Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.
Comprometimento II
Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.
Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)
Passado que ensina
Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.
Polêmica
Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.
Roupa nova
Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.
No detalhe, as datas dos jogos do recorde
Pinheirão
Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.
No twitter
O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.
Seguem abaixo os 4 blocos restantes do programa “Entrevista Coletiva” com Mário Celso Petraglia, exibido no domingo 18/09 na BandCuritiba, sobre diversos temas que interessam ao futebol do Paraná.
Assista e comente!
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O ano de 2011 tem sido generoso com o Coritiba. Recordes em campo, título invicto no Estadual com 3-0 sobre o Atlético na Arena e até uma decisão nacional no curriculo.
Mas é fora de campo que o clube mostra que não só escapou da falência (problema alertado pelo artífice da volta, Vilson Andrade) como está bem vivo naquele que é considerado o grande patrimônio de todo clube: a torcida.
A CBF divulgou a média de público do Coxa no Brasileirão. E a saudade da Série A somada ao resgate do orgulho alviverde colocam o Coritiba como o quarto clube do País em presença de torcida no seu estádio. Confira a classificação geral da Série A até a 23a. rodada:
Os números são muito significativos. O Coxa está a frente de clubes com torcida maior e mais: com maior número de sócios, como Grêmio e Internacional; supera também as (decepcionantes) médias de público do Fluminense, atual campeão brasileiro, e do Santos, atual campeão da Libertadores. Não só isso: a manter os números, a média de público coritibana em 2011 será a quarta maior da história do clube na Série A – a maior foi em 1980, com 21.754 torcedores presentes em média nos 11 jogos que disputou na época.
Apesar de estar atrás do rival, a média do Atlético também é digna de nota. Com uma campanha abaixo do normal, o clube arrasta mais gente que Botafogo e Vasco, que disputam o título. Na história, o Atlético é o clube paranaense com a maior média de público na Série A: 23.801 torcedores em média acompanharam o Furacão em 1983.
Não há dúvidas que a saída para competitividade e redenção do futebol paranaense é a participação ativa dos torcedores e sócios – que será ainda mais direta em dezembro, quando quase 10 mil torcedores de cada time decidirão as eleições na dupla.
Curiosidades:
– Se é o quarto melhor em média, o Coxa tem participação no pior público do Brasileirão/11: foi no jogo América-MG 1-3 Coritiba, em Sete Lagoas, para 732 heróis.
– Aos paranistas: a maior média de público do clube na elite nacional foi em 2005: 11.414 torcedores por jogo.
– O registro histórico das médias está no confiabilíssimo site RSSSF (Fundação do registro histórico do esporte futebol, em tradução livre)
Grato ao leitor Gilmar Alberto pela dica de tema.
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…já tem forte rejeição da torcida. É Guilherme Macuglia, nome mais cotado para assumir o Paraná após a saída de Roberto Fonseca. Uma reunião às 18h deve definir a contratação do ex-técnico do Coritiba em 2007. Macuglia já teria até apart-hotel reservado em Curitiba.
Mas no que depender da torcida, é melhor desmarcar. Pelo twitter, a hashtag #foramacuglia chegou ao topo das mais usadas na capital paranaense:
E você, o que acha? Macuglia é um bom nome para tentar levar o Paraná à primeira divisão nacional? Responda a enquete abaixo:
Opinião:
Em 2007, Macuglia dirigiu o Coxa até o início da Série B, com duas vitórias e duas derrotas, que lhe custaram o cargo. Mas caiu muito mais por ter sido eliminado nas semifinais do Paranaense, ante ao AC Paranavaí, que viria a ser campeão contra o Paraná.
Macuglia já teve sucesso no Criciúma; já teve insucessos em outros lugares. Nos últimos 4 anos, é possível que tenha aprendido muito mais do que demonstrou naquela temporada no Coxa. Mas é péssimo negócio chegar com a rejeição da torcida.
Entendo que o Paraná deveria ser mais ousado. O acesso a elite nacional pode salvar mais que 2012; pode salvar o clube de um buraco negro previsto com a eventual disputa da Série Prata Estadual, em paralelo com a Série B nacional e com um primeiro semestre morto no calendário. Qualquer custo agora pode ser diminuído – ou agravado – no próximo ano, dependendo do calendário do clube. Eu ousaria.
De qualquer maneira, fico com duas opiniões de dois amigos: a de Greyson Assunção, da Rádio Banda B, ao comentar a pressão da torcida: “Diretoria tem que decidir. Se não der força pra quem trouxer, é melhor fazer enquete com a torcida pra trazer técnico”; e a de Léo Mendes Jr., da Gazeta e da ESPN: “O nome de Macuglia dá a exata dimensão do que o Paraná quer na Série B.”
