Atlético jogará Brasileirão nas casas do Paraná

Vila Olímpica servirá à dupla da Rebouças no Brasileirão (Foto: AI CAP)

Atlético e Paraná chegaram a um acordo e o Rubro-Negro irá indicar os dois estádios do Tricolor para o Campeonato Brasileiro. A negociação será confirmada até quarta-feira pelas duas diretorias. O acordo inclui todos os acertos pendentes entre os clubes.

Sem acordo com o Coritiba (primeira ideia do Furacão) e sem contar com o apoio da CBF, o presidente atleticano Mário Celso Petraglia procurou a diretoria paranista para conversar. As conversas começaram há cerca de 20 dias e incluíram visitas da diretoria rubro-negra aos dois estádios, para verificação de necessidades. Com o acordo, é possível que, chegando a decisão do Paranaense, o Atlético use a Vila Olímpica como mandante. No entanto, será preciso uma série de adequações, como instalação de câmeras de segurança, em tempo hábil.

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A diretoria atleticana chegou a cogitar mandar jogos contra os grandes de Rio e São Paulo (exceção ao Botafogo) e mais a dupla gaúcha em outros estádios pelo Brasil. Com o acordo com o Paraná, as possibilidades de isso acontecer são praticamente nulas. Houve conversa para que o time jogasse contra o Flamengo em um dos estádios da Copa, o que não foi confirmado.

A Vila Olímpica receberá jogos dos dois clubes nos inícios das Séries A e B. O Atlético tentou apressar a recuperação do gramado da Vila Capanema, propondo-se até a pagar a mais pelo trabalho, mas o Paraná manteve o projeto inicial e ambos só jogarão no Durival Britto e Silva após a Copa das Confederações, que vai de 15 a 30 de junho.

Buscando uma solução para não sair de Curitiba, o Atlético procurou o Paraná com ação pessoal de Petraglia, que sentou-se com Rubens Bohlen, Paulo César Silva e Celso Bittencourt após alguns telefonemas. Houve um primeiro momento de tensão na conversa, pela pendência financeira entre os clubes, que rapidamente se acertaram. O Atlético, inclusive, se propôs a ceder jogadores do elenco que não serão usados na Série A para que defendam o Paraná na disputa da Série B. Os nomes estão em avaliação pelo Tricolor e não tem relação direta com o aluguel dos estádios. O valor do aluguel não foi e não será confirmado por nenhum dos clubes, mas apurei que gira em torno de R$ 75 mil por jogo.

  • Os jogos da dupla na Vila Olímpica (antes da Copa das Confederações):

Atlético:

26/05 x Cruzeiro

01/06 x Flamengo*
*A confirmar, pode acontecer em um dos estádios da Copa 2014 fora de Curitiba

Paraná:

28/05 x São Caetano

08/06 x Figueirense

11/06 x ASA

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Pela Copa, Corinthians manterá patrocínio mesmo sem receber

Estádio em Itaquera, com verba travada, segura ações do Corinthians

O Corinthians já está há dois meses sem receber o dinheiro do patrocínio da Caixa Econômica Federal, depositado em juízo por ordem judicial, após ação da Justiça Federal do Rio Grande do Sul. E mesmo sem perspectiva de mudar o quadro, pois teve insucesso no pedidos de liminares, vai manter o nome do banco na camisa por tempo indeterminado. A razão? A obra do estádio da Copa 2014.

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Descrente em uma vitória na justiça gaúcha, a estratégia do Corinthians é contestar a ação em Brasília – mas, para isso precisa esgotar todas as possibilidades de recurso até a instância superior. Até que isso aconteça, o clube decidiu arcar com o custo de ocupar o principal espaço na camisa mesmo sem receber, pois é da Caixa Econômica que pode sair a solução para o impasse em Itaquera. O BNDES se recusa a aceitar as garantias oferecidas pelo clube e pela empreiteira e trava o empréstimo via Banco do Brasil. A Caixa pode abraçar o projeto e viabilizar o empréstimo.

As ações não tem ligação direta, ou seja: o dinheiro do patrocínio não será destinado à obra. Mas a ideia do clube é não se desgastar com o parceiro estatal, enquanto se discute a ação na justiça. Conversei com o diretor jurídico do Timão, Luiz Alberto Bussab, que confirmou que há conversas com a Caixa nos dois sentidos. “Eles também não querem romper o patrocínio”, disse o dirigente. A Caixa, ao contrário, pretende ampliar o número de ações no esporte. Atualmente, além do Corinthians, o banco patrocina as camisas do Atlético e dos catarinenses Avaí e Figueirense.

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Papo aberto 1: Sérgio Soares

Uma das coisas legais de se trabalhar com TV na internet é que você não se prende a formatos nem ao tempo. Aproveitando a visibilidade do Terra e as várias personalidades que recebemos por aqui, resolvi segurar nossos convidados por mais 15 minutos (pelo menos é a promessa inicial) nos estúdios, pra bater um papo aberto sobre coisas que fogem do noticiário do dia a dia.

