Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 21/03/2012

Panos quentes
O Governo do Estado do Paraná, até o presente momento, pôs panos quentes nas declarações do Secretário de Estado para a Copa 2014, Mário Celso Cunha, de que “o Atlético não deveria se preocupar em como pagar o empréstimo do BNDES, já que o Governo deverá anistiar as dívidas do Mundial”. A declaração foi dada em uma reunião do Conselho Deliberativo do clube em 2010 e levada a público pelo jornal Gazeta do Povo no domingo passado. Em nota, o Palácio Iguaçu limitou-se a dizer que o processo do Mundial é “idôneo”. Cunha, em entrevista a TV Bandeirantes afirmou que “jamais quis fazer apologia ao calote.”
O que cabe ao Atlético?
Em relação às declarações de Mário Celso Cunha, nada. O clube não tem nenhuma relação antiética com o Mundial e colocou o CT do Caju a disposição do BNDES para o caso de inadimplência. Por isso, não se deve misturar a sugestão de calote pelo gestor público à postura da instituição, que já está beneficiada pela realização da Copa 2014 na cidade. Um exemplo é a negociação que levará a modernização da Arena: são 138,6 milhões via Agencia de Fomento para a obra, dos quais o Atlético pagará um terço (R$ 46,2 mi) a serem pagos em 15 anos a contar de 2015 (são três anos de carência) com juros de 1,8% ao ano, considerado irrisório no mercado. Os outros dois terços do valor serão oriundos da comercialização dos títulos de potencial construtivo cedidos pela Prefeitura. O próprio BNDES irá vendê-los.
Mercado adverso
A Pluri Consultoria, empresa de marketing e gestão esportiva sediada em Curitiba, divulgou números de uma pesquisa sobre torcidas no Brasil, realizada em janeiro deste ano em 144 cidades do País, com 10.545 entrevistas. O objetivo é mapear o potencial de consumo das equipes (ao longo dos próximos dias, detalharei a pesquisa no blog bemparana.com.br/napoalmeida, fica o convite*) junto às torcidas. Quem gasta mais? Em que região? No primeiro relatório apresentado, a demonstração de como o mercado para os paranaenses ainda é adverso – mas, olhando-se o copo meio cheio, como ainda pode crescer.
*Nota do blog: desça a página e leia as duas primeiras partes; por motivos particulares, ainda não pude detalhar a terceira e última, mas prometo para essa sexta.
Primeiro, mandar em casa
No relatório, o Atlético aparece como a maior torcida de um clube paranaense, com estimados 1,2 milhão de torcedores (a 17ª maior do Brasil); coladinho atrás está o Coritiba, com 1,1 milhão (18º no geral). O Paraná Clube tem estimados 300 mil aficionados (27º em todo o País). No entanto, mais que a quantificação das torcidas estaduais, o relatório apresenta números desfavoráveis aos paranaenses. Segundo o estudo, dos 10 maiores estados da nação, o Paraná é o que menos tem torcedores de futebol: 67% dos residentes gostam de algum clube. No Rio Grande do Sul, o número é de 90%. Dos 67% dos paranaenses que torcem para algum time (estimados 7 milhões), 64,4% preferem as equipes de fora do Paraná. Apenas 35,6% apóiam os times paranaenses. Ainda há muito a se fazer.

Certo na forma, errado no conteúdo

Paulo César Silva, o Paulão, vice-presidente de futebol do Paraná Clube, não fugiu ao próprio estilo e na primeira entrevista em meses de reclusão – desde 13/09/2011, quando o Tricolor perdeu para o Salgueiro por 2-1 e se viu às portas do rebaixamento – e soltou o verbo, provocando os atleticanos: “Nossa torcida é muito maior que a do Atlético, só que temos menos mídia”.

Ouça o trecho na íntegra no link abaixo:

http://www.4shared.com/mp3/QdlRat_D/0803_-_SONORA_PAULAO.html

Até aí, tudo certo. A rivalidade sadia, como no caso para ver as duas torcidas indo ao estádio em grande número, é interessante. Faz com que o amigo provoque o outro e ambos vão defender suas cores, cada qual em seu jogo. O oposto da medida separatista do Atletiba 349, com incentivo a ver “quem é maior” ou não.

A polêmica, pra mim, não reside na afirmação de PC Silva sobre qual torcida seria maior que a outra. Isso de fato pouco importa. Nessa questão, fico com a pesquisa feita pela Gazeta do Povo em 2008, a mais recente feita e completa feita na terrinha (cujo decepcionante resultado estadual é Corinthians em primeiro) e que está nesse link, a quem interessar possa.

A polêmica no caso é outra: porque é que nem Paraná, dono da casa, nem Atlético, locatário (e com supostos 17 mil sócios a atender) ainda não instalaram as câmeras de segurança que faltam para que a Vila Capanema receba mais que os 9.999 torcedores permitidos no momento?

De que adianta Paulo César Silva jogar uma provocação no ar para atrair público ao estádio se o mesmo não dá suporte a quem aceitar a parada? Porque o Atlético, locatário ao menos pelo Paranaense, não se preocupa em atender o volume total de sócios que tem, já reduzidos em 9% segundo matéria recente, bancando parte ou exigindo do proprietário a instalação das câmeras?

Motivos não faltam para que ambas as torcidas possam ir ao jogo. O Tricolor chegará a 14/03 sem ter feito uma partida oficial sequer para seu povo em 2012. A primeira, na última quarta, foi na distante Lucas do Rio Verde. Foram meses de angústia sem saber que time estaria em campo, sem o prazer de ver o clube do coração atuar. E quando o fez, trouxe bom empate do Mato Grosso. Já o rubro-negro precisa da vibração de sua gente para reverter o resultado. E apesar das decepções recentes, conta com uma torcida fanática e numerosa, que lotaria, só com o número divulgado de sócios, as dependências do Durival Britto e Silva.

