Sete derrotas em nove jogos, apenas dois gols marcados e a lanterna do Brasileirão. A fase do Atlético já passou do mau desempenho em campo: “Precisa trazer um pastor pra benzer aqui”, disse o meia Madson.
Com bom humor e misticismo, o Jogo Aberto Paraná de hoje recebeu o bruxo Chik Jeitoso para ver: existe algum sapo enterrado na Baixada? A idéia é, através da crítica bem humorada e caricata, trazer alguma luz ao debate atleticano.
Chik jogou as cartas e… bem, assista o vídeo, que passou de Antônio Lopes a Mário Petráglia, com a leitura mística do Bruxo mas futebolista do Brasil:
O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba.
Em tempo: A presença do bruxo Chik Jeitoso no programa não pretende ofender a nenhum posicionamento religioso e/ou político. Eu, particularmente, sou espírita e respeito católicos, umbandistas, evangélicos, ateus e qualquer posicionamento religioso que não ofenda a regra mais básica: “não faça ao próximo o que não gostaria que fizessem a você”. Ainda: o Jogo Aberto Paraná não tem posicionamento político na discussão eleitoral atleticana. O programa, no entanto, não abre mão de debater os temas que interessam o torcedor paranaense, sem se omitir. Respeitamos todas as correntes e achamos que, uma vez bem informados, os torcedores e sócios de cada clube devem decidir o melhor para si no foro correto: o próprio clube.
Assista duas reportagens exibidas no Jogo Aberto Paraná de hoje, na Band Curitiba.
Abaixo, a primeira entrevista coletiva pós-jogo de Renato Gaúcho no Atlético, após o 0-0 com o Avaí. Os melhores momentos do jogo estão no mesmo vídeo:
Acompanhe também os gols da vitória do Operário sobre o Juventus/SC, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa, em amistoso preparativo para a Série D do Brasileiro:
O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na Band, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e Litoral.
Chega a parte final dos três vídeos exclusivos com Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba (Se você não assistiu as anteriores, clique em 1 e/ou 2).
Nessa terceira parte, Vilson fala sobre as finanças do Coxa e a opção pelo rompimento com o Clube dos 13.
E também defende o técnico Marcelo Oliveira das críticas que sofreu quando mexeu no time (e perdeu) na decisão da Copa do Brasil 2011, contra o Vasco (3-3 agregado, título carioca): “Ele fez o que tinha que ser feito”.
Confira abaixo!
Amanhã publicarei notas e informações dos bastidores da entrevista. Fique ligado!
Seguindo a série exclusiva com o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, o blog apresenta a parte 2 de 3 vídeos, gravados na concentração do Coxa pouco antes da vitória sobre o Figueirense (3-0) na última quinta, 07/07.
Nesse trecho, Vilson fala sobre ética e o assédio de outros clubes aos jogadores e técnico do Coritiba. Desmistifica ainda a parceria com a LA Sports. E defende Ariel no caso que o liberou do Coritiba.
Durante a entrevista, algo chamou a atenção: o carinho de todo o grupo de jogadores com o dirigente, que se recupera do tratamento de um câncer no intestino. Vilson ainda tem tempo para atender dois torcedores. Assista:
Se você não assistiu ao primeiro vídeo da série, clique aqui.
No proximo vídeo da série, o dirigente coritibano falará das finanças do Coxa, Clube dos 13 e ainda sobre a decisão da Copa do Brasil: “O Marcelo [Oliveira, técnico do Coritiba] fez o que tinha que ser feito.” Fique ligado!
Vilson Ribeiro de Andrade mudou o Coritiba. De um clube humilhado e falido, após o traumático rebaixamento em 2009, o Coxa, com ele nas ações, se reinventou. Venceu dois campeonatos estaduais, com requinte ao golear o rival Atlético na Arena (3-0) e conquistou o Brasileiro da Série B com folgas. Chegou a decisão da Copa do Brasil desse ano, mas acabou perdendo para o Vasco nos critérios de desempate. “O futebol é assim”, analisa o diretor.