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O primeiro convidado é o técnico de futebol Sérgio Soares, que esteve comigo como comentarista na partida entre Rubin
Kazan x Chelsea pela Liga Europa. O treinador contou como se deu a tumultuada saída do Paraná Clube – abrindo em detalhes um problema famliar – em 2009. Também contou que já imaginava que o 2011 do Atlético não seria fácil (e porque), depois de comandar o clube na reta final do Brasileiro em que quase chegou a Libertadores. E falou muito sobre a falta de paciência do mercado com os técnicos – recentemente, foi demitido do Avaí. Assista a primeira parte:

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Soares foi auxiliar-técnico e jogador do Santo André que surpreendeu o Brasil em 2004, ao bater o Flamengo na decisão, em pleno Maracanã. Ele contou em detalhes a trajetória do Ramalhão. Além disso, falou sobre a Copa 2014, dizendo que a Seleção precisa de ajuda urgente. Acompanhe:

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Abrindo o Jogo – Coluna de 09/01/2013 no Jornal Metro Curitiba

Feito para Alex

Nenhum outro time paranaense é melhor que o Coritiba hoje, antes da largada do Campeonato Paranaense 2013. Foi o único time na Série A 2012, se mantendo entre os grandes, ainda que com dificuldades. Muito por conta disso, foi buscar reforços. O principal, Alex. Revelado no próprio Coxa, vê no Estadual a grande chance de levantar a primeira taça com a camisa alviverde. Reeditará a dupla vitoriosa no Cruzeiro e no Fenerbahçe com Deivid, tem uma equipe competitiva e que, por ora, conta com o melhor elenco – que ainda deve receber o argentino Botinelli nas próximas horas. Depois do Coxa, o Paraná foi quem buscou mais peças. Destaque para o goleiro Marcos – muito embora não se saiba em que forma volta ao Tricolor, num ano em que luta para voltar a figurar entre os primeiros no Estado, após um trágico 2011 e um 2012 de reorganização. Londrina e Operário correm por fora, assim como os sempre competitivos Cianorte e Arapongas. E há a letargia do Atlético.

Ambições distintas

Para o Coritiba, a chance é reeditar um tetracampeonato, feito que o próprio clube conquistou nos anos 70 – igualando o Britânia nos idos de 1910 e o Paraná nos 90. O Atlético nunca passou de um tricampeonato, conquistado na fase dourada do clube, entre 2000 e 2002. O Furacão pode usar um time S23 no Estadual todo – fato ainda não confirmado. Há a filosofia de desprezar o campeonato local, que, convenhamos, está inchado e fazendo hora extra no calendário nacional. Não deve sumir – minha opinião – mas sim ser enxugado, o que é outra conversa. Enquanto isso não acontece, o Atlético, que não reforçou a equipe que ficou em 3º lugar na Série B nacional, perde a chance de entrosar o time para o que ele mesmo apregoa interessar: Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Fazer pré-temporada maior é uma ótima sacada (Coxa o fará durante parte do primeiro turno), mas ignorar a chance de testar uma equipe que precisa ser melhorada é perder tempo. Vendo as ambições da dupla, lembro o que o hoje técnico do Coritiba, Marquinhos Santos, me disse anos atrás, quando trocou a base do Rubro-Negro pela do Alviverde: “O Atlético forma pra vender, o Coritiba para ser campeão.”

Mudança comportamental

Falo (mais) um pouco de Copa 2014. Segundo o Instituto Ethos, Curitiba está entre as piores avaliações no quesito transparência na conduta do governo sobre o Mundial. A avaliação é estritamente do lado estatal da parceria, excluindo o Atlético de qualquer reprimenda (detalhes em napoalmeida.com). A nota baixa tem como origem, entre outras coisas, na ausência de uma ouvidoria municipal, falta de audiências públicas sobre o destino dos investimentos do PAC e de uma Sala de Transparência, exigida pela Lei de Acesso a Informação. A troca de Ducci por Gustavo Fruet e a saída de Luiz de Carvalho da Secretaria Municipal para a Copa podem significar um novo alento. É preciso que Curitiba desperte, não só para a Copa, mas para a Olimpíada 2016, preparando-se, mesmo tardiamente, para explorar os eventos. Receber delegações, incentivar produção local de artefatos, melhorar hotelaria, estabelecer programas educacionais para mão de obra local e melhorar a imagem do Mundial na cidade, que sequer tem um quiosque para venda de suvenires, é o mínimo que se espera do novo secretário. Quem se habilita? Feliz 2013 pra todos nós.

Prefeitura de Curitiba peca pela transparência na Copa, diz Ethos

A prefeitura de Curitiba cumpre apenas 15% das exigências éticas na condução da realização do Mundial 2014, de acordo com um estudo do Instituto Ethos. O resultado? Pouca ou nenhuma informação, rejeição de parte da população ao evento e quase zero de aproveitamento dos benefícios da Copa para a cidade – exceto, claro, o que o pacote do PAC obriga em equipamento urbano.

A avaliação do Ethos posicionou Curitiba como a quinta cidade no ranking entre as 12 sedes do Mundial no Brasil. O que poderia ser motivo de comemoração só atesta um problema geral: das 12 cidades, apenas Belo Horizonte e Porto Alegre apresentam índices considerados médios. Os números e a lista completa você pode conferir aqui. A capital do Paraná obteve preocupantes 15,24 pontos dos 100 possíveis. A nota é composta por 93 perguntas que avaliam o nível de transparência em duas dimensões: Informação e Participação.