A mesma razão pela qual o torcedor paranista lotaria o estádio tira qualquer justificativa das diretorias: houve tempo de sobra para que a situação das câmeras de segurança fossem instaladas. E a segurança foi prerrogativa básica do Atlético para trocar o Ecoestádio pela Vila. É um grande ponto de interrogação.

Não adianta discutir o tamanho das torcidas enquanto o tamanho do pensamento dos dirigentes não mudar.


Copa do Brasil: mais preparativos do quarteto paranaense

O Jogo Aberto Paraná apresentou hoje reportagem especial sobre a largada da Copa do Brasil, que começa amanhã para Atlético, Operário e Paraná e na próxima semana para o Coritiba. Confira matéria de Diego Sarza e veja mais detalhes abaixo:

Sampaio Corrêa x Atlético

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Nhozinho Santos, São Luís, MA

Na história: 4 jogos, 3 vitórias do Atlético, 1 empate; 7 gols pró, 2 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2010, na 2a fase, 1-1 em São Luís, 2-0 em Curitiba
Último confronto: 01/04/2010, Atlético 2-0 Sampaio Corrêa
Na Copa do Brasil 2011: 7o. colocado
Melhor desempenho:  6o em 1992 e 1997

Luverdense x Paraná

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Passo das Emas, Lucas do Rio Verde, MT

Na história: nunca se enfrentaram. Contra times do MT, são 1 vitória e 1 empate contra o Operário e 1 vitória e 1 derrota para o Mixto
Na Copa do Brasil: Em 2009, contra o Mixto: 2-1 em Curitiba e 1-2 em Cuiabá
Último confronto: não existe
Na Copa do Brasil 2011: 24o. colocado
Melhor desempenho:   5o em 1995 e 2002

Operário x Juventude

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Germano Kruger, Ponta Grossa, PR

Na história: 2 jogos, 2 empates: 2-2 em Ponta Grossa e 1-1 em Caxias do Sul, na Série B de 1989
Na Copa do Brasil: nunca disputou
Último confronto: 29/11/1989, Juventude 1-1 Operário
Na Copa do Brasil 2011: não participou
Melhor desempenho: primeira participação

Nacional x Coritiba

Quarta 14/03 – 20h30 – Estádio Roberto Simonsen, Manaus, AM

Na história: 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota; 10 gols pró, 5 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2001, na 2a fase, 2-2 em Manaus, 2-1 em Curitiba
Último confronto: 18/04/2001, Coritiba 2-1 Nacional
Na Copa do Brasil 2011: vice-campeão
Melhor desempenho: 2o lugar em 2011

Vem aí a Copa do Brasil

Em 2011, faltou um gol para o Coritiba

Vai começar a Copa do Brasil. Atlético, Operário e Paraná entram em campo nesta quarta, 07/03, pela primeira fase; o Coritiba só joga no dia 14/03, pela mesma etapa da competição.

Com os Estaduais eternamente deficitários – exceção feita ao Paulistão – a Copa do Brasil é a chance dos clubes salvarem o semestre. O tal “caminho mais curto para a Libertadores” realmente existe: em apenas 10 partidas, uma equipe pode arrebatar um título nacional (o segundo mais importante do País) e disputar a competição mais importante das Américas.

Será a última edição da Copa do Brasil com 64 clubes e durante apenas o primeiro semestre. No ano que vem a competição crescerá, passando a abrigar 86 clubes e correndo de março a novembro, em paralelo com o Campeonato Brasileiro. Além disso a CBF permitirá que os clubes brasileiros que disputam a Libertadores na mesma temporada também estejam na Copa. Será mais difícil, portanto.

Neste ano os quatro paranaenses entram com motivações distintas. Os principais candidatos ao título são Cruzeiro, São Paulo e Grêmio. Outros times com camisa, como Atlético Mineiro, Palmeiras e Botafogo podem surpreender. O Botafogo, aliás, é o único dos grandes do Rio a estar na competição. Isso porque enquanto Flamengo e Fluminense foram bem no Brasileirão 2011, o Vasco é o atual campeão – fato bem gravado na memória da torcida coxa-branca, que viu o time perder a taça pelo critério de gols fora de casa no ano passado. A tabela está aqui.

Atlético, Coritiba e Paraná terão a oportunidade de matar a disputa na primeira fase se vencerem seus jogos por dois ou mais gols de diferença; o Operário, que recebe o Juventude-RS, não tem esse privilégio.

O blog então apresenta um pequeno guia para a competição, por ordem alfabética:

Atlético

Rebaixado para a Série B em 2011, o Furacão está em reconstrução e deu bons sinais no primeiro turno do Paranaense. A Copa do Brasil aparece com dois objetivos para o clube: testar o time para tentar o acesso à elite brasileira no segundo semestre e, porque não, resgatar o orgulho ferido com o título da competição. Mas não será fácil.

O destaque: 

Furlan: olho nele

Com um time recheado de garotos, o Atlético tem encontrado o ponto de equilíbrio na armação em Bruno Furlan, formado no CT do Caju e de retorno após uma temporada no Dínamo Minsk, da Bielorússia. Furlan tem demonstrado ser o mais maduro dos jovens lançados no Paranaense, com atuações regulares.

