Mais fiel que do Corinthians, torcida do Fla é maior visitante; veja o seu time e rivalidades locais

Qual a torcida que segue em toda a parte? A que nunca abandona, a mais fiel? Um estudo inédito feito pelo blog aponta a torcida que mais acompanhou o seu time longe de seus domínios durante o Brasileirão 2013. O resultado não chega a surpreender: excluindo os clássicos na mesma cidade (serão tratados a contento), por 76 torcedores em média por jogo, a torcida do Flamengo superou a fidelidade corintiana.

Cruzeirenses viajaram mais que atleticanos mineiros, gremistas acompanharam mais seu time do que colorados, coxas-brancas foram em maior número que atleticanos nos jogos longe do Paraná e por uma pequena margem a torcida do Bahia foi mais fiel que a do Vitória.

Aos números, no entanto, cabem algumas ressalvas. A primeira delas: a desorganização e falta de padrão dos borderôs emitidos pelas federações Brasil afora. Foram 323 borderôs pesquisados e revisados, dos 380 jogos disputados. Quase 20% das partidas não ofereceram estatísticas concretas de quantos visitantes estiveram nos jogos.

Desta forma, as equipes que tiveram mais jogos computados foram Criciúma (18 partidas) e Coritiba, Náutico, Goiás e Inter (17) enquanto as que tiveram menos jogos computados foram Flamengo, Fluminense, Santos e Portuguesa (13).

As piores federações ou estádios nesse controle são a Mineira, em relação ao novo Mineirão. Absolutamente todos os jogos com o Cruzeiro como mandante não oferecem a parcela de ingressos visitantes nos borderôs – algo a ser investigado? Além dela, a Carioca, que passou a fornecer os dados concretos apenas da metade para o fim do campeonato e as de Brasília, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso, que receberam partidas mas não discriminaram o público visitante. 

Alguns jogos, como Santos x Flamengo na primeira rodada, saíram da conta exatamente pelo motivo acima. É público e notório que a torcida do Fla esteve em maior número que a do Peixe, mas o documento oficial não separava números. Além disso, há exemplos como os abaixo:

Criciúma x Inter: espaço dos visitantes vazio no borderô

Vitória x Fluminense: nenhum tricolor no jogo? É o que diz a Federação Baiana, que ainda erra a palavra "Boletim"

No caso acima, por uma questão lógica, o estudo atribuiu valor zero ao número de torcedores do Fluminense no jogo contra o Vitória. Parece evidente – e os vídeos da partida mostram isso – que havia torcida do Flu na Bahia, mas não é possível supor um número e o documento oficial atribui zero aos visitantes. Isso aconteceu em outras 19 partidas. O Náutico esteve em três delas.

As federações do Paraná e de São Paulo são as mais objetivas e claras na discriminação dos ingressos de visitantes. A lista completa dos jogos excluídos da conta – incluíndo os clássicos não registrados – estará mais abaixo; amanhã, uma nova postagem incluirá na conta os clássicos registrados. Explica-se: o estudo divide-se as torcidas que viajam ver o time e as que vão em grande número nos clássicos locais. No primeiro caso (este post) vantagem para clubes como Goiás, Náutico e Ponte Preta, por exemplo, que não jogaram clássicos; no que virá, melhor para Flamengo e Corinthians. Os jogos dos paulistanos contra a Portuguesa foram considerados clássicos.

Na tabela abaixo, os números dos visitantes excluíndo os clássicos, no total e na média. O leitor poderá notar que certos clubes que jogaram clássicos não tem nenhum jogo computado no desconto; isso acontece por conta da ausência dos dados concretos no borderô emitido pela federação local – caso do Grenal da Arena Grêmio, por exemplo.

Eis. Divirtam-se nos comentários abaixo e aguardem o estudo de amanhã, incluindo os clássicos, que apresentará resultados ainda mais polêmicos:

 

Fla x Timão na ponta; Corinthians levou mais gente ao todo, sem clássicos, com um jogo a mais na conta

Jogos excluídos por falta de dados:

Santos x Flamengo
Botafogo x Santos
Flamengo x Ponte Preta
Atlético-MG x Grêmio
Botafogo x Cruzeiro
Flamengo x Náutico
Vasco x Atlético-MG
Cruzeiro x Corinthians
Cruzeiro x Inter
Vasco x Bahia
Cruzeiro x Náutico
Botafogo x Vitória
Flamengo x Atlético-MG
Cruzeiro x Coritiba
Flamengo x Portuguesa
Criciúma x Cruzeiro
Botafogo x Goiás
Cruzeiro x Santos
São Paulo x Atlético-PR
Flamengo x São Paulo
Cruzeiro x Vitória
Vasco x Corinthians
Flamengo x Grêmio
São Paulo x Fluminense
Cruzeiro x Vasco
Flamengo x Vitória
Goiás x Grêmio
Criciúma x Botafogo
Cruzeiro x Flamengo
Flamengo x Santos
Cruzeiro x Atlético-PR
Cruzeiro x Botafogo
Flamengo x Atlético-PR
Criciúma x Fluminense
Botafogo x Ponte Preta
Cruzeiro x Portuguesa
Cruzeiro x São Paulo
Criciúma x Portuguesa
Cruzeiro x Fluminense

Portuguesa x Flamengo
Botafogo x Atlético-MG
Cruzeiro x Criciúma
Criciúma x Ponte Preta
Cruzeiro x Grêmio
Cruzeiro x Ponte Preta
Cruzeiro x Bahia

E todos os clássicos regionais.

*Agradecimentos especiais a Thiago Fagury, Vinícius Paiva e Matheus Cajaíba pela colaboração.

 

 

Por que o Cruzeiro 2013 não recebe a mesma badalação do time de 2003

Discreto, Marcelo Oliveira não é tão badalado em Rio e SP

Os números são tão impressionantes quanto há 10 anos. O aproveitamento é de 72,5% – até a rodada do título, 34a – contra 72,4% em 2003; o ataque não chegou aos 102 gols, mas tem média parecida: 2,11 por jogo, com 72 nos atuais 34 jogos, contra 2,21 nos 46 jogos de 2003. O Cruzeiro atual também tem a melhor média de público, como há 10 anos e conseguiu o título com 4 rodadas de antecedência, contra 3 rodadas em 2003. A torcida celeste não tem do que reclamar. A não ser um certo desdém da mídia em não badalar o time de Marcelo Oliveira como fazia com o de Vanderlei Luxemburgo.

E tem razão nisso.

O Cruzeiro de 2003 tinha apenas uma coisa que esse não tem: personagens consagrados no principal eixo econômico do País. Alex foi ídolo do Palmeiras, campeão da Libertadores; Deivid brilhou no Corinthians e no Santos antes da Raposa; Zinho foi ídolo do Flamengo, Aristizábal marcou época no São Paulo e Vanderlei Luxemburgo é o técnico mais midiático do Brasil em todos os tempos – além, por óbvio, de multicampeão. O Cruzeiro de 2003 tinha o carinho e o respeito do centro do País e isso pesa na hora de avaliar a equipe. Aquele campeonato ainda contava com o Santos de Robinho na cola, coisa que o atual não teve. Sobrou contra Atlético Paranaense, Grêmio, Goiás e Botafogo, seus perseguidores mais próximos. Todos, exceção ao Fogão, clubes de outros centros.