“Os problemas principais de Curitiba são a falta de um portal que mostre todos os investimentos feitos para a Copa ou ao menos uma busca especializada sobre Copa no portal da transparência da cidade. Curitiba também foi muito mal ao não ter nenhum canal de participação da população. A prefeitura não realizou nenhuma audiência pública sobre as obras da Copa. E não tem ouvidoria”, afirma Pedro Malavolta, coordenador do Projeto Jogos Limpos do Ethos. Ele ressalta que a relação com o Atlético, parceiro da cidade e do Estado, não está nessa avaliação: “Não estamos avaliando a iniciativa privada, até porque pouco da Copa é privado – só os estádios. Avaliamos transparência em dois conjuntos principais: as informações disponíveis e os canais de participação.” No entanto, o Ethos deve divulgar estudos para a iniciativa privada, área em que também atua.

A falta de uma Sala de Transparência, com ouvidoria, depõe contra a Lei de Acesso à Informação Pública, em vigor desde maio deste ano. “Uma ouvidoria precisa de independência para garantir suas funções de receber reclamações dos cidadãos, investigar e cobrar do poder público. São atividades diferentes de um serviço de informação”, explicou Angélica Rocha, coordenadora de políticas públicas do Instituto Ethos e do Comitê Local do projeto Jogos Limpos de Curitiba.

Nesta semana, o prefeito recém-empossado Gustavo Fruet deve anunciar a troca do secretário municipal de assuntos para a Copa 2014, Luiz de Carvalho, que esteve no cargo na última gestão. Entre as tarefas do novo secretário, está a busca por credibilidade para o Mundial na cidade. Segundo o Ethos, existem duas ações imediatas que poderiam melhorar a nota da capital paranaense: implementar de uma ouvidoria geral e autônoma da cidade (além de Curitiba, apenas Porto Alegre e Recife não dispõe desse serviço entre as cidades-sede) e criar um site específico com informações sobre os investimentos na Copa ou criar uma identificador para os investimentos no site Curitiba Aberta.

Frases de 2012

Fim de ano, hora de relembrar as principais frases que marcaram o esporte e o futebol paranaense em 2012 – hora de exercitar a memória e agradecer a todos os peixes que comi durante o ano.

“A FPF tem em seu estatuto a prerrogativa de requisitar o estádio e aí vamos ver o que acontece. A FPF vai cumprir o seu papel”

Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol, em Janeiro, ao receber a requisição do Atlético para mandar jogos no Couto Pereira.

“Sou sócio do Paraná há 35 anos, já fui duas vezes conselheiro. Não tenho nada contra o Paraná”

Hélio Cury, que teria um Janeiro movimentado, explicando porquê não poderia antecipar o início da Série Prata estadual para adequar o calendário da CBF ao local, como fizeram em Minas (pelo América) e em São Paulo (pelo Guarani). A competição seguiu em maio e o Tricolor chegou a jogar duas partidas em menos tempo que as 48h exigidas pela lei.

“O time está fechadíssimo. Nós montamos uma equipe boa e forte para as primeiras competições”

Ernesto Pedroso Jr., ex-vice-presidente de futebol do Coritiba, em Janeiro.

“Nunca está totalmente fechado. Contratamos os substitutos para o Leandro Donizete [Junior Urso] e Léo Gago [Lima]. Estamos atentos aos pedidos da comissão técnica e oportunidades de contratação”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, rebatendo Pedroso, dias depois. O ex-par de diretoria deixaria o Coxa no decorrer do ano, em função de divergências. Essa foi a primeira.

“O Conselho Administrativo do Coritiba reafirma aos conselheiros sócios, torcedores e a toda nação coxa-branca a sua disposição de lutar até o fim, usando as medidas judiciais cabíveis, para garantir os interesses do Clube e os direitos sobre de suas propriedades”

Nota oficial no site do Coritiba, emitida logo após a requisição do Couto Pereira para o Atlético, formalizada pelo presidente da FPF, Hélio Cury; o Coxa fez valer seu ponto de vista e o rival não jogou no Couto, a despeito da exigência da FPF. Em Janeiro.

“Foi solicitada a cessão por aluguel do Estádio Durival Britto e Silva, somente para o campeonato paranaense, pois, segundo o dirigente [N.B.: Mário Celso Petraglia, pres. do Atlético], para o campeonato brasileiro já acertou a cessão do estádio Couto Pereira”

Nota oficial no site do Paraná, revelando negociações com o Atlético, enquanto corria na justiça a questão sobre o Couto Pereira. O Atlético chegou a disputar 13 jogos como mandante na Vila Capanema.

“Repudiamos a atitude do Paraná Clube, que além de noticiar inverdades sobre a questão (…) tem como objetivo nivelar por baixo Instituições da grandiosidade do Clube Atlético Paranaense e do Coritiba Foot Ball Club”

Nota oficial no site do Atlético, publicada em Janeiro, rebatendo as afirmações do Paraná na nota anterior.

“Será que a Federação pode obrigar o Coritiba a emprestar jogadores também? Isso vai contra o princípio do direito desportivo, que vai contra o direito da própria competição”

Peterson Morosko, presidente do TJD-PR, explicando porque decidiu, em voto-desempate, pela não-obrigatoriedade do aluguel do Couto Pereira ao Atlético, por ordem da FPF. Em Janeiro.

