Leu? Leia mais uma vez. É uma lição de grandeza da comunidade gaúcha, que mexe com cultura, desenvolvimento, crescimento e, principalmente, rivalidade inteligente.
Não existiria Batman sem Coringa, Davi sem Golias, Barcelona sem Real Madrid. Assim como não há Grêmio sem Inter ou, para os paranaenses, Atlético sem Coritiba. O antagonismo e a rivalidade são chaves para o crescimento, desde que bem usados.
A carta publicada pelo Internacional nos principais jornais gaúchos é mais do que uma provocação. É o reconhecimento das afirmações acima, mostrando porque a “Velha Firma” gaúcha é tão mais forte que as demais no Brasil, a ponto de, quase como um país a parte, fazer o futebol do Rio Grande do Sul ser a segunda força nacional em conquistas – a frente do Rio, atrás apenas de São Paulo.
Hoje – e já não tão recente assim – Curitiba é maior que Porto Alegre. Mas não consegue ser maior num aspecto fundamental: cabeça. Não consegue a unidade que o Rio Grande do Sul tem como Estado, tampouco ser a referência que Porto Alegre é para o Brasil. É a mentalidade cosmopolita gaúcha, empreendedora e desprendida. Jamais no Rio Grande cogitou-se ficar sem a Copa, por exemplo; Grêmio e Inter, cada um por um caminho, prepararam alternativas. O Inter venceu a disputa, mas o Grêmio está lá, preparado para a primeira oportunidade que surgir.
Sim, lá há rivalidade tanto quanto no Paraná, a ponto do Inter não poder usar nem a nova Arena, nem o Olímpico, e ter de mandar seus jogos no estádio do Caxias (de uma cidade, aliás, que faz bem o papel de terceira força, como o Juventude campeão nacional e o Caxias com representatividade estadual – em tempo: cidade menor que Londrina). Mas não há o pensamento de minar o trabalho do outro e sim de aproveitar a onda. Rebaixado em 2004, o Grêmio viu o Inter chegar às maiores conquistas do clube em 2006, ano em que o Tricolor dos Pampas retornava à Série A; os gremistas não deixaram barato: chegaram à decisão da Libertadores em 2007, perdendo para o Boca Jrs. Por pouco, um troco não dado no ano seguinte, vindo das cinzas. Isso, caro leitor, é rivalidade.
Logo, nos comentários aqui embaixo, vão surgir dezenas de razões de todas as partes para os porquês de os paranaenses não conseguirem ter o mesmo grau de desenvolvimento. Vai se criticar a Copa, se desrespeitar o direito de posse, até mesmo vão pedir, pasmem, a Copa em Florianópolis. Poucos até agora entenderam que, para Curitiba, a disputa pelo Mundial não era um Atletiba e sim contra outras cidades do Brasil, que lamentam até agora a perda do pacote de investimentos do Governo Federal para suas cidades.
Sim, concordo que não era prioridade para o Brasil a vinda de eventos como a Copa e as Olimpíadas, com tanto a se fazer em educação, saúde, etc. Mas foi essa a decisão do Governo, que está lá eleito e reeleito, mudando o chefe de estado, por 12 anos, referendado pelo povo. E então só restava para as cidades aproveitar o momento e brigar pelo seu espaço. Curitiba, até agora, não tem um espaço público sequer valorizando a Copa 2014. Triste.
O looping prosseguirá até que alguém siga o mandamento cristão de oferecer a outra face. Mudar a chave, pensar em progresso. Assumir um pequeno prejuízo para pensar num passo além no futuro. União fora de campo, para que a rivalidade dentro dele não pare de crescer, mas brigando em cima, não em baixo.
É possível?
Nem tudo está perdido
Arena das Dunas, Arena Corinthians, Arena Palestra, Arena Porto-alegrense. O conceito de Arena, difundido na Europa para que os clubes possam vender os nomes dos estádios, foi trazido ao Brasil pelo Atlético em 1999. Hoje, é tendência. Méritos da comunidade paranaense, pioneira na ideia.
…e não é que Mário Celso Petraglia é gaúcho de nascimento?
Existe uma corrente no Coritiba que defende a saída de Felipe Ximenes do departamento de futebol do clube. Parte da torcida apoia e aquele ciclo de críticas é iniciado. Convenhamos, o Coxa brigou para não cair no Brasileirão, muito embora o que ficará para a história é o 13o lugar: nem lá, nem cá. Para alguns, o ciclo de Ximenes no Coritiba acabou. É hora de mudar.
