Reportagens – Jogo Aberto Paraná 11/07/2011 (II)

Confira os melhores momentos da derrota do Coritiba em Porto Alegre, para o Grêmio, exibidos no Jogo Aberto Paraná ontem:

E os gols da derrota Paraná Clube, 2-4 para o ASA-AL, em Alagoas:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba. Acompanhe!

Reportagem: Roberto Fonseca, técnico do Paraná Clube

Roberto Fonseca analisa o equilíbrio do Tricolor, defensivo e ofensivo, nesse momento da Série B, após seis jogos.

Veja entrevista exibida no Jogo Aberto Paraná de hoje:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de 2a a 6a, na BandCuritiba, às 12h30. Acompanhe!

Os midiáticos

O futebol paranaense recebe Renato Gaúcho. Figurinha carimbada no Rio, Renato vai conhecer agora Curitiba. Mas não será o primeiro técnico badalado a dirigir um clube paranaense.


Renato no Chacrinha: badalação é com ele mesmo

Vamos relembrar o Top 5 dos técnicos mais badalados que já passaram pela terrinha:

#5 – Mano Menezes

Mano Menezes já comeu pierogi em Irati

O atual técnico da Seleção abre a lista dos badalados embora não fosse técnico de ponta quando dirigiu o Iraty. Foi em 2003, quando o Azulão disputou a Série C do Brasileiro, como relembra esta matéria do Paraná OnLine. Pelo time paranaense, quatro derrotas, um empate e uma vitória. Mano deixou o Iraty sem deixar saudades nos torcedores do Azulão – ao menos pelos resultados em campo, porque, reza a lenda, era rei do churrasco. Do Iraty foi para o Guarany de Venâncio Aires e perambulou pelo interior gaúcho até chegar ao Grêmio, depois de destacar-se no Caxias. Da Batalha dos Aflitos à Seleção Brasileira, a história é conhecida.

#4 – Joel Santana

From the middle, to behind. Na tabela.

Outra figuraça nacional que passou por aqui, no Coritiba. Simpático e bem humorado, o carioca Joel Santana, rei do Rio e da Bahia, naufragou no Coxa. Chegou no Brasileirão 2001, para ajudar o time a sair das últimas posições. Acabou em um 17o lugar entre 28 equipes, em um ano tumultuado no Alto da Glória muito mais em função da conquista atleticana. E como tudo era problema, a prancheta de Joel não agradou. O técnico foi se desgastando, se manteve para o Paranaense e a Sul-Minas, mas uma goleada por 1-6 para o Paraná encerrou a passagem dele por aqui, sob os gritos de “Fica, Joel”. Por parte dos tricolores, é claro. Joel seguiu a vida, voltou a ganhar títulos no Rio e fazer bons trabalhos. Mas passou a ser um dos midiáticos após a passagem pela Seleção da África do Sul, com impecáveis entrevistas em inglês:

#3 – Felipão

"O Couto Pereira não me dá sorte..."

Felipão chegou ao Coxa em 1990, com o clube amargando a crise do rebaixamento na caneta em 1989, por ter levado WO contra o Santos, mesmo amparado por uma liminar. Ele ainda não era O Felipão – só viria a ser a partir do ano seguinte, quando conquistou a Copa do Brasil com o Criciúma. Dirigindo um time que tinha grandes nomes no papel, como o goleiro Mazaropi, os meias Norberto, Bonamigo e Tostão e os avantes Cuca, Chicão e Pachequinho, Felipão levou ferro do Juventude em Caxias (0-2), do Joinville em Santa Catarina (0-4) e de novo do Juventude, agora no Couto: 0-2. Ao final da partida contra o time de Caxias, sua terra de residência, aproveitou o embalo e voltou para o Sul de carona no ônibus do Ju. Felipão viria a superar com maestria sua péssima campanha no Coxa (que renderia uma Série C não fosse uma nova virada de mesa da CBF) ao conquistar Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e a Copa do Mundo com a Seleção. Mas depois do último encontro dele com o Couto Pereira, deve ter coceiras ao ouvir o nome do estádio.

