Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 06/06/2012

Sentido litoral

Dois dos próximos jogos com mando do Atlético na Série B do Brasileiro serão no Estádio Fernando Charbub Farah, o Gigante do Itiberê, em Paranaguá. No entanto, o clube ainda tenta manter as demais partidas na Vila Capanema, contando com o apoio da CBF. As partidas contra Goiás e Ipatinga são as únicas 100% confirmadas para o estádio no litoral (98 km), com capacidade para cerca de 12 mil pessoas. Hoje, o clube divulga ter 14.434 sócios, que terão de percorrer a distância citada para ver o time. A média de público, entretanto, não tem ultrapassado as cinco mil pessoas. Uma das cartadas do Atlético para se manter em Curitiba, além da parceria na Copa, é o fato do volume de jogos do Paraná na Vila começar a diminuir, com o fim da Série Prata. A CBF tem marcado os locais dos jogos apenas dias antes dos mesmos.

Com que roupa?

Apesar de já estar há seis meses patrocinado pela Nike, o Coritiba ainda disponibiliza para seus jogadores, em treinamentos, material esportivo da antiga fornecedora, a Lotto. Segundo o clube, ainda faltam algumas peças, como o próprio material de treinamento. A justificativa da nova fornecedora é de que os materiais dessa linha são importados – por isso o atraso. Outra queixa, em especial da torcida, é a ausência da camisa 2 na linha de uniformes do Coxa. O modelo já foi aprovado pela diretoria e é predominantemente verde, para contraste com o número 1, lembrando a famosa “jogadeira”, com listras brancas. Deve ser lançada ainda no Campeonato Brasileiro, antes do aniversário de 103 anos do clube.

Desempenho

Escrevo antes do fim do jogo de ontem, entre Goiás e Paraná. O Tricolor costuma se dar bem no Serra Dourada, mas uma derrota lá é algo normal. Porém, já começa a pesar outra análise: a de que ao enfrentar times mais preparados que os da Série Prata estadual, o Paraná não tem conseguido resultados. Perdeu duas para o Palmeiras, perdeu para o América-MG, empatou com os paulistas Bragantino e Guarani (este, em casa) e como melhores resultados na temporada até aqui, dois empates com o Ceará, que valeram vaga nas oitavas da Copa do Brasil. Pode ser que o resultado que esteja nesse jornal traga novidades, mas começo a pensar que o elenco montado não é competitivo o suficiente para essa Série B. E não falo de acesso.

Arbitragem e reciclagem

Criticada ao longo de todo o Campeonato Paranaense, a arbitragem local continua desprestigiada com o início do Brasileirão. Apenas Evandro Roman e Héber Lopes estarão em campo nos 20 jogos das 3ª e 4ª rodadas. Cada um apitando um jogo. Os de sempre, sem renovação. A pensar.

Alerta tricolor

Douglas, a boa surpresa dos reforços do Paraná (foto: Kiu Aureliano)

Confesso que não tenho acompanhado mais que os resultados da Série Prata na campanha do Paraná. Nas duas vezes que me animei em ir ao estádio, choveu; não há televisão e, apesar de vários colegas narradores serem competentíssimos no que fazem, analisar esquema tático e desempenho só de ouvido é um risco muito grande.

Limitarei-me então a falar duas coisas sobre o título do primeiro turno do Paranaense Segunda Divisão, ganho ontem pelo Tricolor.

A primeira é que a campanha não deixa dúvidas do acerto na montagem do elenco e do preparo do time, elaborados, entre outros, por Alex Brasil e o técnico Ricardinho. O Paraná sobrou e só perdeu pontos em Rolândia. O maior susto foi estar perdendo por 2-1 para o Grecal, em casa. Acabou 5-2. Fez 22 dos 24 pontos possíveis até aqui (e ainda jogará com o Serrano, de Prudentópolis), abrindo distância de 6 pontos para o segundo colocado, o Júnior Team (pra mim, o outro favorito à vaga) em quem enfiou 6-1 no primeiro jogo. E isso jogando dia sim, dia não, em partidas intercaladas ora com Copa do Brasil, ora com Série B. Em resumo: sobrou.

Mas há um alerta a fazer, sem politicagem, na bucha mesmo: nada está ganho. O óbvio da frase ganha sentido ao olhar o regulamento da competição.

Caso você ainda não saiba, só há um jeito de o Paraná desinchar o calendário e acabar logo com essa segunda divisão: ganhando o segundo turno. A partir de agora, o Tricolor terá que se dedicar mais à Série B, um campeonato muito mais difícil que a Prata. Pode acabar relaxando no Estadualzinho. E isso pode sair caro.

O regulamento da segundona local é diferente do da primeirona. O vencedor do 1o turno NÃO garante vaga na decisão; se por um acaso qualquer outro time vencer o segundo turno, haverá uma semifinal entre os 4 melhores colocados, com cruzamento a partir da pontuação. O 1o pega o 4o e o 2o enfrenta o 3o, em dois jogos. Depois, a decisão, com mais dois jogos. Trocando em miúdos, se o Paraná não vencer o segundo turno, terá que disputar o acesso em uma semifinal, talvez em um momento agudo da Série B nacional, no final do turno, quando os times já estão mais entrosados. A tabela da Série Prata prevê a última rodada do returno para 14/07. Presumo que as datas das semifinais fiquem para 21 e 28, portanto.

Mais um atraso de vida no caminho de 2012 do Paraná. Que realmente plantou em campo essa fase, mas deveria contar com ao menos um pingo de organização da Federação Paranaense para poder disputar com força o campeonato que realmente interessa: o Brasileiro.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 16/05/2012

Ainda o estádio
“O Atlético transferiu pra CBF a responsabilidade. A Copa do Mundo é da CBF, nossas obras são para a Copa, ela que indique o estádio. Jogaremos onde a CBF indicar, até na China.” Esse é Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em entrevista ao jornalista Oswaldo Eustáquio, da TVCI canal 14, sobre o local onde o Atlético deve mandar os jogos na Série B do Brasileiro. O prazo para indicação do local ao menos do primeiro jogo, dia 5 de junho, acaba hoje. Couto Pereira, Vila Capanema e até o Caranguejão, em Paranaguá, estão na lista. O presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, esteve na CBF ontem, depois de dar novas entrevistas negando a intenção de alugar o estádio. A diretoria do Paraná, por sua vez, também já afirmou que não quer alugar mais a Vila Capanema. Todos têm sua dose de razão e pecou-se pela falta de diálogo. Seja qual for a decisão da CBF, alguém sairá desagradado.

