desde o começo no processo da Copa 2014 em Curitiba, mas, como o cargo é político, pode deixar de ser referência se o atual prefeito e empregador, Luciano Ducci, não for reeleito no fim do ano. Seria mais uma mudança no tabuleiro do Mundial, que já viu peças importantes, como o ex-vice-governador Orlando Pessuti, saírem de cena.

2011 – A odisséia paranaense

O Jogo Aberto Paraná exibiu ontem e hoje as retrospectivas da temporada 2011 para os clubes do Sul do Estado e um resumo dos principais acontecimentos no futebol paranaense em geral.

Acompanhe, relembre alegrias e tristezas e comente!

Atlético

Coritiba

Paraná

Política/Copa/Operário e Interior

Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Nem chegou e…

…já tem forte rejeição da torcida. É Guilherme Macuglia, nome mais cotado para assumir o Paraná após a saída de Roberto Fonseca. Uma reunião às 18h deve definir a contratação do ex-técnico do Coritiba em 2007. Macuglia já teria até apart-hotel reservado em Curitiba.

Mas no que depender da torcida, é melhor desmarcar. Pelo twitter, a hashtag #foramacuglia chegou ao topo das mais usadas na capital paranaense:

E você, o que acha? Macuglia é um bom nome para tentar levar o Paraná à primeira divisão nacional? Responda a enquete abaixo:

Opinião:

Em 2007, Macuglia dirigiu o Coxa até o início da Série B, com duas vitórias e duas derrotas, que lhe custaram o cargo. Mas caiu muito mais por ter sido eliminado nas semifinais do Paranaense, ante ao AC Paranavaí, que viria a ser campeão contra o Paraná.

Macuglia já teve sucesso no Criciúma; já teve insucessos em outros lugares. Nos últimos 4 anos, é possível que tenha aprendido muito mais do que demonstrou naquela temporada no Coxa. Mas é péssimo negócio chegar com a rejeição da torcida.

Entendo que o Paraná deveria ser mais ousado. O acesso a elite nacional pode salvar mais que 2012; pode salvar o clube de um buraco negro previsto com a eventual disputa da Série Prata Estadual, em paralelo com a Série B nacional e com um primeiro semestre morto no calendário. Qualquer custo agora pode ser diminuído – ou agravado – no próximo ano, dependendo do calendário do clube. Eu ousaria.

De qualquer maneira, fico com duas opiniões de dois amigos: a de Greyson Assunção, da Rádio Banda B, ao comentar a pressão da torcida: “Diretoria tem que decidir. Se não der força pra quem trouxer, é melhor fazer enquete com a torcida pra trazer técnico”; e a de Léo Mendes Jr., da Gazeta e da ESPN: “O nome de Macuglia dá a exata dimensão do que o Paraná quer na Série B.”

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As 24h que mudaram o futuro do Atlético

Lopes: um chambão para afastar a crise (Foto: Heuler Andrey)

Saber o que um coxa-branca pensa de Ney Franco é fácil; mas não se surpreenda se atleticanos também forem elogiosos ao técnico que deixou uma marca de caráter e bom trabalho no Paraná. Hoje é cada vez mais raro ver isso. E o episódio da saída de Renato Gaúcho, o não de Carpegiani e a chegada de Antônio Lopes num verdadeiro Furacão de notícias, deixaram novas lições de comportamento no futebol.

É bem verdade que a atual diretoria do Atlético não prima pela organização e pelo planejamento. E que o mercado de técnicos é cruel para os dois lados: Renato e Carpegiani saíram por conta própria, mas Geninho, ídolo campeão brasileiro, foi dispensado com mais de 80% de aproveitamento por opção da direção. Então que não se queixe disso: cada um sabe onde o calo aperta.

Mas a saída de Renato tem mais coisas por trás que apenas uma insatisfação ou um problema pessoal. Conversei com três pessoas da cúpula atleticana e é unânime: o gênio do treinador é um problema sério. Renato Gaúcho é acostumado a paparico, assédio, badalação. Não se trata de viver a noite; é aquilo que muita gente reclama ao vir para Curitiba: difícil fazer amigos, há uma timidez natural dos curitibanos que impede a criação de ídolos. Aqui, nada presta. Bem diferente do Rio, onde Renato é rei.