O time celeste de 2013 foi montado discretamente. Seus principais nomes, Dagoberto e Julio Baptista, não foram titulares o tempo todo. A exceção é Dedé, zagueiro que trocou o Vasco pela Toca e, apesar de ser campeão brasileiro, paradoxalmente perdeu a vaga na Seleção. Fábio passou pelo Rio, no Vasco* sem marcar época e os grandes destaques da campanha, como Everton Ribeiro e Nilton, Egídio e Ricardo Goulart, acabaram preteridos em seus clubes de origem (Corinthians, Flamengo e Internacional). Personagens como Leandro Guerreiro e Luan fecham o mosaico de “párias” chefiado por Marcelo Oliveira, um técnico discreto, avesso à badalação e calmo nas entrevistas. Oliveira que tinha até então como maior feito a chegada à duas finais de Copas do Brasil seguidas com o Coritiba.

Questiona-se a qualidade técnica do campeonato, como se fosse o mais fraco dos últimos tempos, na contramão do fato do campeonato contar com os campeões do Mundo (Corinthians) e da Libertadores (Atlético-MG). De ter trazido personagens como Seedorf, Pato, Alex, Juninho, Forlán e outros. De ser o primeiro campeonato das novas Arenas para a Copa.

Debate-se o regulamento, como se os pontos corridos não fossem emocionantes, o que acaba indiretamente depreciando a campanha celeste. Curiosamente, muitas vezes são as mesmas vozes que pedem organização e moralidade no futebol brasileiro. E o Cruzeiro, com sua estrutura fantástica, salários em dia e sem entrar em salários exorbitantes, levantou a taça. Seguido pelo Atlético Paranaense, que tem perfil parecido, por Botafogo e Goiás, que mantiveram técnicos e acreditaram em projetos e pela exceção à essa regra, o Grêmio, de alto investimento e trocas de técnicos.

A falta de badalação ao Cruzeiro 2013 de fato em nada diminui a festa celeste. Foi um título bem à mineira, discreto mas muito eficiente. Se não querem badalar a Raposa, não badalem; o Cruzeiro não carece.

*Obrigado aos atentos leitores que relembraram a passagem de Fábio pela Colina. Fabio foi revelado no União Bandeirante-PR.

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Se fosse ‘mata-mata’, Brasileirão teria São Paulo rebaixado e Grêmio na vantagem contra o Cruzeiro

Grêmio, com 14 pts a menos, poderia perder por 0-1 para o Cruzeiro para ser campeão

Atenção defensores do ‘mata-mata’ no Brasileirão: domingo tem final do campeonato de 2013 e o Cruzeiro só ficará com a taça se vencer o Grêmio por 2-0. Isso no exercício proposto pelo blog: e se o Brasileirão fosse ‘mata-mata’ e não pontos corridos?

Bem, ressalto que gosto dos ‘matas-matas’, tanto é que temos a Copa do Brasil pegando fogo nessa reta final para atender esse anseio. Mas, para aqueles que acham que essa fórmula também deveria ser usada no Brasileirão – não é o meu caso -, como foi até 2002, uma novidade: em tese, o campeonato não seria tão diferente assim do que vemos. Na semana em que podemos ter o campeão de 2013 definido, teremos também o confronto que seria a final naquele formato, se usarmos os resultados dos confrontos entre os times como uma (concreta) base para a suposição. Possívelmente teríamos os mesmos times na Libertadores e grandes chances de repetirmos também o campeão; já na ZR, modificações importantes. 

Abaixo, a tabela do campeonato ao final do 1o turno, o que equivaleria à fase classificatória no formato antigo.

No mata-mata, as arrancadas de São Paulo e Goiás não aconteceriam

Ao invés de dois cariocas, três paulistas estariam na pior: São Paulo e Portuguesa acabariam rebaixados para a Série B 2014, ao lado de Ponte Preta e do já rebaixado Náutico. O G8 deixaria de fora o Goiás (que está fora também do G4, ao menos enquanto esse artigo é escrito) e o Coritiba, pela gordura acumulada nas primeiras rodadas, quando chegou a liderar a competição, estaria dentro. O Corinthians, de um 2o turno péssimo, estaria entre os finalistas. E o G4 seria o mesmo, mudando a ordem apenas – novamente, ao menos enquanto esse artigo é escrito. 

OS CONFRONTOS

Definida a primeira fase, teríamos a fase de quartas de final com quatro confrontos. Para efeito de simulação, usei os resultados dos dois jogos entre as equipes, levando em consideração o regulamento antigo: o time de melhor campanha joga a segunda em casa e por dois resultados iguais. Aproveitei também para levantar os públicos de cada jogo, com ressalvas comentadas. A presença de público nos estádios é uma das críticas aos detratores dos pontos corridos, mas perceberemos que jogo bom leva público de qualquer jeito.

A série então ficaria assim:

Cruzeiro, Grêmio, Botafogo e Atlético Paranaense: protagonistas em qualquer formato

OS JOGOS:

O Coritiba recebeu o Cruzeiro no Couto Pereira no 2o turno no Campeonato Brasileiro e venceu por 2-1 (30a rodada), com um pênalti polêmico marcado para a Raposa. Esse seria na verdade o 1o jogo das quartas entre os times – a melhor campanha sempre decidindo em casa. O Coxa levaria a vantagem do empate para BH, mas, nesse exercício, o jogo no Mineirão seria decidido – como foi – por Luan, que marcou o gol solitário no 1-0 celeste (11a rodada). Os jogos tiveram bons públicos: 25.108 pessoas estiveram no Mineirão e 14.402 foram ao Couto Pereira. O Cruzeiro avançaria para pegar o Atlético Paranaense.

O Atlético enfrentaria o Corinthians e, como já virou regra quando se trata do campeão do Mundo 2012, foram dois empates. Em Mogi-Mirim, punido com uma perda de mando, o Timão recebeu o Furacão em um jogo em que criou pouco e viu o adversário ser melhor, mas segurou o 0-0 (27a rodada). Com isso, só a vitória classificaria os paulistas em Curitiba. No jogo da Vila Capanema, novo empate: 1-1 (8a rodada), com Alexandre Pato salvando o Corinthians da derrota debaixo de muita chuva. Foi o primeiro jogo de Vagner Mancini no Rubro-Negro, que sairia dali para o G4. O público em Mogi foi de 15.581 pessoas; sem a Arena – em obras para a Copa 2014 -, o Atlético mandou o jogo na Vila para 6.799 pagantes.

Na outra chave, o Botafogo não tomou conhecimento do Santos nos dois confrontos diretos. Com grande atuação de Elias, o Fogão quebrou uma invencibilidade de mais de um ano do Peixe na Vila (21a rodada), ainda com Muricy Ramalho no banco. O “jogo de volta” (2a rodada) aconteceu em Volta Redonda, por conta do uso do Maracanã pela Fifa. Novo 2-1 para os cariocas, selando a suposta vaga para as semis. Na Vila Belmiro, 11.301 pessoas viram o duelo alvinegro, contra apenas 2.344 pessoas no jogo de Volta Redonda – o menor público desta suposta série.

