Pinheirão: Coritiba nega novas possibilidades

Travada desde o pagamento da dívida com o INSS pela Federação Paranaense de Futebol, a negociação entre a construtora OAS e a FPF para a aquisição da área do Pinheirão, nas palavras do terceiro interessado (o Coritiba) “esfriou”.

“Esfriou sim”, me disse Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coxa, “O Coritiba, ressalte-se, nunca mudou sua postura. Se um investidor aceitasse nossos termos, negociaríamos. Mas isso dependeria da negociação entre o investidor e a FPF. Não sei o que houve com eles, parece que até podem retomar as negociações, pagarem o que a federação pede [nota: estima-se algo em torno de R$ 60 a 85 milhões], e só então o Coritiba volta a pensar no assunto. Nós não temos esse dinheiro e nunca pretendemos comprar um terreno e tocar a obra por conta própria.”

Vilson também falou sobre a imagem abaixo, que circula na internet, de um suposto acordo de Naming Rights para o estádio, envolvendo a Petrobrás:

“O investidor faz isso para vender, mas não há nada. É como uma construtora. Eles colocam os tapumes e a central de vendas antes mesmo do prédio ser erguido. Vendem e constroem com o nosso dinheiro (risos).”

Amanhã, no Jornal Metro Curitiba, detalhes sobre possíveis contratações do Coxa e a relação com a Nike. Fique atento!

Hélio Cury: “O Pinheirão é matéria vencida”

A Gazeta do Povo (clique para ler) traz matéria hoje explicando origem de parte do dinheiro para a quitação da dívida da FPF com o INSS, que impediu o leilão do Pinheirão na última quinta. Mais que isso: a reportagem, na verdade, aponta que o Pinheirão ficou mais distante do Coritiba. E, com base nas declarações de Helio Cury, presidente da FPF, dá a entender que o comprador do terreno não necessariamente precise erguer uma praça esportiva no local, o que seria obrigatório pela Lei Municipal 3.583/69.

Em um telefonema rápido agora, no fim da tarde, tentei aprofundar o assunto com Hélio Cury:

Napoleão de Almeida – Houve mesmo o rompimento com o investidor? O que o senhor diz da matéria da Gazeta do Povo?
Hélio Cury – A partir de hoje, não trato mais sobre esse problema. Esse assunto, quando for resolvido, eu vou convocar uma coletiva e passar para todo mundo. Se for resolvido. Senão fica essa lenga-lenga. Já falaram demais.

NA – Mas isso se deu porque o senhor falou que “agora os coadjuvantes estão fora”…
HC – Tudo bem, já fizeram todo o tipo de interpretação, não tem o que fazer. É matéria vencida, acabou quando não teve o leilão na quinta passada.

NA – Eu acho que o Pinheirão ainda interessa a muita gente…
HC – …olha… Eu não falei com os outros, não falarei com você também. Seria deselegante.

Pinheirão: dia decisivo, entenda os desdobramentos

Amanhã, às 14h, está marcado o segundo leilão do Pinheirão, com valor inicial 50% menor que o do primeiro leilão: R$ 33 milhões de reais.

Mas ele pode não acontecer.*

Pelo menos é o que pretendem FPF e OAS, que, através de petição da federação, tentam uma liminar na 1ª Vara Federal de Execuções Fiscais de Curitiba, com a juíza Alessandra Anginski para impedir a realização do leilão. Até o momento em que escrevo este post, 19h50 de quarta, 19/10, ela não concedeu a liminar, como já havia feito no primeiro leilão.

A OAS já tem um acordo fechado para a compra do terreno. Por R$ 85 milhões, a empreiteira quitaria as dívidas junto à receita, Prefeitura e Estado, e outros credores, entre eles o Atlético, que receberia R$ 15 milhões. O valor é menor do que pode chegar a custar o imóvel/terreno caso vendido em leilão: o preço de R$ 33 milhões é apenas em cima do bem, não quitando dívidas e sem contar a comissão do leiloeiro.

O Grupo Tacla é o principal concorrente e o único que deve entrar no leilão. Em 2007, o mesmo grupo arrematou o bem (clique aqui e relembre a história em reportagem da Gazeta do Povo) mas a FPF embargou a compra. E promete fazer o mesmo caso o grupo em questão arremate o imóvel.

