A situação política do Atlético

Situação ou oposição? Existe como separar os lados na eleição atleticana?

Sim e não. Ontem, em um hotel de Curitiba, a chapa “Paixão pelo Furacão” oficializou candidatura a presidência do rubro-negro, para os conselhos deliberativo e gestor. Os nomes: Enio Fornea e Diogo Fadel Bráz. Fadel é atual vice-presidente do clube; entrou no cargo para ocupar a vaga deixada por Fornea, que deixou a diretoria no meio de 2011. Logo na abertura da entrevista, a chapa se colocou como opositora a situação, um paradoxo; aos poucos, assumiram outra postura e explicaram as diferenças.

Em entrevista exibida no Jogo Aberto Paraná – e colocada em tamanho maior aqui no blog – ambos comentam a relação com a atual gestão e o atual presidente, Marcos Malucelli. Além disso, Fadel falou sobre a profissionalização do futebol do clube e Fornea, sobre a Arena para a Copa e a relação com o outro candidato, Mário Celso Petraglia. Confira:

Com base nas entrevistas, tento responder a pergunta inicial do texto:

Sim, a chapa de Fornea e Fadel é situação. Não há como negar: Fadel É vice-presidente do clube e concorre a presidência; Fornea estava nessa chapa.

Mas, há oposição? Ao se analisar esse panorama político, é necessário lembrar que esse grupo está no poder com o apoio e campanha de… Mário Celso Petraglia. Todos, em algum momento, se encontraram na gestão do clube. Hoje, Petraglia se coloca como opositor, rompimento mais antigo que o de Fornea – que, de fato, não rompeu com Malucelli, como as imagens mostram. Me lembra o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade: “João, que amava Maria, que amava José…” todos, de alguma forma, interligados.

E Malucelli nessa? O atual presidente tem rejeição de parte dos sócios, muito pela campanha neste ano. Pode ficar marcado como o presidente que derrubou o Atlético para a Série B. A ele, no entanto, é atribuído o saneamento financeiro atleticano. Também  é de Malucelli boa parte da culpa dos atrasos nas obras na Arena para a Copa, da qual sempre se mostrou contrário a ver participação atleticana. E se o time escapar da Série B, qual será o peso dele nas eleições?

Não existem santos ou anjos nessa disputa. Petraglia é centralizador. Tanto que ainda, apesar de já ter se declarado candidato há bem mais tempo que Fornea, não divulgou a composição exata da chapa CAP Gigante; Fornea e Fadel podem carregar consigo parte dos fracassos da atual gestão, mas se propõem a descentralizar comando.

É só o começo da disputa. E no meio de tudo, é bom não esquecer, tem um time tentando três vitórias para fugir da degola.

Better man

A Vila Capanema recebeu na noite de quarta (9) a banda americana Pearl Jam; recebeu também a notícia de que Rubens Bohlen será o novo presidente do Paraná. É a vitória da chapa da situação, em uma eleição que teve menos de mil votantes, num universo de quatro mil possíveis.

A chapa vencedora já está no poder. De fato, a olho nu, vem desde Aurival Corrêa na mesma toada. É também a direção que deu fiasco no estadual/11; mas é a que reorganizou setores do clube, como o marketing, por exemplo. E dará poderes reais a Luis Carlos Casagrande – propriedade viva do clube –  e Paulo César Silva, no comando do futebol.

Andando pela Vila, durante o show do Pearl Jam, já sabedor do resultado das eleições, encontrei PC Silva. Ele estava sentado nas sociais, sozinho, anônimo. Parecia reflexivo. Olhava o palco e o show degustando uma cerveja – o que eu também fazia. Não esperava encontrar ninguém.

Então, me aproximei. Conversa rápida: ambos estávamos ali por outra razão. Eu, para ver uma das bandas que ajudou-me a formar o caráter; ele, para aliviar a pressão de uma eleição, no lugar que já é e será sua casa por mais um tempo. “Ganharam é? Parabéns.”, disse.

– Não sei se é uma vitória. É um baita de um desafio, isso sim.

