A Pluri Consultoria, empresa curitibana de marketing, gestão e negócios em esportes, divulgou ontem um relatório feito a partir de uma pesquisa de janeiro deste ano, em 144 cidades do Brasil, com 10.545 pessoas, para mensurar o tamanho do potencial consumidor das torcidas no País. A margem de erro é de 2,4%.
A pesquisa logicamente também dá uma dimensão do tamanho das mesmas.
Olhando para o nosso quintal, diante apenas do primeiro relatório (outros dois serão divulgados nos próximos dias e terão análise aqui no blog) ainda há muito a se fazer. A tabela a seguir apresenta os números brutos da pesquisa:
Os números são próximos da última pesquisa divulgada, ainda em 2008, pela Paraná Pesquisas/Gazeta do Povo. Mas não são o foco da discussão: há algo que deve ser olhado com mais atenção pelos clubes paranaenses em relação ao nosso mercado.
O primeiro susto também deve ser encarado como uma oportunidade: dos 10 estados mais ricos da federação (SP, MG, RJ, RS, PR, GO, BA, PE, SC e CE) o Paraná é o que apresenta o menor número de pessoas que gostam de futebol:
Nada menos que 1/3 da população paranaense não se importa com o esporte mais popular do País. Para entender porque o Rio Grande do Sul, cuja capital hoje é menor que Curitiba, tem mais força no cenário nacional esportivo, é fácil: 90% dos gaúchos gostam de futebol. Até mesmo Goiás e Ceará, estados que nunca viram seus clubes vencerem nenhum campeonato nacional da primeira divisão, tem melhor índice que o Paraná.
Mas há algo ainda mais preocupante: dos 67% dos paranaenses que gostam de futebol, a maioria gosta dos clubes de fora.
Nada menos que 64,4% dos paranaenses apoiam uma equipe de fora do Paraná como clube do coração. O Paraná fica apenas à frente de Ceará e Santa Catarina no quesito. Novamente, vale o comparativo com os vizinhos gaúchos: apenas 2,8% dos residentes no Rio Grande do Sul torcem para outra equipe que não seja gaúcha. Isso demonstra o potencial mercadológico que as marcas têm em apostar no mercado local. A já citada pesquisa Paraná Pesquisas/Gazeta do Povo de 2008, uma das mais completas feitas por aqui já apontava o Corinthians como maior torcida do Paraná, com 12,45%, a frente do Atlético, segundo colocado, com 9,56% .
Para os paranaenses, a pesquisa serve como alerta. Se os clubes do Estado estão distantes ainda de paulistas e cariocas, é necessário mirar em cima e tentar se aproximar de gaúchos e mineiros. O Paraná é o quinto estado no ranking da CBF, logo a frente de Pernambuco e Bahia. É evidente a necessidade de boas campanhas dentro e fora de campo para fazer com que os paranaenses que não gostam de futebol passem a gostar; e os que adotaram um time de fora, criem simpatia aos locais.
O relatório traz outro estudo interessante: a penetração dos clubes em outras praças:
Dos paranaenses, o Atlético é o clube que tem mais torcida em outros estados: 9% do seu contingente. É um número considerado razoável se comparado com outros concorrentes diretos; dentro do eixo, o Atlético-MG é o clube que tem o menor índice fora de seus domínios, o mesmo do xará paranaense. O Furacão ainda comove mais pessoas fora de sua terra do que Bahia, Sport, Vitória e Santa Cruz.
O Coritiba aparece com 6% de sua massa espalhada em outros estados brasileiros. É metade do índice do Cruzeiro longe de Minas Gerais, mas também é mais do que conseguem os times de Bahia e Pernambuco. Já o Paraná Clube tem toda a sua torcida estimada no próprio estado.
Talvez pela característica migratória do seu povo, talvez pelas conquistas e feitos das suas equipes, os gaúchos Internacional e Grêmio são bem representados longe do Rio Grande do Sul (onde, como visto acima, dividem cerca de 98% da população entre si e outros menores da terra, como Caxias, Juventude, Brasil de Pelotas, etc.). O Grêmio tem 27% de seus simpatizantes fora do RS, enquanto que o Colorado conta com 24%.
Mas nem tudo é tão ruim para os paranaenses: Coritiba e Atlético, pela ordem de tamanho, estão entre os maiores parques associativos do Brasil (19 e 17 mil sócios, aproximadamente, segundo as assessorias).
Amanhã, a Pluri Consultoria divulgará a segunda parte do estudo, com dados sobre a estimativa de renda de cada uma das 30 torcidas citadas no relatório. O blog trará nova análise.
“Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.” (Mahatma Gandhi)
O vídeo acima foi divulgado pela Gazeta do Povo nesse domingo (e está disponível na íntegra nesse link) e foi feito em uma reunião a portas fechadas do Conselho Deliberativo do Atlético, no início de 2010.
Ali, ainda com Marcos Malucelli na presidência do clube, o Atlético discutia o formato pelo qual deveria tomar o empréstimo do BNDES para a conclusão da Arena para a Copa 2014. Receosos, os dirigentes à época temiam deixar o patrimônio do clube em risco ao assumir um investimento para reformar o estádio para um evento que não é do clube. Em contrapartida, sabiam das vantagens de poder fazer o mesmo patrimônio crescer aproveitando a Copa e os incentivos governamentais – isenção de impostos, taxas baixas de juros, potencial construtivo aplicado na área do estádio, desapropriações baseadas nas necessidades do Estado. O risco é inerente a oportunidade. São as dores do crescimento. Mas estamos pensando só no modo lícito.
