Exclusivo – Vilson Ribeiro diz: “Jogador do Coritiba não sai para o futebol brasileiro” (parte II)

Seguindo a série exclusiva com o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, o blog apresenta a parte 2 de 3 vídeos, gravados na concentração do Coxa pouco antes da vitória sobre o Figueirense (3-0) na última quinta, 07/07.

Nesse trecho, Vilson fala sobre ética e o assédio de outros clubes aos jogadores e técnico do Coritiba. Desmistifica ainda a parceria com a LA Sports. E defende Ariel no caso que o liberou do Coritiba.

Durante a entrevista, algo chamou a atenção: o carinho de todo o grupo de jogadores com o dirigente, que se recupera do tratamento de um câncer no intestino. Vilson ainda tem tempo para atender dois torcedores. Assista:

Se você não assistiu ao primeiro vídeo da série, clique aqui.

No proximo vídeo da série, o dirigente coritibano falará das finanças do Coxa, Clube dos 13 e ainda sobre a decisão da Copa do Brasil: “O Marcelo [Oliveira, técnico do Coritiba] fez o que tinha que ser feito.” Fique ligado!

A chegada de Renato

Renato Gaúcho foi apresentado hoje à tarde na Arena sob os olhos de boa parte da imprensa curitibana. Muita gente, até da velha guarda, esteve ou apenas passou (foi o meu caso) para ver o treinador com o maior salário da história do futebol paranaense. Estima-se R$ 350 mil reais por mês.

Renato não terá vida mole. A fase atleticana é terrível e, querendo ou não, ele terá papel de salvador da pátria. Mas, sem nem mesmo dirigir a equipe, já começou a dar resultados. Renato é marketing. Basta ver o banner atrás dele na entrevista abaixo:


(Esse é o primeiro vídeo post que faço. Peço desculpas pela precariedade. Vai melhorar, diria o Adílson Batista)

Se você quer ver a entrevista completa, assista ao Jogo Aberto Paraná amanhã, 12h30, na Band Curitiba.

Notem também que ele recebeu a camisa 10 do Atlético, com seu nome. E que em seu agasalho há um “RG”. É mais que a personalidade do treinador: é uma maneira do clube tentar criar o mito Renato, presente no Grêmio e no Fluminense, na Baixada.

Renato nunca jogou no Atlético. Pelo contrário: defendeu dois times que causam arrepios nos torcedores rubro-negros (os acima citados). Mas é persongem nacional. Apenas no dia da sua apresentação, emplacou capa nos portais Globo.com, Terra e ESPN; uma busca por “Renato Gaúcho chega ao Atlético” no Google traz 835 mil resultados. Com Renato, o Atlético voltou a ser notícia boa – ao menos por um dia.

Se no campo vai dar certo, não se sabe; mas nas declarações que pude ler (não acompanhei a entrevista inteira) ele pareceu o cara certo para o drama atleticano. Disse que conhece o boleiro pelo cheiro e que o que esse time precisa é de confiança.

E um cara que diz que transou com mais de mil mulheres deve ter auto-estima e confiança de sobra para passar.

Linha tênue II

Há poucos dias escrevi sobre a linha tênue que o Atlético vem criando ao permitir opinião institucional à facções organizadas, como no caso da invasão ao CT (Leia aqui e assista reportagem aqui).

Pois hoje, logo depois da coletiva de imprensa, membros de uma das organizadas atleticanas foram ter um particular com Renato, Foram “conferir se ele ia honrar o salário que o Atlético vai se lascar pra pagar a ele”, apurei. E ouvi de gente de dentro do clube que a relação aberta com as organizadas é uma tentativa de controle de rebelião. Uma troca de gentilezas, por assim dizer.

A política do clube está em ebulição. E essa condução liberal demais (que também me confidenciaram ser na verdade ausência de comando central) pode ter um preço. Se o milagre de Renato não vier e o couro comer, o comando atleticano é co-responsável.

E, convenhamos, ninguém gosta ou trabalha melhor quando é coagido.