A resposta, pés no chão, me fez lembrar algumas coisas. Paulão perdeu um neto esse ano. Golpe duro para qualquer um. Viu seu trabalho não dar os frutos esperados. Afinal, ninguém entra nessa pra perder. Mas, é claro, não quis deixar o clube. Sabe o preço. Desejei sucesso e disse que o papel da imprensa é seguir vigilante nas coisas que interessam ao público. Ganhei um abraço e segui para o show. Paulão seguirá na Vila mais do que eu.

Os erros da má gestão paranista estão aí, ninguém pode tapá-los. Mas tampouco podem negar que a realidade do clube é menor do que dimensionamos. Um exemplo? Menos de mil votantes na eleição. Outro? Média de público de 3926 torcedores, a 42a. do país em 4 divisões. Isso não diminui equívocos, mas deixa claro que a distância entre a paixão do torcedor e a realidade são grandes. Se há que se cobrar resultados de alguém por aqui, é de Atlético e Coritiba. O Paraná apequenou-se. Voltar, é papel que cabe a mais de uma pessoa. Cabe também à torcida.

Aí volto ao Pearl Jam e um dos seus hits – não ipisis literis – Better Man.

Bohlen, Paulão, Casinha, Romani e muitos outros erraram. E seguirão errando. É humano. Isso não é alvará para tal; falta visão profissional, capacidade de gestão e liderança, enxergar oportunidades.

Mas o Paraná “Can’t find a Better Man”:

Então, boa sorte aos que seguem.

Eleições: saiba mais sobre bastidores em Atlético e Paraná

Paraná Clube

A eleição para a presidência do Paraná acontece amanhã, entre 10h e 20h, na sede Kennedy. São duas chapas: Rubens Bohlen, pela situação, e Ivan Ravedutti, pela oposição.

Bohlen tem ao seu lado Paulo César Silva, atual diretor de futebol, e Luis Carlos Casagrande, funcionário do clube há 30 anos, na área social. Ambos são candidatos a vice-presidente na chapa. O trunfo de Bohlen é um planejamento empresarial feito em parceira com o Senai, pensando o clube a longo prazo. Algumas das metas divulgadas são (texto da assessoria da chapa):

– Tornar-se referência como clube que envolve entretenimento, futebol e outros negócios de forma integrada;
– Gestão profissional em áreas prioritárias que se estenderão para todas as demais áreas do Clube;
– Na área de marketing, implantação e gestão de área comercial própria, contratação de área comercial terceirizada, contratação de empresa especializada em captação de investimentos para o esporte, estabelecimento de parcerias diversas com colaboradores interessados em captar recursos para o Paraná Clube mediante remuneração como autônomo;
– Reestruturação da metodologia de gestão de informação em âmbito de coordenação de comunicação e assessoria de imprensa;

O que pesa contra Bohlen é o desgaste da atual gestão no futebol. A diretoria composta por Paulo César Silva naufragou no Estadual, sendo rebaixado em campo (pode permancer na Série Ouro se o Rio Branco for punido pelo STJD) e deixou escapar a vaga no G4 da Série B depois de 14 rodadas seguidas entre os melhores.

Já Ravedutti conta com Darkles Oliveira e Oliveiros Neto como seus vices. Darkles é membro do site Paranautas, um dos principais fóruns de discussão do Tricolor na Internet; Oliveiros é do grupo de José Carlos de Miranda. As principais propostas divulgadas são (texto da assessoria):

– valorização do patrimônio do clube;
– consulta ao quadro social, sobre eventos;
– valorização dos atletas formados no clube;
– profissionalização da gestão do futebol;
– projeto de modernização dos estádios.

Ravedutti tem como trunfo o mesmo que tem como fraqueza: pessoas novas na gestão paranista. Se por um lado mostra algumas caras novas, não ligadas a atual gestão, infeliz no futebol, também peca pela inexperiência, já que todos iniciarão sua vida administrativa no clube caso vençam. Exceção feita, claro, a Oliverios, que traz o apoio do ex-presidente José Carlos de Miranda.

Atlético

Mário Celso Petraglia oficializou ontem (segunda) a chapa CAPGigante, que concorrerá como oposição nas eleições atleticanas, em dezembro. Ele reuniu 300 nomes para o conselho, do qual deve ser candidato a presidência. Petraglia ainda não definiu quem o acompanhará na chapa, como candidato a presidencia do conselho gestor. A bem da verdade, Petraglia pode ocupar um ou outro cargo, dependendo da composição.