Então vereador e conselheiro do Atlético, o atual gestor do Estado para a Copa do Mundo, Mário Celso Cunha, pediu a palavra. E soltou a pérola:
Eu tenho quase certeza que os clubes que vão assumir esse financiamento não vão pagar coisa nenhuma. E na sequencia eles não vão ter dinheiro. (…) Então vai ser como essas dívidas de clubes com o Governo, que não vão ser pagas. (…) Eu acredito muito que eles vão perdoar essa divida, porque não vai ter como.
Cunha queria convencer os pares de diretoria a tomar a decisão corajosa de empenhar o patrimônio do clube em prol de uma modernização do estádio que pode efetivamente colocar o Atlético em outro patamar no futebol brasileiro, quiçá mundial. Um estádio Fifa é sinônimo de mais rendas em público, publicidade, eventos. É outro padrão.
Despido da necessidade que um homem público tem, Mário Celso Cunha mostrou a diferença entre ética e caráter, ao incentivar o Atlético a assumir qualquer risco prevendo um calote no Governo. Em síntese: ignorem-se os riscos, o Governo absorverá tudo. Cunha, então vereador e gestor das contas públicas, não imaginava que estava sendo vigiado. Foi na contramão do que seu cargo exige – e hoje ainda mais, pois ocupa a cadeira mais importante no Estado sobre Copa do Mundo, abaixo apenas do Governador Beto Richa.
Bonachão e quase sempre sorridente, Mário Celso Cunha cometeu um equívoco ético: jamais deve incentivar um calote, especialmente sendo um homem de governo. Ele sabe que o dinheiro público é de todos, e não de ninguém, como se costuma pensar no Brasil. E que este benefício deve ser bem administrado, especialmente em um país com sérias distorções sociais. Cunha, entre quatro paredes, foi quem realmente é. E como ensina Ghandi, a vida é indivisível: somos o que somos em qualquer lugar.
O Atlético não precisa do calote. É um parceiro do Governo (já mal visto por boa parte da população por essas e outras coisas mal conduzidas) em um processo que é prioritário para o Estado e para outro parceiro, a Fifa. Não se nega jamais os benefícios que o clube tem e terá; e que terá que pagar para isso também, nessa via de mão dupla. O Atlético tem recursos para honrar com sua parte no acordo – e a diretoria que estiver no poder tem que levar isso a ferro e fogo, se tiver caráter.
Ao sugerir o calote em um ambiente interno, Cunha demonstra não ser o gestor ideal para quem quer lisura no processo do Mundial 2014. Desta vez, com quase dois anos de atraso, alguém estava de olho. Em outras, pode ter a liberdade que pensou que tinha nesse caso. Pouco importa o contexto com o qual o atual gestor da Copa no Paraná sugeriu o calote: a simples idéia é suficiente para que ele deixe o cargo por arrependimento próprio ou, caso não, seja exonerado da função.
E o ensinamento de Ghandi serve também ao atual governador. Não se divide a vida, não se divide a política. Absorver a idéia sugerida acima é compactuar com ela. É um recibo oficial para o calote.
Ricardo Teixeira deixou a CBF. O que parecia impossível aconteceu nessa segunda, 12 de março de 2012. Foram 23 anos a frente da entidade. alguns escândalos, como o da alfândega na Copa 94, CPIs e milhares de denúncias; Teixeira também foi o presidente das viradas de mesa, em 1993 pelo Grêmio, em 1997 pelo Fluminense e em 2000, pelo Botafogo.
Sem contar o canetaço histórico no Coritiba em 1989, rebaixando o clube que levou WO por não jogar em Juiz de Fora contra o Santos, mesmo amparado por uma liminar (o América-MG também sofreu represália, ainda pior, em 1993). Na época, Coritiba e Vasco disputavam uma vaga na segunda fase da competição. O Coxa estava praticamente classificado.
Diretoria do Coxa de 2008 recebe Teixeira: agraciado
Em 4 de outubro daquele ano, o goleiro Rafael Cammarota, campeão brasileiro pelo clube, defendia o Sport Recife. Um torcedor coxa-branca invadiu o gramado para agredi-lo, o que fez com que o Coxa perdesse um mando de campo. A CBF então marcou o jogo da punição, contra o Santos, para Juiz de Fora-MG, em horário diferente da partida entre Sport x Vasco, concorrente direto. O Alviverde conseguiu uma liminar exigindo que os jogos fossem no mesmo horário, o que não foi acatado pela CBF. Então, em uma decisão de diretoria, o Coritiba não viaja a Minas Gerais e perde por WO. A CBF cassa a liminar e rebaixa o clube para a Série B. O Coxa chegou a cair para a Série C em 1990, mas não disputou, com a divisão sendo extinta. Voltou a elite em 1996, após o vice da Série B de 1995.
