Gols: resumo da rodada européia 20 a 23/09/12

A partir dessa semana, o blog irá disponibilizar os gols da rodada européia das transmissões do Terra, que está acompanhando a Liga Europa e os campeonatos Alemão, Português, Grego, Russo e a MLS, dos EUA. 

Confira gols e lances das transmissões que participei clicando nas imagens.

20/09 – Liga Europa:

Fenerbahçe 2-2 Olympique de Marselha

Alex, ex-Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro, deixou o dele no empate do Fener em casa. Mas acabou substituído e o OM chegou ao empate na primeira rodada da fase de grupos. Veja:

No mesmo jogo, ao ser substituído, Alex soltou um palavrão contra a ação do técnico Aykut Kocaman. Há uma certa perseguição ao brasileiro neste momento no Fener: o técnico é o maior artilheiro da história do clube, com 150 gols em 210 jogos Alex é o segundo maior, com 137 gols em 235 jogos. Pra bom entendedor…

Bayer  Leverkusen 0-0 Metalist

Duelo que ficou no zero, mas que teve participação de vários brasileiros, entre eles Marlos (ex-Coritiba e São Paulo), Taison (ex-Inter) e Renato Augusto (ex-Flamengo). Veja os melhores momentos:

22/09 – Liga Portuguesa:

FC Porto 4-0 Beira-Mar

Favorito ao tricampeonato, o Porto recebeu o Beira-Mar no Estádio do Dragão sem Lucho González, que viajou para o funeral do pai em Buenos Aires. Na primeira rodada sem o ídolo Hulk, da Seleção Brasileira, os Dragões atropelaram e chegaram a liderança, com direito à golaço de colombiano e gol do brasileiro Maicon, ex-Cruzeiro. Assista:

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 08/08/2012

A única entrevista de Petraglia

Na semana em que deve confirmar o 9º técnico em 18 meses (uma média impressionante de um treinador a cada 60 dias) o Atlético se vê em um beco sem saída na crise existencial que vive há pelo menos duas temporadas. Outrora estilingue, o “messias” Mário Celso Petraglia – que fez muito pelo clube em outros tempos – já não pode culpar o antecessor pelo fracasso em 2012. A atual direção repete os erros de Marcos Malucelli, com um agravante: não se explica à torcida. Petraglia não fala via imprensa e fechou-se também às redes sociais. Dá a impressão de que, munido pela obra na Arena, está distante do que o futebol atleticano faz: um fiasco total. Petraglia já trocou de técnico quando não devia, errou em contratações e segue apostando em uma diretoria de futebol ineficiente, sob a tutela de Dagoberto dos Santos. Ficar na Série B em 2013 parece ser o destino. O presidente atleticano, avesso a entrevistas desde que se elegeu (até então falava aos quatro cantos), só precisa dar uma única em Curitiba. Falou em Guarantiguetá, mas não fala em casa. E o que tem a dizer é simples: assumir que errou nas escolhas e ter humildade para recomeçar enquanto há tempo.

Diferentes, porém iguais

As coisas não estão simpáticas à Coritiba e Paraná.  Em séries diferentes, com exigências diferentes, vivem o mesmo problema: a falta de gols. O Coxa sofre pela expectativa exagerada, criada por ele mesmo quando chegou (e perdeu) pela segunda vez seguida à decisão da Copa do Brasil. E sem um atacante definidor, faz o óbvio: perde de quem é melhor, mesmo em casa (Botafogo, Fluminense) e vence quem é pior, mesmo fora (Náutico). Não cairá, mas não sairá disso. O atacante também é problema na Vila. Joga bem, mas não vence. Li uma boa comparação: é como a pretendente que te dispensa dizendo que “gosta de você, mas só como amigo.” Porém, se o Coxa tem mercado e potencial financeiro para arrumar a peça que falta, o Tricolor não. Está no limite do que pode fazer. Vai com o que tem. E convenhamos, pelo cenário que se desenhava em janeiro, está indo muito bem. Mas assim não subirá – evidentemente.

