Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 29/02/2012

Conquista merecida

Começa hoje o 2o turno do Campeonato Paranaense. Tudo zerado: todos os times tentarão se juntar ao Atlético na decisão da competição – isso se o próprio Rubro-Negro não faturar a taça antecipadamente, ganhando também essa etapa. A conquista foi surpreendente, mas merecida. Rebaixado no Brasileirão 2011, o Atlético começou do zero, trazendo um treinador pouco conhecido no Brasil, o uruguaio Juan Ramón Carrasco. Deu certo: ele aproveitou algumas peças do time que foi mal em 2011 e recheou de garotos da casa. E, principalmente, deu cara de equipe ao time. Mesmo tropeçando diante do Arapongas, fez frente ao Coritiba no clássico e errou menos que o Coxa, que era reconhecidamente favorito ao título. E ainda é, mas já sabe que terá que correr mais para justificar a “fama”. Do interior, duas boas surpresas: Cianorte e Arapongas. Não deve fugir disso, com as diferenças entre os times se acentuando mais daqui até o fim.

Em alta

A campanha que Carrasco fez no primeiro turno no Atlético já foi suficiente para que o mercado latino cogitasse o técnico na Universidade Católica, do Chile. O jornal La Tercera, de Santiago, noticiou que ele estaria na lista do clube para substituir Mário Lepe. “Só estou sabendo disso agora. Estamos muito contentes e com a cabeça aqui no Atlético”, disse em coletiva ontem.

Em baixa

Já o também uruguaio Morro García, atacante que chegou ao Atlético como a mais cara contratação do futebol paranaense em todos os tempos, ficou de fora da lista provisória da Seleção Uruguaia para os jogos Olímpicos de Londres. Com 21 anos, García não está nem entre os 74 jogadores pré-selecionados.

Grife

“Depois que o Ricardinho chegou, as coisas facilitaram e muito”, disse Alex Brasil, gerente de futebol do Paraná, nos bastidores do programa Jogo Aberto Paraná da BandCuritiba. Ele comemorou a receptividade que vem tendo ao procurar novos atletas, com o “selo Ricardinho” a tiracolo. O calendário com as segundas divisões estadual e nacional poderia ser repelente, mas o gerente já trouxe atletas da base do Corinthians e Atlético-MG.

Caminho tortuoso

A FPF divulgou ontem a tabela da Segunda Divisão do Paranaense: o Paraná estréia em casa contra o Jr. Team, de Londrina, no dia 01/05, uma terça, feriado. No dia 19/05 haverá o primeiro conflito de datas entre a Série B nacional e a estadual: está marcado o início da competição brasileira para o mesmo dia da rodada que prevê Paraná x Grecal, de Campo Largo.

Bomba ou boato?

Circulou durante todo o dia de ontem a informação de que o meia Alex, ídolo do Coritiba, estaria voltando ao Coxa. A informação partiu de um site sobre o futebol turco. Pelo Twitter perguntei objetivamente ao jogador: está voltando? “Só especulação. Os caras põe na net e criam um monstro!”

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 18/01/12

Sucessão de erros

A dúvida sobre onde o Atlético irá jogar é um atestado de incompetência para a gestão do futebol paranaense. Sem exceções. A Copa 2014 é fato na Arena desde maio de 2007, quase 5 anos atrás. Deixou-se para pensar em um palco para o Atlético, que cede seu estádio ao evento da Fifa e da cidade, na última hora. Então, ao invés de os dirigentes sentarem e negociarem sobre como o Couto, que comporta o número de sócios do Atlético, poderia ser usado, buscou-se um recurso jurídico, tentando empurrar goela abaixo do Coxa a decisão. Se a intolerância pelo tema já existia do lado alviverde, aumentou. Com razão. Por outro lado, o Coritiba poderia ter tido menos resistência e, negociando um valor de R$ 100 mil/jogo (especulado nos bastidores), embolsado R$ 7 milhões em um ano e meio. É quase o valor das cotas de TV antes de 2011. Bastava que os caciques conversassem e entrassem menos na rivalidade das torcidas. Ao partir para a Vila Capanema, faltou previsão, já que o estádio ainda carece de laudos. E agora se fala em inversão de mando na primeira rodada, com o Londrina recebendo o Rubro-Negro, para só vir a Curitiba no segundo turno. Se em 5 anos não resolveu-se, haverá solução até lá?