Teixeira, Requião e Mário Petraglia: política e sorrisos
Teixeira prejudicou o Atlético em 1993, retirando o Furacão do grupo principal em que estava em 1992 e relegando-o a um grupo secundário, praticamente rebaixando o clube. Em 92, o Rubro-Negro terminou a Série A em 15º lugar entre 20 clubes, longe da zona do rebaixamento. O Grêmio então estava na Série B e não conseguiu acesso. A CBF mudou o campeonato em 1993, guindando 12 clubes para a elite – entre eles o Grêmio. O campeonato foi dividido em quatro grupos: A e B, com proteção contra o rebaixamento, e C e D, no qual apenas 8 clubes permaneceriam na elite. O Atlético, dono da vaga na Série A, foi colocado no Grupo D, perdendo o privilégio adquirido em campo. O Grêmio participou do Grupo B, blindado contra a queda. O Furacão acabou a competição na 24ª posição (dentro dos 24 melhores) mas foi rebaixado mesmo com mais pontuação que Fluminense (28º), Bahia (30º), Botafogo (31º) e Atlético-MG (32º). Voltaria a Série A em 1996, como campeão da B-95.
Também em 1993, o Paraná, então campeão da Série B 92, se viu obrigado a disputar a elite no grupo desprotegido, mas garantiu novamente sua vaga, acabando em 10o no geral.
Mas em 2000 Teixeira prejudicou o Paraná Clube indiretamente, ao abrir mão do Brasileirão que se tornou Copa João Havelange e que teve organização do Clube dos 13, com o Tricolor em um grupo secundário, mesmo estando no principal em 1999. Na ocasião, a CBF instituiu que o rebaixamento viria da média dos dois últimos anos de campeonato (pontos somados e divididos por 2, entre 98 e 99, numa cópia do modelo argentino). O Paraná acabou a competição em 17º de 22 clubes, mas a CBF e o STJD julgaram que o São Paulo utilizou irregularmente o atacante Sandro Hiroshi na vitória por 6-1 sobre o Botafogo-RJ. O time carioca então somou três pontos e escapou.
Só que o Gama, outro atingido pela decisão de ser usada a média, entrou na Justiça Comum e conseguiu fazer valer o regulamento antigo. Sem abrir mão da decisão desportiva, a CBF se viu obrigada a não rebaixar o Botafogo mas arrumar uma vaga para o Gama na elite. Então, abriu mão da organização da competição em 2000, que ficou no colo do Clube dos 13. O C13 criou a Copa João Havelange, dividindo a competição em 4 módulos que teriam cruzamento nas finais. No módulo principal estavam 29 times, entre eles Fluminense (que em 1999 venceu a Série C e estaria na B, mas foi guindado a elite) e Bahia, que estava na B. O Paraná ficou fora deste grupo e teve que disputar a segunda classe. Mas venceu o torneio e chegou até a fase de quartas de final, quando perdeu para o Vasco, futuro campeão. Assim, a CBF impôs ao Tricolor a proeza de jogar duas divisões na mesma temporada.
Teixeira negociou os direitos dos jogos da Seleção Brasileira, deixando o povo distante do antigo orgulho nacional. Assinou contratos milionários com um fornecedor de material esportivo que nunca deixou a impressão de valorizar a marca da Seleção individualmente.
Mas, admitamos, Ricardo Teixeira teve suas contribuições. Com ele, o Brasil foi bicampeão mundial, vencendo as Copas de 1994 e 2002, também ganhou cinco copas América e três copas das Confederações. Reorganizou o Campeonato Brasileiro de 2003 para frente, consolidando o formato de pontos corridos. Deixa a CBF alegando problemas de saúde.
Teixeira e Hélio Cury: hoje em lados opostos, mas modelo copiado
A grande pergunta que fica é: o que muda de fato? A substituição de Teixeira por José Maria Marin trará novos ares ao futebol nacional? Evidente que não. O ciclo continua. As diretorias estão mantidas. A Federação Paranaense de Futebol se posicionou como opositora a Ricardo Teixeira desde o surgimento de que o ex-presidente da CBF iria se afastar. Só que Hélio Cury, que entrou na FPF como interventor, acabou eleito e prorrogou seu mandato para até depois da Copa 2014, num modelo similar ao que manteve Ricardo Teixeira 23 anos no poder.
É cedo para afirmar se a saída de Ricardo Teixeira será mesmo um benefício ao futebol brasileiro ou só mais um artifício, ainda coberto de mistério, para que a pessoa se afaste no momento oportuno, antes de um tombo maior.
Paulo César Silva, o Paulão, vice-presidente de futebol do Paraná Clube, não fugiu ao próprio estilo e na primeira entrevista em meses de reclusão – desde 13/09/2011, quando o Tricolor perdeu para o Salgueiro por 2-1 e se viu às portas do rebaixamento – e soltou o verbo, provocando os atleticanos: “Nossa torcida é muito maior que a do Atlético, só que temos menos mídia”.
Até aí, tudo certo. A rivalidade sadia, como no caso para ver as duas torcidas indo ao estádio em grande número, é interessante. Faz com que o amigo provoque o outro e ambos vão defender suas cores, cada qual em seu jogo. O oposto da medida separatista do Atletiba 349, com incentivo a ver “quem é maior” ou não.