No vídeo abaixo, o primeiro de uma série exclusiva que o blog e o Jogo Aberto Paraná apresentam nesse final de semana, Vilson abre o jogo.
Ele me recebeu na concentração do Coritiba horas antes da vitória sobre o Figueirense (3-0) para falar dos planos futuros do Coxa, da Copa a nova estrutura; de novas conquistas ao Couto Pereira. A começar pelo projeto do novo CT, que será revelado amplamente na próxima semana. Confira e comente:
Amanhã, também aqui no blog, Vilson vai falar sobre o assédio que o Coritiba vem sofrendo de outros clubes, finanças e responderá questões sobre a parceria com a LA Sports. Fique atento!
Os números estão no site oficial da CBF. O Coxa fez cinco jogos em casa; o Furacão, três.
Ambos também estão entre os cinco maiores parques associativos do País (Inter, Grêmio e São Paulo completam a lista). Mas isso é assunto pra outro post, já em fase de apuração.
Renato Gaúcho foi apresentado hoje à tarde na Arena sob os olhos de boa parte da imprensa curitibana. Muita gente, até da velha guarda, esteve ou apenas passou (foi o meu caso) para ver o treinador com o maior salário da história do futebol paranaense. Estima-se R$ 350 mil reais por mês.
Renato não terá vida mole. A fase atleticana é terrível e, querendo ou não, ele terá papel de salvador da pátria. Mas, sem nem mesmo dirigir a equipe, já começou a dar resultados. Renato é marketing. Basta ver o banner atrás dele na entrevista abaixo:
(Esse é o primeiro vídeo post que faço. Peço desculpas pela precariedade. Vai melhorar, diria o Adílson Batista)
Se você quer ver a entrevista completa, assista ao Jogo Aberto Paraná amanhã, 12h30, na Band Curitiba.
Notem também que ele recebeu a camisa 10 do Atlético, com seu nome. E que em seu agasalho há um “RG”. É mais que a personalidade do treinador: é uma maneira do clube tentar criar o mito Renato, presente no Grêmio e no Fluminense, na Baixada.
Renato nunca jogou no Atlético. Pelo contrário: defendeu dois times que causam arrepios nos torcedores rubro-negros (os acima citados). Mas é persongem nacional. Apenas no dia da sua apresentação, emplacou capa nos portais Globo.com, Terra e ESPN; uma busca por “Renato Gaúcho chega ao Atlético” no Google traz 835 mil resultados. Com Renato, o Atlético voltou a ser notícia boa – ao menos por um dia.
Se no campo vai dar certo, não se sabe; mas nas declarações que pude ler (não acompanhei a entrevista inteira) ele pareceu o cara certo para o drama atleticano. Disse que conhece o boleiro pelo cheiro e que o que esse time precisa é de confiança.
E um cara que diz que transou com mais de mil mulheres deve ter auto-estima e confiança de sobra para passar.
Linha tênue II
Há poucos dias escrevi sobre a linha tênue que o Atlético vem criando ao permitir opinião institucional à facções organizadas, como no caso da invasão ao CT (Leia aqui e assista reportagem aqui).
Pois hoje, logo depois da coletiva de imprensa, membros de uma das organizadas atleticanas foram ter um particular com Renato, Foram “conferir se ele ia honrar o salário que o Atlético vai se lascar pra pagar a ele”, apurei. E ouvi de gente de dentro do clube que a relação aberta com as organizadas é uma tentativa de controle de rebelião. Uma troca de gentilezas, por assim dizer.
A política do clube está em ebulição. E essa condução liberal demais (que também me confidenciaram ser na verdade ausência de comando central) pode ter um preço. Se o milagre de Renato não vier e o couro comer, o comando atleticano é co-responsável.
E, convenhamos, ninguém gosta ou trabalha melhor quando é coagido.
