Couto Pereira, 80 anos: 5 grandes jogos e uma rica história

Nesta terça (20) o 5o maior estádio particular do Brasil completa 80 anos. Inaugurado como Belfort Duarte e depois de remodelado chamado Couto Pereira, em homenagem ao major do exército que presidiu o Coxa e idealizou a reforma, o estádio recebeu inúmeros grandes jogos e momentos inesquecíveis.

Toda essa rica história será contada em um livro a ser lançado em 2013, idealizado pelos torcedores Anna Gobbo e César Caldas, em parceria com o Grupo Helênicos. O livro está em fase de produção e vai retratar tudo sobre o estádio, como conta Caldas. “Serão quatro partes. A primeira relata todas as fases, desde as negociações para a compra do terreno até as reformas mais recentes, abordando também aspectos urbanísticos, arquitetônicos e sociais. O segundo reunirá crônicas de até 50 linhas em que os colaboradores relatam sua relação emocional com o estádio. A terceira terá os 30 eventos mais significativos: jogos importantes do Coxa, da Seleção e mesmo de rivais aqui da cidade, missa do Papa, show do Iron Maiden Phillips Monsters of Rock, chegada do Papai Noel em evento da Prefeitura para mais de 26 mil crianças, etc.”

Tive a honra de ser convidado a colaborar com um artigo sobre o estádio onde tive meus primeiros contatos com o futebol e passei muitos domingos até me tornar jornalista (quando passei a ir não somente aos domingos, hehe).

Até que a obra saia, o blog apresenta uma pequena lista dos 5 maiores jogos da história do Couto Pereira – claro, na minha visão. Convido você a fazer a sua nos comentários abaixo.

5 – Atlético 2-0 Flamengo, 1983. Até hoje, o recorde de público do estádio, quando 67.391 pessoas* passaram as catracas para ver o duelo rubro-negro na semifinal do Brasileirão. O Flamengo de Zico segurou o Atlético de Washington e Assis, que precisava de mais um gol, e foi à decisão.

Reportagem da TV Globo/RPCTV

*Fonte: RSSSF Brasil.

4 – Coritiba 0-0 Atlético, 1978. Última partida dos três Atletibas que decidiram o Estadual daquele ano. Nos pênaltis, Manga, que usou de um curioso artifício (veja no vídeo abaixo) parou o Furacão e deu ao Coxa o 7º de 8 títulos que o Alviverde conquistaria entre 1970 e 79. Mais de 150 mil pessoas viram os três 0-0 da sequência final.

Reportagem da CNT

3 – Coritiba 5-1 Atlético, 1995. O massacre coxa-branca na páscoa, que deu origem a revolução atleticana, culminando na construção do outro grande estádio da cidade, entre outras. Até então, o Couto Pereira era palco absoluto dos grandes jogos em Curitiba. A mudança no Atlético – novo estádio, CT, entre outros – gerou mudança no Coxa e ambos voltaram à Série A no final do ano.

Reportagem TV Globo

2 – Coritiba 3-2 Vasco, 2011. Primeira das duas decisões que o Coxa fez na Copa do Brasil entre 2011 e 12. Pelo ineditismo (os títulos nacionais do Coxa sempre foram ganhos fora de casa), pela emoção e pelos 5 gols, a decisão mais marcante do clube em casa.

1 – Brasil 2-0 Chile, 2001. Mal nas eliminatórias, a Seleção Brasileira procurou refúgio no Sul do País (depois ainda foi à Porto Alegre) e o Couto Pereira recebeu o jogo que simboliza a arrancada rumo ao Penta. Edilson e Rivaldo marcaram.

https://www.youtube.com/watch?v=Wv0b9Q8FjBI&playnext=1&list=PL700C050025F6A887&feature=results_main

Clique para ver o jogo completo (qualidade ruim)

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 14/11/2012


Nunca antes na história deste País…

…a Série B esteve tão concorrida. O líder Goiás, com 74 pontos, foi o único que já garantiu vaga na elite brasileira. As pontuações de Criciúma, Atlético, Vitória e do São Caetano, que é quem estaria fora no momento, seriam suficientes para ascender qualquer uma das equipes em todas as temporadas desde que a Segundona passou a ser com 20 clubes em pontos corridos. Em 2007, quando o Coritiba foi campeão com 69 pontos, o Vitória subiu com 59; Em 2009, com o Vasco campeão, o Atlético-GO subiu com 65, dois a menos que o São Caetano. Mesmo vencendo em Criciúma, o Furacão não garantirá matematicamente a vaga se Vitória e São Caetano vencerem seus jogos, na rodada mais quente de todos os tempos na B. Por coincidência da tabela, os seis primeiros colocados jogam entre si, sendo que só o Joinville não tem mais chances de acesso. O Goiás deve ficar com o bicampeonato da Série B, mas certamente os outros três classificados poderão comemorar como se fosse título.