Ele reclamou disso antes do Atletiba 347, e com razão. Disse que sentiu faltas das provocações dos grandes clássicos, de apostas e uma movimentação sadia. Eu entendo: sob o signo do puritanismo e da reserva moral, os personagens se calam. Nós, do Jogo Aberto Paraná, tentamos movimentar o jogo, mandando as belas Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola para trazer bastidores e outros lados do clássico. Acredite: houve quem reclamasse, houve preconceito e falso moralismo. Tudo já superado, mas mostra o tamanho da hipocrisia e mediocridade de alguns do mercado da bola em Curitiba. Renato sentiu falta disso.

Mas não justifica o comportamento recente do treinador, agindo como criança mimada ao dizer que, mesmo com um salário de quase R$ 400 mil nas costas e um clube de 87 anos com um milhão de torcedores em suas mãos, “quem quiser que pegue”. Não, isso não é coisa de homem sério, comprometido. Desculpe, Renato, mas nessa você errou. Como errou ao destratar funcionários do Atlético, coisa que também ouvi nas conversas ao tentar entender a saída, quase ao estilo Lothar Matthaus – deixando a todos atônitos.

Do que está acima para a fritura pública de Madson (que todos sabem, não é santo, mas está correndo em campo, independente do que possa fazer fora dele), sem muitas explicações, foi um pulo. E, após soltar um “desse jeito eu não consigo trabalhar” num bate-boca por reforços com a diretoria de futebol, Renato somou as pontas e decidiu partir. Talvez na melhor hora, pois há tempo do Atlético se recuperar. E, para ele, sorte no futuro, que pode ser o Vasco, com Libertadores e no seio do seu amado Rio de Janeiro.

E então o Atlético foi atrás de Carpegiani. Sim, aquele que havia trocado o Rubro-Negro pelo São Paulo FC, depois de sair do ostracismo para brigar por uma vaga na Libertadores, abandonando o barco no meio do projeto. Não o condeno. Ele é profissional e tem que ir onde pagar melhor. Mas no mar de erros do Furacão, a volta dele, antítese da necessidade de compromisso que o clube precisa, poderia ser ainda pior.

Carpegiani chegou a ser confirmado por colegas mais afoitos. Houve quem o anunciasse como treinador. Entre os quase 50 telefonemas que dei ontem atrás da informação correta, pintou a dúvida: a diretoria queria o ex-técnico, acreditando ser ele, por conhecer o grupo, o único capaz de sair do buraco. Sabendo da crise atleticana, da restrição de 90 dias de contrato imposta pelo presidente Marcos Malucelli, e de que o Atlético arcava com quase 400 mil de salários para Renato, Carpegiani pediu 500 mil reais por mês até dezembro. Um milhão e meio de reais até o final do ano, com eventuais prêmios. Mais do que a patrocinadora-máster do clube paga anualmente.

Houve discussão entre os diretores, das 18h às 22h30, por telefone e presencialmente. E decidiu-se não pagar isso a Carpegiani, apostando num plano B. E aí surgiu Antônio Lopes, o mesmo que deixou o clube em 2010 após um empate com o Coxa na Baixada (1-1), em meio a problemas com Leandro Niehues e Ocimar Bolicenho. Entre 2000, 2005, 2007 e 2010, Lopes teve altos e baixos na Arena, com o vice da Libertadores, uma oitavas-de-final de Brasileiro e a fuga do rebaixamento em 2009 no currículo.

Mas esse não é o principal trunfo de Lopes nessa nova chegada. Ao telefonar para Lopes, o Atlético encontrou um homem solícito e disposto, que não quis discutir dinheiro e aceitou ajudar o clube pelo qual manifestou carinho (e agora, divide seu maior número de trabalhos com o Vasco). Disse-me, em entrevista ao Jogo Aberto Paraná: “Eu tenho carinho pelo Atlético e acho que posso colaborar. A situação é difícil, precisamos de 50% de aproveitamento. Mas o elenco é bom e no domingo vou para a beira do campo”.