A polêmica, pra mim, não reside na afirmação de PC Silva sobre qual torcida seria maior que a outra. Isso de fato pouco importa. Nessa questão, fico com a pesquisa feita pela Gazeta do Povo em 2008, a mais recente feita e completa feita na terrinha (cujo decepcionante resultado estadual é Corinthians em primeiro) e que está nesse link, a quem interessar possa.
A polêmica no caso é outra: porque é que nem Paraná, dono da casa, nem Atlético, locatário (e com supostos 17 mil sócios a atender) ainda não instalaram as câmeras de segurança que faltam para que a Vila Capanema receba mais que os 9.999 torcedores permitidos no momento?
De que adianta Paulo César Silva jogar uma provocação no ar para atrair público ao estádio se o mesmo não dá suporte a quem aceitar a parada? Porque o Atlético, locatário ao menos pelo Paranaense, não se preocupa em atender o volume total de sócios que tem, já reduzidos em 9% segundo matéria recente, bancando parte ou exigindo do proprietário a instalação das câmeras?
Motivos não faltam para que ambas as torcidas possam ir ao jogo. O Tricolor chegará a 14/03 sem ter feito uma partida oficial sequer para seu povo em 2012. A primeira, na última quarta, foi na distante Lucas do Rio Verde. Foram meses de angústia sem saber que time estaria em campo, sem o prazer de ver o clube do coração atuar. E quando o fez, trouxe bom empate do Mato Grosso. Já o rubro-negro precisa da vibração de sua gente para reverter o resultado. E apesar das decepções recentes, conta com uma torcida fanática e numerosa, que lotaria, só com o número divulgado de sócios, as dependências do Durival Britto e Silva.
A mesma razão pela qual o torcedor paranista lotaria o estádio tira qualquer justificativa das diretorias: houve tempo de sobra para que a situação das câmeras de segurança fossem instaladas. E a segurança foi prerrogativa básica do Atlético para trocar o Ecoestádio pela Vila. É um grande ponto de interrogação.
Não adianta discutir o tamanho das torcidas enquanto o tamanho do pensamento dos dirigentes não mudar.
O sonho dos times paranaenses em alcançar a Libertadores e faturar mais um título nacional se renova hoje, quando Atlético, Paraná e Operário entram em campo; em sete dias será a vez do Coritiba, atual vice-campeão. Do trio da capital, o Coxa é quem tem o desafio mais “fácil” – se é que algum pode ser qualificado assim: o Nacional-AM, que andou sumido no cenário nacional. O Atlético encara o líder do Maranhão no momento, o Sampaio Corrêa – leve favoritismo rubro-negro. E o Paraná pega o Luverdense-MT. O Tricolor fará seu primeiro jogo oficial no ano e é um mistério. Já o vizinho Operário recebe em Ponta Grossa o tradicional Juventude-RS, na série mais complicada.
Atalho mesmo. Mas com espinhos
A Copa do Brasil é o atalho para a Libertadores. Isso porque um clube pode ser campeão nacional com apenas 10 jogos – no Brasileiro, são 38. Em 2011, o Coxa bateu na trave: pelo critério de gols marcados fora de casa, deixou a taça nas mãos do Vasco. O Atlético parou no mesmo adversário, antes das semifinais. Nesse ano, a chave do Furacão é mais complicada que a do Coxa. Nela estão Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras, além de Paraná e Operário; já o Alviverde tem um caminho mais livre: seu primeiro grande confronto pode acontecer somente nas quartas, contra o Sport Recife. Deste lado ainda estão os tradicionais Botafogo, Atlético-MG e São Paulo.
O melhor do Brasil
Na contramão das críticas da torcida do Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira foi indicado pelo IFCStat, da Holanda, como o 14º técnico do Mundo no momento e o principal no Brasil. Os números levam em consideração as últimas 52 semanas de trabalho. Está à frente de Muricy Ramalho e Tite e atrás de Pep Guardiola e José Mourinho, os líderes.
O melhor do Brasil II
“Não quero ser arrogante, mas pelo que vi nos Estaduais por aí, o nosso time é o melhor, jogando com velocidade e na vertical.” Este é Juan Ramón Carrasco, técnico do Atlético, valorizando o elenco. Uma coisa é fato: o time ganhou personalidade com ele.
Quer ajudar demais, atrapalha
O Coritiba bloqueou o acesso livre do público ao Twitter do clube nesta terça. O motivo? Um torcedor, na ânsia de tornar o endereço @coritiba mais popular, o cadastrou num sistema de spam. Ninguém na assessoria do clube aguentou a quantidade de propagandas que o Twitter oficial recebeu. O clube já está removendo os spams.
Fifa vista Arena amanhã
A Fifa fará nova visita à Arena amanhã, de inspeção do andamento das obras. Questionado sobre o objetivo de mais uma verificação, o gestor do Mundial em Curitiba demonstrou irritação com as freqüentes cobranças da entidade: “Estamos supertranquilos, não temos preocupação,” disse Luiz de Carvalho. Sobre as desapropriações no entorno do estádio, feitas por governo e prefeitura, Carvalho declarou: “A maioria dos proprietários já concordou de forma amigável. Alguns estão em inventário.” Carvalho está desde o começo no processo da Copa 2014 em Curitiba, mas, como o cargo é político, pode deixar de ser referência se o atual prefeito e empregador, Luciano Ducci, não for reeleito no fim do ano. Seria mais uma mudança no tabuleiro do Mundial, que já viu peças importantes, como o ex-vice-governador Orlando Pessuti, saírem de cena.