“Ainda temos tempo. Não definiram ainda quando será a eleição. Se cair, pode ser que mudem a data, para dar uma esfriada”, disse o ex-presidente e candidato. O edital da eleição está previsto para semana que vem, dia 15.

Petraglia enfrentará do outro lado a chapa Paixão pelo Furacão, com Enio Fornea como candidato ao conselho deliberativo e Diogo Fadel como candidato a presidencia do conselho gestor.

Pinheirão: Coritiba nega novas possibilidades

Travada desde o pagamento da dívida com o INSS pela Federação Paranaense de Futebol, a negociação entre a construtora OAS e a FPF para a aquisição da área do Pinheirão, nas palavras do terceiro interessado (o Coritiba) “esfriou”.

“Esfriou sim”, me disse Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coxa, “O Coritiba, ressalte-se, nunca mudou sua postura. Se um investidor aceitasse nossos termos, negociaríamos. Mas isso dependeria da negociação entre o investidor e a FPF. Não sei o que houve com eles, parece que até podem retomar as negociações, pagarem o que a federação pede [nota: estima-se algo em torno de R$ 60 a 85 milhões], e só então o Coritiba volta a pensar no assunto. Nós não temos esse dinheiro e nunca pretendemos comprar um terreno e tocar a obra por conta própria.”

Vilson também falou sobre a imagem abaixo, que circula na internet, de um suposto acordo de Naming Rights para o estádio, envolvendo a Petrobrás:

“O investidor faz isso para vender, mas não há nada. É como uma construtora. Eles colocam os tapumes e a central de vendas antes mesmo do prédio ser erguido. Vendem e constroem com o nosso dinheiro (risos).”

Amanhã, no Jornal Metro Curitiba, detalhes sobre possíveis contratações do Coxa e a relação com a Nike. Fique atento!

Rápidas e precisas

Miranda: No muro, mas mais pra fora

Politicamente forte dentro do Paraná Clube – e até há pouco cotado para ser candidato -, o ex-presidente Professor Miranda ainda não manifestou apoio público, mas disse ao blog que deve ficar com a oposição, desagradado com a possível chapa da situação. “Não foi o que foi agendado, mas nós estamos recebendo convites e o segundo vice (Oliveiros Machado Neto) é do nosso grupo. Eu apenas combinei de aguardar, mas parece que não vai mudar o quadro”, disse.

A chapa de oposição terá o conselheiro Ivan Ravedutti como candidato a presidência. Como o atual presidente, Aquilino Romani, recusou tentar a reeleição, a situação pode fechar com Arnaldo Reis para a presidência, com Paulo César Silva como um dos vices.

Dispensas de Edilson e Rafael Santos

O Atlético demorou, mas tomou a medida de dispensar os jogadores acima citados “para dar um exemplo aos demais”, segundo um diretor que pediu para não se identificar. Edilson estava junto com Madson no episódio da cerveja no CT, que resultou na dispensa do meia – e, tardiamente, no retorno do lateral para o Grêmio. Rafael Santos, pelo que descobri no clube, era fiel companheiro de ambos. Além de que não viveu um ano muito iluminado. Falhou grosseiramente contra Grêmio, Fluminense, Ceará e Vasco, entre outros, como mostra o compacto abaixo, exibido no Jogo Aberto Paraná há alguns dias:

Morro García

Apesar de algumas negativas públicas, o Atlético esteve com representantes jurídicos no Uruguai essa semana, estudando alternativas para o caso de Morro García, suspenso por doping no Uruguai. Como ainda não foi informado oficialmente pela Fifa, o clube preferiu tirar o jogador das partidas, para não correr mais riscos. Uma nova alternativa é estudada pelo jurídico do clube: adiar o pagamento de algumas parcelas até o fim da suspensão (se a Fifa confirmar a mesma) do jogador.

Cris fora

O zagueiro Cris também sentiu a navalha nessa quinta-feira: foi dispensado pelo Paraná Clube. O diretor de futebol Paulo César Silva não deu entrevistas sobre os motivos da dispensa. Cris chegou a ser capitão da equipe nessa Série B.

