Mário Celso Petraglia no “Entrevista Coletiva”

No domingo 18/09, a Band Curitiba apresentou dois programas especiais com Mário Celso Petraglia, o polêmico ex-presidente do Atlético, pai da revolução rubro-negra e, porque não, de uma revolução no futebol paranaense num todo. É o “Entrevista Coletiva”, que vai ao ar aos domingos na Band, canal 2.

Foram quase 80 minutos de papo com Petraglia, discutindo conceitos de administração futebolística, Copa 2014, rivalidades, futuro, futebol brasileiro, CBF e, claro, o Atlético. Participaram do papo eu, os jornalistas Fabrício Binder, Henrique Giglio e Zé Beto e o ex-jogador Caxias, comentarista de futebol.

Abaixo, estão as duas primeiras partes do vídeo, nas quais Petraglia fala sobre o momento do Atlético e a Copa em Curitiba:

Assista e comente; em breve, as demais quatro partes que fecham o pacote.

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Que beleza de camisa! #13: Olmedo

"Ai, eu a-d-o-r-o poesias... me conta uma do Olmedo...?"

O Que beleza de camisa! dá um pulo ao Equador para conhecer a história do Olmedo, por sugestão do leitor do blog* Guilherme Linhares, que emprestou a camisa e conheceu de perto @carolboadebola e acompanhou a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios, realizando assim o sonho de 11 entre 10 telespectadores de programas de futebol em Curitiba. E você aí, se lembra quem é o Olmedo?

Que beleza de camisa! #13 Centro Deportivo Olmedo

Quem é? Clube médio do futebol equatoriano, fundado em 10/11/1919.

Já ganhou o que? Campeão equatoriano em 2000; 2x da Série B do Equador (1994 e 2003), da Série C (conhecida como Segunda Categoria) em 1993.

Grande ídolo: Comandante da única conquista de Série A do Olmedo, Luís Caicedo, volante, segue na ativa aos 32 anos. Venceu a Série A e a Série B pelo Olmedo nos anos 2000, quando vestiu a camisa do clube por 9 anos. Atualmente, defende o Barcelona de Guayaquil.

Apelidos: El Ciclón Andino (o ciclone dos Andes).

Como anda? Depois de começar os anos 2000 com um título nacional, amargou a Série B mas logo voltou. Foi 8o. entre 12 times que disputam a elite do Equador no ano passado. Sua última campanha de destaque foi em 2008, quando chegou a Libertadores pela quarta vez em sua história.

Curiosidades: O nome Olmedo é em homenagem a José Joaquín de Olmedo, poeta que chegou a vice-presidencia do Equador. Um de seus poemas de maior sucesso é Canto a Bolívar, cujo primeiro verso é:

El trueno horrendo que en fragor revienta
y sordo retumbando se dilata
por la inflamada esfera
al Dios anuncia que en el cielo impera.

Bélico. O Olmedo tem sede em Riobamba, interior equatoriano, e foi o primeiro time a não ser de um grande centro (Quito ou Guayaquil) a ser campeão do Equador. Apesar do apelido ser Ciclón, quase um Furacão como o Atlético, o mascote do Olmedo é um vovô, como o Coxa.

O Olmedo e o futebol paranaense: Em 2002, o Olmedo cruzou o caminho do Atlético, então campeão brasileiro, na Libertadores. Foram dois jogos: em 19/02, vitória equatoriana em Riobamba, 2-1; na volta, na Arena, vitória do Furacão, por 2-0. O ingresso daquela partida está a venda no Mercado Livre como ítem de colecionador:

A ficha da partida em Curitiba está a disposição no site Furacão.com:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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Os planos de Petraglia

Não importa seu time ou seu posicionamento político, se caso você for atleticano: é impossível ser indiferente a Mário Celso Petraglia quando o assunto é futebol paranaense. Polêmico, empreendedor e por vezes considerado antipático, Petráglia não costuma se esconder quando provocado. E sempre parece ter uma resposta na ponta da língua para qualquer questionamento.

Idolatrado por uns, odiado por outros, o ex-presidente do Atlético é, até agora, o único candidato a presidência do clube no final do ano. E esteve nos estúdios da Band Curitiba para gravar o programa “Entrevista Coletiva”, apresentado pelo diretor de jornalismo da casa, Fabrício Binder, e que contou ainda com os jornalistas Zé Beto e Henrique Giglio, o comentarista Caxias e este que vos escreve. Sabatinado, Petraglia respondeu vários temas, que irão ao ar no domingo 18/09, em duas edições; 7h30 AM e 0h30 AM na madrugada de domingo para segunda.