“O Santos ainda deve pensar que aqui é a 5.ª Comarca de São Paulo. Se quer levar, tem preço. Se quer levar, tem de pagar esse preço. Senão não leva”

Vilson Ribeiro de Andrade,  em Janeiro, revoltado com a diretoria santista por ter prometido um aumento salarial ao lateral Maranhão, que seria pago pelo Coritiba, para que houvesse uma troca pelo também lateral Jonas; o negócio não saiu e Maranhão acabou defendendo o Atlético na Série B.

“Usam argumentos fora da realidade atual, do romantismo do passado e escondem como o avestruz sua cabeça na areia”

Mario Celso Petraglia (presidente do Atlético) em Fevereiro, então pelo Twitter, defendendo que os Atletibas tenham torcida única; nos jogos dos turnos do Paranaense, fez valer sua ideia; na decisão, não. E em 2013?

“Sempre acho que não é positivo [torcida única]. Mas se for para evitar maiores transtornos, eu sou propenso a aceitar”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, num dos poucos momentos de concordância com Petraglia, em Fevereiro.

“Era uma área interessante [o Pinheirão], mas inviabilizou-se pelos motivos que todo mundo conhece. O Coritiba hoje não está pensando no novo estádio”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, adiando mais uma vez o sonho de um novo estádio para o clube. O Pinheirão foi arrematado pelo grupo Destro Atacadista e ainda tem destino incerto. Em Fevereiro.

“Quero dar muitas alegrias à torcida”

Rodolfo, goleiro do Atlético, em Março. O ex-jogador paranista chegou a rival para ser titular, mas foi suspenso por doping no começo da Série B.

“Quero voltar para a minha casa, o Coritiba”

Keirrison, atacante do Coritiba, em Março, que pertence ao Barcelona e estava no Cruzeiro. Ele negociou um retorno para tratar uma contusão no Coxa, mas não entrou em campo em 2012.

“Com certeza a torcida do Paraná vai lotar a Vila Capanema. A nossa torcida é muito maior que a do Atlético”

Paulo César Silva, diretor de futebol do Paraná, apostando que o Tricolor levaria mais torcida que o Rubro-Negro em seu jogo da Copa do Brasil, contra o Luverdense, enquanto o Atlético pegaria no dia seguinte o Sampaio Corrêa. Ele ganhou a aposta: 7365 x 4849 pessoas em cada jogo, respectivamente.

“Eu é que tenho que aguentar”

Amilton Stival, vice-presidente da FPF, ao alterar pela terceira vez a tabela da 2a divisão paranaense, em Abril, após mais um conflito de datas com os jogos do Paraná na Série B.

“Eu não sou dirigente covarde, que muda de treinador quando as coisas não vão bem. O Marcelo Oliveira será o treinador enquanto eu for o presidente. O culpado disso tudo sou eu”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, mantendo o pressionado técnico no cargo em Abril

“O Sr.Vilson nos enganou, pois nós confiamos nas palavras dele e, por isso, nada fizemos politicamente para pressionar a CBF. O “homem bom” se revelou um traidor!”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em Maio, dando sua versão dos fatos quanto ao pedido do Atlético pelo Couto Pereira.

“Se Petraglia acha que eu sou traidor dele, me sinto honrado. Trair o Petraglia melhora o meu currículo. Vou ser levado nos braços pelo povo de Peabiru [N.B.: cidade natal de Andrade]. Eu nunca traí ninguém. Eu tenho convicções na minha vida e é o pensamento da torcida do Coritiba”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Maio, rebatendo a frase acima.

“O Atlético vai jogar em Curitiba. Essa é uma posição já declarada pelo nosso presidente. Essa situação está nas mãos da CBF”

Mauro Holzmman, diretor de comunicações do Atlético e braço-direito de Petraglia, afirmando em Maio que o clube não sairia de sua sede; o Furacão acabou disputando nove dos 19 jogos como mandante na Série B em Paranaguá.

“É tentá matá essa porra aí!”

Guerrón, ex-atacante do Atlético, em Maio, em jogo contra o Cruzeiro em Minas, pela Copa do Brasil, reclamando dos gols perdidos pelos colegas no primeiro tempo da partida, que acabaria 2-1 para o Furacão, que viria a ser eliminado pelo Palmeiras.

“O si$tema existe independente do resultado! Não deveria estar acontecendo as finais, fomos assaltados pela aldeia!”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, pelo Twitter, reclamando da arbitragem nos clássicos com o Coritiba, em Maio. O dirigente queria marcação de impedimento em dois lances de gol do Coxa, que acabaria campeão estadual. Petraglia, seria punido pelo TJD pelas reclamações e abandonaria a rede social poucos dias depois.

“Aprendi que aqui lateral tem de jogar na lateral”

Juan Ramón Carrasco, ex-técnico do Atlético, ao ser demitido sob a alegação de que improvisava demais. O uruguaio ficou no clube até o início da Série B. Em Junho.

“Isso tem que haver; para qualquer manager, qualquer diretor de futebol que tem um conhecimento e tem uma função nessa área e também um cargo que lhe permita essa interação”

Sandro Orlandelli, gerente de futebol do Atlético, assumindo em Junho que as reclamações de Juan Ramón Carrasco, ex-técnico, eram fundamentadas – o que é diferente de justificadas.

“Estou muito feliz e esperançoso”

Ricardo Drubscky, recém-contratado técnico do Atlético, em Junho, antes de saber que mal assumiria o cargo. Naquele momento, ao menos.

“O que?? O Ricardo [Drubscky] ainda está como técnico?”