O adversário:

O rival do Atlético na primeira fase é o Sampaio Corrêa, do Maranhão. O Sampaio é o líder do Maranhense-2012. O time tem uma certa tradição no cenário nacional, sendo o principal time do Maranhão ao lado do Moto Clube. O meia Kerdson chama a atenção no elenco do Sampaio. Se é bom jogador eu realmente não sei, mas Kerdson é um belo nome, convenhamos. Em 2011, o Sampaio foi o 22o. colocado e surpreendeu na primeira fase ao eliminar o Sport Recife com dois empates. Acabou eliminado na fase seguinte, pelo Santo André-SP, ganhando um jogo (3-2) e perdendo outro (1-0), caindo nos gols marcados fora.

A tabela:

Se passar pelo Sampaio, o Atlético pega Criciúma ou Madureira. O Tigre é um dos adversários do Furacão na Série B do Brasileiro. A chave rubro-negra pode resultar em confrontos contra Paraná e Operário, mas o caminho até a final pode passar por Palmeiras e/ou Grêmio.

Coritiba:

Vice-campeão em 2011, o sonho da torcida coxa-branca é ver o clube novamente na decisão – mas dessa vez com final feliz. No entanto, pelo que vem apresentando no Paranaense, o Coxa não inspira a mesma confiança de 2011. Pode usar a competição para ter uma real noção do que enfrentará na Série A, na qual representará solitariamente o Estado. É o clube paranaense que tem o melhor desempenho histórico da competição e forma, ao lado do rival Atlético, de Grêmio, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Bahia, Sport, Cruzeiro e Atlético-MG, o grupo de mais peso na Copa do Brasil. Não pode ser subestimado, mas terá que melhorar muito para repetir 2011.

O destaque:

Rafinha: ele é quem decide

No atual criticado time do Coritiba, ele desequilibra. Rafinha é o craque do Coxa e tem sido quem apresenta o melhor futebol entre os jogadores do time. O meia-atacante perdeu os colegas das tabelas insinuantes de 2011, Marcos Aurélio e Davi, mas conduz a equipe ao ataque, sempre com velocidade, além de ser um grande definidor.

O adversário:

O Nacional Futebol Clube é o primeiro desafio do Coxa na Copa do Brasil 2012. O Nacional é o clube mais vezes campeão amazonense: 40 títulos, contra 17 do Rio Negro, seu mais tradicional rival. Venceu o Fast clube por 1-0 nas semifinais do 1o turno do Amazonense e vai decidir o título com o Princesa do Solimões. O destaque do Naça é o meia Messi. Não, não é aquele do Barcelona e sim um jogador revelado pelo América-AM. Se ele é bom como o argentino, só saberemos em 15/03 – mas até aqui, parece mais discreto que El Puga. Em 2011, o Naça não disputou a Copa do Brasil.

A tabela:

Eliminando o Nacional, o Coritiba terá pela frente o vencedor de ASA-AL x Santa Quitéria-MA. O primeiro adversário de peso pode vir só nas quartas: o Sport Recife. Botafogo e Atlético-MG também estão na chave do Coxa. O São Paulo é o time mais forte neste lado da competição e um possível adversário nas semifinais.

Operário

Completando 100 anos em 2012, o Fantasma ganhou de presente a Copa do Brasil. E pelo que vem mostrando no Estadual, a maior pretensão do time de Ponta Grossa é não ser eliminado no primeiro jogo pelo tradicional Juventude, de Caxias do Sul, campeão da Copa em 1999. Terá que melhorar muito até a estréia.

O destaque:

Ceará é um dos sobreviventes de 2011

Bem na campanha do terceiro lugar no Paranaense 2011, o meia Ceará esteve perto de defender o Londrina nesta temporada, mas teve o empréstimo prorrogado com o Fantasma. Tem talento, mas está sozinho em um time enfraquecido, que perdeu destaques como o goleiro Ivan e o meia Cambará. Um trunfo está no banco: em 2010 o técnico Lio Evaristo eliminou o Juventude com o Corinthians-PR.

O adversário:

O Esporte Clube Juventude é um dos mais tradicionais clubes do Rio Grande do Sul, tendo destaque no Brasil com um título da Copa do Brasil (em 99, sobre o Botafogo) e uma Série B. Mas vive um momento delicado, depois de ter sido rebaixado consecutivamente da Série A, em 2007 – após 13 anos na elite – até acordar na Série D, em 2010. Em 2011, não disputou a Copa do Brasil. Nesse ano, foi semifinalista do primeiro turno do Gaúchão (vencido pelo rival Caxias), mas perdeu para o Novo Hamburgo. Chama a atenção um trio que passou pelo Atlético sem nenhum brilho: o meia Mithyuê, o lateral-direto Elder Granja e o atacante Zulu.

A tabela:

Se eliminar o Juventude, o Operário pega o vencedor de Cuiabá x Portuguesa-SP. O Fantasma está na chave de Atlético e Paraná – e também de Grêmio, Palmeiras, Náutico, Bahia…

Paraná

A Copa do Brasil pode ser mais um problema do que uma solução para o Tricolor, que terá que disputar nesse ano a Série B nacional e a segunda divisão estadual. Só que a estréia do Paraná na Copa está cercada de expectativa pois será o primeiro jogo oficial do time em 2012. Sem calendário até a data do primeiro jogo, o Paraná só realizou jogos-treino enquanto se reinventava com a dupla Alex Brasil na gestão do futebol e Ricardinho, ídolo como jogador, agora técnico. A Copa pode medir a força paranista para o resto da temporada.

O destaque:

Ídolo em campo, Ricardinho deu status ao banco tricolor

Não poderia ser outro: Ricardinho, pentacampeão mundial com a Seleção em 2002, volta ao clube que o revelou para o futebol agora como técnico. É graças a Ricardinho que o Paraná conseguiu reforços por empréstimo do Corinthians (em especial o atacante Douglas), Atlético-MG e Vasco. O ex-meia abriu portas para o Tricolor no mercado, mesmo com problemas financeiros. A dúvida por ora é saber como ele irá se comportar como técnico, na primeira experiências na função.