Entre os assuntos, Petraglia anunciou o início das obras na Arena, para a Copa, para o mês de outubro, além de dizer que o clube não sai de lá antes de 2012:

Ele evitou falar do Pinheirão e do suposto projeto do Coritiba para o local, mas assegurou que nada tira a Copa e também a Copa das Confederações da Arena.

Algo que não estará no programa (que era para ser um, mas se tornou dois, tamanha quantidade de temas) será a engenharia financeira para que o clube arranje os R$ 60 milhões que lhe cabem para a construção do estádio – Petraglia orça o projeto em R$ 180 milhões, embora governo e prefeitura não anunciaram ainda como farão para desapropriar terrenos para o entorno da Arena, por exemplo.

Pela falta de tempo, a resposta ficou só para o blog: o Atlético abrirá uma empresa com 99,9% para si e 0,01% em nome de um sócio, por exigência do modelo de empréstimo financeiro. Essa empresa já tem, apalavrada, uma linha de crédito de R$ 60 milhões oriundos do FDE, Fundo de Desenvolvimento do Estado do Paraná, que será paga em 15 anos. Petráglia ainda pleiteia uma carência de 3 anos, a partir de 2014, para começar a pagar.

Ele vislumbra uma arrecadação anual de R$ 100 milhões para o Atlético no pós-Copa; na entrevista, falou do futuro do futebol brasileiro, da política da CBF, de cotas de TV, dos rivais e de uma possível parceira com o Coritiba em ações extra-campo, em especial se ele se eleger e o mesmo acontecer com Vilson Ribeiro de Andrade, por quem manifestou “imensa admiração”. E ainda prometeu fazer uma administração “voltada exclusivamente para o futebol”:

Petraglia esmiuçou, em 78 minutos de gravação, todos os planos que tem para o clube. Projetou não só o Atlético, mas o futebol do Estado e do País no pós-Copa.

O programa vai ao ar nesse domingo, 18, em horários um pouco ingratos: 7h30 da manhã e 0h30 da madrugada, já invadindo a segunda 19. Mas vale a pena acordar cedo e acompanhar, se você se interessa pelo futebol local.

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Que beleza de camisa! #12: Colón

"Soy Colón... soy Colón... soy Colón de Santa Fé..."

Com um dia de atraso em função da gravação de um programa especial para a Band, chegou o Que beleza de camisa! dessa semana. A homenagem (e a camisa também) é iniciativa do leitor do blog* Guilherme Linhares, que além de sugerir o Club Atlético Colón, da Argentina, teve a oportunidade conhecer de perto a magnífica @carolboadebola e acompanhar a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios. Que mamata! Mas vamos ao que interessa: quem é o Colón?

Que beleza de camisa! #12 Club Atlético Colón

Quem é? Clube médio do futebol argentino, fundado em 05/05/1905.

Já ganhou o que? Campeão da Segunda Divisão da Argentina (atual Primera B Nacional) em 1965; 16x campeão da Liga Santafesina (espécie de Estadual na Argentina, disputado em paralelo com o Nacional)

Grande ídolo: Para os mais velhos, o grande ídolo é Orlando “el negro” Medina, principal jogador do time campeão do único título nacional do Colón, a 2a. Divisão de 1965.

Apelidos: Sabalero (algo como “pescadores”, pois é referente ao peixe Sabalo) ou Los Negros (era considerado pejorativo, como o era o apelido “coxa-branca”, em virtude de racismo).

Como anda? Está na elite argentina há 16 anos, tendo subido em 1995 como vice-campeão da 2a. divisão. Foi vice-campeão da primeira divisão em 1997, 3o. em 2000 e o último grande resultado foi em 2009, quando chegou em 4o. lugar. Vive a expectativa de fazer novamente o clássico de Santa Fé na elite argentina, contra o Unión, que voltou para a primeira divisão nacional após 3 anos de série b.

Curiosidades: Foi fundado como Colón Foot-Ball Club, mas mudou o nome para Club Atlético Colón em 1920. Orgulha-se de ter 25 mil sócios e alguns feitos contra grandes times do mundo, como aplicar 8-1 no Boca Juniors em um amistoso e de ter vencido, também em amistosos, o Santos de Pelé (2-1), o Peñarol campeão do Mundo em 1967 (3-2) e até a Seleção Argentina, por 2-0, sempre jogando em Santa Fé. Por isso seu estádio, o Brigadier Estanislao López (38 mil pessoas) é conhecido como Cemitério dos Elefantes.