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O ano é o já distante 2007. O Paraná de Caio Júnior tinha surpreendido grandes clubes (e principalmente orçamentos) e abocanhou uma vaga na pré-Libertadores. Caio foi embora, chegou Zetti e, com ele, algumas novas caras. Entre elas, Dinélson.
O Paraná, pode-se dizer, fez uma boa Libertadores. Passou pelo Cobreloa-CHI na fase inicial, encarou Flamengo, Real Potosí-BOL e Unión Maracaibo-VEN na fase de grupos e parou no Libertad-PAR nas oitavas. Fez mais que o Coritiba em duas participações. No Estadual, quebrou um tabu nas semifinais contra o Atlético, 3-1 na Arena, e avançou a decisão. Nela, derrota surpreendente para o AC Paranavaí e um vice-campeonato amargo, que era apenas indício do Brasileirão ruim, que resultaria na Série B.
Mas a imagem que ficou foi a de um time que superou o desempenho de um rival na Libertadores e quebrou um tabu em cima de outro, muito pela habilidade de um meia habilidoso: Dinélson. Um mito foi criado em cima de um promissor jogador e uma torcida carente, hoje ainda mais, após 4 anos de desilusão.
O tempo andou. E nesses quatro anos, Dinélson viveu às voltas com problemas físicos. Uma lesão no joelho esquerdo fez com que o meia atuasse apenas 736 minutos* e tendo marcado 3 gols, mesmo rodando por Corinthians, Coritiba e Avaí, além do próprio Paraná, no período, como mostra o quadro abaixo:
Ao voltar para o Paraná, Dinélson reencontra o clube com a torcida precisando do mito. E isso pode ser prejudicial a ambos.
O Tricolor demonstrou perda de fôlego na Série B nas últimas rodadas e pior: perdeu Wellington, maestro da equipe nos bons momentos, pelo resto da competição. A chegada de um meia com o perfil de Dinélson – e ainda mais por ser ele – enche a torcida de esperanças. Mas não se pode pedir isso dele.
Dinélson também procura o mito, o sonho que teve lá atrás, ainda no Corinthians. É talentoso, mas sofreu demais com as lesões e, a exemplo do que o Paraná viveu com Kerlon, pode não dar resultados. E a fantasia irá se desfazer no primeiro passe errado.
É hora de desconstruir o mito. Esqueça 2007, os bons momentos; é hora de o paranista entender que esse é um novo Dinélson, em um novo momento. Ele pode ser útil ao clube na briga pelo acesso, mas é assim que deve ser tratado: como um jogador útil, não o Messias que reconduzirá o Paraná a elite nacional. Se torcida, clube e ele próprio entenderem isso, pode ser que em dezembro a volta por cima surja para ambos.
No vídeo abaixo, você confere a primeira entrevista de Dinélson no retorno ao Paraná, exibida no Jogo Aberto Paraná da Band, de segunda a sexta, 12h30:
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Por que e em que acreditar nesse segundo turno do Brasileirão?
Vai começar o segundo turno do Brasileirão. É apenas simbólico. Na verdade, tudo continua como antes, apenas com a tabela com menos jogos pela frente. Mas o que é a vida senão uma sequência de interpretações simbólicas, como quando pulamos sete ondas e vestimos branco no ano novo? Poderia ser apenas mais um ciclo de 24h, mas não é. E se for para usar como impulso, porque não?
Sendo assim, farei uma análise técnica, apesar do momento ser puramente sentimental, do que esperar das equipes no segundo turno no Brasileirão 2011. A começar pela dupla da terrinha na Série A:
Atlético
1o. Turno: 17º lugar, 18 pts, 31.6%
Resumo: Viveu o pior início de Brasileiro de todos os tempos, conseguindo a primeira vitória somente na 11ª rodada, ao superar o Botafogo em casa (2-1). Foi o terceiro jogo de Renato Gaúcho no comando do Furacão; com ele, em 30 pontos, a equipe fez 17 – 56,6% de aproveitamento, o mesmo do Palmeiras, sexto colocado, o que fez o time se agarrar na esperança de repetir o feito do Grêmio/10 do mesmo Renato: da ZR para a Libertadores.
Renato: com ele, o Atlético mudou (foto: Joka Madruga)
Pior momento: A derrota para o Fluminense (1-3), na 7ª rodada, com erros do então goleiro Márcio e do zagueiro Rafael Santos. A equipe completava a sexta derrota em sete jogos e o único ponto fora conseguido em casa, no empate com o Flamengo (1-1).
Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2), em confronto então direto, já que o Peixe de Neymar amargava a ZR. Era o início da reação que chegou a tirar o Furacão da ZR por uma rodada – o que pode voltar a acontecer se vencer o xará mineiro nesta quarta.
No que acreditar: Nas mudanças que já aconteceram e nas que podem vir, como a chegada de algum centroavante (pedido insistente do técnico) ou o retorno e decolagem dos gringos Morro Garcia, Nieto e/ou Guerrón. Para entender o que já mudou, vamos ver as diferenças entre o time da estréia e o provável time do início do 2º turno:
1ª rodada: Atlético-MG 3-0 Atlético
Renan Rocha; Rômulo (Wendel), Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Cléber Santana (Adaílton), Paulo Roberto e Marcelo Oliveira; Paulo Baier (Madson) e Guerrón. Técnico: Adilson Batista
Em negrito estão os jogadores que deixaram o time titular do Atlético de lá para cá; alguns sequer são opções do novo treinador, Renato Gaúcho. Do banco ao ponta, nada menos que seis mudanças em relação ao provável time:
20ª rodada: Atlético x Atlético-MG
Renan Rocha; Wagner Diniz, Gustavo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Kleberson, Cléber Santana, Marcinho e Madson; Edigar Junio.
Técnico: Renato Gaúcho
Do time acima, além da recuperação do futebol de Cléber Santana e da entrada de Fabrício, destaca-se o crescimento de Deivid e a chegada de Marcinho, ao lado de Renato, símbolo da recuperação atleticana.Vale dizer que a escalação acima está sem dois titulares: o zagueiro Manoel e o lateral-direito Edilson. Aposta ainda nas recuperações físicas de Paulo Baier e Paulo Roberto e nas recuperações técnicas de Madson e do trio de ataque internacional.
Com o que se preocupar: Não tem atacantes. Como futebol tem por base o número de gols marcados, é alerta vermelho nesse item. Também depende da estabilidade emocional do técnico Renato Gaúcho e da permanência do mesmo até o final do ano, já que o “projeto” passa totalmente por ele. Se acontecer o mesmo que em 2010, quando Carpegiani trocou o clube pelo São Paulo FC, pode dar problema.
Projeção: Escapa do rebaixamento, mas não aspira nada mais que a Copa Sul-Americana. Para tanto, precisa de cerca de 26 pontos em 57, 45,6% – menos que o índice atual de Renato.
Coritiba
1o. Turno: 9º lugar, 26 pts, 45.6%
Resumo: Começou o campeonato dividindo atenções com a Copa do Brasil, da qual foi finalista. Com o passar dos jogos, deu a impressão de ter sentido a perda do título da copa e de não estar 100% no Brasileiro. Faz uma campanha regular – ótima para um clube que esteve à beira da falência em 2009-10 – mas aquém do que a equipe demonstrou ter poder para fazer e abaixo da exigência da torcida, que ficou com um gosto de “quero mais” ainda em 2011.
Pior momento: Pode ser considerado o jogo contra o São Paulo FC em casa (3-4), quando chegou a estar perdendo por 0-4 e atuando com um homem a menos. Ainda assim, o Coxa não teve um momento ruim: acabou diminuindo suas pretensões em pequenos tropeços, como na estréia com o Atlético-GO (0-1) ou empates em casa com Inter (1-1) e Palmeiras (1-1).
Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2) na Vila Belmiro, épica. Virou uma partida contra um adversário em recuperação, com Neymar e Borges no ataque, superando uma arbitragem confusa, que errou em demasia, em especial em um lance claro de pênalti em Leonardo. Ali, provou que as cobranças da torcida por melhores resultados tem fundamento.
No que acreditar: Na qualidade do elenco, que em 2011 já demonstrou que pode mais do que vem fazendo, em jogos como o 6-0 no Palmeiras pela Copa do Brasil e nas goleadas nos Atletibas, 4-2 e 3-0. A perda preciosa de pontos contra adversários diretos em casa e resultados ruins contra times em situação inferior na tabela desanimaram, mas sabe-se que o time tem potencial. Em relação a estréia no campeonato, pouco mudou, o que fortalece o conjunto:
1ª rodada: Coritiba 0-1 Atlético-GO
Edson Bastos; Jonas (Willian), Cleiton, Emerson e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino (Éverton Costa) e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.