O adversário:

O Luverdense-MT, da cidade de Lucas do Rio Verde, está em quarto lugar no Matogrossense, dentro da zona de classificação para as semifinais. Mas perdeu por 2-0 para o Cuiabá na última partida antes da Copa do Brasil. O Luverdense não é um total desconhecido do futebol paranaense: em 2010, enfrentou o Coritiba e foi eliminado com duas derrotas por 0-1. No ano passado, não participou da competição. Valdir Papel, que já passou pelo Vasco, é o rosto mais conhecido do time.

A tabela:

Se passar pelo Luverdense, o Paraná enfrenta o vencedor de Ceará e Gama. Pode pegar o Palmeiras nas oitavas e tem ainda a perspectiva de enfrentar Grêmio e Atlético.

Casa nova

A sensação é aquela como a aí de cima: o chute bem executado, a superação dos obstáculos, a meta atingida. É um gol! – daqueles que deixa o autor orgulhoso.

A partir de hoje, me junto a muita gente boa aqui na equipe de esportes do Portal Bem Paraná.

É uma conquista. Fazer parte de um dos maiores e mais respeitados portais de informação do Paraná, levando a você informações, debates, curiosidades. Um gol cuja jogada começou lá atrás, num passe do parceiro Leonardo Mendes Júnior, que me cobrou em termos menos educados do que a frase a seguir descreve: “Poxa vida, você deveria ter um blog, pombas!”

O lançamento foi preciso e a galera gostou. Em 8 meses de existência independente, o blog chegou a mais de 100 mil visitas, mais de 10 mil por mês. Um espaço democrático e educado, que só se tornou o que é graças a aceitação do torcedor.

Então pintou o apoio daquela meiúca qualificada: Lycio Velloso, Silvio Rauth Filho e o pessoal do marketing e suporte, Rachel e Octávio, com a coordenação da Josianne Ritz. A tabelinha foi boa, assim como já é no Jogo Aberto Paraná com o pessoal da Band Curitiba e da Hands Up produções e no Jornal Metro Curitiba, com a equipe toda. Aí, na cara do gol, foi fácil empurrar pras redes.

Nesse primeiro post, quero agradecer a você que me ajudou a trazer o blog pra cá. É, você mesmo, o leitor. E quero dar boas vindas a você que ainda não me conhece e está trocando idéias comigo pela primeira vez. Recomendo um passeio pelos links dos clubes, sempre com muita informação de bastidores e crônicas sobre o momento. Olhae, mastigadinho hein: Atlético, Coritiba, Operário e Paraná, por ordem alfabética. Ah, sim, às vezes solto algo do Londrina ou do interior no geral também.

Se você gosta de mulheres bonitas e camisas de futebol, dê um passeio pelo Que beleza de camisa!, série especial com minhas colaboradoras no Jogo Aberto Paraná: Carol boa de Bola (hoje em outros desafios) e a parceira Kelly Pedrita.

Se o teu negócio é curiosidades e rock’n’roll, tente o Cover da Semana, outra seção bacana – e que ainda segue em produção.

E sinta-se a vontade para criticar, debater, sugerir, etc. Conversa em alto nível sempre vai bem, aqui no blog ou no twitter: @napoalmeida

É isso. A mudança já foi feita, as roupas estão no guarda-roupa e a TV instalada. Como é sexta, vou tomar aquele refresco, porque a semana foi puxada.

Mas como amanhã tem rodada, o próximo post já vai falar de bola. Ela não para, né? Nem nós. Afinal, um gol só não garante título e a partida já está recomeçando…

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 29/02/2012

Conquista merecida

Começa hoje o 2o turno do Campeonato Paranaense. Tudo zerado: todos os times tentarão se juntar ao Atlético na decisão da competição – isso se o próprio Rubro-Negro não faturar a taça antecipadamente, ganhando também essa etapa. A conquista foi surpreendente, mas merecida. Rebaixado no Brasileirão 2011, o Atlético começou do zero, trazendo um treinador pouco conhecido no Brasil, o uruguaio Juan Ramón Carrasco. Deu certo: ele aproveitou algumas peças do time que foi mal em 2011 e recheou de garotos da casa. E, principalmente, deu cara de equipe ao time. Mesmo tropeçando diante do Arapongas, fez frente ao Coritiba no clássico e errou menos que o Coxa, que era reconhecidamente favorito ao título. E ainda é, mas já sabe que terá que correr mais para justificar a “fama”. Do interior, duas boas surpresas: Cianorte e Arapongas. Não deve fugir disso, com as diferenças entre os times se acentuando mais daqui até o fim.

Em alta

A campanha que Carrasco fez no primeiro turno no Atlético já foi suficiente para que o mercado latino cogitasse o técnico na Universidade Católica, do Chile. O jornal La Tercera, de Santiago, noticiou que ele estaria na lista do clube para substituir Mário Lepe. “Só estou sabendo disso agora. Estamos muito contentes e com a cabeça aqui no Atlético”, disse em coletiva ontem.

Em baixa

Já o também uruguaio Morro García, atacante que chegou ao Atlético como a mais cara contratação do futebol paranaense em todos os tempos, ficou de fora da lista provisória da Seleção Uruguaia para os jogos Olímpicos de Londres. Com 21 anos, García não está nem entre os 74 jogadores pré-selecionados.