Evandro: a 1a vitória só veio com um gol dele, na 10a rodada
Oito jogos. Um ponto, dois gols marcados, nenhuma vitória. “Série B” é a frase que circunda a cabeça de 11 entre dez atleticanos (e dos alegres rivais) nesse momento ao ver os números do Atlético.
O futebol não é necessário analisar mais. Passaram-se sete meses em 2011 e em nenhum momento a equipe, com qualquer um dos quatro técnicos até então, apresentou equilíbrio. Renato Gaúcho é o próximo a tentar, a partir de amanhã.
Mas, acredite, não é a primeira vez que o clube começou mal o Brasileiro na história (somando só 8 rodadas). O que, olhando apenas os números, pode dar alguma esperança ao torcedor. Em 2005, disputando em paralelo a Libertadores, o Furacão foi só fiasco nas primeiras rodadas do nacional. Olho nos números:
2005 – 22o. lugar – 0v / 2e / 6d / 4gp / 12gc
2011 – 20o. lugar – 0v/ 1e/ 7d / 2gp / 14gc
Naquele ano, a equipe só viria a conhecer vitória na semana da decisão da Libertadores, entre uma partida e outra, e justamente no clássico Atletiba: 1-0 na Arena, gol de Evandro, com o time reserva. Até então, a situação era muito parecida – e vou me fixar na classificação da 8a rodada daquele ano, na comparação com a atual:
*computados somente os jogos das 19h30 da 8a rodada
Duas coisas a se considerar: o Coritiba, atual 16o, jogará com o Figueirense em casa – e a tendência é vencer. Assim sendo, o time mais próximo da ZR será o Grêmio (parelho em número de jogos) ou o Atlético-MG (que perdia seu jogo enquanto eu redigia esse post), com 8 pontos; e o campeonato de 2005 tinha 22 equipes, ou seja, quatro rodadas a mais para se somar pontos.
Naquele ano o Atlético conseguiu nos então 34 jogos restantes (atualmente são 30) 18 vitórias, que, com 7 empates, lhe deram 61 pontos e o sexto lugar, a duas posições da Libertadores. Dos times que ocupavam a ZR na oitava rodada, apenas o Atlético-MG acabou rebaixado. Relembre a série dos oito jogos iniciais do Atlético naquele ano:
Atlético 0x1 Ponte Preta
Juventude 1×0 Atlético
Santos 2×1 Atlético
Atlético 1×2 Corinthians
Atlético 1×3 Internacional
Botafogo 2×0 Atlético
Atlético 0x0 Figueirense (*jogo realizado com portões fechados no Couto Pereira)
Flamengo 1×1 Atlético
Três derrotas e um empate em casa. Neste ano, são duas derrotas e um empate.
Dá pra escapar? Dá. São necessárias 15 vitórias em 30 jogos. A matemática permite. Mas, em campo, tem que mudar demais.
Um desce, outro sobe
Não, não é uma previsão; é uma constatação: quem vê o Paraná na Série B nesse ano não entende o que aconteceu no Estadual. É óbvio que a reformulação do elenco e a troca (até aqui mais que) acertada de técnico pesam muito. Mas a pulga que está na cabeça do torcedor tricolor é outra: dá pra se empolgar com esse time mais do que com o que liderou a Série B até mais ou menos essa época no ano passado?
Marcelo Toscano: sinceramente, você se lembrava dele?
Dá. O time liderado por Marcelo Toscano, que naufragou no pós-Copa por problemas financeiros, teve uma arrancada ótima, mas não tão poderosa, se compararmos os adversários, como a desse ano. Vamos aos jogos:
Paraná 3×0 Ipatinga
Ponte Preta 1×0 Paraná
Paraná 3×0 Santo André
Duque de Caxias 1×5 Paraná
Paraná 1×0 Vila Nova
Sport 1×0 Paraná
Paraná 2×1 Portuguesa
Icasa 3×0 Paraná *pós-Copa
Paraná 1×1 Guaratinguetá *pós-Copa
Em 9 jogos, 16pts, 5v / 1e / 3d / 15gp / 8gc; na atual campanha, também em 9 jogos: 17pts, 5v /2e /2d / 13 gp / 6gc
Qual a grande diferença então, para se confiar mais?