O principal problema a ser contornado é a lei criada para que a Prefeitura de Curitiba, ainda nos anos 60, pudesse doar o terreno à federação. Na lei, há a obrigatoriedade de se construir uma praça esportiva no local. O Grupo Tacla, segundo o que apurei, pretende erguer um shopping na região e, para isso, teria de se valer de força política para modificar a lei. A política, no entanto, está ao lado da OAS, que pretende construir um shopping, um centro de eventos e um estádio anexo – e aí chegamos ao Coritiba.

Há um documento assinado por Vilson Ribeiro de Andrade, uma carta de intenções, dando conta de que, caso a OAS compre o terreno e construa, o Coritiba usufruirá, mediante contrato, da nova praça desportiva. A carta não é um contrato; este está em negociações que ainda devem se arrastar por um tempo – mas com muita possibilidade de um “sim” entre Coxa e OAS.

A proposta da OAS para o Coritiba é similar à do Grêmio: o estádio será do clube, mas após um período de 20 anos; até lá, 100% da bilheteria no jogos é da empresa, e não do clube; o Coritiba teria obrigação de mandar seus jogos somente no novo estádio; pelo período de 20 anos, os sócios serão do estádio, e não do clube; o entorno do estádio (shopping, centro de eventos) não dá nenhum lucro ao clube; o terreno do Couto Pereira passa a ser de propriedade da OAS. Entre outros pormenores.

Já o Coritiba quer a revisão de alguns dos termos: o Coxa pleiteia 15% da arrecadação que a empresa tiver no entorno; não aceita ceder bilheteria e placas de publicidade à OAS, tampouco o valor dos sócios, ainda que por prazo determinado. A idéia do Coritiba é manter a receita e repassar 85% dos lucros do entorno para a empresa; sobre o terreno do Couto Pereira, o Coxa quer manter 20% da propriedade em seu nome, repassando 80% para a OAS fazer outro empreendimento – deste, o lucro seria todo da empresa, na área determinada.

A negociação é complexa e, embora somente nos últimos meses tenha vazado na imprensa, já dura 1 ano e meio.

A carta na manga coxa-branca para fazer valer seus desejos é a necessidade de se ter uma praça esportiva no local. Sem o clube, a OAS não teria como fazer a obra – mesmo problema que terá o Grupo Tacla caso arremate o bem. Logo, para que o projeto tenha sucesso, a empresa sabe que precisará ter um centro desportivo anexo e o Coritiba, com o terreno do Couto Pereira (valor estimado de 8 mil o M2), é o parceiro que tem como recompensar a empresa e estar amparado pela lei.

Essas são as cartas, o jogo (re)começa amanhã, 14h. Sem hora para terminar – embora os mais otimistas digam que em 20 dias, a negociação será confirmada ao público.

*Update:

Apurou a jornalista Nadja Mauad, 20h52: “Segundo o presidente da FPF, Helio Cury, o leilão marcado para esta quinta-feira foi cancelado. ‘Apuramos o valor que deviamos junto ao INSS, pagamos e evitamos o leilão. Agora vamos negociar diretamente com os interessados novamente. Venderemos pelo melhor preço’, disse.”

Nota: o recurso do update é usado para manter o teor original do texto, que já afirmava que o leilão poderia não sair. Ainda carece de confirmação, mas confio plenamente no poder de apuração da Nadja, por isso (e porque Hélio Cury está com o celular desligado) o faço com o texto dela.

Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Coxa no Pinheirão: saiba detalhes

A nova casa do Coritiba - depois de uma bela reforma

A Tribuna do Paraná (num trabalho de apuração de Elaine Felchaka e Rodrigo Sell) trouxe a notícia de que o Pinheirão fora adquirido pela OAS horas após o leilão judicial do estádio, que não apresentou nenhum interessado no imóvel.

Tudo partiu de um post sutil do deputado Reinhold Stephanes Jr, conselheiro do Coritiba, no Twitter:

Apesar de Stephanes ter garantido que o contrato foi assinado no dia 06/10, a negociação ainda é 99% certa. O 1% restante pode mesmo atrapalhar: trata-se da determinação judicial em leiloar o bem, que já havia sido combatida pela FPF com uma ação não acatada pela justiça antes do primeiro leilão. O segundo está marcado para o dia 20/10 e este é o prazo para que as negociações finalizem. A política – e até mesmo o bom senso, já que o valor é quase três vezes maior do que o inicial do leilão – definirão se haverá ou não o segundo dia para arremate.