O Colón e o futebol paranaense: O Colón não desfilou seu vistoso futebol contra nenhum time paranaense até entáo. Mas foi vestindo a camisa de Los Negros que o atacante Federico Nieto chamou a atenção do Atlético. Nieto marcou três gols no seu ex-clube, o Huracán, que estão registrados abaixo:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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2o. Turno do Brasileiro: em que acreditar – e por que

Por que e em que acreditar nesse segundo turno do Brasileirão?

Vai começar o segundo turno do Brasileirão. É apenas simbólico. Na verdade, tudo continua como antes, apenas com a tabela com menos jogos pela frente. Mas o que é a vida senão uma sequência de interpretações simbólicas, como quando pulamos sete ondas e vestimos branco no ano novo? Poderia ser apenas mais um ciclo de 24h, mas não é. E se for para usar como impulso, porque não?

Sendo assim, farei uma análise técnica, apesar do momento ser puramente sentimental, do que esperar das equipes no segundo turno no Brasileirão 2011. A começar pela dupla da terrinha na Série A:

Atlético

1o. Turno: 17º lugar, 18 pts, 31.6%

Resumo: Viveu o pior início de Brasileiro de todos os tempos, conseguindo a primeira vitória somente na 11ª rodada, ao superar o Botafogo em casa (2-1). Foi o terceiro jogo de Renato Gaúcho no comando do Furacão; com ele, em 30 pontos, a equipe fez 17 – 56,6% de aproveitamento, o mesmo do Palmeiras, sexto colocado, o que fez o time se agarrar na esperança de repetir o feito do Grêmio/10 do mesmo Renato: da ZR para a Libertadores.

Renato: com ele, o Atlético mudou (foto: Joka Madruga)

Pior momento: A derrota para o Fluminense (1-3), na 7ª rodada, com erros do então goleiro Márcio e do zagueiro Rafael Santos. A equipe completava a sexta derrota em sete jogos e o único ponto fora conseguido em casa, no empate com o Flamengo (1-1).

Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2), em confronto então direto, já que o Peixe de Neymar amargava a ZR. Era o início da reação que chegou a tirar o Furacão da ZR por uma rodada – o que pode voltar a acontecer se vencer o xará mineiro nesta quarta.

No que acreditar: Nas mudanças que já aconteceram e nas que podem vir, como a chegada de algum centroavante (pedido insistente do técnico) ou o retorno e decolagem dos gringos Morro Garcia, Nieto e/ou Guerrón. Para entender o que já mudou, vamos ver as diferenças entre o time da estréia e o provável time do início do 2º turno:

1ª rodada: Atlético-MG 3-0 Atlético

Renan Rocha; Rômulo (Wendel), Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Cléber Santana (Adaílton), Paulo Roberto e Marcelo Oliveira; Paulo Baier (Madson) e Guerrón.
Técnico: Adilson Batista

Em negrito estão os jogadores que deixaram o time titular do Atlético de lá para cá; alguns sequer são opções do novo treinador, Renato Gaúcho. Do banco ao ponta, nada menos que seis mudanças em relação ao provável time:

20ª rodada: Atlético x Atlético-MG

Renan Rocha; Wagner Diniz, Gustavo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Kleberson, Cléber Santana, Marcinho e Madson; Edigar Junio.
Técnico: Renato Gaúcho

Do time acima, além da recuperação do futebol de Cléber Santana e da entrada de Fabrício, destaca-se o crescimento de Deivid e a chegada de Marcinho, ao lado de Renato, símbolo da recuperação atleticana.Vale dizer que a escalação acima está sem dois titulares: o zagueiro Manoel e o lateral-direito Edilson. Aposta ainda nas recuperações físicas de Paulo Baier e Paulo Roberto e nas recuperações técnicas de Madson e do trio de ataque internacional.

Com o que se preocupar: Não tem atacantes. Como futebol tem por base o número de gols marcados, é alerta vermelho nesse item. Também depende da estabilidade emocional do técnico Renato Gaúcho e da permanência do mesmo até o final do ano, já que o “projeto” passa totalmente por ele. Se acontecer o mesmo que em 2010, quando Carpegiani trocou o clube pelo São Paulo FC, pode dar problema.

Projeção: Escapa do rebaixamento, mas não aspira nada mais que a Copa Sul-Americana. Para tanto, precisa de cerca de 26 pontos em 57, 45,6% – menos que o índice atual de Renato.