Grife

“Depois que o Ricardinho chegou, as coisas facilitaram e muito”, disse Alex Brasil, gerente de futebol do Paraná, nos bastidores do programa Jogo Aberto Paraná da BandCuritiba. Ele comemorou a receptividade que vem tendo ao procurar novos atletas, com o “selo Ricardinho” a tiracolo. O calendário com as segundas divisões estadual e nacional poderia ser repelente, mas o gerente já trouxe atletas da base do Corinthians e Atlético-MG.

Caminho tortuoso

A FPF divulgou ontem a tabela da Segunda Divisão do Paranaense: o Paraná estréia em casa contra o Jr. Team, de Londrina, no dia 01/05, uma terça, feriado. No dia 19/05 haverá o primeiro conflito de datas entre a Série B nacional e a estadual: está marcado o início da competição brasileira para o mesmo dia da rodada que prevê Paraná x Grecal, de Campo Largo.

Bomba ou boato?

Circulou durante todo o dia de ontem a informação de que o meia Alex, ídolo do Coritiba, estaria voltando ao Coxa. A informação partiu de um site sobre o futebol turco. Pelo Twitter perguntei objetivamente ao jogador: está voltando? “Só especulação. Os caras põe na net e criam um monstro!”

Tabela comentada e Guia da Segunda Divisão do Paranaense

Deu discussão, polêmica, disputa política, desistências no meio do caminho e tudo o mais, mas não teve jeito: a FPF confirmou a Segunda Divisão do Paranaense para maio e hoje soltou a tabela. É o caminho que o Paraná Clube terá que fazer para voltar à elite estadual. E prepare-se: as confusões seguirão. A tabela tem conflito de datas com a Série B nacional e o Tricolor já anunciou que deve recorrer, ao lado do Sindicato dos Atletas Profissionais, para não entrar em campo em menos de 66 horas quando as partidas tiverem até 150km de distância entre as sedes e 72h para as demais. Rolo né?

Outrora chamada de Série Prata (a mudança para Segunda Divisão aconteceu em 2009), a competição tem o regulamento parecido com o da primeira: turno e returno com campeões indo à final; se for o mesmo time, game over: é o campeão direto.

Mas o regulamento tem uma armadilha a mais: os campeões de cada turno terão a companhia do 3o e 4o colocados na soma dos turnos em uma semifinal olímpica: o 1o. pega o 4o. e o 2o enfrenta o 3o. A situação, digamos sui-generis, fez com que a última rodada do segundo turno do ano passado tivesse o seguinte quadro: se o Toledo perdesse para o Serrano na última rodada, estaria automaticamente classificado a primeira divisão; se ganhasse, precisaria disputar a semifinal.

O jogo deu empate enquanto o Londrina vencia o Foz por 3-1 e ficava com o título antecipado. Mas o Foz empatou em 3-3 e levou tudo para as semis. Aí Londrina e Toledo se garantiram na elite contra Nacional e Grêmio Metropolitano, que ganhou a vaga que seria do Foz na justiça.

Mas tá marcado e agora vamos dar um giro pelo Estado do Paraná, conhecer o vôo da Gralha:

01/05 – Paraná x Jr. Team – 1o turno
02 ou 03/06 – Jr. Team x Paraná – 2o turno

A primeira partida é em casa. O Tricolor recebe o Júnior Team na Vila Capanema. O Júnior Team Futebol é um antigo braço do Londrina: um grupo gestor passou a tocar a base do Tubarão e a nomeou de Londrina Jr. Team. O contrato foi desfeito e o clube seguiu sua vida, agora com categoria profissional. O Jr. Team manda seus jogos no Estádio do Café e pela estrutura, promete ser um dos mais difíceis adversários do Tricolor. Em 2011, foi o campeão da terceira divisão estadual.

05 ou 06/05 – Cascavel CR x Paraná – 1o turno
06 ou 07/06 – Paraná x Cascavel CR – 2o turno

Serão 503km até Cascavel para o segundo desafio: o Cascavel Clube Recreativo (cujo site não se atualiza desde 2010…) clube que foi rebaixado com o Paraná para a segundona local. Nos dois confrontos em 2011, duas vitórias paranistas: 2-0 na Vila e 2-1 em Cascavel. O Cascavel CR não é o mesmo que o FC Cascavel. O último pertence ao ex-lateral Belletti e desistiu de participar da competição. Os jogos da Cobra serão no Estádio Olímpico.

Em 1980 dois precursores das equipes dividiram o título do Estadual. Cascavel e Colorado decidiram o campeonato da primeira divisão, mas a partida acabou na confusão que a Gazeta do Povo relembrou nesse link.

09 ou 10/05 – Metropolitano x Paraná – 1o turno
09 ou 10/06 – Paraná x Metropolitano – 2o turno

Na terceira rodada de cada turno, o Paraná pega um dos Grêmios Maringá desse campeonato: o Metropolitano. Em 2011, o GMM ficou no quase no acesso. Mas em 2012 o clube, que não tem site oficial, já enfrenta problemas salariais, de acordo com o jornal O Diário. Pudera: se fazer futebol em Curitiba já é difícil com quatro clubes profissionais de (algum) porte, imagine em Maringá, com dois. Ao menos o Paraná jogará na mais paranaense cidade do norte, no estádio Willie Davids e em uma terra em que brotam belas mulheres e fica a 438km de Curitiba.

12 ou 13/05 – Paraná x Cincão EC – 1o turno
13 ou 14/06 – Cincão EC x Paraná – 2o turno

Mais uma partida contra uma equipe de Londrina: o Cincão Esporte Clube, clube fundado em 2010 e que já enfrentou o Valencia e o Levante, em um mini-torneio na Espanha, com times de base (o Santos esteve nessa também). O nome Cincão faz referência a região dos Cinco Conjuntos de Londrina, um bairro importante na capital do Café. O símbolo do clube tem alusão à bandeira da cidade, mas o clube tem mandado jogos em Rolândia, cidade vizinha. Pode incomodar.