Copa do Brasil
Em campo, por ora ainda na Vila Capanema, o Atlético recebe o Palmeiras. Jogo bom para esquecer o fracasso no Estadual e tentar chegar pela primeira vez às semifinais da Copa do Brasil. Confronto muito igual. Palmeiras conta com Marcos Assunção, Valdívia e o recém-chegado Mazinho como armas; já o herói-que-virou-vilão Guerrón é a grande arma atleticana. Na gangorra do futebol, jogo bom pra ele se recuperar. Em Salvador, tem Coritiba e Vitória. Com a moral do tri-estadual, Coxa pega o vice-baiano, que tem o artilheiro do Brasil, Neto Baiano, 31 gols. Trazer um empate com gols é de se comemorar. Confronto muito parelho também, com leve favoritismo coxa – mas que passa muito por bom resultado hoje.

E o Brasileiro?
Copa do Brasil hoje, Brasileirão Séries A e B já no final de semana. Tricampeão estadual, o Coritiba é o único paranaense na elite. Objetivamente, com os times que vieram até aqui, Coxa briga pelo G10. Está atrás de Santos, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Vasco e Internacional. Se reforçar, pode sonhar com Libertadores. O resto dos times é igual ou pior. Na Série B, Atlético brigará pelo G4 com emoção com o elenco atual. Se reforçar, cumprirá a obrigação de subir. É o grande time da segundona 2012. Tem como adversários Guarani, Vitória, Goiás, Avaí, Ceará e Criciúma. O Paraná corre por fora. Tem potencial pra sonhar, mas tem as limitações de sempre, a começar pelo dinheiro. Outro problema do Tricolor é a maratona de jogos. Jogou segunda, joga hoje em Rolândia, sábado contra o Guarani, terça contra o Goiás. Sobra na B local, mas não terá moleza na nacional. E se não ganhar os dois turnos locais, compromete o calendário em mais dois jogos, se obrigando a jogar semifinal e final, mesmo se tiver melhor campanha. E não pode abrir espaço na B nacional, para não sofrer. Caiu no campo, mas a desorganização das tabelas e regulamentos é um crime contra o Paraná Clube.

Atlético planta embrião para jogar em Joinville; entenda

Arena Joinville: caldeirão para o Atlético?

O Atlético jogar o Brasileiro Série B na Arena Joinville ainda é apenas um embrião, mas com pinta de que pode dar liga, após os rompimentos de Coritiba e Paraná com a diretoria (leia-se Mário Celso Petraglia) atleticana.

O que há de verdade na história: houve sondagem do Atlético, que já recebeu resposta positiva do JEC, mas tudo ainda no campo da especulação. Isso porque o Joinville não pode fazer nada na Arena sem consultar a Felej (Fundação de Esporte e Lazer de Joinville) que é o órgão da prefeitura que faz a gestão da Arena Joinville. Isso só deve esquentar mesmo na próxima semana, uma vez que houve mudança no comando do secretariado da fundação. O novo secretário, Flávio Sérgio Psheidt, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

O JEC não paga um centavo sequer a prefeitura para o uso da Arena Joinville e é o arrendatário do estádio até novembro de 2014. Os únicos custos que o clube tem são os de manutenção do estádio – gramado, arquibancadas, vestiários. O JEC, com o aval da prefeitura, tem licença para lucrar com aluguel de campo e exploração de publicidade na Arena, o que facilitaria muito as negociações com o Atlético. Hoje, o rubro-negro paga R$ 50 mil por jogo ao Paraná pelo uso da Vila Capanema.

O presidente do JEC, Márcio Vogelsanger, demonstrou interesse na negociação: “Não vejo nenhum problema. Assim como o Coritiba fez aqui, o Atlético pode fazer também. Mas temos que sentar com a prefeitura e negociar, isso ainda não foi feito.” Vogelsanger estava em uma reunião e foi curto e evasivo nas respostas. Disse ainda que pessoalmente não conversou com ninguém do Atlético, mas que algum diretor do clube já poderia ter feito isso por ele – ainda não sabia afirmar.

Curiosamente, Joinville e Atlético se enfrentam na Arena Joinville na primeira rodada da Série B. Eles, caso se acertem, precisam da ajuda da CBF e da TV para recoordenar três rodadas no turno, outras três no returno, a inversão de mando na abertura do segundo turno e a ajuda da PM no derby com o Paraná, em 24/11, última rodada com movimentação nas estradas. Confira os jogos conflitantes:

16/06 – 6ª rodada – sábado
16h – JEC x Ceará
16h – Atlético x Goiás

03/08 – 15ª rodada – sexta e sábado, com clássico catarinense
Sex – Atlético x São Caetano
Sáb – JEC x Criciúma

14/08 – 17ª rodada – sábado
16h – JEC x Bragantino
16h – Atlético x ASA

22/09 – 26ª rodada – sábado – movimentação dupla paranaense nas estradas
16h – Atlético x Ceará
16h – JEC x Paraná

27/10 – 33ª rodada – terça-feira
21h – JEC x América-MG
21h – Atlético x Guaratinguetá

06/11 – 35ª rodada – sábado
16h – JEC x Guaratinguetá
16h – Atlético x América-RN

24/11 – 28ª rodada – sábado – movimentação dupla paranaense nas estradas
16h – Atlético x Paraná

Em 2010, quando usou a Arena Joinville por 10 jogos, o Coritiba arcou com custos de manutenção estimados em R$ 20 mil por jogo e ainda fez o repasse de 10 a 12% da renda em jogos diurnos e 12 a 15% da renda em jogos noturnos. A média de público do Coxa foi de 2454 torcedores nas 10 partidas, sendo a maior presença em um jogo contra o Sport Recife, num sábado: 7022 pessoas viram a vitória alviverde por 2-1.