#2 – Wanderlei Luxemburgo

Luxa acabou largando o "pojeto" na metade

Cinco vitórias, cinco empates, cinco derrotas. Mais regular, impossível. Esse foi Wanderley Luxemburgo no Paraná Clube, em 1995, a contratação de treinador mais badalada da história do futebol paranaense (até a #1, logo abaixo, chegar). Luxa causou alvoroço na mídia local. Chamou a atenção do Brasil para o Paraná Clube, então único representante do Estado na Série A. Começou bem, no Brasileiro, com um time que tinha Régis, Paulo Miranda, Ricardinho e outros, e estava no meio do trajeto do Penta estadual. Mas começou a cair e via se aproximar nova demissão – havia saído do Flamengo após o Estadual, quando perdeu o título para o Fluminense de Renato Gaúcho no ano do centenário, com o famoso gol de barriga. Luxa foi salvo por uma proposta do Palmeiras, para montar o timaço da Parmalat que detinha o recorde nacional de vitórias seguidas até esse ano, quando foi superado pelo Coxa. Veja mais de Luxa no Tricolor no vídeo abaixo, da Globo.com:

#1 – Lothar Matthaus

O Alemão e a polêmica foto de US$ 1 milhão

Ninguém causou mais impacto no futebol paranaense que o Atlético ao trazer o capitão do tricampeonato da Alemanha, Lothar Matthaus, para o comando técnico. O alvoroço foi mundial. Nem Matthaus era um treinador tão conhecido (embora, como jogador, fosse um Zico alemão, só atrás do Pelé Beckenbauer), nem o Atlético ou algum paranaense havia sido tão midiático. Matthaus causou alvoroço na chegada, na passagem e na saída. Havia quem duvidasse do rendimento daquela equipe, em 2006, quando ele chegou. Passado o susto, vieram os métodos de treinamento europeus e as entrevistas com tradutor. O time até rendeu: seis vitórias e dois empates, entre Paranaense e Copa do Brasil, nos dois meses por aqui. Mas a foto ao lado – e supostas aventuras extra-conjugais – tiraram o Alemão do Furacão. Se houve affair ou não, não se sabe (ou se comenta); o que é fato é que a então esposa de Matthaus, Marijana (a 3a das 4) exigiu a volta dele, sob pena de um contrato de US$ 1 milhão ser executado no divórcio. Matthaus deixou um carro top de linha da Wolksvagem, quase zero kilômetro, com as chaves no contato no Aeroporto Afonso Pena; e uma conta de celular de mais de R$ 3 mil. Anos mais tarde, disse ter se arrependido de deixar o comando atleticano intempestivamente.

Menção honrosa

Todos os técnicos acima são midiáticos, de grande exposição na imprensa nacional/mundial. Nenhum, no entanto, fez o caminho inverso. A exceção é Nuno Leal Maia, técnico do Londrina em 1995. Melhor que a história, é apresentar um grande momento dele como ator – função que, convenhamos, ele vai muito melhor:

Melhores momentos: Paraná 3 x 1 Duque de Caxias

Confira os melhores momentos da vitória do Tricolor sobre o Duque de Caxias, pela Série B, exibidos no Jogo Aberto Paraná desta segunda:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta na BandCuritiba, 12h30.

Feita para Brasil e Argentina. Especialmente Argentina.

Messi: a Copa América é pra ele; avisem o Neymar.

Rebaixamento do River Plate; crise financeira e política; dezoito anos sem ganhar título importante; o melhor jogador do Mundo tentando ser ídolo em casa. É… a Copa América 2011 foi feita para a Argentina. E para o Brasil ser o coadjuvante dela.

Dê uma olhada na tabela aqui. Note que, prevendo alguma dificuldade, os cruzamentos colocam até mesmo os segundos colocados dos Grupos A e B em chave distintas dos primeiros. Se Brasil ou Argentina tropeçarem no caminho, ainda assim, só se verão na decisão – salvo se um deles se classificar muito mal, como segundo ou terceiro melhor terceiro colocado no geral.

Eles querem a decisão conosco, no Monumental de Nuñez, casa cheia, brilho de Messi e título argentino. Do lado de cá, três grandes esperanças: Neymar, que realmente começa a trilhar a estrada de Pelé; Ganso, um craque acima da média (porque não um novo Zico?); e Lucas, outro cracasso, que poderia nos remeter a Rivellino. Não é um time qualquer, se Mano Menezes acertar a máquina.

E nós, paranaenses, temos ainda dois orgulhos: Adriano e Jadson. Eu vi os dois começarem na dupla Atletiba e viverem grandes momentos por aqui. Um é esse aqui de baixo: a primeira convocação de Adriano, ainda no Coxa. A reportagem é e um dos homens mais bonitos que eu conheço:

Adriano demorou, mas chegou ao Barcelona. É orgulho coxa-branca, craque curitibano que pra quem não sabe, começou no futsal do Paraná Clube – mas um da escolinha tricolor.

O outro é um dos gênios que vi de perto, no melhor Atlético de todos os tempos (pra mim, obviamente) que, para tristeza dos rubro-negros, não foi campeão. Mas provou que grandes times (como a Seleção 82) não vivem só de títulos. Jadson foi genial com a 10 atleticana e é idolatrado também no Shakthar Donetsk. Os lances a seguir explicam o porquê:

Imagino a saudade atleticana ao ver o vídeo acima. Enfim. Hoje ambos estarão lado a lado, pela amarelinha.Hoje não: domingo, contra a Venezuela -começando no banco, diga-se.

