Polêmicas do Atletiba 347

Fechando a série de posts sobre o Atletiba 347, repriso aqui lances e comentários feitos no Jogo Aberto Paraná da Band Curitiba, que vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, para Curitiba, RMC, Paranaguá e litoral e Ponta Grossa e Campos Gerais.

São lances que separei a pedidos de muita gente que nos dá a alegria da companhia. É polêmica, então não espero concordância e sim disponibilizo os momentos para uma análise mais aprofundada para mim e para vocês.

1) Bill cuspiu em Fabrício?

As imagens acima são da TV Bandeirantes e são as únicas a que tive acesso. Por elas, é impossível ter uma conclusão, ainda que utilizemos o recurso zoom.

No entanto, fiquei com alguns indícios de que Bill NÃO cuspiu em Fabrício. Pelas imagens, percebe-se que ambos seguem se estranhando após o lance, mas, se cuspido fosse, difícilmente Fabrício não reagiria: cuspe na cara é uma desonra enorme para quem leva e maior ainda para quem executa. Um telespectador/leitor já perguntou se não questionamos ambos sobre isso: não. Nem Bill, nem Fabrício, estiveram na coletiva do Atletiba. Amanhã, com as coletivas da semana, pode ser que isso tenha sido feito. Eu não estive em nenhum treino. Mas falo mais se souber mais.

Em tempo: outros perguntaram se foi pênalti de Fabrício em Bill no mesmo lance. Pra mim, não: Bill perde a passada e se joga. Lance normal.

Update: O repórter Osmar Antônio, da Rádio Banda B, afirmou que, ao perguntar para o zagueiro Fabrício se Bill teria cuspido nele, a resposta foi sim. Repito o que afirmei no Jogo Aberto Paraná nessa terça: as imagens da Band não mostram o cuspe. Se outro canal tem, seria de bom tom jornalístico oferecer. Ainda: acredito que agora cabe ao jogador e ao clube irem atrás do que acham correto. Por fim, uso o update e não uma edição porque quero manter o teor original do texto, sem compromisso com o erro.

2) Houve inversão na falta que originou o lance do Atlético?

Não. Mas se Héber Roberto Lopes marcasse falta e amarelasse o meia Branquinho, do Atlético, também estaria correto.

O lance é claro: Willian faz a falta por baixo no mesmo momento em que Branquinho reage por cima, esticando o braço no rosto do atleta do Coxa. Foi falta de Willian; foi falta de Branquinho. A questão é o tempo.

Héber entendeu que Willian “bateu” antes e apitou. O resto vocês já sabem.

3) Foi pênalti no lance com Jéci e Madson?

Não. Enquanto a Fifa (ou no caso a International Board) determinar que o que vale é a intenção no eventual toque da mão na bola, nenhum lance assim pode ser considerado pênalti. Diferentemente do basquete, quando a bola tocada no pé é falta não importando a razão, o futebol permite esse tipo de lance. E Jéci só não tocaria a bola se não tivesse um braço.

Além do mais, observando a movimentação dos jogadores, percebe-se que Jéci faz o possível para não reter a bola com o braço e Madson, na disputa dela, em nenhum momento pede o toque.

4) Edson Bastos falhou no gol do Atlético?

Não. Na minha opinião, e a imagem acima mostra, houve mérito na proteção de bola feita por Cléber Santana em cima de Lucas Mendes, impedindo o corte. Não só isso: o posicionamento da defesa do Coritiba permitiu que a bola, batida na direção do gol e com força, quicasse logo a frente de Bastos. Esse tema gerou debate acirrado no programa, já que a opinião do ex-goleiro e comentarista do Jogo Aberto Paraná, Gerson Dall’Stella, é contrária. Para ele, Bastos falhou – deveria ter se antecipado ao quique.

Na verdade, o futebol é feito de erros. O gol invariavelmente nasce de algum erro. Foi assim com o gol do Coritiba, quando, mal posicionada, a defesa do Atlético permitiu o cabeceio de Emerson. E do jogo.