O Jogo Aberto Paraná apresentou hoje reportagem especial sobre a largada da Copa do Brasil, que começa amanhã para Atlético, Operário e Paraná e na próxima semana para o Coritiba. Confira matéria de Diego Sarza e veja mais detalhes abaixo:
Sampaio Corrêa x Atlético
Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Nhozinho Santos, São Luís, MA
Na história: 4 jogos, 3 vitórias do Atlético, 1 empate; 7 gols pró, 2 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2010, na 2a fase, 1-1 em São Luís, 2-0 em Curitiba
Último confronto: 01/04/2010, Atlético 2-0 Sampaio Corrêa
Na Copa do Brasil 2011: 7o. colocado
Melhor desempenho: 6o em 1992 e 1997
Luverdense x Paraná
Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Passo das Emas, Lucas do Rio Verde, MT
Na história: nunca se enfrentaram. Contra times do MT, são 1 vitória e 1 empate contra o Operário e 1 vitória e 1 derrota para o Mixto
Na Copa do Brasil: Em 2009, contra o Mixto: 2-1 em Curitiba e 1-2 em Cuiabá
Último confronto: não existe
Na Copa do Brasil 2011: 24o. colocado
Melhor desempenho: 5o em 1995 e 2002
Na história: 2 jogos, 2 empates: 2-2 em Ponta Grossa e 1-1 em Caxias do Sul, na Série B de 1989
Na Copa do Brasil: nunca disputou
Último confronto: 29/11/1989, Juventude 1-1 Operário
Na Copa do Brasil 2011: não participou
Melhor desempenho: primeira participação
Nacional x Coritiba
Quarta 14/03 – 20h30 – Estádio Roberto Simonsen, Manaus, AM
Na história: 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota; 10 gols pró, 5 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2001, na 2a fase, 2-2 em Manaus, 2-1 em Curitiba
Último confronto: 18/04/2001, Coritiba 2-1 Nacional
Na Copa do Brasil 2011: vice-campeão
Melhor desempenho: 2o lugar em 2011
Vai começar a Copa do Brasil. Atlético, Operário e Paraná entram em campo nesta quarta, 07/03, pela primeira fase; o Coritiba só joga no dia 14/03, pela mesma etapa da competição.
Com os Estaduais eternamente deficitários – exceção feita ao Paulistão – a Copa do Brasil é a chance dos clubes salvarem o semestre. O tal “caminho mais curto para a Libertadores” realmente existe: em apenas 10 partidas, uma equipe pode arrebatar um título nacional (o segundo mais importante do País) e disputar a competição mais importante das Américas.
Será a última edição da Copa do Brasil com 64 clubes e durante apenas o primeiro semestre. No ano que vem a competição crescerá, passando a abrigar 86 clubes e correndo de março a novembro, em paralelo com o Campeonato Brasileiro. Além disso a CBF permitirá que os clubes brasileiros que disputam a Libertadores na mesma temporada também estejam na Copa. Será mais difícil, portanto.
Neste ano os quatro paranaenses entram com motivações distintas. Os principais candidatos ao título são Cruzeiro, São Paulo e Grêmio. Outros times com camisa, como Atlético Mineiro, Palmeiras e Botafogo podem surpreender. O Botafogo, aliás, é o único dos grandes do Rio a estar na competição. Isso porque enquanto Flamengo e Fluminense foram bem no Brasileirão 2011, o Vasco é o atual campeão – fato bem gravado na memória da torcida coxa-branca, que viu o time perder a taça pelo critério de gols fora de casa no ano passado. A tabela está aqui.
Atlético, Coritiba e Paraná terão a oportunidade de matar a disputa na primeira fase se vencerem seus jogos por dois ou mais gols de diferença; o Operário, que recebe o Juventude-RS, não tem esse privilégio.
O blog então apresenta um pequeno guia para a competição, por ordem alfabética:
Atlético
Rebaixado para a Série B em 2011, o Furacão está em reconstrução e deu bons sinais no primeiro turno do Paranaense. A Copa do Brasil aparece com dois objetivos para o clube: testar o time para tentar o acesso à elite brasileira no segundo semestre e, porque não, resgatar o orgulho ferido com o título da competição. Mas não será fácil.
O destaque:
Furlan: olho nele
Com um time recheado de garotos, o Atlético tem encontrado o ponto de equilíbrio na armação em Bruno Furlan, formado no CT do Caju e de retorno após uma temporada no Dínamo Minsk, da Bielorússia. Furlan tem demonstrado ser o mais maduro dos jovens lançados no Paranaense, com atuações regulares.
O adversário:
O rival do Atlético na primeira fase é o Sampaio Corrêa, do Maranhão. O Sampaio é o líder do Maranhense-2012. O time tem uma certa tradição no cenário nacional, sendo o principal time do Maranhão ao lado do Moto Clube. O meia Kerdson chama a atenção no elenco do Sampaio. Se é bom jogador eu realmente não sei, mas Kerdson é um belo nome, convenhamos. Em 2011, o Sampaio foi o 22o. colocado e surpreendeu na primeira fase ao eliminar o Sport Recife com dois empates. Acabou eliminado na fase seguinte, pelo Santo André-SP, ganhando um jogo (3-2) e perdendo outro (1-0), caindo nos gols marcados fora.