Férias de quem?

O resultado de 1-5 para o Corinthians na última rodada do Brasileirão rendeu uma série de críticas – as primeiras – para o técnico Marquinhos Santos no Coritiba. Foi uma atuação desastrosa sim, mas em partes motivada pelo pênalti duvidoso a favor do Corinthians no início do jogo. Com mínimas chances de rebaixamento, muito se falou de que o Coxa já estaria de férias em 2012. Avaliei melhor e discordo: hoje, o Coritiba estaria fora da Copa Sul-Americana. Aquela mesma que os clubes costumam desprezar na temporada seguinte mas que, aposto um dólar, vai passar a ser melhor vista com um possível título de São Paulo ou Grêmio nesse ano. Volto ao tópico anterior: se o Atlético conseguir o acesso sem a taça da B, poderá sim festejar como um título, muito embora fosse da natureza e do poder do clube tentar a taça. Simplesmente porque clube de futebol existe para ser campeão. Por que então pensar em férias para o Coritiba, se há um torneio internacional a se buscar? A Sul-Americana caminha para ser a Liga Europa das Américas, com os clubes de menor poder financeiro comemorando taças internacionais, premiando-se com a vaga na Libertadores. Não há férias no Coxa; houve desconcentração e uma jornada infeliz em São Paulo.

Reboot

Expressão americana para reiniciar, usada na indústria do cinema e dos quadrinhos quando se quer ignorar o passado de um personagem. A DC Comics, editora do Super-Homem, é expert nisso, tendo reinventado seu universo de personagens várias vezes. A diferença para o Paraná Clube é que a ficção ressuscita heróis, reconta a história como quer. Reiniciar, talvez desta vez não tão do zero como nos anos anteriores, é (de novo) a missão paranista, versão 2013. A começar por convencer os bons atletas que aí estiveram (e alguns que valem a pena) a ficar depois de estar com salários atrasados em várias ocasiões. O “lançamento nas bancas”, porém, não pode esperar janeiro.

Os 14 grandes: CBF insere Coritiba e Atlético entre clubes “do eixo” em novo ranking

O novo ranking da CBF, a ser divulgado em janeiro de 2013, traz boas notícias para coxas-brancas e atleticanos. Levando em consideração o desempenho dos clubes de todas as séries do Brasileirão e também na Copa do Brasil, Coritiba e Atlético se inserem entre os chamados “12 grandes” do Brasil, os clubes de SP, RJ, MG e RS. A ideia da CBF é dinamizar o ranking deixando-o mais atualizado, contabilizando somente as últimas 5 temporadas.

A notícia foi divulgada pela ESPN – clique para ler e ver o ranking completo.

Segundo a matéria, Fluminense e Corinthians disputam a ponta do ranking. O Flu foi campeão brasileiro em 2010 e está prestes a ser novamente; o Corinthians venceu em 2011 e nesta temporada deu mais importância à Libertadores. A ESPN divulgou a lista dos clubes já com a aplicação dos novos critérios, explicados na tabela abaixo:

As 20 primeiras equipes do ranking seriam as seguintes:

O Coritiba, bi-vice-campeão da Copa do Brasil, bi-campeão da Série B e 8o no Brasileirão de 2011 estaria pouco abaixo do Cruzeiro, na 11a posição, subindo duas posições. O Atlético, quinto colocado no Brasileirão 2010 e com duas quartas-de-final da Copa do Brasil no período (2007-2012) ficaria acima do Botafogo-RJ e atrás do Atlético-MG, na 13a posição, seis acima da que ocupa no ranking anterior. Bahia e Sport, também clubes de grande torcida e campeões brasileiros, aparecem em 17o e 20o lugar respectivamente.