O que se discute na verdade não é se Edson falhou ou não e sim se ele deve se manter no time titular. Bastos ainda paga pelo erro da Copa do Brasil e qualquer suspeita já é o suficiente para que a paciência com ele se acabe. Eu acho que, em termos práticos, não há nada demais em dar uma oportunidade para Vanderlei, outro grande goleiro.

Mas o que tem se tentado fazer com Bastos é cruel. Como disse Renan Ceschin hoje no programa, se ele não pode ser titular com tudo o que já fez pelo Coxa e passa a ser questionado em lances difíceis como esse, então, não deve ficar. E aí já é demais, não concordam?

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Até que demorou

Agora deixou de ser chiadeira e virou ação

Me chamou a atenção via Twitter o colega Linhares Jr., do SporTV: “O futebol paranaense precisa evoluir. Discutir arbitragem não leva a nada”. Vindo de quem está radicado em São Paulo, maior centro do País – e com dois clássicos nesse final de semana – mas mesmo assim vive de antena ligada no Paraná, achei pertinente. Linhares fala do nosso provincianismo, da mania de depreciar as coisas daqui. “A imprensa não presta, os juízes roubam, nossos clubes são fracos” e outras que estamos acostumados a ouvir e pensar: “É, tudo bem.”

O debate deveria mesmo ser conduzido no sentido de perguntar não porque Héber Lopes vai apitar o Atletiba, mas sim porque há tempos no Paraná ele ou Evandro Roman são as únicas opções; por que é que não fortalecemos nossa escola. Mas não deu.

O ótimo site Furacão.com, dedicado a cobertura do Atlético, logo estampou na capa: “Coritiba 1 x 0 Atlético”, atribuindo a vitória ao Coxa, 5880 minutos antes do apito inicial, marcado pras 18h de sábado, no Couto Pereira. Via Twitter, usando do RT para movimentar a discussão, logo comecei a ler a impressão coxa-branca da escolha. Todas muito mais no sentido de galhofa em cima dos atleticanos – “começou o choro” – que aprovando ou desaprovando (salvo 2 ou 3 que reclamaram da atuação de Héber no último Paratiba). E tudo isso faz parte do folclore do clássico, 346 edições* mais velho que em 1924.

Poderiam ser os ingressos (que podem ser 3,5 mil para os atleticanos, que querem mais, ou o velho meio a meio, sequer cogitado no Alto da Glória); poderia ser o calção negro, a galhofa atleticana de chamar o Coxa de “tricolor” ou a imposição estatutária do mandante – que até poderia ser aceita, já que o Atlético mesmo trocou seu calção em ocasiões nessa temporada. Poderia ser qualquer desculpa, mas foi a arbitragem.

Calçados em números, os atleticanos foram aos protestos – agora oficiais. Com Héber no comando em Atletibas, 10 jogos, 7 vitórias do Coritiba, 1 empate e 2 triunfos do Furacão. Evidentemente não foi Héber o responsável solitário pelos números. No futebol, são muitos os componentes. Até hoje, não recebi ou consegui uma única prova cabal de corrupção ou erro deliberado de juiz Fulano contra clube X a favor do Y. Se você tiver, é só enviar. O que acontece é que os árbitros são RUINS no geral. Não a toa há muito que se pede o auxílio eletrônico.

O Coritiba, por sua vez, não reclamou. Marcelo Oliveira, aliás, foi taxativo ao dizer: “Eu gosto muito quando ele apita”. Confira (e mais Léo Gago e Renato Gaúcho, que adiou o tema, em entrevista ao Jogo Aberto Paraná):

Significa que Héber então irá ajudar o Coxa? Evidente que não.

O que Marcelo Oliveira quis foi neutralizar a polêmica. Tirar do apito a importância. Mas acabou acirrando, já que a cúpula rubro-negra esperou a repercussão para ir atrás do pedido de mudança, ao invés de tentar o veto no sorteio – a explicação atleticana é que ele foi antecipado. Paulo César Oliveira, de SP, foi o outro nome.

Não adianta. O Atletiba tem disso e a lenha já está queimando na fogueira. Há até quem esqueça que o Atlético tem jogo nesta quarta, contra o Flamengo. Até que demorou para ferver.