Cultura esportiva

Respiro a Olimpíada de Londres, acompanhando os mais diversos esportes. Já estive em transmissões de natação, boxe, vôlei de quadra e praia, basquete, judô e handebol. A euforia que toma conta da torcida, interessando-se pelo desempenho dos atletas no decorrer dos jogos, é proporcional à cobrança injusta quando os brasileiros fracassam. Não que não deva haver cobrança; deve, afinal, quem quer projeção está na mira. Mas não temos cultura esportiva no País. Gostamos é da vitória. Dizer isso significa que temos que entender que não somos uma potência esportiva, que os atletas não são infalíveis, mesmo quando favoritos. Favoritismo não é certeza de vitória. Nos quatro anos que antecedem os jogos, ignora-se nada que não seja futebol. Nos jogos, se quer múltiplos ouros. Não dá. O esporte é parte importante de um círculo virtuoso social: integra, ensina, afasta do crime e das drogas. Poderia ser uma saída para o crescimento. E então nascerá a cultura esportiva geral – possivelmente junto com mais vitórias.

Os gols mais bonitos de 2011

Neymar venceu a eleição para o gol mais bonito de 2011, coisa que eu concordo. Ele superou Rooney e Messi na eleição da Fifa. Os gols você vê abaixo:

E no âmbito local?

O Jogo Aberto Paraná elegeu internamente os gols mais bonitos de 2011 e separou num Top 10 pra você conferir abaixo:

E você, concorda com as listas? Comente abaixo!

Que beleza de camisa! #12: Colón

"Soy Colón... soy Colón... soy Colón de Santa Fé..."

Com um dia de atraso em função da gravação de um programa especial para a Band, chegou o Que beleza de camisa! dessa semana. A homenagem (e a camisa também) é iniciativa do leitor do blog* Guilherme Linhares, que além de sugerir o Club Atlético Colón, da Argentina, teve a oportunidade conhecer de perto a magnífica @carolboadebola e acompanhar a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios. Que mamata! Mas vamos ao que interessa: quem é o Colón?

Que beleza de camisa! #12 Club Atlético Colón

Quem é? Clube médio do futebol argentino, fundado em 05/05/1905.

Já ganhou o que? Campeão da Segunda Divisão da Argentina (atual Primera B Nacional) em 1965; 16x campeão da Liga Santafesina (espécie de Estadual na Argentina, disputado em paralelo com o Nacional)

Grande ídolo: Para os mais velhos, o grande ídolo é Orlando “el negro” Medina, principal jogador do time campeão do único título nacional do Colón, a 2a. Divisão de 1965.

Apelidos: Sabalero (algo como “pescadores”, pois é referente ao peixe Sabalo) ou Los Negros (era considerado pejorativo, como o era o apelido “coxa-branca”, em virtude de racismo).

Como anda? Está na elite argentina há 16 anos, tendo subido em 1995 como vice-campeão da 2a. divisão. Foi vice-campeão da primeira divisão em 1997, 3o. em 2000 e o último grande resultado foi em 2009, quando chegou em 4o. lugar. Vive a expectativa de fazer novamente o clássico de Santa Fé na elite argentina, contra o Unión, que voltou para a primeira divisão nacional após 3 anos de série b.

Curiosidades: Foi fundado como Colón Foot-Ball Club, mas mudou o nome para Club Atlético Colón em 1920. Orgulha-se de ter 25 mil sócios e alguns feitos contra grandes times do mundo, como aplicar 8-1 no Boca Juniors em um amistoso e de ter vencido, também em amistosos, o Santos de Pelé (2-1), o Peñarol campeão do Mundo em 1967 (3-2) e até a Seleção Argentina, por 2-0, sempre jogando em Santa Fé. Por isso seu estádio, o Brigadier Estanislao López (38 mil pessoas) é conhecido como Cemitério dos Elefantes.

O Colón e o futebol paranaense: O Colón não desfilou seu vistoso futebol contra nenhum time paranaense até entáo. Mas foi vestindo a camisa de Los Negros que o atacante Federico Nieto chamou a atenção do Atlético. Nieto marcou três gols no seu ex-clube, o Huracán, que estão registrados abaixo:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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2o. Turno do Brasileiro: em que acreditar – e por que

Por que e em que acreditar nesse segundo turno do Brasileirão?

Vai começar o segundo turno do Brasileirão. É apenas simbólico. Na verdade, tudo continua como antes, apenas com a tabela com menos jogos pela frente. Mas o que é a vida senão uma sequência de interpretações simbólicas, como quando pulamos sete ondas e vestimos branco no ano novo? Poderia ser apenas mais um ciclo de 24h, mas não é. E se for para usar como impulso, porque não?

Sendo assim, farei uma análise técnica, apesar do momento ser puramente sentimental, do que esperar das equipes no segundo turno no Brasileirão 2011. A começar pela dupla da terrinha na Série A:

Atlético

1o. Turno: 17º lugar, 18 pts, 31.6%

Resumo: Viveu o pior início de Brasileiro de todos os tempos, conseguindo a primeira vitória somente na 11ª rodada, ao superar o Botafogo em casa (2-1). Foi o terceiro jogo de Renato Gaúcho no comando do Furacão; com ele, em 30 pontos, a equipe fez 17 – 56,6% de aproveitamento, o mesmo do Palmeiras, sexto colocado, o que fez o time se agarrar na esperança de repetir o feito do Grêmio/10 do mesmo Renato: da ZR para a Libertadores.

Renato: com ele, o Atlético mudou (foto: Joka Madruga)

Pior momento: A derrota para o Fluminense (1-3), na 7ª rodada, com erros do então goleiro Márcio e do zagueiro Rafael Santos. A equipe completava a sexta derrota em sete jogos e o único ponto fora conseguido em casa, no empate com o Flamengo (1-1).

Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2), em confronto então direto, já que o Peixe de Neymar amargava a ZR. Era o início da reação que chegou a tirar o Furacão da ZR por uma rodada – o que pode voltar a acontecer se vencer o xará mineiro nesta quarta.

No que acreditar: Nas mudanças que já aconteceram e nas que podem vir, como a chegada de algum centroavante (pedido insistente do técnico) ou o retorno e decolagem dos gringos Morro Garcia, Nieto e/ou Guerrón. Para entender o que já mudou, vamos ver as diferenças entre o time da estréia e o provável time do início do 2º turno:

1ª rodada: Atlético-MG 3-0 Atlético

Renan Rocha; Rômulo (Wendel), Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Cléber Santana (Adaílton), Paulo Roberto e Marcelo Oliveira; Paulo Baier (Madson) e Guerrón.
Técnico: Adilson Batista

Em negrito estão os jogadores que deixaram o time titular do Atlético de lá para cá; alguns sequer são opções do novo treinador, Renato Gaúcho. Do banco ao ponta, nada menos que seis mudanças em relação ao provável time:

20ª rodada: Atlético x Atlético-MG

Renan Rocha; Wagner Diniz, Gustavo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Kleberson, Cléber Santana, Marcinho e Madson; Edigar Junio.
Técnico: Renato Gaúcho

Do time acima, além da recuperação do futebol de Cléber Santana e da entrada de Fabrício, destaca-se o crescimento de Deivid e a chegada de Marcinho, ao lado de Renato, símbolo da recuperação atleticana.Vale dizer que a escalação acima está sem dois titulares: o zagueiro Manoel e o lateral-direito Edilson. Aposta ainda nas recuperações físicas de Paulo Baier e Paulo Roberto e nas recuperações técnicas de Madson e do trio de ataque internacional.

Com o que se preocupar: Não tem atacantes. Como futebol tem por base o número de gols marcados, é alerta vermelho nesse item. Também depende da estabilidade emocional do técnico Renato Gaúcho e da permanência do mesmo até o final do ano, já que o “projeto” passa totalmente por ele. Se acontecer o mesmo que em 2010, quando Carpegiani trocou o clube pelo São Paulo FC, pode dar problema.

Projeção: Escapa do rebaixamento, mas não aspira nada mais que a Copa Sul-Americana. Para tanto, precisa de cerca de 26 pontos em 57, 45,6% – menos que o índice atual de Renato.

Coritiba

1o. Turno: 9º lugar, 26 pts, 45.6%

Resumo: Começou o campeonato dividindo atenções com a Copa do Brasil, da qual foi finalista. Com o passar dos jogos, deu a impressão de ter sentido a perda do título da copa e de não estar 100% no Brasileiro. Faz uma campanha regular – ótima para um clube que esteve à beira da falência em 2009-10 – mas aquém do que a equipe demonstrou ter poder para fazer e abaixo da exigência da torcida, que ficou com um gosto de “quero mais” ainda em 2011.

Pior momento: Pode ser considerado o jogo contra o São Paulo FC em casa (3-4), quando chegou a estar perdendo por 0-4 e atuando com um homem a menos. Ainda assim, o Coxa não teve um momento ruim: acabou diminuindo suas pretensões em pequenos tropeços, como na estréia com o Atlético-GO (0-1) ou empates em casa com Inter (1-1) e Palmeiras (1-1).

Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2) na Vila Belmiro, épica. Virou uma partida contra um adversário em recuperação, com Neymar e Borges no ataque, superando uma arbitragem confusa, que errou em demasia, em especial em um lance claro de pênalti em Leonardo. Ali, provou que as cobranças da torcida por melhores resultados tem fundamento.

No que acreditar: Na qualidade do elenco, que em 2011 já demonstrou que pode mais do que vem fazendo, em jogos como o 6-0 no Palmeiras pela Copa do Brasil e nas goleadas nos Atletibas, 4-2 e 3-0. A perda preciosa de pontos contra adversários diretos em casa e resultados ruins contra times em situação inferior na tabela desanimaram, mas sabe-se que o time tem potencial. Em relação a estréia no campeonato, pouco mudou, o que fortalece o conjunto:

1ª rodada: Coritiba 0-1 Atlético-GO

Edson Bastos; Jonas (Willian), Cleiton, Emerson e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino (Éverton Costa) e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.

Em negrito, os jogadores que não vêm sendo muito utilizados – Cleiton, por exemplo, foi emprestado e se machucou. Levando-se em conta os desfalques de Tcheco e Jéci por suspensão, o Coxa estréia no returno assim:

20ª rodada: Atlético-GO x Coritiba

Edson Bastos; Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Willian e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.

Na rápida comparação, o time é praticamente o mesmo da estréia e quem não estava, pode ser considerado reforço. Pereira é segurança na zaga, apesar de ter dificuldade em jogadas mano a mano; Willian ganhou o respeito da torcida e o titular, Tcheco, dá ritmo a meia-cancha mais do que Davi fez enquanto teve chances; e Marcos Aurélio é mais atacante que Anderson Aquino.

O otimismo com o Coritiba é justificável se os próprios jogadores reencontrarem o nível de atuações que vinham tendo no Estadual, na Copa do Brasil e em algumas rodadas do Brasileiro.

Coxa comemora: segredo está no elenco

 

Com o que se preocupar: Com a fase de Edson Bastos. A muralha alviverde vive período conturbado, cobrada pela torcida. Pode sentir e goleiro, como diz a música, não pode falhar. Também tem carências no ataque, ressentindo-se de um matador; Bill oscila bons e maus jogos, o que explica também a oscilação do time.

Projeção: Classifica-se ao torneio consolação, a Copa Sul-Americana. Para fazer mais, precisará somar 33 a 34 pontos em 57, 59,6% de aproveitamento – é o índice que tem hoje o Botafogo, detentor da vaga que o Coxa aspira.

E os demais?

América-MG (20º/13pts): Dificilmente escapa do rebaixamento. Será decisivo em jogos contra rebaixáveis e aspirantes ao título: quem perder pontos para o Coelho, estará em maus lençóis.

Atlético-GO (12º/25pts): Brigará para não cair no final do campeonato, mas é um dos que menos corre riscos. Ficará com vaga na Sulamericana.

Atlético-MG (19º/15pts): Vive situação dramática, mas tem elenco, torcida e camisa. Vai até o fim brigando para não cair. A sequência de derrotas com Cuca (o coxa-branca sabe) pode ser fatal.

Avaí (18º/17pts): Já demonstrou que não vai se entregar com facilidade, em jogos contra Figueirense e São Paulo. Mas é outro que briga para não cair com dificuldades.

Bahia (16º/20pts): Não está fácil ser um dos primeiros do alfabeto: também brigará para não cair. Está em decadência e perdeu Jobson por problemas extracampo. Amargou anos nas divisões inferiores e, apesar da gigantesca e apaixonada torcida, terá dificuldades quando precisar de fôlego.