16 ou 17/05 – Nacional x Paraná- 1o turno
16 ou 17/06 – Paraná x Nacional – 2o turno

Será o último jogo do Paraná antes da estreia na Série B nacional… contra o Nacional. O Nacional Atlético Clube é um dos mais tradicionais clubes do Estado (fundado em 1947) e que no ano passado quase conseguiu o acesso. Deve ser um dos postulantes a isto nessa temporada. Já venceu duas vezes a segundona local.

Um dos “pais” do Paraná, o Britânia, faz parte da história do NAC: o primeiro jogo oficial do time de Rolândia (398km de Curitiba) foi uma derrota por 6-0 para o clube que deu origem ao Colorado.

19 ou 20/05 – Paraná x Grecal – 1o turno
20 ou 21/06 – Grecal x Paraná – 2o turno

Prepare-se: a partir daqui, começarão os conflitos entre as tabelas da Série B e da 2a divisão local. A CBF programou a estréia da Série B para 19/05, um sábado. Portanto, todas as datas acima desta (mesmo as já citadas anteriormente) terão algum desencontro entre FPF e CBF. Como a Série B tem jogos terças, sextas e sábados, e é necessário um intervalo de 66h entre os jogos, será complicado precisar como e quando os jogos sairão.

Mas sairão. O Grecal (Grêmio Recreativo Esportivo Campo Largo) herdou a vaga do AGEX/Iguaçu e vai disputar o acesso pela primeira vez. E no segundo turno será a viagem mais curta: o Paraná visita o Grecal na capital da cerâmica, Campo Largo. São apenas 31km entre as cidades e quase não se vê estrada entre Curitiba e Campo Largo, com área praticamente urbanizada.

O estádio Atílio Gionédis não tem iluminação e é a casa do Grecal. O técnico do time de Campo Largo é Ricardo Pinto, ex-ídolo do Atlético e técnico que passou pelo Paraná na campanha desastrosa de 2011.

23 ou 24/05 – Grêmio Maringá x Paraná– 1o turno
23 ou 24/06 – Paraná x Grêmio Maringá – 2o turno

O Tricolor voltará a Maringá na 7a rodada do turno para pegar o time do folclórico Aurélio Almeida. O Grêmio de Esportes Maringá é o único time da segundona que tem títulos de primeira divisão, ao lado do Paraná: são três conquistas, todas há mais de 35 anos: 1962-63 e 1977. O Grêmio Maringá também foi o primeiro time paranaense a ser campeão brasileiro: em 1969 desbancou o Santos de Pelé no Torneio dos Campeões da CBD e seria o representante do País na Liberadores… se a CBD não desistisse de mandar times para a competição. Recentemente, na onda do reconhecimento dos títulos da Copa Brasil e Robertão, o GEM tentou também sua cartada, sem sucesso.

Mas esse passado é distante e o Grêmio só vai disputar a Segundona porque o FC Cascavel desistiu da disputa e abriu vaga ao time que estava na Terceirona. Aurélio Almeida não é bem visto entre os empresários da cidade e tenta manter o clube funcionando em uma nova empreitada, como já fez com Império do Futebol-Império Toledo e Real Brasil. Entre bazófias como trazer o Boca Juniors para um amistoso de pré-temporada e o passado glorioso o Grêmio, infelizmente, não deve disputar acesso.

26 ou 27/05 – Foz do Iguaçu x Paraná– 1o turno
27 ou 28/06 – Paraná x Foz do Iguaçu – 2o turno

A viagem mais longa: 643km para encarar o Foz, punido pelo TJD-PR no ano passado, no Estádio ABC. O Foz do Iguaçu Futebol Clube esteve a pique de subir para a elite, mas perdeu seis pontos pelo uso irregular do jogador Alisson. Com isso, não disputou as semifinais da Segundona 2011, mas deve vir forte para essa temporada.

30 ou 31/05 – Paraná x Serrano – 1o turno
30/06 ou 01/07 – Serrano x Paraná – 2o turno

Ufa! Com dois turnos espremidos em um mês cada, sem contar as possíveis transferências de datas em função da Série B, o Paraná encara o Serrano de Prudentópolis, 208km de Curitiba, a última rodada de cada fase. O Serrano Centro Sul-Esporte Clube não tem site oficial e tenta voltar ao rumo: em 2009 chegou a ser vice-campeão da Recopa Sul-Brasileira, perdendo a taça para o Joinville EC; mas no Estadual de 2010 perdeu a força e acabou rebaixado. Manda jogos no Estádio Newton Agibert, sem iluminação.

Perdemos

Torcida única ocupará Vila Capanema no Atletiba 349

Perdemos todos. A notícia de que o Atletiba 349 terá apenas uma torcida presente (a do Atlético, o que faz por consequência que o Atletiba 350, no Couto, só tenha coxas-brancas) é um atestado de como retrocedemos no tempo. De como nós, paranaenses, não sabemos conviver desportivamente. De como a sociedade atual caminha para um lugar ainda mais obscuro, com os bons se fechando nos muros sob a sombra da violência.

A decisão da PM em conjunto com os clubes é preguiçosa. Tem como base o mau comportamento de alguns vândalos que se aproveitam das camisas das organizadas (algo explicado em várias obras antropológicas) para agredir quem os mesmos entendem ser diferentes. Problema crônico que seria sanado com punição correta, sistema judiciário eficaz – como na Inglaterra – e banimento dos responsáveis. Quiça das organizadas, que têm lá sua função social mas colhem muito mais o bônus (como venda de camisas alusivas aos clubes sem royalties) do que pagam o ônus. Quando há confusão, “é impossível controlar o grupo.”