Para pensar:

Nas redes sociais, a torcida do Atlético já chia com a falta de habilidade da diretoria em negociar com o Coritiba e, mais recentemente, com o (novo) racha com o Paraná Clube e a possível perda da Vila Capanema, atual refúgio atleticano.

O torcedor se dói, mas o clube nem tanto. Nenhum dirigente jamais irá admitir, mas para um clube com um bom parque associativo em dia, não é vantagem ter muitos torcedores presentes ao estádio. A conta é simples: supondo que os 17 mil sócios que o Atlético afirma manter sejam no máximo 10 mil, para facilitar os números; e que cada um pague R$ 70 por mês, numa média de 4 jogos em casa (R$ 17,50 por jogo), o clube tem arrecadado mensalmente 175 mil reais. Mas, com a média de público na Vila não ultrapassando 4 mil, tem declarado e prestado contas (impostos, taxas de federação) de apenas 70 mil reais/mês, sobrando aos cofres do clube 105 mil limpos e justificados.

Não é mau negócio para a economia atleticana mudar-se para Joinville, reduzir custos de aluguel de campo e aumentar a sobra de caixa. É sim para o torcedor, mais uma vez jogado para o quinto plano.

Para pensar II:

A frase atribuída a Mário Celso Petraglia na reunião na câmara de vereadores sobre a Vila, “Precisamos de outro lugar para jogar”, não traz nenhuma ofensa ao Paraná Clube. É na verdade uma forma de pressão do atleticano sobre os governantes, para agirem junto ao Coritiba pelo Couto Pereira.

Mas, há dois meses aqui mesmo no blog, já trazia a informação de que o Tricolor, com excesso de jogos entre Série B e segundona paranaense e tendo o Atlético como rival na competição nacional, não queria danificar o gramado da Vila.

Foi um pedido de Ricardinho. O técnico não quer que o time sofra mais esse prejuízo. É um direito do Tricolor.

Só que a diretoria paranista não precisa jogar para a torcida. Fazer Petraglia de vilão já é o esporte favorito da praça, não havia necessidade de jogar novamente o desgastado presidente atleticano na fogueira.

Para pensar III:

Petraglia está certo em pedir dinheiro à prefeitura e ao Estado. O Atlético está pagando quase sozinho a conta da Copa, que é um evento da cidade, gostem ou não. É claro que o lucro de se ter um estádio novo é excepcional ao clube, mas e se o Atlético virar as costas, botar as cadeiras no lugar enquanto ainda há tempo e desistir do projeto, deixando o Paraná fora do Mundial? O mico é de quem?

Do mesmo governo que mantém o secretário que sugeriu calote no cargo?

Federação recua e mexe na 2a local; veja tabela detalhada do Paraná

Esse texto poderia começar lembrando os inúmeros avisos de toda a imprensa paranaense para a Federação Paranaense de Futebol, desde a ideia de antecipação da segunda divisão paranaense até a possibilidade de a competição invadir janeiro, em função do calendário conflitante do Paraná Clube, disputante dela e da Série B nacional.

Mas não.

Basta um velho ditado para resumir o que a FPF teve de fazer hoje, ao anunciar mudanças na tabela da competição local: “quem faz mal feito, tem que fazer duas vezes.”

Assim sendo, a FPF antecipou ou adiou alguns jogos do Tricolor na competição, cedendo – como previsto – terreno para a Série B da CBF.

A odisseia paranista agora está definida. Ou quase: se avançar na Copa do Brasil e/ou a segunda do Paranaense tiver finais, algumas datas podem mudar. E aí a FPF terá que mexer na tabela de novo.

Vejamos então a sequência tricolor:

01/05 – 15h30 – Segundona local – vs. Júnior Team, em casa
Sabe o ditado acima? Então: a FPF poderá ter que mexer uma terceira vez na tabela. Isso porque, caso elimine o Ceará pela Copa do Brasil, a CBF determinou que os dois jogos das oitavas de final (contra Palmeiras ou Horizonte-CE) sejam em 25/04 e 02/05, apenas um dia depois da estreia prevista.

Caso seja eliminado na competição nacional, o Paraná estreia na Vila, contra o Jr. Team, de Londrina.

03/05 – 20h30 – Segundona local – vs. Grecal, em casa
Apenas dois dias depois da estreia (e se estiver na Copa do Brasil, com um jogo no meio das duas datas) o Paraná volta a campo em jogo antecipado da 8a rodada, contra o Grecal de Campo Largo. O intervalo de 66h para jogos na mesma cidade está respeitado. Isso, claro, se o Paraná não atrapalhar a FPF e for eliminado pelo Ceará. Senão…

06/05 – 16h30 – Segundona local – vs. Cascavel, em Cascavel
72h depois de encarar o Grecal (chato, mas repito: SE o Paraná for eliminado pelo Ceará…) a equipe faz sua primeira viagem:  500km.

08/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Foz do Iguaçu, em Foz
Em jogo antecipado da 8a rodada, o Paraná rodará  153km até Foz do Iguaçu, próxima a Cascavel, para o 4o jogo na 2a-PR. O intervalo é maior que 66h.

11/05 – 20h30 – Segundona local – vs. Grêmio Maringá, em Maringá
Os tricolores pegam as malas (talvez com uma passadinha em Ciudad del Este?) e andam mais  407km para visitar a Cidade Canção, no clássico dos campeões paranaenses na Série Prata. Será o terceiro jogo seguido fora de casa, o 5o em 11 dias – SE o Paraná for eliminado pelo Ceará. Se não for… só Deus sabe.

13/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Grêmio Metropolitano, em Maringá
Maringá, que já recebeu jogos do Paraná Clube na Série A de  2005 contra os quatro grandes de São Paulo, será novamente casa tricolor nesse período: o 4o jogo seguido fora de casa, menos de 48h depois do anterior, será contra o outro Grêmio maringaense.

16/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Cincão EC, em Curitiba
A maratona continua: mais 428km para voltar pra casa após 4 jogos longe da Vila, desta vez contra o Cincão EC, de Londrina. Mas… isso se já estiver eliminado na Copa do Brasil. Se passar pelo Ceará e pelo vencedor de Palmeiras-SP x Horizonte-CE, o Paraná terá jogo na Copa do Brasil nessa data, pelas quartas de final.