 

Números (ou: a gangorra do futebol)

Evandro: a 1a vitória só veio com um gol dele, na 10a rodada

Oito jogos. Um ponto, dois gols marcados, nenhuma vitória. “Série B” é a frase que circunda a cabeça de 11 entre dez atleticanos (e dos alegres rivais) nesse momento ao ver os números do Atlético.

O futebol não é necessário analisar mais. Passaram-se sete meses em 2011 e em nenhum momento a equipe, com qualquer um dos quatro técnicos até então, apresentou equilíbrio. Renato Gaúcho é o próximo a tentar, a partir de amanhã.

Mas, acredite, não é a primeira vez que o clube começou mal o Brasileiro na história (somando só 8 rodadas). O que, olhando apenas os números, pode dar alguma esperança ao torcedor. Em 2005, disputando em paralelo a Libertadores, o Furacão foi só fiasco nas primeiras rodadas do nacional. Olho nos números:

2005 – 22o. lugar – 0v / 2e / 6d / 4gp / 12gc
2011 – 20o. lugar – 0v/ 1e/ 7d / 2gp / 14gc

Naquele ano, a equipe só viria a conhecer vitória na semana da decisão da Libertadores, entre uma partida e outra, e justamente no clássico Atletiba: 1-0 na Arena, gol de Evandro, com o time reserva. Até então, a situação era muito parecida – e vou me fixar na classificação da 8a rodada daquele ano, na comparação com a atual:

2005                                                                                                           2011*

18o. Paysandu – 8pts                                                                              16o. Coritiba – 7pts
ZR —————-                                                                                     ZR —————-
19o. Brasiliense – 6pts                                                                            17o. Atlético-GO – 7pts
20o. Figueirense – 6pts                                                                          18o. América-MG – 5pts
21o. Atlético/MG – 5pts                                                                         19o. Avaí – 3pts
22o. Atlético – 2pts                                                                                 20o. Atlético – 1pts

*computados somente os jogos das 19h30 da 8a rodada

Duas coisas a se considerar: o Coritiba, atual 16o, jogará com o Figueirense em casa – e a tendência é vencer. Assim sendo, o time mais próximo da ZR será o Grêmio (parelho em número de jogos) ou o Atlético-MG (que perdia seu jogo enquanto eu redigia esse post), com 8 pontos; e o campeonato de 2005 tinha 22 equipes, ou seja, quatro rodadas a mais para se somar pontos.

Naquele ano o Atlético conseguiu nos então 34 jogos restantes (atualmente são 30) 18 vitórias, que, com 7 empates, lhe deram 61 pontos e o sexto lugar, a duas posições da Libertadores. Dos times que ocupavam a ZR na oitava rodada, apenas o Atlético-MG acabou rebaixado. Relembre a série dos oito jogos iniciais do Atlético naquele ano:

Atlético 0x1 Ponte Preta
Juventude 1×0 Atlético
Santos 2×1 Atlético
Atlético 1×2 Corinthians
Atlético 1×3 Internacional
Botafogo 2×0 Atlético
Atlético 0x0 Figueirense (*jogo realizado com portões fechados no Couto Pereira)
Flamengo 1×1 Atlético

Três derrotas e um empate em casa. Neste ano, são duas derrotas e um empate.

Dá pra escapar? Dá. São necessárias 15 vitórias em 30 jogos. A matemática permite. Mas, em campo, tem que mudar demais.

Um desce, outro sobe

Não, não é uma previsão; é uma constatação: quem vê o Paraná na Série B nesse ano não entende o que aconteceu no Estadual. É óbvio que a reformulação do elenco e a troca (até aqui mais que) acertada de técnico pesam muito. Mas a pulga que está na cabeça do torcedor tricolor é outra: dá pra se empolgar com esse time mais do que com o que liderou a Série B até mais ou menos essa época no ano passado?

Marcelo Toscano: sinceramente, você se lembrava dele?