  • Demais paranaenses

Boa para a dupla Atletiba, a mudança derruba o Paraná no ranking e eleva Corinthians-PR/J. Malucelli. O Tricolor, fora da Série A desde 2007, quando disputou a Libertadores, perdeu 4 posições. Operário, Iraty, Cianorte, Arapongas, ACP e Roma também aparecem no ranking. O  Londrina, campeão da Série B em 1980 e 34o no ranking anterior, aparece em 136o lugar na nova contagem, pois está fora das séries do Brasileirão desde 2005, quando foi 14o na Série C e não se manteve em competições nacionais.

Veja o ranking só com os clubes paranaenses:

11o – Coritiba – 12924 pontos
13o – Atlético – 10953 pontos
27o – Paraná – 5904 pontos
77o – Corinthians-PR/J. Malucelli – 770 pontos
85o – Cianorte – 585 pontos
95o – Operário – 408 pontos
122o – Iraty – 262 pontos
125o – Arapongas – 255 pontos
136o – Londrina – 203 pontos 
172o – ACP – 100 pontos
191o – Roma – 25 pontos

Coritiba disputa prêmio mundial de marketing nesta quinta

O Coritiba pode receber nessa quinta um prêmio internacional pela campanha de marketing “O mais vitorioso do Mundo” (clique para conhecer a campanha), que valorizou o feito das 24 vitórias consecutivas em 2011, recorde mundial registrado no Guiness Book of Records e deu o pontapé para uma campanha de associação ao clube, que chegou a ter 30 mil sócios no auge.

O Football Business Awards, promovido pela primeira vez neste ano pelo Chelsea, reconheceu o Coxa como um dos clubes com mais sucesso em estratégia envolvendo venda de entradas e mídia externa no Mundo, categorizando o clube brasileiro na série “Overseas” (além-mar), concorrendo com os não-ingleses Zenit (Rússia), Club Brugge (Bélgica), Internazionale (Itália) e Colorado Rapids (EUA).

O blog foi atrás dos concorrentes do Coxa e apresenta duas das campanhas abaixo.

Colorado Rapids – #OneClub

Os Rapids, dos EUA, lançaram uma campanha em que os compradores dos season tickets ganhavam o direito de colocar o nome na camisa do clube.

“É uma única e especial oportunidade de ter nossos leais torcedores no gramado com nossos jogadores por toda a temporada”, explicou no lançamento da campanha o presidente dos Rapids, Tim Hinchey.

A camisa do Colorado Rapids, com os nomes dos torcedores

Zenit St. Petersburg – Ação no metrô e nas ruas

O Zenit, que hoje conta com o brasileiro Hulk, lançou uma campanha com posteres nas ruas e nas estações de metro de São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia.

A campanha convocava os torcedores a se juntar a força do Zenit nos jogos do clube. Veja um dos posteres e o vídeo (em russo), clicando na imagem:

Zenit pediu apoio aos torcedores valorizando a força conjunta à torcida

Inter de Milão e Club Brugge não disponibilizaram em seus websites a campanha com a qual concorrem.

O resultado será conhecido na noite desta quinta-feira, em Londres.

 

Abrindo o Jogo – Coluna de 07/11/2012 no Jornal Metro Curitiba

A decisão do TCE-PR
Definir que o Potencial Construtivo é patrimônio público e, portanto, seu uso para arrecadar verbas para a finalização da Arena da Copa merece atenção e fiscalização do Estado, foi o melhor para a cidade, o evento e o Atlético. O clube até então tomou decisões que causaram espanto em parte da comunidade, mas foram referendadas pelo conselho. Com quando a esposa prefere o vestido da loja mais cara e o marido acaba cedendo; a decisão que era do clube sobre as cadeiras foi levada além do que devia – em forma de alerta, diga-se. Tudo agora fica pra trás. O clube, que se diz transparente no modelo de autogestão, ganhará agora o selo do TCE, caso tudo esteja em dia. Deixa de ocupar o posto de vilão que tentaram lhe imputar. Cabe ao órgão reger de forma transparente o aporte do benefício público, dado para que Curitiba receba o Mundial. Ganha a cidade, tardiamente, por entrar de vez na Copa; ganha o clube, que terá a aprovação do público em tudo que for lícito; e ganha a população, que verá todos os passos monitorados pelo TCE. Parece que finalmente Curitiba irá despertar para a Copa.