19/05 – 16h20 – Série B – vs. Guarani, em Curitiba
Depois de fazer 6 jogos em 16 dias – isso SE a Copa do Brasil blablabla… – o Tricolor inicia em casa a caminhada na Série B, contra o Guarani.

22/05 – 20h30 – Série B – vs. Goiás, em Goiânia
Três dias depois, o Paraná anda  1186km para encarar o Goiás no Serra Dourada, pela 2a rodada da Série B. O 8o jogo em 22 dias. Aqui, o primeiro conflito de datas que não é culpa da FPF (palmas!): se estiver nas quartas de final da Copa do Brasil, o Paraná terá jogo em 23/05, um dia depois. Deve ficar para 24/05, uma quinta.

26/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Nacional, em Rolândia
De Goiânia para Rolândia, com escala em Londrina, possivelmente, mais  915km para jogar contra o Nacional. Copa do Brasil? Melhor nem pensar.

29/05 – 20h30 – Série B – vs. América-MG, em Curitiba
10o jogo do Paraná em 29 dias (terá mais um em maio, calma), contra mais um forte candidato ao acesso para a Série A: o América-MG. A viagem foi de 400km entre Rolândia e a capital.

31/05 – 18h30 – Segundona local – vs. Serrano, em Curitiba
Dois dias depois de pegar o Coelho, o Paraná volta a Vila para fechar o mês com 11 jogos,  uma média de um jogo a cada 3 dias. É a última partida do primeiro turno da Série Prata.

05/06 – 20h30 – Série B – vs. Guaratinguetá, em Curitiba
Quase que milagrosamente, o Paraná terá cinco dias para descansar (sugiro nem treinar) entre o fim de maio e o início de junho, até encarar o Guará, na Vila. Terceiro jogo seguido em casa.

07/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Cascavel, em Curitiba
Mas, 48h depois, o Tricolor abre sua participação no returno do Estadualzinho no quarto jogo seguido em casa, contra o Cascavel. Aqui, a justiça do trabalho pode encrespar.

09/06 – 18h30 – Segundona local – vs. Grêmio Metropolitano, em Curitiba
Quinto jogo seguido em casa, mas em menos de 48h depois de entrar em campo pela terceira vez na mesma semana. O adversário é o Grêmio Metropolitano – não confundir com o Grêmio Maringá.

12/06 – 20h30 – Série B – vs. Grêmio Barueri, em Barueri
Mais um Grêmio na vida paranista. A viagem de 323km acontece num milagroso intervalo de 74h após o último jogo. Algumas das quais gastas em viagem, claro. Mas tem um detalhe: o Paraná que não cometa a “insanidade” de chegar às semifinais da Copa do Brasil, que estão programadas para 13/06 e 20/06.

15/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Cincão EC, em Londrina (ou Rolândia)
De São Paulo para Londrina – ou Rolândia, caso o Cincão mande jogos no Erick George. O terceiro jogo do Paraná no returno da Série Prata.

17/06 – 18h30 – Segundona local – vs. Júnior Team, em Londrina
Menos de 48h depois de entrar em campo, o Paraná volta a jogar uma partida, mas ao menos não viaja (ao menos não mais que 30km): pega o Jr. Team na Capital do Café. Terceiro jogo longe da Vila, 6o em 17 dias.

20/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Nacional, em Curitiba
Se não chegar às semifinais da Copa do Brasil, o Paraná recebe o Nacional, na Vila Capanema.

22/06 – 20h30 – Série B – vs. Joinville, em Curitiba
48h depois de encarar o NAC, é a vez do JEC, pela segundona nacional. 8o jogo em 22 dias, menos de 3 dias de intervalo em média.

24/06 – 20h30 – Segundona local – vs. Grecal, em Campo Largo
Viagem curtinha até a Capital da Louça, mas com apenas 48h de intervalo desde o jogo com o JEC. Haja perna!

30/06 – 16h20 – Série B – vs. São Caetano, em São Caetano do Sul
Descansai, tricolores! Quase seis dias sem jogos, dá até pra um coletivo no meio. Adversário perigoso, o Sanca, no Anacleto Campanella,  460km de viagem. Em junho, serão 10 jogos em 30 dias.

03/07 – 20h30 – Segundona local – vs. Grêmio Maringá, em Curitiba
Mais um intervalo decente entre os jogos: quase 4 dias. Paraná x Galo do Norte, em Curitiba, há dois jogos do fim do segundo turno do Estadualzinho.

05/07 – 20h30 – Segundona local – vs. Foz do Iguaçu, em Curitiba
48h depois de pegar o Galo, o Paraná recebe o Foz.

07/07 – 21h – Série B – vs. Boa Esporte, em Curitiba
49h de “descanso” para mais uma partida, contra o Boa, um time de outro mundo (a sede é Varginha-MG).

10/07 – 20h30 – Série B – vs. Vitória, em Salvador
Julho estava mole demais. Por isso, nada como uma viagem de 2385km até a Bahia para relaxar. Pela frente o Vitória, outro aspirante à vaga na Série A, pela 10a rodada da B.

14/07 – 15h30 – Segundona local – vs. Serrano, em Prudentópolis
A última partida da primeira fase da Segundona local! O Paraná chega da Bahia, toma uma ducha e parte para as cachoeiras de Prudentópolis. Se vencer o primeiro e o segundo turno da Série Prata, problema resolvido: o campeonato acaba aqui. Mas se vencer um ou nenhum dos turnos, estando entre os quatro melhores – desde que um mesmo time NÃO vença os dois turno, o Tricolor terá que brigar pelo acesso local em mais quatro datas: semifinais e final. Já se for eliminado, não estando nem entre os quatro primeiros, é bom a FPF pensar em antecipar a competição em 2013…

O próximo jogo do Paraná na Série B, após o fim da tabela regular da FPF na Prata, será em 17/07, contra o América-RN, na Vila.

É difícil que o Paraná avance às finais da Copa do Brasil, sem hipocrisia. Mas, caso o faça, os jogos serão em 11/07 e 25/07.

Mas não é impossível que o Paraná passe pelo Ceará, o que já naufragaria a tabela acima logo na largada. Ê FPF…

As possíveis datas para as finais da Segundona Paranaense devem ser 17/07, 20 ou 21/07, 24/07 e 31/07. Mas aí é querer demais desse pobre escriba.

Vem aí a Copa do Brasil

Em 2011, faltou um gol para o Coritiba

Vai começar a Copa do Brasil. Atlético, Operário e Paraná entram em campo nesta quarta, 07/03, pela primeira fase; o Coritiba só joga no dia 14/03, pela mesma etapa da competição.

Com os Estaduais eternamente deficitários – exceção feita ao Paulistão – a Copa do Brasil é a chance dos clubes salvarem o semestre. O tal “caminho mais curto para a Libertadores” realmente existe: em apenas 10 partidas, uma equipe pode arrebatar um título nacional (o segundo mais importante do País) e disputar a competição mais importante das Américas.

Será a última edição da Copa do Brasil com 64 clubes e durante apenas o primeiro semestre. No ano que vem a competição crescerá, passando a abrigar 86 clubes e correndo de março a novembro, em paralelo com o Campeonato Brasileiro. Além disso a CBF permitirá que os clubes brasileiros que disputam a Libertadores na mesma temporada também estejam na Copa. Será mais difícil, portanto.

Neste ano os quatro paranaenses entram com motivações distintas. Os principais candidatos ao título são Cruzeiro, São Paulo e Grêmio. Outros times com camisa, como Atlético Mineiro, Palmeiras e Botafogo podem surpreender. O Botafogo, aliás, é o único dos grandes do Rio a estar na competição. Isso porque enquanto Flamengo e Fluminense foram bem no Brasileirão 2011, o Vasco é o atual campeão – fato bem gravado na memória da torcida coxa-branca, que viu o time perder a taça pelo critério de gols fora de casa no ano passado. A tabela está aqui.

Atlético, Coritiba e Paraná terão a oportunidade de matar a disputa na primeira fase se vencerem seus jogos por dois ou mais gols de diferença; o Operário, que recebe o Juventude-RS, não tem esse privilégio.

O blog então apresenta um pequeno guia para a competição, por ordem alfabética:

Atlético

Rebaixado para a Série B em 2011, o Furacão está em reconstrução e deu bons sinais no primeiro turno do Paranaense. A Copa do Brasil aparece com dois objetivos para o clube: testar o time para tentar o acesso à elite brasileira no segundo semestre e, porque não, resgatar o orgulho ferido com o título da competição. Mas não será fácil.

O destaque: 

Furlan: olho nele

Com um time recheado de garotos, o Atlético tem encontrado o ponto de equilíbrio na armação em Bruno Furlan, formado no CT do Caju e de retorno após uma temporada no Dínamo Minsk, da Bielorússia. Furlan tem demonstrado ser o mais maduro dos jovens lançados no Paranaense, com atuações regulares.

O adversário:

O rival do Atlético na primeira fase é o Sampaio Corrêa, do Maranhão. O Sampaio é o líder do Maranhense-2012. O time tem uma certa tradição no cenário nacional, sendo o principal time do Maranhão ao lado do Moto Clube. O meia Kerdson chama a atenção no elenco do Sampaio. Se é bom jogador eu realmente não sei, mas Kerdson é um belo nome, convenhamos. Em 2011, o Sampaio foi o 22o. colocado e surpreendeu na primeira fase ao eliminar o Sport Recife com dois empates. Acabou eliminado na fase seguinte, pelo Santo André-SP, ganhando um jogo (3-2) e perdendo outro (1-0), caindo nos gols marcados fora.

A tabela:

Se passar pelo Sampaio, o Atlético pega Criciúma ou Madureira. O Tigre é um dos adversários do Furacão na Série B do Brasileiro. A chave rubro-negra pode resultar em confrontos contra Paraná e Operário, mas o caminho até a final pode passar por Palmeiras e/ou Grêmio.

Coritiba:

Vice-campeão em 2011, o sonho da torcida coxa-branca é ver o clube novamente na decisão – mas dessa vez com final feliz. No entanto, pelo que vem apresentando no Paranaense, o Coxa não inspira a mesma confiança de 2011. Pode usar a competição para ter uma real noção do que enfrentará na Série A, na qual representará solitariamente o Estado. É o clube paranaense que tem o melhor desempenho histórico da competição e forma, ao lado do rival Atlético, de Grêmio, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Bahia, Sport, Cruzeiro e Atlético-MG, o grupo de mais peso na Copa do Brasil. Não pode ser subestimado, mas terá que melhorar muito para repetir 2011.

O destaque:

Rafinha: ele é quem decide

No atual criticado time do Coritiba, ele desequilibra. Rafinha é o craque do Coxa e tem sido quem apresenta o melhor futebol entre os jogadores do time. O meia-atacante perdeu os colegas das tabelas insinuantes de 2011, Marcos Aurélio e Davi, mas conduz a equipe ao ataque, sempre com velocidade, além de ser um grande definidor.

O adversário:

O Nacional Futebol Clube é o primeiro desafio do Coxa na Copa do Brasil 2012. O Nacional é o clube mais vezes campeão amazonense: 40 títulos, contra 17 do Rio Negro, seu mais tradicional rival. Venceu o Fast clube por 1-0 nas semifinais do 1o turno do Amazonense e vai decidir o título com o Princesa do Solimões. O destaque do Naça é o meia Messi. Não, não é aquele do Barcelona e sim um jogador revelado pelo América-AM. Se ele é bom como o argentino, só saberemos em 15/03 – mas até aqui, parece mais discreto que El Puga. Em 2011, o Naça não disputou a Copa do Brasil.

A tabela:

Eliminando o Nacional, o Coritiba terá pela frente o vencedor de ASA-AL x Santa Quitéria-MA. O primeiro adversário de peso pode vir só nas quartas: o Sport Recife. Botafogo e Atlético-MG também estão na chave do Coxa. O São Paulo é o time mais forte neste lado da competição e um possível adversário nas semifinais.