Bahia: só com muita fé do povão

 

Botafogo (5º/34pts): Vai chegar a Libertadores. Tem elenco e um bom técnico, Caio Júnior. Desta vez a frase “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” não irá emplacar.

Ceará (13º/25pts): Enganou bem, mas vai acabar brigando para não cair. Tem um time envelhecido e instável.

Corinthians (1º/37pts): É líder e vai até o final brigando pelo título com Flamengo e São Paulo. E se acostume, porque com os novos valores das cotas de TV, será assim até o fim. Meu palpite? Não fica com a taça.

Cruzeiro (7º/ 27pts): Está abaixo do que pode render. Depende demais de Montillo em dias inspirados. Mas pode engrenar e ser o principal adversário do Botafogo na briga pela Libertadores.

Cruzeiro e a Montillodependência

 

Figueirense (10º/26pts): Sabe aquela equipe que fica o campeonato inteiro no meio da tabela e quando menos percebe, está ameaçada de rebaixamento? Então, é o Figueira.

Flamengo (2º/36pts): Está em segundo, mas pela campanha no ano, o técnico que tem (Luxemburgo) e os craques Thiago Neves, Ronaldinho, mesmo dependendo de Deivid ou Jael, é o favorito para o título. Poderá ser Hexa em 2011.

Ronaldinho tem feito a diferença no Fla

 

Fluminense (11º/25pts): O atual campeão brasileiro não cai, não vai disputar título, não vai para a Libertadores… 2012 tá aí.

Grêmio (15º/21pts): Viverá um final de ano dramático. Vai até o fim brigando para não cair. Ao lado de Atlético e Atlético-MG, é daqueles que tem de onde tirar recursos quando o cinto apertar de vez.

Internacional (8º/27pts): Sonha com a Libertadores e tem elenco e estrutura para tanto. Terá que correr para pegar Cruzeiro e/ou Botafogo. É o que menos tem chances dos três.

Palmeiras (6º/32pts): Só Felipão salva. Assistir o Palmeiras jogar é um desafio a compreensão do porquê o Alviverde paulista está entre os postulantes à Libertadores. Construindo estádio, não terá fôlego para a briga. Sulamericana à vista.

Santos (14º/22pts): Fará uma campanha de recuperação no 2º turno e chegará entre 12º e 8º lugar antes de ir medir forças com o Barcelona e outros menos famosos no Mundial de Clubes.

São Paulo (3º/35pts): Acabará sendo o principal obstáculo do Flamengo ao Hexa. E pode ser Hepta, coroando de vez a era Rogério Ceni. Tem força, elenco e vai brigar até o fim.

Vasco (4º/35pts): Com a missão do ano cumprida, já achava difícil que o Vasco tivesse pernas para ir até o fim sonhando com a dupla coroa nacional; sem Ricardo Gomes, vai depender muito de como a equipe e a diretoria reagirão ao que acontecer com o treinador.

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Polêmicas do Atletiba 347

Fechando a série de posts sobre o Atletiba 347, repriso aqui lances e comentários feitos no Jogo Aberto Paraná da Band Curitiba, que vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, para Curitiba, RMC, Paranaguá e litoral e Ponta Grossa e Campos Gerais.

São lances que separei a pedidos de muita gente que nos dá a alegria da companhia. É polêmica, então não espero concordância e sim disponibilizo os momentos para uma análise mais aprofundada para mim e para vocês.

1) Bill cuspiu em Fabrício?

As imagens acima são da TV Bandeirantes e são as únicas a que tive acesso. Por elas, é impossível ter uma conclusão, ainda que utilizemos o recurso zoom.

No entanto, fiquei com alguns indícios de que Bill NÃO cuspiu em Fabrício. Pelas imagens, percebe-se que ambos seguem se estranhando após o lance, mas, se cuspido fosse, difícilmente Fabrício não reagiria: cuspe na cara é uma desonra enorme para quem leva e maior ainda para quem executa. Um telespectador/leitor já perguntou se não questionamos ambos sobre isso: não. Nem Bill, nem Fabrício, estiveram na coletiva do Atletiba. Amanhã, com as coletivas da semana, pode ser que isso tenha sido feito. Eu não estive em nenhum treino. Mas falo mais se souber mais.