O Derby e o fim da Série B
Troco o chip, mas continuamos a falar sobre estádios. Desta vez a definição de que o Derby da última rodada da B será no Eco-Estádio. Foi o mais acertado diante do que se apresenta. Caberá à PM a responsabilidade de organizar a segurança e, a cada um dos torcedores, dar o bom exemplo. Não há porque criar pé de guerra nisso. Evita-se o deslocamento das torcidas, preserva-se o direito de mando e, claro, é importante que se preservem os direitos paranistas aos ingressos. No entanto, junto-me ao coro dos que lamentam a falta de diálogo para que o jogo fosse realizado no Couto Pereira. A volta do Atlético à Série A, quase consumada, e a chegada de Alex ao Coxa são motivo suficiente para uma grande ação de marketing envolvendo a dupla. O negócio futebol precisa ser tratado como tal. Dar o primeiro passo, com o Derby da Rebouças enchendo o Couto, gerando renda, seria o ideal. Culpar quem errou no passado é andar para trás. Importa é dar o primeiro passo e tratar o futebol com profissionalismo. É preciso alguns ajustes entre os cabeças dos clubes. Vem aí o Paranaense 2013 e novas oportunidades.

Ricardinho e o Paraná
Estive com Ricardinho ontem no Terra, em entrevista ao vivo. Falamos de Copa 2002 (já se vão 10 anos…), Corinthians e, é claro, o Paraná. O ex-técnico e ídolo tricolor disse que saiu do clube porque “algumas pessoas não entenderam as demandas do time”, impedindo contratações. Reclamou, mas disse compreender, do momento financeiro do clube. Contou ainda que deixa como “herança” o acesso para a primeirona paranaense e uma organização, adotada com Alex Brasil, no departamento de futebol, que “vivia cheio de empresários.” Ricardinho passou nove meses no Paraná e – impressão pessoal – pareceu se ressentir de ter deixado o clube sem poder ajudar mais. Mas ele próprio precisa tocar sua carreira de técnico, que tem potencial. Basta achar o ambiente propício – o que o Tricolor não foi e não tem sido faz tempo.

O valor de Alex

Alex já pagou ao Coritiba o custo que dará aos cofres do clube sem ter sequer entrado em campo. A análise não passa só pelo volume de venda de camisas ou pelo retorno de mídia que o clube teve nacionalmente desde o anúncio da contratação até aqui.

Alex deu ao Coritiba uma moeda não-vendável: estima. 

O Coxa passou a ser olhado de outra forma. Ganhar a concorrência de um jogador ainda com potencial físico e técnico no retorno ao Brasil, disputado por clubes de centros maiores fez muita gente que não conhece o Coritiba pensar “que raios Alex foi fazer em Curitiba?!” E não se trata somente da paixão que o meia tem pelo clube; a declaração de que escolheu um projeto de futuro para tentar ser campeão pela primeira vez por quem o revelou, abrindo mão de uma Libertadores, por exemplo, dá a dimensão da escolha. Alex sempre se portou de maneira profissional e, mesmo se tratando de Coritiba, não entraria em uma fria só por amor.

Não só os clubes passam a olhar o Coxa como um clube competitivo no mercado a partir de então; o efeito-rebote, justamente iniciando um processo positivo, é que os próprios jogadores vêem no clube um bom lugar para trabalhar. Jogador quer salário em dia, projeção e competitividade, nem sempre nessa ordem. O Coritiba hoje parece oferecer os três. Não será fácil, como nunca foi, competir com um Flamengo e as praias maravilhosas do Rio, mas já não é o fim do Mundo jogar na gelada Curitiba. Em proporções maiores, Alex dará ao Coritiba o que Ricardinho deu ao Paraná por alguns meses: credibilidade junto aos atletas. A diferença está na estrutura: o Coxa convence a permanecer, o Tricolor, não. Mas esse é outro papo.

Rafinha, ex-lateral-direito do próprio Coritiba, hoje no poderoso Bayern de Munique, já é exemplo prático disso. Joga no melhor campeonato do Mundo – mais organizado, mais competitivo, melhor média de público –  e não toparia voltar ao Alviverde só para jogar em casa. Mas sente firmeza na proposta de clube que hoje o Coxa é. Via Twitter já anunciou que um dia voltará:

Mas é claro que a mídia também pesa. Segundo o departamento de comunicação do Coritiba, o volume de buscas pelo nome do clube na Internet aumentou três vezes; nas redes sociais, aumento em 10 vezes, pelo Facebook e pelo Twitter. No dia da apresentação de Alex, a ÓTV, televisão local da RPC, transmitiu ao vivo o evento, que foi colocado simultaneamente na Internet pela Globo.com; o portal Terra também iria transmitir, mas teve problemas técnicos. Na busca por vídeos on demand (disponíveis a qualquer hora para o internauta) o interesse da mídia do centro do País cresceu pelo Coritiba – basta dar uma busca no Google. Alex é muito bem-quisto em especial por palmeirenses, que seguem interessados em saber do ídolo da última grande fase do clube, perto de cair pela segunda vez para a Série B.