O valor pago pela OAS será de R$ 85 milhões pelo terreno e o contrato com o Coritiba é de 20 anos. O estádio terá capacidade para 46 mil pessoas e abrigará um complexo esportivo e comercial.

O Coxa ainda negocia como fará a partilha da arrecadação com a OAS – este é outro ponto em discussão, mas que não impede a compra do imóvel – uma vez que hoje conta com uma carta de 30 mil sócios, fonte principal de renda do clube. O modelo de gestão será idêntico ao da Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A previsão de conclusão, passadas as negociações, é 2015 – ou seja, nada concorrente com a Copa 2014 na Arena.

O clube pretendia anunciar a negociação no jantar de aniverário de 102 anos, junto com o já confirmado lançamento da pedra fundamental do novo CT, dia 17/10. No entanto, Stephanes Jr., coxa-branca de carteirinha, empolgado com a negociação, acabou se antecipando. O que gerou uma reprimenda velada ao deputado e a seguinte nota oficial:

O Conselho Administrativo do Coritiba Foot Ball Club vem a público informar que as notícias veiculadas pela imprensa, segundo as quais o Clube, em parceria com uma construtora, teria adquirido o estádio Pinheirão, com a finalidade de construir na área um novo estádio, são infundadas.

Nenhum negócio foi fechado até o presente momento, tratando-se de mera especulação o que foi noticiado. O Conselho Administrativo esclarece também que o único porta-voz autorizado a prestar informações que dizem respeito ao patrimônio do Clube é o seu vice-Presidente.

O destino dado ao Couto Pereira está indefinido e passará pelo conselho; a intenção de Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube, é construir um centro comercial na região, cujos rendimentos seriam revertidos ao Coritiba. Esse projeto, no entanto, ainda está no campo da idealização e terá um obstáculo a ser superado: quando da mudança na lei do Zoneamento Urbano de Curitiba (clique para ler), que beneficiou o Atlético ao atribuir valor histórico e interesse público na Arena, dada a necessidade de se emitir os títulos de potêncial construtivo pensando na Copa 2014, Coritiba e Paraná brigaram por isonomia de direitos e conseguiram. Agora, a lei de Zoneamento no Couto também tem as mesmas características da Arena, o que poderá impedir a construção de um centro comercial por lá, já que há interesse histórico e público na área – o mesmo vale para a Vila. Mas isso é uma segunda etapa.

Coxa no Pinheirão: história

Inaugurado em 1985, o Pinheirão não trás boas lembranças a torcida do Coritiba. Apenas um título foi conquistado pelo clube no estádio da FPF: o Paranaense de 99, sobre o Paraná.

Lá, de acordo com o grupo Helênicos, o clube jogou 25 vezes com o Atlético, tendo perdido 11 jogos e vencido apenas 5. Perdeu o Paranaense de 1998 e a Copa Sesquicentenário de 2003 para o rival. Contra o Paraná, 24 jogos, 16 derrotas e 5 vitórias. Perdeu o Paranaense de 1995. Em 2005, durante um período de reformas no Couto Pereira, chegou a mandar alguns jogos lá.

Meus dois centavos:

Como 99% não é 100%, o Pinheirão pode não vir a ser a casa nova do Coxa, mesmo com tudo acima acertado. Mas os indícios e as fontes que conversaram comigo estão confiantes. E eu também: a nova realidade do Pinheirão ajudará a todos.

Livra a FPF de um ônus administrativo enorme, um elefante branco; livra o Estado e a Prefeitura de problemas mil, desde dívidas até a criminalidade instalada na região; nem Estado, Prefeitura ou FPF terão de adminstrar o estádio e onerarem-se (mesma razão pela qual a saída da Arena para a Copa 2014 é a melhor para Curitiba: o problema no pós-Copa é do clube); dá ao Coritiba um palco a altura das suas pretensões, funcional e moderno; ao Atlético, rende R$ 15 milhões, já que o clube é credor; e, por fim, revitaliza a região, hoje já central em Curitiba.