Copel no Paranaense 2012?

Promessa antiga do ex-vice-governador Orlando Pessuti, a Copel pode patrocinar as equipes no Campeonato Paranaense 2012. Comenta-se nos bastidores que o valor seria de R$ 500 mil para as equipes do interior e um valor maior para os times da capital. A assessoria da Copel disse não ter informações sobre o assunto.

Que beleza de camisa! #18: Universitário

"Vasco? Vou de Universitário!"

A colaboradora @kellypedrita (se você é menina e quer colaborar também, leia a nota no pé do texto), apresentadora do Jogo Aberto Paraná, não quer nem saber do Vasco amanhã, pela Copa Sulamericana 2011; o negócio dela é do Peru: o Universitário, adversário do time brasileiro na competição. Ela já até vestiu a bela camiseta de Los Merengues para o Que beleza de camisa! dessa semana!!

Que beleza de camisa! #18 Club Universitario de Deportes

Quem é? Grande clube peruano, fundado em 07/08/1924.

Já ganhou o que? 25x Campeão Peruano.

Grande ídolo: Teodoro “Lolo” Fernández defendeu o Universitário por 23 anos, conquistando seis títulos nacionais no período. Também foi por sete vezes artilheiro do campeonato nacional do Peru, além de ter sido o principal destaque da Seleção Peruana na conquista da Copa América de 1939 (o primeiro dos dois títulos que tem o Peru no torneio. O outro foi em 1975). E apesar do destaque internacional e de vários convites, se recusou a defender outra equipe que não o Universitário.

Apelidos: La U, Los Merengues, Los Cremas.

Como anda? Está nas quartas de final da Copa Sulamericana e enfrenta o Vasco, em casa, nessa quarta-feira, no jogo de ida. Se passar, pode cruzar com dois clubes “acadêmicos” na semi e na final: o Universidad de Chile e a LDU (Liga Deportiva Universitária) do Equador, respectivamente. Mas tem chão. Foi campeão nacional pela 25a vez em 2009; ano passado, foi 4o colocado e, nessa temporada, é apenas o nono colocado, faltando quatro jogos para o fim do torneio.

Edu Esídio

Curiosidades: Um dos grandes ídolos do Universitário é o atacante brasileiro Edu Esídio, ex-Botafogo-SP, que marcou 32 gols no Peruzão/2004 e se tornou o maior artilheiro da história do torneio, em uma única edição. Mas essa não é a principal conquista dele: Esídio é portador do vírus HIV desde 1998 e venceu o preconceito para continuar atuando no futebol local até encerrar a carreira, em 2004.

O principal rival do Universitário é o Alianza Lima, no Superclasico Peruano; se tem mais conquistas que o rival (25 x 22) perde nos confrontos diretos. Em 334 jogos, 112 vitórias de La U contra 123 do Alianza. O Universitário não vence o Alianza desde 2003.

É o clube peruano melhor rankeado na Conmebol: 28o. lugar, com 118,71 pontos.

O Universitário e o futebol paranaense: O Universitário jamais enfrentou qualquer equipe do Trio de Ferro. A única relação do clube com o futebol local é uma apagada passagem do atacante Abel Lobatón, ex-Atlético, por La U, em 2001.

Atenção meninas: o blog oferece oportunidade não-remunerada de você posar para o quadro Que beleza de camisa! Se você tem interesse em ser modelo, como a Kelly Pedrita, é uma boa vitrine. Entre em contato pelos comentários deixando e-mail para retorno e participe do quadro semanal!

Exclusivo: José Carlos de Miranda promete oposição “se não nos atenderem”

O Paraná Clube saberá até sexta-feira se terá ou nào bate-chapa nas eleições do clube, em novembro. Cotado para ser candidato de oposição o ex-presidente tricolor, José Carlos de Miranda, o Professor Miranda, disse em entrevista exclusiva ao blog: “Não serei candidato”. Aos 73 anos, Miranda criticou a gestão do futebol atual e disse que nunca foi ouvido sobre o caso que culminou com sua saída e posterior suspensão do clube: a negociação do meia Thiago Neves (hoje no Flamengo), entre outras denúncias de favorecimento pessoal ilícito.

