Notas

Sem via alternativa

Apesar da promessa da CBF em dar a eventual vaga do Vasco na Libertadores ao Coritiba, caso a equipe carioca vença também a Copa Sulamericana, a Conmebol definiu hoje que nenhum país poderá ter mais de seis vagas e, em caso de título de algum time já qualificado, a vaga fica na competição, ou seja: o vice – ou melhor colocado sem vaga – fica com o prêmio.

Coxa no Pinheirão I

Esquentou a negociação para a compra do Pinheirão por parte da OAS, construtora baiana que já havia tentado participar da obra na Arena. O leilão do estádio, marcado para essa quinta-feira (6) pode nem sair: para executar o direito de compra antecipada, modalidade comum em leilões, a OAS deve antecipar cerca de R$ 65 milhões para quitação de débitos judiciais principalmente com o governo. Caso isso não ocorra, o estádio vai a leilão público com preço inicial de R$ 66 milhões. Durante toda a terça e também na quarta, o presidente da FPF, Hélio Cury, esteve em reuniões.

Depois de Atlético e Paraná, Pinheirão pode ser lar do Coritiba

Coxa no Pinheirão II

Se arrematar o imóvel, a OAS deve anunciar uma parceria com o Coritiba, para que esse possa ser o principal beneficiário do futuro novo estádio, em um projeto que contemplaria não só a praça esportiva, mas também um centro comercial e uma área para eventos e espetáculos. Oficialmente, o Coxa nega que já tenha algum tipo de negociação, mas a coluna apurou que existem alguns entraves na conversa, como por exemplo a maneira com a qual o clube obteria renda, já que placas e espaços comerciais/publicitários, além da bilheteria, interessam a OAS. O modelo é parecido com o da Arena da Copa em Recife – que, em tese, ainda não tem nenhum clube como beneficiário, já que os três grandes de Pernambuco tem suas próprias casas. O Coxa também evita anunciar o destino do Couto Pereira, mas a intenção de Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube, é pô-lo abaixo e construir um centro comercial que dê renda ao Coritiba – manifestou-me essa intenção ainda em 2010, quando os primeiros rumores surgiram.

Bom para o Atlético

Credor de R$ 15 milhões junto a FPF, o Atlético é outro que sairá no lucro com a venda do Pinheirão, seja qual for o destino. O clube, que nesta mesma semana lançou a etapa final das obras na Arena, ganharia novo fôlego financeiro.

Quem fala o que quer…

Pegou mal com alguns jogadores do elenco do Paraná as declarações do zagueiro Cris após o empate com o Duque de Caxias, pior time da Série B do Brasileiro. De cabeça quente após o resultado que praticamente sepultou as chances de acesso do Tricolor e deixou a equipe a quatro pontos de distância do rebaixamento. Alguns jogadores reclamaram da postura do jogador, que acusou, sem citar nomes, colegas de estarem “fazendo corpo mole” e, por isso, o time caiu de rendimento. “Trairagem”, confidenciou-me um jogador que pediu para não falar no assunto abertamente. Ouça a entrevista, gentimente cedida pela Rádio Banda B:

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Miranda Strikes Back

Ainda Paraná: o ex-presidente José Carlos de Miranda articula uma chapa de oposição para concorrer às eleições do clube, que ocorrem na segunda semana de novembro. Miranda dirigiu o clube entre 2004 e 2007, conquistando um Estadual e uma vaga à Copa Libertadores, mas deixou o comando sob denúncias de receber comissões em negociações de jogadores. Em 2009, cogitou lançar uma chapa, mas acabou apoiando a situação.

Invasão atleticana

O Atlético mobiliza a torcida para uma invasão à Florianópolis, para o confronto decisivo de domingo, 18h, contra o Avaí na Ressacada. Os sócios do clube participarão de uma promoção que dará 150 ingressos e direito de compra de mais um, a partir desta quinta (6); além disso, a carga total de 1.200 entradas foi comprada pelo Atlético e estará sendo vendida a R$ 20,00 na Arena a partir de sexta pela manhã. Com 27 pontos na 17a. posição, uma vitória sobre o Avaí em Florianópolis (19o., 22 pontos) e uma combinação de resultados podem tirar o Furacão da zona de rebaixamento. Ano passado, o Atlético venceu o adversário em Floripa: 1-0, gol de Maikon Leite:

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Petráglia agiu bem

Petráglia anunciou candidatura ao Atlético nesta terça (foto: Geraldo Bubniak/@futebolpr)

Mário Celso Petráglia fez o que muitos já imaginavam, apesar das negativas anteriores, e confirmou seu próprio nome no bate-chapa atleticano marcado para 8 de dezembro desse ano, em entrevista coletiva hoje a tarde.

Amanhã, você confere o vídeo da entrevista no Jogo Aberto Paraná, da Band Curitiba, e mais tarde aqui mesmo no blog; por ora, se você não ouviu nada ainda, ouça o ótimo resumo da entrevista de duas horas dada pelo ex-presidente do Atlético, num ótimo trabalho de síntese das jornalistas Monique Vilela e Tábata Viapiana, para a rádio Banda B, clicando aqui.

Não se sabe qual Mário Petráglia se propõe a voltar a presidencia do Atlético: se o ousado e revolucionário Petráglia de 1995 ou o desgastado e passivo dos últimos anos, que chegou até a declarar que a Série B não seria o fim para o clube (ainda que verdade, nunca pode ser dito pelo presidente de uma associação).

O fato é que Petráglia agiu bem em confirmar já sua candidatura. Não posará de oportunista em um eventual rebaixamento, pois se propõe a voltar a casa que deixou após romper com o ex-aliado Marcos Malucelli com o clube ainda vivo na Série A; deixa claro também sua ambição política: agora, toda declaração de Petráglia deixa de ser uma acusação ao vento para se tornar um fato de campanha. E já avisa a quem interessar possa que o Atlético tem mais alguém de olho no poder no clube, que não apenas o grupo atual – que, convenhamos, vem se notabilizando mais pelas perdas que pelos ganhos.

Um assunto que irá girar de ambos os lados é o rompimento entre Petráglia e Malucelli, que pode ser algo como a briga Taniguchi x Beto Richa para muitos, mas ainda soa como ódio mortal. E o aditivo de que foi Petráglia quem pôs Malucelli lá só deve esquentar a briga nos próximos meses, talvez com o despertar da atual diretoria, sobretudo para as questões do futebol e do Mundial 2014 na Arena, na tentativa de se provar uma independência de atitudes. É de se aguardar. Inclusive para saber se Ênio Fornea irá querer bater chapa com Petráglia. Ainda pode se esperar uma terceira corrente, algo que parece improvável no momento.

As declarações de Petráglia podem ter efeito direto no campo, onde o Atlético mais patina hoje. Falta comando aos jogadores, como ficou evidenciado no caso da saída de Adilson Batista (leia aqui).

Por fim, candidato declarado, Petráglia encerra os boatos de tentativa de golpe no conselho. Terá de aguardar até dezembro. E deixa a atual diretoria, se não tranquila, ao menos ciente do que terá de fazer e trabalhar para tentar se manter a frente do clube por mais dois anos.

Já leu? Aproveite e vote abaixo na enquete sobre a candidatura de Mário Petráglia a presidencia do Atlético!