Em negrito, os jogadores que não vêm sendo muito utilizados – Cleiton, por exemplo, foi emprestado e se machucou. Levando-se em conta os desfalques de Tcheco e Jéci por suspensão, o Coxa estréia no returno assim:
20ª rodada: Atlético-GO x Coritiba
Edson Bastos; Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Willian e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.
Na rápida comparação, o time é praticamente o mesmo da estréia e quem não estava, pode ser considerado reforço. Pereira é segurança na zaga, apesar de ter dificuldade em jogadas mano a mano; Willian ganhou o respeito da torcida e o titular, Tcheco, dá ritmo a meia-cancha mais do que Davi fez enquanto teve chances; e Marcos Aurélio é mais atacante que Anderson Aquino.
O otimismo com o Coritiba é justificável se os próprios jogadores reencontrarem o nível de atuações que vinham tendo no Estadual, na Copa do Brasil e em algumas rodadas do Brasileiro.
Coxa comemora: segredo está no elenco
Com o que se preocupar: Com a fase de Edson Bastos. A muralha alviverde vive período conturbado, cobrada pela torcida. Pode sentir e goleiro, como diz a música, não pode falhar. Também tem carências no ataque, ressentindo-se de um matador; Bill oscila bons e maus jogos, o que explica também a oscilação do time.
Projeção: Classifica-se ao torneio consolação, a Copa Sul-Americana. Para fazer mais, precisará somar 33 a 34 pontos em 57, 59,6% de aproveitamento – é o índice que tem hoje o Botafogo, detentor da vaga que o Coxa aspira.
E os demais?
América-MG (20º/13pts): Dificilmente escapa do rebaixamento. Será decisivo em jogos contra rebaixáveis e aspirantes ao título: quem perder pontos para o Coelho, estará em maus lençóis.
Atlético-GO (12º/25pts): Brigará para não cair no final do campeonato, mas é um dos que menos corre riscos. Ficará com vaga na Sulamericana.
Atlético-MG (19º/15pts): Vive situação dramática, mas tem elenco, torcida e camisa. Vai até o fim brigando para não cair. A sequência de derrotas com Cuca (o coxa-branca sabe) pode ser fatal.
Avaí (18º/17pts): Já demonstrou que não vai se entregar com facilidade, em jogos contra Figueirense e São Paulo. Mas é outro que briga para não cair com dificuldades.
Bahia (16º/20pts): Não está fácil ser um dos primeiros do alfabeto: também brigará para não cair. Está em decadência e perdeu Jobson por problemas extracampo. Amargou anos nas divisões inferiores e, apesar da gigantesca e apaixonada torcida, terá dificuldades quando precisar de fôlego.
Bahia: só com muita fé do povão
Botafogo (5º/34pts): Vai chegar a Libertadores. Tem elenco e um bom técnico, Caio Júnior. Desta vez a frase “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” não irá emplacar.
Ceará (13º/25pts): Enganou bem, mas vai acabar brigando para não cair. Tem um time envelhecido e instável.
Corinthians (1º/37pts): É líder e vai até o final brigando pelo título com Flamengo e São Paulo. E se acostume, porque com os novos valores das cotas de TV, será assim até o fim. Meu palpite? Não fica com a taça.
Cruzeiro (7º/ 27pts): Está abaixo do que pode render. Depende demais de Montillo em dias inspirados. Mas pode engrenar e ser o principal adversário do Botafogo na briga pela Libertadores.
Cruzeiro e a Montillodependência
Figueirense (10º/26pts): Sabe aquela equipe que fica o campeonato inteiro no meio da tabela e quando menos percebe, está ameaçada de rebaixamento? Então, é o Figueira.
Flamengo (2º/36pts): Está em segundo, mas pela campanha no ano, o técnico que tem (Luxemburgo) e os craques Thiago Neves, Ronaldinho, mesmo dependendo de Deivid ou Jael, é o favorito para o título. Poderá ser Hexa em 2011.
Ronaldinho tem feito a diferença no Fla
Fluminense (11º/25pts): O atual campeão brasileiro não cai, não vai disputar título, não vai para a Libertadores… 2012 tá aí.
Grêmio (15º/21pts): Viverá um final de ano dramático. Vai até o fim brigando para não cair. Ao lado de Atlético e Atlético-MG, é daqueles que tem de onde tirar recursos quando o cinto apertar de vez.
Internacional (8º/27pts): Sonha com a Libertadores e tem elenco e estrutura para tanto. Terá que correr para pegar Cruzeiro e/ou Botafogo. É o que menos tem chances dos três.