Napoleão de Almeida – O prazo para inscrições a candidatura do Paraná está se encerrando. O senhor será candidato?
Prof. Miranda – Não, estamos apenas… (pensa) temos um grupo que pretende lançar uma chapa caso a situação não apresente uma chapa que condiga com a realidade.

N – Oposição ou situação?
M – Isso, isso. Já temos um grupo formado.

N – Desculpe, não entendi.
M – Estamos aguardando pra saber qual a chapa deles (situação). O Aquilino (Romani, atual presidente), o Aramis (Tissot, vice-presidente)… aguardaremos até sexta.

N – O que está errado no Paraná?
M – Na verdade nós achamos que o marketing e o administrativo estão bem, mas quando vai para o social e o futebol, a coisa não está boa, não está correta. Nós achamos que não tem como tocar futebol dessa forma. As pessoas estão erradas. Você não pode ter pessoas que não tenham controle emocional, que tratem de assuntos particulares do clube com quem não faz parte… e também a conduta. Conversar com quem tem experiência. Sempre falo que no futebol ninguém sabe nada, mas tem que ouvir as pessoas.

N – O senhor tem uma frase que diz que “futebol é jogo de azar…”
M – Futebol é quase jogo de azar. Mas no quase entra a competência, saber fazer o negócio. Tem quem nunca sentiu cheiro de zig e acha que sabe tudo. Você aprende com a idade que voe não sabe nada. Duas cabeças sempre pensam melhor que uma, não só um ditado, é verdade. Democracia pode ser ruim, mas ninguém encontrou algo melhor, já dizia o Churchill.

N – Os que estão no futebol do clube hoje são o Paulo César Silva e o Guto de Mello. Posso entender que é uma crítica a eles?
M – O Paulão ameaça toda hora sair, mas quando tem uma viagenzinha ele vai… o Guto é um menino que empolgou-se. Até fui eu que levei ele. Na minha gestão foi várias vezes em viagens, estava preparando para o futuro. Afinal, sou professor. Mas ele não ouviu mais ninguém, acho que deslumbrou. O melado fez mal, ele lambuzou-se.

N – E o senhor se sente apto a voltar ao clube, mesmo com aquelas denúncias que o envolveram no caso Thiago Neves? A suspensão acabou, mas e você, como está?
M – Eu frequento o clube, todas as reuniões. Não quis contestar, não entrei na justiça, nada. O Luis Carlos de Souza (conselheiro do Paraná) disse que vai tentar me impugnar se eu sair candidato. Ele foi um dos meus grandes erros. Achei que era melhor não brigar na ocasião. Todo mundo achou que o Prof. Miranda tinha levado dinheiro do clube. Beleza…

N – Hmm.
M – Nunca me deram uma chance, ninguém na imprensa, de falar. Falam de uma gravação da LA (Sports, empresa que empresaria jogadores de futebol), mas preferem o lado mais sujo. Até quem sabe bem da história.

N – O senhor quer falar agora sobre isso?
M – Não… (pensativo) quando chegar a hora… vão saber. Eu fui… (pensativo novamente) eu aceitei tudo. Eu me culpo, saí para evitar rebaixamento. Hoje dizem que se eu tivesse ficado, não teria caído. Eu dancei conforme a música, não sou anjo não.

N – E para a campanha…
M – (interrompe) Eu não serei candidato. Só estou na coordenação. Com a minha vivência, tem traições muito grandes na política. As voltas nunca são boas. O Evangelino (Neves, presidente do Coritiba em diversas ocasiões, em especial 1985, campeão brasileiro) voltou e foi execrado. O Getúlio (Vargas, ex-presidente do Brasil) até se matou. Historicamente não funciona bem. E outra: a minha idade. Tá na hora de deixar gente mais jovem tocar. Eu fui presidente do Colorado em 85, vivemos uma crise… fomos os primeiros a irmos para o Pinheirão, não foi o Atlético. Estávamos ameaçados de rebaixamento… tenho história nesse clube.

N – E o senhor já tem algum nome? Quem pode sair candidato?
M – Hoje eles (situação) tem uma reunião. Ele (Aquilino) vai me ligar depois. Se algumas das nossas metas forem atendidas, podemos até apoiar a situação.