Jorginho, técnico com passagem relâmpago em Junho pelo Atlético, dizendo que só conversaria com o clube se o cargo estivesse livre, até que foi avisado pelo repórter. Era o mês mais turbulento na Baixada.

“O nosso time é muito fedido”

Jorginho, poucos dias antes de ser demitido, em Julho, após um empate em 0-0 em casa contra o Bragantino, tecendo críticas ao elenco rubro-negro, que seria reforçado a seguir.

“Era uma obrigação nossa, mas foi uma caminhada de difícil. Calendário duro, campos ruins, assim como os horários. Mas esta era a realidade e tínhamos que encarar”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, comemorando o acesso do clube à primeira divisão estadual, quando o time chegou a jogar em intervalos menores que 48h, em paralelo à Série B nacional.

“O Palmeiras e a sua torcida deveriam se envergonhar. Uma arbitragem desastrosa em São Paulo que matou o Coritiba. Hoje, ganhávamos de 1 a 0 e o juiz inverteu uma falta. Por isso eles são campeões”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Julho, após a final da Copa do Brasil, reclamando da arbitragem. Foi o segundo vice-campeonato saeguido do Coxa na competição.

“Ninguém tem direito de recusar um clube como o Inter”

Felipe Ximenes, gestor de futebol do Coritiba, falando sobre a proposta para que ele deixasse o clube em Julho. Apesar da frase, Ximenes ficou e ainda negou nova sondagem em Dezembro, além de dizer não à Flamengo e Vasco.

“Tomara que não achem um treinador tão cedo, que demorem muito e que todos que procurem não queriam vir, porque tenho certeza que eu tenho competência suficiente e posso dirigir esta equipe”

Ricardo Drubscky, técnico que conseguiu o acesso com o Atlético, com a interinidade mais longa da história do futebol. Em Agosto.

“Esquecemos como se joga a Série B, porque ficamos 17 anos na Série A”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em Agosto, justificando a má campanha do time naquele momento. Com reforços no elenco, o clube  ‘lembrou’ como se faz para vencer na competição.

“Quando a gente puser o nosso pé no G4 a gente não vai sair mais”

Weverton, goleiro do Atlético, em Agosto, após o time vencer o então líder Criciúma em casa.

“Quero ser o prefeito da Copa em Curitiba”

Luciano Ducci, prefeito de Curitiba até 31/12/12, em campanha eleitoral, em Agosto. O “prefeito da Copa”, no entanto, não compareceu ao debate sobre Copa do Mundo realizado pela ÓTV entre os então candidatos e ainda retirou da pauta pré-eleição a decisão de ajuste de valor para o Potencial Construtivo, essencial para a construção da Arena da Copa.

“Eu trabalho duro para ganhar título e não para agradar torcedor. Se não gostaram, não posso fazer nada. Não vivo para agradar torcedor”

Marcelo Oliveira, ex-técnico do Coritiba, em Setembro, no primeiro sintoma de que ficaria sem clima para seguir no Coxa, ainda comentando perda do segundo título seguido na Copa do Brasil.

“Montamos um time dentro das possibilidades , mesmo com todas as situações financeiras. Chega um momento em que falta. Pedi à diretoria várias vezes. Prefiro, pelo bem do Paraná, sair e que um outro profissional possa dar continuidade ao trabalho”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, ao pedir demissão em Setembro, após um empate em 1-1 em casa com o Barueri, deixando publico pela primeira vez o problema financeiro no Paraná.

“Os jogadores estão no direito deles, mas o que já havíamos falado antes para eles é que estávamos buscando recursos. Esse manifestamento (sic) dos jogadores acabou me fazendo voltar de mãos vazias, mas já estamos resolvendo e eles vão receber centavo por centavo”

Rubens Bohlen, presidente do Paraná, em Outubro, comentando a carta divulgada pelos jogadores que reclamavam de atraso nos salários. Na última rodada do Brasileiro Série B, em Novembro, os jogadores não concentraram nem treinaram alguns dias, pela mesma razão.

“Eu cheguei para o Felipão e disse: vocês vão ser campeões”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, revelando em Outubro um papo com o técnico palmeirense que o comandou na Seleção, logo após a eliminação tricolor, em Maio. O Palmeiras eliminou Paraná, Atlético e Coritiba e foi o campeão da Copa do Brasil.

“Não somos gigolôs do dinheiro público!”

Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba, durante a festa de aniversário da torcida organizada “Império”, em Outubro, quando selou a paz com a facção e aproveitou a deixa para provocar o rival, parceiro da Prefeitura e do Estado no projeto da Copa.

“Eu não posso ter uma força como você no meu vestiário”

Aykut Kocaman, técnico do Fenerbahçe, explicando em Outubro para Alex porque o barrou no time turco. Alex estava próximo de ultrapassar o proprio Kocaman como maior artilheiro da história do Fener e acabou rescindindo contrato, sendo pretendido depois por Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba.

“O Coritiba é minha mãe e o Fenerbahçe, minha mulher”

Alex, meia do Coritiba, resumindo porque decidiu voltar para o Coxa em detrimento de Cruzeiro e Palmeiras, para espanto de muita gente em São Paulo. Em Outubro.

“Eu quero agradecer as orações de vocês. E a minha família, que me apoiou no meu problema e disse: ‘você é a razão da nossa vida e sabemos que o Coritiba é a razão da sua!'”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Outubro, em um discurso emocionado, ao anunciar uma reforma para concluir o terceiro anel de arquibancadas do Couto Pereira, situado na Rua Mauá.