O confronto que mais chamaria a atenção nas quartas de final sem dúvida seria o Grenal. Grêmio e Internacional mediriam forças pela semifinal e dois empates levariam o Grêmio, pela melhor campanha, para as semis. O primeiro jogo da série seria, por coincidência como todos acima, no 2o turno. Em Caxias, o Inter abriu o placar, permitiu a virada e buscou o empate contra o Grêmio, 2-2 (30a rodada). No primeiro clássico da Arena tricolor, foram três expulsões com Barcos e Leandro Damião marcando os gols do 1-1 (11a rodada). Na Arena, 37.434 pessoas viram o duelo; em Caxias, com o Beira-Rio em reformas para a Copa 2014, foram 15.273.

Nas semis, Cruzeiro x Atlético Paranaense e Grêmio x Botafogo, os times que mais estiveram no G4 nesse Brasileirão.

O Furacão recebeu o Cruzeiro na Vila Olímpica do Boqueirão numa quarta à tarde e abriu 2-0 (2a rodada), mas cedeu o empate. Com isso precisaria de uma vitória no Mineirão, na volta (21a rodada). Mas um gol de Nilton definiu o placar de 1-0 para a Raposa, finalista nessa suposição. Os públicos: 30.210 no Mineirão e 3.366 na Vila Olímpica.

Na outra chave, o Grêmio ficaria com a vaga após vencer duas vezes o Botafogo: 2-1 na Arena, com golaço de Seedorf e dois gols de Vargas (7a rodada) e 1-0 no Rio, com um homem a menos e um golaço de Alex Telles (26a rodada). O público em Porto Alegre foi de 28.014 enquanto que 14.418 foram ao Maracanã.

A grande decisão seria no próximo domingo (10/11) no Mineirão. E o Cruzeiro precisaria fazer 2-0 para ser campeão. Isso porque no “jogo de ida” (14a rodada) o Grêmio fez um expressivo 3-1 na Raposa – uma das seis derrotas mineiras no campeonato. O Cruzeiro jogava bem e até mandava na partida, com as melhores chances. Até que Everton Ribeiro perdeu um pênalti, defendido por Dida, e teve Souza expulso. Aí Barcos, Kléber e Werley brilharam, com Nilton marcando para a Raposa. A 1a final foi vista por 16.529 pessoas. A segunda, no próximo domingo, promete quebrar o recorde de público do Novo Mineirão, num desafio contra o Atlético-MG, que levou 56.577 pessoas na final da Libertadores 2013.

Nota-se que os públicos melhoraram no 2o turno, o que mostra o aspecto cultural do torcedor, de “só ir quando vale” – embora todos os jogos tenham o mesmo peso. Evidentemente, como pode-se ver por exemplo na Copa do Brasil, mesmo os jogos com públicos menores nesse exercício teriam mais apelo na fase final. Os jogos seriam todos parelhos – à exceção das duas vitórias do Botafogo sobre o Santos e do Grêmio sobre o Botafogo, séries equilibradas.

Para os defensores do mata-mata no Brasileirão, uma conclusão: a cada rodada, uma decisão nos pontos corridos. Basta entender isso antes de ficar fazendo contas nas rodadas finais.

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E quem paga a conta pelas Organizadas?

Difícil de se identificar os responsáveis?

A pergunta é direta, simples e objetiva: quem paga a conta pelos prejuízos causados aos clubes e à sociedade pelas nominadas “Torcidas Organizadas”?

Nesta semana, Cruzeiro, Atlético Paranaense, São Paulo e Goiás entraram para a lista de clubes que terão prejuízos materiais e técnicos por conta de meia dúzia de arruaceiros que se escondem sob o símbolo das torcidas “organizadas”, como se fossem intocáveis. E talvez sejam: não pagam a conta de nada, por mais que sejam facilmente identificados individualmente. Ninguém é preso ou punido. A conta estoura no torcedor comum e no próprio clube, que de fato é quase tão culpado quanto, pois acaba dando guarida.

Ou é mentira que várias diretorias Brasil afora dão espaço aos “organizados” por conta de apoio político? Pode ser em forma de ingressos, cargos no clube ou tolerância com os chamados protestos por conta de desempenho. Os organizados fazem parte das vidas dos clubes, normalmente de maneira negativa.

Ok, virão aqui os defensores das TOs e lembrarão que boa parte da festa parte deles, que “estão ao lado do clube onde ele joga” (nunca é demais lembrar que uma passagem de avião em dia de semana é artigo de luxo), que alimentam a magia dos estádios e tudo mais. Bem, há algum fundamento e generalizar é errado. Assim como em todas as classes, há os bons e os ruins. Nas TOs, também. Há gente de bem, interessada apenas em fazer festa e curtir seu clube. Mas ao serem coniventes com os seguidos episódios de violência e confusão, os bons dão guarida aos maus. Assim como um dirigente de clube é responsável pela sua gestão, os organizados deveriam se responsbilizar pelo todo. Não o fazem.

“É impossível ter controle de uma multidão”, dizem. Fato. Mas é possível faturar com ela. A grande receita das organizadas vem da vampirização das mesmas em cima da marca do clube. São as camisas que vendem, por exemplo, a custo mais baixo que os (caros) uniformes oficiais, que dão verba aos comandos. Isso sem que se repasse um centavo aos cofres dos clubes, que invariavelmente aceitam essa situação pelos interesses já citados.

E se o São Paulo, em uma recuperação espetacular com Muricy, acabar rebaixado à Série B por ter perdido o direito de mandar seus jogos no Morumbi? Ou o Atlético perder sua vaga na Libertadores por não poder jogar mais em Curitiba, ou então o Goiás, que perdeu seu direito de decidir a Copa do Brasil no Serra Dourada? Pior: se o Cruzeiro ver seu título ameaçado pelo prejuízo técnico de não jogar em Belo Horizonte em partidas decisivas?

Soltos por aí, os arruaceiros seguem tomando conta do futebol. E quem paga a conta? Você, é claro.

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Grenal, Atletiba, Galo e Santa mais fiéis que Fla e Timão

O que vale mais: tem uma torcida numerosa ou uma torcida participativa?

Segundo estudo divulgado pela Pluri Consultoria, Flamengo e Corinthians, donos das maiores torcidas do Brasil em números absolutos, têm muito a aprender com Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro, Santa Cruz, Atlético Paranaense e Coritiba. Os seis times citados lideram a estatística que atribui “fanatismo” e consequente participação aos torcedores de seus clubes. O Timão, reconhecido pela sua fiel torcida, é apenas o sétimo; o Fla aparece em 9o, atrás ainda do Sport:

O cruzamento dos dados leva em conta a maneira com a qual os próprios torcedores se apresentam aos entrevistadores da pesquisa, realizada em 2012 em 144 municípios brasileiros, com 10.545 entrevistados. O entrevistado se identificava como “fanático”, “torcedor”, “simpatizante” ou “indiferente”. A partir do índice do tamanho das torcidas, chegou ao proporcional de fanáticos, o que em tese se atribui maior participação na venda de produtos, planos associativos, etc. O Grêmio aparece com 22,5% – um quarto – de seus aficcionados como “fanáticos” e um total de 79% de participativos; o atual campeão brasileiro, Fluminense, tem a torcida “menos fiel” entre as 18 maiores do País.