Quando se propõe a saída de um profissional no futebol, a pergunta que sempre me vem a cabeça é: e quem assume? A partir dessa reflexão, é possível entender se as críticas são gratuítas ou se há uma necessidade real de mudança. Afinal, todos querem o melhor para si – no Coxa não é diferente – e se o profissional em questão já não é o top no mercado, nada mais sugestivo que mudar, certo?
Ou não. Primeiro que no caso de Felipe Ximenes, isso não se aplica. Basta olhar um pouco além das divisas paranaenses para entender que quando clubes como Internacional e Flamengo o procuram, tops que são, certamente querem o que há de melhor. Ximenes é atualizado e sempre convidado a estar em palestras, circulos de discussões sobre gestão no futebol, etc. Ao lado de Rodrigo Caetano, é o principal nome brasileiro no segmento até então.
E isso porque, por mais que o coxa-branca não queira reconhecer, pegou um time do segundo escalão nacional e conseguiu resultados que poucos do primeiro escalão conseguiram, com menos dinheiro do que 12 outros clubes recebem, por um motivo ou outro. Deixou para trás São Paulo, Grêmio e Internacional, por exemplo, parando em duas decisões de Copa do Brasil contra Vasco e Palmeiras, que tiveram seus méritos na conquista, mas contaram com atuações ruins dos árbitros nos jogos das finais. Não fosse isso, talvez pudesse ter coroado a remontagem de um clube após os episódios de 2009 com ao menos um título nacional. Se é pouco, superou o maior rival em três estaduais e ainda levantou uma Série B no processo. Tudo isso com muito menos verba que alguns privilegiados, como Botafogo e Atlético-MG.
Atribuir um prazo de validade para Felipe Ximenes no Coritiba é um contra-senso. É não reconhecer as limitações do clube – o que nem de longe significa pensar pequeno. Com a verba que tem, Ximenes montou bons times. Se não atendeu a todos os anseios da torcida, é bom lembrar que outros com mais força também não o fizeram. Só um vence.
O fim do ano foi melancólico sim. Muito mais pela surpresa de quase se ver envolvido no risco de queda mais uma vez, acentuado com um resultado desastroso em SP contra o Corinthians (1-5). Uma noite ruim contra uma equipe que vai decidir o Mundial de Clubes, com a maior verba da TV e o maior patrocínio de camisa do País. Pensando bem, talvez haja um exagero na avaliação da desagradável goleada.
O Coritiba, com dívidas trabalhistas e no INSS, tem feito o possível para manter-se competitivo. Ximenes é o articulista principal desse desafio. Qualquer entrevista com Alex, ídolo que retornou, e se perceberá a importância da direção de futebol, respaldada pelo clube. Não se sabe se o time de 2013 será vitorioso. Mas percebe-se uma movimentação. O trabalho a longo prazo, cantado pela diretoria em 2009, está apenas na metade. Essa compreensão é importante, baseada nos fatos acima.
De todo modo, a opinião é livre. Só que é preciso coerencia. Criticos dizerem que o prazo de validade esgotou-se apenas pelo tempo é o mesmo que assumir que é impossível ficar no mesmo emprego por mais de 5 anos. Teremos pedidos de demissões em massa em Curitiba? Creio que não.
Muitos – e belos – gols nos jogos da Liga Europa e do Campeonato Português, que o Terra transmitiu no último final de semana. Clique nas imagens para ver como foram os jogos:
08/11 – Liga Europa: Napoli 4-2 Dnipro
Um grande jogo no estádio San Paolo, em Nápoles. O então invicto e 100% Dnipro chegou a virar o jogo contra os italianos, mas não contavam com um dia tão inspirado de Cavani, que marcou 4 gols e garantiu a vitória napolitana.
08/11 – Liga Europa: Partizan 1-3 Internazionale
Em Belgrado, na Sérvia, a Inter usou um mistão e bateu o Partizan por 3-1. O placar, no entanto, não mostra o que foi o jogo: o time da casa não teve melhor sorte porque parou no goleiro interista Handanovic.