Coritiba

1o. Turno: 9º lugar, 26 pts, 45.6%

Resumo: Começou o campeonato dividindo atenções com a Copa do Brasil, da qual foi finalista. Com o passar dos jogos, deu a impressão de ter sentido a perda do título da copa e de não estar 100% no Brasileiro. Faz uma campanha regular – ótima para um clube que esteve à beira da falência em 2009-10 – mas aquém do que a equipe demonstrou ter poder para fazer e abaixo da exigência da torcida, que ficou com um gosto de “quero mais” ainda em 2011.

Pior momento: Pode ser considerado o jogo contra o São Paulo FC em casa (3-4), quando chegou a estar perdendo por 0-4 e atuando com um homem a menos. Ainda assim, o Coxa não teve um momento ruim: acabou diminuindo suas pretensões em pequenos tropeços, como na estréia com o Atlético-GO (0-1) ou empates em casa com Inter (1-1) e Palmeiras (1-1).

Melhor momento: A vitória sobre o Santos (3-2) na Vila Belmiro, épica. Virou uma partida contra um adversário em recuperação, com Neymar e Borges no ataque, superando uma arbitragem confusa, que errou em demasia, em especial em um lance claro de pênalti em Leonardo. Ali, provou que as cobranças da torcida por melhores resultados tem fundamento.

No que acreditar: Na qualidade do elenco, que em 2011 já demonstrou que pode mais do que vem fazendo, em jogos como o 6-0 no Palmeiras pela Copa do Brasil e nas goleadas nos Atletibas, 4-2 e 3-0. A perda preciosa de pontos contra adversários diretos em casa e resultados ruins contra times em situação inferior na tabela desanimaram, mas sabe-se que o time tem potencial. Em relação a estréia no campeonato, pouco mudou, o que fortalece o conjunto:

1ª rodada: Coritiba 0-1 Atlético-GO

Edson Bastos; Jonas (Willian), Cleiton, Emerson e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino (Éverton Costa) e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.

Em negrito, os jogadores que não vêm sendo muito utilizados – Cleiton, por exemplo, foi emprestado e se machucou. Levando-se em conta os desfalques de Tcheco e Jéci por suspensão, o Coxa estréia no returno assim:

20ª rodada: Atlético-GO x Coritiba

Edson Bastos; Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Willian e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill.
Técnico: Marcelo Oliveira.

Na rápida comparação, o time é praticamente o mesmo da estréia e quem não estava, pode ser considerado reforço. Pereira é segurança na zaga, apesar de ter dificuldade em jogadas mano a mano; Willian ganhou o respeito da torcida e o titular, Tcheco, dá ritmo a meia-cancha mais do que Davi fez enquanto teve chances; e Marcos Aurélio é mais atacante que Anderson Aquino.

O otimismo com o Coritiba é justificável se os próprios jogadores reencontrarem o nível de atuações que vinham tendo no Estadual, na Copa do Brasil e em algumas rodadas do Brasileiro.

Coxa comemora: segredo está no elenco

 

Com o que se preocupar: Com a fase de Edson Bastos. A muralha alviverde vive período conturbado, cobrada pela torcida. Pode sentir e goleiro, como diz a música, não pode falhar. Também tem carências no ataque, ressentindo-se de um matador; Bill oscila bons e maus jogos, o que explica também a oscilação do time.

Projeção: Classifica-se ao torneio consolação, a Copa Sul-Americana. Para fazer mais, precisará somar 33 a 34 pontos em 57, 59,6% de aproveitamento – é o índice que tem hoje o Botafogo, detentor da vaga que o Coxa aspira.

E os demais?

América-MG (20º/13pts): Dificilmente escapa do rebaixamento. Será decisivo em jogos contra rebaixáveis e aspirantes ao título: quem perder pontos para o Coelho, estará em maus lençóis.

Atlético-GO (12º/25pts): Brigará para não cair no final do campeonato, mas é um dos que menos corre riscos. Ficará com vaga na Sulamericana.

Atlético-MG (19º/15pts): Vive situação dramática, mas tem elenco, torcida e camisa. Vai até o fim brigando para não cair. A sequência de derrotas com Cuca (o coxa-branca sabe) pode ser fatal.

Avaí (18º/17pts): Já demonstrou que não vai se entregar com facilidade, em jogos contra Figueirense e São Paulo. Mas é outro que briga para não cair com dificuldades.

Bahia (16º/20pts): Não está fácil ser um dos primeiros do alfabeto: também brigará para não cair. Está em decadência e perdeu Jobson por problemas extracampo. Amargou anos nas divisões inferiores e, apesar da gigantesca e apaixonada torcida, terá dificuldades quando precisar de fôlego.