Mas, na prática, os índices se refletem?

Um bom parâmetro é o volume de sócios dos clubes. E no plano coletivo “Futebol Melhor”, patrocinado pela Ambev, Inter e Grêmio (na ordem inversa a do estudo) lideram o volume de associados. O Colorado tem 107 mil sócios* e o Tricolor tem 73 mil. São 36 equipes cadastradas no projeto; o Corinthians é o 4o colocado enquanto o Flamengo é apenas o 6o. O plano é mais próximo de um clube de vantagens, que faz com que o torcedor seja atraído pela marca do time do coração e se beneficie em compras, por exemplo. Atlético e Coritiba não estão na lista e têm planos associativos próprios. Como na dupla Grenal, também há inversão no número de sócios no Atletiba. O Coxa afirma ter hoje 30 mil sócios*, enquanto o Furacão, mesmo sem estádio, alcançou 20 mil recentemente. Os números colocariam a dupla entre os 10 maiores do Brasil, caso estivessem integrados ao plano dos outros 36.

O Santa Cruz está entre os clubes com mais sócios, mas mostra fidelidade também em outro quesito: público nos estádios. Mesmo na Série C do Brasileiro, levou quase 25 mil pessoas por jogo em média em 2012. Um número impressionante para um clube que não figura entre os grandes do Brasil desde 2006, quando acabou rebaixado na Série A.

Já o Atlético-MG, apontado apenas como o clube da 8a maior torcida do Brasil, é o terceiro em vendas de Pay Per View dos jogos na TV fechada, revelação feita pelo presidente do clube, Alexandre Kalil, ao divulgar a tabela que recebeu da TV em seu perfil pessoal no Twitter:

É bem verdade que os números de Flamengo e Corinthians não são ruins. A única torcida brasileira à frente do Santa Cruz em média de público em 2012 foi a do Timão, com pouco mais de 25 mil pessoas por jogo. Fla e Corinthians lideram as vendas de PPV e estão em 6o e 4o lugares, respectivamente, no plano associativo coletivo citado acima. No Brasileirão, estão entre os três primeiros em média de público nos estádios, com o Corinthians à frente do Flamengo, sendo que o líder Cruzeiro está entre eles. Inter e Furacão, citados entre os mais fiéis, pagam pelo ano sem estádio próprio, levando menos de 10 mil pessoas por jogo; o Galo também não tem levado muita gente ao estádio no Brasileirão, talvez ainda anestesiado pela conquista histórica da Libertadores.

Ainda assim, o estudo revela coisas interessantes. Clubes de torcida menor, mas mais participativa, conseguem serem mais fortes e rentáveis do que os que têm grande massa simpatizante. Isso define também uma estratégia de mercado: por serem de grande massa, Fla e Timão arrecadam no atacado, mas Atlético e Coritiba, mais regionais, falam mais diretamente ao seu público, se tornando mais unidos aos seus torcedores do que clubes supostamente mais nacionais, como Santos, Botafogo e Fluminense. O trio, aliás, pode tirar dos números uma oportunidade de leitura de mercado.

Estatisticamente, a primeira pergunta  deste texto fica respondida pelos números. Mas, e pra você? O que vale mais? Debata nos comentários abaixo!

*Números de Outubro/2013

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Intertemporada do Cruzeiro é impulso para liga de Pelé nos EUA

Marcos Senna com a camisa do Cosmos: liga de Pelé quer recuperar espaço

O Cruzeiro fará três amistosos nos EUA durante a Copa das Confederações. Os treinamentos acontecerão no Complexo ESPN Wide World of Sports, dentro do Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida. A Raposa fará um jogo-treino contra o Fluminense e dois jogos com uniformes: contra Fort Lauderdale Strikers-EUA e Monarcas Morelia-MEX. Para o Cruzeiro, uma chance de melhorar entrosamento para a sequencia do Brasileirão; para o Lauderdale, uma oportunidade de resgatar um espaço ocupado pelos clubes da MLS.

Leia também:

Guia do Blog para a Série A do Brasileiro

Fenômeno Alex internacionaliza o Coritiba

Barcelona, campeão… estadual!

O Fort Lauderdale é um clube da NASL, a National American Soccer League. A “Liga do Pelé”, por assim dizer, nos EUA. O Rei do Futebol encerrou a carreira no NY Cosmos, clube que ficou inativo desde 1984. Fundada em 1971, é a equipe mais conhecida do futebol nos Estados Unidos – incluindo os times da MLS, a Major League Soccer – e voltou ao cenário em 2011. Participa da NASL nesta temporada.

A NASL foi, durante muito tempo, a liga oficial do futebol norte-americano. Entre 1968 e 1984, 67 equipes disputaram esse campeonato, sendo que o Tampa Bay Rowdies foi o maior campeão, com 3 títulos (e 2 vices). O Cosmos de Pelé e Beckenbauer, entre outros, nunca passou de um vice-campeonato. O torneio foi extinto em 1985, ano em que não foi realizado. Em 1990, a Fifa anunciou que os EUA receberiam a Copa do Mundo de 1994. Já eram cinco anos sem futebol profissional com uma liga forte no país. Dois anos depois, em 1996, surgiu a MLS, com clubes americanos e canadenses.

Alguns empresários, descontentes com a condução da MLS, resolveram, em 2010, fundar a USSF, uma espécie de 2a divisão do futebol nos EUA. A competição reuniu 12 equipes de EUA, Canadá e Porto Rico, de onde saiu o campeão, o Puerto Rico Islanders. No entanto não houve acordo para acesso e descenso com a MLS, que cobra um valor para que uma franquia entre no seu campeonato, assim como na NFL e NBA, as ligas de futebol americano e basquete. Então houve o rompimento e os clubes da USSF extinguiram o campeonato para resgatar a NASL.

Usando-se da marca de Pelé, do francês Eric Cantoná e do americano Coby Jones, os clubes da NASL reativaram a liga com um formato mais habitual do público latino – principal consumidor do futebol nos EUA – um torneio “Spring” (primavera) e outro “Fall” (outono), como os Apertura e Clausura da Liga Mexicana. O Cosmos, que trouxe Marcos Senna, entre eles. Para o Fort Lauderdale Strikers, fundado em 2006, é a oportunidade de desbravar mercado.

O clube chamou-se Miami FC por um tempo e chegou a contratar Romário, que, lesionado, acabou não jogando nenhuma partida nos EUA. É administrado pela Traffic, que ainda tem jogadores no Estoril, de Portugal, e no paulista Desportivo Brasil. A partida contra o Cruzeiro está sendo promovida na TV nos EUA com o vídeo abaixo, em versões em inglês e português:

*Colaborou o jornalista Vinícius Dias

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Abrindo o Jogo da Série A – Guia 2013

Leia também o Guia da Série B 2013 clicando aqui.