“Será um jogo de cachorro louco”

Weverton, goleiro do Atlético, antes do duelo direto em Salvador contra o Vitória, em Outubro, confundindo um pouco o ditado.

“Nós tivemos que tomar uma posição mais drástica de não concentrar. Agora nós tomamos a decisão de não treinar. Nós comparecemos só. Não jogar está descartado, pois somos profissionais”

Fernandinho, meia do Paraná, anunciando a greve dos jogadores em Novembro, a uma semana do derby com o Atlético, que valia acesso ao Furacão. Ainda assim, Tricolor fez jogo duro e por pouco não ganhou a partida.

“Cumpri minha promessa. O Atlético não pode estar na Segunda, o Atlético tem de estar sempre na Primeira. E daqui para frente, não cai mais!”

Paulo Baier,  meia do Atlético, em Novembro, logo após o suado empate com o Paraná (1-1) que garantiu a volta atleticana à primeira divisão.

“Temos orgulho muito grande que somos o único clube independente, que não tem vínculo com investidor e empreitera. Este trabalho será vitorioso, com muito trabalho e empenho. Vamos ajudar não só o clube e a cidade, como o estado e todo o país”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, anunciando em Novembro, num evento em São Paulo, parceria pioneira no Brasil com a AEG, empresa que faz a gestão de Arenas em todo o Mundo, caso do Staples Center, do Los Angeles Lakers.

“Eu me surpreendi um pouco quando eu fui demitido”

Marcelo Oliveira, ex-técnico do Coritiba, confessando em Dezembro que esperava continuar no clube, dada a promessa feita por Vilson Andrade em Abril.

“Vimos, por intermédio desta, manifestar o nosso protesto pela falta de transparência, ilegalidade e imoralidade da engenharia financeira da operação que pretende prover de recursos públicos, na forma de financiamento, a obra do estádio do Clube Atlético Paranaense, por intermédio da CAP S/A”

Nota oficial (mais uma, entre tantas dos três clubes em 2012) no site do Coritiba, direcionada aos políticos paranaenses uma semana antes da votação da adequação de valores dos papéis de Potencial Construtivo, em Dezembro. A nota tem uma incorreção de concordância: o Coxa protesta a falta de ilegalidade e de imoralidade no processo.

“O Coritiba também será beneficiado com a Copa”

Aldo Rebello, ministro do Esporte, em Dezembro, rebatendo a carta publicada pelo Coxa, que considera imoral e ilegal a parceria entre Governos estadual e municipal e o Atlético para a construção da Arena para a Copa; Rebello ainda garantiu que todos os clubes das Séries A e B estão como reservas técnicas: “Basta ter projeto.”

“Ele conhece não só o CT, como também a torcida e a força do clube. Ele aceita um projeto de dois anos, se o clube buscar objetivos como a Libertadores ou títulos. Isso é importantíssimo.”

Jorge Baidek, empresário de Juan Román Riquelme, meia argentino que está nos planos do Atlético para 2013 – em Dezembro. A concorrência com Palmeiras e Boca Jrs. deixa no ar a vinda e a expectativa: Alex x Riquelme no Paranaense 2013? A conferir.

Gostou da retrospectiva? Então volte um pouco mais no tempo e relembre as principais frases de 2011 clicando aqui.

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O que aprender com os gaúchos (ou: como usar bem a rivalidade)

Leia com atenção a carta acima.

Leu? Leia mais uma vez. É uma lição de grandeza da comunidade gaúcha, que mexe com cultura, desenvolvimento, crescimento e, principalmente, rivalidade inteligente.

Não existiria Batman sem Coringa, Davi sem Golias, Barcelona sem Real Madrid. Assim como não há Grêmio sem Inter ou, para os paranaenses, Atlético sem Coritiba. O antagonismo e a rivalidade são chaves para o crescimento, desde que bem usados.

A carta publicada pelo Internacional nos principais jornais gaúchos é mais do que uma provocação. É o reconhecimento das afirmações acima, mostrando porque a “Velha Firma” gaúcha é tão mais forte que as demais no Brasil, a ponto de, quase como um país a parte, fazer o futebol do Rio Grande do Sul ser a segunda força nacional em conquistas – a frente do Rio, atrás apenas de São Paulo.

Hoje – e já não tão recente assim – Curitiba é maior que Porto Alegre. Mas não consegue ser maior num aspecto fundamental: cabeça. Não consegue a unidade que o Rio Grande do Sul tem como Estado, tampouco ser a referência que Porto Alegre é para o Brasil. É a mentalidade cosmopolita gaúcha, empreendedora e desprendida. Jamais no Rio Grande cogitou-se ficar sem a Copa, por exemplo; Grêmio e Inter, cada um por um caminho, prepararam alternativas. O Inter venceu a disputa, mas o Grêmio está lá, preparado para a primeira oportunidade que surgir.