Operário

Completando 100 anos em 2012, o Fantasma ganhou de presente a Copa do Brasil. E pelo que vem mostrando no Estadual, a maior pretensão do time de Ponta Grossa é não ser eliminado no primeiro jogo pelo tradicional Juventude, de Caxias do Sul, campeão da Copa em 1999. Terá que melhorar muito até a estréia.

O destaque:

Ceará é um dos sobreviventes de 2011

Bem na campanha do terceiro lugar no Paranaense 2011, o meia Ceará esteve perto de defender o Londrina nesta temporada, mas teve o empréstimo prorrogado com o Fantasma. Tem talento, mas está sozinho em um time enfraquecido, que perdeu destaques como o goleiro Ivan e o meia Cambará. Um trunfo está no banco: em 2010 o técnico Lio Evaristo eliminou o Juventude com o Corinthians-PR.

O adversário:

O Esporte Clube Juventude é um dos mais tradicionais clubes do Rio Grande do Sul, tendo destaque no Brasil com um título da Copa do Brasil (em 99, sobre o Botafogo) e uma Série B. Mas vive um momento delicado, depois de ter sido rebaixado consecutivamente da Série A, em 2007 – após 13 anos na elite – até acordar na Série D, em 2010. Em 2011, não disputou a Copa do Brasil. Nesse ano, foi semifinalista do primeiro turno do Gaúchão (vencido pelo rival Caxias), mas perdeu para o Novo Hamburgo. Chama a atenção um trio que passou pelo Atlético sem nenhum brilho: o meia Mithyuê, o lateral-direto Elder Granja e o atacante Zulu.

A tabela:

Se eliminar o Juventude, o Operário pega o vencedor de Cuiabá x Portuguesa-SP. O Fantasma está na chave de Atlético e Paraná – e também de Grêmio, Palmeiras, Náutico, Bahia…

Paraná

A Copa do Brasil pode ser mais um problema do que uma solução para o Tricolor, que terá que disputar nesse ano a Série B nacional e a segunda divisão estadual. Só que a estréia do Paraná na Copa está cercada de expectativa pois será o primeiro jogo oficial do time em 2012. Sem calendário até a data do primeiro jogo, o Paraná só realizou jogos-treino enquanto se reinventava com a dupla Alex Brasil na gestão do futebol e Ricardinho, ídolo como jogador, agora técnico. A Copa pode medir a força paranista para o resto da temporada.

O destaque:

Ídolo em campo, Ricardinho deu status ao banco tricolor

Não poderia ser outro: Ricardinho, pentacampeão mundial com a Seleção em 2002, volta ao clube que o revelou para o futebol agora como técnico. É graças a Ricardinho que o Paraná conseguiu reforços por empréstimo do Corinthians (em especial o atacante Douglas), Atlético-MG e Vasco. O ex-meia abriu portas para o Tricolor no mercado, mesmo com problemas financeiros. A dúvida por ora é saber como ele irá se comportar como técnico, na primeira experiências na função.

O adversário:

O Luverdense-MT, da cidade de Lucas do Rio Verde, está em quarto lugar no Matogrossense, dentro da zona de classificação para as semifinais. Mas perdeu por 2-0 para o Cuiabá na última partida antes da Copa do Brasil. O Luverdense não é um total desconhecido do futebol paranaense: em 2010, enfrentou o Coritiba e foi eliminado com duas derrotas por 0-1. No ano passado, não participou da competição. Valdir Papel, que já passou pelo Vasco, é o rosto mais conhecido do time.

A tabela:

Se passar pelo Luverdense, o Paraná enfrenta o vencedor de Ceará e Gama. Pode pegar o Palmeiras nas oitavas e tem ainda a perspectiva de enfrentar Grêmio e Atlético.

Tabela comentada e Guia da Segunda Divisão do Paranaense

Deu discussão, polêmica, disputa política, desistências no meio do caminho e tudo o mais, mas não teve jeito: a FPF confirmou a Segunda Divisão do Paranaense para maio e hoje soltou a tabela. É o caminho que o Paraná Clube terá que fazer para voltar à elite estadual. E prepare-se: as confusões seguirão. A tabela tem conflito de datas com a Série B nacional e o Tricolor já anunciou que deve recorrer, ao lado do Sindicato dos Atletas Profissionais, para não entrar em campo em menos de 66 horas quando as partidas tiverem até 150km de distância entre as sedes e 72h para as demais. Rolo né?

Outrora chamada de Série Prata (a mudança para Segunda Divisão aconteceu em 2009), a competição tem o regulamento parecido com o da primeira: turno e returno com campeões indo à final; se for o mesmo time, game over: é o campeão direto.

Mas o regulamento tem uma armadilha a mais: os campeões de cada turno terão a companhia do 3o e 4o colocados na soma dos turnos em uma semifinal olímpica: o 1o. pega o 4o. e o 2o enfrenta o 3o. A situação, digamos sui-generis, fez com que a última rodada do segundo turno do ano passado tivesse o seguinte quadro: se o Toledo perdesse para o Serrano na última rodada, estaria automaticamente classificado a primeira divisão; se ganhasse, precisaria disputar a semifinal.

O jogo deu empate enquanto o Londrina vencia o Foz por 3-1 e ficava com o título antecipado. Mas o Foz empatou em 3-3 e levou tudo para as semis. Aí Londrina e Toledo se garantiram na elite contra Nacional e Grêmio Metropolitano, que ganhou a vaga que seria do Foz na justiça.

Mas tá marcado e agora vamos dar um giro pelo Estado do Paraná, conhecer o vôo da Gralha:

01/05 – Paraná x Jr. Team – 1o turno
02 ou 03/06 – Jr. Team x Paraná – 2o turno

A primeira partida é em casa. O Tricolor recebe o Júnior Team na Vila Capanema. O Júnior Team Futebol é um antigo braço do Londrina: um grupo gestor passou a tocar a base do Tubarão e a nomeou de Londrina Jr. Team. O contrato foi desfeito e o clube seguiu sua vida, agora com categoria profissional. O Jr. Team manda seus jogos no Estádio do Café e pela estrutura, promete ser um dos mais difíceis adversários do Tricolor. Em 2011, foi o campeão da terceira divisão estadual.