Palmeiras (6º/32pts): Só Felipão salva. Assistir o Palmeiras jogar é um desafio a compreensão do porquê o Alviverde paulista está entre os postulantes à Libertadores. Construindo estádio, não terá fôlego para a briga. Sulamericana à vista.
Santos (14º/22pts): Fará uma campanha de recuperação no 2º turno e chegará entre 12º e 8º lugar antes de ir medir forças com o Barcelona e outros menos famosos no Mundial de Clubes.
São Paulo (3º/35pts): Acabará sendo o principal obstáculo do Flamengo ao Hexa. E pode ser Hepta, coroando de vez a era Rogério Ceni. Tem força, elenco e vai brigar até o fim.
Vasco (4º/35pts): Com a missão do ano cumprida, já achava difícil que o Vasco tivesse pernas para ir até o fim sonhando com a dupla coroa nacional; sem Ricardo Gomes, vai depender muito de como a equipe e a diretoria reagirão ao que acontecer com o treinador.
Concorda? Discorda? Opine abaixo!
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Me chamou a atenção via Twitter o colega Linhares Jr., do SporTV: “O futebol paranaense precisa evoluir. Discutir arbitragem não leva a nada”. Vindo de quem está radicado em São Paulo, maior centro do País – e com dois clássicos nesse final de semana – mas mesmo assim vive de antena ligada no Paraná, achei pertinente. Linhares fala do nosso provincianismo, da mania de depreciar as coisas daqui. “A imprensa não presta, os juízes roubam, nossos clubes são fracos” e outras que estamos acostumados a ouvir e pensar: “É, tudo bem.”
O debate deveria mesmo ser conduzido no sentido de perguntar não porque Héber Lopes vai apitar o Atletiba, mas sim porque há tempos no Paraná ele ou Evandro Roman são as únicas opções; por que é que não fortalecemos nossa escola. Mas não deu.
O ótimo site Furacão.com, dedicado a cobertura do Atlético, logo estampou na capa: “Coritiba 1 x 0 Atlético”, atribuindo a vitória ao Coxa, 5880 minutos antes do apito inicial, marcado pras 18h de sábado, no Couto Pereira. Via Twitter, usando do RT para movimentar a discussão, logo comecei a ler a impressão coxa-branca da escolha. Todas muito mais no sentido de galhofa em cima dos atleticanos – “começou o choro” – que aprovando ou desaprovando (salvo 2 ou 3 que reclamaram da atuação de Héber no último Paratiba). E tudo isso faz parte do folclore do clássico, 346 edições* mais velho que em 1924.
Poderiam ser os ingressos (que podem ser 3,5 mil para os atleticanos, que querem mais, ou o velho meio a meio, sequer cogitado no Alto da Glória); poderia ser o calção negro, a galhofa atleticana de chamar o Coxa de “tricolor” ou a imposição estatutária do mandante – que até poderia ser aceita, já que o Atlético mesmo trocou seu calção em ocasiões nessa temporada. Poderia ser qualquer desculpa, mas foi a arbitragem.
Calçados em números, os atleticanos foram aos protestos – agora oficiais. Com Héber no comando em Atletibas, 10 jogos, 7 vitórias do Coritiba, 1 empate e 2 triunfos do Furacão. Evidentemente não foi Héber o responsável solitário pelos números. No futebol, são muitos os componentes. Até hoje, não recebi ou consegui uma única prova cabal de corrupção ou erro deliberado de juiz Fulano contra clube X a favor do Y. Se você tiver, é só enviar. O que acontece é que os árbitros são RUINS no geral. Não a toa há muito que se pede o auxílio eletrônico.
O Coritiba, por sua vez, não reclamou. Marcelo Oliveira, aliás, foi taxativo ao dizer: “Eu gosto muito quando ele apita”. Confira (e mais Léo Gago e Renato Gaúcho, que adiou o tema, em entrevista ao Jogo Aberto Paraná):
Significa que Héber então irá ajudar o Coxa? Evidente que não.
O que Marcelo Oliveira quis foi neutralizar a polêmica. Tirar do apito a importância. Mas acabou acirrando, já que a cúpula rubro-negra esperou a repercussão para ir atrás do pedido de mudança, ao invés de tentar o veto no sorteio – a explicação atleticana é que ele foi antecipado. Paulo César Oliveira, de SP, foi o outro nome.
Não adianta. O Atletiba tem disso e a lenha já está queimando na fogueira. Há até quem esqueça que o Atlético tem jogo nesta quarta, contra o Flamengo. Até que demorou para ferver.