Bahia: só com muita fé do povão

 

Botafogo (5º/34pts): Vai chegar a Libertadores. Tem elenco e um bom técnico, Caio Júnior. Desta vez a frase “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” não irá emplacar.

Ceará (13º/25pts): Enganou bem, mas vai acabar brigando para não cair. Tem um time envelhecido e instável.

Corinthians (1º/37pts): É líder e vai até o final brigando pelo título com Flamengo e São Paulo. E se acostume, porque com os novos valores das cotas de TV, será assim até o fim. Meu palpite? Não fica com a taça.

Cruzeiro (7º/ 27pts): Está abaixo do que pode render. Depende demais de Montillo em dias inspirados. Mas pode engrenar e ser o principal adversário do Botafogo na briga pela Libertadores.

Cruzeiro e a Montillodependência

 

Figueirense (10º/26pts): Sabe aquela equipe que fica o campeonato inteiro no meio da tabela e quando menos percebe, está ameaçada de rebaixamento? Então, é o Figueira.

Flamengo (2º/36pts): Está em segundo, mas pela campanha no ano, o técnico que tem (Luxemburgo) e os craques Thiago Neves, Ronaldinho, mesmo dependendo de Deivid ou Jael, é o favorito para o título. Poderá ser Hexa em 2011.

Ronaldinho tem feito a diferença no Fla

 

Fluminense (11º/25pts): O atual campeão brasileiro não cai, não vai disputar título, não vai para a Libertadores… 2012 tá aí.

Grêmio (15º/21pts): Viverá um final de ano dramático. Vai até o fim brigando para não cair. Ao lado de Atlético e Atlético-MG, é daqueles que tem de onde tirar recursos quando o cinto apertar de vez.

Internacional (8º/27pts): Sonha com a Libertadores e tem elenco e estrutura para tanto. Terá que correr para pegar Cruzeiro e/ou Botafogo. É o que menos tem chances dos três.

Palmeiras (6º/32pts): Só Felipão salva. Assistir o Palmeiras jogar é um desafio a compreensão do porquê o Alviverde paulista está entre os postulantes à Libertadores. Construindo estádio, não terá fôlego para a briga. Sulamericana à vista.

Santos (14º/22pts): Fará uma campanha de recuperação no 2º turno e chegará entre 12º e 8º lugar antes de ir medir forças com o Barcelona e outros menos famosos no Mundial de Clubes.

São Paulo (3º/35pts): Acabará sendo o principal obstáculo do Flamengo ao Hexa. E pode ser Hepta, coroando de vez a era Rogério Ceni. Tem força, elenco e vai brigar até o fim.

Vasco (4º/35pts): Com a missão do ano cumprida, já achava difícil que o Vasco tivesse pernas para ir até o fim sonhando com a dupla coroa nacional; sem Ricardo Gomes, vai depender muito de como a equipe e a diretoria reagirão ao que acontecer com o treinador.

Concorda? Discorda? Opine abaixo!

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Que beleza de camisa! #10: Barcelona

Essa bate um bolão!

Começou ontem, com uma semana de atraso por conta de uma greve, o Campeonato Espanhol. E o atual campeão, FC Barcelona, estreou surrando o forte Villarreal por 5-0. Só me restou pedir a @kellypedrita que vestisse a camisa do maior clube do Mundo na atualidade… ficou bom?

Que beleza de camisa!

#10 Futbol Club Barcelona

Quem é? Um dos grandes do futebol mundial, fundado em 29 de novembro de 1899.

Já ganhou o que? 1x Campeão Mundial (2009), 4x Campeão da Liga dos Campeões (1992, 06, 09 e 11) e 21x Campeão Espanhol, entre outros.

Grande ídolo: Muitos grandes nomes do futebol mundial passaram pelo Barcelona: os brasileiros Evaristo, Rivaldo, Romário, Ronaldo e Ronaldinho; os argentinos Maradona e Messi; o português Luis Figo. Mas nenhum nome é mais importante para o Barça que o do holandês Johann Crujiff. Foi com o principal artífice da Laranja Mecânica vice-campeã das Copas de 74 e 78, com quem o Barcelona voltou a vencer o Campeonato Espanhol após 14 anos, período em que o futebol da Espanha foi dominado pelo Real Madrid – boa parte durante o Governo Franco. Na mesma época, o Barcelona se tornou “més que un club” (mais que um clube), um símbolo do povo da Catalunha. Crujiff simbolizou essa mudança e mais tarde, como técnico, criou a escola barcelonista de futebol total. O que vemos hoje, com Guardiola e Messi, surgiu com conceitos de Crujiff, como retrata entrevista da Revista ESPN.