05 ou 06/05 – Cascavel CR x Paraná – 1o turno
06 ou 07/06 – Paraná x Cascavel CR – 2o turno

Serão 503km até Cascavel para o segundo desafio: o Cascavel Clube Recreativo (cujo site não se atualiza desde 2010…) clube que foi rebaixado com o Paraná para a segundona local. Nos dois confrontos em 2011, duas vitórias paranistas: 2-0 na Vila e 2-1 em Cascavel. O Cascavel CR não é o mesmo que o FC Cascavel. O último pertence ao ex-lateral Belletti e desistiu de participar da competição. Os jogos da Cobra serão no Estádio Olímpico.

Em 1980 dois precursores das equipes dividiram o título do Estadual. Cascavel e Colorado decidiram o campeonato da primeira divisão, mas a partida acabou na confusão que a Gazeta do Povo relembrou nesse link.

09 ou 10/05 – Metropolitano x Paraná – 1o turno
09 ou 10/06 – Paraná x Metropolitano – 2o turno

Na terceira rodada de cada turno, o Paraná pega um dos Grêmios Maringá desse campeonato: o Metropolitano. Em 2011, o GMM ficou no quase no acesso. Mas em 2012 o clube, que não tem site oficial, já enfrenta problemas salariais, de acordo com o jornal O Diário. Pudera: se fazer futebol em Curitiba já é difícil com quatro clubes profissionais de (algum) porte, imagine em Maringá, com dois. Ao menos o Paraná jogará na mais paranaense cidade do norte, no estádio Willie Davids e em uma terra em que brotam belas mulheres e fica a 438km de Curitiba.

12 ou 13/05 – Paraná x Cincão EC – 1o turno
13 ou 14/06 – Cincão EC x Paraná – 2o turno

Mais uma partida contra uma equipe de Londrina: o Cincão Esporte Clube, clube fundado em 2010 e que já enfrentou o Valencia e o Levante, em um mini-torneio na Espanha, com times de base (o Santos esteve nessa também). O nome Cincão faz referência a região dos Cinco Conjuntos de Londrina, um bairro importante na capital do Café. O símbolo do clube tem alusão à bandeira da cidade, mas o clube tem mandado jogos em Rolândia, cidade vizinha. Pode incomodar.

16 ou 17/05 – Nacional x Paraná- 1o turno
16 ou 17/06 – Paraná x Nacional – 2o turno

Será o último jogo do Paraná antes da estreia na Série B nacional… contra o Nacional. O Nacional Atlético Clube é um dos mais tradicionais clubes do Estado (fundado em 1947) e que no ano passado quase conseguiu o acesso. Deve ser um dos postulantes a isto nessa temporada. Já venceu duas vezes a segundona local.

Um dos “pais” do Paraná, o Britânia, faz parte da história do NAC: o primeiro jogo oficial do time de Rolândia (398km de Curitiba) foi uma derrota por 6-0 para o clube que deu origem ao Colorado.

19 ou 20/05 – Paraná x Grecal – 1o turno
20 ou 21/06 – Grecal x Paraná – 2o turno

Prepare-se: a partir daqui, começarão os conflitos entre as tabelas da Série B e da 2a divisão local. A CBF programou a estréia da Série B para 19/05, um sábado. Portanto, todas as datas acima desta (mesmo as já citadas anteriormente) terão algum desencontro entre FPF e CBF. Como a Série B tem jogos terças, sextas e sábados, e é necessário um intervalo de 66h entre os jogos, será complicado precisar como e quando os jogos sairão.

Mas sairão. O Grecal (Grêmio Recreativo Esportivo Campo Largo) herdou a vaga do AGEX/Iguaçu e vai disputar o acesso pela primeira vez. E no segundo turno será a viagem mais curta: o Paraná visita o Grecal na capital da cerâmica, Campo Largo. São apenas 31km entre as cidades e quase não se vê estrada entre Curitiba e Campo Largo, com área praticamente urbanizada.

O estádio Atílio Gionédis não tem iluminação e é a casa do Grecal. O técnico do time de Campo Largo é Ricardo Pinto, ex-ídolo do Atlético e técnico que passou pelo Paraná na campanha desastrosa de 2011.

23 ou 24/05 – Grêmio Maringá x Paraná– 1o turno
23 ou 24/06 – Paraná x Grêmio Maringá – 2o turno

O Tricolor voltará a Maringá na 7a rodada do turno para pegar o time do folclórico Aurélio Almeida. O Grêmio de Esportes Maringá é o único time da segundona que tem títulos de primeira divisão, ao lado do Paraná: são três conquistas, todas há mais de 35 anos: 1962-63 e 1977. O Grêmio Maringá também foi o primeiro time paranaense a ser campeão brasileiro: em 1969 desbancou o Santos de Pelé no Torneio dos Campeões da CBD e seria o representante do País na Liberadores… se a CBD não desistisse de mandar times para a competição. Recentemente, na onda do reconhecimento dos títulos da Copa Brasil e Robertão, o GEM tentou também sua cartada, sem sucesso.

Mas esse passado é distante e o Grêmio só vai disputar a Segundona porque o FC Cascavel desistiu da disputa e abriu vaga ao time que estava na Terceirona. Aurélio Almeida não é bem visto entre os empresários da cidade e tenta manter o clube funcionando em uma nova empreitada, como já fez com Império do Futebol-Império Toledo e Real Brasil. Entre bazófias como trazer o Boca Juniors para um amistoso de pré-temporada e o passado glorioso o Grêmio, infelizmente, não deve disputar acesso.

26 ou 27/05 – Foz do Iguaçu x Paraná– 1o turno
27 ou 28/06 – Paraná x Foz do Iguaçu – 2o turno

A viagem mais longa: 643km para encarar o Foz, punido pelo TJD-PR no ano passado, no Estádio ABC. O Foz do Iguaçu Futebol Clube esteve a pique de subir para a elite, mas perdeu seis pontos pelo uso irregular do jogador Alisson. Com isso, não disputou as semifinais da Segundona 2011, mas deve vir forte para essa temporada.