Se a CBF vai acatar o pedido, ninguém sabe. Acho improvável. Se Héber estará mais ou menos pressionado, ou terá alguma tendência após tanto falatório, não se saberá antes de sábado, por volta das 21h. Se já era importante, o clássico de sábado passou a não ter justificativa para derrota, seja qual for o lado.
…imaginem então quando for o da última rodada, finalizando o destino dos clubes no Brasileirão.
Começo a semana do Atletiba #347**** elaborando uma lista dos 5 jogos mais importantes para cada clube ao longo da história do clássico – pelo menos na minha visão. Serão 10 partidas memoráveis e uma rápida historia sobre elas, justificando o porquê da escolha do Top 5:
Coritiba #5 – Atletiba #1
Coritiba 6-3 Atlético – Paranaense 1924
O primeiro fica para sempre. E coube ao Coritiba a honra de vencer o primeiro Atletiba da história, no distante ano de 1924. Por 6 a 3, com quatro gols de Ninho, o Coxa vencia o primeiro clássico oficial entre os clubes (o Atlético reivindica uma vitória por 2-0 no Torneio Início do mesmo ano, mas que não teve 90 minutos de duração). Até hoje Ninho é o jogador que mais fez gols em um mesmo Atletiba. O jogo foi no Estádio Parque da Graciosa, o primeiro usado pelo Coritiba.
Estádio Parque Graciosa: tudo começou aqui
Atlético #5 – Atletiba #27
Coritiba 1-2 Atlético – Paranaense 1933
Esse é o famoso Atletiba da Gripe, o que marcou na história pelo estopim entre a rivalidade entre os clubes. Com seis jogadores doentes, o Atlético solicitou ao Coritiba o adiamento da partida, o que não foi aceito. Indignados, os atleticanos se propuseram a não comparecer ao jogo, cedendo os pontos ao rival; mas os jogadores adoecidos vão contra a idéia e pedem a confirmação da partida, o que foi feito através de uma carta enviada a Gazeta do Povo, cujo texto está reproduzido abaixo:
‘Comunicamos aos nossos prezados consórcios e à família curitibana que, em virtude de seis amadores do nosso quadro principal, acharem-se alguns gripados e outros contundidos, era nossa intenção não disputar a primeira rodada, entregando os pontos ao nosso antagonista, dada a sua atitude pouco cordeal para com o nosso club, quando não concordou com a transferência do jogo para outra data. Acontece porém, que nossos amadores, sabedores da nossa intenção, compareceram incorporados a nossa sede social, pondo-se não só à nossa disposição, como, também, exigindo a realização do jogo. Em face da abnegação dos nossos amadores, resolvemos disputar o jogo em apreço, prestando assim uma homenagem aos nossos denodados defensores que, com sacrifício da sua própria saúde, vão combater ardorosamente em prol do nosso pavilhão. ‘Não nos move a veleidade da vitória’.
Sem outro motivo, atenciosamente subscrevemo-nos.
Pelo Club Atlético Paranaense A Diretoria”
O Atlético entra em campo e vence o Coritiba no Belfort Duarte por 2-1.
Coritiba #4 – Atletiba #146
Atlético 1-1 Coritiba – Paranaense 1968
Paulo Vecchio empata no finzinho: Coxa campeão, Atlético no jejum (Acervo Helênicos)
A fase não era das melhores para a dupla; o Atlético encarava um jejum de 10 anos, o Coritiba de oito. Mas havia um agravante: no ano anterior, o Furacão acabou rebaixado para a segunda divisão estadual e só não a disputou a pedido dos principais dirigentes do Estado, como Evangelino Neves, do Coxa, e Hipólito Arzua, do Ferroviário (hoje Paraná Clube), ambos mobilizados pelo presidente atleticano, Joffre Cabral e Silva. Joffre montou um time com grandes jogadores, como Zé Roberto, Nilson Borges, Sicupira e os campeões mundiais Bellini e Djalma Santos.
E o Atlético ia conseguindo a taça até os 46 do segundo tempo na partida na Vila Capanema, quando surgiu Paulo Vecchio. Ele, a pedido do treinador, havia descido para o vestiário no intervalo. E já eram 30/2o. quando o mandaram chamar. Irritado, Vecchio perguntou: “Porque demorou tanto?” A resposta: “O técnico [Francisco Sarno] esqueceu de você.” O combustível funcionou e Vecchio meteu uma na trave e outra na rede, retratada na foto acima. O Coritiba ficava com o título, que o Atlético só conseguiria em 1970.