Três lados da mesma história: Atlético

O Atlético tem suas razões ao buscar uma morada, embora seja senso público que o Furacão pinta como o vilão da história. Não é. Colabora com um evento que é da cidade e de um parceiro comercial dela, a Fifa. Não se nega os benefícios que o clube terá, mas também não se pode ignorar o ônus, desde a saída da Arena até a gestão da mesma no pós-Copa. Um estádio padrão Fifa para disputar campeonatos deficitários como o Paranaense não é barato. Buscou refúgio na FPF, mas não encontra solução. E quem vai sofrer? Os sócios: seguirão pagando e não sabem se terão como acompanhar o time. E torcedor apaixonado não vai ao Procon.

Três lados da mesma história: Coritiba

Dinheiro não é tudo e o Coritiba se sentiu ofendido com o rumo que a história tomou. Vilson Andrade não é homem de duas palavras; assumiu, anteriormente, que poderia conversar e negociar no caso, mesmo a contragosto da torcida. O Coxa poderia embolsar um alto valor, valorizar espaços publicitários e movimentar bares e lanchonetes. Mas a imposição via FPF pegou mal. Ninguém aceita esse tipo de decisão goela abaixo. Nesse mesmo Jornal Metro, Vilson disse que não cederia mais. O Coxa se sentiu ferido e buscou seus direitos – terá que seguir buscando, pois está sob liminar. Como a FPF tomou frente no caso, uma conversa com o Atlético poderia acertar tudo. Mas ficou distante. E, convenhamos, não é problema do Coritiba.

Três lados da mesma história: Paraná

O Paraná sempre se colocou a disposição. Está com o estádio parado por três meses – pior: o clube só tem competições após o mesmo período – e um dinheiro faria bem. Foi procurado, ouviu uma proposta e fez outra. Age certo. Negociar é assim: tem que ser bom para ambos. E o que vale para os acima, vale para o Tricolor.

E o futebol?
Dentro de quatro dias, a bola rola. Mas pouco se vê ou sabe dos times, dos artistas que movimentam essa paixão. O noticiário está preso à burocracia. É fácil imaginar o ano de 2012 para o Trio, salvo mudança: o reflexo do que se vê fora de campo aparece no gramado. Me cobrem em dezembro, após o Brasileirão.

*Os tópicos da coluna de hoje são uma referência a máxima de que uma história sempre tem três lados: o seu, o meu e o verdadeiro. E também ao ótimo disco Three Sides of Every Story, do Extreme. Abaixo, uma faixa dividida em três, que dá título ao disco:

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 11/01/12

Atlético: deadline para estádio é hoje

A FPF “esticou” o prazo para que o Atlético indique o estádio em que vai mandar jogos no Paranaense 2012 – ou ao menos o que enfrentará o Londrina, na primeira rodada, daqui a 10 dias, enquanto procura solução definitiva. Segundo Amilton Stival, diretor técnico e vice-presidente da FPF, o clube já procurou a Federação e prometeu uma resposta, sob pena de ver a indicação sumária de um estádio num raio de 100km. Isso inclui, além da Vila Capanema e do Couto Pereira, o Germano Kruger, em Ponta Grossa e o Caranguejão, em Paranaguá.

Top Secret I

No Atlético, ninguém se manifesta sobre isso (ou sobre coisa alguma). O Couto Pereira segue sendo a opção mais provável, mas ontem o presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade, aqui mesmo no Metro Curitiba, disse pela primeira vez em público que não irá mais alugar o estádio. Já a Vila Capanema não poderia receber jogos atualmente – precisa de novos laudos – enquanto os estádios fora de Curitiba estão praticamente liberados pela FPF.

Top Secret II

Com uma semana de trabalho, tudo que se sabe sobre o time do Atlético até aqui é que nenhum reforço foi anunciado e a base é a mesma que caiu para a segunda divisão nacional após 16 anos – fato propulsor da eleição do atual presidente, Mário Celso Petraglia. “Não sei de nada. Só no site oficial”, é o mantra do dirigente quando entrevistado.

Amistoso internacional

O Coritiba deve confirmar para o dia 14* (ver nota no fim do texto) um amistoso contra o Daegu FC, da Coréia do Sul. O clube asiático irá fazer sua pré-temporada no CT da Graciosa e o jogo deve acontecer antes da estréia do Coxa no Paranaense, possivelmente em Foz do Iguaçu. O Coxa encara o Toledo na primeira partida do regional. Já o Deagu tentará adquirir experiência: em 9 anos de Liga Coreana, a melhor colocação foi um modesto sétimo lugar.