Os ingleses, donos do maior campeonato do planeta, botaram o mítico Wembley abaixo em nome da modernidade. O avanço se faz assim. O Couto Pereira serviu até o ponto atual, mas pelas razões acima, que não se apegue em sentimentalismo. Fosse assim e a Baixada velha ainda estaria lá. E o Coxa ainda jogaria no Parque da Graciosa:

*Colaboraram com a reportagem Caroline Mafra e Hugo Pontoni.

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Notas

Sem via alternativa

Apesar da promessa da CBF em dar a eventual vaga do Vasco na Libertadores ao Coritiba, caso a equipe carioca vença também a Copa Sulamericana, a Conmebol definiu hoje que nenhum país poderá ter mais de seis vagas e, em caso de título de algum time já qualificado, a vaga fica na competição, ou seja: o vice – ou melhor colocado sem vaga – fica com o prêmio.

Coxa no Pinheirão I

Esquentou a negociação para a compra do Pinheirão por parte da OAS, construtora baiana que já havia tentado participar da obra na Arena. O leilão do estádio, marcado para essa quinta-feira (6) pode nem sair: para executar o direito de compra antecipada, modalidade comum em leilões, a OAS deve antecipar cerca de R$ 65 milhões para quitação de débitos judiciais principalmente com o governo. Caso isso não ocorra, o estádio vai a leilão público com preço inicial de R$ 66 milhões. Durante toda a terça e também na quarta, o presidente da FPF, Hélio Cury, esteve em reuniões.

Depois de Atlético e Paraná, Pinheirão pode ser lar do Coritiba

Coxa no Pinheirão II

Se arrematar o imóvel, a OAS deve anunciar uma parceria com o Coritiba, para que esse possa ser o principal beneficiário do futuro novo estádio, em um projeto que contemplaria não só a praça esportiva, mas também um centro comercial e uma área para eventos e espetáculos. Oficialmente, o Coxa nega que já tenha algum tipo de negociação, mas a coluna apurou que existem alguns entraves na conversa, como por exemplo a maneira com a qual o clube obteria renda, já que placas e espaços comerciais/publicitários, além da bilheteria, interessam a OAS. O modelo é parecido com o da Arena da Copa em Recife – que, em tese, ainda não tem nenhum clube como beneficiário, já que os três grandes de Pernambuco tem suas próprias casas. O Coxa também evita anunciar o destino do Couto Pereira, mas a intenção de Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do clube, é pô-lo abaixo e construir um centro comercial que dê renda ao Coritiba – manifestou-me essa intenção ainda em 2010, quando os primeiros rumores surgiram.

Bom para o Atlético

Credor de R$ 15 milhões junto a FPF, o Atlético é outro que sairá no lucro com a venda do Pinheirão, seja qual for o destino. O clube, que nesta mesma semana lançou a etapa final das obras na Arena, ganharia novo fôlego financeiro.

Quem fala o que quer…

Pegou mal com alguns jogadores do elenco do Paraná as declarações do zagueiro Cris após o empate com o Duque de Caxias, pior time da Série B do Brasileiro. De cabeça quente após o resultado que praticamente sepultou as chances de acesso do Tricolor e deixou a equipe a quatro pontos de distância do rebaixamento. Alguns jogadores reclamaram da postura do jogador, que acusou, sem citar nomes, colegas de estarem “fazendo corpo mole” e, por isso, o time caiu de rendimento. “Trairagem”, confidenciou-me um jogador que pediu para não falar no assunto abertamente. Ouça a entrevista, gentimente cedida pela Rádio Banda B:

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Miranda Strikes Back

Ainda Paraná: o ex-presidente José Carlos de Miranda articula uma chapa de oposição para concorrer às eleições do clube, que ocorrem na segunda semana de novembro. Miranda dirigiu o clube entre 2004 e 2007, conquistando um Estadual e uma vaga à Copa Libertadores, mas deixou o comando sob denúncias de receber comissões em negociações de jogadores. Em 2009, cogitou lançar uma chapa, mas acabou apoiando a situação.