Só que segurança pública vai além de um ou dois grupos de marginais. Vai ao fato de que o mesmo governo que só aparece para fotos pouco faz na condução do processo Copa 2014. Mais do que isso: Curitiba hoje é considerada a 6a capital mais violenta do Brasil. Como por aqui mata-se o cachorro para se acabar com as pulgas, lá vamos nós a mais uma invenção dos cartolas: agora, somos incapazes de dividir arquibancada com outros seres humanos, apenas porque gostamos de cores diferentes.

Claro, há muito mais por trás do que só a questão segurança. Não é a primeira vez que o tema vem à tona – embora só agora ele esteja praticamente concretizado. Desde 1996, quando do Atletiba 284 (aquele 0-0 que garantiu o Coxa na decisão contra o Paraná), Mário Celso Petraglia já queria que os estádios recebessem torcida única. A idéia por trás do fato é simples: sem a obrigatoriedade de se vender entradas aos visitantes, a capacidade real do estádio está voltada aos sócios, principais colaboradores do clube. Não é ruim, mas é anti-democrática e sectarista. Mesmo na Europa, em clássicos como Barcelona x Real Madrid ou Celtic x Rangers, que envolvem questões políticas ou religiosas com histórico muito acima dos vistos nos Atletibas, há a reserva mínima aos visitantes. Afinal, é apenas futebol, não uma disputa de vida ou morte.

E diga-se que o sim de Vilson Ribeiro de Andrade também não foge à risca. Aliás, o dirigente coritibano, revolucionário no Alto da Glória, tem muito de Petraglia na maneira de atuar. Mais democrático, é verdade, mas com idéias similares. Uma delas é a proibição (na minha visão correta) das faixas de organizadas, vetando a publicidade de um concorrente mercadológico em materiais esportivos, que não paga royalties e vampiriza preços. Para o torcedor comum, uma camisa da Fanáticos ou da Império tem o mesmo valor sentimental que uma da Umbro ou Nike do clube.

Vale ressaltar que em 5 anos, desde a definição da Copa na Arena, não se buscou um acordo. Vale dizer que o Atlético agiu pessimamente em não procurar diretamente o Coritiba; que o Coxa fez ouvido mouco, pressionado pela torcida (mais intolerância) para não ceder o estádio, algo plantado sine qua non – mesmo com décadas de usufruto múltiplo da praça; que noves fora a questão Arena-Governo-Copa, a vantagem técnica de se jogar em casa valia pressão pró-Coritiba, o que se inverteu pelos resultados, e o Atlético desinteressou-se em jogar no estádio rival, pensando também na disputa, mesmo após a primeira abertura de Vilson Ribeiro.

Compreendido isso, é importante lembrar que optamos pelo caminho da separação. Bem distante dos Atletibas históricos da década de 70, como por exemplo na decisão de 1978, quando quase 180 mil pessoas, dividindo o Couto Pereira meio a meio, viram três 0-0 épicos (Manga decidiu o título nos pênaltis a favor do Alviverde). A separação é um passo perigoso pela intolerância. Sai de campo a flauta, a boa rivalidade, entra em campo o ódio. Simplesmente não sabemos conviver.

Tecnicamente, ampara-se a escolha na falta de tempo para a instalação de outras 7 câmeras de segurança na Vila, o que limita a capacidade para 9.999 expectadores – dos quais, pelo regulamento 999 deveriam ser coxas. A capacidade liberada é maior que a suportada na inauguração do primeiro estádio paranaense, a Baixada, em 1914. Lá, se enfrentavam América, Internacional, Coritiba, Britânia e tantos outros, sempre com o apoio dos seus simpatizantes.

Passados 98 anos, estamos piores como sociedade.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 15/02/2012

O que vem por aí

Mário Celso Petraglia apresentou uma série de novidades ao conselho atleticano após a visita do Ministro do Esporte Aldo Rebello à Curitiba. Aos poucos o clube irá confirmar as informações via site oficial – Petraglia disse a amigos que não falará tão cedo com a imprensa – mas a coluna antecipa alguns bônus que a Copa está trazendo ao clube e à cidade. O primeiro deles é um projeto piloto de mini-usina solar na Arena, tendo a Copel e a Eletrobrás à frente, com o Atlético recebendo R$ 25 milhões para a execução. A energia a ser produzida suportará a demanda da Arena e o excedente será usado na região. A estimativa é que a produção chegue a 2,2 megawatts de potência. Petraglia ainda apresentou outras duas novidades: a rua Buenos Aires deixará de existir na frente da Arena, tornando-se um calçadão integrado com a praça Afonso Botelho, que será um centro de convivência da prefeitura. E o clube montará uma escola para crianças carentes na região do Umbará, próximo ao CT, em parceria com a prefeitura, que fornecerá a mão de obra.

 

Os ônus

A indefinição no estádio onde mandará os jogos – e também a queda para a Série B – já fez o Atlético perder cerca de 6% dos sócios, número considerado baixo pela atual gestão. No entanto, a forma de pagamento antecipado via cartão acaba impedindo maior inadimplência. O clube lançou campanha de marketing tentando fidelizar o torcedor e busca um acordo com o Paraná Clube para mandar jogos na Vila Capanema. Além disso, o Atlético afirma que já aplicou R$ 15 milhões na obra da Arena e irá financiar R$ 135 milhões junto ao BNDES contando com os títulos de potencial construtivo como garantia.

Aluga a Vila!