É sábado, 26 de maio. Lá por setembro, você mal lembrará que foi campeão ou que perdeu o estadual, estará completamente mergulhado na Série A do Brasileiro. Depois de cinco meses de espera, vai começar o principal campeonato do Brasil. E nesse ano com uma paradinha para a Copa das Confederações. É o último Brasileirão pré-Copa, o 11º da era dos pontos corridos. Cada vez mais os clubes já sabem o que podem e o que não podem. E algumas realidades ainda vão mudar depois da Copa.

Num exercício de futurologia, o blog dá a cara a tapa e se propõe a prever o que cada time pode fazer no Brasileirão. Não é chute – bem, talvez um pouquinho – mas sim uma leitura com base em tudo o que foi apresentado até aqui. Dividi os clubes em quatro categorias: candidatos ao título, Libertadores, Sulamericana* (também chamada de zona neutra) e rebaixamento. Vamos lá?

*Os critérios da classificação para a Sulamericana mudaram, mas, por convenção, deixei a “área” com esse nome. Se preferir, chame de “limbo”.

Título: Corinthians, Fluminense, Atlético Mineiro e Botafogo.

Corinthians:

O Corinthians é ainda o melhor time do Brasil. É o mais entrosado, com o melhor elenco (mesmo que perca Paulinho), o que pode fazer contratações de peso a qualquer momento, incluindo desfalcar adversários. Campeão Paulista, o Timão entrará no Brasileiro sendo o alvo, mesmo depois de ter caído na Libertadores. E certamente irá querer provar isso.

Destaque: Tite, o comandante
Ponto forte: Elenco e entrosamento
Ponto fraco: ataque e guerra de vaidades – até aqui, bem controlada
No Brasileirão: Cinco títulos (último em 2011)
Em 2012: 6º colocado

Veja o goleiro Cássio falando dos favoritos para o Brasileirão:

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Fluminense:

Tudo que vale para o Corinthians vale para o Flu, mas em um pequenino nível abaixo. É o atual campeão brasileiro, segue na Libertadores (ao menos enquanto escrevo esse texto, antes dos jogos contra o Olímpia-PAR) e tem entrosamento, comandado ainda por Abel Braga. Lhe falta elenco e estrutura, em relação ao Timão. Corinthians e Flu, aliás, era a disputa mais esperada do BR-12, mas por outras prioridades, não ocorreu. Esse ano vai?

Destaque: Fred, o artilheiro
Ponto forte: Elenco e entrosamento
Ponto fraco: defesa e concentração
No Brasileirão: Três títulos (último em 2012)
Em 2012: 1º colocado

Atlético Mineiro:

Bernard deve ir ao Borussia Dortmund e isso certamente será um desfalque pesado. Mas o bicampeão mineiro entra no Brasileirão com uma alta expectativa e seu mais novo aliado: o Estádio Independência, pertencente ao América-MG, que, reformado, tem sido um caldeirão para o Galo. Ronaldinho alegre e motivado conta com a melhor dupla de volantes do Brasil, um bom ataque e um bom goleiro para brilhar.

Destaque: Ronaldinho, o gênio
Ponto forte: velocidade e mando de campo
Ponto fraco: concentração e atitude longe de MG
No Brasileirão: Um título (último em 1971)
Em 2012: 2º colocado

Botafogo:

Para muitos, será surpresa o campeão carioca entre os postulantes ao título; para quem viu os jogos do Fogão de Seedorf, nem tanto. O Botafogo é um time bem armado por Osvaldo de Oliveira, que marca muito e sai em velocidade. Tem uma grande liderança em campo, você sabe quem. Resta saber se terá fôlego financeiro e deixará a pecha de amarelão, carregada em épocas anteriores, ao longo de 38 rodadas.

Destaque: Seedorf, o maestro
Ponto forte: velocidade e marcação
Ponto fraco: mando de campo e elenco
No Brasileirão: Um título (último em 1995)
Em 2012: 7º colocado

Ouça Seedorf falando sobre o desempenho do Botafogo no ano até aqui:

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Libertadores: Grêmio, São Paulo e Internacional.

Grêmio:

Seja com Renato Gaúcho – especulado no Sul – seja com a manutenção de Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio chegará forte para esse Brasileirão. O elenco, montado para a Libertadores, terá que dar a resposta no Nacional. Se Luxa ficar, terá que vencer a resistência de boa parte da torcida e da imprensa, que é extremamente crítica com o treinador.

Destaque: Zé Roberto, o incansável
Ponto forte: potencial de ataque
Ponto fraco: defesa e falta de identidade com a Arena Grêmio
No Brasileirão: Dois títulos (último em 1996)
Em 2012: 3º colocado

Ouça Barcos em apoio a Luxemburgo para seguir no Campeonato Brasileiro:

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São Paulo:

O Tricolor Paulista tem muito em comum com o Gaúcho: um elenco bom, mas que não deu resposta, mesmo sendo forte e um técnico questionado no banco. Ney Franco terá a missão de achar um jeito de colocar Jadson e Ganso juntos, além de domar o gênio de Luís Fabiano. Se conseguir, o São Paulo pode chegar à Libertadores. Senão, é daqui pra baixo.

Destaque: Jadson, o assistente
Ponto forte: meio de campo e estrutura
Ponto fraco: disciplina e estima
No Brasileirão: Seis títulos (último em 2008)
Em 2012: 4º colocado

Ouça Ney Franco falando em reciclar o São Paulo para o Brasileirão:

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Internacional:

O Inter fecha o time dos que podem até sonhar com o título e chegar a Libertadores sem grandes surpresas. Deve perder Leandro Damião, mas manterá D’Alessandro, Forlan e o técnico Dunga, que com o tricampeonato gaúcho, levantou a primeira taça em clubes. Além de tudo isso, pode trazer Robinho e Júlio Baptista. Só que terá que jogar em Caxias do Sul, longe do Beira-Rio, em reforma para a Copa.

Destaque: D’Alessandro, o hermano
Ponto forte: ataque e marcação
Ponto fraco: defesa e instabilidade
No Brasileirão: Três títulos (último em 1979)
Em 2012: 10º colocado

Sulamericana*: Cruzeiro, Coritiba, Flamengo, Atlético Paranaense, Criciúma, Vitória, Goiás e Ponte Preta.

Cruzeiro:

A Raposa abre a lista dos que devem ficar no meio da tabela, mas tem boas possibilidades de chegar mais acima. Montou uma equipe rápida, como jovens valores (como Éverton Ribeiro) e jogadores experientes (Borges, Diego Souza, Dagoberto). A jóia da coroa foi tirar Dedé do Vasco, um ano antes da Copa, quando o zagueiro tem que jogar tudo e mais um pouco para ser lembrado. Conta com Marcelo Oliveira no banco, um bom técnico, mas tímido na postura em campo. Pela primeira vez em muitos anos, inverte papéis com o Galo, ficando à sombra do rival.

Destaque: Dedé, o xerifão
Ponto forte: velocidade
Ponto fraco: falta ousadia e pode ter problemas de disciplina
No Brasileirão: Um título (último em 2003)
Em 2012: 9º colocado

Coritiba:

O Coxa vem cercando um título nacional há algum tempo, mas nas duas chances recentes que teve, bateu na trave – na Copa do Brasil. Por isso, para o Brasileirão, apostou na volta do ídolo Alex, na manutenção de Deivid, Rafinha e o ótimo goleiro Vanderlei e na chegada de Botinelli, que se machucou e não atuou na conquista do tetra estadual, em que o time foi muito irregular. O Coxa tem uma arma no mando de campo, mas também pode pagar pela juventude do técnico Marquinhos Santos (34 anos).

Destaque: Alex, o ídolo
Ponto forte: mando de campo e meio de campo
Ponto fraco: laterais e volantes
No Brasileirão: Um título (último em 1985)
Em 2012: 13º colocado

Flamengo:

O Flamengo foi um fiasco no Carioca, mas apostou no técnico Jorginho para remontar o time para o Brasileirão. O ex-auxiliar de Dunga recebeu jogadores que tem bom nível, mas sempre ficaram no “quase”: Carlos Eduardo, Elias, Renato Abreu, Léo Moura, Marcelo Moreno. Com o clube mais preocupado em arrumar a casa, com a nova diretoria, o Fla não corre riscos, mas será surpresa se chegar mais além.

Destaque: Rafinha, o prata da casa
Ponto forte: experiência
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: Seis títulos* (último em 2009)
Em 2012: 2º colocado
*contando a Copa União de 1987

Veja a análise de Léo Moura sobre a ausência do Flamengo nas finais do Carioca:

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Atlético Paranaense:

O Atlético pode ser a grande surpresa deste Brasileirão, tudo por conta de uma estratégia inédita: uma (exagerada) pré-temporada de praticamente 5 meses. O Furacão ignorou solenemente o Estadual, jogando com um elenco só de garotos com menos de 23 anos (ainda assim, foi finalista) enquanto disputou um torneio na Europa e amistosos. Manteve a base do acesso na Série B-12, revelou jogadores interessantes e trouxe até um ex-Barcelona: Frán Mérida, que também passou pelo Arsenal. Mas ainda é Paulo Baier quem manda no time, que não tem o caldeirão da Baixada, em reforma para a Copa.

Destaque: João Paulo, o motorzinho
Ponto forte: velocidade e entrosamento
Ponto fraco: elenco mediano e falta de mando de campo
No Brasileirão: Um título (último em 2001)
Em 2012: 3º colocado na Série B

Ouça o diretor de futebol do Atlético, João Alfredo, falando sobre o Brasileirão:

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Criciúma:

O campeão catarinense não fará feio na sua volta à Série A. O Tigre conta com a base que subiu em 2012, mas perdeu o atacante Zé Carlos, o Zé do Gol. Conta com jogadores conhecidos no elenco: os atacantes Marcel e Tartá, o zagueiro Thiago Heleno e o meia Daniel Carvalho. No banco o técnico Vadão, que deve armar os ferrolhos de sempre.

Destaque: Tartá, o ousado
Ponto forte: estrutura e mando de campo
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: 14º em 2003
Em 2012: 2º colocado na Série B

Vitória:

O Leão entra animado no Brasileirão, muito por conta das duas goleadas históricas no rival Bahia que renderam a conquista do Estadual. Mas é pouco: o rubro-negro precisa se reforçar para dar ao bom técnico Caio Jr. condições de sonhar mais. O ambiente político também não deve ajudar o Vitória, que nos bastidores vê a guerra entre o atual presidente, Alexi Portela Jr., e Paulo Carneiro, que quer voltar ao clube.

Destaque: Dinei, o matador
Ponto forte: marcação
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: vice-campeão em 1993
Em 2012: 4º colocado na Série B

Goiás:

A base que ganhou o bicampeonato da Série B e a manutenção do técnico Enderson Moreira são os trunfos do Goiás para impedir um “bate-e-volta” para a Série B. O clube, um dos mais bem estruturados do Brasil, vai brigar contra a queda, mas tem potencial para safar-se com facilidade do risco e garantir-se na Sulamericana 2014. As “eternas promessas” Dudu Cearense e Renan Oliveira comandam o meio campo.

Destaque: Harley, o eterno
Ponto forte: entrosamento
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: Terceiro lugar em 2005
Em 2012: 1º colocado na Série B

Ponte Preta:

A Ponte comemora o título de melhor do interior paulista (mesmo sem sê-lo, pois o Mogi Mirim foi semifinalista) que, de certa forma, atesta o bom momento do clube. Para o Brasileirão, a aposta na Macaca é humilde: chegar à Sulamericana. A vantagem do clube é a sequencia de trabalho, desde a época de Gilson Kleina, hoje no Palmeiras.

Destaque: Alemão, o gingado
Ponto forte: entrosamento
Ponto fraco: poderio financeiro para reforçar/manter peças
No Brasileirão: Terceira em 1981
Em 2012: 14ª colocada

Rebaixamento: Santos, Vasco, Náutico, Portuguesa e Bahia.

Santos:

Se enquanto você lê este texto Neymar ainda for jogador do Peixe, ignore as chances de risco e coloque o Santos entre Cruzeiro e Coritiba. Neymar é mais que meio time, que ainda não viu Montillo decolar e conta com a má-fase pessoal de Muricy Ramalho, que passou por problemas de saúde e não conseguiu dar padrão ao Peixe 2013. Caso Neymar realmente tenha deixado o clube, se você for santista, prepare-se: o ano será longo. O elenco envelhecido e os reforços que não emplacaram são os principais rivais do time do litoral paulista. O risco realmente existe.

Destaque: Neymar, o desejado
Ponto forte: Neymar, o craque
Ponto fraco: o resto do elenco, com raras exceções (Arouca, Miralles e – talvez – Montillo)
No Brasileirão: Dois títulos (último em 2004)
Em 2012: 8º colocado

Ouça Muricy Ramalho falando sobre a possível perda de Neymar:

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Vasco:

A nau de Paulo Autuori está ameaçada de afundar. O Vasco vive um momento duríssimo, após um Cariocão frustrante, com problemas financeiros e jogadores que deixaram o clube. A aposta foi feita, dentro dos padrões do clube, em um elenco modesto e na manutenção de três nomes: Bernardo, Carlos Alberto e Eder Luis. A esperança vascaína está neles e na camisa.

Destaque: Bernardo, o rebelde
Ponto forte: camisa
Ponto fraco: elenco mediano, dificuldades financeiras e possibilidades de indisciplina
No Brasileirão: Quatro títulos (último em 2000)
Em 2012: 5º colocado

Náutico:

O Timbu é mais um candidato ao rebaixamento, após um estadual ruim, em que foi obrigado a disputar desde o começo enquanto os rivais jogavam a Copa do Nordeste – culpa do próprio clube, que não se classificou para o Regional. Perdeu tempo, dinheiro e parâmetro, saindo derrotado dos clássicos com Santa Cruz e Sport. O técnico Silas vai ainda pegar um time que não contará (a princípio) com o caldeirão dos Aflitos, já que o clube passará a jogar na Arena Pernambuco.

