Conforme prometido no programa Jogo Aberto Paraná de hoje, vai abaixo conteúdo extra da coletiva dada em 28/06/2011 pelo ex-presidente do Atlético, Mário Celso Petráglia, na qual ele anunciou sua candidatura ao comando rubro-negro nas próximas eleições do clube.
Petráglia fala sobre Copa 2014, conclusão da Arena, gestão Marcos Malucelli e o futebol atleticano. Além do sarcasmo de sempre nas declarações, os trechos mostram o dirigente com uma postura incisiva em temas polêmicos.
Vale a pena conferir e opinar mais abaixo. E votar na enquete ainda mais abaixo.
O Jogo Aberto Paraná é exibido de segunda a sexta pela Band Curitiba, às 12h30.
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Em tempo: faço minhas as palavras do colega Léo Mendes Jr., que trata também do tema no blog dele, Bola no Corpo. Assim como ele, “não apoio candidato algum e não farei campanha para esse ou aquele. Felizmente, tenho amigos e bons contatos dos dois lados da política rubro-negra. Como também sou atendido com cordialidade e respeito pelo Petraglia ou pelo Malucelli sempre que ligo para um dos dois em busca de informação. E é exatamente isso que vocês sempre verão por aqui: informação e opinião”. O mesmo que lá no blog dele e no Jogo Aberto Paraná. (Obrigado Léo, por me poupar tempo com esse mini-editorial).
Petráglia anunciou candidatura ao Atlético nesta terça (foto: Geraldo Bubniak/@futebolpr)
Mário Celso Petráglia fez o que muitos já imaginavam, apesar das negativas anteriores, e confirmou seu próprio nome no bate-chapa atleticano marcado para 8 de dezembro desse ano, em entrevista coletiva hoje a tarde.
Não se sabe qual Mário Petráglia se propõe a voltar a presidencia do Atlético: se o ousado e revolucionário Petráglia de 1995 ou o desgastado e passivo dos últimos anos, que chegou até a declarar que a Série B não seria o fim para o clube (ainda que verdade, nunca pode ser dito pelo presidente de uma associação).
O fato é que Petráglia agiu bem em confirmar já sua candidatura. Não posará de oportunista em um eventual rebaixamento, pois se propõe a voltar a casa que deixou após romper com o ex-aliado Marcos Malucelli com o clube ainda vivo na Série A; deixa claro também sua ambição política: agora, toda declaração de Petráglia deixa de ser uma acusação ao vento para se tornar um fato de campanha. E já avisa a quem interessar possa que o Atlético tem mais alguém de olho no poder no clube, que não apenas o grupo atual – que, convenhamos, vem se notabilizando mais pelas perdas que pelos ganhos.
Um assunto que irá girar de ambos os lados é o rompimento entre Petráglia e Malucelli, que pode ser algo como a briga Taniguchi x Beto Richa para muitos, mas ainda soa como ódio mortal. E o aditivo de que foi Petráglia quem pôs Malucelli lá só deve esquentar a briga nos próximos meses, talvez com o despertar da atual diretoria, sobretudo para as questões do futebol e do Mundial 2014 na Arena, na tentativa de se provar uma independência de atitudes. É de se aguardar. Inclusive para saber se Ênio Fornea irá querer bater chapa com Petráglia. Ainda pode se esperar uma terceira corrente, algo que parece improvável no momento.
Por fim, candidato declarado, Petráglia encerra os boatos de tentativa de golpe no conselho. Terá de aguardar até dezembro. E deixa a atual diretoria, se não tranquila, ao menos ciente do que terá de fazer e trabalhar para tentar se manter a frente do clube por mais dois anos.
Já leu? Aproveite e vote abaixo na enquete sobre a candidatura de Mário Petráglia a presidencia do Atlético!
Em entrevista coletiva exibida no programa Jogo Aberto Paraná hoje, na Band Curitiba, o técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, falou sobre as mudanças na equipe para o jogo de quinta, contra o Ceará, pelo Brasileirão no Couto Pereira.
Marcelo colocará em campo Marcos Aurélio e Leonardo; ainda espera pela liberação de Rafinha para definir a equipe. Você pode assistir a entrevista no link abaixo:
Acompanhe a entrevista do lateral-esquerdo Lima, do Paraná, exibida hoje no Jogo Aberto Paraná, na Band Curitiba, falando sobre o jogo contra o Vitória:
Paraná e Vitória se enfrentam hoje em Salvador, pela Série B do Brasileiro 2011. Será o 20o jogo entre as equipes, com vantagem paranista nos 19 anteriores: 9 a 6.
O primeiro jogo entre as equipes foi em 1992. Foi na primeira partida da final da Série B daquele ano. O Tricolor venceu, 2-1, em Curitiba, e viajou a Salvador precisando de um empate para conquistar seu primeiro título nacional (ainda que B) com 3 anos de vida. Vale lembrar que, na época, o Estado do Paraná tinha apenas o Coritiba com a Série A de 1985 e o Londrina, campeão da B em 1980 como campeões nacionais.