A tabela:
Se passar pelo Sampaio, o Atlético pega Criciúma ou Madureira. O Tigre é um dos adversários do Furacão na Série B do Brasileiro. A chave rubro-negra pode resultar em confrontos contra Paraná e Operário, mas o caminho até a final pode passar por Palmeiras e/ou Grêmio.
Coritiba:
Vice-campeão em 2011, o sonho da torcida coxa-branca é ver o clube novamente na decisão – mas dessa vez com final feliz. No entanto, pelo que vem apresentando no Paranaense, o Coxa não inspira a mesma confiança de 2011. Pode usar a competição para ter uma real noção do que enfrentará na Série A, na qual representará solitariamente o Estado. É o clube paranaense que tem o melhor desempenho histórico da competição e forma, ao lado do rival Atlético, de Grêmio, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Bahia, Sport, Cruzeiro e Atlético-MG, o grupo de mais peso na Copa do Brasil. Não pode ser subestimado, mas terá que melhorar muito para repetir 2011.
O destaque:
Rafinha: ele é quem decide
No atual criticado time do Coritiba, ele desequilibra. Rafinha é o craque do Coxa e tem sido quem apresenta o melhor futebol entre os jogadores do time. O meia-atacante perdeu os colegas das tabelas insinuantes de 2011, Marcos Aurélio e Davi, mas conduz a equipe ao ataque, sempre com velocidade, além de ser um grande definidor.
O adversário:
O Nacional Futebol Clube é o primeiro desafio do Coxa na Copa do Brasil 2012. O Nacional é o clube mais vezes campeão amazonense: 40 títulos, contra 17 do Rio Negro, seu mais tradicional rival. Venceu o Fast clube por 1-0 nas semifinais do 1o turno do Amazonense e vai decidir o título com o Princesa do Solimões. O destaque do Naça é o meia Messi. Não, não é aquele do Barcelona e sim um jogador revelado pelo América-AM. Se ele é bom como o argentino, só saberemos em 15/03 – mas até aqui, parece mais discreto que El Puga. Em 2011, o Naça não disputou a Copa do Brasil.
A tabela:
Eliminando o Nacional, o Coritiba terá pela frente o vencedor de ASA-AL x Santa Quitéria-MA. O primeiro adversário de peso pode vir só nas quartas: o Sport Recife. Botafogo e Atlético-MG também estão na chave do Coxa. O São Paulo é o time mais forte neste lado da competição e um possível adversário nas semifinais.
Operário
Completando 100 anos em 2012, o Fantasma ganhou de presente a Copa do Brasil. E pelo que vem mostrando no Estadual, a maior pretensão do time de Ponta Grossa é não ser eliminado no primeiro jogo pelo tradicional Juventude, de Caxias do Sul, campeão da Copa em 1999. Terá que melhorar muito até a estréia.
O destaque:
Ceará é um dos sobreviventes de 2011
Bem na campanha do terceiro lugar no Paranaense 2011, o meia Ceará esteve perto de defender o Londrina nesta temporada, mas teve o empréstimo prorrogado com o Fantasma. Tem talento, mas está sozinho em um time enfraquecido, que perdeu destaques como o goleiro Ivan e o meia Cambará. Um trunfo está no banco: em 2010 o técnico Lio Evaristo eliminou o Juventude com o Corinthians-PR.
O adversário:
O Esporte Clube Juventude é um dos mais tradicionais clubes do Rio Grande do Sul, tendo destaque no Brasil com um título da Copa do Brasil (em 99, sobre o Botafogo) e uma Série B. Mas vive um momento delicado, depois de ter sido rebaixado consecutivamente da Série A, em 2007 – após 13 anos na elite – até acordar na Série D, em 2010. Em 2011, não disputou a Copa do Brasil. Nesse ano, foi semifinalista do primeiro turno do Gaúchão (vencido pelo rival Caxias), mas perdeu para o Novo Hamburgo. Chama a atenção um trio que passou pelo Atlético sem nenhum brilho: o meia Mithyuê, o lateral-direto Elder Granja e o atacante Zulu.
A tabela:
Se eliminar o Juventude, o Operário pega o vencedor de Cuiabá x Portuguesa-SP. O Fantasma está na chave de Atlético e Paraná – e também de Grêmio, Palmeiras, Náutico, Bahia…
Paraná
A Copa do Brasil pode ser mais um problema do que uma solução para o Tricolor, que terá que disputar nesse ano a Série B nacional e a segunda divisão estadual. Só que a estréia do Paraná na Copa está cercada de expectativa pois será o primeiro jogo oficial do time em 2012. Sem calendário até a data do primeiro jogo, o Paraná só realizou jogos-treino enquanto se reinventava com a dupla Alex Brasil na gestão do futebol e Ricardinho, ídolo como jogador, agora técnico. A Copa pode medir a força paranista para o resto da temporada.