O Coritiba não confirma o número exato, mas acredita que o volume de camisas vendidas aumentou em até 8x desde a chegada de Alex. Mais da metade das camisetas vendidas saem com o nome dele. A Nike ainda não emitiu o relatório oficial, mas estima-se que o clube vendeu entre 5 e 6 mil camisas só no último mês.

O mercado turco também passou a ser explorado pelo Coxa. A diretoria tenta encontrar uma maneira de encaixar as temporadas para a realização de dois amistosos com o Fenerbahçe. Por enquanto, existe apenas a conversa nos corredores, nada oficial. Mas aos poucos o Coxa vem buscando entrar na Turquia com o nome de Alex à frente. Ações como o vídeo abaixo têm dado muito retorno:

O vídeo foi assistido por quase 23 mil pessoas. O vídeo de apresentação de Alex, sem falar do Fenerbahçe, teve pouco menos de 9 mil visualizações. No Facebook, o Coritiba saudou os turcos pela passagem do dia da república turca, nessa segunda 29/10. O post teve quase 2700 “curtir”; para efeito de comparação, no jogo mais importante do Brasileirão, a revanche contra o Palmeiras em Araraquara, ainda com o Coxa ameaçado pela ZR e em competição direta com o adversário, foram 182 “curtir”. Nos números, Istambul é a segunda cidade que mais visita as páginas do Coritiba, perdendo apenas para Curitiba.

Não só o Coritiba é ajudado por Alex. O Atlético se vê obrigado a responder à altura. Na segunda divisão e vendo o domínio alviverde há três anos no Paraná, o Furacão terá que montar um time competitivo para responder à expectativa coxa-branca nas disputas – algo já afirmado pelo vice-presidente de futebol rubro-negro, João Alfredo Costa Filho. Até mesmo o Campeonato Paranaense, desinteressante por natureza por vários fatores, ganha charme com Alex em campo. Melhor para Londrina, Operário, Toledo e outros, que podem trabalhar essa marca nos encontros com o Coxa.

Guardadas as proporções, Alex já faz pelo Coritiba o que Ronaldo fez pelo Corinthians: internacionalização da marca, aumento da exposição, maior volume de vendas. Em campo, só 2013 responderá se o Menino de Ouro repetirá o Fenômeno, campeão da Copa do Brasil e Paulista pelo Timão.

Pesquisa Ipsos/Marplan, parte II: Futebol para elas, ricos e pobres, do vovô ao netinho

Após a divulgação dos números globais da Pesquisa Ipsos Marplan 2012 (e muita discussão no post e nas redes sociais), chegou a hora de detalhar a pesquisa; quem, entre os paranaenses, tem a maior torcida entre as mulheres? E por faixas sociais? Qual o time do povão e qual o da elite? Os jovens e os idosos, preferem que cores?

É o que o blog apresenta abaixo.

  • O Atlético é delas, o Coxa é deles
A modelo Carol Garajaú: Atlético tem maioria feminina

As mulheres são maioria entre os atleticanos e mais: proporcionalmente, o Furacão tem a terceira maior torcida feminina do Brasil, atrás apenas de Internacional e Vitória e ao lado do Corinthians e do Sport Recife no índice.

No geral, as torcidas brasileiras estão bem divididas. Foi-se o tempo em que “futebol era coisa de homem”. Segundo a Ipsos/Marplan, 46% das torcidas brasileiras são formadas por mulheres.

As atleticanas compõem 52% da torcida rubro-negra. Inter e Vitória tem 53% das suas massas torcedores compostas por mulheres.

Se o Furacão é o time delas, o Coxa é o time deles. Apenas 33% dos torcedores alviverdes são mulheres, o menor índice entre as 23 maiores torcidas do Brasil – o volume de times detalhados pela Ipsos/Marplan. É a segunda maior torcida masculina do Brasil, em números proporcionais, atrás apenas da do Santos.

Além de ambos, o Ceará, com 39% de mulheres na torcida, tem índice abaixo dos 40%, como o Coritiba. Veja os números gerais*:

*A Ipsos/Marplan não divulgou os números da torcida do Paraná; a ordem do gráfico corresponde a ordem nacional das pesquisas no Brasil, em números absolutos

  • Coritiba tem a torcida mais rica do Brasil
Torcida Coxa se fez presente em jogos na Copa da África 2010

O Coxa tem os torcedores mais ricos do futebol brasileiro, aponta a pesquisa. A elite curitibana é 14% da torcida alviverde, maior índice entre todos os 23 clubes detalhados pela pesquisa. A classe A, com renda mensal acima dos R$ 8.000, prefere o Alviverde. Não só em Curitiba: o concorrente mais próximo do Coritiba nesse índice é o Palmeiras, com 12%. O Atlético tem 8% de seus torcedores na classe A.

Nem Atlético, nem Coritiba, podem se dizer verdadeiramente “um time do povo”. Em se tratando de classes econômicas, a dupla Atletiba tem maior penetração nas classe média, entre as classes C e B (com renda mensal entre R$ 950 e R$ 4.600). Na disputa entre ambos, ligeira vantagem para o Atlético entre os mais pobres (com renda abaixo dos R$ 950), com 8% x 7% do Alviverde. Pra se ter uma ideia, nacionalmente, a verdadeira torcida do povo brasileiro é a do Ceará, com 33%. O Corinthians tem apenas 9% de torcedores nessa faixa, enquanto o Flamengo tem 15%.

Na classe média, o Atlético leva vantagem sobre o Coxa entre os situados na classe C (44 x 30) e perde na B (39 x 49), comprovando a preferência dos mais abastados pelo clube do Alto da Glória. Veja os índices nacionais:

  • Vovô é Coxa, filhos são Rubro-Negros, netos em aberto
Vovô Coxa entre Lucas e Kleberson, na faixa dos 30 (Foto: Blog do Bronca)

Como visto no primeiro post desta série, há uma flutuação nos índices percentuais das torcidas, conforme as décadas. As gerações vão se sucedendo e mexendo com os números. Segundo a Ipsos Marplan, o Coritiba tem 19% dos seus torcedores acima dos 50 anos, enquanto nessa faixa estão 14% dos atleticanos. A torcida mais “velha” do Brasil atualmente é a do Fluminense, com 41% dos torcedores acima dos 50.

O Atlético está a frente do Coxa entre a faixa considerada mais ativa, de 25 a 50 anos: 48 a 41%. Entre todos os 23 clubes do detalhamento, a média percentual de torcedores nessa faixa é a maior, 43%. Apenas Palmeiras (50%) e Bahia (49%) tem mais torcedores nessa faixa que o Atlético. Flamengo, Atlético-MG e Internacional tem o mesmo índice dos rubro-negros.

Entre jovens e crianças, o Coritiba está ligeiramente acima do Atlético, 39% a 38%. Os coxas-brancas estão mais numerosos entre 18 e 24 anos; abaixo disso, os rivais estão iguais. Em todo o Brasil, a torcida que tem o maior número de jovens em suas fileiras é o Sport Recife, com 47%; na outra ponta da tabela está o Palmeiras, que tem 25% dos seus torcedores nessa faixa etária.

  • Conclusões

Estatísticas de torcidas no futebol normalmente são mal digeridas. Enquanto os perdedores duvidam da origem das pesquisas, os vencedores preferem a galhofa ao estudo – que, de fato, deveria ser objeto de todos.

Os índices e as flutuações no mercado do futebol, apontados pela pesquisa da Ipsos, são significativos. A queda assustadora de torcedores do Paraná, o constante crescimento corintiano no mercado paranaense e também no país todo, as preferências por sexo, idade e classes sociais, tudo pode ser objeto de um trabalho mais profundo para readequação de interesses de cada clube.

Não há marketing melhor que bola na rede, dirão alguns. De fato. Mas muitas ações podem ser tomadas para que cada clube amplie sua ação no mercado, afim de faturar mais, gerar receitas e atratividade e assim, com dinheiro em caixa, buscar quem ponha a bola lá, iniciando um ciclo positivo.

Atlético tem a maior torcida paranaense; veja detalhes exclusivos

 

O Atlético tem a maior torcida de Curitiba e a maior no Brasil entre os clubes paranaenses, aponta uma pesquisa realizada pelo o Instituto Ipsos/Marplan em 13 regiões do País.