Em Salvador, jogo pegado. Aquele Vitória era a base do time que chegaria ao vice da Série A no ano seguinte, perdendo para o Palmeiras, com Dida e Alex Alves, entre outros. Mesmo assim, em uma arrancada pelo meio, Saulo, o Tigre da Vila, mandou essa para dentro:
O gol deu o título ao Paraná, que permaneceu na elite até 2000, quando uma canetada o jogou no Módulo inferior (Amarelo) da Copa João Havelange, um artifício usado pela CBF para salvar Botafogo e Fluminense da Série B, mediante uma ação do Gama. Naquele mesmo ano, o Paraná conquistou, sobre o São Caetano, seu segundo título de Série B, tendo a chance de disputar as finais da Copa – ou seja, a Série A – na mesma temporada. Parou no Vasco de Romário, que seria o campeão da primeira divisão. Mas isso é história pra outro post…
Já conhece o quadro do Jogo Aberto Paraná, “Band cobre a sua pelada”? A equipe do programa vai até o seu jogo e acompanha os melhores momentos. Como normalmente não têm melhores momentos, escolhemos os piores e vai isso aqui pro ar, ó:
Assista o programa, todos os dias, 12h30, na Band Curitiba (canais: 2 analógico ou 38 digital aberto, 302 Sky, 2 NET e 2 TVA) e saiba como participar!
Causa e consequência: ainda Geninho x Adilson (foto: montagem)
Ninguém aprovou a maneira com a qual Geninho, após vencer um clássico sobre o Paraná (3-2), acabou demitido; mas era consenso entre dirigentes, imprensa e torcedores que o técnico campeão brasileiro não vinha dando um ritmo legal ao time e que a oportunidade batia à porta com a disponibilidade de Adilson Batista, técnico promissor, jovem, ex-jogador do Atlético e amigo de Valmor Zimmermann, então na direção de futebol.
Então Geninho saiu e Adilson veio. Mas esqueceram de falar com quem ele comandaria: os jogadores.
Conversei por vários minutos com duas pessoas que vivem como poucos o dia-a-dia atleticano. E ficou bem claro pra mim que a boleirada se doeu pela saída de Geninho.
O ex-técnico atleticano é mais vivido que Adilson Batista e está mais acostumado com a cabeça do grupo de jogadores. É bem verdade que o Atlético deu adeus ao Paranaense ao perder para o Operário em casa (0-2) sob o comando de Geninho; mas foi a única derrota dele no comando rubro-negro. Geninho falava a lingua dos jogadores. Deixou o clube com mais de 80% de aproveitamento. Os comandados não entenderam. Sentiram-se traídos junto com o técnico. E jogador não costuma perdoar isso.
Adilson tentou. Trouxe um, dois, três reforços, quis se fortalecer. Mas o grupo não respeitava o comando dele. E isso piorou com a saída de Zimmermann. Os jogadores sentem a falta de comando no grupo. Adilson cobrava, dizia publicamente que o grupo precisava de reforços – e é claro que quem ali estava não gostava de ser cobrado. Discurso diferente do de Geninho, muito mais no sentido de valorizar quem ali está.
Com Adilson o Atlético foi surrado pelo maior rival na Arena, no dia do título do Coritiba (0-3); caiu ante um Vasco que se mostrou competitivo, mas não era brilhante, sendo mal-escalado em casa. Muito pela questão de confiança do treinador, que foi ficando sozinho; no Brasileiro, seis jogos, um gol marcado, um ponto. A fritura chegou ao ponto. Mas a culpa não é de Adilson – ou só dele.
O Atlético tem jogadores rodados, caros e de categoria. Noves fora um ou dois que tem deficiência técnica, não se pode dizer que Paulo Baier, Branquinho, Guerrón, Kléberson e Madson não sabem jogar bola. Interessados, eles podem tirar o Atlético desse buraco – e para isso, precisarão vencer 15 jogos em 32.
A solução também passa pela escolha certa do comandante. Diego Aguirre, que pode ser confirmado nas próximas horas, fez miséria com um Peñarol renascido. Mas terá que se adaptar ao futebol brasileiro, à lingua e à máfia instalada no CT do Caju. Talvez precise de pulso firme da nova diretoria de futebol, que terá que obrigatoriamente que afastar alguns jogadores, para devolver o comando ao treinador. É o susto para lembrar quem manda.
Caso contrário, o azeite continuará fervendo. O Atlético seguirá triturando treinadores, jogadores e principalmente, o coração da torcida.
Não viu ou quer rever os gols do jogo entre Cruzeiro e Coritiba? Acha que não foi pênalti o primeiro gol da Raposa sobre o Coxa? Mate suas dúvidas vendo o vídeo abaixo, veículado no Jogo Aberto Paraná hoje, na Band Curitiba: