Sobre heróis e vilões

“O Atletiba de todos os tempos”. Ao menos é assim que boa parte dos colegas de imprensa venderam o clássico. Eu prefiro esperar. As possíveis combinações, o cenário do clássico, até dão a possibilidade de que isso seja real; mas, e se for um modorrento 0-0, rebaixando o Atlético e tirando o Coritiba da Libertadores, ainda será o maior? Rotular o clássico antes da bola rolar é o mesmo que achar que o favoritismo analítico do Coxa já garantiu a vaga na competição sul-americana e, de quebra, rebaixou o Furacão. Isso, talvez, só depois das 19h de amanhã.

Um clássico para ser histórico tem de ter muitos elementos. O 348 se apresenta com credenciais, mas ainda não o é. Não é maior que o histórico Atlético 4-3 Coritiba de 1971, o #156, com diversas viradas, com Nilson Borges perdendo pênalti para o Atlético, que perdia por 2-0; não é maior que o #275, de 1995, quando Brandão aplicou um chocolate na páscoa atleticana, transformando os 5-1 do Coritiba sobre o rival no estopim da revolução petraglista. Ou ainda o #146, quando Paulo Vecchio impediu, no último minuto, que o Atlético saísse de uma fila de 9 anos sem títulos, no 1-1 que deu ao Coxa o título daquela temporada. Quem sabe o #305, quando depois de estar perdendo por 0-1, o Furacão aplicou 4-1 no adversário em pleno Couto Pereira, na Seletiva da Libertadores em 1999, o de maior relevância nacional até aqui. São 347 edições e entre Bergs e Dirceus, Tutas e Danilos, o clássico tem muitos heróis e vilões.

Não há como esconder o favoritismo do Coritiba, aberto nos objetivos distintos e nos números de toda a competição. Será que o herói vestirá alviverde? Marcos Aurélio, um ex-atleticano, pode fazer o gol da sentença rubro-negra? Ou Jéci, o capitão do Coxa mágico de 2011, do recorde mundial? Ou Vanderlei, vilão em 2009, salvará o Coxa de lances agudos? Conseguirá o Coritiba a vaga para a 3a Libertadores da sua história ou sua gente deixará a Arena frustrada? Clássico tem favorito? No Estadual, teve. E agora, no jogo que pode mudar a história dos dois clubes?

Ou o herói vestirá rubro-negro, podendo ser Cléber Santana, que perdeu pênalti ao longo do campeonato em pontos que hoje fariam a diferença? Poderá ser o “maestro” Paulo Baier, que não brilhou ainda em Atletibas, e pode quebrar um tabu de 3 anos, que corresponde a passagem dele e do presidente Marcos Malucelli no clube? E se o Atlético fizer 2, 3 a zero no Coritiba e não for o suficiente? O herói atleticano virá de Minas Gerais ou da Bahia? Poderá ser Souza ou Cuca, um no Bahia, outro no Galo, salvando o Furacão do rebaixamento, como De Vaca, do Libertad o fez em 2005, quando fracassou por conta própria na Arena (o que não é permitido dessa vez) ao levar 1-4 do Medellín, mas contou com a derrota do América em Cali para chegar ao vice da Libertadores, hoje o sonho do Coritiba, que ganhou segunda chance após a Copa do Brasil.

Quem, entre tantos que mal dormiram nessa semana, arrisca cravar? A gigantesca expectativa, a semana cercada de silêncio dos dois lados, mas com trocas de provocações entre as torcidas – diga-se, a torcida do Coxa deitou nos atleticanos como nunca se viu – mas que, também ressalte-se, parece apontar para um cenário tranquilo no jogo. A soma de tudo, para termos novos heróis e vilões, para que a previsão dos colegas sobre a relevância do #348 se confirme.

Será impossível agradar os dois lados. Ótimo, não? É disso que a rivalidade é construída; antagonismo. E não inimizade, violência. No futebol, nada é impossível, tudo é mágico. E certamente muitos terão histórias a contar a partir de segunda-feira. Com paz e tranquilidade, espera-se.

E um ótimo espetáculo dentro de campo.

Rápidas e precisas

Dia longo e produtivo, mas só agora pude sentar pra atualizar o blog. Vamos então direto ao que interessa:

Atlético

1) Jadson

Tudo surgiu no Twitter e movimentou a comunidade rubro-negra: Jadson voltaria ao Atlético? Pois bem: noves fora o trâmite para trazê-lo, a sondagem houve e a resposta do jogador, há 7 anos na Ucrânia, foi positiva. Mas tem vários poréns. Vamos primeiro ao fato:

Mário Celso Petraglia é ex-presidente do Atlético e, ainda não oficialmente, candidato a voltar ao posto. Fez um convite público ao jogador para que volte a defender o Furacão no próximo ano. E recebeu como resposta um “gostaria de estar junto”. É notícia: um ex-diretor e candidato sonda um craque para vir, e este diz que pode topar.

Se é jogada eleitoreira ou se vai ser a grande contratação do Atlético em 2012, não me cabe julgar. Aliás, o blog (e os veículos no qual emito minha opinião/informação) não é apolítico, porque não sou acéfalo; mas é apartidário: aqui, o negócio é notícia. Cabe agora a você, leitor, refletir e a todos esperarmos e acompanharmos pra saber se foi blefe ou Petraglia está com o às na manga.

2) Festa dos 10 anos do título de 2001

A ser realizada no dia 8 de dezembro deste ano, com ou sem rebaixamento, a festa pode acabar esvaziada. Tudo porque muitos jogadores temem entrar no meio da disputa política do clube. A organização do evento faz questão de dizer que é uma festa atleticana, sem partidarismo. Ouvi de um jogador campeão brasileiro, o qual faço questão de preservar, duas coisas: que muitos pode cancelar a presença pela política; e que Petraglia teria procurado alguns para ter cargos na próxima gestão. Contrasenso? Veremos em seis dias.

Coritiba

Keirrison de volta ao Coxa em 2012? Pode ser. Tudo vai depender de uma conversa entre o empresário dele, Marcos Malaquias, e a diretoria do Coritiba. O que acontece é o seguinte: o jogador, que pertence ao Barcelona, teve uma lesão na perna direita em 2010 e não conseguiu mais recuperar-se a ponto de jogar o futebol que o destacou no próprio Coritiba. Rodou por clubes como Santos, Benfica e agora Cruzeiro, sem destaque. A idéia é trazê-lo a um ambiente familiar e beneficiar-se da estrutura médica do Coritiba. Conversando com um diretor do Coxa (sigilo de fonte), a postura foi clara: “Pode ser sim, mas o Coritiba não vai atrás dele. O Keirrison está num patamar de mercado europeu. Vamos deixar que nos procurem. Ele tem potencial.”

Outro que pode pintar no Alto da Glória ano que vem é o volante Júnior Urso, que está no Avaí e defendeu o Paraná neste ano. Urso confidenciou a amigos em Florianópolis que está certo com o Coxa, mas o clube nega a contratação até aqui.

Paraná

O Tricolor está tentando mobilizar os clubes do interior que estão na Série Prata do Estadual a reunirem-se em uma associação informal, para tentar vender patrocínio para o campeonato. Já recebeu sinal positivo de Grêmio Metropolitano, FC Cascavel (o do Beletti) e do Nacional, de Rolândia. A idéia é montar uma comissão que busque verba, ajudando os clubes a terem um motivo a mudar o campeonato de maio para fevereiro. Na terça-feira 6, os nove dirigentes do interior mais a diretoria paranista se reúnem na Sede Kennedy para discutir termos.

Chegou-se a comentar na cidade de que o Paraná estaria comprando o campeonato. Não procede. O que acontece é que o clube está fazendo as vezes da FPF, que deveria por si transformar seu produto em algo mais rentável. Como a preocupação paranista é maior do que a da federação, restou ao clube buscar alternativas, que passam pela mídia e empresários ligados ao Paraná.

Legalmente, a mudança na data de início do campeonato só é possível se houver unanimidade na decisão.

Particularmente, acredito que a FPF tem sim que defender todos os seus filiados. E o Paraná é um deles. Não se trata de mudar a data do campeonato para privilegiar o Tricolor e sim de uma busca para viabilizar a competição. Para se ter uma idéia, cada clube do interior absorve cerca de 15 a 20 mil reais de prejuízo por jogo, com raríssimas exceções (Londrina em 2011 foi uma delas), pois arcam com taxas de arbitragem, transporte, hospedagem, abertura e manutenção de estádios, etc. Caso o pool se forme e consiga convencer o mercado da validade da idéia, será um grande passo. Espera-se que a FPF, que já mudou rumos no caso Pinheirão, passe a ajudar os 10 clubes e não dificultar a tarefa de amenizar prejuízos na segundona local.

Do contrário, a diretoria paranista promete colocar um time de juniores na Série Prata e centrar esforços na Série B nacional.

Atletiba 348

Amanhã, ainda antes do jogo, prometo escrever algumas linhas sobre. Volte aqui, se puder!

Abrindo o Jogo – Coluna de 30/11 no Metro Jornal Curitiba

Favoritismo latente

O Atletiba 348 mostrará dois estilos de gestão de futebol: o Coritiba, que manteve a comissão técnica o ano todo e vem com uma base de jogadores formada ainda em 2009, pelo superintendente Felipe Ximenes, e o Atlético, que só em 2011 trocou de técnico seis vezes e teve três gerentes de futebol. Os números refletem as escolhas: o Coxa, 3º melhor ataque e 4ª melhor defesa, entra na Libertadores com uma vitória simples; o Furacão, pior ataque e 6ª pior defesa, precisa vencer e torcer contra Cruzeiro e Ceará para não ser rebaixado. Nunca um Atletiba teve um favorito tão declarado.

O que está em jogo no Atletiba 348 I

Para o Atlético, além de ficar na Série A que disputa ininterruptamente desde 1996 (16 temporadas), o jogo (e a combinação de resultados) pode deixar o clube como o 5º do país há mais tempo na elite (à frente, Santos, São Paulo, Inter, Flamengo e o concorrente Cruzeiro). Também pode significar a primeira (e única) vitória em Atletibas do presidente Marcos Malucelli, que entrega o cargo em dezembro.

O que está em jogo no Atletiba 348 II

Para o Coritiba: a terceira participação em Libertadores, igualando o Atlético como paranaense mais presente no exterior. Também manter um tabu de 3 anos sem perder Atletibas: a última derrota (1-2) foi em 05/05/2008, quando mesmo com a derrota na Arena, acabou campeão paranaense pelos resultados agregados (3-2).

Déjà vu

Em 2003, Tcheco ajudou na caminhada de classificação do Coritiba para a Libertadores, mas deixou o clube antes da disputa no ano seguinte. Desta vez o meia de 35 anos pode classificar a equipe e não jogar, já que anunciou que deve se aposentar. Na internet, torcedores lançaram o movimento “Renova, Tcheco”; comoverá o jogador?

O tempo não pára

Independentemente do que aconteça no Atletiba, o Atlético reunirá os campeões brasileiros de 2001 para uma festa de 10 anos do principal título do clube, que acontecerá no dia 8 de dezembro – antes, portanto, das eleições do clube, dia 15. Alex Mineiro, Geninho, Gustavo, Kléber e Cocito já confirmaram presença; alguns chegam ainda hoje para ver o clássico.

Férias forçadas

Os jogadores do Paraná ganharam descanso até 5/12, quando a diretoria os espera pra renegociar dívidas e contratos. Alguns já sabem que não ficam no Tricolor. “Todos os emprestados [18] vão embora”, garantiu o vice-presidente eleito do clube, Paulo César Silva. O Paraná depende de uma negociação com a FPF e clubes do interior para retomar os trabalhos em janeiro. A montagem do elenco dependerá da necessidade em ter que jogar simultaneamente dois campeonatos: Série Prata Estadual e Série B do Brasileiro. “Tem ainda a Copa do Brasil no começo de março. De repente eles podem voltar 15 de janeiro. Vamos avaliar bem”, encerrou PC Silva.

Calendário 2012

A CBF dará início a Copa do Brasil em 7 de março. A Série B começa em 19 de maio. O Paranaense da Série Prata está previsto para maio, sem data definida. Já nas divisões principais, o Paranaense começa em 22 de janeiro e o Brasileiro em 20 de maio. A Libertadores terá o primeiro jogo da primeira eliminatória em 25 de fevereiro.

Libertadores: o Coritiba já tem um caminho

Precisando apenas de si para chegar a Libertadores, o Coritiba já tem noção do que pode encarar no ano que vem, se confirmar o favoritismo no Atletiba 348. A primeira coisa que já se sabe: independentemente de qual posição chegar, terá que disputar a pré-Libertadores. Com o título do Santos, o Brasil terá dois times na fase inicial da competição.

Com a reta final dos campeonatos na temporada 2011 e o sorteio da Conmebol definindo cruzamentos, o que pode acontecer com o Coxa é o seguinte:

A) Caso vença o Atlético e o Flamengo empate com o Vasco, o Coritiba será o 5o. colocado do Brasileirão e será denominado Brasil 6 na chave da Conmebol.

Assim sendo, teria pela frente, na pré-Libertadores, o “Colômbia 3”, vaga que está nas mãos de Tolima, Once Caldas ou Millonarios. Grupo difícil, especialmente pelo Once Caldas, campeão em 2004. O Tolima, entretanto, eliminou o Corinthians da Libertadores deste ano.

Tolima x Once Caldas: possíveis adversários do Coxa

Se passar pelo “Colômbia 3”, o Coritiba entrará no Grupo 1, com Santos, Peru 1 (Alianza Lima ou Juan Aurich) e Bolívia 2 (em aberto entre Universitario, Oriente Petrolero e Aurora, principalmente).

B) Caso vença o Atlético e o Flamengo perca para o Vasco, o Coritiba será o 4o. colocado do Brasileirão e será denominado Brasil 5 na chave da Conmebol.

Assim, estará frente a frente com o Real Potosí, cruzamento que só muda se o Potosí der uma boa arrancada e vencer o Apertura, que está em andamento – aí, o “Bolívia 3” passa a ser um dos citados acima. O Real Potosí foi adversário do Paraná Clube na fase de grupos da Libertadores 2007. No jogo na Bolívia, 1-3 Potosí; em Curitiba, vitória com gols abaixo:

Se passar pelo “Bolívia 3”, o Coxa cai no Grupo 2, com Paraguai 1 (possivelmente o Nacional-PY, mas ainda pode ser o Libertad), Emelec ou Deportivo Quito, que farão a final do Equatoriano e entram como Equador 2 e Argentina 3, vaga que está entre Lanús, Godoy Cruz , Tigre, Independiente ou Racing, com vantagem em pontos para o Lanús.

 

Manchester já viu um clássico como esse

Na semana do #Atletiba348, uma lembrança me veio a cabeça: o cenário em que o Coxa rebaixa o Atlético na casa rubro-negra é inédito para nós, mas já aconteceu em Manchester. E com pitadas de sadismo, como pode acontecer aqui – com a diferença que a cereja coxa-branca é a vaga na Libertadores.

Em 1974, no final da temporada 73-74, o Manchester United capengava. Após anos de domínio no futebol inglês, com os Bubsy Babes, o campeonato daquele ano reservou um drama aos Red Devils até a última rodada, quando a tabela programava o derby de Manchester contra o City.

O United precisava vencer e torcer por uma derrota do Southampton para permanecer na elite inglesa. O empate não servia aos Devils, que recebiam os Citzens no Old Trafford.

Um dos grandes craques da história do United, Denis Law, havia acertado com o City para a temporada 73-74. Law faz parte da Trindade Divina do United e tem até estátua no clube, ao lado de George Best e Bobby Charlton. Mas já no fim da carreira e com a família fixando residência em Manchester, topou vestir a camisa do City.

Os resultados não ajudavam o United, tampouco o próprio time, esbarrando no nervosismo. Já no final da partida, Law recebeu uma bola na área, de costas para o gol. E o resto vocês acompanham no vídeo abaixo:

A invasão de campo da torcida do United, logo após o gol, teve como principal motivo a tentativa de impugnar a partida. Não adiantou. O United voltou à elite no ano seguinte, como vice-campeão da segunda divisão e acabou a primeira, em 76, na terceira posição. De 1980 para cá, tornou-se o principal clube inglês.

Curiosamente, ao conceber a Arena da Baixada, Mário Petraglia visitou o Manchester United e inspirou-se no Old Trafford para o conceito do estádio atleticano.

O futebol é terreno fértil para heróis e vilões; o Atletiba 348 poderá ter um coxa-branca como Denis Law (Marcos Aurélio?) ou um atleticano que, contando com os demais resultados, salve o time e elimine o rival da Libertadores/12.

Mas o importante é que todos sigam para contar novas histórias nos anos seguintes.

#Atletiba348: os cenários possíveis

Entenda todas as possibilidades de resultados ao final do Atletiba 348, domingo, na Arena

A) Atlético rebaixado, Coritiba na Libertadores

É o que acontece no atual momento. Para tanto, basta uma vitória simples do Coxa, que continuaria no G5 e manteria o Furacão no Z4.

B) Atlético rebaixado, Coritiba eliminado

Cenário que acontece se o clássico empatar ou o Atlético vencer por qualquer placar, mas o Cruzeiro empatar seu jogo com o Atlético-MG e/ou o Ceará vencer o Bahia e, além disso, Inter ou Figueirense somarem um ponto ou São Paulo ou Botafogo somarem três pontos.

C) Atlético salvo, Coritiba eliminado

É possível com a soma das vitórias do Atlético e do Atlético-MG nos clássicos aqui e em Minas Gerais e com um empate entre Ceará e Bahia em Salvador. Além disso, Inter ou Figueirense somarem pontos ou São Paulo ou Botafogo vencerem.

D) Atlético salvo, Coritiba na Libertadores

É possível, apesar de improvável. Basta que o Atlético vença, assim como o Atlético-MG faça o mesmo contra o Cruzeiro. É preciso ainda que o Ceará não passe de um empate contra o Bahia. Essa combinação salva o Atlético. Aí, para que o Coxa mantenha-se no G5, é preciso que Grêmio e Avaí vençam os clássicos em RS e SC e São Paulo e Botafogo não vençam seus clássicos contra Santos e Fluminense.

#Atletiba348: O que você está fazendo para evitar violência?

Ok, aconteceu o que todos esperávamos: o Atletiba 348 valerá muito. O Atlético joga a vida e ainda conta com Atlético-MG e Bahia para ficar na Série A, vaga que ocupa há 16 anos; o Coritiba só depende de si para ir a sua terceira Libertadores e, de quebra, rebaixar seu grande rival, na casa adversária. Tensão é o que não vai faltar.

Durante a semana, o Jogo Aberto Paraná perguntou: o que você fará para evitar violência no clássico? Conversamos com diretores de torcidas organizadas e a polícia. E, ao menos por ora, há muito mais um jogo de empurra do que ações concretas. Convido-o a ver o vídeo abaixo, refletir e dar o pontapé nas discussões acerca daquele que pode ser o Atletiba mais importante de todos os tempos:

Tabela comentada do Paranaense 2012

Saiu hoje, após a confirmação da permanência do Rio Branco na Série Ouro, a tabela do Paranaense 2012. Segue Abaixo, comentada:

1o. TURNO

1 – Atlético faz dois jogos seguidos contra os times mais tradicionais do interior;
2 – Londrina reestréia na Elite fora de casa;
3 – Coritiba, atual bicampeão, viaja jogar contra o vice da B na primeira rodada;
4 – Corinthians-PR faz 3 jogos seguidos em Curitiba;
5 – Coritiba faz 2 jogos seguidos em Curitiba; Atlético, 2 fora;
6 – Se estivesse na elite, por substituição ao Rio Branco, Paraná faria primeiro clássico do campeonato contra o Atlético, na 3a. rodada

7 – A 5a rodada coloca o Londrina frente ao Iraty, ou, no caso, o ex-clube dirigido de Sérgio Malucelli contra o atual;
8 – Coritiba reencontra Arapongas na 5a rodada, último time que não perdeu para o Coxa em Estaduais desde as 24 vitórias do Guinness;
9 – Toledo e Londrina repetem a final da Série Prata 2011 na 7a rodada;

10 – Operário e Londrina fazem o grande clássico do interior no Paranaense 2012;
11 – Antes do Atletiba, Atlético vai a Arapongas e Coxa recebe Operário;
12 – Atletiba na 10a. rodada, uma antes da final do primeiro turno, com mando atleticano. Possivelmente no Couto e na quarta-feira de cinzas;
13 – Operário, melhor do interior em 2011, encerra turno com 3 jogos no Sul do Estado.

A tabela segue espelhada no 2o. Turno:

O regulamento segue o mesmo: o campeão do primeiro turno enfrenta o campeão do segundo, em uma final sem vantagem para nenhum time em dois jogos – a não ser o fato de o time de melhor campanha jogar a segunda partida em casa. Se um mesmo time for campeão dos dois turnos, leva o campeonato antecipadamente. As duas piores equipes na soma geral são rebaixadas a Série Prata.

O risco Atletiba

Guerra. Ou jogo, entretenimento, disputa saudável?

Seis de dezembro de 2009.

Imagens falam mais que palavras. E se errar é humano, repetir o erro é burrice. Não gosto de me considerar burro, e creio que nem você, que lê esse texto.

A CBF determinou que a última rodada do Campeonato Brasileiro seja repleta de clássicos porque, desportivamente, os últimos anos deixaram dúvidas quanto à lisura do sistema. Medida correta, se a cultura fosse apenas desportiva. E devemos brigar para que seja. Mas a briga costuma ser outra.

Enquanto escrevo esse texto, América-MG e Avaí são matematicamente rebaixados. A briga sobra para Ceará, Cruzeiro e Atlético, que se enfrentam amanhã em Minas. Já a Libertadores está mais distante do Coritiba, que vê o São Paulo abrir vantagem, sem contar Fluminense, Figueirense, Inter, Flamengo e Botafogo na briga. Difícil.

Mas vejo a cidade alimentar uma guerra para o Atletiba da Baixada, que pode rebaixar o Atlético para a Série B do Brasileiro. Guerra. Sanha. Desejo sanguinário de ambos os lados, como quem quer devorar o outro. Um por escapar: “Não perderemos jamais!”; outro por rebaixar: “É questão de honra!”

Isso já foi visto em quem influi no resultado, como o volante Léo Gago:

Ou o ex-presidente e candidato a voltar ao clube, Mário Petraglia que, embora não responda diretamente como Léo Gago, tem tanta ou mais repercussão na torcida:

O resultado, seja qual for, não mudará a vida do torcedor. Cair e subir, ganhar e perder, é do jogo. Para o Coritiba, pode não significar nada; para o Atlético, apenas a manutenção de um sistema. Seja como for, se houver violência, ambos perdem.

Perdemos todos. A sociedade curitibana, que já viu o ocorrido acontecer e parece não se preparar para tal; os clubes, que perdem mercado e respeito. E principalmente você, torcedor, que perde o respeito e confiança de ir a campo.

Sejamos sinceros: quem é que quer ir ao Atletiba da última rodada, sem medo de ser machucado?

A que ponto chegamos? Uma brincadeira sadia, um sarro, uma curtição, tornou-se ameaça.

O Comando de Policiamento da Capital recusou-se a dar alguma resposta antes de segunda-feira; as torcidas organizadas tem responsabilidade direta no que pode acontecer. É difícil controlar a massa, mas é fácil lucrar em cima dela, com camisas, adesivos, etc.

E cada um que cria um clima de guerra para o Atletiba, como se vencer um jogo por si só já não fosse o objetivo único de cada clube, como se “essa pessoa exige que o time TAL vença o Atletiba” fosse algo significativo, está colaborando com lenha para uma fogueira que pode não ter controle.

Seja qual for o resultado em campo, eu quero estar saudável e capaz de fazer o Jogo Aberto Paraná para a melhor situação possível na segunda, 05/12.