A pesquisa, feita nas Regiões Metropolitanas de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Vitória-ES, Salvador e no interior de São Paulo, entrevistou 14.413 pessoas entre Janeiro e Março deste ano. Curitiba e RMC correspondem a 5% do total da pesquisa; São Paulo e interior, na proporção da população, a 30%.

Nos números apurados, algumas conclusões polêmicas: pela primeira vez o Corinthians teria passado o Flamengo no número de torcedores; em números comparativos, o Atlético teria o dobro de torcedores do Coritiba (32 x 16), como divulgado pela TV Bandeirantes em 10 de outubro deste ano:

Como os números paranaenses não foram descritos na matéria da Band, fui atrás dos dados especificados. E em dois posts especiais, nesta quinta e sexta, vou apresentá-los aqui no blog.

Abaixo, o gráfico que corresponde às torcidas em Curitiba e o desempenho nacional dos clubes do Paraná:

Portanto, em números absolutos, a torcida do Atlético chega a 20% da população da cidade/RMC, enquanto o Coritiba tem 16% e o Paraná, 4%. O Corinthians é o terceiro na preferência na região, com 8%.

O gráfico apresentado pela Band tem outra leitura. A explicação é de Diego Oliveira, diretor de contas da Ipsos/Marplan, para a discrepância nos números: “São interpretações diferentes. Há dados com base em torcedores (37.153.000) e na população com mais de 10 anos (50.119.000).”

A vantagem do Atlético em relação ao Coritiba cresce na proporção em que se seleciona apenas o público com interesse no futebol. E também no comparativo único entre os três clubes paranaenses, que somam 40% entre os que gostam de futebol. Como ilustra o gráfico a seguir, o Atlético tem 50% da torcida paranaense contra 40% do Coxa e 10% do Tricolor, de acordo com a Ipsos/Marplan:

Segundo a Ipsos/Marplan, 23% dos brasileiros não torcem para nenhum clube. Em Curitiba e RMC, o índice de pessoas que não torcem para ninguém é de 39%, maior que a média nacional.

  • Consolidação atleticana, ameaça corintiana

Os números da pesquisa Ipsos/Marplan podem alimentar a rivalidade Atletiba, mas servem muito mais de alerta de mercado para o crescente aumento de corintianos na capital. No Paraná, somando o interior, o time paulista já tem a maioria dos torcedores.

Se resgatarmos todas as pesquisas divulgadas sobre torcidas no Paraná, desde a primeira que se tem notícia, do Gallup/Placar em 1983 até essa, percebe-se uma queda na preferência pelos times paranaenses e a consolidação do Atlético como time mais popular. Em 10 pesquisas nos últimos trinta anos, o Furacão esteve atrás do maior rival em apenas duas (em 1993 e 1998); no Paraná como um todo, foram 4 pesquisas divulgadas desde 1983. Em todas,o Atlético aparece na frente do Coritiba – mas, nas duas últimas, atrás do Corinthians.

Além disso, há um decréscimo considerável na torcida paranista, que teria perdido nada menos que 2 vezes e meia a torcida que tinha na primeira pesquisa em que apareceu, em 1993 (de 14% para 4%). Clubes citados em 1983 com grande participação paranaense, como Grêmio Maringá, Londrina e Operário, sequer são citados atualmente – muito embora, em alguns casos, as pesquisas não sejam realizadas nestas praças. Confira os gráficos das torcidas ao longo do tempo, em Curitiba/RMC e em todo o Paraná:

Curitiba/RMC

Obs: Por ser um time de Curitiba, o Malutrom aparece no gráfico por ter sido citado em 2001; clubes como Santos, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Grêmio e Inter foram citados, mas não incluídos no gráfico acima

Estado do Paraná

Se você chegou até aqui e ficou curioso para saber o resultado nacional da pesquisa, recomendo o blog Olhar Crônico Esportivo, só clicar aqui. O espaço para comentários está a disposição para o seu manifesto.

 Amanhã: o detalhamento da pesquisa por sexo, idade e classe social!