Destaque: Rodrigo Souto, o destaque
Ponto forte: único time pernambucano na Série A
Ponto fraco: elenco fraco e adaptação ao novo estádio
No Brasileirão: Sexto em 1984
Em 2012: 12º colocado

Portuguesa:

A Lusa chega a Série A depois de conquistar a Série B… do Paulista. O time, em 2012, conseguiu a proeza de se manter na elite nacional e cair no estadual. Assim sendo, perdeu em atratividade, competitividade e, claro, dinheiro para a disputa do Brasileirão. O elenco é formado por jogadores que conseguiram o título da Série A2 e buscam um lugar ao Sol – o que pode ser um trunfo, afinal.

Destaque: Souza, o polêmico
Ponto forte: vontade
Ponto fraco: elenco desconhecido e falta de parâmetro de competição
No Brasileirão: vice-campeã em 1996
Em 2012: 16º colocado

Bahia:

A previsão para o Bahia é a mais negra possível neste início de Brasileirão. A estreia na nova casa não poderia ser pior e a Fonte Nova custou dois técnicos em menos de dois meses ao Tricolor, que vive crise política, econômica e moral, com o rompimento com a torcida. O elenco é recheado de jogadores rodados, como Titi, Souza, Fahel, Toró e outros mais. A curiosidade é contar com o americano Freddy Adu, que foi tratado como “novo Pelé” quando jovem, e chegou na troca por Kléberson com o Philadelphia Unión.

Destaque: Obina, o Eto’o
Ponto forte: sua torcida
Ponto fraco: elenco fraco, clube rachado, ambiente instável
No Brasileirão: Um título (último em 1988)
Em 2012: 15º colocado

Veja o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, falando sobre a crise no clube:

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O futebol mineiro em fotos

Colaborou Vinícius Dias

Belo Horizonte sedia a Mostra de Fotojornalismo Esportivo a partir da próxima quinta-feira, 16 de maio. O evento, intitulado “Futebol em Imagens”, exibirá cerca de 60 fotos, algumas inéditas, capturadas por lentes de 30 profissionais do estado. “A exposição mostra o poder de comunicação da fotografia”, sintetiza Eugênio Sávio, curador do projeto com apoio da Oi Futuro. “Esse conjunto de emoções que envolvem o esporte rende muita imagem. E foi a partir disso que a gente trabalhou”, acrescenta.

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Grandes “traíras” do futebol brasileiro

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Selecionadas sob o ponto de vista estético, as fotografias trazem à tona valores como as vibrações e expressões no esporte. “Com os recursos, a gente consegue fotografar coisas que são quase invisíveis”, destaca. As imagens evidenciam, ainda, o reencontro entre o futebol e o torcedor da capital. “Essa volta do Independência, do Mineirão foi muito importante, muito celebrada pela mídia, pelas pessoas e registrada pelos fotógrafos”, analisa o professor.

Sua ideia é aproveitar o fato de a capital das Alterosas ser uma das seis cidades-sede da Copa das Confederações, em junho. “O futebol está na cabeça de todo mundo, por conta destes eventos que a gente (de Belo Horizonte) vai receber”, comenta Eugênio. “Então, queria pensar como a fotografia poderia contribuir para preencher os espaços turísticos. Surgiu essa ideia”, conta.

  • Futebol em Imagens

De 16 de maio a 30 de junho – de terça a domingo
Av. Afonso Pena, 4001; Mangabeiras – 11h às 18h

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Grandes “traíras” do futebol brasileiro

Nessa semana três “traíras” sacudiram o futebol mundial. Van Persie, guardou três no jogo decisivo do Manchester United contra o Aston Villa, levantando a taça do Inglês pela primeira vez, na primeira temporada do holandês nos Red Devils depois de sete anos no Arsenal. E Mario Götze não tirou o pé e ajudou Lewandowski a brilhar contra o Real Madrid, um dia depois do anúncio da transferência dos dois para o grande rival do Borussia Dortmund, o Bayern de Munique – que pode ser adversário na decisão da Champions.

E no Brasil? Quantos “traíras” já brilharam no rival? O Blog preparou uma seleção de 11 grandes viras-casacas no futebol brasileiro.

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Atlético jogará Brasileirão nas casas do Paraná

Goleiro: Rafael Cammarota

Rafael e seu bigode texano

O primeiro “traíra” escalado é Rafael Cammarota. Bicampeão paranaense pelo Atlético em 1982/83, no memorável time de Assis e Washington, o goleiro disputava posição com Roberto Costa no Furacão. Fez parte da campanha semifinalista do Brasileirão em 1983, quando podia ter sido campeão brasileiro com o Rubro-Negro. Não foi e virou a casaca para conquistar o maior feito do Coritiba, rival atleticano: o título brasileiro de 1985. Rafael fez história no Coxa, sendo decisivo em vários jogos, em especial na semifinal com o Atlético-MG. Voltaria ao Atlético para ser campeão paranaense – na reserva – em 1990.

Lateral-direito: Nelinho

"Traíra", mas querido pelas duas grandes torcidas mineiras

O lateral que conseguiu chutar a bola pra fora do Mineirão, tamanha a força do chute, também tem no currículo a troca de camisas entre rivais. Carioca, Nelinho chegou ao Cruzeiro nos anos 70 e esteve no memorável time celeste campeão da Copa Libertadores de 1976. Entre uma Copa do Mundo e outra pela Seleção, passou a defender o Galo, pelo qual levantou seis canecos mineiros – todos contra o Cruzeiro.

Zagueiros: Mauro Galvão e Edinho Baiano

Gaúcho normalmente é Inter ou Grêmio; Mauro Galvão foi os dois

Revelado pelo Inter, foi campeão brasileiro invicto com apenas 18 anos em 1979, além de ganhar um tetracampeonato gaúcho. Chamou a atenção o suficiente para defender a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 1984 e Copa 1986. Natural de Porto Alegre, resolveu tentar a vida no Rio de Janeiro, onde defendeu Bangu, Botafogo e Vasco. Rodou também pela Suíça até virar a casaca: em 1996, voltou ao Rio Grande, agora para defender o Grêmio. O rival do time que o revelou é também – segundo atribuem – o time de infância de Galvão, que conseguiu ser campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Tricolor.

Edinho Baiano: "poligâmico" e multicampeão

Edinho Baiano não chegou à Seleção, mas fez parte do supertime do Palmeiras-Parmalat nos anos 90. Deixou a capital paulista para encontrar seu grande amor: o Paraná. Não o Paraná Clube somente, mas todos os times de Curitiba. Edinho Foi tetracampeão paranaense pelo Tricolor, quando fez a primeira troca: deixou o Paraná e foi para a Baixada. Pelo Furacão, foi campeão estadual em 1998, acabando com um jejum de 8 anos. Foi para o Japão, faturar alguns dólares, mas a saudade dos paranaenses apertou e voltou para o Coritiba, em 2002, por quem foi campeão paranaense no ano seguinte. Pra não desagradar ninguém, ainda defendeu o Londrina – mas não levantou taça pelo Tubarão.