N – José Domingos é um nome?
M – O Zé também não quer sair não. Mas tem muitas pessoas no nosso grupo. O problema é quem está disposto a enfrentar. Vou convencer o professor Motti Domitt. Tô aqui com ele (risos).

Interior de olho no Paranaense/2012

Fantasma e Tubarão: duas forças do interior para 2012

por Benério Divino *
beneriodivino@yahoo.com.br

Está marcado. No dia 4 de novembro se dará o pontapé inicial do Campeonato Paranaense 2012…nos bastidores. Nesta data se realiza o arbitral do torneio nas dependências da Federação Paranaense de Futebol, na Vitor Ferreira do Amaral, na acolhedora capital Curitiba. Mas o que esperar ? Por enquanto, nada… além de boas histórias.
O arbitral deve definir apenas valores e taxas, no máximo as datas, já que no quesito fórmula de disputa prevalece o mesmo que foi acertado para este ano. No encontro, o que vale mesmo é a presença dos digníssimos dirigentes interioranos, que aproveitam desses arbitrais também para expor aos oponentes suas cartas na manga e tramar o que pode ser feito para tentar derrubar o predomínio do futebol da capital.
As EPDS estão em fase de montagem de seus elencos, pouca gente foi de fato contratada e o que existe são muitas especulações. Tudo na base de muita cautela, pra evitar que um nome anunciado em determinada equipe apareça dias depois com o contrato assinado no rival da cidade vizinha.
De novidade, o retorno do Londrina, o novo rico, campeão da segundona. Além da expectativa pelo anúncio de parcerias como Galatasaray da Turquia e Lanus da Argentina, o Tubarão agora gerido por Sergio Malucelli deve manter a base que triunfou no acesso, mesclada com medalhões. Fabiano, ex-volante do São Paulo e do Santos, e Cristian, ex-centro-avante do Internacional de Porto Alegre, são alguns dos nomes ventilados.
No Operário, aguarda-se um time de investimentos mais modestos que no ano atual, que culminou na bela terceira posição geral.
O Fantasma passa por mudanças de grupo gestor  e o presidente Carlos Iurk vem tentando encontrar uma saída para manter o belo desempenho de 2011.
Já o Arapongas, que tenta se projetar montando escritório na Suiça, aposta na chegada do gaúcho Ronaldo Bagé, o treinador que compete com Itamar Bernardes o título de treinador mais linha dura do futebol estadual na atualidade. Barbaridade, tchê. Dos demais, ainda não se há notícia alguma. Teremos de esperar pelo arbitral.
* Benério Divino é jornalista de Arapongas e colaborou com o blog.

Ênio Fornea será o adversário de Mário Petraglia nas eleições do Atlético

Fornea lançará candidatura depois do feriado (foto: site Notícia FC)

A chamada “terceira via” das eleições do Atlético em dezembro já tem nome: Ênio Fornea. O ex-vice-presidente do Rubro-Negro decidiu na madrugada de hoje (quinta para sexta) que vai concorrer ao conselho deliberativo do clube, até aqui, contra um único candidato: Mário Celso Petraglia.

Fornea e sua chapa não se dizem oposição, mas também desvinculam-se de Marcos Malucelli, atual presidente atleticano. Já Petraglia se posiciona como opositor. De curioso, o fato de que Fornea era vice de Malucelli até julho e Petraglia elegeu o atual mandatário como seu sucessor.

Nas negociações para a montagem da chapa, cogitou-se uma aproximação entre os lados, mas que não foi aceita. Petraglia chegou a se manifestar favorável a uma terceira via nas redes sociais, mas, por ora, haverá bate-chapa.

No entanto, a princípio, nenhum dos dois deve ocupar a presidência do conselho gestor, subordinado ao deliberativo. Ambos ainda decidem quem será seu indicado na chapa. Para entender: o cargo que ambos disputam é ocupado hoje por Glaucio Geara; o cargo de presidente gestor é que é de Malucelli.

Para esse posto, a chapa de Fornea tenta articular um nome que poderia causar impacto junto aos sócios-torcedores: convencer Marcos Coelho, campeão brasileiro em 2001, a aceitar a indicação. É possível que esse sim venha até quarta, 03/11. Petraglia ainda não ventilou nenhum nome para o posto.

Como a política do Atlético acaba sempre recorrendo aos mesmos nomes, cabe outra curiosidade: Fornea era o homem da obra na Arena para a Copa quando vice de Malucelli; ao criar a comissão de auto-gestão, esse posto passou para Petraglia. Ou seja: se vencer o pleito, Fornea conviverá com Petraglia de qualquer maneira.

Estima-se que cerca de 9 mil sócios possam votar nas eleições do clube, em dezembro.

Que beleza de camisa! #17: Bolívar

Strongest? Forte mesmo é essa...

“Que beleza de camisa!” no ar nessa quarta-feira, com um diazinho de atraso, em função da altitude (lol): hoje vamos a La Paz, na Bolívia, conhecer um pouco mais do Bolívar, cuja camisa é envergada pela colaboradora @kellypedrita (se você é menina e quer colaborar também, leia a nota no pé do texto), apresentadora do Jogo Aberto Paraná.

Que beleza de camisa! #17 Club Bolívar

Quem é? Grande clube boliviano, fundado em 12/04/1925.

Já ganhou o que? 29x Campeão Boliviano.

Grande ídolo: El Diablo, ou Marco Antonio Etcheverry Vargas, hoje com 41 anos, é o grande ídolo do Bolívar. Foi no clube de La Paz, depois de um início no Destroyers de Santa Cruz de La Sierra, que ele ganhou destaque ao conquistar o Bolivianão de 1991, temporada em que anotou 17 dos 21 gols que marcou pelo clube. Parece pouco – e é – mas diante do pouco expressivo futebol boliviano, Etcheverry optou por abraçar oportunidades internacionais: Albacete (ESP), Colo-Colo (CHI), América de Cali (COL), DC United (EUA) e os equatorianos Barcelona e Emelec. Em 2004, retornou ao Bolívar para encerrar a carreira, no ano em que a equipe ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, na melhor campanha do clube em competições internacionais. Mas o grande momento da carreira de El Diablo foi na Copa 1994, quando defendeu a Bolívia de volta ao Mundial após 44 anos. Nas eliminatórias, marcou um dos gols que impôs ao Brasil a primeira derrota da Seleção na história da fase seletiva, em jogo no Hernando Siles, estádio do Bolívar:


Apelidos: La Academia.

Como anda? É o atual campeão boliviano (2011) mas não está classificado para a Copa Libertadores de 2012, pois o torneio foi considerado de adequação. Lidera também o novo formato do campeonato boliviano, adequado ao calendário europeu, com temporada única entre dois anos (2011/2012). Tem 40 pontos, contra 38 do Real Potosí, vice-líder, há 10 rodadas do fim.

Curiosidades: O nome Bolívar é em homenagem ao centenário de fundação da República da Bolívia e também uma forma de protesto com os vários clubes bolivianos com nomes em inglês, como o seu principal rival, The Strongest. É o clube boliviano que mais participou da Copa Libertadotes: 22 vezes. Leva ampla vantagem sobre o rival no Clásico Paceño: 106 vitórias contra 55 do rival, em 238 jogos. Seu maior trunfo é jogar a 3.650m acima do nível do mar. Com oxigênio rarefeito, literalmente sufoca os adversários.

O Bolívar e o futebol paranaense: Na Copa Libertadores de 2002, então como campeão brasileiro, o Atlético foi até La Paz tentar a revanche contra o Bolívar, que havia vencido por 2-1 na Arena, na estréia atleticana na competição. E ia conseguindo, aplicando um baile no time da casa: depois de sair atrás, virou, ainda no primeiro tempo, o placar para 5-1. E o que se viu a seguir foi inacreditável:

Ao chegar em Curitiba, o goleiro Flávio (hoje no América-MG) conversou comigo no CT do Caju e confidenciou: “Se tivessem mais 5 minutos, tomaríamos a virada. Eu não não enxergava nada direito, não conseguia nem repor a bola no tiro de meta.” Os atleticanos sentiram os efeitos da altitude e acabaram entrando para a história em um jogo de 10 gols.

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