Tendo por base a necessidade atleticana e olhando também para seu próprio bolso, alguns funcionários do administrativo confidenciaram que torcem para que o Paraná Clube alugue a Vila Capanema para que o Atlético mande seus jogos ao menos até o final do estadual. Os salários de diversos colaboradores na área social do Tricolor estão atrasados; na última segunda, o clube acertou a dívida que tinha até o mês de novembro/11, mas já tem mais três meses a vencer. O Paraná pediu R$ 120 mil por jogo ao Atlético, que ofereceu R$ 30. Sai meio termo?

Nota: Durante a tarde desta quarta (15/02), a diretoria do Paraná entrou em contato com o blogueiro e garantiu que depois de acertar os salários dos colaboradores até novembro na segunda passada, ainda ontem pagou também os vencimentos de dezembro.O aluguel da Vila Capanema por 8 jogos também está praticamente certo, embora o clube não queira abrir o valor da locação – o que não resolverá muito, pois constará no borderô da primeira partida que o Atlético realizar na Vila.

Reforços gringos no Coxa?

Depende de um investidor o anuncio do acordo do Coritiba com o médio-volante Luís Enrique Cáceres, 23 anos, do Cerro Porteño. O valor de US$ 1,6 milhão para trazer o jogador está além do que o Coxa pretende investir. Cáceres e seus empresários quer abrir mercado no Brasil e ele foi oferecido ao Alviverde.Segundo o empresário Audinei Azevedo resta agora o aval de um grupo investidor que viabilizaria a vinda do jogador ao Coxa por pelo menos até o final da temporada. O clube não confirma o acerto, mas reconhece o interesse no jogador. O Coritiba também negou o boato que surgiu em Porto Alegre de que o atacanrte Ezequiel Miralles, ora no Grêmio, estaria acertado com o clube: “Não tem nosso perfil”, disse o superintendente Felipe Ximenes.

Rápidas e Precisas

Início de noite agitado nessa segunda-feira, aproveito para atualizar o blog com os temas do dia:

Atletiba 349

Ainda não há confirmação do local, mas desde o pedido do Ministério Público-PR para que o jogo não seja no Eco-Estádio, passou-se a buscar soluções. Como é de conhecimento público, Vilson Ribeiro de Andrade abriu a possibilidade de realizar os dois clássicos no Couto Pereira, mas não foi procurado pelo Atlético. Quem procurou o Coritiba foi a CBF, apenas consultando a possibilidade de emprestar o estádio ao Rubro-Negro – diferente da requisição impositiva da FPF, que ainda terá julgamento no STJD.

Hoje o repórter Eduardo Luiz, da rádio 98 FM, trouxe a informação de que o jogo será na Vila Capanema. A diretoria do Paraná não confirmou o empréstimo do estádio ao Atlético, mas admitiu que houve nova conversa, desde o episódio das notas oficiais. Porém tudo foi intermediado pela FPF e o Tricolor quer negociar diretamente com o Atlético. A possibilidade existe, mas além da necessidade de uma reunião entre Paraná e Atlético, o estádio precisa ser liberado. “Mas é coisa simples. São alguns laudos que têm de ser renovados, se tiverem pressa, dá até quarta. Depois complica, porque já é carnaval”, disse-me Amilton Stival, vice-presidente da FPF. Ele também negou que o jogo já esteja confirmado para a Vila, na quarta de cinzas, 22.

Caso o jogo se confirme para a Vila Capanema, será o 17o. Atletiba na casa tricolor. O último foi há 35 anos, o #190, no dia 23/01/1977, vencido pelo Coritiba por 3-1. A vantagem estatística nos jogos no Durival Britto e Silva é coxa-branca: 8 vitórias e 35 gols marcados contra 5 vitórias e 23 gols do Furacão. Dois jogos realizados na Vila entram na lista dos mais importantes do clássico: a maior goleada do confronto, imposta pelo Coritiba por 6-0 em 14/11/1959 e o histórico Atletiba de Paulo Vecchio, de 1968, quando o Atlético ia vencendo por 1-0 até os 46/2T e ficando com uma taça que não via há 10 anos, mas viu o atacante alviverde empatar no último minuto e prorrogar a agonia o Furacão com o título do Coxa.

Luís Enrique Cáceres

O meia do Cerro Porteño deve ser o novo reforço do Coritiba. Uma reunião entre os empresários do jogador e a diretoria do Coritiba define entre amanhã e quarta-feira a contratação do jogador de 23 anos, que atua como segundo volante. Segundo informações, ele chega para suprir a vaga de Léo Gago, que foi para o Grêmio.

Cáceres é considerado um volante com chegada e qualidade na armação, além de bons arremates de fora da área. Abaixo, um gol dele pelo Cerro Porteño no Campeonato Paraguaio:

O jogador passará por exames. Ele teve um problema no joelho no ano passado, quando quase acertou contrato com o Atlético. O contrato também depende dessa aprovação.

Guerrón por Saulo?

Corre em Recife a informação de que o Sport está interessado em levar o atacante Guerrón e emprestar o goleiro Saulo por uma temporada ao Atlético. O interesse pernambucano foi confirmado pelo editor do Globo Esporte em Recife, Leonardo Aquino, mas sem precisar exatamente o avanço das negociações. No Atlético, como de praxe, nem um pio sobre o tema.

Saulo tem 22 anos e se destacou no ano passado por duas situações pitorescas. O primeiro foi quando marcou um gol de cabeça aos 45/2t contra o Vitória-PE no Campeonato Pernambucano 2011. Na comemoração, o goleiro machucou-se seriamente e ficou afastado do futebol por nove meses. Veja o lance:

A segunda foi extra-campo: mostrando que é mesmo pegador (característica importante a um goleiro) Saulo caiu na net em fotos e filmes pornográficos com uma garota. Segundo ele, a menina teria perdido o celular. Vale a pena ler a reportagem aqui.