Sem papo
A FPF mantém a postura e considera ponto pacífico: a Série Prata (segunda divisão do Paranaense) será mesmo em maio. O ofício assinado pelos respectivos presidentes gestor e deliberativo do Paraná Clube, Rubens Bohlen e Benedito Barbosa, teve pouco ou nenhum efeito junto a direção da Federação. “Um elenco de 35 jogadores é o suficiente para jogar. Vou montar a tabela com jogos quartas e domingos; a Série B é terça e sexta”, disse Amilton Stival, vice-presidente e diretor técnico da FPF, que recebeu o ofício.

Domingos Moro na parada

A diretoria do Paraná Clube argumenta que o Regulamento Geral das Competições da CBF praticamente exige a antecipação da competição, ao determinar que o calendário nacional prevalece sobre o local (no caso, prioridade para a Série B em detrimento à Prata) e que nenhum clube ou atleta podem entrar em campo com menos de 66h entre os jogos. A questão pode parar na justiça, uma vez que a FPF pode alterar a competição sem unanimidade, com base nas próprias normas. Por isso, o Tricolor buscou ajuda jurídica em Domingos Moro.

*Nota: Um pequeno desencontro de informações, atualizado aqui no blog: no dia 14/01 o Coritiba enfrenta, em jogo-treino, o ABC Foz, time de Foz do Iguaçu; o jogo contra o Daegu FC ficou para 18/01 e não será mais um amistoso e sim outro jogo-treino. Segundo a assessoria do Coxa, trâmites burocráticos da FPF impediram que o jogo fosse aberto ao público.

Um estranho no ninho

Estádio Alfonso Carrasquel: já entrei em muitos, mas esse era inédito

Puerto La Cruz, Venezuela – Mal me recuperava da vermelhidão praiana em minha pele e deparei-me com o jornal de Puerto La Cruz anunciando que era dia de baseball na cidade. Já estive em diversos estádios mundo afora. Jamais perco a chance de comprar uma camiseta ou ver um jogo se estou numa cidade desconhecida. Nessa, sem contar os brasileiros, já ficaram pra trás La Bombonera, Monumental de Nuñez e Avellaneda, do Racing, La Olla e Defensores del Chaco, em Assunção, Camp Nou, Vicente Calderón, Santiago Bernabéu, Estádio da Luz e o novo Emirates, do Arsenal, na Europa, entre outros. Já encarei até Huracán 1-2 Colón em BsAs e fora futebol, estive no Staples Center, do LA Lakers. Mas todos conhecidos e principalmente: de esportes conhecidos.

Mas baseball nunca foi comigo. Entre nós, acho um porre. Vou além: até pela profissão, procuro entender de TODOS os esportes. Mas confesso que não sei lhufas de baseball. Então, em nome de uma boa história, encarei a buseta (sim, o pequeno ônibus que nos levava) e parti para o jogo. Valia o espetáculo. E ao chegar lá percebi não se tratar de qualquer jogo.

As filas para as entradas eram enormes. O Caribes de Anzóategui recebia o Leones de Caracas. É mais ou menos como se o Leones fosse o Corinthians visitando o Avaí, com o bônus de que o Avaí, no caso, é o atual campeão venezuelano de baseball. Aí você imagina. Mas o primeiro ponto positivo é que havia muitas crianças e torcedores uniformizados dos dois times conviviam pacificamente entre si, mesmo com todas as características de paixão possíveis presentes. Até bateria de torcida organizada. O segundo ponto é o preço: compramos (arrastei a esposa, sem muito choro) entradas ao lado do campo por módicos BF$ 80, algo como R$ 20 no câmbio extra-oficial. E ao entrarmos, apesar da simplicidade do estádio, o encontro com o velho padrão: a loja oficial do Caribes e um corredor com o Hall da Fama do clube.

A franquia é nova, mas o clube tem 24 anos. A história está aqui e esse é o site oficial. Marinheiro de primeira viagem, compramos ingressos para a torcida da casa, como mandam os bons costumes. Mas entramos na torcida do Caracas, por engano. Sem problemas: além de não estarmos uniformizados, o pessoal é extremamente bem educado e nos indicou os locais certos. No caminho, uma surpresa: acreditem, tomamos cerveja no estádio.

"Ditadura" Chavista: aqui, se pode tomar uma cervejinha e ver seu time

É, amigo, a Venezuela, do “ditador” Chavéz, permite a venda de cerveja nos estádios. No mesmo em que entrei por engano na torcida adversária e fui conduzido educadamente ao posto certo. Sim, o mesmo em que crianças e famílias convivem, mesmo com provocações ao rival, em paz. Acredita?