São os adversários. Em 2010, na reta em questão, o Paraná enfrentou equipes que acabaram na parte final da tabela e já começaram mal o campeonato. Casos dos rebaixados Ipatinga e Santo André e de Duque, Icasa, Ponte e Guaratinguetá, todos classificados abaixo do 10o lugar ao final da Série B; o Sport, que chegou perto do acesso (6o) era lanterna na ocasião.
Nesse ano, o Paraná já enfrentou duas equipes do atual G4 (Lusa, 1-1 e Americana, 0-1) e candidatos ao acesso, como Goiás (3-0), Náutico (1-1) e Vitória (0-1) e se manteve entre os primeiros. Conta ainda com a fase ruim de dois candidatos, Sport (que vai enfrentar) e Goiás. E tem aproveitamento bom fora de casa, com 2 vitórias e 1 empate em 5 jogos longe da Vila. O que também significa que se manteve entre os primeiros jogando mais partidas sem mando de campo.
São números apenas. De nada adiantam se outros números, os financeiros, não estiverem bem estudados também, como se viu em 2010.
Mas é a gangorra do futebol, tão submisso ao momento que se deve aproveitar muito bem os períodos de alta.
Ariel no Racing: jogador poderá ter que indenizar o Coxa
Ariel Nahuelpan poderá ter que indenizar o Coritiba em R$ 4 milhões (corrigidos diariamente desde o dia 01/07/2010) após uma reviravolta no caso que acabou liberando o ex-atacante alviverde na justiça do trabalho. (Os detalhes da ação você pode relembrar aqui, em reportagem minha na Gazeta do Povo, e aqui, após a conclusão, na matéria do site FutebolParanaense.net).
A decisão, ainda preliminar, foi tomada pela 2a Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 9a região ontem.
Confira um trecho do despacho da ação:
“CERTIFICO e dou fé que, em sessão ordinária realizada nesta data, sob a presidência da
Exma. Desembargadora Ana Carolina Zaina, presente o excelentíssimo Procurador André
Lacerda, representante do Ministério Público do Trabalho, (…), RESOLVEU a 2a. Turma do
Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, por unanimidade de votos,
CONHECER DOS RECURSOS ORDINÁRIOS DAS PARTES. No mérito, o Exmo.
Desembargador Marcio Dionisio Gapski (Relator) votou DANDO PROVIMENTO PARCIAL
AO RECURSO ORDINÁRIO DO AUTOR para, nos termos do fundamentado:
a) declarar que a duração máxima do contrato de trabalho para o atleta profissional de futebol, quando
estrangeiro, na vigência da Lei Pelé, tem sido e é de 05 (cinco) anos;
b) declarar a validade dos contratos de trabalho de fls. 75 a 78 e de fls. 79 a 82 e, consequentemente,
determinar o respeito e cumprimento de suas cláusulas, no que não estiver prejudicado
pelo decurso de prazo; e
c) condenar o réu, Ariel Gerardo Nahuelpan Osten, a pagar a
Coritiba Foot Ball Club a quantia de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a título de
cláusula penal, com correção monetária e juros de mora a contar de 01/07/2010 e
NEGANDO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO DO RÉU”
Vale destacar que a ação pune o jogador e não o clube espanhol – é possível, no entanto, que haja acordo entre ambos para o eventual pagamento da pena.
O Coritiba agora aguarda a confirmação da decisão.
Consequências
O ‘caso Ariel’ botou em cheque o sistema trabalhista brasileiro com relação ao futebol. Além do desgaste coxa-branca, os demais clubes passaram a ter outros cuidados ao contratar atletas estrangeiros. É o caso do Atlético com Santíago “Morro” Garcia, cuja negociação expliquei aqui nesse post.
A decisão (a se confirmar) será também uma vitória pessoal dos advogados do Coxa, extremamente criticados à época.