09/11 – Campeonato Português: Gil Vicente 1-0 Paços de Ferreira
Pelo Campeonato Português, Gil Vicente e Paços de Ferreira abriram a 9a rodada em duelo no meio da tabela. Melhor para os visitantes, invictos fora de casa há seis meses, e que se projetaram como aspirantes a uma vaga na Liga Europa 2013/14.
10/11 – Campeonato Português: Porto 2-1 Académica
Porto e Benfica continuam a briga pelo título rodada a rodada. Para o Dragão, o desafio foi contra a Académica de Coimbra, jogando em casa. Com golaço do colombiano James Rodriguez e falha do brasileiro Helton, ex-Vasco, o jogo foi movimentado e terminou sendo mais complicado do que se esperava para o time da casa.
O Terra está transmitindo nove campeonatos europeus. Clique nas imagens para ver os gols de algumas partidas do último final de semana:
Campeonato Ucraniano
20/10 – Zorya 3-2 Dnipro
Pelo Campeonato Ucraniano, o Zorya recebeu o Dnipro de Giuliano (ex-Paraná e Inter), que tentava reduzir a distância de 12 pontos para o líder Shakhtar Donetsk. Acabou surpreendido, com direito a gol brasileiro para o Zorya.
Campeonato Belga
20/10 – Leuven 4-1 Club Brugge
Pelo Campeonato Belga, o Club Brugge liderava invicto a competição, mas, com um jogo a menos que o Anderlecht, se viu pressionado pelo rival que tinha chegado aos mesmos 22 pontos. Parecia fácil para o tradicional time de Bruges, mas o Leuven, fundado em 2002, acabou com a farra e impôs sonora goleada.
Campeonato Alemão
21/10 – Hamburgo 0-1 Stuttgart
Em Hamburgo, o time da casa podia chegar na quarta posição, dentro do grupo de classificação para a Liga Europa. Mas encarava um Stuttgart ameaçado pela zona de rebaixamento. Num grande jogo, melhor para os visitantes.
Inter x Milan? Que nada! Foi em Santa Felicidade que o sangue italiano ferveu
por Ana Claudia Cichon*
O caminho rumo ao estádio Francisco Muraro, palco da partida deste sábado (6), já trazia um ar do duelo italiano. Os restaurantes típicos de Santa Felicidade – com o tradicional cardápio de frango, polenta e risoto, além de um belo vinho – serviam como aperitivo aos torcedores que aproveitaram o dia ensolarado para acompanhar mais uma rodada da Suburbana.
Trieste e Iguaçu, ou o clássico da polenta, representam uma das maiores rivalidades do futebol amador de Curitiba. Desde a década de 1940 imigrantes italianos se reuniam nos campos para acompanharem seus conterrâneos em partidas disputadíssimas. “Já vi jogador discutindo com adversário e brigando com torcedores, mulheres de sombrinha e vestidos longos torcendo por namorados ou familiares, jogos de muitos gols, lances inusitados e outras situações que só jogos entre estes dois clubes proporcionam”, conta Leônidas Dias, um dos maiores radialistas esportivos do Paraná, que há anos dedica-se ao futebol amador do estado.
Nas arquibancadas ainda é possível ouvir algumas vozes com aquele sotaque típico, seja nas conversas informais do intervalo, nos cantos de incentivo às equipes e até mesmo no bate-papo com os presidentes e diretores dos times, mas já não se vê descendentes do país da pizza defendendo os clubes. Tanto é que o grande destaque da partida foi Hideo, o japonês voador.
Com 34 anos, Hideo Garcia ainda está voando nos gramados. A velocidade, as jogadas inesperadas e, claro, a origem oriental, lhe renderam o apelido de japonês voador. “Quem inventou isto foi o Chicora [narrador esportivo da equipe Rolando a Bola], por eu ser um jogador rápido e com boa movimentação”, explica.
Entre idas e vindas, já soma seis anos no futebol amador, sempre com muita dedicação e esforço. “Hoje para mim já é um trabalho, algo que eu realmente faço por amor”. Hideo teve passagens por alguns clubes do futebol profissional, como Paraná Clube, Locomotiva (Rússia) e CFZ, mas acabou retornando ao futebol varzeano, onde já foi eleito destaque em diversos campeonatos e vem conquistando títulos, como a Suburbana de 2011 pelo Bairro Alto e a Taça Paraná deste ano pelo Internacional de Campo de Largo. E para esta temporada espera levantar mais um caneco.