30 ou 31/05 – Paraná x Serrano – 1o turno
30/06 ou 01/07 – Serrano x Paraná – 2o turno

Ufa! Com dois turnos espremidos em um mês cada, sem contar as possíveis transferências de datas em função da Série B, o Paraná encara o Serrano de Prudentópolis, 208km de Curitiba, a última rodada de cada fase. O Serrano Centro Sul-Esporte Clube não tem site oficial e tenta voltar ao rumo: em 2009 chegou a ser vice-campeão da Recopa Sul-Brasileira, perdendo a taça para o Joinville EC; mas no Estadual de 2010 perdeu a força e acabou rebaixado. Manda jogos no Estádio Newton Agibert, sem iluminação.

O dono do Atlético

Eleições atleticanas: uma vitória da participação

O dono do Atlético recebeu 4759 votos na eleição 2011. Não, leitor, eu não errei a conta: o dono do Atlético é o sócio.

A eleição atleticana ficará marcada como a primeira realmente democrática em um clube de futebol do Paraná – e vale um capítulo a parte. Os paranistas, que reclamaram da diferença entre o sócio olímpico (o verdadeiro sócio) e o sócio torcedor (que, na realidade, compra um “season ticket”) que o digam. Os atleticanos foram às urnas com mais de 50% de votos dos 7680 possíveis.

Mário Celso Petraglia não é o dono do Atlético, diga-se. Até posa-se como fosse – e hoje está referendado para tanto. Isso não o exime de explicar as denúncias da Gazeta do Povo na última semana. Mas também não tira dele o rótulo de quem está reconduzido ao poder por escolha popular. Ademais, o Atlético é um clube privado e se o conselho aprova contas, sem que haja evasão fiscal ou desvio de verba de interesse público, é um problema do clube.

Uma justiça, entre tantas críticas ao autoritarismo de Petraglia, deve ser feita: foi através de um plano dele que a eleição do dia 15/12 aconteceu. O plano de sócios, iniciado na gestão dele com João Augusto Fleury da Rocha, é que proporcionou essa escolha popular. O outro Atlético campeão brasileiro, o Mineiro, reelegeu Alexandre Kalil com 234 votos. Minas, reduto político nacional, invejou o pleito rubro-negro. Vide Twitter.

Se Petraglia levará o Atlético ao topo ou se o clube naufragará, isso é outro assunto. Fato é que ao retomar o poder, Petraglia faz mais que apenas assumir o controle total das coisas do Furacão (tem o conselho, a gestão e a SPE/Arena, que irá gerir a obra): o dirigente retoma a confiança popular.

Há tempos que o Atlético é visto com desconfiança por seus torcedores. A promessa de ser campeão mundial em 10 anos parece distante. Muito mais próxima está a Série B. A partir da posse, o dono do Atlético passará a cobrar o novo presidente.

Mas até então, os atleticanos podem comemorar um feito raro no futebol brasileiro: prevaleceu a vontade popular. Que é apenas de ver um clube vencedor novamente.

Típicamente curitibano

Mais curitibano impossível: ambos perderam (foto: Geraldo Bubniak)

A maior instituição esportiva do Paraná, o Atletiba, não poderia ter um retrato mais curitibano do que o #348 apresentou hoje; autofágico como o cidadão local, o clássico terminou com uma vitória atleticana, mas sem ninguém tendo realmente o que comemorar. Pior: duas comemorações pelo fracasso do rival, jogando o futebol da terrinha na mediocridade de sempre. Agora, temos um clube a mais na Série B nacional e nenhum na Libertadores. Restou o de sempre: puxar o outro pra baixo.

Claro, não havia como ambos saírem sorrindo. E o texto também não é apológico a que um ajudasse o outro; são rivais, antagônicos, existem para superar um ao outro. Mas o retrato em que ambos se derrubam é fiel a principal crítica a nossa cidade: a de que ninguém se ajuda, mal se cumprimenta no elevador, fica feliz quando o carro do vizinho é roubado e critica o sucesso alheio, que só acaba tendo valor quando vem de fora. Atlético 1-0 Coritiba não salvou o Furacão e matou o Coxa; enquanto isso, em Minas Gerais, Cruzeiro 6-1 Atlético-MG e uma humilhação suprema do Galo, com os dois mineiros salvos.

A crítica é dura sim; e se reflete na defesa de que esse foi o maior Atletiba de todos os tempos, o que eu discordo veementemente. Como o maior clássico de todos os tempos pode ter dois derrotados? Como um jogo com um placar magro pode suplantar as várias histórias dos outros 347 jogos? Não concordo.

Concordo sim que, para os atleticanos, valeu a “queda em pé”; ironia do destino, o fim de um tabu de três anos sem vencer o rival se deu em um jogo tal qual a última vitória, em 2008: sem alegria. Ameniza a dor? Não acredito. Apenas rechaça o selo de que seria o Coxa quem rebaixou o Atlético. E, claro, não foi: em 38 rodadas, inúmeros erros. Mas esse é um assunto para outro post.

Concordo também que para os coxas, apesar do amargo de perder a vaga que estava nas próprias mãos para um rival que durante o próprio jogo já estava rebaixado (cada gol do Cruzeiro confirmava a queda), o isolamento na Série A após anos de ostracismo e sofrimento em relação ao Atlético, vale o troco de cada sarro. Ameniza a perda? Não acredito. Apenas demonstra que o clube vive um momento melhor que o rival, o que ainda é pouco. Esse foi cantado como o maior time da história alviverde e perdeu duas grandes chances de ao menos carimbar uma vaga na maior competição da América. Mas esse também é assunto para outro post.

A vida segue. Lamentavelmente, dentro da mediocridade de sempre do futebol paranaense, perdendo objetivos em qualquer uma das cores que você olhe. Mesmo saindo por cima, o Coritiba deixou escapar a consolidação. Agora, é 2012. Que será duro para o Atlético, longe da Arena e na segundona nacional após 16 anos.

Talvez, se há algo a se orgulhar, é o fato de que rivalidade mesmo é a curitibana. Só não sei se é algo para se alegrar.