Dá. O time liderado por Marcelo Toscano, que naufragou no pós-Copa por problemas financeiros, teve uma arrancada ótima, mas não tão poderosa, se compararmos os adversários, como a desse ano. Vamos aos jogos:
Paraná 3×0 Ipatinga
Ponte Preta 1×0 Paraná
Paraná 3×0 Santo André
Duque de Caxias 1×5 Paraná
Paraná 1×0 Vila Nova
Sport 1×0 Paraná
Paraná 2×1 Portuguesa
Icasa 3×0 Paraná *pós-Copa
Paraná 1×1 Guaratinguetá *pós-Copa

Em 9 jogos, 16pts, 5v / 1e / 3d / 15gp / 8gc; na atual campanha, também em 9 jogos: 17pts, 5v /2e /2d / 13 gp / 6gc

Qual a grande diferença então, para se confiar mais?

São os adversários. Em 2010, na reta em questão, o Paraná enfrentou equipes que acabaram na parte final da tabela e já começaram mal o campeonato. Casos dos rebaixados Ipatinga e Santo André e de Duque, Icasa, Ponte e Guaratinguetá, todos classificados abaixo do 10o lugar ao final da Série B; o Sport, que chegou perto do acesso (6o) era lanterna na ocasião.

Nesse ano, o Paraná já enfrentou duas equipes do atual G4 (Lusa, 1-1 e Americana, 0-1) e candidatos ao acesso, como Goiás (3-0), Náutico (1-1) e Vitória (0-1) e se manteve entre os primeiros. Conta ainda com a fase ruim de dois candidatos, Sport (que vai enfrentar) e Goiás. E tem aproveitamento bom fora de casa, com 2 vitórias e 1 empate em 5 jogos longe da Vila. O que também significa que se manteve entre os primeiros jogando mais partidas sem mando de campo.

São números apenas. De nada adiantam se outros números, os financeiros, não estiverem bem estudados também, como se viu em 2010.

Mas é a gangorra do futebol, tão submisso ao momento que se deve aproveitar muito bem os períodos de alta.

Reviravolta no ‘Caso Ariel’ pode render R$ 4 milhões ao Coxa

Ariel no Racing: jogador poderá ter que indenizar o Coxa

Ariel Nahuelpan poderá ter que indenizar o Coritiba em R$ 4 milhões (corrigidos diariamente desde o dia 01/07/2010) após uma reviravolta no caso que acabou liberando o ex-atacante alviverde na justiça do trabalho. (Os detalhes da ação você pode relembrar aqui, em reportagem minha na Gazeta do Povo, e aqui, após a conclusão, na matéria do site FutebolParanaense.net).

A decisão, ainda preliminar, foi tomada pela 2a Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 9a região ontem.

Confira um trecho do despacho da ação:

“CERTIFICO e dou fé que, em sessão ordinária realizada nesta data, sob a presidência da
Exma. Desembargadora Ana Carolina Zaina, presente o excelentíssimo Procurador André
Lacerda, representante do Ministério Público do Trabalho, (…), RESOLVEU a 2a. Turma do
Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, por unanimidade de votos,
CONHECER DOS RECURSOS ORDINÁRIOS DAS PARTES. No mérito, o Exmo.
Desembargador Marcio Dionisio Gapski (Relator) votou DANDO PROVIMENTO PARCIAL
AO RECURSO ORDINÁRIO DO AUTOR para, nos termos do fundamentado:

a) declarar que a duração máxima do contrato de trabalho para o atleta profissional de futebol, quando
estrangeiro, na vigência da Lei Pelé, tem sido e é de 05 (cinco) anos;

b) declarar a validade dos contratos de trabalho de fls. 75 a 78 e de fls. 79 a 82 e, consequentemente,
determinar o respeito e cumprimento de suas cláusulas, no que não estiver prejudicado
pelo decurso de prazo; e

c) condenar o réu, Ariel Gerardo Nahuelpan Osten, a pagar a
Coritiba Foot Ball Club a quantia de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a título de
cláusula penal, com correção monetária e juros de mora a contar de 01/07/2010 e
NEGANDO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO DO RÉU”

Vale destacar que a ação pune o jogador e não o clube espanhol – é possível, no entanto, que haja acordo entre ambos para o eventual pagamento da pena.

O Coritiba agora aguarda a confirmação da decisão.

Consequências

O ‘caso Ariel’ botou em cheque o sistema trabalhista brasileiro com relação ao futebol. Além do desgaste coxa-branca, os demais clubes passaram a ter outros cuidados ao contratar atletas estrangeiros. É o caso do Atlético com Santíago “Morro” Garcia, cuja negociação expliquei aqui nesse post.