Lateral-esquerdo: Roberto Carlos

Um santista bem palmeirense que gosta do Corinthians

Dizem que o time de infância dele era o Santos. Mas depois de aparecer bem no União São João, o lateral Roberto Carlos (lembre-se do sotaque da bela italiana do comercial nos anos 90…) foi ser palmeirense. Viveu tempos áureos no clube, com um bicampeonato brasileiro e outro paulista. Rodou o Mundo, entre Internazionale, Real Madrid e Fenerbahçe e voltou para fazer parte da retomada corintiana. O projeto de internacionalização Timão, com ele e Ronaldo, fez alguns palmeirenses torcerem o nariz, enquanto era bem recebido no Corinthians. No final, após a eliminação na Libertadores 2011, acabou deixando o clube depois de supostas ameaças de torcedores.

Volante: Tinga

"Tinga, teu povo te ama!" - mas qual deles?

Apelidado Tinga por ser do Bairro Restinga, em Porto Alegre, Paulo Cesar Fonseca do Nascimento já ouviu até cantarem samba-enredo para ele nos estádios gaúchos. Mas é mais um na lista dos “traíras”. Começou no Grêmio em 1997 e conquistou duas Copas do Brasil (97/01) até deixar o Brasil para defender o Sporting de Portugal. Ao voltar, deixou o Tricolor de lado e foi ser Colorado – muitos dizem que é seu clube de infância – ganhando o título da Libertadores 2006 pelo Inter. Poderia ter ganho também um Brasileirão, mas parou num erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas, que não deu um pênalti claríssimo em cima dele em um jogo decisivo com o Corinthians.

Meias: Paulo Henrique Ganso e Carlinhos Bala

Ganso é Paulo e São Paulo, mas têm outros santos na parada

PH Ganso era o grande amigo de Neymar. Juntos, aprontavam nos gramados do Brasil numa lua-de-mel que parecia não ter fim. Foram campeões da Libertadores 2011, Copa do Brasil 2010, Tri Paulista… quem poderia imaginar que esse triangulo amoroso iria acabar em rivalidade? Pois Ganso se machucou e passou apenas a ver o antigo parceiro brilhar. Se continuaram amigos fora de campo, dentro dele, Ganso optou por sair da sombra de Neymar e foi para o São Paulo. No primeiro encontro, ganhou moedas e aumentou sua coleção de palavrões. Mas, passado um tempo, já até tem título pelo Tricolor: a Copa Sul-Americana 2012.

Um Don Juan da bola

Carlinhos Bala começou (e terminou) sua odisséia pelos três grandes de Pernambuco no Santa Cruz, em 1999. Embora ainda esteja em atividade, o Don Juan do Recife futebolístico não deve voltar a vestir nenhuma das três camisas que usou, beijou e deixou boas lembranças e muitas polêmicas. Quatro vezes campeão pernambucano (2 pelo Santa, 2 pelo Sport), rodou pelo Recife todo entre algumas saídas. A de maior destaque, no Cruzeiro em 2006. Anote bem a trajetória de Bala no Recife: começou no Santa, foi emprestado ao Náutico, voltou ao Santa, saiu de Recife, voltou para o Sport, foi para o Náutico em seguida, saiu de Recife, voltou ao Sport, deixou a cidade novamente e voltou para o Santa Cruz. Ufa!

Atacantes: Reinaldo, Tuta e Emerson Sheik

"Foi só um lance... não teve amor...", dizem depois do flagrante

Haverá quem considere injustiça colocar o Rei Reinaldo na lista dos “traíras”. Mas serão os mesmos que jamais vestiram a camisa do Cruzeiro, como a foto acima mostra. Reinaldo é quase Deus no Galo, sendo o maior artilheiro da história do clube, com 255 gols (contando só o profissional). Foi sete vezes campeão mineiro e duas vezes vice-brasileiro. Saiu do Galo para rápidas passagens por Palmeiras e Rio Negro. Até que retornou à Minas… defender o Cruzeiro. Foram apenas dois jogos e nenhum gol – já estava machucado seriamente, o que abreviou a carreira dele aos 31 anos. Reinaldo estava sem clube e contou em entrevista no ano passado que “foi uma honra e um desafio”, lamentando apenas não estar em melhores condições na época. 

Tuta alegrou e calou atleticanos e coxas-brancas

Tuta defendeu 22 clubes em sua carreira com 18 títulos, mas foi em Curitiba que virou referência e até propaganda. Campeão paranaense em 1998 contra o Coritiba, encerrando um jejum do Atlético desde 1990, com direito a artilharia do campeonato, Tuta caiu nas graças dos atleticanos e foi para o Venezia, da Itália. Lá, viveu uma história incomum, ao fazer um gol em uma partida contra o Bari, quando foi repreendido pelos próprios colegas, que possivelmente tinham outros interesses. Girou por Vitória, Flamengo, Palmeiras e Coréia até voltar à Curitiba. Foi campeão paranaense novamente, desta vez em papéis inversos: pelo Coxa contra o Furacão. Num jogo de superação, o Coritiba segurou o poderoso Atlético de Jadson, Washington e Dagoberto com um 3-3, com dois gols dele. Na comemoração, fez o gesto acima, que ganhou outdoors na cidade em campanha de marketing do Coxa.

Sheik pode até amar o Fla, mas curtiu legal com o Flu

Emerson Sheik é Flamengo declarado, mas isso não o impediu de pular a cerca e ganhar o Brasileirão pelo Fluminense. Campeão Brasileiro pelo Rubro-Negro em 2009, ficou pouco tempo no clube de infância, por questões financeiras. Depois de uma rápida volta ao Catar (a origem do apelido), em 2010 passou a defender o Fluminense. Foi dele o gol do título brasileiro e a lua-de-mel com os tricolores era infindável. Mas acabou na Libertadores 2011, quando foi flagrado cantando uma música da torcida do Fla no ônibus do Flu, a caminho do jogo com o Argentinos Jrs. Dispensado, foi acolhido no Corinthians – que preferiu nem saber do passado dele no São Paulo, onde começou a carreira…

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Alex é do Coritiba! Saiba detalhes

Nem Palmeiras, nem Cruzeiro: Alex é do Coritiba.

O contrato de dois anos com o meia será celebrado nessa noite, durante o jogo entre Coritiba e Náutico pelo Brasileirão. O Coxa prepara uma homenagem ao jogador, que volta ao clube que o revelou para encerrar a carreira.

A apresentação deve ficar para amanhã (quinta) ou até mesmo sábado. Faltam detalhes entre as assessorias do clube e do jogador. O Coritiba já tem uma estratégia de marketing para aproveitar a volta do jogador, que era desejado por clubes que já contaram com ele em grandes momentos, casos do Palmeiras, onde venceu a Libertadores 99 e o Cruzeiro, multi-campeão em 2003.

Pesou para Alex o desejo de voltar ao clube do coração e o desejo da família. O Coxa ainda apresentou um projeto ao jogador, parecido com o que tem com Tcheco, para que ele continue no Coritiba após encerrar a carreira de atleta, atuando na área de gestão. Na conversa com interlocutores ligados ao clube, ficou a impressão positiva sobre a visão do negócio futebol por parte do jogador.

Detalhes como salário e bonificações foram mantidos em sigilo. Alex só poderá atuar oficialmente em 2013 e a diretoria ainda não planejou nenhum amistoso ou jogo antecipado para festa.