São lances como esse, de Rivaldo, em 2001:

Apelidos: Blaugrana, Barça (positivos), Culés (pejorativo).

Como anda? É o atual da Liga dos Campeões e tricampeão espanhol; disputará, contra o Santos e mais 5 clubes o Mundial deste ano. É considerado o melhor time do Mundo.

Curiosidades: É considerado um símbolo de orgulho regionalista da Catalunha, região espanhola que nunca aceitou o reino da Espanha como país. Atua não só no futebol, mas também no basquete, handebol e até hóquei. Além do período franquista, o Barça teve problemas com o governo espanhol já em 1925, quando torcedores vaiaram a execução do hino espanhol. Na ocasião, o ditador Primo de Rivera fechou o clube por seis meses, até que o fundador, o suíço Hans Joan Gamper, foi obrigado a renunciar. Gamper, aliás, escolheu as cores do Barça com base no pequeno Basel, da Suíça. Não a toa, a maior rivalidade do Barcelona não é com o vizinho de cidade Espanyol e sim com o Real Madrid. Na história*, são 215 jogos, com 84 vitórias do Barça, 45 empates e 86 triunfos madrilenhos.

O Barcelona e o futebol paranaense: Ainda não tivemos o privilégio de ver um clube paranaense enfrentar o FC Barcelona. Mas no elenco titular atual do Barça está um curitibano: o lateral-esquerdo Adriano, formado no Coritiba. E um dos gols mais importantes da história do clube foi marcado por outro paranaense, Juliano Belletti, na decisão da Champions League de 2006:

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Polêmicas do Atletiba 347

Fechando a série de posts sobre o Atletiba 347, repriso aqui lances e comentários feitos no Jogo Aberto Paraná da Band Curitiba, que vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, para Curitiba, RMC, Paranaguá e litoral e Ponta Grossa e Campos Gerais.

São lances que separei a pedidos de muita gente que nos dá a alegria da companhia. É polêmica, então não espero concordância e sim disponibilizo os momentos para uma análise mais aprofundada para mim e para vocês.

1) Bill cuspiu em Fabrício?

As imagens acima são da TV Bandeirantes e são as únicas a que tive acesso. Por elas, é impossível ter uma conclusão, ainda que utilizemos o recurso zoom.

No entanto, fiquei com alguns indícios de que Bill NÃO cuspiu em Fabrício. Pelas imagens, percebe-se que ambos seguem se estranhando após o lance, mas, se cuspido fosse, difícilmente Fabrício não reagiria: cuspe na cara é uma desonra enorme para quem leva e maior ainda para quem executa. Um telespectador/leitor já perguntou se não questionamos ambos sobre isso: não. Nem Bill, nem Fabrício, estiveram na coletiva do Atletiba. Amanhã, com as coletivas da semana, pode ser que isso tenha sido feito. Eu não estive em nenhum treino. Mas falo mais se souber mais.

Em tempo: outros perguntaram se foi pênalti de Fabrício em Bill no mesmo lance. Pra mim, não: Bill perde a passada e se joga. Lance normal.

Update: O repórter Osmar Antônio, da Rádio Banda B, afirmou que, ao perguntar para o zagueiro Fabrício se Bill teria cuspido nele, a resposta foi sim. Repito o que afirmei no Jogo Aberto Paraná nessa terça: as imagens da Band não mostram o cuspe. Se outro canal tem, seria de bom tom jornalístico oferecer. Ainda: acredito que agora cabe ao jogador e ao clube irem atrás do que acham correto. Por fim, uso o update e não uma edição porque quero manter o teor original do texto, sem compromisso com o erro.

2) Houve inversão na falta que originou o lance do Atlético?

Não. Mas se Héber Roberto Lopes marcasse falta e amarelasse o meia Branquinho, do Atlético, também estaria correto.

O lance é claro: Willian faz a falta por baixo no mesmo momento em que Branquinho reage por cima, esticando o braço no rosto do atleta do Coxa. Foi falta de Willian; foi falta de Branquinho. A questão é o tempo.

Héber entendeu que Willian “bateu” antes e apitou. O resto vocês já sabem.

3) Foi pênalti no lance com Jéci e Madson?