Se a CBF vai acatar o pedido, ninguém sabe. Acho improvável. Se Héber estará mais ou menos pressionado, ou terá alguma tendência após tanto falatório, não se saberá antes de sábado, por volta das 21h. Se já era importante, o clássico de sábado passou a não ter justificativa para derrota, seja qual for o lado.

…imaginem então quando for o da última rodada, finalizando o destino dos clubes no Brasileirão.

*Update via História do Coritiba

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Reportagens: Jogo Aberto Paraná 22/08/2011

Se você não pôde ver o Jogo Aberto Paraná hoje e/ou ainda não viu os lances da rodada para os times de Curitiba, assista aqui no blog, logo abaixo:

Paraná:

O Tricolor foi o primeiro dos curitibanos a entrar em campo pelo Brasileiro nesse final de semana. Recebeu o Sport Recife e se deu mal. Acompanhe a análise do técnico Roberto Fonseca e assista aos gols do jogo:

O que pode estar acontecendo com o Paraná, que vem perdendo jogos em casa? Opine nos comentários!

Coritiba:

No domingo, o Coxa foi a Florianópolis encarar o Avaí – e ficou apenas no 0-0. Pior: perdeu um dos principais jogadores para o clássico Atletiba: o volante Leandro Donizete, suspenso, não enfrenta o Atlético no jogo de sábado. Veja como foi o empate em Floripa:

Leandro Donizete fará falta ao Coritiba? Opine nos comentários!

Atlético:

O Furacão encerrou a rodada sem vitória dos paranaenses nas séries A e B do Brasileiro. E ela estava na mão, quando o time fez 2-0 no América-MG. Mas… veja abaixo como o time mineiro empatou a partida e o que disse o técnico Renato Gaúcho depois dela:

O empate em casa com o América-MG atrapalha os planos do Atlético para o Atletiba? Opine nos comentários!

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A noite da virada

Foram necessárias 17 rodadas para que o futebol paranaense deixasse de lado o estigma de vira-lata e assumisse o posto a que se propõe a algum tempo no Brasil, mas insiste em patinar.

CTs modernos e grandes estádios, torcidas fanáticas, grandes parques associativos… o futebol paranaense parecia ignorar tudo isso até ontem. O Atlético começou o Brasileiro na zona de rebaixamento e parecia que ia apodrecer por lá, com míseros dois pontos em 11 jogos; o Coritiba, que brilhou no primeiro semestre, passou a viver de uma saudade do que não foi: entre altos e baixos, agarrava-se a decepção da perda da Copa do Brasil a cada tropeço.

Ontem, o fio virou.

Tudo começou às 19h30. O Atlético já via a luz no final do túnel desde a chegada de Renato Gaúcho, mas sair da ZR ainda era algo distante. Era necessário vencer o ótimo time do Cruzeiro e torcer por uma combinação que incluia dois resultados em que os mandantes precisavam perder.

Em campo, muito brio e um Furacão de dar orgulho nos torcedores. O time fez valer a pressão da Arena e brigou pelo gol até o último minuto. Fez da partida uma batalha pela própria existência. E acabou coroado aos 44 do segundo tempo. A explosão na Arena trazia alívio, como você vê nos lances abaixo, exibidos no Jogo Aberto Paraná hoje:

Mas ainda era pouco. O Atlético conseguia respirar no Campeonato pela primeira vez, mas ao simples apito de Atlético-MG x Corinthians e Santos x Coritiba, voltava para a zona de rebaixamento.

E aí, 21h40, começou a odisséia Coxa.

Era o Santos de Neymar e Ganso; o Santos, na Vila Belmiro; o Santos, campeão da Copa Libertadores 2011. E que logo a três minutos, fez 1-0.

Mas o Coxa foi brioso. Partiu em busca de seu objetivo, encarando o caldeirão santista, Neymar, Ganso e um péssimo árbitro, Antonio de Carvalho Schneider, que foi incompetente para os dois, mas quase matou o Coritiba com 10 cartões amarelos e um pênalti escandaloso em Leonardo, não marcado. Por uma questão de logística da Band, ficarei devendo esse lance. Mas os demais, incluindo a redenção de Edson Bastos em um pênalti, estão aqui:

Há 10 dias do Atletiba, o fio virou para a dupla. O clássico promete.