O jogo
Antes do jogo, tudo em paz. Depois… (Foto e Vídeos: Ana Cichon)
Como todo clássico, a partida foi bastante disputada e o árbitro José Mendonça da Silva Jr. teve trabalho para acalmar os ânimos dentro e fora de campo. Foram entradas duras, diversos cartões amarelos e discussões com os bancos de reserva, principalmente no lance mais forte da partida – uma falta justamente no jogador Hideo, que rendeu reclamações dos dois lados.
Apesar do jogo nervoso, o primeiro tempo foi bastante morno, com poucas chances de gols. Mas já no início da segunda etapa o Iguaçu abriu o placar com Clé e passou a dominar a partida, principalmente com as jogadas do japonês voador, que se define como o equilíbrio do time. “O Juninho [treinador do Iguaçu] orienta para que todas as bolas passem por mim”, ressalta. E foi justamente em jogada de Hideo que surgiu o lance para o segundo gol da equipe alvinegra. Em cobrança de pênalti, Marlon ampliou o marcador.
Clássico italiano ferveu em Santa Felicidade (Foto e vídeos: Ana Cichon)
Atrás no placar e precisando de um bom resultado para continuar na briga para classificação para a próxima fase, o Trieste foi para cima e conseguiu descontar com Zico, em jogada pela direita. Mas foi só. O Iguaçu segue na liderança do grupo, com 10 pontos, enquanto o Trieste, após dois empates e uma derrota, está em terceiro lugar, com apenas 2 pontos.
Curiosidade
O trio de ferro da capital esteve bem representado no embate deste sábado. Pelo lado o Iguaçu, a dupla Atletiba: Flávio (ex-zagueiro do Coxa) e Luisinho Netto (ex-lateral direito do Furacão). Já o Trieste contou com o ex-zagueiro paranista Ageu que, fora de ritmo, saiu ainda no início do primeiro tempo.
Não que ele tenha melhorado (e nem que não, ou muito pelo contrário, diria o confuso cronista) sua condição técnica a ponto de encher os olhos de quem o vê em campo hoje em comparação ao passado. Ele sempre foi regular.
Vanderlei mudou sua postura. Em outras oportunidades, mesmo quando podia, preferia deixar a camisa 1 de lado e substituir Edson Bastos com a 12 mesmo. Podia ser só superstição, mas ao aparecer em campo com a camisa 1 do Coritiba no seu retorno a titularidade, mostrou que estava a fim de assumir mesmo essa condição.
Mas esse é só um detalhe da fase do goleiro coxa-branca. Certa feita, em um bate-papo em um estacionamento no Couto, Vanderlei, então amargando um ano e pouco de reserva e com uma sondagem do Santos, me disse encarar aquilo com naturalidade. Que era muito amigo de Edson e que a vida profissional era assim mesmo. Disse ter ficado feliz com a proposta do Santos, mas já que as coisas não tinham evoluído, o negócio era continuar trabalhando.
E demorou até que voltasse. Mas quando voltou, chamou a atenção pela segurança. E no jogo contra o Inter em Porto Alegre (1-1) foi decisivo ao pegar um pênalti. Na entrevista que deu a TV Bandeirantes POA, mostrou o quanto é profissional:
O Holandês curte a boa fase. O torcedor, também.
*Holandês é um apelido que vi na internet para Vanderlei ou “Van der Lei”. Infame, mas divertidinho.
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Por que e em que acreditar nesse segundo turno do Brasileirão?
Vai começar o segundo turno do Brasileirão. É apenas simbólico. Na verdade, tudo continua como antes, apenas com a tabela com menos jogos pela frente. Mas o que é a vida senão uma sequência de interpretações simbólicas, como quando pulamos sete ondas e vestimos branco no ano novo? Poderia ser apenas mais um ciclo de 24h, mas não é. E se for para usar como impulso, porque não?
Sendo assim, farei uma análise técnica, apesar do momento ser puramente sentimental, do que esperar das equipes no segundo turno no Brasileirão 2011. A começar pela dupla da terrinha na Série A:
Atlético
1o. Turno: 17º lugar, 18 pts, 31.6%
Resumo: Viveu o pior início de Brasileiro de todos os tempos, conseguindo a primeira vitória somente na 11ª rodada, ao superar o Botafogo em casa (2-1). Foi o terceiro jogo de Renato Gaúcho no comando do Furacão; com ele, em 30 pontos, a equipe fez 17 – 56,6% de aproveitamento, o mesmo do Palmeiras, sexto colocado, o que fez o time se agarrar na esperança de repetir o feito do Grêmio/10 do mesmo Renato: da ZR para a Libertadores.