Atlético #4 – Atletiba #156
Coritiba 3-4 Atlético – Paranaense 1971
Esse é o preferido do jornalista Carneiro Neto, que gravou o vídeo abaixo para a série especial dessa semana** para o Jogo Aberto Paraná:
**Várias personalidades do Paraná estão contando a história de seu Atletiba favorito. Acompanhe diariamente no Jogo Aberto Paraná, 12h30, na Band!
Coritiba #3 – Atletiba #279
Coritiba 0-0 Atlético – Paranaense 1978
Manga fechou o gol e garantiu a taça (acervo Helênicos)
Foram três jogos, os três no Couto Pereira. Novamente, o Atlético vivia um jejum (8 anos), mas dessa vez o Coritiba vinha de um hexacampeonato estadual, interrompido pelo Grêmio Maringá de 1977. As torcidas, empolgadas, levaram mais de 150 mil pessoas ao Alto da Glória (em um tempo que reinava a tolerância e a educação, com estádios sem violência e convívio amistoso).
O experiente Manga, bicampeão brasileiro pelo Inter 75-76, reza a lenda, fingiu ter se machucado na coxa. Enfaixou a perna e não batia tiros de meta. E o Atlético pressionava, mas o Coritiba se segurava, levando a decisão para os pênaltis. E então Manga brilhou. Induzindo os batedores a tentarem o lado em que ele estava machucado, Manga fez três defesas e o Coritiba venceu por 4-1 nos pênaltis, consagrando-se campeão.
Atlético #3 – Atletiba #305
Coritiba 1-4 Atlético – Seletiva 1999
Foi possivelmente o mais importante Atletiba de todos os tempos em disputas nacionais. Eliminados da fase final do Brasileiro/99, a dupla se cruzou no torneio eliminatório que classificaria um quarto clube brasileiro para a Copa Libertadores. E a primeira partida foi no Couto Pereira.
Pela primeira vez um Atletiba valia vaga em outra fase de um torneio nacional. O Coritiba, em casa, saiu na frente.
“Em sua primeira passagem pelo Atlético, você marcou apenas dois gols. O primeiro foi na goleada por 4 a 1 contra o Coritiba, na Seletiva da Libertadores, em 99. Como foi aquele dia? Na concentração, estava com o Lucas e o Gustavo jogando videogame, fiz um golaço e brinquei: “Vou fazer um gol desse amanhã no jogo”. Jogo no Couto Pereira, estava no banco, primeiro tempo 1 a 0 (para o Coritiba), mas já era pra estar uns cinco. Aquele sufoco, o time deles era muito bom, só bola na trave. Aí o Leonardo se machucou, o Fabiano foi para a zaga e o Vadão me colocou. Entrei bem, motivado, gritando com todo mundo pra levantar o astral do time e, aos 20 minutos, fiz o gol de empate. Sem modéstia, um golaço!”
Coritiba #2 – Atletiba #279
Coritiba 3-0 Atlético – Série B 1995
O Atlético já estava classificado para a Série A, como o timaço de Oséas e Paulo Rink. E poderia impedir o acesso coxa-branca, que tinha no ponta Pachequinho o ídolo de uma geração – e no jovem Alex uma das grandes revelações da história alviverde.
Mais do que garantir o acesso fazendo 3-0 no maior rival, foi o Atletiba que consagrou Alex com a camisa coritibana. Talvez o grande jogo de um ídolo pouco visto aqui, mas que é cultuado por carregar um orgulho de torcedor mundo afora.
Atlético #2 – Atletiba #296
Atlético 4-1 Coritiba – Paranaense 1998
O Atlético começava a montar a base do time que seria campeão brasileiro três anos depois. Os principais destaques eram o goleiro Flávio e o meia Adriano, ambos vindos do CSA. E pela frente uma decisão estadual, com um jejum de 8 anos a ser quebrado pelo Furacão; as coisas não eram mais fáceis para o Coxa, que já não vencia o Paranaense há 9 anos e foi beber na água do Paraná, então pentacampeão, buscando o goleiro Regis.
Decisões como estas costumam ser apertadas. Mas o Atlético goleou***:
***A qualidade do vídeo é pavorosa, mas é o que o YouTube oferece em pesquisa.
Coritiba #1 – Atletiba #325
Atlético 3-3 Coritiba – Paranaense 2004
Foi um Atletiba que formou uma geração. O Atlético tinha, como o Brasileiro comprovaria, um dos melhores times da história; o Coritiba de Antônio Lopes primava mais pela aplicação. Era a segunda decisão entre os times na Arena, o caldeirão rubro-negro. Mas, mesmo atrás do marcador em duas ocasiões, o Coxa buscou o empate (havia vencido o primeiro jogo) e ganhou mais que o título: quebrou o paradigma da Arena e o mito de ter uma torcida fria, que não parou de cantar “Coooxa!” durante todo o segundo tempo.