Invasão atleticana

O Atlético mobiliza a torcida para uma invasão à Florianópolis, para o confronto decisivo de domingo, 18h, contra o Avaí na Ressacada. Os sócios do clube participarão de uma promoção que dará 150 ingressos e direito de compra de mais um, a partir desta quinta (6); além disso, a carga total de 1.200 entradas foi comprada pelo Atlético e estará sendo vendida a R$ 20,00 na Arena a partir de sexta pela manhã. Com 27 pontos na 17a. posição, uma vitória sobre o Avaí em Florianópolis (19o., 22 pontos) e uma combinação de resultados podem tirar o Furacão da zona de rebaixamento. Ano passado, o Atlético venceu o adversário em Floripa: 1-0, gol de Maikon Leite:

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O caminho do Coxa para a Libertadores é pelo mar

Vasco: de algoz a padrinho

Um jantar em Curitiba na última quinta-feira (29/09) fez Virgílio Elíseo, diretor técnico da CBF garantir: se o Vasco vencer também a Copa Sulamericana, o Coritiba estará na Libertadores 2012.

Vice-campeão da Copa do Brasil ao perder no placar agregado e critérios para o time carioca (0-1, 3-2), o Coxa se vê longe da Libertadores no Brasileirão, mas recebeu do diretor-técnico da CBF a garantia de que o departamento fará lobby junto ao presidente Ricardo Teixeira para que ele oficialize a idéia de que  Alviverde possa ocupar eventual vaga vascaína com duas condições: o Vasco precisa vencer a Sulamericana e, se a Conmebol definir que a vaga é do País e não da competição*, o Coxa jogaria a pré-Libertadores, ficando, de fato, com a suposta vaga da Sula.

Na prática, o Coxa precisa agora que o Vasco supere os seguintes cruzamentos:

O que falta agora é a sanção de Ricardo Teixeira, que está hospitalizado. E, claro, dar Vasco.

E o Brasileirão?

O Vasco também é o líder do Brasileirão e pode ser campeão; isso também beneficiaria o Coxa? Não.

Se o Vasco papar o Brasileiro e não a Sulamericana, entrará o 5 time da classificação na vaga, como já é de praxe: G4 vira G5.

Meus dois centavos:

…e pensar que o Vasco chegou capenga na decisão da Copa do Brasil, com favoritismo declarado do Coritiba, depois de passar apertado pelo Avaí e sem vencer o Atlético e ainda foi campeão apenas nos critérios. Hoje, é líder do Brasileiro e tem bom caminho na Sulamericana. Desbravador.

O blog ficou quase uma semana sem atualizações, mas manteve ótima média de visitações. Peço desculpas aos amigos e agradeço muito: aproveitei uns dias para colocar uma monografia em ordem e, como não sou de ferro, fui curtir o Rock in Rio no período.

*UPDATE: A Conmebol anunciou nesta quarta (05/10) que a vaga da Libertadores via Sulamericana é da competição e não do país; sendo assim, a promessa da CBF ao Coritiba perdeu efeito.

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Em ano ofensivo, Seleção premia defesa coxa

Pelo Twitter, Emerson comemorou a convocação

 

No ano em que bateu o recorde nacional de vitórias e o do próprio clube em número de gols marcados, o Coxa voltou a ter um jogador convocado para a Seleção Brasileira… na defesa.

Emerson, zagueiro, 28 anos, ganhará uma oportunidade contra a Argentina, no jogo de volta da Copa Roca II, na próxima semana, em Belém. Apesar de merecida, a convocação pegou a todos de surpresa. Não pelo futebol de Emerson, mas sim pelo estilo das convocações anteriores de Mano Menezes, levando jogadores como Renato Abreu, do Flamengo e Paulinho, do Corinthians, muito mais por estarem no centro do País.

A convocação de Emerson (e da Seleção que fará o jogo de volta contra a Argentina) mostra que, com boa vontade, Mano Menezes pode dar oportunidades a jogadores com destaque no Brasil. Embora o Coxa tenha tido destaque ofensivo, com a boa produção de Rafinha, Davi e Léo Gago em momentos distintos, o prêmio da Amarelinha sobrou para Emerson, que falou à equipe de reportagem do Jogo Aberto Paraná: “Acreditava um pouco, mas as pessoas acreditavam mais que eu. O sentimento é diferente, jogar pela Seleção, em um clássico mundial, é diferente para todo jogador.”

Trazido pela LA Sports ao Coxa, após ter destaque no Avaí, Emerson tem contrato com o Alviverde até dezembro de 2013.

A última vez em que a Seleção havia requisitado um coxa-branca para uma disputa na principal foi em 2004, quando Adriano, hoje no Barcelona, foi chamado para a Copa América.