Rápida nota: o texto não quer entrar no mérito se Chavéz é ou não um bom governante. Conversando com taxistas – termômetro das cidades – vi que tem gente contra e gente a favor. Como Lula no Brasil. E todos disseram, a sua maneira, que as eleições são mesmo democráticas. Uns reclamam que Chavéz usa a máquina para se perpetuar, outros alegam que ele tem feito muito pelo povo mais pobre. E segue o baile.

Fato é que sentamos pertinho do campo. E – juro – tentei muito entender o jogo. Até porque o lugar era muito privilegiado.

Um tropeço e você cai no campo

Entendi os dois home runs que o Caribes impôs ao Caracas e levou a galera ao delírio. Teve ainda polêmica da arbitragem, muita reclamação e algo pitoresco: as duas torcidas comemorando um lance duvidoso por minutos. Depois, o juiz deu a favor do Caracas, o que gerou revolta no pessoal da casa. Mas nada que passasse de um hijo de puta aqui ou ali.

Ok, eu prometi não falar de política, mas não tem muito como: a velha fórmula eleitoral funciona. Tarek Willian Saab, que reformou o estádio e viu o time da cidade ser campeão na sua gestão, não perderia a chance de se promover em ano pré-eleitoral:

Pão e circo

Ao olhar as propagandas, percebi como o jogo estava arrastado. Ou, pelo menos, como eu já não entendia uma jogada sequer. Quem seria o rebatedor? Esse arremessador é bom mesmo?

Enfim, logo descobri o melhor em campo.

Ambulante da cerveja, o destaque da noite

Ele atende pelo nome de Muchacho (como todos os garçons por aqui) e passou a nos trazer cerveja gelada frequentemente. O jogo melhorou, eu passei a enxergar melhor, fiquei mais magro e minha mulher ainda mais parecida com a última Miss Venezuela. Quase aprendemos algumas músicas da torcida da casa, mas a verdade é que o pessoal do Caracas era mais animado. E não precisavam de animador de sistema de som para isso.

Quando vi, já estávamos há 2h no campo e o placar marcava 3-2 para o Caribes, que precisava da vitória para não ficar na dependência de outros para ir aos play-offs. E tinham se passado apenas 6 turnos de 9 possíveis. Num cálculo rápido, decidi não ficar mais uma hora no campo e fomos embora antes da corrente toda. E mantive a fama de pé-quente: depois de sair, o Caracas virou o jogo para 5-3.

Bem, paciência. Valeu a experiência.

...y salud para la tribu!

 

 

Que beleza de camisa! #19: Napoli

Mamma mia!

Depois de uma folga de uma semana, o Que beleza de camisa! está de volta! A homenagem nesse feriado de 15 de novembro vai para o Napoli, de Careccone e Alemone, como diria o inigualável @silvioluiz. A não menos inigualável @kellypedrita novamente empresta sua beleza ao blog, vestindo a camisa azzurri.

Que beleza de camisa! #19 Società Sportiva Calcio Napoli

Quem é? Clube médio italiano, fundado em 01/08/1926.

Já ganhou o que? Campeão da Copa Uefa 1988-89; 2x Campeão Italiano (86-87 e 89-90); 3x Campeão da Coppa Italia.

Grande ídolo: Diego Armando Maradona, o segundo maior jogador de futebol de todos os tempos, chegou ao Napoli depois de defender, sem muito brilho, o Barcelona. O argentino conduziu o clube a uma época de ouro, com um título continental e dois nacionais. Não a toa, a camisa usada pela Kelly Pedrita nesse post foi comprada em Buenos Aires em uma das milhares de lojas de artigos esportivos que ainda vendem materiais de Dieguito. Napoli e Maradona – e a devoção dos argentinos por ele, se confundiram por sete anos (1984-1991), nos quais fez 115 gols e 259 jogos. Deixou o Napoli para uma rápida volta à Espanha, para o Sevilla. Mas essa é outra história. Dieguito fez história ao lado de dois brasileiros: o volante Alemão e o atacante Careca, ex-Guarani e São Paulo. No vídeo abaixo, eles fazem picadinho do Milan de Gullit e Van Basten:

Apelidos: Azzurri.