Abrindo o Jogo – Coluna de 24/10/2012 no Jornal Metro Curitiba

Tropeço inesperado
Os pontos perdidos contra o Guarani deixaram o Atlético novamente à espera do que faria o São Caetano à noite (o jogo ocorreu após o fechamento da coluna). Se teve sorte ou azar (o que era a lógica para o Azulão, contra o Ipatinga), o impacto do tropeço inesperado é o peso ainda maior para a reedição da decisão da Série A 2001 no próximo dia 3 de novembro, em São Caetano do Sul. Com sorte, o Atlético jogará pelo empate; do contrário, se obrigará a vencer. Fruto da ansiedade no jogo de ontem contra o Bugre. Faltou força para a quinta vitória seguida, mas nada está perdido ainda.<

Cadeiras da discórdia
Depois das denúncias feitas pelo ex-vice Cid Campêlo Filho, Mário Celso Petraglia ganhou o apoio do conselho atleticano. Enquanto o tema for interno, se o conselho aprovar gastos maiores por opção, bom para quem está no comando, com o custo bancado pelos sócios do clube. Se o tema passar a ser de interesse geral, mediante decisão do Tribunal de Contas, a situação muda. Dentro do policiamento que faz a imprensa, questiona o leitor Luiz Fernando Bolicenha por que a não se dá o mesmo espaço a quem tem dívidas com a união, como INSS e outros pormenores públicos. Falar pela imprensa, creio, ninguém tem autonomia. Pela coluna, respondo a seguir.

Dívidas: quem paga?
A oportuna colocação vem de encontro à uma reportagem da Revista Galileu, divulgada no início da semana, sobre os clubes maiores devedores do País e quanto tempo levariam para quitar essas dívidas em um estudo envolvendo receitas e plano de parcelamento. O Atlético, justiça seja feita, é o único do Brasil que não tem dívidas. O Coritiba ocupa a 10ª colocação entre 25 clubes, e o Paraná é o 9º, num ranking que leva em consideração o tempo que cada um levaria para quitar suas pendências; o Botafogo-RJ é o pior rankeado. Dívidas das mais diversas ordens, com impostos e atletas/treinadores por ações trabalhistas. Segundo o estudo, o Coxa precisaria de 25 meses para pagar seus 63,9 milhões, enquanto o Tricolor levaria 28 meses para quitar 34,5 milhões. O time carioca precisaria de 86 meses para zerar nada menos que 378,2 milhões. As públicas saem sim do bolso do contribuinte. É tão nocivo quanto o mau uso de dinheiro estatal em qualquer outra atribuição – pior é ver isso ser tratado com displicência pelo comando esportivo do País. De certa forma, exemplificando, todos nós pagamos para que Seedorf defenda o Fogão. É fazer cortesia com o chapéu dos outros.

Alex e o bem que faz ao futebol paranaense
A volta de Alex merece uma coluna só para si (e ela estará no blog napoalmeida.com*) mas, em rápidas linhas – e sem entrar na engenharia financeira, que desconheço – o retorno do ídolo coxa mexe com a estima do futebol da terrinha. Alex não precisaria  marcar mais nenhum gol: o sim ao Coritiba demonstrou caráter, abnegação e reciprocidade. Um tapa de luva em um mundo de negociações e mercados inflados.

*Promessa é dívida e, em semana de Liga Europa aqui no Terra, encaixo algo até a noite desta quarta sobre o tema.

Alex é do Coritiba! Saiba detalhes

Nem Palmeiras, nem Cruzeiro: Alex é do Coritiba.

O contrato de dois anos com o meia será celebrado nessa noite, durante o jogo entre Coritiba e Náutico pelo Brasileirão. O Coxa prepara uma homenagem ao jogador, que volta ao clube que o revelou para encerrar a carreira.

A apresentação deve ficar para amanhã (quinta) ou até mesmo sábado. Faltam detalhes entre as assessorias do clube e do jogador. O Coritiba já tem uma estratégia de marketing para aproveitar a volta do jogador, que era desejado por clubes que já contaram com ele em grandes momentos, casos do Palmeiras, onde venceu a Libertadores 99 e o Cruzeiro, multi-campeão em 2003.

Pesou para Alex o desejo de voltar ao clube do coração e o desejo da família. O Coxa ainda apresentou um projeto ao jogador, parecido com o que tem com Tcheco, para que ele continue no Coritiba após encerrar a carreira de atleta, atuando na área de gestão. Na conversa com interlocutores ligados ao clube, ficou a impressão positiva sobre a visão do negócio futebol por parte do jogador.

Detalhes como salário e bonificações foram mantidos em sigilo. Alex só poderá atuar oficialmente em 2013 e a diretoria ainda não planejou nenhum amistoso ou jogo antecipado para festa.