Por essas e outras, ainda que por linhas tortas, o Atlético acertou ao trazer rápido alguém comprometido com a situação do clube. Se dará certo, não se sabe; afinal, a diretoria cansou de brincar com a sorte que, mais cedo ou mais tarde, falhará. Mas entre homens como Ney Franco e Antônio Lopes, sempre vale mais o compromisso que, no momento, é o que o Atlético mais precisa.

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O mistério vai além

Se tem uma coisa que eu nunca fiz em 10 anos de militância na imprensa esportiva foi pegar no pé de treinador que resolve fechar o treino para os repórteres. Acho isso o cúmulo da ingerência no trabalho de outro. Se o método dá resultado, é o que importa. De mais a mais, já fui repórter-setorista nos três clubes e sei que 90% dos colegas estão sempre muito mais de olho nas pernas de uma ou outra jornalista do que se o técnico mesclou times A e B no coletivo, com esquema 6-2-2.

O que é bem diferente de perceber um sintoma: com o treino fechado e o mistério para o jogo de hoje, o técnico Roberto Fonseca dá pistas de que começa a não ter segurança nas ações que vem tomando. Pudera: são três derrotas nos últimos quatro jogos em casa. E o Paraná que se reinventava na Série B, deixou o G4, motivo suficiente para muitos acharem que já há crise na Vila.

Na reportagem abaixo, de Henrique Giglio para o Jogo Aberto Paraná e hoje (anote aí: segunda a sexta, 12h30, na Band Curitiba, canal 2), você vai conferir a preparação final do Tricolor para o jogo contra o Boa Esporte-MG:

Eu vou além: não divulgar a equipe não é o único mistério acerca da Vila Capanema recentemente. Outro é: como se dá a relação de Roberto Fonseca com os jogadores? Há quem diga que não é das melhores. Só posso me fiar no que disse Serginho, volante do Tricolor, quando falou comigo pela última vez, garantindo que não há e nunca houve nada. O que está bem claro é que o time caiu de rendimento.

Há outro mistério: quem quer Fonseca longe da Vila (além de alguns torcedores, irritados com os resultados recentes)?. Em um café da manhã com um influente conselheiro, soube que há um grupo disposto a “rachar” os salários de Geninho, entendendo que o campeão brasileiro da Série B em 2000 é o único que pode reconduzir o Paraná à elite nacional. Tudo extraoficial, mas já ouvi gente dizer que Fonseca não passa de hoje, não importando o resultado.

Não acho que seja essa a solução. Se o problema é o primeiro – relacionamento – o Paraná deve agir com rigor e afastar os focos de insatisfação. Esse mesmo elenco já deu mostras do que pode ou não fazer. Convenhamos, não é muito. Alguns reforços seriam obrigatórios para brigar pelo acesso.

Além de que, sem esquecer que o Paraná está rebaixado para a Série Prata Estadual, e se o TJD-PR não entender culpa do Rio Branco no Caso Adriano (como já o fez uma vez), o calendário do Tricolor será desastroso, com nada a se disputar de janeiro a maio e dois campeonatos duríssimos, um pela logística, outro pela qualidade, no segundo semestre de 2012? E sem dinheiro no bolso. Arrumar mais uma dívida com um treinador que, bem ou mal, deu resultados, é o caminho? Com o caixa vazio, é difícil pensar no ano que vem.

Aí sim, será um mistério saber como agir.

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Operário apresenta novo treinador

Mal no Brasileiro da Série D, o Operário demitiu Amilton Oliveira e efetivou Igor Carioca no comando técnico.

O Fantasma precisa de pelo menos três vitórias e um empate nos quatro jogos que restam para chegar a vaga. Confira reportagem exibida no Jogo Aberto Paraná sobre a mudança de treinador da equipe de Ponta Grossa.

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