Como anda? Chegou a liderar o atual campeonato italiano, mas caiu para o oitavo lugar após 10 rodadas; na temporada 2010-11, terminou em terceiro e, por isso, disputa a atual Champions League. Está no Grupo A e, após 4 jogos, disputa uma vaga na próxima fase diretamente com o Manchester City, em jogo no dia 22 deste mês, em Nápoles. O Bayern de Munique está praticamente garantido na chave, com 10 pontos, contra 7 do City e 5 do Napoli. Seu principal jogador é o argentino Ezequiel Lavezzi.

Curiosidades: O Napoli faliu em 2004, por chegar a uma situação financeira insustentável, após três anos na Série B. O clube fechou as portas, mas um movimento organizado pelo cineasta Aurélio De Laurentiis, que não queria deixar Nápoles sem clube de futebol, fundou o Napoli Soccer, uma empresa que tocaria o patrimônio falido do Napoli. O clube reiniciou sua trajetória na Série C nacional no mesmo ano. Nos dois anos seguintes, foi campeão da Série C e vice da B, retornando à elite. Em 2006, recuperou o nome original, Società Sportiva Calcio Napoli. O clube aposentou a camisa 10 de Maradona em 2000; pouco antes, em 1997, Beto, ex-Flamengo (sim, é aquele) usou-a. Estima-se que o Napoli tenha a 4a maior torcida da Itália, atrás de Juventus, Inter e Milan.

O Napoli e o futebol paranaense: Em 1968 o Napoli, então vice-campeão italiano (o Milan ficou com o scudetto) visitou Curitiba para um amistoso com o Coxa. O jogo aconteceu no estádio Belfort Duarte (o nome do Couto Pereira antes da reforma) e, segundo o site História do Coritiba relata, “no final do jogo, o técnico coritibano substituiu Neiva por Wálter. Quando Neiva saiu do gramado, Kosilek fez o gol que seria da vitória. Os jogadores italianos alegaram que Neiva ainda estava em campo, o árbitro Wander Moreira entrou na catimba italiana e invalidou o gol coxa-branca”.

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Rápidas e precisas

Comprometimento

Faltando oito jogos para o final do Brasileiro, só um milagre salva o Atlético. E o milagre tem nome: comprometimento. Um dos maiores erros da Gestão Marcos Malucelli no futebol foi sempre alardear que o atual mandatário não ficaria no cargo no ano que vem. E se o presidente deixará o clube, não serão os jogadores emprestados que botarão suas valiosas pernas em disputas ríspidas para manter o rubro-negro na elite. Além de que as declarações de Malucelli por vezes inibia ambições. “O último que sair, apague a luz” é um ditado que poderá definir o ano atleticano.

Comprometimento II

Ao que parece, um passo interessante nesse sentido já foi dado: contra o Botafogo, dos 11 jogadores que começaram a partida, nove tem vínculo com o clube além do Brasileirão/11. Não deu muito resultado, mas são jogadores como Renan Rocha, Deivid, Manoel, Morro García, Marcinho e Paulo Baier (e outros que não jogaram, como Guerrón) que podem evitar que o clube – e eles próprios – joguem a Série B em 2012.

Guerrón: nos pés dele o futuro do Atlético... e de si próprio (Foto: @heulerandrey)

Passado que ensina

Em 1998 o Atlético fazia um péssimo campeonato. Faltando 11 jogos para o fim, o time estava seriamente ameaçado de rebaixamento. A equipe tinha o volante Paulo Miranda (que também passou por Coxa e Paraná) que contou a história: “Um dia, após uma derrota, o Petraglia entrou no vestiário e disse: ‘vocês que são do clube, tirem o cavalo da chuva: ano que vem todo mundo jogará a Série B comigo; e vocês que estão emprestados, já estou negociando para que fiquem aqui. Seus clubes não vão os querer de volta’.” O susto valeu: o time venceu seis jogos seguidos e quase se classificou para a segunda fase – o campeonato não era por pontos corridos.

Polêmica

Direto do Alto da Glória: o volante do Coritiba Léo Gago, em entrevista ao site Globo Esporte.com, meteu o dedo na ferida do Atlético, quando perguntado se o Coxa ainda tinha chances de Libertadores: “Podemos conseguir a classificação. (…) Na última rodada, temos o clássico contra o Atlético. Eles estarão praticamente rebaixados ou até mesmo rebaixados.” Gago projetava cinco vitórias em casa e esse triunfo fora. Mas o time enroscou no Bahia logo na largada.

