Túnel do Tempo: dia de revanche?

A torcida do Paraná tem um motivo a mais para ir à Vila na noite de hoje: ano passado, uma derrota por 0-3 para o Icasa tirou o Tricolor da liderança da Série B. Relembre:

Na história, dois jogos: além desse 0-3, um empate em 0-0 em casa, no ano passado.

Dia de revanche?

Começou mal, acabou igual

Foto: Hedeson Alves, Gazeta do Povo
Foquinha saiu sem fazer graça

Ele chegou como Foquinha, mas parecia mesmo outro tipo de mamífero aquático. Tudo culpa de uma lesão que tem impedido que o encantador jogador que começou no Cruzeiro deixasse de ser promessa.

Para o Paraná, dizer que estava emprestando um jogador da Inter de Milão e ventilar até uma suposta parceria teve suas vantagens. O clube voltou ao cenário nacional. Kerlon é bem quisto fora daqui (e aqui também, pelas declarações dadas por funcionários do Tricolor ao Globo Esporte.com) e quando tuitei a saída dele, colegas da imprensa do eixo (como o brilhante Ubiratan Leal) já deram RT. Nacionalmente foi até mais destaque do que a saída de Kelvin – tratada mais abaixo.

Mas no fundo, após apenas quatro jogos em seis meses, as promessas de grandiosidade paranista com a chegada do reforço à época ficaram apenas na memória. Kerlon não rendeu, a tal parceria nunca prosperou, o Paraná chegou a pagar o alto preço (evidentemente, não por causa dessa negociação) do rebaixamento no Estadual e só voltou a se acertar quando selecionou melhor as contratações.

Fica um sentimento de pena pelo fracasso da idéia. Mas fica também a lição de que é melhor investir tempo em talentos como Wellington e Serginho do que sonhar com antigas promessas e contos de fadas.

Kelvin

Ao jornal “A Bola”, de Portugal, Paulo César Silva abriu o jogo: Kelvin, relapso nos treinos, seria liberado antecipadamente pelo Tricolor. A internet uniu novamente Brasil e Portugal e não demorou para que Paulão confirmasse a notícia por aqui. Kelvin já pode se mandar para a ‘terrinha’.

Assim como Kerlon, deixa uma sensação de pena, de “podia ter sido melhor”. Deixa também algum dinheiro, não muito, cerca de 500 mil reais (10% dos R$ 4,7 mi ofertados pelo FC Porto). Mas que se bem usado, pode dar um novo rumo, para que novos Kelvins fiquem mais tempo por aqui. Por ora, fique com um gol dele. Pode ser que mais tarde você ainda diga: “Eu vi esse menino jogar em Curitiba”.

Andando de bicicleta

O morro é alto e o caminho é longo, mas a bicicleta de Serginho ontem deu um embalo para o Paraná na segundona nacional.

Terceiro colocado após seis rodadas, o Tricolor não lembra nem de longe o time que acabou rebaixado para a segunda divisão estadual. Wellington, Serginho e Giancarlo deram nova roupagem à equipe – é bem verdade que ao todo foram 14 reforços, mas pra mim, são os três melhores até então.

Mas o mais importante, especialmente para o torcedor que viu o clube chegar a ser líder da Série B 2010 e acabou decepcionado, é constatar que dos seis jogos disputados, ao contrário do ano passado, três foram contra adversários fortes e diretos no sonho do acesso: Portuguesa (1-1), Goiás (3-0) e Náutico (1-1) – sendo dois fora de casa. E a única derrota até então foi para a Americana (0-1), que está no G4.

É o dinamismo do futebol: em Curitiba, hoje, o torcedor mais otimista é o paranista.

*O vídeo é do SporTV, disponível no Youtube; amanhã, você confere os gols na tela da Band Curitiba, 12h30, no Jogo Aberto Paraná.