Renato: com ele, o Atlético mudou (foto: Joka Madruga)
Pior momento: A derrota para o Fluminense (1-3), na 7ª rodada, com erros do então goleiro Márcio e do zagueiro Rafael Santos. A equipe completava a sexta derrota em sete jogos e o único ponto fora conseguido em casa, no empate com o Flamengo (1-1).
Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2), em confronto então direto, já que o Peixe de Neymar amargava a ZR. Era o início da reação que chegou a tirar o Furacão da ZR por uma rodada – o que pode voltar a acontecer se vencer o xará mineiro nesta quarta.
No que acreditar: Nas mudanças que já aconteceram e nas que podem vir, como a chegada de algum centroavante (pedido insistente do técnico) ou o retorno e decolagem dos gringos Morro Garcia, Nieto e/ou Guerrón. Para entender o que já mudou, vamos ver as diferenças entre o time da estréia e o provável time do início do 2º turno:
1ª rodada: Atlético-MG 3-0 Atlético
Renan Rocha; Rômulo (Wendel), Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Cléber Santana (Adaílton), Paulo Roberto e Marcelo Oliveira; Paulo Baier (Madson) e Guerrón. Técnico: Adilson Batista
Em negrito estão os jogadores que deixaram o time titular do Atlético de lá para cá; alguns sequer são opções do novo treinador, Renato Gaúcho. Do banco ao ponta, nada menos que seis mudanças em relação ao provável time:
20ª rodada: Atlético x Atlético-MG
Renan Rocha; Wagner Diniz, Gustavo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Kleberson, Cléber Santana, Marcinho e Madson; Edigar Junio.
Técnico: Renato Gaúcho
Do time acima, além da recuperação do futebol de Cléber Santana e da entrada de Fabrício, destaca-se o crescimento de Deivid e a chegada de Marcinho, ao lado de Renato, símbolo da recuperação atleticana.Vale dizer que a escalação acima está sem dois titulares: o zagueiro Manoel e o lateral-direito Edilson. Aposta ainda nas recuperações físicas de Paulo Baier e Paulo Roberto e nas recuperações técnicas de Madson e do trio de ataque internacional.
Com o que se preocupar: Não tem atacantes. Como futebol tem por base o número de gols marcados, é alerta vermelho nesse item. Também depende da estabilidade emocional do técnico Renato Gaúcho e da permanência do mesmo até o final do ano, já que o “projeto” passa totalmente por ele. Se acontecer o mesmo que em 2010, quando Carpegiani trocou o clube pelo São Paulo FC, pode dar problema.
Projeção: Escapa do rebaixamento, mas não aspira nada mais que a Copa Sul-Americana. Para tanto, precisa de cerca de 26 pontos em 57, 45,6% – menos que o índice atual de Renato.
Coritiba
1o. Turno: 9º lugar, 26 pts, 45.6%
Resumo: Começou o campeonato dividindo atenções com a Copa do Brasil, da qual foi finalista. Com o passar dos jogos, deu a impressão de ter sentido a perda do título da copa e de não estar 100% no Brasileiro. Faz uma campanha regular – ótima para um clube que esteve à beira da falência em 2009-10 – mas aquém do que a equipe demonstrou ter poder para fazer e abaixo da exigência da torcida, que ficou com um gosto de “quero mais” ainda em 2011.
Pior momento: Pode ser considerado o jogo contra o São Paulo FC em casa (3-4), quando chegou a estar perdendo por 0-4 e atuando com um homem a menos. Ainda assim, o Coxa não teve um momento ruim: acabou diminuindo suas pretensões em pequenos tropeços, como na estréia com o Atlético-GO (0-1) ou empates em casa com Inter (1-1) e Palmeiras (1-1).
Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2) na Vila Belmiro, épica. Virou uma partida contra um adversário em recuperação, com Neymar e Borges no ataque, superando uma arbitragem confusa, que errou em demasia, em especial em um lance claro de pênalti em Leonardo. Ali, provou que as cobranças da torcida por melhores resultados tem fundamento.