Sim, lá há rivalidade tanto quanto no Paraná, a ponto do Inter não poder usar nem a nova Arena, nem o Olímpico, e ter de mandar seus jogos no estádio do Caxias (de uma cidade, aliás, que faz bem o papel de terceira força, como o Juventude campeão nacional e o Caxias com representatividade estadual – em tempo: cidade menor que Londrina). Mas não há o pensamento de minar o trabalho do outro e sim de aproveitar a onda. Rebaixado em 2004, o Grêmio viu o Inter chegar às maiores conquistas do clube em 2006, ano em que o Tricolor dos Pampas retornava à Série A; os gremistas não deixaram barato: chegaram à decisão da Libertadores em 2007, perdendo para o Boca Jrs. Por pouco, um troco não dado no ano seguinte, vindo das cinzas. Isso, caro leitor, é rivalidade.

Logo, nos comentários aqui embaixo, vão surgir dezenas de razões de todas as partes para os porquês de os paranaenses não conseguirem ter o mesmo grau de desenvolvimento. Vai se criticar a Copa, se desrespeitar o direito de posse, até mesmo vão pedir, pasmem, a Copa em Florianópolis. Poucos até agora entenderam que, para Curitiba, a disputa pelo Mundial não era um Atletiba e sim contra outras cidades do Brasil, que lamentam até agora a perda do pacote de investimentos do Governo Federal para suas cidades.

Sim, concordo que não era prioridade para o Brasil a vinda de eventos como a Copa e as Olimpíadas, com tanto a se fazer em educação, saúde, etc. Mas foi essa a decisão do Governo, que está lá eleito e reeleito, mudando o chefe de estado, por 12 anos, referendado pelo povo. E então só restava para as cidades aproveitar o momento e brigar pelo seu espaço. Curitiba, até agora, não tem um espaço público sequer valorizando a Copa 2014. Triste.

O looping prosseguirá até que alguém siga o mandamento cristão de oferecer a outra face. Mudar a chave, pensar em progresso. Assumir um pequeno prejuízo para pensar num passo além no futuro. União fora de campo, para que a rivalidade dentro dele não pare de crescer, mas brigando em cima, não em baixo.

É possível?

  • Nem tudo está perdido

Arena das Dunas, Arena Corinthians, Arena Palestra, Arena Porto-alegrense. O conceito de Arena, difundido na Europa para que os clubes possam vender os nomes dos estádios, foi trazido ao Brasil pelo Atlético em 1999. Hoje, é tendência. Méritos da comunidade paranaense, pioneira na ideia.

…e não é que Mário Celso Petraglia é gaúcho de nascimento?

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 05/12/2012

O acerto atleticano
O acordo com a norte-americana AEG é certeza de lucratividade para o Atlético com a Arena. O pagamento de 12% das receitas em patrocínios do estádio e camisa e no naming rigths, mais 9% das cadeiras premium, além dos US$ 40 até a inauguração do estádio, é um acordo muito acima do que conseguiu o Palmeiras, por exemplo. Parceiro da WTorre – que buscou na mesma AEG um terceiro apoio para rentabilizar a Arena Palestra – o time paulista terá apenas 5% de toda a arrecadação do estádio por 5 anos, 10% após esse prazo e assim proporcionalmente até 30 anos, quando passa a ter finalmente 100% da arrecadação. Incomparável.

O erro atleticano
Os números acima não foram contestados pelo clube, que entretanto não consentiu com a divulgação dos mesmos. Uma bobagem. O clube não pode andar na contramão do que ele mesmo decidiu, ao realizar a coletiva de imprensa em SP (que teve repercussão nacional) demonstrando o interesse em engrandecer a ação chamando veículos de circulação em todo o Brasil. As informações vazaram de dentro do próprio Atlético. No Brasil, clubes de futebol são entidades sem fins lucrativos (podem sem controlados por empresas com esse fim) e de interesse público, o que justifica a pauta que, aliás, em nada denigre o acordo feito; ao contrário, como visto acima.

Estádios e benefícios
Estive ontem com Aldo Rebelo, ministro do esporte. Ele foi explícito: “Todos os estádios das Séries A e B estão na portaria que assinei sobre a Copa, dando os mesmos benefícios para os que estão em obras, para que o futebol brasileiro se modernize e dê conforto.” Recado claro para Coritiba (já está?) e Paraná correrem com projetos.

Vestibular e cotas
Conversei com gente de dentro do Coritiba sobre a remodelação do time para 2013. Algumas peças vão mudar, outras, mesmo não tão aprovadas assim, ficarão. Hoje, no futebol, muitas vezes para manter o craque é preciso ficar com o bagre, para agradar os empresários. Quase uma cota para pernas de pau.

Novo desmanche
O futebol paulista já começou a tirar as boas peças do Paraná. A coluna cantou antes, mais um recomeço, talvez atrás até de Londrina e Cianorte. Tenha paciência, torcedor.

Paulo Baier
Fica no Atlético para 2013. Justa escolha e mais que homenagem, há que se lembrar o quão útil foi ao clube na Série B. Pode ser o comandante do time S23 do Paranaense.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 28/11/2012

Rota internacional

Amanhã, em São Paulo, o Atlético apresentará o modelo de parceria de gestão de eventos da Arena pós-Copa, quando deve confirmar a assinatura de contrato com a AEG. A empresa multinacional cuida dos eventos e promoções em outras praças esportivas como o Staples Center, casa do LA Lakers e da Istambul Arena, casa do Fenerbahçe. É um passo gigantesco para que a Arena seja rentável ao Atlético e, para a cidade, que Curitiba passe a fazer parte da rota internacional de shows e espetáculos. Desde o conceito da Arena, em 1999, o clube buscava um parceiro nesse nível. Com a vinda da Copa e a melhoria de outras praças, o Atlético é – mais uma vez – pioneiro no Brasil nesse modelo de negócios. Mauro Holzmann, diretor de marketing, e o presidente Mário Celso Petraglia estarão no evento, marcado pra capital paulista pelo impacto nacional da ação.