Em tempo: outros perguntaram se foi pênalti de Fabrício em Bill no mesmo lance. Pra mim, não: Bill perde a passada e se joga. Lance normal.

Update: O repórter Osmar Antônio, da Rádio Banda B, afirmou que, ao perguntar para o zagueiro Fabrício se Bill teria cuspido nele, a resposta foi sim. Repito o que afirmei no Jogo Aberto Paraná nessa terça: as imagens da Band não mostram o cuspe. Se outro canal tem, seria de bom tom jornalístico oferecer. Ainda: acredito que agora cabe ao jogador e ao clube irem atrás do que acham correto. Por fim, uso o update e não uma edição porque quero manter o teor original do texto, sem compromisso com o erro.

2) Houve inversão na falta que originou o lance do Atlético?

Não. Mas se Héber Roberto Lopes marcasse falta e amarelasse o meia Branquinho, do Atlético, também estaria correto.

O lance é claro: Willian faz a falta por baixo no mesmo momento em que Branquinho reage por cima, esticando o braço no rosto do atleta do Coxa. Foi falta de Willian; foi falta de Branquinho. A questão é o tempo.

Héber entendeu que Willian “bateu” antes e apitou. O resto vocês já sabem.

3) Foi pênalti no lance com Jéci e Madson?

Não. Enquanto a Fifa (ou no caso a International Board) determinar que o que vale é a intenção no eventual toque da mão na bola, nenhum lance assim pode ser considerado pênalti. Diferentemente do basquete, quando a bola tocada no pé é falta não importando a razão, o futebol permite esse tipo de lance. E Jéci só não tocaria a bola se não tivesse um braço.

Além do mais, observando a movimentação dos jogadores, percebe-se que Jéci faz o possível para não reter a bola com o braço e Madson, na disputa dela, em nenhum momento pede o toque.

4) Edson Bastos falhou no gol do Atlético?

Não. Na minha opinião, e a imagem acima mostra, houve mérito na proteção de bola feita por Cléber Santana em cima de Lucas Mendes, impedindo o corte. Não só isso: o posicionamento da defesa do Coritiba permitiu que a bola, batida na direção do gol e com força, quicasse logo a frente de Bastos. Esse tema gerou debate acirrado no programa, já que a opinião do ex-goleiro e comentarista do Jogo Aberto Paraná, Gerson Dall’Stella, é contrária. Para ele, Bastos falhou – deveria ter se antecipado ao quique.

Na verdade, o futebol é feito de erros. O gol invariavelmente nasce de algum erro. Foi assim com o gol do Coritiba, quando, mal posicionada, a defesa do Atlético permitiu o cabeceio de Emerson. E do jogo.

O que se discute na verdade não é se Edson falhou ou não e sim se ele deve se manter no time titular. Bastos ainda paga pelo erro da Copa do Brasil e qualquer suspeita já é o suficiente para que a paciência com ele se acabe. Eu acho que, em termos práticos, não há nada demais em dar uma oportunidade para Vanderlei, outro grande goleiro.

Mas o que tem se tentado fazer com Bastos é cruel. Como disse Renan Ceschin hoje no programa, se ele não pode ser titular com tudo o que já fez pelo Coxa e passa a ser questionado em lances difíceis como esse, então, não deve ficar. E aí já é demais, não concordam?

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Reportagens: Jogo Aberto Paraná 22/08/2011

Se você não pôde ver o Jogo Aberto Paraná hoje e/ou ainda não viu os lances da rodada para os times de Curitiba, assista aqui no blog, logo abaixo:

Paraná:

O Tricolor foi o primeiro dos curitibanos a entrar em campo pelo Brasileiro nesse final de semana. Recebeu o Sport Recife e se deu mal. Acompanhe a análise do técnico Roberto Fonseca e assista aos gols do jogo:

O que pode estar acontecendo com o Paraná, que vem perdendo jogos em casa? Opine nos comentários!