No que acreditar: Na qualidade do elenco, que em 2011 já demonstrou que pode mais do que vem fazendo, em jogos como o 6-0 no Palmeiras pela Copa do Brasil e nas goleadas nos Atletibas, 4-2 e 3-0. A perda preciosa de pontos contra adversários diretos em casa e resultados ruins contra times em situação inferior na tabela desanimaram, mas sabe-se que o time tem potencial. Em relação a estréia no campeonato, pouco mudou, o que fortalece o conjunto:
1ª rodada: Coritiba 0-1 Atlético-GO
Edson Bastos; Jonas (Willian), Cleiton, Emerson e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino (Éverton Costa) e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.
Em negrito, os jogadores que não vêm sendo muito utilizados – Cleiton, por exemplo, foi emprestado e se machucou. Levando-se em conta os desfalques de Tcheco e Jéci por suspensão, o Coxa estréia no returno assim:
20ª rodada: Atlético-GO x Coritiba
Edson Bastos; Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Willian e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.
Na rápida comparação, o time é praticamente o mesmo da estréia e quem não estava, pode ser considerado reforço. Pereira é segurança na zaga, apesar de ter dificuldade em jogadas mano a mano; Willian ganhou o respeito da torcida e o titular, Tcheco, dá ritmo a meia-cancha mais do que Davi fez enquanto teve chances; e Marcos Aurélio é mais atacante que Anderson Aquino.
O otimismo com o Coritiba é justificável se os próprios jogadores reencontrarem o nível de atuações que vinham tendo no Estadual, na Copa do Brasil e em algumas rodadas do Brasileiro.
Coxa comemora: segredo está no elenco
Com o que se preocupar: Com a fase de Edson Bastos. A muralha alviverde vive período conturbado, cobrada pela torcida. Pode sentir e goleiro, como diz a música, não pode falhar. Também tem carências no ataque, ressentindo-se de um matador; Bill oscila bons e maus jogos, o que explica também a oscilação do time.
Projeção: Classifica-se ao torneio consolação, a Copa Sul-Americana. Para fazer mais, precisará somar 33 a 34 pontos em 57, 59,6% de aproveitamento – é o índice que tem hoje o Botafogo, detentor da vaga que o Coxa aspira.
E os demais?
América-MG (20º/13pts): Dificilmente escapa do rebaixamento. Será decisivo em jogos contra rebaixáveis e aspirantes ao título: quem perder pontos para o Coelho, estará em maus lençóis.
Atlético-GO (12º/25pts): Brigará para não cair no final do campeonato, mas é um dos que menos corre riscos. Ficará com vaga na Sulamericana.
Atlético-MG (19º/15pts): Vive situação dramática, mas tem elenco, torcida e camisa. Vai até o fim brigando para não cair. A sequência de derrotas com Cuca (o coxa-branca sabe) pode ser fatal.
Avaí (18º/17pts): Já demonstrou que não vai se entregar com facilidade, em jogos contra Figueirense e São Paulo. Mas é outro que briga para não cair com dificuldades.
Bahia (16º/20pts): Não está fácil ser um dos primeiros do alfabeto: também brigará para não cair. Está em decadência e perdeu Jobson por problemas extracampo. Amargou anos nas divisões inferiores e, apesar da gigantesca e apaixonada torcida, terá dificuldades quando precisar de fôlego.
Bahia: só com muita fé do povão
Botafogo (5º/34pts): Vai chegar a Libertadores. Tem elenco e um bom técnico, Caio Júnior. Desta vez a frase “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” não irá emplacar.
Ceará (13º/25pts): Enganou bem, mas vai acabar brigando para não cair. Tem um time envelhecido e instável.
Corinthians (1º/37pts): É líder e vai até o final brigando pelo título com Flamengo e São Paulo. E se acostume, porque com os novos valores das cotas de TV, será assim até o fim. Meu palpite? Não fica com a taça.
Cruzeiro (7º/ 27pts): Está abaixo do que pode render. Depende demais de Montillo em dias inspirados. Mas pode engrenar e ser o principal adversário do Botafogo na briga pela Libertadores.
Cruzeiro e a Montillodependência
Figueirense (10º/26pts): Sabe aquela equipe que fica o campeonato inteiro no meio da tabela e quando menos percebe, está ameaçada de rebaixamento? Então, é o Figueira.
Flamengo (2º/36pts): Está em segundo, mas pela campanha no ano, o técnico que tem (Luxemburgo) e os craques Thiago Neves, Ronaldinho, mesmo dependendo de Deivid ou Jael, é o favorito para o título. Poderá ser Hexa em 2011.
Ronaldinho tem feito a diferença no Fla
Fluminense (11º/25pts): O atual campeão brasileiro não cai, não vai disputar título, não vai para a Libertadores… 2012 tá aí.
Grêmio (15º/21pts): Viverá um final de ano dramático. Vai até o fim brigando para não cair. Ao lado de Atlético e Atlético-MG, é daqueles que tem de onde tirar recursos quando o cinto apertar de vez.
Internacional (8º/27pts): Sonha com a Libertadores e tem elenco e estrutura para tanto. Terá que correr para pegar Cruzeiro e/ou Botafogo. É o que menos tem chances dos três.
Palmeiras (6º/32pts): Só Felipão salva. Assistir o Palmeiras jogar é um desafio a compreensão do porquê o Alviverde paulista está entre os postulantes à Libertadores. Construindo estádio, não terá fôlego para a briga. Sulamericana à vista.
Santos (14º/22pts): Fará uma campanha de recuperação no 2º turno e chegará entre 12º e 8º lugar antes de ir medir forças com o Barcelona e outros menos famosos no Mundial de Clubes.
São Paulo (3º/35pts): Acabará sendo o principal obstáculo do Flamengo ao Hexa. E pode ser Hepta, coroando de vez a era Rogério Ceni. Tem força, elenco e vai brigar até o fim.
Vasco (4º/35pts): Com a missão do ano cumprida, já achava difícil que o Vasco tivesse pernas para ir até o fim sonhando com a dupla coroa nacional; sem Ricardo Gomes, vai depender muito de como a equipe e a diretoria reagirão ao que acontecer com o treinador.
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O domingão foi longo, rodada cheia e a Série A vai engrenando: só resta um jogo na Libertadores e no domingo que vem TODOS estarão ligados na Série A. E é claro que olhar a posição do Coritiba (do Atlético eu falei aqui) preocupa. Mas quem assistiu ao jogo percebeu que o destaque individual foi Muriel, baita goleiro do Inter.
Ou seja: o Coxa jogou bem.
E quem acompanha o Jogo Aberto Paraná na Band sabe que a preocupação era essa: a reação da equipe após a perda da Copa do Brasil e a derrota para oo Botafogo (1-3) no último final de semana. Do outro lado, estava o Internacional, um dos maiores investimentos da Série A. Não seria fácil de qualquer jeito. E fora atuações pontuais, o Coxa mostrou força, foi buscar o empate e acabou somando um ponto, que o deixa fora da ZR ao menos.
A cornetagem está a solta – e nem podia ser diferente. Mas uma análise fria ainda dá crédito a Marcelo Oliveira e a esse elenco do Coritiba. Sabe-se que esse time pode mais e que o momento de baixa tem razões físicas e psicológicas; tecnicamente, o time ainda é bom. Não é aquele supertime que pintou, mas é bom. E isso já é um grande passo para sonhos mais altos, já que o Brasileirão é muito igual – exceção ao surpreendente início do São Paulo.
Futebol é assim mesmo, ninguém ganha todas. Ainda não há motivo para desespero. Pode nem haver se as cornetas ficarem no armário.
Posfácio Atleticano
Mas por que raios há que se ter paciência com o Coxa e é só cacete no Atlético? Fácil: o Coritiba já mostrou qualidade no ano. É bicampeão estadual, vice da Copa do Brasil e venceu mais de 80% de seus jogos no ano. O Atlético não. Estamos em junho e o Furacão não mostrou NADA – e com quatro técnicos.
Léo Gago subiu no telhado
O site FutebolSC avisa que a negociação com Marcos Paulo e Avaí ficou pra próxima porque o Coxa pode negociar Léo Gago. Falei com gente da diretoria que não negou nem confirmou a saída. O que eu ouvi (e reservo a fonte) é: “Não me preocupa uma peça, negócio é negócio, se for bom, pode sair. O elenco é bom e é isso que vale. Nessa hora, surge de tudo. Pode ser como pode não ser”. Não foi @oclebermachado, mas parece que Léo Gago subiu no telhado.