A decisão (a se confirmar) será também uma vitória pessoal dos advogados do Coxa, extremamente criticados à época.

Que beleza de camisa! #2: Atlético de Madrid

Que tal levar uma dessas para os Colchoneros?

Terça-feira é dia de Que beleza de camisa aqui no blog! Hoje, quem ilustra o quadro é a bela Kelly Pedrita (siga: @kellypedrita), minha colega de Jogo Aberto Paraná. O time dela é o Atlético. Calma!, não é o time do coração dela (mistério que ninguém desvendou ainda) mas sim o time que ela encampa hoje: o Atlético de Madrid.

Que beleza de camisa!

#2 Club Atlético de Madrid S.A.D. (sociedad anônima deportiva)

Quem é? Tradicional clube espanhol, fundado em 26/04/1903.

Já ganhou o que? Campeão Mundial em 1974; Copa UEFA em 2009/10; 9x campeão espanhol.

Grande ídolo: Luis Aragonés, jogador nos anos 60/70 e técnico por diversas oportunidades. Com ele, venceu o Mundial Interclubes (técnico) e três títulos espanhóis (dois como jogador, um como técnico).

Apelido: Colchoneros (positivo) ou Índios (pejorativo)

Como anda? Comemorou recentemente a Copa UEFA, com o argentino Kun Aguero e o uruguaio Diego Forlán como destaque, mas perdeu as vagas na Champions League e na própria Copa UEFA ao ficar apenas em sétimo no nacional na temporada 2010/2011. Não vence o Campeonato Espanhol desde 1996.

Curiosidades: Foi fundado por torcedores do clube basco Athletic Bilbao, hoje um dos seus rivais, que residiam em Madrid. Mudou de nome três vezes: foi fundado como Athletic Club de Madrid; passou a se chamar Atlético Aviación de Madrid, durante o Governo Franco, que proibiu outra lingua que não o Castellano na Espanha; ao final do período franquista, em 1947, mudou o nome para Club Atlético de Madrid. É rival do Real Madrid, mas menos que o Barcelona, por conta também do período da Guerra Civil. Seu estádio é o Vicente Calderón, no bairro de Manzanares, local da classe operária madrilenha.

O Atlético de Madrid e o futebol paranaense: Em 1967 o Atlético de Madrid esteve no Couto Pereira, para um amistoso com o Coritiba. O time espanhol era o atual campeão de seu país e mesmo assim sucumbiu ao Coxa de Kruger e Walter: 3-2. A história desse jogo está bem contada nesse link, no ótimo blog do Luiz Carlos Betenheuser, que disponibilizou a foto dos ingressos daquele jogo:

Reportagem: Ibiapina explica contratação de Renato Gaúcho

O Atlético investiu pesado para trazer Renato Gaúcho. Confira na reportagem abaixo as razões dadas por Alfredo Ibiapina, diretor de futebol do clube, para a escolha do treinador.

Ibiapina também fala o porquê Renato só assume o time contra o Avaí – e não amanhã contra o Inter.

A reportagem foi exibida no Jogo Aberto Paraná de hoje:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!

Aproveite e vote na enquete: você aprovou a contratação de Renato Gaúcho pelo Atlético? Clique aqui!

Reportagem: Coritiba lida com especulações

Jonas rumo ao Santos, Rafinha e Demerson no futebol paulista, Anderson Aquino no Botafogo e até o superintendente de futebol Felipe Ximenes no Grêmio: o Coxa lida com as especulações e o assédio a seus jogadores.

Confira na reportagem exibida no Jogo Aberto Paraná hoje as respostas de Anderson Aquino e Jéci, sobre como lidar com essa situação sem perder o foco no Coritiba:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!

Reportagem: Roberto Fonseca, técnico do Paraná Clube

Roberto Fonseca analisa o equilíbrio do Tricolor, defensivo e ofensivo, nesse momento da Série B, após seis jogos.

Veja entrevista exibida no Jogo Aberto Paraná de hoje:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!