O destaque:
Ídolo em campo, Ricardinho deu status ao banco tricolor
Não poderia ser outro: Ricardinho, pentacampeão mundial com a Seleção em 2002, volta ao clube que o revelou para o futebol agora como técnico. É graças a Ricardinho que o Paraná conseguiu reforços por empréstimo do Corinthians (em especial o atacante Douglas), Atlético-MG e Vasco. O ex-meia abriu portas para o Tricolor no mercado, mesmo com problemas financeiros. A dúvida por ora é saber como ele irá se comportar como técnico, na primeira experiências na função.
O adversário:
O Luverdense-MT, da cidade de Lucas do Rio Verde, está em quarto lugar no Matogrossense, dentro da zona de classificação para as semifinais. Mas perdeu por 2-0 para o Cuiabá na última partida antes da Copa do Brasil. O Luverdense não é um total desconhecido do futebol paranaense: em 2010, enfrentou o Coritiba e foi eliminado com duas derrotas por 0-1. No ano passado, não participou da competição. Valdir Papel, que já passou pelo Vasco, é o rosto mais conhecido do time.
A tabela:
Se passar pelo Luverdense, o Paraná enfrenta o vencedor de Ceará e Gama. Pode pegar o Palmeiras nas oitavas e tem ainda a perspectiva de enfrentar Grêmio e Atlético.
A sensação é aquela como a aí de cima: o chute bem executado, a superação dos obstáculos, a meta atingida. É um gol! – daqueles que deixa o autor orgulhoso.
A partir de hoje, me junto a muita gente boa aqui na equipe de esportes do Portal Bem Paraná.
É uma conquista. Fazer parte de um dos maiores e mais respeitados portais de informação do Paraná, levando a você informações, debates, curiosidades. Um gol cuja jogada começou lá atrás, num passe do parceiro Leonardo Mendes Júnior, que me cobrou em termos menos educados do que a frase a seguir descreve: “Poxa vida, você deveria ter um blog, pombas!”
O lançamento foi preciso e a galera gostou. Em 8 meses de existência independente, o blog chegou a mais de 100 mil visitas, mais de 10 mil por mês. Um espaço democrático e educado, que só se tornou o que é graças a aceitação do torcedor.
Então pintou o apoio daquela meiúca qualificada: Lycio Velloso, Silvio Rauth Filho e o pessoal do marketing e suporte, Rachel e Octávio, com a coordenação da Josianne Ritz. A tabelinha foi boa, assim como já é no Jogo Aberto Paraná com o pessoal da Band Curitiba e da Hands Up produções e no Jornal Metro Curitiba, com a equipe toda. Aí, na cara do gol, foi fácil empurrar pras redes.
Nesse primeiro post, quero agradecer a você que me ajudou a trazer o blog pra cá. É, você mesmo, o leitor. E quero dar boas vindas a você que ainda não me conhece e está trocando idéias comigo pela primeira vez. Recomendo um passeio pelos links dos clubes, sempre com muita informação de bastidores e crônicas sobre o momento. Olhae, mastigadinho hein: Atlético, Coritiba, Operário e Paraná, por ordem alfabética. Ah, sim, às vezes solto algo do Londrina ou do interior no geral também.
Se você gosta de mulheres bonitas e camisas de futebol, dê um passeio pelo Que beleza de camisa!, série especial com minhas colaboradoras no Jogo Aberto Paraná: Carol boa de Bola (hoje em outros desafios) e a parceira Kelly Pedrita.
Se o teu negócio é curiosidades e rock’n’roll, tente o Cover da Semana, outra seção bacana – e que ainda segue em produção.
E sinta-se a vontade para criticar, debater, sugerir, etc. Conversa em alto nível sempre vai bem, aqui no blog ou no twitter: @napoalmeida
É isso. A mudança já foi feita, as roupas estão no guarda-roupa e a TV instalada. Como é sexta, vou tomar aquele refresco, porque a semana foi puxada.
Mas como amanhã tem rodada, o próximo post já vai falar de bola. Ela não para, né? Nem nós. Afinal, um gol só não garante título e a partida já está recomeçando…
Começa hoje o 2o turno do Campeonato Paranaense. Tudo zerado: todos os times tentarão se juntar ao Atlético na decisão da competição – isso se o próprio Rubro-Negro não faturar a taça antecipadamente, ganhando também essa etapa. A conquista foi surpreendente, mas merecida. Rebaixado no Brasileirão 2011, o Atlético começou do zero, trazendo um treinador pouco conhecido no Brasil, o uruguaio Juan Ramón Carrasco. Deu certo: ele aproveitou algumas peças do time que foi mal em 2011 e recheou de garotos da casa. E, principalmente, deu cara de equipe ao time. Mesmo tropeçando diante do Arapongas, fez frente ao Coritiba no clássico e errou menos que o Coxa, que era reconhecidamente favorito ao título. E ainda é, mas já sabe que terá que correr mais para justificar a “fama”. Do interior, duas boas surpresas: Cianorte e Arapongas. Não deve fugir disso, com as diferenças entre os times se acentuando mais daqui até o fim.
Em alta
A campanha que Carrasco fez no primeiro turno no Atlético já foi suficiente para que o mercado latino cogitasse o técnico na Universidade Católica, do Chile. O jornal La Tercera, de Santiago, noticiou que ele estaria na lista do clube para substituir Mário Lepe. “Só estou sabendo disso agora. Estamos muito contentes e com a cabeça aqui no Atlético”, disse em coletiva ontem.