Roupa nova

Se o empate com o Bahia foi sonolento, valeu ao menos para o Coxa apresentar sua camisa III, comemorativa em alusão a entrada no Guinness Book como “equipe mais vitoriosa em sequência de jogos no Mundo”. Com a cor azul-petróleo – quase um verde – a camisa faz menção às 24 datas dos jogos que o Coritiba venceu em sequência e que o credenciou a tal titulação. Belíssima.

No detalhe, as datas dos jogos do recorde

Pinheirão

Sem perigo de ser rebaixado e muito longe da Libertadores, o Coritiba volta seus olhos para o futuro. Nesta quinta (20), pela segunda vez, o Pinheirão vai a leilão. O valor inicial é de R$ 33 milhões, 50% do valor inicial do primeiro leilão. A FPF segue tentando evitar o leilão. Há uma intenção da OAS em comprar o estádio e, em seguida, chegar a um acordo com o Coxa para construir um novo centro esportivo lá. O presidente da FPF, Hélio Cury, não quis comentar o assunto: “Temos 72h para resolver isso. Até quarta eu terei uma posição”, disse, de maneira ríspida. Cury não confirmou se negocia em paralelo a venda do terreno, que está obrigado pela justiça a ir a leilão. Há uma semana, o deputado Reinhold Stephanes Jr. garantiu que o Pinheirão já foi negociado. O Coxa, por sua vez, aguarda a definição do negócio para entrar diretamente (ou oficialmente) nele.

No twitter


O diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, que está afastado do contato com a imprensa, está no Twitter. Com o nick @PC_PRC, Paulo César volta a mídia via rede social, depois de se afastar dos holofotes por desgaste com a má fase do Tricolor, após uma discussão com o articulista da Rádio Banda B, Sérgio Bello, ao vivo pelos microfones da emissora. PC tem respondido aos torcedores e não entrou em nenhuma polêmica ainda. Quem criou o perfil foi a filha dele. O departamento de comunicação do Paraná não gostou muito da idéia, mas, mesmo assim, prevaleceu a vontade do diretor.

Rápidas e precisas

Nike e Coritiba

O Coxa não confirmará antes de 01/01/2012 a parceria com a Nike, nova fornecedora de material esportivo do clube; mas já está tudo acertado. Nessa semana, dois diretores do Coritiba estiveram em São Paulo aprovando o modelo da camisa. Pela descrição que ouvi, “está bela e simples”. Sigo tentando imagens da mesma.

Há uma multa pesada com a Lotto caso o Coritiba se manifeste oficialmente sobre o assunto. Então tudo que se ouvirá oficialmente até o prazo previsto é: “estamos em negociação”. Mas tenho de fonte segura que quem vestirá o Coritiba em 2012 é a Nike.

Em tempo: a Umbro, patrocinadora do Atlético, também é do grupo Nike. Mas, por ora, não há movimento no sentido de deixar a dupla com a mesma marca na camisa.

Morro García

Com doping positivo para cocaína, o atacante mais caro da história do futebol paranaense está suspenso por dois anos de qualquer competição uruguaia. No Brasil, ele pode atuar normalmente – a não ser que a Fifa resolva intervir. Fato é que o Atlético está livre de qualquer responsabilidade sobre o caso – por ora. Afinal, ele pode estar em algum teste feito no país também. O clube ainda não foi informado de nada.

Mesmo assim, o Atlético estuda algumas hipóteses sobre como proceder. Entre elas está até uma possível devolução do jogador ao Nacional. Isso depende da possibilidade jurídica e, claro, seria uma dura negociação. A mecânica explicada na época da contratação de García pelo então diretor Alfredo Ibiapina reza que o contrato ainda é do Nacional e que o Atlético paga prestações por El Morro.

O artifício impede que ele faça algo como o que fez Ariel; se fosse vendido por bom desempenho no Brasileirão, o Atlético teria prioridade no recebimento. Nesse caso, ainda não se sabe como o clube agirá.

Premiação

O Atlético acertou uma premiação por vitórias seguidas ao grupo de jogadores na reta final do Brasileirão. Três resultados positivos em sequência podem render até 150 mil reais ao grupo de jogadores, a ser partilhado.

Bafômetro

Trinta e seis latinhas de cerveja são coisa para qualquer fígado, imagine então o do pequenino Madson. O Atlético nega, mas no CT do Caju corre a informação de que o botequeiro solidário a Madson era o lateral-direito Edilson, que não atuou contra o Vasco por estar “com dores no joelho”.