Atlético #1 – Atletiba #258
Coritiba 2-2 Atlético – Paranaense 1990
A exemplo do jogo acima, também formou uma geração. Naquela feita, quem tinha um timaço era o Coritiba – entre eles, o goleiro Gerson, hoje meu colega de Jogo Aberto Paraná. Já o Atlético de Zé Duarte era um time de raça, mas com um amuleto: Dirceu. O “carrasco dos Coxas” já havia aprontado na primeira partida, ao empatar (a vantagem, por força do regulamento, era atleticana, que venceu o turno decisivo, depois de o Coritiba ter faturado os dois primeiros) o jogo aos 45 do segundo. Dirceu botou o Atlético na frente; Pachequinho e Berg viraram o jogo para o Coritiba. E o restante da história, só com os próprios olhos:
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Repito que é um Top 5 de cada clube, com relação de importância individual.
*Nota importante: em semana de Atletiba, com nervos a flor da pele, vale o registro da grafia correta do nome do clássico. É “Atletiba”, sem partidarismo clubístico, com a junção do prefixo “Atle” com o sulfixo “tiba”, de Coritiba, cujo “t” não é maiúsculo na palavra. Assim como o correto é “Grenal” e não “Gre-Nal”; o mesmo não se aplica a outros clássicos regionais, como San-São (prefixos nos dois casos, Santos e São Paulo) ou Fla-Flu.
P.S.: Agradecimentos a Edson Militão, grupo Helênicos, Furacão.com, Luiz Betenheuser e Carneiro Neto pelas informações.
Nike fez proposta e compete com Penalty e Lotto pelo Coritiba (imagem meramente ilustrativa)
O assunto é tratado com sigilo absoluto no Coritiba, mas a multinacional de equipamentos esportivos Nike está muito próxima de fechar contrato para fornecer material esportivo para o Alviverde.
O contrato atual do Coxa com a Lotto vence em dezembro e o clube já recebeu uma proposta da Nike para trocar de fornecedora. O valor seria de US$ 1 milhão e mais 26 mil peças a disposição do clube. Os números são cotados acima do que o Coxa recebe hoje da Lotto – estes, não divulgados. O valor agrada a diretoria, que pleiteia ainda outros acordos junto a marca.
A Penalty também está interessada em fornecer material esportivo ao Coritiba mas, pelo que apurei, é a possibilidade mais remota. Já a Lotto, atual fornecedora, quer permanecer e para tanto terá que investir pesado. A Fillon, que detém a marca Lotto no Brasil, já trabalhou com a Diadora no Coritiba e pode até mudar para Kappa em 2012 – se cobrir a proposta da Nike.
Oficialmente, o Coxa nega a possibilidade. As negociações vão até o final de Outubro e só então o clube deve anunciar a nova parceria.
P.S.: A imagem acima é meramente ilustrativa, sem nenhuma relação oficial. É uma criação do blog Camiseta dos Sonhos. Vale a conferida!
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Eu sei, eu sei. Nós da imprensa nem sempre acertamos. Somos humanos, assim como você. Mas tem horas que até eu confundo o que é erro e o que é barulho gratuíto.
Parece ser o caso do Paraná.
Nenhum clube dos 50 maiores do Brasil (bem, talvez o Santa Cruz) passou o que o Paraná passou no primeiro semestre desse ano. Rebaixamento no Estadual, crise moral e técnica. Mas, quem diria, é G4 na Série B.
O time tem suplantado carências diretivas; profissionais liberais abraçaram o marketing e a comunicação do clube; os jogadores que chegaram passaram a dar resultado. Tudo na base da vontade.
É lógico que a fase é melhor, bem como é lógico que numa competição como essa, haverá bons e maus momentos. E nesse momento surgem as especulações.
É papel da imprensa questionar; é papel dela investigar. Mas há quem confunda isso.
O volante Serginho esteve no Jogo Aberto Paraná hoje para falar do momento do Tricolor. E desabafou: “Não tem crise nenhuma, tão querendo inventar isso”.
Veja a entrevista abaixo – feita com as perguntas objetivas, sem fugir dos temas, mas sem fazer barulho por nada. E de bônus, tenha um pouco mais das nossas Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola.
O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Assista!