Além de Emerson, dois outros jogadores ligados ao futebol do Paraná recentemente estão na convocação: Rhodolfo, do São Paulo, que formará dupla com Emerson e ainda tem 50% dos direitos ligados ao Atlético; e Neto, goleiro que está na lista dos jogos contra Costa Rica e México, e defende a Fiorentina após ter sido negociado pelo Furacão no início do ano.

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O holandês*

Vanderlei mudou.

Não que ele tenha melhorado (e nem que não, ou muito pelo contrário, diria o confuso cronista) sua condição técnica a ponto de encher os olhos de quem o vê em campo hoje em comparação ao passado. Ele sempre foi regular.

Vanderlei mudou sua postura. Em outras oportunidades, mesmo quando podia, preferia deixar a camisa 1 de lado e substituir Edson Bastos com a 12 mesmo. Podia ser só superstição, mas ao aparecer em campo com a camisa 1 do Coritiba no seu retorno a titularidade, mostrou que estava a fim de assumir mesmo essa condição.

Mas esse é só um detalhe da fase do goleiro coxa-branca. Certa feita, em um bate-papo em um estacionamento no Couto, Vanderlei, então amargando um ano e pouco de reserva e com uma sondagem do Santos, me disse encarar aquilo com naturalidade. Que era muito amigo de Edson e que a vida profissional era assim mesmo. Disse ter ficado feliz com a proposta do Santos, mas já que as coisas não tinham evoluído, o negócio era continuar trabalhando.

E demorou até que voltasse. Mas quando voltou, chamou a atenção pela segurança. E no jogo contra o Inter em Porto Alegre (1-1) foi decisivo ao pegar um pênalti. Na entrevista que deu a TV Bandeirantes POA, mostrou o quanto é profissional:

O Holandês curte a boa fase. O torcedor, também.

*Holandês é um apelido que vi na internet para Vanderlei ou “Van der Lei”. Infame, mas divertidinho.

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O 9 e os 3 (ou mais)

Manhã movimentada após mais uma rodada no Brasileiro, com mexidas nos elencos da dupla Atletiba.

Vamos rapidinho porque tem muito Jogo Aberto Paraná para editar ainda:

Coritiba

Marcel deve assinar daqui a pouco seu retorno ao Alto da Glória. O jogador é esperado para exames até 12h. Marcel tem uma luxação no ombro, em tratamento e, se estiver apto, retorna ao clube que o lançou.

A diretoria reluta em confirmar a informação, mas em Santos o retorno do camisa 9 é dado como certo. Até 12h30, na Band, confirmaremos.

Update:

Entre Coritiba e Marcel, tudo certo. O jogador já é do Coxa.

Mas agora resta saber se ele poderá atuar após 15 dias a contar de hoje ou só na próxima temporada. Explico:

O contrato de Marcel foi rescindido antes do fechamento da janela de transferências internacionais, o que permite que ele ainda possa se encaixar em algum clube brasileiro – no caso, o Coxa. Resta saber se a CBF vai acatar o pedido do departamento jurídico do Coritiba e legalizar a participação dele no BID, o que só deve acontecer em 2 ou 3 dias.

Fisicamente, Marcel está recuperado da lesão no ombro. Mas está fora de forma e houve um pedido para que ele tenha ao menos 10 dias antes de uma possível estréia.

Ou seja: Marcel é do Coxa, mas o torcedor só poderá vê-lo em campo em 15 dias ou mais, caso o departamento jurídico não seja atendido no pedido. “Tem chance, é 50%/50%. Pode ter contratempo sim”, me disse Ernesto Pedroso, diretor alviverde.

Atlético

“Não haverá dispensas; vamos poupar alguns jogadores”, me disse há pouco Alfredo Ibiapina, que já está em Curitiba. Ele atribuiu a palavra “dispensas” a cabeça quente do staff atleticano após a goleada em Porto Alegre, mas entende que os jogadores tem potencial para tirar o clube dessa vexatória situação, como mostraram com Renato Gaúcho.

No entanto deve haver afastamentos. “Vamos poupar alguns jogadores”, me confirmou. Entre os nomes, Fransérgio, Robston e Paulinho. Mas outros podem fazer parte dessa lista.

Sobre reforços, o clube “continua procurando”, embora o atacante de área em que as fichas estão depositadas é Nieto, que estará a disposição ainda essa semana – ou contra o Palmeiras, ou contra o Flamengo.

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