E você? Quer ver o programa do hospital ou curtir seu amigo?

Que beleza de camisa! #19: Napoli

Mamma mia!

Depois de uma folga de uma semana, o Que beleza de camisa! está de volta! A homenagem nesse feriado de 15 de novembro vai para o Napoli, de Careccone e Alemone, como diria o inigualável @silvioluiz. A não menos inigualável @kellypedrita novamente empresta sua beleza ao blog, vestindo a camisa azzurri.

Que beleza de camisa! #19 Società Sportiva Calcio Napoli

Quem é? Clube médio italiano, fundado em 01/08/1926.

Já ganhou o que? Campeão da Copa Uefa 1988-89; 2x Campeão Italiano (86-87 e 89-90); 3x Campeão da Coppa Italia.

Grande ídolo: Diego Armando Maradona, o segundo maior jogador de futebol de todos os tempos, chegou ao Napoli depois de defender, sem muito brilho, o Barcelona. O argentino conduziu o clube a uma época de ouro, com um título continental e dois nacionais. Não a toa, a camisa usada pela Kelly Pedrita nesse post foi comprada em Buenos Aires em uma das milhares de lojas de artigos esportivos que ainda vendem materiais de Dieguito. Napoli e Maradona – e a devoção dos argentinos por ele, se confundiram por sete anos (1984-1991), nos quais fez 115 gols e 259 jogos. Deixou o Napoli para uma rápida volta à Espanha, para o Sevilla. Mas essa é outra história. Dieguito fez história ao lado de dois brasileiros: o volante Alemão e o atacante Careca, ex-Guarani e São Paulo. No vídeo abaixo, eles fazem picadinho do Milan de Gullit e Van Basten:

Apelidos: Azzurri.

Como anda? Chegou a liderar o atual campeonato italiano, mas caiu para o oitavo lugar após 10 rodadas; na temporada 2010-11, terminou em terceiro e, por isso, disputa a atual Champions League. Está no Grupo A e, após 4 jogos, disputa uma vaga na próxima fase diretamente com o Manchester City, em jogo no dia 22 deste mês, em Nápoles. O Bayern de Munique está praticamente garantido na chave, com 10 pontos, contra 7 do City e 5 do Napoli. Seu principal jogador é o argentino Ezequiel Lavezzi.

Curiosidades: O Napoli faliu em 2004, por chegar a uma situação financeira insustentável, após três anos na Série B. O clube fechou as portas, mas um movimento organizado pelo cineasta Aurélio De Laurentiis, que não queria deixar Nápoles sem clube de futebol, fundou o Napoli Soccer, uma empresa que tocaria o patrimônio falido do Napoli. O clube reiniciou sua trajetória na Série C nacional no mesmo ano. Nos dois anos seguintes, foi campeão da Série C e vice da B, retornando à elite. Em 2006, recuperou o nome original, Società Sportiva Calcio Napoli. O clube aposentou a camisa 10 de Maradona em 2000; pouco antes, em 1997, Beto, ex-Flamengo (sim, é aquele) usou-a. Estima-se que o Napoli tenha a 4a maior torcida da Itália, atrás de Juventus, Inter e Milan.

O Napoli e o futebol paranaense: Em 1968 o Napoli, então vice-campeão italiano (o Milan ficou com o scudetto) visitou Curitiba para um amistoso com o Coxa. O jogo aconteceu no estádio Belfort Duarte (o nome do Couto Pereira antes da reforma) e, segundo o site História do Coritiba relata, “no final do jogo, o técnico coritibano substituiu Neiva por Wálter. Quando Neiva saiu do gramado, Kosilek fez o gol que seria da vitória. Os jogadores italianos alegaram que Neiva ainda estava em campo, o árbitro Wander Moreira entrou na catimba italiana e invalidou o gol coxa-branca”.

Atenção meninas: o blog oferece oportunidade não-remunerada de você posar para o quadro Que beleza de camisa! Se você tem interesse em ser modelo, como a Kelly Pedrita, é uma boa vitrine. Entre em contato pelos comentários deixando e-mail para retorno e participe do quadro semanal!