O susto I

Considero uma virtude pensar o Mundo pra frente. Passou, passou. Por isso há que se ver o 2013 do Coritiba a partir do susto que o time tomou no finzinho do Brasileirão. A impensável queda começou a ganhar as manchetes dos jornais a partir do momento em que o time perdeu três jogos seguidos. Estacionou nos 45 pontos após tirar o sonho de título do Atlético-MG e relaxou. Falhas defensivas, falta de um meio mais combativo e o sumiço de Rafinha são alguns dos problemas que precisam ser sanados pra 2013. Vai encerrar 2012 em casa contra o Figueirense com uma leve sensação de constrangimento.

O susto II

A bola que Cléberson tirou em cima da linha no Derby e garantiu o acesso ao Atlético premiou a qualidade da principal revelação do ano no clube – Manoel e Deivid já eram conhecidos. No entanto, o drama vivido pela clube de maior porte na Série B 2012, sufocado nos minutos finais pelo brioso Paraná (que não tem o mesmo poderio financeiro), serve para pensar um 2013 melhor. Há uma base boa, com destaque para João Paulo, Elias e Marcelo. Mas há que se buscar reforços para a disputa na elite. E evitar imaginar que o ano só começa em junho, como nas últimas temporadas. Uma aposta atleticana é o time Sub-23, criado para jogar o Estadual. Foi uma opção em detrimento da equipe Junior, que privou o Atlético da Copa do Brasil S20, por exemplo. A pré-temporada mais longa pode render frutos ao time principal. Mas, como o que vale é a camisa, que não se descarte a pressão por resultados no Paranaense, mesmo sucateado, mas com o Coritiba buscando o tetra, a volta do Paraná e os competitivos Operário, Londrina e Cianorte.

Abrindo o Jogo – Coluna de 07/11/2012 no Jornal Metro Curitiba

A decisão do TCE-PR
Definir que o Potencial Construtivo é patrimônio público e, portanto, seu uso para arrecadar verbas para a finalização da Arena da Copa merece atenção e fiscalização do Estado, foi o melhor para a cidade, o evento e o Atlético. O clube até então tomou decisões que causaram espanto em parte da comunidade, mas foram referendadas pelo conselho. Com quando a esposa prefere o vestido da loja mais cara e o marido acaba cedendo; a decisão que era do clube sobre as cadeiras foi levada além do que devia – em forma de alerta, diga-se. Tudo agora fica pra trás. O clube, que se diz transparente no modelo de autogestão, ganhará agora o selo do TCE, caso tudo esteja em dia. Deixa de ocupar o posto de vilão que tentaram lhe imputar. Cabe ao órgão reger de forma transparente o aporte do benefício público, dado para que Curitiba receba o Mundial. Ganha a cidade, tardiamente, por entrar de vez na Copa; ganha o clube, que terá a aprovação do público em tudo que for lícito; e ganha a população, que verá todos os passos monitorados pelo TCE. Parece que finalmente Curitiba irá despertar para a Copa.

O Derby e o fim da Série B
Troco o chip, mas continuamos a falar sobre estádios. Desta vez a definição de que o Derby da última rodada da B será no Eco-Estádio. Foi o mais acertado diante do que se apresenta. Caberá à PM a responsabilidade de organizar a segurança e, a cada um dos torcedores, dar o bom exemplo. Não há porque criar pé de guerra nisso. Evita-se o deslocamento das torcidas, preserva-se o direito de mando e, claro, é importante que se preservem os direitos paranistas aos ingressos. No entanto, junto-me ao coro dos que lamentam a falta de diálogo para que o jogo fosse realizado no Couto Pereira. A volta do Atlético à Série A, quase consumada, e a chegada de Alex ao Coxa são motivo suficiente para uma grande ação de marketing envolvendo a dupla. O negócio futebol precisa ser tratado como tal. Dar o primeiro passo, com o Derby da Rebouças enchendo o Couto, gerando renda, seria o ideal. Culpar quem errou no passado é andar para trás. Importa é dar o primeiro passo e tratar o futebol com profissionalismo. É preciso alguns ajustes entre os cabeças dos clubes. Vem aí o Paranaense 2013 e novas oportunidades.

Ricardinho e o Paraná
Estive com Ricardinho ontem no Terra, em entrevista ao vivo. Falamos de Copa 2002 (já se vão 10 anos…), Corinthians e, é claro, o Paraná. O ex-técnico e ídolo tricolor disse que saiu do clube porque “algumas pessoas não entenderam as demandas do time”, impedindo contratações. Reclamou, mas disse compreender, do momento financeiro do clube. Contou ainda que deixa como “herança” o acesso para a primeirona paranaense e uma organização, adotada com Alex Brasil, no departamento de futebol, que “vivia cheio de empresários.” Ricardinho passou nove meses no Paraná e – impressão pessoal – pareceu se ressentir de ter deixado o clube sem poder ajudar mais. Mas ele próprio precisa tocar sua carreira de técnico, que tem potencial. Basta achar o ambiente propício – o que o Tricolor não foi e não tem sido faz tempo.