Não. Enquanto a Fifa (ou no caso a International Board) determinar que o que vale é a intenção no eventual toque da mão na bola, nenhum lance assim pode ser considerado pênalti. Diferentemente do basquete, quando a bola tocada no pé é falta não importando a razão, o futebol permite esse tipo de lance. E Jéci só não tocaria a bola se não tivesse um braço.

Além do mais, observando a movimentação dos jogadores, percebe-se que Jéci faz o possível para não reter a bola com o braço e Madson, na disputa dela, em nenhum momento pede o toque.

4) Edson Bastos falhou no gol do Atlético?

Não. Na minha opinião, e a imagem acima mostra, houve mérito na proteção de bola feita por Cléber Santana em cima de Lucas Mendes, impedindo o corte. Não só isso: o posicionamento da defesa do Coritiba permitiu que a bola, batida na direção do gol e com força, quicasse logo a frente de Bastos. Esse tema gerou debate acirrado no programa, já que a opinião do ex-goleiro e comentarista do Jogo Aberto Paraná, Gerson Dall’Stella, é contrária. Para ele, Bastos falhou – deveria ter se antecipado ao quique.

Na verdade, o futebol é feito de erros. O gol invariavelmente nasce de algum erro. Foi assim com o gol do Coritiba, quando, mal posicionada, a defesa do Atlético permitiu o cabeceio de Emerson. E do jogo.

O que se discute na verdade não é se Edson falhou ou não e sim se ele deve se manter no time titular. Bastos ainda paga pelo erro da Copa do Brasil e qualquer suspeita já é o suficiente para que a paciência com ele se acabe. Eu acho que, em termos práticos, não há nada demais em dar uma oportunidade para Vanderlei, outro grande goleiro.

Mas o que tem se tentado fazer com Bastos é cruel. Como disse Renan Ceschin hoje no programa, se ele não pode ser titular com tudo o que já fez pelo Coxa e passa a ser questionado em lances difíceis como esse, então, não deve ficar. E aí já é demais, não concordam?

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Até que demorou

Agora deixou de ser chiadeira e virou ação

Me chamou a atenção via Twitter o colega Linhares Jr., do SporTV: “O futebol paranaense precisa evoluir. Discutir arbitragem não leva a nada”. Vindo de quem está radicado em São Paulo, maior centro do País – e com dois clássicos nesse final de semana – mas mesmo assim vive de antena ligada no Paraná, achei pertinente. Linhares fala do nosso provincianismo, da mania de depreciar as coisas daqui. “A imprensa não presta, os juízes roubam, nossos clubes são fracos” e outras que estamos acostumados a ouvir e pensar: “É, tudo bem.”

O debate deveria mesmo ser conduzido no sentido de perguntar não porque Héber Lopes vai apitar o Atletiba, mas sim porque há tempos no Paraná ele ou Evandro Roman são as únicas opções; por que é que não fortalecemos nossa escola. Mas não deu.

O ótimo site Furacão.com, dedicado a cobertura do Atlético, logo estampou na capa: “Coritiba 1 x 0 Atlético”, atribuindo a vitória ao Coxa, 5880 minutos antes do apito inicial, marcado pras 18h de sábado, no Couto Pereira. Via Twitter, usando do RT para movimentar a discussão, logo comecei a ler a impressão coxa-branca da escolha. Todas muito mais no sentido de galhofa em cima dos atleticanos – “começou o choro” – que aprovando ou desaprovando (salvo 2 ou 3 que reclamaram da atuação de Héber no último Paratiba). E tudo isso faz parte do folclore do clássico, 346 edições* mais velho que em 1924.

Poderiam ser os ingressos (que podem ser 3,5 mil para os atleticanos, que querem mais, ou o velho meio a meio, sequer cogitado no Alto da Glória); poderia ser o calção negro, a galhofa atleticana de chamar o Coxa de “tricolor” ou a imposição estatutária do mandante – que até poderia ser aceita, já que o Atlético mesmo trocou seu calção em ocasiões nessa temporada. Poderia ser qualquer desculpa, mas foi a arbitragem.

Calçados em números, os atleticanos foram aos protestos – agora oficiais. Com Héber no comando em Atletibas, 10 jogos, 7 vitórias do Coritiba, 1 empate e 2 triunfos do Furacão. Evidentemente não foi Héber o responsável solitário pelos números. No futebol, são muitos os componentes. Até hoje, não recebi ou consegui uma única prova cabal de corrupção ou erro deliberado de juiz Fulano contra clube X a favor do Y. Se você tiver, é só enviar. O que acontece é que os árbitros são RUINS no geral. Não a toa há muito que se pede o auxílio eletrônico.