Bill

O Coritiba não ficará com Bill para 2012. A informação nem causa tanto impacto assim, já que o Coxa já garantiu o retorno de Marcel ao time. Mas o artilheiro do time no Brasileiro será devolvido ao Corinthians, segundo um conselheiro, “porque aproveita mais o potencial que tem na noite em Curitiba”.

Copa das Confederações e Fan Fest

Ganha corpo a participação de Curitiba na Copa das Confederações 2013; Porto Alegre está fora da competição, bem como o Rio de Janeiro. A Fifa oficializará as cidades-sede e as datas até o final do ano. As sedes precisam ser necessariamente as mesmas da Copa 2014, pois se trata de uma competição teste. Belém, confirmada na Copa América 2015 há poucos dias, está fora, por exemplo.

Já no dia 31 deste mês a Fifa virá a Curitiba inspecionar e aprovar os três locais das Fan Fests que se realizam durante o Mundial. Jardim Botânico, Parque Barigui e Pedreira Paulo Leminski são os locais escolhidos.

Plano de sócios

Na próxima semana, o Coxa lançará um novo plano de sócios, contemplando uma modalidade a R$ 9,90 para quem não pode ir ao estádio, mas quer ajudar o clube. A diretoria deve confirmar detalhes até segunda-feira.

Que beleza de camisa! #15: FC Porto

Contrasenso total: o time da camisa é apelidado de Dragão.

Ó pá, pois, gajos, estamos a falar do FC Porto nessa semana de ‘o Que beleza de camisa!, para que todos os patrícios matem as saudades da terrinha e comemorem um pouco atrasados o aniversário de 118 anos. E para tal tarefa importamos a italianinha @kellypedrita, apresentadora do Jogo Aberto Paraná, que nos deixa num paradoxo: como uma gaja destas está a vestir a camisa de um Dragão?

Que beleza de camisa! #15 Futebol Clube do Porto

Quem é? Grande clube português, fundado em 28/09/1893.

Já ganhou o que? Bicampeão Mundial (1987/2004); 2x campeão da Champions League (87/04) e 2x campeão da Liga Europa, em 2002/03 e 2010/11; 25x campeão português.

Grande ídolo: O FC Porto é um dos raros clubes cujo grande ídolo se construiu fora das 4 linhas: é o ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. Com 73 anos, ele assumiu o clube em 1982 e comanda o Porto até hoje. Sob sua tutela, o clube conquistou nada menos que 56 títulos no futebol, incluindo 2 Mundiais, 2 Champions, 18 dos 25 títulos portugueses, 12 taças de Portugal, entre outros. Conquistou o único penta-campeonato nacional, maior sequencia da história de Portugal (1994-1999), construiu o Estádio do Dragão e o CT do clube e foi o primeiro clube de Portugal a investir no marketing, vendendo espaços publicitários na camisa do Porto em 1983 – até então, ninguém o fazia.

Estádio do Dragão, uma das muitas obras de Pinto da Costa

Apelidos: Dragão.

Como anda? É o atual campeão português e também da Liga Europa (a Sulamericana deles). Perdeu seu principal jogador nessa temporada, o colombiano Falcão Garcia, ex-River Plate e que foi defender o Atlético de Madrid. Ele marcou 17 gols em 14 jogos da Liga Europa, superando o alemão Jurgen Klinsmann como maior artilheiro da competição na história. Abaixo, três gols dele contra o Spartak Moscou:

Curiosidades: Tornou-se o segundo maior campeão português e polarizou a rivalidade com o Benfica, em detrimento do Sporting, outrora o maior clássico lusitano. Foi no FC Porto que o técnico mais cobiçado/valorizado do momento, José Mourinho, ganhou destaque, ao ganhar o Mundial de 2004. O último técnico, André Villas-Boas (transferiu-se ao Chelsea), foi auxiliar de Mourinho e começou a carreira… no Football Manager, joguinho que simula o gerenciamento técnico de um clube de futebol. É o clube do brasileiro Hulk, outro grande ídolo em Portugal e recentemente chamado para a Seleção Brasileira.

O Porto e o futebol paranaense: Em campo, o FC Porto nunca enfrentou nenhuma equipe do Trio de Ferro da capital, tampouco do interior. Mas a ligação mais recente do Dragão com o futebol local é através do atacante Kelvin, revelado no Paraná Clube e negociado neste ano, aos 18 de idade, com a equipe portuguesa (segundo tópico do link). Ele disputou quatro partidas com a camisa do Porto, não marcou gols, e foi emprestado ao Rio Ave, para adaptação. Quem viu por aqui, viu. Agora, só em VT:

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Que beleza de camisa! #14: Roma

Ela não é Nero, mas põe fogo na cidade.