Muitos ainda me lembrarão que Alexandre Pato também é paranaense. Mas a única referência dele no nosso futebol é a foto abaixo, ainda criança. Para nosso azar, que só vimos ele brilhar a distância, no Inter-RS.

 

Túnel do Tempo: dia de revanche?

A torcida do Paraná tem um motivo a mais para ir à Vila na noite de hoje: ano passado, uma derrota por 0-3 para o Icasa tirou o Tricolor da liderança da Série B. Relembre:

Na história, dois jogos: além desse 0-3, um empate em 0-0 em casa, no ano passado.

Dia de revanche?

Começou mal, acabou igual

Foto: Hedeson Alves, Gazeta do Povo
Foquinha saiu sem fazer graça

Ele chegou como Foquinha, mas parecia mesmo outro tipo de mamífero aquático. Tudo culpa de uma lesão que tem impedido que o encantador jogador que começou no Cruzeiro deixasse de ser promessa.

Para o Paraná, dizer que estava emprestando um jogador da Inter de Milão e ventilar até uma suposta parceria teve suas vantagens. O clube voltou ao cenário nacional. Kerlon é bem quisto fora daqui (e aqui também, pelas declarações dadas por funcionários do Tricolor ao Globo Esporte.com) e quando tuitei a saída dele, colegas da imprensa do eixo (como o brilhante Ubiratan Leal) já deram RT. Nacionalmente foi até mais destaque do que a saída de Kelvin – tratada mais abaixo.

Mas no fundo, após apenas quatro jogos em seis meses, as promessas de grandiosidade paranista com a chegada do reforço à época ficaram apenas na memória. Kerlon não rendeu, a tal parceria nunca prosperou, o Paraná chegou a pagar o alto preço (evidentemente, não por causa dessa negociação) do rebaixamento no Estadual e só voltou a se acertar quando selecionou melhor as contratações.

Fica um sentimento de pena pelo fracasso da idéia. Mas fica também a lição de que é melhor investir tempo em talentos como Wellington e Serginho do que sonhar com antigas promessas e contos de fadas.

Kelvin

Ao jornal “A Bola”, de Portugal, Paulo César Silva abriu o jogo: Kelvin, relapso nos treinos, seria liberado antecipadamente pelo Tricolor. A internet uniu novamente Brasil e Portugal e não demorou para que Paulão confirmasse a notícia por aqui. Kelvin já pode se mandar para a ‘terrinha’.

Assim como Kerlon, deixa uma sensação de pena, de “podia ter sido melhor”. Deixa também algum dinheiro, não muito, cerca de 500 mil reais (10% dos R$ 4,7 mi ofertados pelo FC Porto). Mas que se bem usado, pode dar um novo rumo, para que novos Kelvins fiquem mais tempo por aqui. Por ora, fique com um gol dele. Pode ser que mais tarde você ainda diga: “Eu vi esse menino jogar em Curitiba”.

Perto, mas longe

O Londrina venceu com um pé nas costas o primeiro turno da segundona estadual (muito embora tenha perdido o Clássico do Café para o Grêmio Maringá, 2-3) e poderia já estar de volta a elite estadual não fosse o regulamento. Uma pérola, como sempre, mas justiça seja feita, aprovado por todos.

A campanha com seis vitórias, dois empates e uma derrota pode não servir para nada. Em compensação, se vencer o segundo turno, será campeão antecipado. Do 8 pro 80. Explico: o campeão do turno terá de enfrentar um quadrangular com o campeão do 2 turno e os outros dois melhores da segundona local; ou seja, os campeões de turno podem nem subir. Mas, se vencer também o segundo turno, o Londrina será declarado campeão e levará consigo o próximo time de melhor pontuação geral (hoje, o Toledo) consigo no acesso.

Na verdade, o que vale mesmo para o Tubarão hoje é o resgate da sua camisa. O público de quase 7 mil pessoas no Café no jogo ilustrado acima (1-1 Foz) mostra o potencial de um clube que tem história e apelo popular. Tricampeão estadual, campeão brasileiro da Série B, o Londrina pode servir de exemplo para o Paraná Clube, que até segunda ordem, vai disputar o acesso em 2012. Pelo menos dentro de campo.

Fora dele ainda é cedo para dizer se o grupo que hoje toca o Tubarão vai querer só os lucros ou pensará um pouco na herança a ser deixada na cidade.

* As imagens acima estão a disposição no site LEC Mania, um dos melhores para se acompanhar o Tubarão.