Coritiba:

No domingo, o Coxa foi a Florianópolis encarar o Avaí – e ficou apenas no 0-0. Pior: perdeu um dos principais jogadores para o clássico Atletiba: o volante Leandro Donizete, suspenso, não enfrenta o Atlético no jogo de sábado. Veja como foi o empate em Floripa:

Leandro Donizete fará falta ao Coritiba? Opine nos comentários!

Atlético:

O Furacão encerrou a rodada sem vitória dos paranaenses nas séries A e B do Brasileiro. E ela estava na mão, quando o time fez 2-0 no América-MG. Mas… veja abaixo como o time mineiro empatou a partida e o que disse o técnico Renato Gaúcho depois dela:

O empate em casa com o América-MG atrapalha os planos do Atlético para o Atletiba? Opine nos comentários!

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A noite da virada

Foram necessárias 17 rodadas para que o futebol paranaense deixasse de lado o estigma de vira-lata e assumisse o posto a que se propõe a algum tempo no Brasil, mas insiste em patinar.

CTs modernos e grandes estádios, torcidas fanáticas, grandes parques associativos… o futebol paranaense parecia ignorar tudo isso até ontem. O Atlético começou o Brasileiro na zona de rebaixamento e parecia que ia apodrecer por lá, com míseros dois pontos em 11 jogos; o Coritiba, que brilhou no primeiro semestre, passou a viver de uma saudade do que não foi: entre altos e baixos, agarrava-se a decepção da perda da Copa do Brasil a cada tropeço.

Ontem, o fio virou.

Tudo começou às 19h30. O Atlético já via a luz no final do túnel desde a chegada de Renato Gaúcho, mas sair da ZR ainda era algo distante. Era necessário vencer o ótimo time do Cruzeiro e torcer por uma combinação que incluia dois resultados em que os mandantes precisavam perder.

Em campo, muito brio e um Furacão de dar orgulho nos torcedores. O time fez valer a pressão da Arena e brigou pelo gol até o último minuto. Fez da partida uma batalha pela própria existência. E acabou coroado aos 44 do segundo tempo. A explosão na Arena trazia alívio, como você vê nos lances abaixo, exibidos no Jogo Aberto Paraná hoje:

Mas ainda era pouco. O Atlético conseguia respirar no Campeonato pela primeira vez, mas ao simples apito de Atlético-MG x Corinthians e Santos x Coritiba, voltava para a zona de rebaixamento.

E aí, 21h40, começou a odisséia Coxa.

Era o Santos de Neymar e Ganso; o Santos, na Vila Belmiro; o Santos, campeão da Copa Libertadores 2011. E que logo a três minutos, fez 1-0.

Mas o Coxa foi brioso. Partiu em busca de seu objetivo, encarando o caldeirão santista, Neymar, Ganso e um péssimo árbitro, Antonio de Carvalho Schneider, que foi incompetente para os dois, mas quase matou o Coritiba com 10 cartões amarelos e um pênalti escandaloso em Leonardo, não marcado. Por uma questão de logística da Band, ficarei devendo esse lance. Mas os demais, incluindo a redenção de Edson Bastos em um pênalti, estão aqui:

Há 10 dias do Atletiba, o fio virou para a dupla. O clássico promete.

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Reportagens: Jogo Aberto Paraná 08/08/2011

Atlético

O Furacão saiu na frente, mas cedeu o empate ao Corinthians. Ainda assim, o técnico Renato Gaúcho considerou bom o resultado. Veja os melhores momentos e comente!

Paraná

O Tricolor perdeu em casa para o Barueri na última rodada da Série B; para Roberto Fonseca, só Deus explica. Assista os lances e concorde ou discorde dele:

O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Gols da rodada: Jogo Aberto Paraná – 01/08/2011

Já viu os gols do final de semana dos times de Curitiba? Então confira o que apresentamos no Jogo Aberto Paraná de hoje:

Atlético

O time venceu o Santos por 3-2 na Baixada e saiu da lanterna do Brasileirão. Veja como foi!

Coritiba

A primeira vitória fora de casa veio contra o agora lanterna América-MG. Confira!

Paraná

O Tricolor beliscou um empate em Santos contra o São Caetano. Apesar disso, ficou um gostinho de “quero mais” por ter jogado com 11 contra 10 durante boa parte do jogo. Mas, valeu pelo primeiro gol de Borebi:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!