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Marcos Malucelli: “O planejamento no futebol não dura três derrotas”

O Atlético passa por um momento difícil dentro e fora de campo. Dentro, amarga desde a primeira rodada a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro; fora dele, convive com uma turbulência política desde o racha entre o ex-presidente Mário Celso Petráglia e o atual, Marcos Malucelli.

Malucelli relutou em falar com a imprensa nos últimos tempos, mas resolveu voltar a público depois da série de cobranças que vem sofrendo. Ele me recebeu no Restaurante Vip da Arena da Baixada (na verdade, o espaço se tornou um salão que recebe personalidades, nunca tendo funcionado como restaurante, e que dá vista ao campo de jogo) para um papo franco e direto, que durou quase uma hora. Da bola a Mário Petráglia, da Arena ao marketing, falamos sobre tudo.

E não se furtou de responder nenhuma pergunta.

Na primeira parte dessa entrevista, você ouvirá Malucelli falar sobre o futebol atleticano, as várias contratações, as mudanças de técnicos e preparadores físicos e as categorias de base. E a afirmação: “O planejamento no futebol não dura três derrotas”, sobre o que o Rubro-Negro vem passando desde 2007.

Confira:

Amanhã, apresentaremos mais um trecho da entrevista, falando sobre a relação com o Clube dos 13 e o São Paulo FC, os sócios do Atlético e a ambições dele como presidente, mesmo falando que deseja sair do clube: “Claro que eu tenho essa ambição, é vaidade, só não quero me perpetuar, ser dono do clube”. Acompanhe!

O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Assista!

Reportagens: Jogo Aberto Paraná 08/08/2011

Atlético

O Furacão saiu na frente, mas cedeu o empate ao Corinthians. Ainda assim, o técnico Renato Gaúcho considerou bom o resultado. Veja os melhores momentos e comente!

Paraná

O Tricolor perdeu em casa para o Barueri na última rodada da Série B; para Roberto Fonseca, só Deus explica. Assista os lances e concorde ou discorde dele:

O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Evolução atleticana

O Furacão já saiu da lanterna, mas ainda está na zona de rebaixamento do Brasileirão. A idéia é dar mais um passo para deixar a crise para trás amanhã, contra o Atlético-GO, fora de casa.

O técnico Renato Gaúcho, que tem a volta de Madson, confia na evolução da equipe para triunfar em Goiânia. Confira:

O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Coritiba x Palmeiras: pré-jogo

Confira reportagem do Jogo Aberto Paraná sobre o reencontro de Coritiba e Palmeiras no Couto Pereira, após o 6-0 pela Copa do Brasil e se aqueça para o jogo de hoje!

O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Gols da rodada: Jogo Aberto Paraná – 01/08/2011

Já viu os gols do final de semana dos times de Curitiba? Então confira o que apresentamos no Jogo Aberto Paraná de hoje:

Atlético

O time venceu o Santos por 3-2 na Baixada e saiu da lanterna do Brasileirão. Veja como foi!

Coritiba

A primeira vitória fora de casa veio contra o agora lanterna América-MG. Confira!

Paraná

O Tricolor beliscou um empate em Santos contra o São Caetano. Apesar disso, ficou um gostinho de “quero mais” por ter jogado com 11 contra 10 durante boa parte do jogo. Mas, valeu pelo primeiro gol de Borebi:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Coxa x São Paulo: duelo no Couto

Vai ao Couto Pereira? Entre no clima do jogo e fique bem informado assistindo a reportagem de Henriqu Giglio sobre o encontro entre Coritiba x São Paulo, exibida na Band, no Jogo Aberto Paraná.

Ouça o que disseram Marcos Aurélio e Marcelo Oliveira:

O atacante Marcos Aurélio também falou das críticas públicas ao técnico Marcelo Oliveira, feitas após o empate contra o Bahia:

E se você for ao Couto, faça um vídeo seu acompanhando a partida e participe do quadro Cinegrafista Torcedor. Envie para jogoabertopr@band.com.br

Acompanhe o Jogo Aberto Paraná de segunda a sexta 12h30 na Band Curitiba!