Fim de noite, mas ainda é terça e dia do “que beleza de camisa!”. Essa semana, a homenagem vai para o futebol da terra da Bota: a Roma (por vezes chamada de “O” Roma), que empresta a beleza do uniforme para @kellypedrita. Ou seria o contrário…?

Que beleza de camisa! #14 Associazione Sportiva Roma SpA

Quem é? Clube grande da Itália, fundado em 22/07/1927.

Já ganhou o que? Campeão do Torneio das Cidades com Feiras (competição que originou a Champions League) em 1960/61; 3x campeão italiano: 1941/42, 1982/83 e 2000/01; 9x campeão da Coppa Itália.

Grande ídolo: Inúmeros jogadores de garbo já defenderam a Roma, como os brasileiros Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezzo e Aldair (este, recebeu a homenagem de ver a Roma aposentar a camisa número 6 quando deixou o clube). O espanhol Pep Guardiola, o alemão Rudi Voller e o italiano Fábio Capello, enquanto jogador, também fazem parte dessa lista. Mas ninguém é maior para os romanistas que Francesco Totti, nascido na própria capital italiano. Totti chegou a AS Roma aos 13 anos, ainda na base. Após 22 anos de clube, vestiu a camisa por 610 vezes (recordista), sendo que jogou 474 jogos pela Serie A do Calcio (recordista nacional) e, com 262 gols, é o maior artilheiro da história da Roma, 207 deles na Serie A (mais um recorde). Não bastasse isso foi com Totti que a Roma quebrou um jejum de 17 anos sem vencer o Italianão, em 2000. Pensa que é só? Pois Totti é um tifosi (fanático, verbete vem da febre Tifo) confesso da Roma desde criança e com um jeitão meio caipira, é carismático e cai no gosto de quase todo italiano fã de futebol. E ainda teve a cara de pau de inventar essa cobrança de pênalti:

Acha pouco? Que tal se o atacante do seu time fizesse um gol assim em cima do maior rival, num jogo que acabaria 5-1 a favor?

Apelidos: Lobo ou Giallorossi (vermelho e amarelo, como rubro-negro ou alviverde).

Como anda? Foi 6o. colocado no último italiano, mas vem de uma década (quase) vitoriosa, com 1 italiano, 2 Coppas Itália e alguns vices em ambas. No entanto, após a morte de seu presidente Franco Sensi em 2008, o clube passou a viver grave crise financeira e foi colocado a venda, obrigando-se a renegociar patrocínios e rendas para não ficar de fora da Serie A. Foi eliminada precocemente da Euro League 2011-12, ao perder para o Slovan Bratislava na primeira fase dos play-offs (0-1 e 1-1).

Curiosidades: É o segundo time, ao lado da Juventus, que mais disputou a Serie A Italiana: 79 vezes, uma a menos que a Inter; está desde 1952 na primeira divisão – neste ano, havia disputado a Serie B e voltou como campeã. Joga no mitológico Estádio Olímpico de Roma, capital italiana, que sobreviveu a duas guerras e sediou os Jogos Olímpicos de 1960, ficando dentro de um complexo esportivo. A Roma é, na verdade, um tricolor: marrom, vermelho e amarelo, as cores da cidade. E a Loba que o simboliza é em função da origem da cidade, dentro do mito dos irmãos Rômulo e Remo, criados por uma loba.

O Roma e o futebol paranaense: O Roma nunca enfrentou nenhum time paranaense, mas nem por isso deixa de ter relações com a terrinha. Em 6 de dezembro de 200o, após ter vencido a Copa SP de juniores por Barueri, o empresário João Wilson Antonini transferiu seu clube para Apucarana. E então o futebol paranaense ganhou uma Roma: o Roma Esporte Apucarana, da Roma Incorporadora, cujo nome, ao contrário do que se pensa, não homenageia a AS Roma e sim outra Roma: Romalina Antonini, mãe do empresário fundador do clube.

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Mário Celso Petraglia no Entrevista Coletiva – parte II

Seguem abaixo os 4 blocos restantes do programa “Entrevista Coletiva” com Mário Celso Petraglia, exibido no domingo 18/09 na BandCuritiba, sobre diversos temas que interessam ao futebol do Paraná.

Assista e comente!




 

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