O Coritiba, por sua vez, não reclamou. Marcelo Oliveira, aliás, foi taxativo ao dizer: “Eu gosto muito quando ele apita”. Confira (e mais Léo Gago e Renato Gaúcho, que adiou o tema, em entrevista ao Jogo Aberto Paraná):

Significa que Héber então irá ajudar o Coxa? Evidente que não.

O que Marcelo Oliveira quis foi neutralizar a polêmica. Tirar do apito a importância. Mas acabou acirrando, já que a cúpula rubro-negra esperou a repercussão para ir atrás do pedido de mudança, ao invés de tentar o veto no sorteio – a explicação atleticana é que ele foi antecipado. Paulo César Oliveira, de SP, foi o outro nome.

Não adianta. O Atletiba tem disso e a lenha já está queimando na fogueira. Há até quem esqueça que o Atlético tem jogo nesta quarta, contra o Flamengo. Até que demorou para ferver.

Se a CBF vai acatar o pedido, ninguém sabe. Acho improvável. Se Héber estará mais ou menos pressionado, ou terá alguma tendência após tanto falatório, não se saberá antes de sábado, por volta das 21h. Se já era importante, o clássico de sábado passou a não ter justificativa para derrota, seja qual for o lado.

…imaginem então quando for o da última rodada, finalizando o destino dos clubes no Brasileirão.

*Update via História do Coritiba

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Atlético x Flamengo: confira o pré-jogo

Reportagem exibida no Jogo Aberto Paraná desta quarta-feira na Band Curitiba, sobre o segundo jogo da série eliminatória entre Atlético x Flamengo (0-1 na ida). Confira:

Update:

Renato Gaúcho pode lançar o volante Fransérgio como atacante. Para o técnico, consagrado na posição, o jogador “leva jeito”:

A Band transmite o jogo para todo o Paraná! Em Curitiba, no canal 2 da NET/TVA/UHF e 302 da Sky!

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Que beleza de camisa! #9: Peñarol

"Fico bem de dourado?"

Terça-feira = Que beleza de camisa! E hoje vamos contar a gloriosa história do Peñarol, atual vice-campeão da Copa Libertadores, representado pela não menos gloriosa @kellypedrita. Vamos lá?

Que beleza de camisa!

#9 Club Atlético Peñarol

Quem é? Um dos grandes do futebol mundial, fundado em 28 de setembro de 1891.

Já ganhou o que? 3x Campeão Mundial (1961, 66 e 82), 5x Campeão da Copa Libertadores (1960, 61, 66, 82 e 87) e 48x Campeão Uruguaio.

Grande ídolo: Com 119 anos, falar em um ídolo só para o Peñarol é arriscado; por lá passaram o carrasco brasileiro Alcides Ghiggia, Pablo e Diego Forlan (pai e filho) e Pedro Rocha. Mas para a atual geração de torcedores, o principal nome do clube é Diego Aguirre, autor do gol do título da Libertadores de 1987 no último minuto da decisão contra o América de Cáli e que, 24 anos depois, quase repetiu o feito ao conduzir o então apagado Peñarol ao vice-campeonato da mesma competição, perdendo para o Santos.

Apelidos: Carboneros, Aurinegros.

Como anda? É o atual vice-campeão da Libertadores, depois de anos de ostracismo no continente. Também superou um jejum de sete anos em 2010, quando voltou a vencer o Uruguaião.

Curiosidades: Fundado em 1891 com o nome de CURCC (Central Uruguay Railway Cricket Club), mudou em 1913 para Club Atlético Peñarol sob forte apelo de nacionalismo uruguaio – Peñarol é a localidade em Montevidéo onde foi criado o clube. O nome Peñarol vem do agricultor Pedro Pignarolo, dono da propriedade que deu origem ao clube. Apesar de muito se falar no Santos de Pelé, quem mandou mesmo no continente na década de 60 foi o Peñarol, tricampeão continental. Sua torcida orgulha-se de ter “o maior bandeirão do Mundo”, de 15 mil metros quadrados.

O Peñarol e o futebol paranaense: Ao contrário do rival Nacional, o Peñarol nunca enfrentou Atlético, Coritiba ou Paraná. Mas nesse ano as notícias dos Carboneros se cruzaram com as do Furacão, que tentou a contratação do técnico Diego Aguirre, que preferiu seguir no Uruguai em função do momento político do Atlético. No entanto, Aguirre deu uma grande demonstração de amor ao clube uruguaio ao recusar propostas do São Paulo FC e do milionário futebol árabe para seguir no Peñarol.

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