“Depois que o Ricardinho chegou, as coisas facilitaram e muito”, disse Alex Brasil, gerente de futebol do Paraná, nos bastidores do programa Jogo Aberto Paraná da BandCuritiba. Ele comemorou a receptividade que vem tendo ao procurar novos atletas, com o “selo Ricardinho” a tiracolo. O calendário com as segundas divisões estadual e nacional poderia ser repelente, mas o gerente já trouxe atletas da base do Corinthians e Atlético-MG.
Caminho tortuoso
A FPF divulgou ontem a tabela da Segunda Divisão do Paranaense: o Paraná estréia em casa contra o Jr. Team, de Londrina, no dia 01/05, uma terça, feriado. No dia 19/05 haverá o primeiro conflito de datas entre a Série B nacional e a estadual: está marcado o início da competição brasileira para o mesmo dia da rodada que prevê Paraná x Grecal, de Campo Largo.
Bomba ou boato?
Circulou durante todo o dia de ontem a informação de que o meia Alex, ídolo do Coritiba, estaria voltando ao Coxa. A informação partiu de um site sobre o futebol turco. Pelo Twitter perguntei objetivamente ao jogador: está voltando? “Só especulação. Os caras põe na net e criam um monstro!”
Era pra ser semanal. Mas aí faltou tempo e vida de blogueiro não é fácil. Então, quase um mês depois, novo “ensaio” com o Cover da Semana, sempre trazendo um clube e seu xará e uma sonzeira (ou não) no fim. Quem já teve banda sabe como é difícil reunir o povo pra tocar, então, desculpem a nossa falha e segue o baile! (Quanto trocadilho!)
Cover da semana #2: Club Atlético Paranaense, de Encarnación, Paraguay
Atlético Paranaense Paraguaio: destaque na Libertadores de Futsal
Cover de quem? O Atlético Paranaense do Paraguay é uma homenagem ao Atlético que surgiu na primeira campanha de Libertadores do clube brasileiro. Foi fundado em 2000 do clube de Encarnación, 3a maior cidade paraguaia, sem fronteira com o Brasil. De acordo com Guilherme Wojciechowsky, âncora da CBN Foz e exímio conhecedor da região da fronteira, o nome Atlético Paranaense também é uma alusão a um clube de atletas fundado próximo às margens do Rio Paraná. No entanto, não é preciso ser muito esperto para ver que as cores, a camisa e principalmente o escudinho são cópias do Atlético Paranaense original. Pouco se acha sobre o Atlético paraguaio na Internet: não há site oficial e todas as referências são do jornal ABC Color, de Assunção, capital do Paraguay, da época do torneio de futsal que projetou o clube. “A internet no Paraguay ainda anda de carroça”, conta Wojciechowsky.
Qual versão é melhor? Campeão Brasileiro da Série A em 2001, o Atlético original tem ainda outros 2 títulos nacionais e 22 estaduais. Por pouco não acrescentou à galeria o título da Copa Libertadores de 2005, quando decidiu contra o São Paulo; o cover não tem nenhuma conquista, mas repetiu no ano passado o feito do original: jogando em casa, ficou com o vice-campeonato da Copa Libertadores de Futsal. Decidiu a competição com o brasileiro Carlos Barbosa-RS. Ambos perderam o jogo final por 4-1. Como curiosidade, o Atlético Paranaense do Paraguay eliminou um paranaense na competição: o Umuarama Futsal. Além disso, na primeira fase da Libertadores, enfrentou o Nacional-URU (venceu por 4-2), assim como o Atlético o fez em 2000, quando disputou pela primeira vez a Libertadores de futebol de campo:
Como foram compostos? O Atlético Paranaense nasceu da fusão de dois tradicionais clubes curitibanos: o América (vermelho e branco) e o Internacional (preto e branco). Ambos se juntaram em 1924 para tentar acabar com a hegemonia do Britânia, então maior campeão estadual, sob a tutela de Arcésio Guimarães. Deu certo: em 1925, o Atlético levantou a primeira taça. Já sobre o Atlético do Paraguay existem poucos registros. Mas a grande campanha na Libertadores de Futsal veio após o auxílio da cidade de Encarnación, que recebeu o evento, e trouxe seis jogadores que defenderam a Seleção Paraguaia de futsal.
A capa do álbum:
O Original e o Cover - em baixa resolução
E na guitarra?
Vamos admitir que chegar a vice da Libertadores não é pouca coisa. A torcida do Atlético, apesar da sensação de perda, até se orgulha da conquista; que dirá o Atlético paraguaio, que repetiu o feito e perdeu nada menos para o Carlos Barbosa, clube que venceu 4 vezes a competição? Então, é justo que seja um cover de respeito. E lá vamos aos anos 60, mais precisamente 1967, quando o The Doors lançou album com o nome da banda e a faixa “Take It as It Comes”. Nos idos dos 90’s, recebeu justa homenagem de outra grande banda, The Ramones. Confira as duas versões abaixo.
Eis a versão original:
E esse é o cover:
Vamos ver se o próximo ensaio sai mais rápido, moçada…