A retomada do vôo* – Exclusivo com Wladmir Carvalho, MKT do Paraná

O Paraná Clube passou da água para o… suco, vai lá, em três meses. De um time rebaixado no Estadual, o Tricolor aumentou seu quadro de sócios para 6,5 mil e conseguiu um sucesso absoluto de vendas nas novas camisas – que depois de muito tempo, agradaram geral.

Falta muito ainda para que seja da água para o vinho. Mas de um cenário catastrófico (e ainda não 100% resolvido) para o G4 da Série B, com o resgate de parte do orgulho paranista, algo a mais aconteceu.

O vice-presidente de marketing do Paraná, Wladmir Carvalho, me recebeu na Sala da Memória, museu paranista. Entre taças e lembranças, me falou sobre o grupo gestor voluntário que toca o marketing do clube, o advento das novas camisas, desde a primeira idéia, a retomada do plano de sócios – e planos futuros – e o novo posicionamento do Paraná no mercado do futebol: “Queremos voltar aos dias de glória.”

No vídeo abaixo, apresentado apenas em partes no Jogo Aberto Paraná, você saberá mais das idéias para um novo vôo da Gralha. Confira:

O que você achou? Comente abaixo e interaja no twitter!

*O título é uma referência ao livro “Vôo certo – a história do Paraná Clube” (Neto, Carneiro – 1996).

A chegada de Renato

Renato Gaúcho foi apresentado hoje à tarde na Arena sob os olhos de boa parte da imprensa curitibana. Muita gente, até da velha guarda, esteve ou apenas passou (foi o meu caso) para ver o treinador com o maior salário da história do futebol paranaense. Estima-se R$ 350 mil reais por mês.

Renato não terá vida mole. A fase atleticana é terrível e, querendo ou não, ele terá papel de salvador da pátria. Mas, sem nem mesmo dirigir a equipe, já começou a dar resultados. Renato é marketing. Basta ver o banner atrás dele na entrevista abaixo:


(Esse é o primeiro vídeo post que faço. Peço desculpas pela precariedade. Vai melhorar, diria o Adílson Batista)

Se você quer ver a entrevista completa, assista ao Jogo Aberto Paraná amanhã, 12h30, na Band Curitiba.

Notem também que ele recebeu a camisa 10 do Atlético, com seu nome. E que em seu agasalho há um “RG”. É mais que a personalidade do treinador: é uma maneira do clube tentar criar o mito Renato, presente no Grêmio e no Fluminense, na Baixada.

Renato nunca jogou no Atlético. Pelo contrário: defendeu dois times que causam arrepios nos torcedores rubro-negros (os acima citados). Mas é persongem nacional. Apenas no dia da sua apresentação, emplacou capa nos portais Globo.com, Terra e ESPN; uma busca por “Renato Gaúcho chega ao Atlético” no Google traz 835 mil resultados. Com Renato, o Atlético voltou a ser notícia boa – ao menos por um dia.

Se no campo vai dar certo, não se sabe; mas nas declarações que pude ler (não acompanhei a entrevista inteira) ele pareceu o cara certo para o drama atleticano. Disse que conhece o boleiro pelo cheiro e que o que esse time precisa é de confiança.

E um cara que diz que transou com mais de mil mulheres deve ter auto-estima e confiança de sobra para passar.

Linha tênue II

Há poucos dias escrevi sobre a linha tênue que o Atlético vem criando ao permitir opinião institucional à facções organizadas, como no caso da invasão ao CT (Leia aqui e assista reportagem aqui).

Pois hoje, logo depois da coletiva de imprensa, membros de uma das organizadas atleticanas foram ter um particular com Renato, Foram “conferir se ele ia honrar o salário que o Atlético vai se lascar pra pagar a ele”, apurei. E ouvi de gente de dentro do clube que a relação aberta com as organizadas é uma tentativa de controle de rebelião. Uma troca de gentilezas, por assim dizer.

A política do clube está em ebulição. E essa condução liberal demais (que também me confidenciaram ser na verdade ausência de comando central) pode ter um preço. Se o milagre de Renato não vier e o couro comer, o comando atleticano é co-responsável.

E, convenhamos, ninguém gosta ou trabalha melhor quando é coagido.